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Luís Silvares

UEFA vai decidir o futuro do campeonato e do Europeu de futebol

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Citação de Poeira, há 13 horas:

Vários clubes estão já preparados para avançar para tribunal contra a Federação.

E muito bem, diga-se. A decisão da KNVB é inacreditável. Anulam o campeonato, anulam promoções e despromoções, mas depois atribuem lugares europeus com base... no campeonato anulado. O AZ tem vantagem no confronto directo com o Ajax, mas pode perder a possibilidade de entrar directamente na fase de grupos da Champions por causa da diferença de golos num campeonato que... não terminou.

A KNVB quis chutar o assunto mais complexo da história do futebol moderno para canto, cumprindo quase instantaneamente as directrizes do governo holandês e da UEFA e tentando fugir de fininho o mais rapidamente possível. Como se isto tudo se fosse resolver assim.

Ajax n entra diretamente na fase de grupos, vai ter de ir a eliminatoria

E não percebo qual era a solução que pretendiam, se todos os eventos desportivos tão proibidos na Holanda até Setembro queriam o quê? Emigração para acabar o campeonato na Suiça ou coisa parecida?

É a unica decisão que faz sentido, para a Holanda e restantes campeonatos europeus, mas já se sabe money talks e ver paises como os grandes paises no centro da europa q foram completamente devastados pelo virus fazer contas para começar a bola em 15 dias é surreal

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Os clubes holandeses estão revoltados e com razão. Investiram dezenas de milhões de euros para atingir os seus objetivos desportivos, que por sua vez ajudarão a obter o retorno financeiro desse investimento. Pagam principescamente a jogadores para os ajudarem a alcançar esses objetivos, incluindo prémios de jogo que são pagos com o intuito de ajudar a alcançar os objetivos de longo prazo que compensarão esse pagamento.

Chega-se ao fim de dez meses e decide-se anular a temporada, como se nada tivesse ocorrido no mundo do futebol na Holanda, mas os orçamentos e o investimento feito na temporada é bem real sem que tenham qualquer perspetiva de alcançar o retorno financeiro e desportivo ambicionado.

É muito bonito dizer-se que é só bola, mas para estes clubes isto não é só bola, é a razão de existência deles. E é essa razão de existência que permite que eles paguem a milhares de pessoas cujos empregos dependem de a bola entrar ou não e do alcançar dos objetivos desportivos.

Juro que não percebo. Andamos enquanto sociedade a discutir se devemos levantar as restrições para que as pessoas voltem ao trabalho, a maioria dos quais implica meter centenas de pessoas a trabalhar engalfinhados em espaços exíguos fechados, mas meter vinte e dois sujeitos aos pontapés numa bola num espaço aberto com mais de 7000 metros quadrados, e mais uns duzentos em recintos onde habitualmente cabem entre mil a oitenta mil pessoas, não, olhem lá o risco.

Demore-se o tempo que demorar, a temporada tem de se jogar até ao final. Não se pode passar uma borracha como se nada tivesse acontecido, fazendo com que o dia a dia de milhares e milhares de pessoas nos últimos dez meses tivessem sido para nada. O que tem de ser feito é a UEFA entender que não pode querer retomar as competições desportivas na próxima temporada como se nada tivesse acontecido e ajustar o calendário em conformidade. São eles que estão mal. Não os clubes que se vêem agora com um bruto prejuízo em mãos porque as regras segundo as quais investiram foram anuladas no final. Isto é gozar com a cara dos clubes holandeses.

Editado por Black Hawk
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Citação de Black Hawk, há 5 minutos:

Os clubes holandeses estão revoltados e com razão. Investiram dezenas de milhões de euros para atingir os seus objetivos desportivos, que por sua vez ajudarão a obter o retorno financeiro desse investimento. Pagam principescamente a jogadores para os ajudarem a alcançar esses objetivos, incluindo prémios de jogo que são pagos com o intuito de ajudar a alcançar os objetivos de longo prazo que compensarão esse pagamento.

Chega-se ao fim de dez meses e decide-se anular a temporada, como se nada tivesse ocorrido no mundo do futebol na Holanda, mas os orçamentos e o investimento feito na temporada é bem real sem que tenham qualquer perspetiva de alcançar o retorno financeiro e desportivo ambicionado.

É muito bonito dizer-se que é só bola, mas para estes clubes isto não é só bola, é a razão de existência deles. E é essa razão de existência que permite que eles paguem a milhares de pessoas cujos empregos dependem de a bola entrar ou não e do alcançar dos objetivos desportivos.

