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[In]Admirável Mundo Novo

Publicações recomendadas

Citação de Sandes., há 19 minutos:

Então diz-me uma coisa, pegando naquilo que o Descartes também tava a tentar argumentar.

Alguém nasce como mulher. Transita para homem, tendo o tratamento de testosterona e passando então a ter uma "vantagem biológica" face a mulheres. Compete em que categoria? Ou será obrigado a deixar a transição para continuará a competir profissionalmente?

ia escrever mais mas o CMPT brekou-me todo... coloco em baixo o que ia escrever.

 

E isto não é ser machista ou misógino ou transfobico, mas simplesmente olhar de uma perspetiva lógica e competitiva - homens produzem mais testosterona e por consequência teriam o competitve edge.  E no outro sentido igualmente, mas com doses "artificiais". 

Podem existir inibidores, embora sinceramente desconheça um pouco isso, e devido a esse desconhecimento não sei se permitiria estarem todos no mesmo nível...

 

Mulheres trans competirem com outras mulheres tb não seria exatamente uma solução... nem homens trans com homens.... To be honest, é um tema super complicado e sem uma resposta adequada. Criar algo em separado só para isso seria criar ainda mais desigualdade.... não tenho resposta para qual seria a melhor solução.

Editado por HIM

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Citação de Black Hawk, há 2 minutos:

Quando falam em "homens trans" estão a falar de homens que se sentem mulheres ou do inverso?

Homem trans é alguém que se identifica como homem sem ter sido designado como homem à nascença.

  • Concordo! 1

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Citação de Black Hawk, há 2 minutos:

Quando falam em "homens trans" estão a falar de homens que se sentem mulheres ou do inverso?

o significado literal não é pessoas que nascem mulheres e se tornam homens?

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Citação de Sandes., há 2 minutos:

Homem trans é alguém que se identifica como homem sem ter sido designado como homem à nascença.

Então quando escreveste isto:

"Wtf. Homens trans já estão em desportos masculinos sem problemas, mesmo este assunto é só sobre um ban de mulheres trans. Estás contra o ban então?"

... aonde querias chegar?

É que da forma como vejo as coisas, a discussão passa inteirinha pelo conceito de "vantagem biológica", ou outro termo qualquer que seja mais correto.

Essa vantagem existe em casos de "mulheres trans", que pelo simples motivo de terem nascido homens terão um conjunto de fatores biológicos intrínsecos que lhes darão uma vantagem objetiva e injusta às mulheres que sempre o foram. Estas últimas não têm como equilibrar a balança; ou por outra, até têm, mas seria considerado doping.

No caso dos "homens trans", essa vantagem competitiva não se coloca na competição com homens que sempre o foram.

A diferença parece-me bastante clara.

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Citação de Black Hawk, Agora:

Então quando escreveste isto:

"Wtf. Homens trans já estão em desportos masculinos sem problemas, mesmo este assunto é só sobre um ban de mulheres trans. Estás contra o ban então?"

... aonde querias chegar?

É que da forma como vejo as coisas, a discussão passa inteirinha pelo conceito de "vantagem biológica", ou outro termo qualquer que seja mais correto.

Essa vantagem existe em casos de "mulheres trans", que pelo simples motivo de terem nascido homens terão um conjunto de fatores biológicos intrínsecos que lhes darão uma vantagem objetiva e injusta às mulheres que sempre o foram. Estas últimas não têm como equilibrar a balança; ou por outra, até têm, mas seria considerado doping.

No caso dos "homens trans", essa vantagem competitiva não se coloca na competição com homens que sempre o foram.

A diferença parece-me bastante clara.

Mas tu leste sequer o post que eu citei?

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Citação de Black Hawk, há 2 minutos:

Então quando escreveste isto:

"Wtf. Homens trans já estão em desportos masculinos sem problemas, mesmo este assunto é só sobre um ban de mulheres trans. Estás contra o ban então?"

... aonde querias chegar?

É que da forma como vejo as coisas, a discussão passa inteirinha pelo conceito de "vantagem biológica", ou outro termo qualquer que seja mais correto.

