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Sporting - Presidência, SAD e Análises Financeiras

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TEXTO COMPLETO DA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DE 26.03.2012

(esta conferência foi apenas esta comunicação não tendo existido perguntas/respostas)

Introdução:

 

Pedi a presença de todos os elementos da comunicação social porque exactamente há um ano atrás terminava a ultima campanha eleitoral do Sporting Clube de Portugal e realizaram-se as eleições.

 

Vale a pena, neste dia, fazer uma reflexão sobre tudo o que se passou, pois está intimamente ligado a toda a gestão caótica que tem sido feita e que culmina agora neste acto vergonhoso de fusão da SPM na SAD sem consulta aos sócios do Sporting CP.

 

Mas nem tudo foi mau nessa campanha.

 

Desse período recordarei com orgulho que de todos os candidatos fui o único:

 

. que apresentei a situação real do Clube e soluções para os problemas que este e a SAD vivem;

. que provocou uma onda verde e branca demonstrando claramente que o Sporting Clube de Portugal está vivo;

. que cumpriu várias das suas promessas ainda em período de campanha eleitoral;

. que apresentou investidores para o seu modelo financeiro;

. que durante toda a campanha apenas discutiu o seu projecto e a grandeza do Sporting, não me refugiando nas tácticas dos restantes de mediocridade, ataque, difamação e calúnias.

 

Desse período tirei várias lições de vida:

 

. que existem sportinguistas que não se importam de denegrir o nome do Clube e de seus associados só para atingir os seus objectivos pessoais;

. que nem toda a comunicação social é isenta , com muitos jornais e televisões a escolherem candidatos como protegidos;

. que os interesses que se movimentam dentro do Sporting CP são poderosos e não querem perder o seu protagonismo mesmo sabendo o estado que atingiu a SAD e o Clube deste que tomaram conta das mesmas;

 

Mas o pior ainda estava para vir com o acto eleitoral a ser o culminar da infâmia que se apoderou deste Clube. Decidido por 360 votos e com todas as sondagens à boca da urna a apontarem a vitória da minha candidatura, nem o facto de existirem quase 4.000 votos sem justificação, impediu a tomada de posse de quem não tinha vencido as mesmas.

As provas desta “afinação” estiveram sempre na posse dos órgãos sociais do Clube e foi permitida a sua destruição, alguns dias antes do prazo legal, sem qualquer referência, por ninguém dos órgãos sociais ou de qualquer figura do Sporting, do sucedido aos associados.

 

Falta de espaço no Estádio para guardar esta documentação não era desculpa, só se justificando a pressa de se destruir os mesmos na vontade de que nunca se possa provar o que realmente se fez na noite de 26 de Março do ano passado.

 

Teria sido exigível uma Assembleia-geral Extraordinária para debater tudo isto e repor a normalidade que deveria ser umas eleições. Assim não se fez. Avancei então sozinho para que a justiça pudesse actuar. Mas, se a decisão fosse por Assembleia-geral Extraordinária, poderia ter sido resolvido tudo numa única sessão. Por outro lado, aguardando pela decisão da justiça fui percebendo que a providência cautelar interposta poderia provocar anos de processo legal de impugnação. Nesse momento tomei a decisão de desistir do processo fosse qual fosse a decisão da mesma. Esta desistência deveu-se apenas a um factor importante: em Portugal ainda não se faz justiça em tempo útil e arrastar um caso destes durante anos poderia ser catastrófico para o Sporting visto que esconderia toda a incompetência e inadequada preparação de quem foi empossado, pois utilizariam o processo sempre como justificação de cada erro.

 

Se eu tivesse sido proclamado vencedor e existissem estas dúvidas garantidamente que nunca destruiria qualquer documentação até porque iria querer saber a verdade do que se passou independentemente de com essa verdade ganhar ou perder as eleições. Subsistindo dúvidas promoveria novas eleições nos dias seguintes sem qualquer hesitação. É a diferença entre quem quer servir e de quem se quer servir de uma qualquer instituição.

 

Com esta afinação iniciou-se o trajecto de terminar de vez com o poder do Clube e dos seus associados visto que numas futuras eleições as afinações já poderiam não ser permitidas e assim havia que fazer tudo por tudo para eliminar essa ameaça.

 

Apesar das afinações existentes, eu fui o candidato mais votado, pelo menos em número de votantes, o que me dá uma responsabilidade acrescida e a autoridade para fazer o balanço deste ano que passou.

