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Vicente Moura explica "divórcio" com Bruno.

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Vicente Moura explica "divórcio" com Bruno. "Se não apreciam o meu trabalho, tenho mais que fazer"

 

Em declarações a Bola Branca, o vice-presidente demissionário do Sporting esclarece os motivos que o levaram a bater com a porta em Alvalade. Ouça as explicações.

 

Vicente Moura sentiu-se de pés e mãos atadas com as surpreendentes perspectivas de Bruno de Carvalho quanto ao sucesso ou insucesso das modalidades do Sporting. E foi por essa diferença de "visão" entre ambos que decidiu apresentar a demissão do cargo de vice-presidente dos leões, com o estrito pelouro das modalidades.

 

Em declarações a Bola Branca, o comandante e ex-presidente do Comité Olímpico de Portugal, critica de forma aberta a postura recentemente assumida por Bruno de Carvalho.

 

Na noite de terça-feira, o líder leonino anunciou o encerramento da conta pessoal de Facebook, chegando mesmo a afirmar que os resultados nas modalidades, para além do futebol, estavam a ser confrangedores.

"Se ser vice-campeão europeu de futsal (Sporting perdeu na final da UEFA Futsal Cup desta época) é considerado um desastre, o que é que faço? Não faço nada", dispara, claramente conformado, num curto contacto telefónico.

 

"É uma visão diferente do presidente", prossegue, lamentando aquilo que considera ser uma série de "situações estranhas".

 

"Mas isso tem a ver com a pátria desportiva, que vê sempre dois contendores: um que ganha e outro que perde. É uma visão diferente", salienta, mostrando-se desgastado com o actual momento que o Sporting vive e que o faz ressentir-se dos recentes problemas de saúde que o afectaram.

 

"Até agora, foi fácil conciliar estas duas visões mas agora não vou continuar a prejudicar a minha saúde quando não apreciam o meu trabalho. Tenho mais que fazer e tenho de cuidar da minha saúde, que é o mais importante", argumenta.

 

Apesar da saída, em clara rota de colisão com um presidente que acompanhava desde a primeira eleição, em 2013, Vicente Moura não bate com a porta, em Alvalade, com qualquer ressentimento.

 

"Não estou arrependido. Foi uma experiência interessantíssima. Nunca tinha estado por dentro de um clube da dimensão do Sporting e estive agora", completou.

 

@Rádio Renascença

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As declarações sobre o futsal do Bruno foram uma vergonha, compreendo perfeitamente esta saída.

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mais um para ser chamado de croquete.

é é inteligente..sair do buraco que aquilo se está a tornar outra vez

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Aquando do fiasco com a W52 já tinha estado para sair, por isso não me choca que o faça agora.

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Claramente o Vicente Moura não está à altura dos altíssimos padrões de exigência do Sporting.

 

Força Bruno, contra tudo e contra todos.

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A demissão é a saída dos fracos. A única coisa que tinha que fazer era ir para o pavilhão incentivar os adeptos a assobiar os meninos, ou talvez reunir o pessoal para fazer umas esperas ao autocarro.

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E os "motivos de saúde" do comunicado oficial?

Editado por antifa

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E os "motivos de saúde" do comunicado oficial?

 

Foi tão à pressa que nem mudaram a data :lol:

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Pergunto-me quando é que o verniz estalará. Ou se alguma vez isso acontecerá.

Editado por Rōnin

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O BdC está a escavar um buraco do qual será muito difícil de sair. Se a próxima época não for recheada de bons resultados, em especial no futebol, ele será o único responsável por isso. E depois, irá colocar o seu lugar à disposição ou irá tentar governar um clube contra os sócios? Ou será que ele está a contar que não surja ninguém melhor para o cargo?

 

Assim de repente parece-me que depois de copiar o PC, ele está a imitar o Vieira.

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O BdC está a escavar um buraco do qual será muito difícil de sair. Se a próxima época não for recheada de bons resultados, em especial no futebol, ele será o único responsável por isso. E depois, irá colocar o seu lugar à disposição ou irá tentar governar um clube contra os sócios? Ou será que ele está a contar que não surja ninguém melhor para o cargo?