Essa vantagem existe em casos de "mulheres trans", que pelo simples motivo de terem nascido homens terão um conjunto de fatores biológicos intrínsecos que lhes darão uma vantagem objetiva e injusta às mulheres que sempre o foram. Estas últimas não têm como equilibrar a balança; ou por outra, até têm, mas seria considerado doping.

No caso dos "homens trans", essa vantagem competitiva não se coloca na competição com homens que sempre o foram.

A diferença parece-me bastante clara.

Agora faço a mesma pergunta do @Sandes. - qual seria a melhor solução? É que vendo as possíveis soluções, são todas uma valente bosta.

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Citação de Sandes., há 14 minutos:

Huh, sim? Tal como a homofobia foi seeeempre mais focada em homens gays que em lésbicas? É preciso dizer o óbvio?

Honestamente só parece que não percebes nada sobre o assunto e da forma que está a ser discutido na actualidade, estás só a mandar umas bocas porque sim.

Que eu percebo muito pouco sobre estas matérias já o referi lá atrás. Em todo o caso, para minha defesa, se quiseres discutir o assunto só com quem percebe imenso sobre ele podes trocar umas MP's com o bmfpcdm, que é uma funcionalidade disponível no fórum.

 

Citação de bmfpcdm, há 12 minutos:

São questões de sensibilidade, de facto. Empatia é algo importante quando se aborda estes assuntos.

Gostava mesmo de saber se manténs essas opiniões do passado (lembro-me que a adoção conjunta era outro ponto de contenção). Pois já passaram alguns anos e é possível que tenhas mudado de opinião. Esta é a oportunidade de te retratares. Não há mal nenhum. Eu aplaudir-te-ia, genuinamente, literalmente até!

Não vou dizer que nunca escrevi por aqui aquilo que disseste que eu escrevi. Mas para me pronunciar devidamente sobre isso preciso de conhecer o contexto em que terei feito tais afirmações. A esta distância consigo colocar uma dúzia de hipóteses diferentes que possam ter suscitado comentários dessa natureza.

Nunca fui da opinião que a homossexualidade e o alcoolismo devessem ser considerados da mesma maneira pela Sociedade. Mas posso tê-lo referido para marcar uma posição, para construir um argumento, como comentário irónico, para refutar argumentos de terceiros, eu sei lá... A mesma coisa relativamente à comparação entre homofobia e aracnofobia.

Mas compreendo perfeitamente que tenha sido exatamente esse tipo de aspetos que te tenham ficado gravados na memória. Porque isso consolida a tal perceção que aqui apresentei sobre a tua hiper-sensibilidade e reações que, talvez abusivamente, caracterizei como histéricas. Tal como não me surpreenderei se em 2033 tu disseres que eu te chamei histérico.

Uma última nota sobre a questão da adoção conjunta. Dessa lembro-me bem. O meu ponto, que continuo a defender, é que o legislador devia assumir que em primeiro lugar deveriam estar sempre os direitos das crianças em contraponto a quem defendia que a primazia teria que ser dada aos direitos de quem pretendia adotar.

 

Citação de Black Hawk, há 2 minutos:

Quando falam em "homens trans" estão a falar de homens que se sentem mulheres ou do inverso?

Não sejas transfóbico. Se são homens, quer dizer que se trata de homens em corpo de mulher.

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Citação de Gilberto Carlos, há 6 horas:

Posso estar errado, mas acho que um atleta masculino tem uma capacidade física superior a uma atleta feminina 

Gostei do posso estar errado 😆 Até nisto hoje em dia já quase se tem receio de dizer. 

O problema destes debates partem sempre pelas posições que cada lado tomam, em que partem de posições absolutistas sobre um assunto que divide até médicos, psicólogos e biologistas. E já agora, também divide opiniões...na comunidade LGBT. Parece que tudo tem se de ser ou preto ou branco. 

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Citação de HIM, há 55 minutos:

o significado literal não é pessoas que nascem mulheres e se tornam homens?

Não, ninguém nasce como mulher, ou homem. Preparem-se para um momento educacional aqui do guru do sítio.

Nós nascemos com órgãos sexuais, e com base nisso um género é-nos atribuído à nascença. Rapaz se o bebé nasceu com pila, rapariga se nasceu sem pila.

