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pedritsh

[Mundial 2026] Portugal 1-1 RD Congo (RF)

Publicações recomendadas

Citação de CeLL, há 1 hora:

Melhor que se pode fazer
352
Araujo, Dias, Inacio
Neto, Vitinha, Mendes
Neves, Fernandes
Ramos, Leão

60-70, Ramos e Leão por Ronaldo e Félix para acalmar as hostes

Siga Ruquinha

 

Acho que quando o Ruca entrou na seleção, o homem começou a jogar com a 3 na defesa

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Citação de ventura21, há 1 hora:

Acho que quando o Ruca entrou na seleção, o homem começou a jogar com a 3 na defesa

Sim, mas também convocou o Toti...

 

O que é feito desse, ainda no Wolverhampton?

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Citação de pedropb13, há 9 horas:

Da forma que a equipa joga acho que não iria fazer diferença nenhuma estar ele ou outro qualquer. Acho é que ele podia ser muito melhor aproveitado se existessem planos reais para o ter na equipa.

Não concordo. O Ronaldo já não tem a mobilidade necessária para ser importante na dinâmica do jogo coletivo. Ter alguém lá na frente disponível para se desmarcar, abrir espaços, arrastar defesas seria fundamental pelo aumento de opções que ofereceria a quem transporta a bola.

Podemos criticar, com razão, a exibição do Vitinha porque se limitou a fazer passes para o lado e para trás a velocidade de caracol, mas ele tinha outras opções válidas?

 

Citação de BFC=Trincos_Everywhere, há 9 horas:

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Declarações do Ronaldo no ano passado. Isso ficou-me na memória, porque significa que parte da família está apelar que ele se retire e nem eles o conseguem demover. Talvez o façam com paninhos quentes, mas se até a família ele ignora, não há ninguém que o vá convencer.

Por "família" deve ler-se "Georgina" e não "clã Aveiro".

 

Citação de DonSk, há 8 horas:

O Ronaldo não é de todo titular material nesta fase da carreira para a nossa seleção, mas o que me preocupa é mesmo isto. O treinador passar pelos pingos depois de decisões aberrantes que tomou ontem sobretudo para tentar mudar o jogo. É olhar para o que fez o Bielsa para a segunda parte do jogo do Uruguai e o que nós temos.

Tentar mudar o jogo? Quando é que isso aconteceu? Basta ouvir o que disse o Ricardo Carvalho ao intervalo: "Agora na segunda parte é entrar igual ao que fizemos na primeira parte".

 

Citação de Alonso., há 8 horas:

E eu que prefiro o Messi 1000x que ao Ronaldo, acho que triste é vermos um dos melhores da história ser gozado pela internet desta forma. 

Culpa não é da internet, é dele que não decidiu sair no momento certo mas custa um bocado. Até porque a última imagem que temos é a que fica.

É a tal história de não matar a galinha de ovos de ouro que eu referi ontem. O problema é que mantê-la viva pode resultar ainda pior.

 

 

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Citação de Lebohang, há 23 minutos:

Eventualmente o CR7 vai ter de dar a vez, é insustentável. A menos que joguemos com ele já a marcar 10 golos em 30 jogos do Arabão lá para 2030. Vou ouvir.

Concordo com a visão que o Leão oferece menos que o Félix e o Trincão.

De resto, tem sido pouco mencionado, mas continuo a achar que 5 dias foi pouco tempo de preparação nos EUA e que prejudicou a nossa estreia. Acho que vamos melhorar nos próximos jogos precisamente por isso. Das grandes seleções penso que todas ou quase todas fizeram pelo menos 1 amigável em solo norte-americano exceto nós e a Bélgica.

Editado por Ticampos

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Será mesmo verdade? 

mas vendo a resposta do leao, pior é que deve ser. se é pra festa, o Leao está lá. jogar futebol é que tá quieto

 

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Feita a digestão (difícil) do jogo, vamos lá aos registos estatísticos. E não estou a falar do número de passes do CR nem da relação entre posse de bola e remates efetuados. Isso iria aumentar a azia.

