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Simeone

[Liga Portugal] Sporting CP 3-0 Moreirense FC (RF)

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o Inacio tem feito m*rda às colheres (com bola), nao sei que jogos andam a ver.

e o Vagiannidis até agora não mostrou ser upgrade nenhum, pelo contrário.

desculpem cortar com as text walls mas às vezes há que ser curto e grosso.

Editado por bobzz

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Citação de Poeira, há 9 horas:

A passividade da linha defensiva, para já, pode ser explicada pela alteração de sistema. O Debast e o Inácio jogavam por fora na defesa a 3, e esses centrais eram menos chamados a antecipar e a largar a linha defensiva para sair no portador da bola. Esse papel cabia ao central do meio, que era o Diomande. E mesmo ele, muitas vezes, preferia ser mais conservador e esperar pela referência individual na sua zona. Quem fazia isso muito bem, por oposição, era o Coates. Estes hão-de lá chegar, com o avançar dos jogos. O que não pode acontecer é ficarem tão expostos, e isso já é colectivo.

Eu não digo que a largura total seja obrigatória, mas acho que resolveria alguns obstáculos no ataque. E não precisa sequer de ser dada pelos laterais. Pode (e deve) ser algo dinâmico, e pode até ser um desenho mais assimétrico, com o ala a dar largura à esquerda e o extremo a dá-la pela direita. Pelas características do Maxi e do Quenda/Geny, continuaria a ser uma equipa voltada para criar e terminar pelo corredor central, sem perder a capacidade de variar e esticar mais o adversário em largura. A partir daí, pode-se até montar a base para um desenho mais equilibrado, mantendo o Kocho/Morita em cobertura sobre a esquerda e/ou o Vagiannidis (ou o Quaresma, que eu vejo muito como lateral-direito neste sistema) a fazer linha de 3 com os centrais ou os médios, dependendo do contexto do jogo.

Agora, concordo que as ligações já existentes entre Trincão e Pote - que potenciam as outras - está a ser bem aproveitada, e tem de ser aproveitada. É apenas uma questão de gerir melhor o timing com que as coisas são feitas no último terço. Noto que a equipa quer muito entrar de forma apoiada pela área dentro, em vez de procurar chegar na área para finalizar. Esse era um aspecto em que éramos exímios no ano passado (sem perdermos capacidade de também desmontar blocos baixos). Nisso e na gestão do ritmo a que se joga, que é outro aspecto em que ainda pecamos. Mas aí admito que seja um efeito colateral da velocidade que queremos imprimir ao jogo, com bola.

Quanto ao Suárez, se calhar fui injusto porque não me queria referir especificamente a ele, mas sim ao que parece ser a utilização dele. Ele oferece mais que o Gyokeres ao jogo quando serve de referência para envolver os colegas, mas depois também tem muita capacidade para simplesmente atacar a profundidade e oferecer essa variabilidade que referes. Porém, pode ser consequência do bold, com o qual concordo totalmente.

Não é segredo que sou fã do Kocho e defendi muito a contratação dele. Talvez por isso, acho que para já a dinâmica colectiva o prende em demasia a terrenos recuados, quando ele é naturalmente um jogador associativo (e já se tem visto fogachos disso com o Pote) e tem uma capacidade de chegada à área muito forte. É raro o jogo em que não tem tido uma oportunidade para finalizar a 10/15 metros da baliza. O Hjulmand é mais cerebral e capaz de fazer a bola entrar no bloco adversário pelo passe, o que também o complementa bem. Estou esperançoso que o avançar dos jogos traga outro entrosamento entre os dois, porque tem sido o sector menos... entusiasmante, do meio-campo para a frente.

Sobre o último parágrafo, pouco ou nada discordo. Deu-se uma boa resposta depois da derrota, que era o que se pedia. Foram exibições superiores às do jogo com o Porto. Mas vai ser preciso subir o nível para Nápoles e Marselha, pegando nos dois jogos mais exigentes do próximo mês.

O Pote já fez imensos golos no Sporting com o ataque à profundidade, ou com movimentos de ruptura do género. O Suárez já demonstrou que, das poucas vezes que os faz, é mais do que competente.

É intencional. Como o André disse, é para tentar furar o bloco pela zona central. Eu acho que o passo evolutivo natural é simplesmente deixar de sobrecarregar essa zona com todos os jogadores ofensivos, ou pelo menos entender-se que movimentos complementares só beneficiam a criação de espaço a quem ataca como nós atacamos. Para o Suárez vir em apoio, alguém tem de atacar o espaço que ele criou com essa movimentação. A equipa fazia isto muito bem com o Gyokeres.