Se consideram estranho que eu me referi ao sexo de um bebé como a ausência da pila, não se preocupem, estão corretos em achar estranho; todavia a realidade é que ‘once upon a time’ só se considerava existir um único sexo… qual? *drum roll* O da pila! Nessa altura a vagina era considerada, nada mais, nada menos, do que uma pila invertida! *audience gasp* Mas há um ‘twist’ nesta história, a ciência ensinou-nos que o sexo feminino é o ‘default’, e que é o sexo masculino que deriva do sexo feminino, portanto a existir um único sexo, seria o da vagina. *audience claps* Há outro ‘twist’, no entanto, pois tudo isto tem base no pressuposto de que o sexo biológico é um binário, contudo isso está longe de ser verdade. A verdade é que há indivíduos intersexo, e o triste é que muitos destes bébes, ao longo da história e ainda hoje, foram/são submetidos a cirurgias desnecessárias logo após a nascença para que possam encaixar num conceito binário socialmente construído. Se há algo que eu desejo que retenham desta tangente histórica, é de que nem o sexo biológico se confina a um binário.

Continuemos, então. Na vasta maioria das vezes a criança ao se desenvolver acaba por se identificar com o género que lhe foi atribuído à nascença (com base no seu sexo biológico), porém isso nem sempre acontece. Por vezes, o género e o sexo biológico não se alinham, e esses indivíduos são transgénero; rapaz/homem transgénero é alguém que, apesar de ter nascido com sexo feminino,  não se identifica como rapariga/mulher, mas sim como rapaz/homem; rapariga/mulher transgénero é alguém que, apesar de ter nascido com sexo masculino, não se identifica como rapaz/homem, mas sim rapariga/mulher.

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Citação de bmfpcdm, há 36 minutos:

Não, ninguém nasce como mulher, ou homem. Preparem-se para um momento educacional aqui do guru do sítio.

Nós nascemos com órgãos sexuais, e com base nisso um género é-nos atribuído à nascença. Rapaz se o bebé nasceu com pila, rapariga se nasceu sem pila.

Se consideram estranho que eu me referi ao sexo de um bebé como a ausência da pila, não se preocupem, estão corretos em achar estranho; todavia a realidade é que ‘once upon a time’ só se considerava existir um único sexo… qual? *drum roll* O da pila! Nessa altura a vagina era considerada, nada mais, nada menos, do que uma pila invertida! *audience gasp* Mas há um ‘twist’ nesta história, a ciência ensinou-nos que o sexo feminino é o ‘default’, e que é o sexo masculino que deriva do sexo feminino, portanto a existir um único sexo, seria o da vagina. *audience claps* Há outro ‘twist’, no entanto, pois tudo isto tem base no pressuposto de que o sexo biológico é um binário, contudo isso está longe de ser verdade. A verdade é que há indivíduos intersexo, e o triste é que muitos destes bébes, ao longo da história e ainda hoje, foram/são submetidos a cirurgias desnecessárias logo após a nascença para que possam encaixar num conceito binário socialmente construído. Se há algo que eu desejo que retenham desta tangente histórica, é de que nem o sexo biológico se confina a um binário.

Continuemos, então. Na vasta maioria das vezes a criança ao se desenvolver acaba por se identificar com o género que lhe foi atribuído à nascença (com base no seu sexo biológico), porém isso nem sempre acontece. Por vezes, o género e o sexo biológico não se alinham, e esses indivíduos são transgénero; rapaz/homem transgénero é alguém que, apesar de ter nascido com sexo feminino,  não se identifica como rapariga/mulher, mas sim como rapaz/homem; rapariga/mulher transgénero é alguém que, apesar de ter nascido com sexo masculino, não se identifica como rapaz/homem, mas sim rapariga/mulher.

Ninguem nasce homem nem mulher, mas o genero a nascensa dependo do sexo biologico masculino ou feminino...certo guru e depois os outros e que se contradizem...

Sendo que o que toda a gente esta a dizer é que o desporto deve ter com base o sexo biologico, que diabo importa o sexo com quem tu te identificas. Isso é importante para muita coisa mas nao para o desporto, ou qual é o teu argumento neste caso? Vá e agora sem quereres parecer engracadinho.