  • Este foi o 703º jogo da seleção, sendo o 1º com a RD Congo. A RD Congo junta-se a uma bela companhia formada pela Costa do Marfim, Gabão e Paraguai no grupo das seleções com quem disputámos um único jogo que não ganhámos.
  • Agora sim, é oficial: o Cristiano Ronaldo é o jogador mais velho a ter representado as cores nacionais. Com 41 anos, 4 meses e 12 dias. O Pepe tinha 41 anos, 4 meses e 9 dias quando fez o último jogo pela seleção.
  • O Bernardo Silva igualou o Fernando Couto como 6º jogador mais internacional de sempre, com 110 presenças.
  • O Nélson Semedo entrou no TOP 50 dos jogadores mais internacionais de sempre, igualando as 51 internacionalizações do Jorge Andrade e do Paulo Sousa.
  • O Tomás Araújo foi brindado com o primeiro cartão amarelo ao serviço da seleção. Parabéns.
  • No que respeita a clubes, o Paris St. Germain igualou o Manchester City como 9º clube que disponibilizaram mais jogadores para a seleção portuguesa. Cada um tem 188 presenças.
  • A Juventus regressou ao TOP 20 dos clubes fornecedores de jogadores. Igualou o Besiktas com 90 presenças e partilham agora o 20º posto.
  • O Martinez isolou-se como 3º selecionador mais "goleador", com 103 golos, ultrapassando o António Oliveira. Já só tem à sua frente o Scolari e o Fernando Santos. Mas não os apanhará.
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Citação de Descartes, há 13 minutos:

Feita a digestão (difícil) do jogo, vamos lá aos registos estatísticos. E não estou a falar do número de passes do CR nem da relação entre posse de bola e remates efetuados. Isso iria aumentar a azia.

  • Este foi o 703º jogo da seleção, sendo o 1º com a RD Congo. A RD Congo junta-se a uma bela companhia formada pela Costa do Marfim, Gabão e Paraguai no grupo das seleções com quem disputámos um único jogo que não ganhámos.
  • Agora sim, é oficial: o Cristiano Ronaldo é o jogador mais velho a ter representado as cores nacionais. Com 41 anos, 4 meses e 12 dias. O Pepe tinha 41 anos, 4 meses e 9 dias quando fez o último jogo pela seleção.
  • O Bernardo Silva igualou o Fernando Couto como 6º jogador mais internacional de sempre, com 110 presenças.
  • O Nélson Semedo entrou no TOP 50 dos jogadores mais internacionais de sempre, igualando as 51 internacionalizações do Jorge Andrade e do Paulo Sousa.
  • O Tomás Araújo foi brindado com o primeiro cartão amarelo ao serviço da seleção. Parabéns.
  • No que respeita a clubes, o Paris St. Germain igualou o Manchester City como 9º clube que disponibilizaram mais jogadores para a seleção portuguesa. Cada um tem 188 presenças.
  • A Juventus regressou ao TOP 20 dos clubes fornecedores de jogadores. Igualou o Besiktas com 90 presenças e partilham agora o 20º posto.
  • O Martinez isolou-se como 3º selecionador mais "goleador", com 103 golos, ultrapassando o António Oliveira. Já só tem à sua frente o Scolari e o Fernando Santos. Mas não os apanhará.

Quando dizes RD Congo, incluis Zaire, ou seja, nunca jogámos com nenhum dos 2 certo?

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Citação de Descartes, há 37 minutos:
  • .
  • O Martinez isolou-se como 3º selecionador mais "goleador", com 103 golos, ultrapassando o António Oliveira. Já só tem à sua frente o Scolari e o Fernando Santos. Mas não os apanhará.

Vamos ver 🎤

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Citação de smashing_pumpkin, há 2 minutos:

Acho que ainda não puseram aqui

 

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Título excelente!

Editado por Ego Sum

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Citação de Lewan, há 11 horas:

Pelo meio lá ganhamos a Liga da Nações não se sabe bem como. Mas mesmo aí, os jogos com a Dinamarca também foram muito maus.

Não é não se sabe como, a equipa está talhada para esses jogos, onde há espaço para o Nuno Mendes e para o Leão/Neto/Chico se soltarem, onde os espaços aparecem mais naturalmente porque as outras equipas se expõem. Nós nunca tivemos estofo para jogar como favoritos, não temos capacidade de desequilibrar. Ontem até achei que finalmente isso tinha mudado, mas foi só nos primeiros 10mins. O difícil é sempre é chegar a jogar contra essas equipas

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O que é que se passa com o Instagram do João neves? Com ataque de bots massivo? Isto começa a parecer Saltillo e derivados... O rapaz já não pode marcar 1 golo?