Juro que não percebo. Andamos enquanto sociedade a discutir se devemos levantar as restrições para que as pessoas voltem ao trabalho, a maioria dos quais implica meter centenas de pessoas a trabalhar engalfinhados em espaços exíguos fechados, mas meter vinte e dois sujeitos aos pontapés numa bola num espaço aberto com mais de 7000 metros quadrados, e mais uns duzentos em recintos onde habitualmente cabem entre mil a oitenta mil pessoas, não, olhem lá o risco.

Demore-se o tempo que demorar, a temporada tem de se jogar até ao final. Não se pode passar uma borracha como se nada tivesse acontecido, fazendo com que o dia a dia de milhares e milhares de pessoas nos últimos dez meses tivessem sido para nada. O que tem de ser feito é a UEFA entender que não pode querer retomar as competições desportivas na próxima temporada como se nada tivesse acontecido e ajustar o calendário em conformidade. São eles que estão mal. Não os clubes que se vêem agora com um bruto prejuízo em mãos porque as regras segundo as quais investiram foram anuladas no final. Isto é gozar com a cara dos clubes holandeses.

Não é só meter 22 marmanjos num campo de futebol. Estás a falar, por jogo, de umas 150 pessoas por jogo em serviços mínimos. Estás a falar de potenciais cadeias de transmissão. A comparação com os outros serviços tem algum sentido mas não podemos comparar um serviço de entretenimento com fábricas que de facto produzem algumas coisas. E por outro lado, há também um contacto constante com pouco ou nenhum equipamento de proteção, algo que não vai acontecer na fábrica tradicional.

Percebo a questão dos milhões investidos mas continuo a achar que tomaram a melhor decisão. A nível interno tá resolvido o problema e este foi um "ano zero". Para as eventuais competições europeias os clubes são definidos pela posição que ocupam actualmente e pronto. Se é injusto? É e será sempre de alguma maneira mas esta será a maneira mais segura

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Citação de Burkina2008, há 14 horas:

Epa para defenir o campeão sinceramente se nao se cumprir o resto do calendario, faz-se uma final a 2 jogos entre o Benfica e Porto...que de forma realista sao os unicos dois que poderiam vencer o campeonato

Para os dois lugares da UEFA, jogavam uma liguilha o Rio Ave, Guimaraes e Famalicao (apenas a uma mao) e o que vencesse a liguilha, juntava-se a uma segunda liguilha com os mesmos moldes contra Sporting e Braga. Os dois primeiros vao para a Uefa.

Finalmente despromocao, fazia-se um jogo entre Aves e Portimonense, quem perdesse descia logo, quem ganhasse, jogava uma liguilha com Maritimo e Pacos de Ferreira. Quem ficasse em ultimo descia tambem

 

Escapa-te uma lógica: porque é que achas que todos os clubes, mesmo os que aparentam estar confortáveis na tabela, querem jogar até ao fim?

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Eu concordo em absoluto com o que o Black Hawk disse, mas, em relação ao último parágrafo, vai ser muito difícil todas as principais ligas conseguirem ser finalizadas em dois meses. É que basta haver um caso positivo na sequência de um jogo e já estamos a falar de, pelo menos, duas equipas em quarentena. E os casos positivos serão apenas uma questão de tempo. Se desse para treinar em grupos de seis, por exemplo, até poderia ser diferente, mas estamos a falar de desporto de alta competição.

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Citação de JohnyM, há 5 minutos:

Não é só meter 22 marmanjos num campo de futebol. Estás a falar, por jogo, de umas 150 pessoas por jogo em serviços mínimos. Estás a falar de potenciais cadeias de transmissão. A comparação com os outros serviços tem algum sentido mas não podemos comparar um serviço de entretenimento com fábricas que de facto produzem algumas coisas. E por outro lado, há também um contacto constante com pouco ou nenhum equipamento de proteção, algo que não vai acontecer na fábrica tradicional.

Percebo a questão dos milhões investidos mas continuo a achar que tomaram a melhor decisão. A nível interno tá resolvido o problema e este foi um "ano zero". Para as eventuais competições europeias os clubes são definidos pela posição que ocupam actualmente e pronto. Se é injusto? É e será sempre de alguma maneira mas esta será a maneira mais segura

É deliciosamente irónica a posição tomada pelo BH quando há semanas apelidava de assassinos quem defendia o levantamento de restrições em prol do não colapso da economia. Prioridades, penso eu...

Basta um jogador testar positivo para que o campeonato volte a ser suspenso. Um. Não há forma de controlar todo o aparato que existe à volta dum jogo de futebol, sem que não haja consequências para a saúde pública. A não ser que confinem toda a gente associada durante o período da competição, o que seria absurdo. 