Ja agora se eu me identificar de forma fluida, um dia faco luta greco-romana com as meninas e no outro joga a bola com os rapazes?

Vais me desculpar, nao estou a tentar ofender com isto, mas quando escreves eu imagino que es esta jovem aqui do video

 

 

Editado por Burkina2008

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Citação de bmfpcdm, há 14 minutos:

Não, ninguém nasce como mulher, ou homem. Preparem-se para um momento educacional aqui do guru do sítio.

Nós nascemos com órgãos sexuais, e com base nisso um género é-nos atribuído à nascença. Rapaz se o bebé nasceu com pila, rapariga se nasceu sem pila.

Se consideram estranho que eu me referi ao sexo de um bebé como a ausência da pila, não se preocupem, estão corretos em achar estranho; todavia a realidade é que ‘once upon a time’ só se considerava existir um único sexo… qual? *drum roll* O da pila! Nessa altura a vagina era considerada, nada mais, nada menos, do que uma pila invertida! *audience gasp* Mas há um ‘twist’ nesta história, a ciência ensinou-nos que o sexo feminino é o ‘default’, e que é o sexo masculino que deriva do sexo feminino, portanto a existir um único sexo, seria o da vagina. *audience claps* Há outro ‘twist’, no entanto, pois tudo isto tem base no pressuposto de que o sexo biológico é um binário, contudo isso está longe de ser verdade. A verdade é que há indivíduos intersexo, e o triste é que muitos destes bébes, ao longo da história e ainda hoje, foram/são submetidos a cirurgias desnecessárias logo após a nascença para que possam encaixar num conceito binário socialmente construído. Se há algo que eu desejo que retenham desta tangente histórica, é de que nem o sexo biológico se confina a um binário.

Continuemos, então. Na vasta maioria das vezes a criança ao se desenvolver acaba por se identificar com o género que lhe foi atribuído à nascença (com base no seu sexo biológico), porém isso nem sempre acontece. Por vezes, o género e o sexo biológico não se alinham, e esses indivíduos são transgénero; rapaz/homem transgénero é alguém que, apesar de ter nascido com sexo feminino,  não se identifica como rapariga/mulher, mas sim como rapaz/homem; rapariga/mulher transgénero é alguém que, apesar de ter nascido com sexo masculino, não se identifica como rapaz/homem, mas sim rapariga/mulher.

Qual a diferença entre ser-se homem ou mulher, então? Porque é que é importante alguém se identificar com algo diferente do que lhe foi atribuído à nascença, se o significado dessa atribuição se deve apenas à presença ou ausência da pila?

Peguemos no estereótipo do género feminino: cabelo comprido, maquilhagem, brincos, unhas pintadas, pernas depiladas, saia, etc. Porque é que alguém que nasce com pila e se reveja nestas características, vê-se na necessidade de se identificar com o género feminino? Isso não é perpetuar estes estereótipos e construções sociais?

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Citação de Burkina2008, há 11 minutos:

Ja agora se eu me identificar de forma fluida, um dia faco luta greco-romana com as meninas e no outro joga a bola com os rapazes?

Ainda bem que tocaste nesse ponto.

É que eu, voltando a sublinhar ignorância sobre este assunto, tenho uma dúvida há muito tempo que ainda não consegui esclarecer e que o último post do bmfpcdm aprofundou. Tem a ver com as pessoas que se identificam como não binárias. Não consigo compreender o que é que isso quer dizer. Como se traduz na prática. Quais são os seus efeitos.

Percebo quando a questão se centra nos aspetos biológicos. Por exemplo os ou as hermafroditas como a Caster Semenya. O que não compreendo é quando se trata de identidade de género. Neste caso como é que as pessoas se identificam? Simultaneamente homens e mulheres? Nem uma coisa nem outra? Fico todo baralhado...

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Citação de Descartes, há 4 horas:

Neste caso como é que as pessoas se identificam? Simultaneamente homens e mulheres? Nem uma coisa nem outra? Fico todo baralhado...