Sim, o perfil de praticamente todo o sector defensivo não ajuda. É consequência de se ter jogado 4 anos e tal num sistema diferente, que potenciava outro conjunto de características. Mas mudar isso é trabalho de vários mercados, se é que a intenção é mesmo mudar a eito.

Quanto ao primeiro parágrafo, certo. E eu nem sou o maior fã desta moda das perseguições individuais, embora perceba porque ganhou preponderância no futebol atual. Por mim, tinhamos a linha a pisar o meio campo e mesmo as referências de pressão eram um pouco menos individuais. Mas isso não te oferece uma pressão tão imediata quando o adversário quer reter a bola, daí a moda atual. Só que se é para fazer, temos de ser congruentes para não criar esses buracos entre setores. Se a linha média e avançada vão totalmente, mas os defesas ficam, esse espaço entre eles vai sempre existir e, contra boas equipas, explorado. Claro que se forem todos podem explorar as costas, mas aí a ideia é teres pressão suficiente na bola para ou impedires/dificultares muito esse tipo de passes ou matares o lance antes.

Falando das ligações, e ao rever parte do jogo, notei ainda mais que tem faltado um pouco uma decisão melhor no penúltimo passe. Normalmente do Pote ou do Trincão, aliás. Há várias ruturas que não são seguidas e que eles não aproveitam, acabando por seguir com a bola e não tirar grande vantagem da coisa - porque o adversário não cai no engodo e continua nele. E 100% de acordo quanto ao Kocho. Acho que ou está demasiado recuado, ou quando sobe a coisa ainda não está bem articulada. Eu colocava o Hjulmand um pouco mais atrás do que tem jogado, até para dar uma cobertura mais eficaz para circular e para ajudar à ocupação racional dos espaços/reacção à perda. Não quer dizer que o Kocho não possa continuar a fazer a linha de 3 quando apropriado, até porque isso dificultou muito a pressão do Moreirense - o ala direito deles ficou várias vezes a meio caminho entre sair no Kocho ou cobrir o Mangas que estava alto e aberto, o que levou a várias situações interessantes.

Mas continuo a achar que os movimentos complementares existem. Pode não estar no patamar ideal ainda, mas tens um nível interessante de ruturas a contrastar com os movimentos em apoio. Aliás, várias vezes o problema é mesmo os colegas não respeitarem essas ruturas - porque a linha adversária não afunda com elas e, por isso, o espaço está lá e não entre sectores - do que propriamente elas não existirem. É isso que depois leva a algum aparente excesso de jogo interior.

@Wincing Hálldor por acaso ao rever o jogo (vou no minuto 25), o Moreirense teve ali um ou dois momentos mais prolongados em que nos empurrou para OD e a resposta da nossa equipa foi basicamente sobrecompensar e ter o pessoal da linha média a seguir tudo o que é rutura até à linha defensiva. Particularmente o Quenda e o Hjulmand, na sequência de que falo. E já tinha reparado um pouco nisso na 2ª parte. Neste jogo resultou bem, até porque o Moreirense não criou nada a partir desses momentos, mas estou curioso para ver como isso resulta contra equipas melhores. Acho que essa abordagem pode ser explorada, se a mantivermos - já tinha reparado que a fazemos por vezes, mas não de forma tão flagrante como naquela sequência.

Citação de bobzz, há 2 horas:

o Inacio tem feito m*rda às colheres (com bola), nao sei que jogos andam a ver.

e o Vagiannidis até agora não mostrou ser upgrade nenhum, pelo contrário.

desculpem cortar com as text walls mas às vezes há que ser curto e grosso.

Sendo também curto e grosso, discordo das duas. O Inácio esteve muito bem com bola no último jogo, e achei o Vagiannidis genuinamente bom, melhor do que esperava. Se calhar é por aí também, do que vi dele na Grécia achei que ia ser razoável no máximo, mas gostei da qualidade técnica em condução dele no último terço e acho que ainda não conseguimos explorar de forma competente o que ele tem de melhor, que são as movimentações de rutura. A atacar é um upgrade claríssimo ao Fresneda, não que seja difícil.

Editado por AndreSCP7

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Citação de bobzz, há 3 horas:

e o Vagiannidis até agora não mostrou ser upgrade nenhum, pelo contrário.