Para não falar da burocracia e da papelada e dos processos e de todo o resto que iriam entrar em vigor se fosse tudo para a frente. Que irão fazer em relação aos contratos dos jogadores que terminem antes da próxima época? De que forma é que conseguirão resguardar a sua saúde de forma a não infectarem outros? De que forma é que conseguem garantir que estes atletas de alta competição tenham acesso às ferramentas necessárias para que não contraiam lesões? 

Querem entrar forçosamente num campo de minas, porque é o caminho mais rápido.

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Porque não andarmos um ano atrasados em relação ao calendário? 

2019-2020 termina em 2021, e assim por aí em diante. Tipo quarto de hora académico. 

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essa falácia de 22 jogadores num campo de 7 mil metros quadrados é deliciosa principalmente quando a comparam com outros empregos

até porque o contacto existente entre esses 22 jogadores, e os outros agentes que vão participar no jogo seja em campo ou fora dele, ultrapassa facilmente qualquer contacto de empresas que pelos vistos vão colocar centenas de pessoas engalfinhadas em espaços fechados.

mas hey tamos a falar numa realidade onde já se fala que vão meter máscaras nos jogadores para ajudar a evitar o contágio, parece-me algo claramente natural correr 90 minutos com uma mascara a tapar nariz e boca siga a bola

 

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Citação de Kendrick Lmao, há 5 minutos:

mas hey tamos a falar numa realidade onde já se fala que vão meter máscaras nos jogadores para ajudar a evitar o contágio, parece-me algo claramente natural correr 90 minutos com uma mascara a tapar nariz e boca siga a bola

siga para bingo

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Os campeonatos deveriam concluir-se dentro do campo, fosse em que data fosse.

Como já disseram, é ridículo estar-se a tentar proteger cegamente os calendários da época 2020-21, como se o vírus fosse desaparecer nos próximos meses. Qualquer previsão para datas de jogos a realizar nos próximos 12-15 meses tem tanta validade como as previsões do professor Jorge Buescu.

Cada campeonato nacional vai retomar em conformidade com as medidas decididas por cada governo. Vão inevitavelmente existir infetados entre os jogadores, o que implica colocar em quarentena plantéis inteiros (o do próprio jogador e os dos adversários dos últimos X dias), o que por sua vez provocará um adiamento paulatino de uma quantidade significativa de jogos. Isto aplica-se quer ao que resta jogar esta época, quer a todas as competições da época seguinte, incluindo competições europeias, e não deveria ser encarado como um problema. Resta a quem decide aceitar a realidade.

Concluir a época é absolutamente indispensável para proteger a maior injustiça que decorreria da sua anulação: não existirem subidas nem descidas de divisão. Por toda a Europa, muitos clubes com projetos válidos poderiam desaparecer, pela única razão de terem feito um investimento ambicioso para atingir o objetivo da subida. Clubes históricos, clubes com impacto nas comunidades em que se inserem e acima de tudo clubes que não fizeram absolutamente nada de errado que justifique uma punição tão desmedida.

O único problema deste cenário continuaria a ser a questão do término da vigência de contratos, seguros, etc. Mas já o era há 4 semanas atrás e neste período perdeu-se uma janela de oportunidade importante para se resolver o problema. A solução poderia passar por renovações de contrato com cláusulas de rescisão ou de dispensa indexadas à data de conclusão do respetivo campeonato nacional, por exemplo.

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Citação de Rōnin, há 1 hora:

Basta um jogador testar positivo para que o campeonato volte a ser suspenso. Um.

Por acaso só tinha pensado na paragem das duas equipas com algum infectado. Mas é natural que o campeonato terá de ser suspenso assim que uma equipa não possa jogar. E cheira-me que há seguros que não vão cobrir uma série de coisas, caso algum jogador "dê para o torto"

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Os jogadores estão sempre a escarrar e a mandar ranho pro relvado. Há de ser bonito jogar num campo regado com covid

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Malta que defende prolongar a época actual para além tem de perceber que para isso acontecer existem demasiadas complicações legais para que isso aconteça, sendo a principal delas os contratos dos jogadores

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E ainda o outro dia o Dybala deu positivo depois de supostamente ter recuperado uma semana antes. Para que haja jogos os jogadores deveriam ser todos testados antes de entrar em campo. Ou seja o pobre fica em casa sem ser testado porque nao ha capacidade de testar a populaçao toda, mas vamos gastar milhoes de testes a testar os jogadores de futebol antes que entrem em campo, porque devemos terminar as ligas.

