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Mayday

[In]Admirável Mundo Novo

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Estou ansioso para saber que a identidade egípcia é a criada por Hollywood de que Cleópatra seria branca e falava inglês.

Editado por Mayday

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Até pode ter motivações racistas (e com certeza haverá por alguns indignados da net) mas a argumentação egípcia é on point: Cleópatra era descendente de um general grego das conquistas de Alexandre, o Grande, portanto é fácil adivinhar qual seria a sua cor de pele, e de facto houve realmente uma dinastia faraónica (a XXV como foi apontada) que era originária da Núbia e que de facto era negra.

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Citação de Lebohang, há 8 minutos:

Até pode ter motivações racistas (e com certeza haverá por alguns indignados da net) mas a argumentação egípcia é on point: Cleópatra era descendente de um general grego das conquistas de Alexandre, o Grande, portanto é fácil adivinhar qual seria a sua cor de pele, e de facto houve realmente uma dinastia faraónica (a XXV como foi apontada) que era originária da Núbia e que de facto era negra.

Mas aquilo é uma série, é claro que é racismo insurgirem-se contra a escolha da atriz que, apesar de tudo, não é como escolher o Cooper para fazer de Martin Luther King. E mesmo assim, não vinha mal ao mundo. 

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Citação de Mayday, há 7 minutos:

 

E se calhar faz sentido. As mulheres se calhar tem alguns pontos criticos diferentes dos homens

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Citação de Gilberto Carlos, há 48 minutos:

Mas aquilo é uma série, é claro que é racismo insurgirem-se contra a escolha da atriz que, apesar de tudo, não é como escolher o Cooper para fazer de Martin Luther King. E mesmo assim, não vinha mal ao mundo. 

Teoricamente é uma série documental. Sendo documental é expectável que reproduza, na medida do possível, a realidade. Se fosse uma série ficcional seria completamente diferente.

E porque é que não é como escolher o Cooper para fazer de Martin Luther King? Onde é que está a diferença?

 

Citação de Gilberto Carlos, há 36 minutos:

E se calhar faz sentido. As mulheres se calhar tem alguns pontos criticos diferentes dos homens

Se calhar... se calhar...

A ver se esta questão passa rápido porque já estou ansioso pelos capítulos seguintes, onde se irá discutir a absoluta necessidade de ter manequins não binários.

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Citação de Descartes, há 2 minutos:

Teoricamente é uma série documental. Sendo documental é expectável que reproduza, na medida do possível, a realidade. Se fosse uma série ficcional seria completamente diferente.

E porque é que não é como escolher o Cooper para fazer de Martin Luther King? Onde é que está a diferença?

 

Se calhar... se calhar...

A ver se esta questão passa rápido porque já estou ansioso pelos capítulos seguintes, onde se irá discutir a absoluta necessidade de ter manequins não binários.

O mundo está do piorio. Critica-se tudo fds. Se é preto é pq é preto, se é branco é pq é branco...

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Citação de Descartes, há 6 minutos:

Teoricamente é uma série documental. Sendo documental é expectável que reproduza, na medida do possível, a realidade. Se fosse uma série ficcional seria completamente diferente.

E porque é que não é como escolher o Cooper para fazer de Martin Luther King? Onde é que está a diferença?

 

Se calhar... se calhar...

A ver se esta questão passa rápido porque já estou ansioso pelos capítulos seguintes, onde se irá discutir a absoluta necessidade de ter manequins não binários.

Porque é factual que o MLK era negro e o Copper não. Já a Cleópatra, não é tão fatual assim. 

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Citação de Gilberto Carlos, há 17 minutos:

Porque é factual que o MLK era negro e o Copper não. Já a Cleópatra, não é tão fatual assim. 

Ora essa... O que não faltam são registos contemporâneos que a retratam. Se ela fosse negra teria havido com certeza algum romano, grego ou egípcio que a teria retratado dessa forma.

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Citação de Descartes, há 5 minutos:

Ora essa... O que não faltam são registos contemporâneos que a retratam. Se ela fosse negra teria havido com certeza algum romano, grego ou egípcio que a teria retratado dessa forma.

A Cleoptara não devia ser negra como a atriz é, isso é capaz de ser verdade porque, além de ser da dinastia de Ptolomeu, os egípcios são mestiços.

No entanto, continua a haver uma diferença entre retratar alguém que viveu há 2000 anos, com alguém que conviveu com imensa gente que ainda está viva. Daqui a 2000 anos, se calhar, alguém vai lançar uma série documental do Stevie Wonder como caucasiano (fugi do Luther King porque não me dava jeito para este exemplo futuro 😄 )

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Séries e filmes que querem retratar acontecimentos históricos devem-se cingir à informação e factos que existam sobre o tema. Não é um conceito difícil de entender. 