 

Assim de repente parece-me que depois de copiar o PC, ele está a imitar o Vieira.

 

Copiou a pior versão do Pinto da Costa. Espero que agora copie a pior versão do Vieira icon_mrgreen.gif

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"Se sou o responsável pelas derrotas também sou pela ida do Nelson Évora"

 

Vicente Moura, vice para as modalidades desde 2013, apresentou demissão na sequência das críticas de Bruno de Carvalho e por problemas de saúde. "Ser vice-campeão europeu de futsal é um desastre?", questionou o dirigente ao DN.

 

Vicente Moura demitiu-se ontem "de forma irrevogável" do cargo de vice-presidente do Sporting para as modalidades em rotura com Bruno de Carvalho. "Demiti-me fundamentalmente por duas razões: saúde e as críticas do presidente às modalidades", explicou ao DN o dirigente máximo das modalidades desde 2013, isto depois de o Sporting ter justificado a sua saída num comunicado apenas com os problemas de saúde.

 

"Ora bem, quando ontem [quarta-feira] vejo o presidente a fazer uma crítica generalizada às modalidades, que eu pessoalmente acho injusta, acho que isso me põe em causa como dirigente máximo das modalidade, vi que o meu trabalho não é apreciado. E se não é apreciado, não fazia sentido eu continuar a pôr em risco a minha saúde para continuar. Por isso pedi a demissão irrevogável", referiu Vicente Moura ao DN, que deixa funções antes da inauguração do Pavilhão João Rocha (21 de junho).

 

Mas sentiu que as declarações do presidente o visavam a si? "Claro! As críticas do presidente no Facebook e da forma como foi, depreendem que o meu trabalho não era apreciado e não fazia sentido continuar a prejudicar a minha saúde para nada. Ao criticar as modalidades pôs em causa os atletas, os dirigentes e a mim enquanto responsável máximo. Mas atenção, se sou o responsável pelas derrotas também sou pelas vitórias e pela contratação do Nelson (Évora)", lembrou.

 

Bruno de Carvalho despediu-se na terça-feira do Facebook com um longo texto, onde criticou duramente a época do Sporting em várias modalidades, entre elas o futsal, cuja equipa perdeu a final da UEFA Futsal Cup por 7-0, frente ao Inter Movistar, de Ricardinho.

 

"Vejo, em todas as modalidades, um apoio que mais nenhum clube tem no mundo, mas um grau de exigência muito pequeno. A cada mau resultado, e então se torno público o meu desagrado, lá vem a onda de apoio aos "meninos". Nas modalidades, sem ser o futebol, então é confrangedor... perdemos jogos e lá estão as bancadas a aplaudir os "seus meninos" e a acarinhá-los", escreveu Bruno de Carvalho na rede social, sublinhando o esforço da direção para "investir como nunca nas modalidades".

 

Mas Vicente Moura, de 79 anos, defende que tem "uma visão diferente do presidente", e que por isso vê além do ganhar e perder: "Ser vice-campeão europeu de futsal é considerado um desastre, o que é que faço? Não faço nada. Vou-me embora..."

 

Contactado pelo DN, com esta versão de Vicente Moura, o Sporting remeteu-se ao silêncio e manteve a versão do comunicado assinado por Jaime Marta Soares: "O presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting informa que, alegando motivos de saúde, o vice--presidente para as modalidades do clube, José Vicente de Moura, lhe solicitou a dispensa do cargo executivo que desempenhava."

 

Segundo Vicente Moura, a saúde foi também um dos motivos para abandonar o cargo para o qual foi reeleito em março. "Eu tive um enfarte há cerca de um ano e tenho algumas limitações de saúde. Não posso trabalhar tão intensamente e não posso ter grandes emoções. Mas mesmo assim resolvi acabar o mandato e assumi o compromisso de ir a votos e continuar este mandato, sabendo que o facto de ter 52 modalidades, centenas de atletas e problemas, isso me afetaria a saúde, mas eu por gosto e amor ao clube deixei-me ficar", explicou o agora demissionário vice-presidente.