É bastante melhor do que o Fresneda. 

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Citação de Simeone, há 7 minutos:

É bastante melhor do que o Fresneda. 

Ofensivamente é da noite para o dia, mas ainda desconfio da habilidade defensiva do vagiannidis. Quando tivermos jogos mais complicados vamos ver como se porta, mas nestes jogos contra blocos baixos tem que ser ele o titular

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Há uma coisa que eu reparei no jogo de segunda e que acho que devo elogiar o Rui Borges. O jogo estava difícil, a bola não queria entrar nem por nada, um empate podia ser uma catástrofe, e o público estava, obviamente nervoso e ansioso, demonstrava-o e isso sentia-se até a ver o jogo pela tv e os jogadores do Sporting aparentavam estar calmos, tranquilos e a jogar com a cabeça e não com o coração. E isso pode ser muito importante no futuro, para além de ser uma diferença considerável em relação a anos anteriores, independentemente do resultado final ter sido quase sempre bom.

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Citação de Sandes., há 8 minutos:

Ofensivamente é da noite para o dia, mas ainda desconfio da habilidade defensiva do vagiannidis. Quando tivermos jogos mais complicados vamos ver como se porta, mas nestes jogos contra blocos baixos tem que ser ele o titular

A defender ainda não foi muito testado, mas, pelo que já se viu, tem te ser titular em todos estes jogos em que passamos a maior parte do tempo com a bola em cima do adversário.

Citação de Tio Hans, Agora:

o público estava, obviamente nervoso e ansioso

Enerva-me profundamente a facilidade com que o estádio fica todo borrado. Até podia dar asneira, mas a equipa estava claramente a jogar bem e a criar oportunidades, o golo ia chegar mais cedo ou mais tarde. Ainda assim, era um burburinho enorme a cada remate ao lado ou passe falhado... Não deve ajudar muito, não.

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Bastou ver a reação do público aos 70min +/- quando o Quenda falha um passe "fácil", vi uma data de pessoas a levantarem-se a reclamar com um puto de 18 anos

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Verdade seja dita que entrámos pessimamente na segunda parte, acho que a frustração nasceu principalmente daí. 

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Entra'mos mal na segunda parte ou o Moreirense conseguiu corrigir a pressao na saida de bola do Sporting? 

é obvio que no estadio nao ha a capacidade e frieza para ver este tipo de nuances mas o Vasco falou disso na flash, que tiveram muita dificuldade com as mudanças de saida de bola que o Sporting fazia entre os centrais e o Kocho, que no estadio nao conseguiu explicar aos jogadores o que tinham de mudar mas que no intervalo com calma e com recurso a video la conseguiram fazer os ajustes. 

Aqui mérito do Rui Bi a confundir o Moreirense no inicio do jogo e depois durante a segunda parte conseguimos novamente encontrar novos caminhos 

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Citação de Jimpo, há 8 minutos:

Entra'mos mal na segunda parte ou o Moreirense conseguiu corrigir a pressao na saida de bola do Sporting? 

é obvio que no estadio nao ha a capacidade e frieza para ver este tipo de nuances mas o Vasco falou disso na flash, que tiveram muita dificuldade com as mudanças de saida de bola que o Sporting fazia entre os centrais e o Kocho, que no estadio nao conseguiu explicar aos jogadores o que tinham de mudar mas que no intervalo com calma e com recurso a video la conseguiram fazer os ajustes. 

Aqui mérito do Rui Bi a confundir o Moreirense no inicio do jogo e depois durante a segunda parte conseguimos novamente encontrar novos caminhos 

Entrámos mal na segunda parte porque o Moreirense ajustou os posicionamentos e complicou-nos a vida. Só estou a dizer que é normal que no estádio, depois do atropelo que foi a primeira parte, haver esse burburinho quando a equipa baixa de forma tão drasticamente. 

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Citação de Poeira, há 13 horas:

O Pote já fez imensos golos no Sporting com o ataque à profundidade, ou com movimentos de ruptura do género. O Suárez já demonstrou que, das poucas vezes que os faz, é mais do que competente.

É intencional. Como o André disse, é para tentar furar o bloco pela zona central. Eu acho que o passo evolutivo natural é simplesmente deixar de sobrecarregar essa zona com todos os jogadores ofensivos, ou pelo menos entender-se que movimentos complementares só beneficiam a criação de espaço a quem ataca como nós atacamos. Para o Suárez vir em apoio, alguém tem de atacar o espaço que ele criou com essa movimentação. A equipa fazia isto muito bem com o Gyokeres.