Acho que mais baralhado está ele e não está a compreender que ninguém aqui está a falar em proibir só porque sim.

Já foram dados exemplos práticos como o da Semenya e da diferença que isso faz no desporto de alta competição mas o resultado está a ser semelhante ao de falar para uma parede.

 

Isto são situações extremamente complexas e que provavelmente estão longe de ter uma solução simples e consensual porque as implicações são grandes e não é um tema tão básico como escolher se hoje quer entrar na casa de banho dos homens ou das mulheres.

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@bmfpcdm qual a porcentagem de pessoas que não se sentem sexo masculino ou sexo masculino, em que país isso acontece mais, tem havido aumento nos últimos 20/30 anos por exemplo, acontece mais num lado do globo que de outro? Há dados? 

Lembro-me de ter visto que sempre houve tribos perdidas no planeta em que existia homens que se vestiam de mulher, faziam os trabalhos que eram atribuídos a mulheres, não consigo ter a certeza se referiam que se sentiam como alguém do sexo feminino. 

 

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Citação de Jimpo, há 35 minutos:

Lembro-me de ter visto que sempre houve tribos perdidas no planeta em que existia homens que se vestiam de mulher, faziam os trabalhos que eram atribuídos a mulheres, não consigo ter a certeza se referiam que se sentiam como alguém do sexo feminino.

https://en.wikipedia.org/wiki/Faʻafafine

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Citação de Jimpo, há 1 hora:

@bmfpcdm qual a porcentagem de pessoas que não se sentem sexo masculino ou sexo masculino, em que país isso acontece mais, tem havido aumento nos últimos 20/30 anos por exemplo, acontece mais num lado do globo que de outro? Há dados? 

Lembro-me de ter visto que sempre houve tribos perdidas no planeta em que existia homens que se vestiam de mulher, faziam os trabalhos que eram atribuídos a mulheres, não consigo ter a certeza se referiam que se sentiam como alguém do sexo feminino. 

 

Não me estou a lembrar do nome do país, mas mesmo na Europa há casos recentes de comunidades em que mulheres começaram a identificar-se como homens porque haviam poucos homens e assim preenchiam os tais "gender roles" que existiam na sociedade mais geral. É uma história fascinante, mas não me estou a lembrar mesmo do nome

Edit: é nos Balcãs! https://en.m.wikipedia.org/wiki/Balkan_sworn_virgins

Editado por Sandes.

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Citação de Sandes., há 34 minutos:

Não me estou a lembrar do nome do país, mas mesmo na Europa há casos recentes de comunidades em que mulheres começaram a identificar-se como homens porque haviam poucos homens e assim preenchiam os tais "gender roles" que existiam na sociedade mais geral. É uma história fascinante, mas não me estou a lembrar mesmo do nome

Edit: é nos Balcãs! https://en.m.wikipedia.org/wiki/Balkan_sworn_virgins

Apanhei uma reportagem sobre isso naqueles programas sobre viagens de comboio.

Convém esclarecer que as mulheres não começarem a identificar-se como homens, mas foram forçadas a identificar-se como homens. Algo que de início parecia vindo de uma cultura mais aberta e menos conservadora, não podia ser mais o oposto.

 

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Citação de bmfpcdm, há 8 horas:

Não, ninguém nasce como mulher, ou homem. Preparem-se para um momento educacional aqui do guru do sítio.

Nós nascemos com órgãos sexuais, e com base nisso um género é-nos atribuído à nascença. Rapaz se o bebé nasceu com pila, rapariga se nasceu sem pila.

Se consideram estranho que eu me referi ao sexo de um bebé como a ausência da pila, não se preocupem, estão corretos em achar estranho; todavia a realidade é que ‘once upon a time’ só se considerava existir um único sexo… qual? *drum roll* O da pila! Nessa altura a vagina era considerada, nada mais, nada menos, do que uma pila invertida! *audience gasp* Mas há um ‘twist’ nesta história, a ciência ensinou-nos que o sexo feminino é o ‘default’, e que é o sexo masculino que deriva do sexo feminino, portanto a existir um único sexo, seria o da vagina. *audience claps* Há outro ‘twist’, no entanto, pois tudo isto tem base no pressuposto de que o sexo biológico é um binário, contudo isso está longe de ser verdade. A verdade é que há indivíduos intersexo, e o triste é que muitos destes bébes, ao longo da história e ainda hoje, foram/são submetidos a cirurgias desnecessárias logo após a nascença para que possam encaixar num conceito binário socialmente construído. Se há algo que eu desejo que retenham desta tangente histórica, é de que nem o sexo biológico se confina a um binário.