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Continuo sem entender como raio podem pensar em prolongar a época passando por cima das questões laborais. Quando resolverem este assunto, então sim, os campeonatos poderão regressar. Mas como a FIFA não é fonte de Direito não vejo outra solução senão o termino das ligas. 

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Bem eu olhando para o post do BH acabo por concordar com uma coisa.

Anda-se a falar em meter toda a gente asap nos locais de emprego engalfinhados e etc, mas há quem (e bem) tenha mostrado resistência a essa opção. Daí que me parece que a única posição coerente seja defender o mesmo para os eventos desportivos.

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Citação de George Kaplan, há 3 horas:

E ainda o outro dia o Dybala deu positivo depois de supostamente ter recuperado uma semana antes. Para que haja jogos os jogadores deveriam ser todos testados antes de entrar em campo. Ou seja o pobre fica em casa sem ser testado porque nao ha capacidade de testar a populaçao toda, mas vamos gastar milhoes de testes a testar os jogadores de futebol antes que entrem em campo, porque devemos terminar as ligas.

Diria que esse seria um cargo para a Liga

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Citação de Wincing Hálldor, há 1 hora:

Bem eu olhando para o post do BH acabo por concordar com uma coisa.

Anda-se a falar em meter toda a gente asap nos locais de emprego engalfinhados e etc, mas há quem (e bem) tenha mostrado resistência a essa opção. Daí que me parece que a única posição coerente seja defender o mesmo para os eventos desportivos.

Para não falar dos transportes públicos. Vai ser lindo ver metros e autocarros em hora de ponta. Curiosamente, tem-se falado muito mais das praias onde nem há assim tanto contacto com estranhos e é ao ar livre.

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Citação de JohnyM, Em 25/04/2020 at 14:32:

Não é só meter 22 marmanjos num campo de futebol. Estás a falar, por jogo, de umas 150 pessoas por jogo em serviços mínimos. Estás a falar de potenciais cadeias de transmissão. A comparação com os outros serviços tem algum sentido mas não podemos comparar um serviço de entretenimento com fábricas que de facto produzem algumas coisas. E por outro lado, há também um contacto constante com pouco ou nenhum equipamento de proteção, algo que não vai acontecer na fábrica tradicional.

Percebo a questão dos milhões investidos mas continuo a achar que tomaram a melhor decisão. A nível interno tá resolvido o problema e este foi um "ano zero". Para as eventuais competições europeias os clubes são definidos pela posição que ocupam actualmente e pronto. Se é injusto? É e será sempre de alguma maneira mas esta será a maneira mais segura

O futebol já ultrapassou o estatuto de "entretenimento" há bastante tempo...

Citação de Rōnin, Em 25/04/2020 at 14:50:

É deliciosamente irónica a posição tomada pelo BH quando há semanas apelidava de assassinos quem defendia o levantamento de restrições em prol do não colapso da economia. Prioridades, penso eu...

Tu fazes de propósito para seres nojentinho ou sai-te naturalmente?

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Citação de Black Hawk, Agora:

O futebol já ultrapassou o estatuto de "entretenimento" há bastante tempo...

Já? Porquê? Para mim tem tanto valor como o cinema ou o teatro, por exemplo. E se fores pelos argumentos de movimentar milhões e alimentar famílias também é igual

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Citação de JohnyM, há 5 minutos:

Já? Porquê? Para mim tem tanto valor como o cinema ou o teatro, por exemplo. E se fores pelos argumentos de movimentar milhões e alimentar famílias também é igual

É diferente, a meu ver.

O cinema e o teatro são puramente entretenimento. Toda a sua atividade tem como objetivo um produto final que será visto presencialmente, em teatros e cinemas.

O futebol não. O futebol já não é um desporto de visionamento presencial - ou, pelo menos, já ultrapassou esse constrangimento há algum tempo. Os jogos são vistos em direto pela TV, plataformas online e redes sociais. Os adeptos contribuem para a existência dos clubes mesmo sem nunca meterem os pés no estádio, seja por serem sócios ou por comprarem merchandising do clube.

Os clubes de futebol, hoje, podem viver mesmo sem ter adeptos no estádio. O futebol tem meios de subsistir mesmo com jogos à porta fechada. As pessoas vão continuar a pagar para ver os jogos pela TV, vão continuar a ser sócias, a comprar produtos dos clubes, a apostar nos jogos, os patrocinadores vão continuar a pagar para o serem (menos do que antes, é certo, mas...). O cinema e o teatro não têm esta maleabilidade que o futebol alcançou.

Daí eu dizer-te que acho que o futebol já não é só entretenimento. Já é uma indústria própria, com meios de subsistência mesmo nesta situação adversa.