Eu pensei nessa questão do Pote quando escrevi inicialmente, mas será que descreve bem o jogador atual? Pós-lesão, vejo um Pote (ainda) mais estático e com as características que enunciei. Dá sempre ideia de estar a jogar algo condicionado. Se ainda não foi capaz de recuperar completamente a nível físico, acho plausível que acabe por atacar menos a profundidade e jogar mais de cadeirinha.

Acho que as duas coisas se complementam. O Borges entende que os melhores jogadores do ataque têm aquelas características e tentou este compromisso. Tanto que o ataque está bastante desligado do resto da equipa e dá sempre a sensação que a ideia é fazer a bola chegar à frente e esperar que a magia aconteça. Sinto falta do envolvimento constante dos laterais/alas, que com o Amorim até surgiam constantemente em zonas de finalização, mas para já parece que nem têm indicações para atacar consistentemente a linha de fundo.

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Citação de Hououin Kyouma, há 9 minutos:

Eu pensei nessa questão do Pote quando escrevi inicialmente, mas será que descreve bem o jogador atual? Pós-lesão, vejo um Pote (ainda) mais estático e com as características que enunciei. Dá sempre ideia de estar a jogar algo condicionado. Se ainda não foi capaz de recuperar completamente a nível físico, acho plausível que acabe por atacar menos a profundidade e jogar mais de cadeirinha.

Acho que as duas coisas se complementam. O Borges entende que os melhores jogadores do ataque têm aquelas características e tentou este compromisso. Tanto que o ataque está bastante desligado do resto da equipa e dá sempre a sensação que a ideia é fazer a bola chegar à frente e esperar que a magia aconteça. Sinto falta do envolvimento constante dos laterais/alas, que com o Amorim até surgiam constantemente em zonas de finalização, mas para já parece que nem têm indicações para atacar consistentemente a linha de fundo.

Ainda a semana passada empataste o jogo com uma diagonal incrível do Pote. Este jogo teve mais 2 ou 3 lances. O Pote aparece cada vez menos nesse movimento porque as equipas cada vez mais defendem em bloco baixo e retira-nos esse espaço.

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Citação de Hououin Kyouma, há 1 hora:

Eu pensei nessa questão do Pote quando escrevi inicialmente, mas será que descreve bem o jogador atual? Pós-lesão, vejo um Pote (ainda) mais estático e com as características que enunciei. Dá sempre ideia de estar a jogar algo condicionado. Se ainda não foi capaz de recuperar completamente a nível físico, acho plausível que acabe por atacar menos a profundidade e jogar mais de cadeirinha.

Acho que as duas coisas se complementam. O Borges entende que os melhores jogadores do ataque têm aquelas características e tentou este compromisso. Tanto que o ataque está bastante desligado do resto da equipa e dá sempre a sensação que a ideia é fazer a bola chegar à frente e esperar que a magia aconteça. Sinto falta do envolvimento constante dos laterais/alas, que com o Amorim até surgiam constantemente em zonas de finalização, mas para já parece que nem têm indicações para atacar consistentemente a linha de fundo.

Embora aconteça menos do que com o Amorim, não concordo a 100% com isto. Ainda no ultimo jogo tiveste o Mangas a ir cruzar varias vezes à linha de fundo (mal é certo) e o Maxi tem um lance de finalização dentro da área em que remata à malha lateral. Do lado direito nota-se mais isso que apontas, mas parece-me que é porque é geralmente o Quenda/Geny que dão a largura e o Vagiannidis/Fresneda muitas vezes jogam por dentro. O problema aqui é que o Quenda/Geny tambem têm tendencia a vir para dentro e depois ninguem dá a profundidade naquele flanco. Talvez fizesse sentido trocarem mais vezes o posicionamento entre ala e extremo nesse flanco durante o jogo, para dar mais variabilidade ao ataque desse lado.

Editado por Rajnack

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Citação de AndreSCP7, há 12 horas:

Quanto ao primeiro parágrafo, certo. E eu nem sou o maior fã desta moda das perseguições individuais, embora perceba porque ganhou preponderância no futebol atual. Por mim, tinhamos a linha a pisar o meio campo e mesmo as referências de pressão eram um pouco menos individuais. Mas isso não te oferece uma pressão tão imediata quando o adversário quer reter a bola, daí a moda atual. Só que se é para fazer, temos de ser congruentes para não criar esses buracos entre setores. Se a linha média e avançada vão totalmente, mas os defesas ficam, esse espaço entre eles vai sempre existir e, contra boas equipas, explorado. Claro que se forem todos podem explorar as costas, mas aí a ideia é teres pressão suficiente na bola para ou impedires/dificultares muito esse tipo de passes ou matares o lance antes.