Continuemos, então. Na vasta maioria das vezes a criança ao se desenvolver acaba por se identificar com o género que lhe foi atribuído à nascença (com base no seu sexo biológico), porém isso nem sempre acontece. Por vezes, o género e o sexo biológico não se alinham, e esses indivíduos são transgénero; rapaz/homem transgénero é alguém que, apesar de ter nascido com sexo feminino,  não se identifica como rapariga/mulher, mas sim como rapaz/homem; rapariga/mulher transgénero é alguém que, apesar de ter nascido com sexo masculino, não se identifica como rapaz/homem, mas sim rapariga/mulher.

Falava biologicamente.  E não acho nada estranho a forma como te referes, pois olhando numa perspectiva holistica, concordo contigo. Mas nesta situação em esperdício, devido à justiça… “biológica”, tenho de olhar para a parte biológica, pois existem vantagens “desleais” perante a competição caso tenha nascido biologicamente homem ou tenha tomado testosterona e outras substâncias para o efeito.

É o único cenário em que tenho esta opinião. De resto, totalmente a favor que tenham todos os mesmos direitos, seja no casamento, adopção, igualdade profissional and so on.

Citação de Descartes, há 7 horas:

Ainda bem que tocaste nesse ponto.

É que eu, voltando a sublinhar ignorância sobre este assunto, tenho uma dúvida há muito tempo que ainda não consegui esclarecer e que o último post do bmfpcdm aprofundou. Tem a ver com as pessoas que se identificam como não binárias. Não consigo compreender o que é que isso quer dizer. Como se traduz na prática. Quais são os seus efeitos.

Percebo quando a questão se centra nos aspetos biológicos. Por exemplo os ou as hermafroditas como a Caster Semenya. O que não compreendo é quando se trata de identidade de género. Neste caso como é que as pessoas se identificam? Simultaneamente homens e mulheres? Nem uma coisa nem outra? Fico todo baralhado...

Posso estar a dizer uma parvoíce gigante, mas tem a ver com o facto de não se identificarem com nenhuns dos sexos, considerando-se apenas como pessoas. Isto aplica-se em tudo - orientação sexual, enquadramento social, and so on. 
 

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Citação de HIM, há 19 minutos:

 

Posso estar a dizer uma parvoíce gigante, mas tem a ver com o facto de não se identificarem com nenhuns dos sexos, considerando-se apenas como pessoas. Isto aplica-se em tudo - orientação sexual, enquadramento social, and so on. 
 

Então deixamos de ter competições por género e passa a ser tudo junto. Depois vinha o problema seguinte das mulheres acharem injusto competir com os homens

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Citação de Descartes, há 11 horas:

Como defensor absoluto da igualdade, serei apoiante das mulheres trans participarem em competições desportivas femininas assim que tomar conhecimento de um movimento exigindo com igual fervor que os homens trans participem em competições desportivas masculinas.

E existe. Curiosamente, os homens trans muitas vezes são obrigados a competir com mulheres na mesma lol

Citação de Descartes, há 8 horas:

Ainda bem que tocaste nesse ponto.

É que eu, voltando a sublinhar ignorância sobre este assunto, tenho uma dúvida há muito tempo que ainda não consegui esclarecer e que o último post do bmfpcdm aprofundou. Tem a ver com as pessoas que se identificam como não binárias. Não consigo compreender o que é que isso quer dizer. Como se traduz na prática. Quais são os seus efeitos.

Percebo quando a questão se centra nos aspetos biológicos. Por exemplo os ou as hermafroditas como a Caster Semenya. O que não compreendo é quando se trata de identidade de género. Neste caso como é que as pessoas se identificam? Simultaneamente homens e mulheres? Nem uma coisa nem outra? Fico todo baralhado...