 

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Editado por Ticampos

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Citação de Ticampos, há 2 horas:

Quando dizes RD Congo, incluis Zaire, ou seja, nunca jogámos com nenhum dos 2 certo?

Sim, claro que estou a incluir o Zaire. E nunca jogámos com eles antes.

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Citação de Ticampos, há 42 minutos:

O que é que se passa com o Instagram do João neves? Com ataque de bots massivo? Isto começa a parecer Saltillo e derivados... O rapaz já não pode marcar 1 golo?

 

Do Bruno Fernandes, Neto e outros também.

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Citação de Bashir, há 7 minutos:

Do Bruno Fernandes, Neto e outros também.

O ambiente no seio da seleção deve estar bonito...

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Citação de Ticampos, há 12 minutos:

O ambiente no seio da seleção deve estar bonito...

É bom. Pode ser que finalmente rebente e acabe esta palhaçada

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Citação de noikeee, há 2 horas:

É bom. Pode ser que finalmente rebente e acabe esta palhaçada

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Já vamos no perfil do Diogo Jota...

Editado por Ticampos
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Citação de Sandes., há 14 horas:

Não é clubite, simplesmente acho que ele é sempre apontado como um gajo que "treme" muito, e tendo a concordar, mas os dois que jogaram não são muito melhores que ele nesse aspecto. E o nível que tem na distribuição é algo que nenhum deles tem.

O meu comentário é mais por aí, até porque quem eu tirava para meter o Inácio era o Veiga e não o Araújo, de quem até gosto

O Inácio concluiu a temporada em péssima forma, mas ver aquela dupla Veiga e Araújo foi medonho.

Isto não é para encarar como óculos de clubite; juro que não é. É mesmo opinião sincera.

O Tomás Araújo é um central razoável. Não estará longe do Inácio, deve ser ela por ela. Já o Veiga... epa eu tenho um sério problema com defesas que tropeçam na bola quando a tentam controlar ou correr com ela. E o Veiga mostrou algumas dificuldades a controlar a bola em algumas ocasiões - se isso foi falta de jeito ou nervosismo, isso já são outros quinhentos.

Aliás, isto faz-me lembrar os tempos em que se discutia por aqui sobre a dupla Naby Sarr e Maurício no Sporting. Havia quem dissesse que não havia problemas em ter dois coxos na defesa porque havia mais jogadores para construir. O problema é que colocar todo o peso da construção nos médios obriga-os a jogarem muito mais recuados do que era suposto e depois fazem falta mais à frente. Isso já era um problema no Sporting em 2013, quanto mais em 2026 em que até aos guarda-redes é exigido que participem na posse de bola...

É claro que nenhum dos centrais portugueses são tão maus como eles eram, mas também não são propriamente portentosos na posse. Acho que não foi por acaso que o Vitinha foi tantas vezes buscar a bola aos pés deles para depois ter de progredir uns 20 metros com a bola até ao meio-campo.

Aliás, o tal espaço que surgiu muitas vezes entre a defesa e o ataque passou muito por aí: em condições normais, um ou dois centrais mais seguros na posse fariam essa progressão inicial e o Vitinha poderia estar 20 ou 30 metros mais adiantado como o elo de ligação que era suposto ser. A pressão recairia sobre o defesa que tinha a bola e não sobre ele. Ele poderia receber a bola e ter mais espaço para definir mais adiantado no terreno; em vez disso, tinha a bola mais atrás e era ele o alvo da pressão, estando muito distante dos colegas para conseguir dar seguimento com passes verticais.

Diga-se também que não ajudou os outros médios estarem sempre colados ao ataque, mas ter o Vitinha a receber bola mais à frente em vez de ter de ir buscar a bola quase ao guarda-redes já ajudava a mitigar esse terrível posicionamento.

Isto tudo para dizer o quê: que o Inácio, mesmo dando casas defensivamente, é capaz de ter bola e procurar esses passes verticais. Poderia até falhá-los, na forma em que tem estado era bem possível, mas a jogar contra o Congo era de arriscar isso em vez de dois centrais que abdicaram de sequer o tentar.

Mas isto com o Martinez é difícil. Basta ver que tem o melhor lateral esquerdo ofensivo do mundo e a opção dele foi chapar um extremo esquerdo colado à linha a atrair a marcação para os espaços que o Nuno Mendes poderia explorar pelo flanco com a sua velocidade. O que até poderia funcionar se o Neto fixasse os adversários na linha para abrir espaços na meia esquerda para as suas progressões, mas ora o João Neves, ora o Bruno Fernandes, apareceram constantemente nesse espaço para garantir que esse espaço não existia para o miúdo.

