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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

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É pá... Isso de um a dez numa escala de insultos é para aí dez. Pois, dez.

Tens uns amigos muito simpáticos não haja dúvidas... E acompanhar veio o quê? Um DVD com uma compilação da relva a crescer e da tinta a secar, em que pintam a relva e a deixam secar enquanto cresce?

 

Mas o que é aquilo tem para ser descodificado? :mrgreen:

:lol:

 

Acho que é isto:

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Repara: O Guia Não Autorizado dos Factos por Detrás da Ficção :medinho:

 

Por acaso na altura ainda nem sequer conhecia a história do Código da Vinci e quando peguei nisto achei que se calhar até seria engraçado mas quando o abri aquilo era uma espécie de dicionário com símbolos e afins. :mrgreen:

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Eu pessoalmente, não acho que as histórias possam propriamente ser consideradas aborrecidas. Eu li tudo o que é Dan Brown, todos eles em relativamente pouco tempo. Não são obras literariamente fascinantes, tem uma série de factos históricos adulterados e tudo o mais, mas a fórmula que ele criou para a venda de tantos livros, prende-se precisamente com o facto de dentro de tanta incoerência histórica, a acção ser extremamente rápida e inconstante. O que o povão procura não são descrições fabulosas, nem jogos de palavras mirabolantes, é o policialzinho de algibeira para ler no comboio, em que a acção é rápida, estão constantemente a acontecer coisas, e em que queremos sempre virar a página seguinte porque a coisa é de tal forma torrencial, que sabemos que vai acontecer mais alguma coisa nova na página seguinte.

 

Ele com esta fórmula conquistou as pessoas, porque de facto, dentro dum estilo torrencial e de acção rápida, consegue cativar os leitores. E vende. E isto explica desde logo a clonagem massiva de que o estilo dele tem sido alvo.

 

Eu já vi esse livrozeco à venda, e há outro para os Anjos e Demónios. Basicamente, é para colocar em pratos mais ou menos (indispensável, esta parte) limpos o conjunto de factos históricos que ele vai adulterando ao longo dos livros em questão, com uns esclarecimentos históricos.

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Por acaso na altura ainda nem sequer conhecia a história do Código da Vinci e quando peguei nisto achei que se calhar até seria engraçado mas quando o abri aquilo era uma espécie de dicionário com símbolos e afins. :mrgreen:

Ah, pronto. Então é igual ao livro, mas com uma capa a dizer guia não autorizado...

Ou seja, o Danny criou uma história não autorizada sobre os malandros do Vaticano e aí o Simão criou um guia não autorizado sobre a história não autorizada. Quando eu pensava que não era possível ser-se mais fixe que o Danny vem aí esse roubar-lhe o trono!

 

Sem querer bater mais no ceguinho, leia-se os teus presenteadores, intriga-me que motivos estiveram subjacentes à compra de um guia para um livro que tu não possuías, se foi impedir que comprasses o livro foi sem dúvida a mais útil das prendas! :mrgreen:

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Eu pessoalmente, não acho que as histórias possam propriamente ser consideradas aborrecidas. Eu li tudo o que é Dan Brown, todos eles em relativamente pouco tempo. Não são obras literariamente fascinantes, tem uma série de factos históricos adulterados e tudo o mais, mas a fórmula que ele criou para a venda de tantos livros, prende-se precisamente com o facto de dentro de tanta incoerência histórica, a acção ser extremamente rápida e inconstante. O que o povão procura não são descrições fabulosas, nem jogos de palavras mirabolantes, é o policialzinho de algibeira para ler no comboio, em que a acção é rápida, estão constantemente a acontecer coisas, e em que queremos sempre virar a página seguinte porque a coisa é de tal forma torrencial, que sabemos que vai acontecer mais alguma coisa nova na página seguinte.

 

Ele com esta fórmula conquistou as pessoas, porque de facto, dentro dum estilo torrencial e de acção rápida, consegue cativar os leitores. E vende. E isto explica desde logo a clonagem massiva de que o estilo dele tem sido alvo.

 

Eu já vi esse livrozeco à venda, e há outro para os Anjos e Demónios. Basicamente, é para colocar em pratos mais ou menos (indispensável, esta parte) limpos o conjunto de factos históricos que ele vai adulterando ao longo dos livros em questão, com uns esclarecimentos históricos.

Mas eu não estou a dizer que o sujeito não tem todos os motivos para ter sucesso. Agora não deixam é de ser livros recauchutados. E eu apesar de me ter dignado a ler um dos livros do senhor em português e outro em inglês não consegui achar que houvesse ali o mínimo de originalidade ou de inovação. Não tenho muita paciência para esse nível de "mirabolices".

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Vi isso hoje na Bertrand, enquanto passeava, pareceu interessante, talvez arranje brevemente.

Eu embirro aí com o prémio Nobel só pela forma como me impingem os livros dele de cada vez que entreo numa livraria, aliás, se não fosse toda essa propaganda excessiva muito provavelmente já teria comprado algum dos livros.

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O Dan Brown é o supra-sumo da literatura comercial. A construção da narrativa é empolgante, com acontecimentos que se sucedem a grande velocidade e que prendem o leitor à acção. O Dan Brown tem esse mérito, indiscutivelmente. Pena que o padrão da narrativa seja sempre o mesmo em todos os livros. E também aposta pouco nas discrições e na riqueza lexical.

 

Não o acho um grande escritor. É antes uma máquina de escrever :mrgreen:

 

Perep, os livros do Murakami são ideais para quem gosta daquele romance que mistura o fantástico com o humor non-sense. Recomendo, embora seja difícil de perceber para quem não aprecia muito o estilo.