Depende de pessoa para pessoa, mas geralmente pessoas NB não se identificam com nenhum dos binários de género que mais se encontram na sociedade ocidental. Tens pessoas que que identificam um dia como homem e noutro como mulher, tens pessoas que nunca se identificam como nem homem nem mulher

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Citação de JohnyM, há 42 minutos:

Então deixamos de ter competições por género e passa a ser tudo junto. Depois vinha o problema seguinte das mulheres acharem injusto competir com os homens

Falava só da designação de não binário, não do enquadramento das pessoas nas competições desportivas. 

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Citação de Descartes, há 10 horas:

Que eu percebo muito pouco sobre estas matérias já o referi lá atrás. Em todo o caso, para minha defesa, se quiseres discutir o assunto só com quem percebe imenso sobre ele podes trocar umas MP's com o bmfpcdm, que é uma funcionalidade disponível no fórum.

 

Não vou dizer que nunca escrevi por aqui aquilo que disseste que eu escrevi. Mas para me pronunciar devidamente sobre isso preciso de conhecer o contexto em que terei feito tais afirmações. A esta distância consigo colocar uma dúzia de hipóteses diferentes que possam ter suscitado comentários dessa natureza.

Nunca fui da opinião que a homossexualidade e o alcoolismo devessem ser considerados da mesma maneira pela Sociedade. Mas posso tê-lo referido para marcar uma posição, para construir um argumento, como comentário irónico, para refutar argumentos de terceiros, eu sei lá... A mesma coisa relativamente à comparação entre homofobia e aracnofobia.

Mas compreendo perfeitamente que tenha sido exatamente esse tipo de aspetos que te tenham ficado gravados na memória. Porque isso consolida a tal perceção que aqui apresentei sobre a tua hiper-sensibilidade e reações que, talvez abusivamente, caracterizei como histéricas. Tal como não me surpreenderei se em 2033 tu disseres que eu te chamei histérico.

Uma última nota sobre a questão da adoção conjunta. Dessa lembro-me bem. O meu ponto, que continuo a defender, é que o legislador devia assumir que em primeiro lugar deveriam estar sempre os direitos das crianças em contraponto a quem defendia que a primazia teria que ser dada aos direitos de quem pretendia adotar.

 

Não sejas transfóbico. Se são homens, quer dizer que se trata de homens em corpo de mulher.

Eu quando me deparo com ideias chocantes, tendo a lembrar-me desses momentos. Não sei como será com outras pessoas.

Não me incomoda que me apelides de histérico. Contudo, convém ter cuidado com o uso desse termo, de facto, pois a historicidade da palavra é extremamente misógina. 

Presumo então que continues a ser contra a adoção conjunta, pois receias que as crianças sofram bullying na escola, certo? Já agora, és contra ou a favor de que manuais escolares tenham exemplos de variadas unidades familiares, por exemplo, famílias com duas mães ou dois pais?

 

Citação de Burkina2008, há 9 horas:

Ninguem nasce homem nem mulher, mas o genero a nascensa dependo do sexo biologico masculino ou feminino...certo guru e depois os outros e que se contradizem...

Sendo que o que toda a gente esta a dizer é que o desporto deve ter com base o sexo biologico, que diabo importa o sexo com quem tu te identificas. Isso é importante para muita coisa mas nao para o desporto, ou qual é o teu argumento neste caso? Vá e agora sem quereres parecer engracadinho.

Ja agora se eu me identificar de forma fluida, um dia faco luta greco-romana com as meninas e no outro joga a bola com os rapazes?

Vais me desculpar, nao estou a tentar ofender com isto, mas quando escreves eu imagino que es esta jovem aqui do video

 

 

Uau… Matt Walsh… O gajo que preferia morrer a ter um/a filho/a trans. Não estou nada surpreendido que o tenhas trazido à baila.

Citação de Caviar, há 9 horas:

Qual a diferença entre ser-se homem ou mulher, então? Porque é que é importante alguém se identificar com algo diferente do que lhe foi atribuído à nascença, se o significado dessa atribuição se deve apenas à presença ou ausência da pila?