A conclusão a retirar é que lógica não parece ser o forte do Martinez.

Eu não acho que o trio de meio-campo seja macio. A Espanha e o PSG não precisaram de um trinco à antiga para conquistarem os principais títulos mais recentes. Este meio-campo pode(ria) e deve(ria) ser mais do que capaz de controlar um jogo em posse e gerir os ritmos de jogo. Todos são inteligentes a ocupar espaços, o que pode ajudar a sufocar um adversário - ou pelo menos a maioria deles.

Agora, o que este meio-campo precisa é de dinâmica. O Vitinha e o João Neves no PSG têm uma equipa muito dinâmica sem bola, não precisam de ser o prime Kaká a inventar passes de ruptura impossíveis para criar jogadas de perigo. Mas quando na frente temos o Pedro Neto colado à linha, o Ronaldo colado aos centrais e o Bernardo a fazer seja lá o que foi que fez neste jogo, isso é completamente impossível.

E isto leva-nos para o outro sério problema desta seleção: o ataque é terrível.

O Ronaldo, enfim, não vale a pena bater mais no ceguinho. O homem foi enormíssimo, mas esta versão dele, convenhamos, teria dificuldades em ser titular numa boa parte das equipas falo Tugão. Ainda passa por um grande avançado a jogar contra a dupla de centrais Al-Cepo e Al-Coxo dos Al-Sarjetas da vida lá nas Arábias, mas no Mundial até o Congo já tem centrais relativamente razoáveis e a coisa torna-se bem mais difícil.

O Pedro Neto não é mau de todo, mas por exemplo, é um gajo que não serviria nem para limpar as botas dos jogadores da seleção de 2002 ou de 2006.

O Rafael Leão e o Bernardo, enfim.

O Francisco Conceição é um espalha brasas, mas isso também o Geny ou o Gelson Martins são. Não que não seja melhor do que eles, mas tal como eles é um gajo unidimensional que se vale do repentismo. Ou seja, é um gajo de receber a bola na linha e partir para cima do adversário. Acaba a ser menos um a dar a dinâmica sem bola que o nosso trio de meio-campo precisa porque não contribui para lhes dar linhas de passe ou confundir a marcação dos adversários. Aliás, bem pelo contrário, ele está lá na direita, os adversários só têm de garantir a cobertura necessária para evitar que ele os passe em velocidade quando receber a bola.

Sobram o Gonçalo Guedes ou o Félix, o Trincão e o Gonçalo Ramos. Que, à data de hoje, eram o meu trio ofensivo - Ramos, Trincão e Guedes/Félix, um entre estes, eu pessoalmente escolhia o Guedes - se eu fosse selecionador e quisesse mesmo insistir nesta espécie de 433 (que não insistia se o fosse). Não porque sejam necessariamente melhores do que os restantes, mas porque são aquilo que o resto da equipa precisa.

O Ramos porque é um avançado capaz de recuar no terreno, combinar com os colegas em toques curtos, tabelas, um dois, chamem-lhe o que quiserem, para abrir espaços e confundir marcações.

O Guedes/Félix e o Trincão porque, bem ou mal, são mais dinâmicos a jogar por dentro, definem suficientemente bem em espaços curtos sem precisarem de partir da linha como todos os outros, e são inteligentes para surgirem em zonas de finalização para explorar os espaços que as movimentações do Ramos criassem.

Com eles jogando mais por dentro, porque ambos naturalmente tendem a explorar espaços interiores, deixava de ser necessário o Bruno Fernandes e o João Neves estarem tão adiantados no terreno, libertando estes para ajudarem o Vitinha na criação tornando o meio-campo mais coeso.

E, como bónus, como o Trincão e o Guedes/Félix não se colam tanto à linha, abrir-se-ia espaço para os laterais explorarem os flancos. Temos o Nuno Mendes, que há de ser o melhor do Mundo ou perto disso a fazê-lo. Já não via o Cancelo jogar há algum tempo e não sei se ainda tem a velocidade para o fazer pela direita, mas se não tiver que se use o Matheus Nunes. Não sou o maior fã dele, mas se há coisa que sempre fez bem foi queimar linhas progredindo com a bola.