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Citação de Gilberto Carlos, há 16 minutos:

A Cleoptara não devia ser negra como a atriz é, isso é capaz de ser verdade porque, além de ser da dinastia de Ptolomeu, os egípcios são mestiços.

No entanto, continua a haver uma diferença entre retratar alguém que viveu há 2000 anos, com alguém que conviveu com imensa gente que ainda está viva. Daqui a 2000 anos, se calhar, alguém vai lançar uma série documental do Stevie Wonder como caucasiano (fugi do Luther King porque não me dava jeito para este exemplo futuro 😄 )

Já estás a inventar. Daqui a nada estás a dizer-me que acharias normal ter uma série documental em que o Júlio César fosse negro, ou com o Platão asiático. Ou o Confúcio caucasiano.

Editado por Descartes

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Citação de Descartes, há 3 horas:

E porque é que não é como escolher o Cooper para fazer de Martin Luther King? Onde é que está a diferença?

Acho que num eventual caso do MLK a cor de pele é essencial, já que é conhecido essencialmente pela luta contra o racismo.

Se a pergunta é mais geral, por princípio diria que não há diferença entre um negro representar um branco e um branco representar um negro. No entanto, historicamente e ainda agora, pessoas negras são discriminadas no acesso ao emprego, inclusivamente na representação. Papéis de pessoas negras serem atribuídos a atores negros diria que é uma forma de garantir que pelo menos esses trabalhos têm, pelo que serem atribuídos a pessoas brancas pode ser visto como mais grave do que a situação inversa. 

Em séries/filmes documentais acho que se deve tentar ser o mais fiel possível ao que foi o passado, inclusive na cor de pele. Neste caso, parece-me que há duas opções: ou foi ignorância e a Netflix assumiu que a Cleópatra era negra, ou, como existe alguma controvérsia sobre o tema (https://en.wikipedia.org/wiki/Cleopatra_race_controversy), aproveitaram para preencher uma quota qualquer. 

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Citação de Descartes, há 5 horas:

Se calhar... se calhar...

A ver se esta questão passa rápido porque já estou ansioso pelos capítulos seguintes, onde se irá discutir a absoluta necessidade de ter manequins não binários.

Não é se calhar, é uma evidência que as mulheres correm maior risco de ficarem feridas com gravidade que os homens no caso de um acidente automóvel, isto nem sequer é novidade:

"Females are at greater risk of AIS 2+ and AIS 3+ injury compared to males, with increased risk across most injury types."

https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15389588.2019.1630825

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Citação de Descartes, há 7 horas:

Ora essa... O que não faltam são registos contemporâneos que a retratam. Se ela fosse negra teria havido com certeza algum romano, grego ou egípcio que a teria retratado dessa forma.

Ah realmente quem imaginatia uma Cleópatra negra em registos contemporâneos, é pena não haver ferramentas de pesquisa que possam verificar se existe ou não algo assim

https://m.imdb.com/title/tt8672516/?ref_=fn_al_tt_32

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Citação de Descartes, há 10 horas:

Já estás a inventar. Daqui a nada estás a dizer-me que acharias normal ter uma série documental em que o Júlio César fosse negro, ou com o Platão asiático. Ou o Confúcio caucasiano.

Sim, não acharia mal porque a cor da pele em nada influencia a história que ia ser contada sobre eles.

Um Mandela caucasiano, um Gengis Khan mulher, aí sim já interferia com a história a ser contada

Editado por Gilberto Carlos

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Por acaso o tema da cor da pele é fascinante, em parte pela forma como é tão fraturante na sociedade atual enquanto passava quase completamente ao lado das sociedades clássicas.

Isto é tão evidente que não temos registos claros a descrever a cor da pele da esmagadora maioria das figuras históricas da época, tal como não há grandes evidências de discriminação por conta da tez da pele.

Por outro lado, nós, 2000 anos depois, estamos revoltados pela cor da pele da Cleópatra quando na sua contemporaneidade ninguém quis saber disso.

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Citação de Sandes., há 6 horas:

Ah realmente quem imaginatia uma Cleópatra negra em registos contemporâneos, é pena não haver ferramentas de pesquisa que possam verificar se existe ou não algo assim

https://m.imdb.com/title/tt8672516/?ref_=fn_al_tt_32

con·tem·po·râ·ne·o

(latim contemporaneus, -a, -um)

adjectivo e nome masculino

1. Que ou quem é do mesmo tempo ou da mesma época. = COETÂNEO, COEVO

2. Que ou quem é do tempo actual.


Tinhas duas opções de significado para a palavra "contemporâneo". Eu ainda acrescentei os termos "romano", "grego" e "egípcio" para identificar de forma clara qual dos significados eu estava a utilizar. E tu optaste pelo outro. Parabéns.