Peguemos no estereótipo do género feminino: cabelo comprido, maquilhagem, brincos, unhas pintadas, pernas depiladas, saia, etc. Porque é que alguém que nasce com pila e se reveja nestas características, vê-se na necessidade de se identificar com o género feminino? Isso não é perpetuar estes estereótipos e construções sociais?

Porque sexo biológico é um conceito separado de género. Como à nascença um bebé não tem a capacidade de nos informar qual o seu género, nós usamos o sexo biológico como indicador. Na maior parte das vezes isso funciona, porque o sexo biológico e o género se alinham, mas nem sempre.

Construções sociais não são necessariamente más. Há quem defenda a abolição de género, mas eu não sou uma dessas pessoas.

_________________

 

Repito, a World Athletics não tem a intenção de reduzir as categorias ao sexo biológico (até porque reduzir alguém à sua biologia seria flagrantemente antifeminista), pois há a consciência de que as categorias existem tendo em conta também o género dos atletas, não apenas a sua biologia.

Existindo duas categorias, uma para homens, outra para mulheres, o lógico é mulheres competirem contra mulheres, e homens competirem contra homens.

Atletas não-binários, como estão tão fora das construções sociais binárias da nossa sociedade, naturalmente, que se têm de adaptar ao facto de só existirem duas categorias, sendo que será a sua biologia o indicador para se enquadrar nelas. Para alguém fluido ainda mais fácil será encaixar na categoria alinhada ao seu sexo biológico, é um não-assunto.

 

Citação de Jimpo, há 3 horas:

@bmfpcdm qual a porcentagem de pessoas que não se sentem sexo masculino ou sexo masculino, em que país isso acontece mais, tem havido aumento nos últimos 20/30 anos por exemplo, acontece mais num lado do globo que de outro? Há dados? 

Lembro-me de ter visto que sempre houve tribos perdidas no planeta em que existia homens que se vestiam de mulher, faziam os trabalhos que eram atribuídos a mulheres, não consigo ter a certeza se referiam que se sentiam como alguém do sexo feminino. 

 

Eu não sou uma enciclopédia.

Aumento com certeza que existirá visto que há mais informação e tolerância.

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Citação de bmfpcdm, há 13 minutos:

 

 

Eu não sou uma enciclopédia.

Aumento com certeza que existirá visto que há mais informação e tolerância.

Assumes também que haverá mais gente confusa?

Na adolescência principalmente onde a pessoa se procura e tenta encontrar com grupos mais parecidos connosco.

Vou falar da minha experiência, do modo como vejo o meu mundo pequeno que não é a realidade para dar uma pergunta/exemplo. O caso da colega de turma que aos 12 anos era emo, aos 13 gótica, aos 14 reggae e aos 15 punk, etc. Não pode esse aumento de pessoas não-binárias/transgénero/e tudo o mais ser também ligado a muita gente que se procura inserir num grupo e não consegue? 

Lembro-me de há uns meses terem feito uma reportagem na France Inter (rádio francesa declaradamente de esquerda) onde fizeram uma peça na Suécia que referiram como sendo um dos países onde a transição de género é dos mais fáceis em termos de acesso, e muito dos entrevistados criticavam essa facilidade porque 1- estavam ainda na adolescência quando ainda não eram formados como pessoas 2 - o acompanhamento psicológico não era o adequado. Um dos casos em questão, nasceu no sexo masculino, fez conversão aos 16/17, e voltou a fazer reconversão (?) por volta dos 25/26 porque afinal após chegar a adulto já se sentia como homem. Esse caso era alguém que tinha sido abandonado pelos pais, vivia em famílias de acolhimento, problemas de droga. Ou seja, alguém desfeito que nunca teve o acompanhamento psicológico adequado o que nunca o permitiu crescer como pessoa "normal". A peça era interessante e falava mais sobre o caso do perigo do mau acompanhamento psicológico e da sua importância. 

Resumindo a questão é: O aumento hoje em dia não pode estar muito direcionado com uma falha de inserção na sociedade no dito normal procurando todas as possibilidades para encaixar em algum lado? porque dá sempre a ideia que isto acontece muito mais em termos % nos USA que no resto do mundo. 

 

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