Mas claro que isto é tudo teórico, porque o Ronaldo não vai sair nunca, o Trincão não conta para o totobola, o Guedes pelo ar da coisa só deve contar à frente do Trincão, o Félix vá lá saber-se, e a dupla de centrais só deve mexer quando o Ruben Dias voltar.

E, assim sendo, vamos continuar a ter o Ronaldo plantado na frente, o Bernardo a titular ou o Chico colado à linha de um lado, o Pedro Neto ou o Leão colados à linha do outro, os laterais presos cá atrás porque não têm espaço para progredir e o Vitinha a fazer de líbero à anos 70 porque se não for ele a vir buscar a bola ao guarda-redes para a levar para a frente, quem o fará?

Citação de verY, há 11 horas:

Jogámos contra a Nigéria para testar contra uma equipa do estilo do Congo. Os jogadores em destaque foram o Trincão e o Félix, que ontem jogaram 0 minutos cada um...

Não, não! Os jogadores em destaque para o Ruquita foram os marcadores dos golos: Pedro Neto e Francisco Conceição. Não foi por acaso que o Pedro Neto foi titular e o Chico foi a primeira opção a saltar do banco - só não foi titular porque não teve coragem de tirar o Bernardo.

Mas isto puxa-nos para outro problema do Ruquita, que também já o era com o Nandito: o palerma não consegue repetir um onze inicial e isso inibe a equipa de criar qualquer identidade.

Ora usa este trio do último jogo, ora usa o Ruben Neves com qualquer outro combinação; ora move o Bernardo para lá, ora o usa na ala; ora usa os laterais nas suas posições, ora os usa invertidos; ora os extremos são invertidos para jogarem por dentro, ora os mete colados à linha.

Isto torna completamente impossível criar qualquer espécie de identidade ou ligação. A seleção não treina diariamente, nem joga todas as semanas, para que seja viável criarem-se rotinas com facilidade, quanto mais com tantas mudanças quase de jogo para jogo.

O ideal era definir um onze base, com umas duas ou três variações de opção mas que tivessem características parecidas para não mudar demasiado a forma de jogar.

Não faz sentido ter o Nuno Mendes a dar largura ao jogo na esquerda, mas a alternativa ser o Dalot ou o Cancelo que são destros e, naturalmente, vão fazer movimentações diferentes e até os posicionamentos dos colegas para coisas simples como dar linhas de passe têm de mudar por eles jogarem com o pé contrário.

Como não faz sentido ora usar o Bernardo, que não é tão vertical nem se cola tanto à linha, ora usar o Chico ou o Neto como alternativas, pois são opções completamente distintas em rotinas, dinâmicas e movimentações de todo o flanco.

Isto já para nem falar do meio-campo.

Não me interpretem mal, faz todo o sentido haver variações pontuais para confundir os adversários, mas isso tem de ser construído sobre uma base estável e sólida. Se essa base não existe e praticamente de jogo para jogo a forma de jogar muda radicalmente, é completamente impossível ter resultados constantes.

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Citação de Black Hawk, há 53 minutos:

O Inácio concluiu a temporada em péssima forma, mas ver aquela dupla Veiga e Araújo foi medonho.

Isto não é para encarar como óculos de clubite; juro que não é. É mesmo opinião sincera.

O Tomás Araújo é um central razoável. Não estará longe do Inácio, deve ser ela por ela. Já o Veiga... epa eu tenho um sério problema com defesas que tropeçam na bola quando a tentam controlar ou correr com ela. E o Veiga mostrou algumas dificuldades a controlar a bola em algumas ocasiões - se isso foi falta de jeito ou nervosismo, isso já são outros quinhentos.

Aliás, isto faz-me lembrar os tempos em que se discutia por aqui sobre a dupla Naby Sarr e Maurício no Sporting. Havia quem dissesse que não havia problemas em ter dois coxos na defesa porque havia mais jogadores para construir. O problema é que colocar todo o peso da construção nos médios obriga-os a jogarem muito mais recuados do que era suposto e depois fazem falta mais à frente. Isso já era um problema no Sporting em 2013, quanto mais em 2026 em que até aos guarda-redes é exigido que participem na posse de bola...

É claro que nenhum dos centrais portugueses são tão maus como eles eram, mas também não são propriamente portentosos na posse. Acho que não foi por acaso que o Vitinha foi tantas vezes buscar a bola aos pés deles para depois ter de progredir uns 20 metros com a bola até ao meio-campo.