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Mas eu não estou a dizer que o sujeito não tem todos os motivos para ter sucesso. Agora não deixam é de ser livros recauchutados. E eu apesar de me ter dignado a ler um dos livros do senhor em português e outro em inglês não consegui achar que houvesse ali o mínimo de originalidade ou de inovação. Não tenho muita paciência para esse nível de "mirabolices".

A inovação prende-se precisamente no estilo torrencial e de acção mais que célere que reside nas histórias dele.

 

O que entendes por "livros recauchutados"?

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O Codex 632 vale a pena? Tenho aqui para ler mas nem sei se hei-de perder tempo com isso ou seguir para outras coisas mais interessantes.

Eu li duas páginas e acabou como calço da minha cama, literalmente.

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Agora andam a vir uns livros com a Sábado, parecem-me bem interessantes.

 

O Nome da Rosa, de Umberto Eco - 24 de Setembro

A Malinche, de Laura Esquivel - 1 de Outubro

O Danúbio, de Claudio Magris - 8 de Outubro

A Conspiração Contra a América, de Philip Roth - 15 de Outubro

Uma Questão Pessoal, de Kenzaburo Oe - 22 de Outubro

Justine, de Lawrence Durrell - 29 de Outubro

Tim, de Colleen McCullough - 5 de Novembro

O Amante do Vulcão, de Susan Sontag - 12 de Novembro

 

euro e meio cada um.

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Eu já vi esse livrozeco à venda, e há outro para os Anjos e Demónios.

Exacto, eu acho que é capaz de existir um ou vários para cada obra do Dan Brown.

 

Ah, pronto. Então é igual ao livro, mas com uma capa a dizer guia não autorizado...

Ou seja, o Danny criou uma história não autorizada sobre os malandros do Vaticano e aí o Simão criou um guia não autorizado sobre a história não autorizada. Quando eu pensava que não era possível ser-se mais fixe que o Danny vem aí esse roubar-lhe o trono!

 

Sem querer bater mais no ceguinho, leia-se os teus presenteadores, intriga-me que motivos estiveram subjacentes à compra de um guia para um livro que tu não possuías, se foi impedir que comprasses o livro foi sem dúvida a mais útil das prendas! :mrgreen:

Quando o fenómeno Dan apareceu eu provavelmente ainda estava na fase da leitura tipicamente adolescente, portanto o Código sempre foi um bicho que eu achava curioso mas que não me atrevia a aproximar. Depois começaram a aparecer os senhores que descodificavam e eu comecei a olhar para isto como se fosse uma grande conspiração, pelo que sempre achei os Simões mais fixes que os Dannys.

 

Se foi quem penso que foi, era isto ou o livro com capa/título mais lamechas que existisse. :mrgreen:

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O que entendes por "livros recauchutados"?

 

Pena que o padrão da narrativa seja sempre o mesmo em todos os livros.

 

Mas isso não é inovação nenhuma, esse é exactamente o chamariz de todos os policiais.

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Quando o fenómeno Dan apareceu eu provavelmente ainda estava na fase da leitura tipicamente adolescente

O grande boom do homem deu-se aí no meu (nosso, pronto) 9º ano. Eu aí estava naquela fase em que não lia coisas infatilizadas, nem lia o que leio hoje. Foi a fase em que li menos, porque andava um bocado perdido na transição... :lol:

 

Curiosamente o Código e os Anjos e Demónios foram logo dos primeiros que li depois disso, mas já foi aí no fim do 10º ano. Os outros não os li assim há tanto tempo, talvez há um ano e meio...

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Li página e meia do "Uma Questão Pessoal", tenho de o pedir à minha irmã quando ela o acabar :mrgreen:

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Fusyon com duas páginas ninguém consegue fazer esse julgamento, diz lá leste aquilo até metade e não aguentas-te mais?

Repito, li duas páginas e acabou como calço da minha cama, literalmente.

 

Se tivesse lido 57... Espera, o livro tem 788, logo metade são 394. Se tivesse lido metade do livro teria dito, li 394 páginas e acabou como calço da minha cama, literalmente. Mas como escrevi duas, tal indica que li duas páginas do livro.

E abandonei-o imediatamente porque o tom pretensioso com que começa por descrever o fumo do cigarro me causou logo umas náuseas terríveis, sou um leitor sensível, o que é que se há-de fazer?

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Mas isso não é inovação nenhuma, esse é exactamente o chamariz de todos os policiais.

Os policiais têm as suas virtudes, e sabe bem um de quando em vez. Desde que não se exagere na dose... é como os medicamentos.

 

O Público é que podia voltar a lançar aquela colecção Mil Folhas. :(

Alfarrabistas, rapariga. :mrgreen:

 

Poupa-se dinheiro de uma maneira... Eu dessa colecção tenho aqui algures perdido por casa ainda O Ano da Morte de Ricardo Reis, e O Nome da Rosa. Um dia pego neles.

 

Eu ando a visitar a um ritmo semanal uma Alfarrabista perdida nas vielas da baixa lisboeta, e ando quase a orientar a minha leitura para o que por lá vou encontrando de novo, por norma a preços estupidamente convidativos. E sinceramente, pouca confusão me faz que alguém já tenha andado a virar aquelas páginas.

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és mas é uma menina!!

Isso é verdade, mas tal não invalida que a escrita do homem seja insípida.

 

Esses livros que vêm na Sábado são de que editora?

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