Citação de Rōnin, Agora:

Nojenta achei eu aquela tua tirada. Ou só dói a ti o que os outros escrevem?

Deixei bem claro no texto que o mesmo partiu do princípio de estarmos a decidir reabrir a economia, independentemente de qual for a minha opinião sobre o tema. Que continua a ser a mesma, já agora: a Economia é feita por pessoas, e de nada vale tentar salvá-la se tivermos de sacrificar as mesmas pessoas que a compõem.

Mas, independentemente da minha opinião, se estamos mesmo a pensar fazê-lo, o futebol pode, e deve, ser retomado como as restantes atividades. Com as devidas limitações, obviamente, mas se o estamos a fazer para o resto das atividades...

Sobre o outro post que fiz, se calhar é importante realçar um ponto que, pelos vistos, está a ser mal interpretado: não chamei assassinos a ninguém. Disse que detesto aquela expressão porque é um eufemismo para aquilo que realmente se quer dizer: que vale a pena arriscar a vida das pessoas em prol da Economia. Como é que daqui se passou para eu chamar assassino a alguém...

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Citação de Black Hawk, Agora:

É diferente, a meu ver.

O cinema e o teatro são puramente entretenimento. Toda a sua atividade tem como objetivo um produto final que será visto presencialmente, em teatros e cinemas.

O futebol não. O futebol já não é um desporto de visionamento presencial - ou, pelo menos, já ultrapassou esse constrangimento há algum tempo. Os jogos são vistos em direto pela TV, plataformas online e redes sociais. Os adeptos contribuem para a existência dos clubes mesmo sem nunca meterem os pés no estádio, seja por serem sócios ou por comprarem merchandising do clube.

Os clubes de futebol, hoje, podem viver mesmo sem ter adeptos no estádio. O futebol tem meios de subsistir mesmo com jogos à porta fechada. As pessoas vão continuar a pagar para ver os jogos pela TV, vão continuar a ser sócias, a comprar produtos dos clubes, a apostar nos jogos, os patrocinadores vão continuar a pagar para o serem (menos do que antes, é certo, mas...). O cinema e o teatro não têm esta maleabilidade que o futebol alcançou.

Daí eu dizer-te que acho que o futebol já não é só entretenimento. Já é uma indústria própria, com meios de subsistência mesmo nesta situação adversa.

Em Portugal claro que o futebol é mais importante que o cinema e o teatro. Mas isso é porque em Portugal o futebol é mais importante do que quase tudo.

O futebol já não é de visionamento presencial. Também o cinema já o deixou de ser. Com as netflix da vida cada vez mais esse entretenimento chega aos nossos sofás portanto certamente que a indústria do cinema também conseguirá sobreviver a isto. No teatro talvez seja mais difícil essa adaptação mas acredito que a TV também irá ajudar nisso e portanto serão certamente capazes de subsistir a longo prazo nesta situação, mantendo minimamente seguros os seus intervenientes.

O problema do teu argumento, no meu entender, é que fazes do futebol mais do que ele é. Até podes considerar um desporto e não entretenimento. O problema mantém porque continua a ser algo acessório neste momento e cujo risco não justifica de todo o benefício que virá por voltarem a jogar

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Quando as competições organizadas pela Federação Portuguesa de Futebol foram dados como concluídas no início de abril, foi logo admitido que a final da Taça de Portugal e os jogos para indicar as duas equipas que sobem do Campeonato de Portugal para a 2.ª Liga se podiam realizar se houvesse condições para tal. Agora, sabe Record, não há garantias de que esses duelos se vão mesmo disputar.

Segundo apurámos, a realização dos referidos encontros, com destaque para a final da Taça entre FC Porto e Benfica, estão dependentes da decisão da Direção-Geral de Saúde sobre a existência de condições de segurança e de saúde pública para a realização de jogos de futebol no nosso país. No que diz respeito à Taça, a FPF não vai tomar qualquer decisão igualmente sem falar previamente com FC Porto e Benfica, sendo que também não existe qualquer data definida por agora.

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https://tribunaexpresso.pt/coronavirus/2020-04-26-Liga-preve-testes-obrigatorios-a-covid-19-antes-do-reinicio-do-campeonato--e-ha-jogos-desde-que-haja-sete-jogadores-

"As equipas poderão entrar em campo desde que possuam um número mínimo de sete jogadores, um deles guarda-redes, sendo que a covid-19 é “equiparada a outra tipologia de lesão”, pormenoriza a Liga no seu plano de regresso à atividade"

Grande Proença. Vamos ver se isto segue em frente com uma infeção geral em equipas como Benfica e Porto.

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