Aliás, o tal espaço que surgiu muitas vezes entre a defesa e o ataque passou muito por aí: em condições normais, um ou dois centrais mais seguros na posse fariam essa progressão inicial e o Vitinha poderia estar 20 ou 30 metros mais adiantado como o elo de ligação que era suposto ser. A pressão recairia sobre o defesa que tinha a bola e não sobre ele. Ele poderia receber a bola e ter mais espaço para definir mais adiantado no terreno; em vez disso, tinha a bola mais atrás e era ele o alvo da pressão, estando muito distante dos colegas para conseguir dar seguimento com passes verticais.

Diga-se também que não ajudou os outros médios estarem sempre colados ao ataque, mas ter o Vitinha a receber bola mais à frente em vez de ter de ir buscar a bola quase ao guarda-redes já ajudava a mitigar esse terrível posicionamento.

Isto tudo para dizer o quê: que o Inácio, mesmo dando casas defensivamente, é capaz de ter bola e procurar esses passes verticais. Poderia até falhá-los, na forma em que tem estado era bem possível, mas a jogar contra o Congo era de arriscar isso em vez de dois centrais que abdicaram de sequer o tentar.

Mas isto com o Martinez é difícil. Basta ver que tem o melhor lateral esquerdo ofensivo do mundo e a opção dele foi chapar um extremo esquerdo colado à linha a atrair a marcação para os espaços que o Nuno Mendes poderia explorar pelo flanco com a sua velocidade. O que até poderia funcionar se o Neto fixasse os adversários na linha para abrir espaços na meia esquerda para as suas progressões, mas ora o João Neves, ora o Bruno Fernandes, apareceram constantemente nesse espaço para garantir que esse espaço não existia para o miúdo.

A conclusão a retirar é que lógica não parece ser o forte do Martinez.

Eu não acho que o trio de meio-campo seja macio. A Espanha e o PSG não precisaram de um trinco à antiga para conquistarem os principais títulos mais recentes. Este meio-campo pode(ria) e deve(ria) ser mais do que capaz de controlar um jogo em posse e gerir os ritmos de jogo. Todos são inteligentes a ocupar espaços, o que pode ajudar a sufocar um adversário - ou pelo menos a maioria deles.

Agora, o que este meio-campo precisa é de dinâmica. O Vitinha e o João Neves no PSG têm uma equipa muito dinâmica sem bola, não precisam de ser o prime Kaká a inventar passes de ruptura impossíveis para criar jogadas de perigo. Mas quando na frente temos o Pedro Neto colado à linha, o Ronaldo colado aos centrais e o Bernardo a fazer seja lá o que foi que fez neste jogo, isso é completamente impossível.

E isto leva-nos para o outro sério problema desta seleção: o ataque é terrível.

O Ronaldo, enfim, não vale a pena bater mais no ceguinho. O homem foi enormíssimo, mas esta versão dele, convenhamos, teria dificuldades em ser titular numa boa parte das equipas falo Tugão. Ainda passa por um grande avançado a jogar contra a dupla de centrais Al-Cepo e Al-Coxo dos Al-Sarjetas da vida lá nas Arábias, mas no Mundial até o Congo já tem centrais relativamente razoáveis e a coisa torna-se bem mais difícil.

O Pedro Neto não é mau de todo, mas por exemplo, é um gajo que não serviria nem para limpar as botas dos jogadores da seleção de 2002 ou de 2006.

O Rafael Leão e o Bernardo, enfim.

O Francisco Conceição é um espalha brasas, mas isso também o Geny ou o Gelson Martins são. Não que não seja melhor do que eles, mas tal como eles é um gajo unidimensional que se vale do repentismo. Ou seja, é um gajo de receber a bola na linha e partir para cima do adversário. Acaba a ser menos um a dar a dinâmica sem bola que o nosso trio de meio-campo precisa porque não contribui para lhes dar linhas de passe ou confundir a marcação dos adversários. Aliás, bem pelo contrário, ele está lá na direita, os adversários só têm de garantir a cobertura necessária para evitar que ele os passe em velocidade quando receber a bola.

Sobram o Gonçalo Guedes ou o Félix, o Trincão e o Gonçalo Ramos. Que, à data de hoje, eram o meu trio ofensivo - Ramos, Trincão e Guedes/Félix, um entre estes, eu pessoalmente escolhia o Guedes - se eu fosse selecionador e quisesse mesmo insistir nesta espécie de 433 (que não insistia se o fosse). Não porque sejam necessariamente melhores do que os restantes, mas porque são aquilo que o resto da equipa precisa.