Falando das ligações, e ao rever parte do jogo, notei ainda mais que tem faltado um pouco uma decisão melhor no penúltimo passe. Normalmente do Pote ou do Trincão, aliás. Há várias ruturas que não são seguidas e que eles não aproveitam, acabando por seguir com a bola e não tirar grande vantagem da coisa - porque o adversário não cai no engodo e continua nele. E 100% de acordo quanto ao Kocho. Acho que ou está demasiado recuado, ou quando sobe a coisa ainda não está bem articulada. Eu colocava o Hjulmand um pouco mais atrás do que tem jogado, até para dar uma cobertura mais eficaz para circular e para ajudar à ocupação racional dos espaços/reacção à perda. Não quer dizer que o Kocho não possa continuar a fazer a linha de 3 quando apropriado, até porque isso dificultou muito a pressão do Moreirense - o ala direito deles ficou várias vezes a meio caminho entre sair no Kocho ou cobrir o Mangas que estava alto e aberto, o que levou a várias situações interessantes.

Mas continuo a achar que os movimentos complementares existem. Pode não estar no patamar ideal ainda, mas tens um nível interessante de ruturas a contrastar com os movimentos em apoio. Aliás, várias vezes o problema é mesmo os colegas não respeitarem essas ruturas - porque a linha adversária não afunda com elas e, por isso, o espaço está lá e não entre sectores - do que propriamente elas não existirem. É isso que depois leva a algum aparente excesso de jogo interior.

É complicado porque, mesmo com a linha a pisar o meio-campo, temos muita gente que facilmente fica batida quando perdemos a bola, precisamente por envolvermos tantos jogadores na zona central. A equipa está montada para uma sobrecarga na zona central, e por vezes nem os médios estão propriamente preparados para reagir bem à perda da bola. Diria que é tudo uma questão de encontrar o equilíbrio mais saudável.

Nota-se que as rotinas entre os dois também os levam a jogar muitas vezes de cor. Há vários momentos do jogo onde a bola entra logo de primeira num espaço onde dantes até poderia aparecer alguém, mas agora não há ninguém. Ou entra logo na profundidade com uma tabela simples, sobretudo no caso do Pote. Calculo que isso também será moldado com a habituação a esta forma de jogar.

Enfim, pequenas coisas e algumas intenções que, espero, não sejam um entrave à evolução da equipa. Demos uma excelente resposta depois da derrota com o Porto, mas continuo a ter algum receio de como poderemos reagir no campo a eventuais resultados negativos na UCL.

Citação de Hououin Kyouma, há 8 horas:

Eu pensei nessa questão do Pote quando escrevi inicialmente, mas será que descreve bem o jogador atual? Pós-lesão, vejo um Pote (ainda) mais estático e com as características que enunciei. Dá sempre ideia de estar a jogar algo condicionado. Se ainda não foi capaz de recuperar completamente a nível físico, acho plausível que acabe por atacar menos a profundidade e jogar mais de cadeirinha.

Acho que as duas coisas se complementam. O Borges entende que os melhores jogadores do ataque têm aquelas características e tentou este compromisso. Tanto que o ataque está bastante desligado do resto da equipa e dá sempre a sensação que a ideia é fazer a bola chegar à frente e esperar que a magia aconteça. Sinto falta do envolvimento constante dos laterais/alas, que com o Amorim até surgiam constantemente em zonas de finalização, mas para já parece que nem têm indicações para atacar consistentemente a linha de fundo.

Não vejo nada que me indique que o Pote perdeu capacidades físicas. Acho é que se fixa mais na sua zona, enquanto que o Trincão deambula mais por todo o ataque. Mas o Pote continua a fazer muito bem aquelas diagonais curtas ou aqueles movimentos de ataque à profundidade para finalizar.

É mesmo indicação táctica, parece-me. Tanto à esquerda como à direita, raramente há um "overlap" do lateral. Simplesmente chegamos ao último terço e evitamos ao máximo ter jogadores que não estejam prontos a chegar à baliza adversária com uma combinação simples.

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