 

O "regresso" das modalidades

 

Vicente Moura nunca escondeu a sua paixão pelo Sporting, onde entrou pela primeira vez em 1995, na presidência de Pedro Santana Lopes. Não se manteve muito tempo pois em 1997 foi novamente nomeado para presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP).

 

Foi, aliás, no COP que começou por destacar-se ao mais alto nível no dirigismo nacional, onde permaneceu até 2013, altura em que foi convidado para voltar ao Sporting, clube que chegou a dizer que sonhava vir a ser presidente. Há quatro anos, contudo, aceitou trabalhar com Bruno de Carvalho, que via o ex-comandante da Marinha como o homem indicado para revolucionar as modalidades do clube.

 

Nestes quatro anos, Vicente Moura foi fundamental no crescimento das modalidades do clube, onde se destacam o regresso do hóquei em patins e do ciclismo (e o voleibol, na próxima temporada, um assunto em que, sabe o DN, Bruno de Carvalho e Vicente Moura também discordavam). A história do regresso do ciclismo, em 2015, acabou também por marcar a sua etapa em Alvalade, pois pouco tempo depois da quebra de acordo entre leões e a W52 (que acabaria por assinar pelo FC Porto), Vicente Moura sofreria um enfarte.

 

Bruno de Carvalho assumiu na altura este dossiê e fechou contrato com o Tavira, como homenagem a Vicente Moura. Já esta temporada conseguiu também "roubar" o campeão europeu Nelson Évora ao Benfica, sendo que nestes quatro anos em Alvalade destacam-se também os mais de 25 títulos em atletismo (um deles a Taça dos Campeões femininos em 2016), dois campeonatos de futsal e uma Taça CERS no hóquei em patins (2015), entre outras modalidades.

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Copiou a pior versão do Pinto da Costa. Espero que agora copie a pior versão do Vieira icon_mrgreen.gif

Ah saudades dos tempos em que "na próxima época o Benfica ganhará a Champions" ou "se o clube não tiver X sócios na próxima época demito-me!" :mrgreen:

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Se não ganhar nada na próxima época, era gajo para apostar no Benedito a avançar e ganhar (no caso de eleições antecipadas, mas duvido).

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Já eu acredito que se as eleições fossem neste preciso momento, haveria concorrência bem mais séria que o PMR. Todos sabíamos que concorrer sem qualquer oposição digna desse nome pode ter efeitos bastante negativos. Passaram 2 meses e já os estamos a sentir em força.

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Citação do jornal "Expresso" online

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Saúde, críticas, frustrações e bastidores (a história da demissão de Vicente de Moura)

Vicente de Moura pediu a demissão por não ter gostado das criticas de Bruno de Carvalho às modalidades. Clube fala em problemas de saúde do agora ex-vice-presidente. Nos bastidores fala-se da enorme frustração de uma época futebolística para esquecer

Frustrado com os resultados da equipa de futebol, que falhou todo os objetivos num campeonato para esquecer, Bruno de Carvalho ficou à beira de um ataque de nervos quando viu as equipas feminina e masculina de futsal perderem na mesma semana com o Benfica.

O Benfica conquistou a final de futsal feminino ao bater o Sporting por 3-2, após prolongamento. Cinco dias depois, a 13, os encarnados garantiram presença na final da Taça de Portugal, depois de vencerem o Sporting, por 3-2, nas grandes penalidades, após empate a 3 golos.

A juntar a isto, recorde-se que, pouco antes, no último dia de abril, o Sporting voltara a deixar escapar o único título que lhe falta no futsal, ao perder na final da UEFA Futsal Cup com o campeão espanhol do Inter Movistar, por 7-0, em Almaty, no Cazaquistão.