O Ramos porque é um avançado capaz de recuar no terreno, combinar com os colegas em toques curtos, tabelas, um dois, chamem-lhe o que quiserem, para abrir espaços e confundir marcações.

O Guedes/Félix e o Trincão porque, bem ou mal, são mais dinâmicos a jogar por dentro, definem suficientemente bem em espaços curtos sem precisarem de partir da linha como todos os outros, e são inteligentes para surgirem em zonas de finalização para explorar os espaços que as movimentações do Ramos criassem.

Com eles jogando mais por dentro, porque ambos naturalmente tendem a explorar espaços interiores, deixava de ser necessário o Bruno Fernandes e o João Neves estarem tão adiantados no terreno, libertando estes para ajudarem o Vitinha na criação tornando o meio-campo mais coeso.

E, como bónus, como o Trincão e o Guedes/Félix não se colam tanto à linha, abrir-se-ia espaço para os laterais explorarem os flancos. Temos o Nuno Mendes, que há de ser o melhor do Mundo ou perto disso a fazê-lo. Já não via o Cancelo jogar há algum tempo e não sei se ainda tem a velocidade para o fazer pela direita, mas se não tiver que se use o Matheus Nunes. Não sou o maior fã dele, mas se há coisa que sempre fez bem foi queimar linhas progredindo com a bola.

Mas claro que isto é tudo teórico, porque o Ronaldo não vai sair nunca, o Trincão não conta para o totobola, o Guedes pelo ar da coisa só deve contar à frente do Trincão, o Félix vá lá saber-se, e a dupla de centrais só deve mexer quando o Ruben Dias voltar.

E, assim sendo, vamos continuar a ter o Ronaldo plantado na frente, o Bernardo a titular ou o Chico colado à linha de um lado, o Pedro Neto ou o Leão colados à linha do outro, os laterais presos cá atrás porque não têm espaço para progredir e o Vitinha a fazer de líbero à anos 70 porque se não for ele a vir buscar a bola ao guarda-redes para a levar para a frente, quem o fará?

Não, não! Os jogadores em destaque para o Ruquita foram os marcadores dos golos: Pedro Neto e Francisco Conceição. Não foi por acaso que o Pedro Neto foi titular e o Chico foi a primeira opção a saltar do banco - só não foi titular porque não teve coragem de tirar o Bernardo.

Mas isto puxa-nos para outro problema do Ruquita, que também já o era com o Nandito: o palerma não consegue repetir um onze inicial e isso inibe a equipa de criar qualquer identidade.

Ora usa este trio do último jogo, ora usa o Ruben Neves com qualquer outro combinação; ora move o Bernardo para lá, ora o usa na ala; ora usa os laterais nas suas posições, ora os usa invertidos; ora os extremos são invertidos para jogarem por dentro, ora os mete colados à linha.

Isto torna completamente impossível criar qualquer espécie de identidade ou ligação. A seleção não treina diariamente, nem joga todas as semanas, para que seja viável criarem-se rotinas com facilidade, quanto mais com tantas mudanças quase de jogo para jogo.

O ideal era definir um onze base, com umas duas ou três variações de opção mas que tivessem características parecidas para não mudar demasiado a forma de jogar.

Não faz sentido ter o Nuno Mendes a dar largura ao jogo na esquerda, mas a alternativa ser o Dalot ou o Cancelo que são destros e, naturalmente, vão fazer movimentações diferentes e até os posicionamentos dos colegas para coisas simples como dar linhas de passe têm de mudar por eles jogarem com o pé contrário.

Como não faz sentido ora usar o Bernardo, que não é tão vertical nem se cola tanto à linha, ora usar o Chico ou o Neto como alternativas, pois são opções completamente distintas em rotinas, dinâmicas e movimentações de todo o flanco.

Isto já para nem falar do meio-campo.

Não me interpretem mal, faz todo o sentido haver variações pontuais para confundir os adversários, mas isso tem de ser construído sobre uma base estável e sólida. Se essa base não existe e praticamente de jogo para jogo a forma de jogar muda radicalmente, é completamente impossível ter resultados constantes.

Agora é que entendo a geração perdida da Bélgica. Com outro Mister mais capacitado poderiam ter estado na final de 2018 e quiçá serem campeões do mundo.

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