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Citação de Black Hawk, há 1 hora:

Por acaso o tema da cor da pele é fascinante, em parte pela forma como é tão fraturante na sociedade atual enquanto passava quase completamente ao lado das sociedades clássicas.

Isto é tão evidente que não temos registos claros a descrever a cor da pele da esmagadora maioria das figuras históricas da época, tal como não há grandes evidências de discriminação por conta da tez da pele.

Por outro lado, nós, 2000 anos depois, estamos revoltados pela cor da pele da Cleópatra quando na sua contemporaneidade ninguém quis saber disso.

Isso é verdade. Efeitos da globalização e da evolução civilizacional.

Sendo certo que não há evidências de discriminação por conta da tez da pele nas sociedades clássicas, também não existem de exigências de representatividade por parte de grupos minoritários nos órgãos de decisão dos Estados. Era questão que nem se colocava nem tinha a mínima relevância. Os povos constituídos maioritariamente por pessoas com cor de pele diferente, culturas diferentes ou religiões diferentes serviam para serem conquistados, anexados, subjugados. Para pagarem impostos, para fornecedores de mão de obra barata e reservas de escravos e soldados.

O conceito de discriminação de grupos minoritários por parte da maioria detentora do poder e da defesa pela sua abolição é recente, tem pouco mais de 100 anos. Os conceitos de liberdade e igualdade é igualmente recente, tendo pouco mais de 200 anos. É claro que nas Sociedades Clássicas estas questões não se colocavam. Faziam parte do status quo que ninguém ousava questionar.

No entanto, e voltando à cor da pele da Cleópatra, ignorando as revoltas e indignações racistas sobre o assunto, é óbvio que ela tinha a sua cor de pele. Uma cor de pele que me parece ser bastante consensual face aos registos históricos e arqueológicos. Não me parece descabido questionar a liberdade criativa que os produtores de uma série dita documental utilizam em relação a essa matéria.

Editado por Descartes

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Citação de whatever, há 11 horas:

Não é se calhar, é uma evidência que as mulheres correm maior risco de ficarem feridas com gravidade que os homens no caso de um acidente automóvel, isto nem sequer é novidade:

"Females are at greater risk of AIS 2+ and AIS 3+ injury compared to males, with increased risk across most injury types."

https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15389588.2019.1630825

faz sentido também usarem manequins femininos, porque as mulheres têm maior probabilidade de causar um acidente rodoviário LUL

 

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Citação de Jamarcus, há 13 horas:

Acho que num eventual caso do MLK a cor de pele é essencial, já que é conhecido essencialmente pela luta contra o racismo.

Se a pergunta é mais geral, por princípio diria que não há diferença entre um negro representar um branco e um branco representar um negro. No entanto, historicamente e ainda agora, pessoas negras são discriminadas no acesso ao emprego, inclusivamente na representação. Papéis de pessoas negras serem atribuídos a atores negros diria que é uma forma de garantir que pelo menos esses trabalhos têm, pelo que serem atribuídos a pessoas brancas pode ser visto como mais grave do que a situação inversa. 

Em séries/filmes documentais acho que se deve tentar ser o mais fiel possível ao que foi o passado, inclusive na cor de pele. Neste caso, parece-me que há duas opções: ou foi ignorância e a Netflix assumiu que a Cleópatra era negra, ou, como existe alguma controvérsia sobre o tema (https://en.wikipedia.org/wiki/Cleopatra_race_controversy), aproveitaram para preencher uma quota qualquer. 

não foi ignorância, foi de propósito. Quem dirigiu diz que é um acto político ter uma Cleopatra negra.

 

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Citação de Descartes, há 4 horas:

con·tem·po·râ·ne·o

(latim contemporaneus, -a, -um)

adjectivo e nome masculino

1. Que ou quem é do mesmo tempo ou da mesma época. = COETÂNEO, COEVO

2. Que ou quem é do tempo actual.


Tinhas duas opções de significado para a palavra "contemporâneo". Eu ainda acrescentei os termos "romano", "grego" e "egípcio" para identificar de forma clara qual dos significados eu estava a utilizar. E tu optaste pelo outro. Parabéns.

Entendi o segundo termo dado o contexto anterior e interpretei erradamente o resto. Mea culpa

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Citação de Sandes., há 2 horas:

Entendi o segundo termo dado o contexto anterior e interpretei erradamente o resto. Mea culpa

👍

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