Embalado pela frustração de tantas derrotas consecutivas - e atento à contestação que cresce em surdina - Bruno de Carvalho escreve uma mensagem e mostra-a aos membros do conselho diretivo do Sporting, antes de a publicar na sua página do Facebook.

Ao ler as críticas feitas às modalidades, o vice-presidente responsável pelas modalidades, Vicente Moura, reagiu. Disse ao presidente que não gostava do teor das críticas e defendeu o segundo lugar na Champions de futsal. “Se isto não é nada, não estou a fazer nada”.

Bruno de Carvalho não recuou nas críticas e na noite de terça-feira tornou pública a mensagem e Vicente de Moura sentiu-se desconsiderado pelo presidente.

De seguida, o Sporting fez um comunicado em que afirma que José Vicente de Moura solicitou a dispensa do cargo executivo que desempenhava até agora, “alegando motivos de saúde".
O antigo presidente do Comité Olímpico de Portugal não gostou que o clube se referisse apenas às questões de saúde sem mencionar a sua discordância da visão do presidente sobre as modalidades e veio a terreno sublinhar que "foram mesmo as críticas públicas do presidente ao desempenho das modalidades" que levaram à sua demissão.

Segundo o Record, num email enviado quarta-feira ao fim da tarde a Jaime Marta Soares e Bruno de Carvalho, com conhecimento de Rui Caeiro (vogal que apoiava Vicente de Moura nas modalidades), o Comandante recorda que já tinha pedido para não ser incluído na lista que venceu as eleições a 4 de março, devido a "fundamentalmente, circunstâncias de saúde".

Nas declarações que fez a vários orgãos de comunicação, Vicente de Moura insistiu: “Eu tive um enfarte há cerca de um ano e tenho alguma limitações de saúde. Não posso trabalhar tão intensamente e não posso ter grandes emoções (...) Ora bem, quando vejo o presidente fazer de certa forma uma crítica generalizada às modalidades, vejo que o meu trabalho não é apreciado. Se não é apreciado, não fazia sentido eu continuar a por em risco a minha saúde. Por isso pedi a demissão irrevogável, é apenas isto e mais nada", confessou o Comandante ao DN.

Quero, posso e mando

Fonte do clube avançou à Tribuna que a contestação interna ao atual presidente só não sobe de tom porque Bruno de Carvalho mantém “uma postura de quero posso e mando”, algo “intimidatória”, que leva as pessoas a “não dizerem nada com medo de perderem o lugar”.

A mesma fonte diz que Bruno de Carvalho tem noção de que “precisa desesperadamente de títulos” para conseguir levar o seu mandato até ao fim e que este episódio não foi mais do que “descarregar nas modalidades, toda a frustração causada pelo futebol” de forma a ele próprio não ser considerado o único responsável pelos falhanços do clube. "Os caminhos estão cada vez mais estreitos e ele sabe", conclui.


As fontes do Expresso estavam tão concentradas em contar a história que se enganaram nas datas das derrotas do futsal feminino e masculino do Sporting contra o Benfica... :mrgreen:

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"Vejo, em todas as modalidades, um apoio que mais nenhum clube tem no mundo, mas um grau de exigência muito pequeno. A cada mau resultado, e então se torno público o meu desagrado, lá vem a onda de apoio aos "meninos". Nas modalidades, sem ser o futebol, então é confrangedor... perdemos jogos e lá estão as bancadas a aplaudir os "seus meninos" e a acarinhá-los", escreveu Bruno de Carvalho na rede social, sublinhando o esforço da direção para "investir como nunca nas modalidades".

Isto é das coisas mais tristes que o BdC já disse. E ele já disse muita m*rda.

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No jogo do Wednesday os adeptos bateram palmas à equipa e aquilo foi bonito.

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Nem é preciso ir muito longe. O ano passado os adeptos do Benfica fizeram o mesmo quando estavamos a levar 3-0. E até acho que foi um dos pontos de viragem do ano passado.

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Diga-se que eu acho que até entrámos bem nesse jogo, e quando demos por nós estávamos a perder por 2. :mrgreen:

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