Tenho a consciência que esta minha avaliação reflectida e com base nos relatórios e contas do Clube e da SAD (que todos os sportinguistas podem e devem ir ler pois são dados públicos) pode desencadear um processo de expulsão de sócio do meu Clube.

Faço-o consciente e sempre com a certeza que estou disposto a correr todos os riscos para defender o Clube que amo. Faço-o com a certeza que nunca tive nenhuma sede de poder, que nunca procurei os chamados “tachos” (apesar de no ano que passou me terem oferecido alguns que recusei) e que a minha honra seria apenas o poder servir o Sporting Clube de Portugal porque sei que poderia fazer muito por ele.

Provavelmente acabará por aqui a minha possibilidade de contribuir para um Sporting Clube de Portugal maior e melhor, dos sócios, dos adeptos, sem complexos, sem medos, sem receios, com um modelo financeiro adequado e capaz de o catapultar para o lugar que merece, quer a nível nacional quer internacional. Um Clube com um futebol vencedor mas onde as restantes modalidades não são abandonadas à sua sorte. Um Clube com orgulho no seu passado mas com a certeza que continuará a dignificar o mesmo no futuro.

Não me considero um salvador, apenas me considero diferente. Alguém que nunca se acomodou com nada, que não vira a cara aos problemas, que não tem medo de enfrentar as situações ou as pessoas que querem mal ao que ama e acredita. Não me vendo a nada nem a facilidades, não me calo para beneficio próprio, não procuro status, não preciso de justificar a minha presença na Quinta da Marinha até porque não tenho lá casa, não preciso de empregos para a minha família, não procuro cliente vindos do Sporting, não preciso que o Sporting pague as minhas viagens de negócios a fingir que vou tratar de assuntos do Clube, não quero deter passes de jogadores do Sporting, não quero esperar que tudo entre em ruína para aparecer tal Fénix Renascida como pseudo salvador que vem resolver tudo.

Quem faz isso são os medíocres de vida oca e fútil que dependem deste grande Clube para ser algo na vida ou para manter um status que pensam ter tido e que querem recuperar. Fazem-no aqueles que nada são, que a vida os empurrou para a clandestinidade social e/ou intelectual e que desesperadamente, agarrados ao grande Sporting Clube de Portugal, dizem estamos aqui, olhem para nós, somos credíveis.

Se sou ou era o rosto visível da oposição seria só por isso, porque me oponho à mediocridade, ao oportunismo, à hipocrisia, à mentira, à vigarice, aos esquemas, à cumplicidade por omissão, à traição, à ingratidão, mas isso não sou eu apenas no Sporting, isso sou eu na minha vida. E sócio ou não nunca o deixarei de fazer porque o meu amor pelo Sporting Clube de Portugal nunca irão matar.

 

Ver o meu Clube cheio de figuras e notáveis que sobrevivem pela sua presença diária no Clube, e que muitos em nada se preocupam com ele e outros que acham que, por se calarem nos momentos piores, não serão de facto cúmplices nesta traição que está a ser feita ao Sporting Clube de Portugal e aos seus associados, é a prova final da mediocridade em que vivemos e nos interesses pessoais que foram estabelecidos ao longo dos anos no Clube.

O Sporting Clube de Portugal poderia ser um exemplo de democracia e de evolução positiva. No universo Sporting temos grupos como os Cinquentenários, o Grupo Stromp e mesmo o órgão consultivo que é o Conselho Leonino. Tantos grupos de reflexão e de actuação e mesmo assim pouco ou nada se diz, pouco ou nada se faz, com a desculpa do dever de confidencialidade e de que uma paz podre e o caminhar para o abismo é melhor do que mudar, do que actuar, do que agir em defesa do Clube.

Como já disse anteriormente tenho consciência de que hoje poderei provocar o meu processo de expulsão de sócio mas corro esse risco pedindo aos sócios do Sporting CP, sobretudo aos mais antigos, que não deixem o Clube morrer. Que seja dado lugar aos mais novos, com mais força, vontade e garra de enfrentar os problemas e arranjar soluções. Porque existem figuras que já não têm essa força e discernimentos não afastem quem tem, à procura da manutenção de uma eterna “monarquia” da “maturidade”. Não alimentem a eternizada e imbecil guerra das gerações porque já estamos no Séc. XXI. Os jovens não vêm substituir a maturidade e conhecimento dos mais velhos, não se trata de uma luta a ver quem é melhor, tratasse da regeneração natural das organizações que é fundamental para a sua sobrevivência. Lado a lado se caminha, lado a lado se evolui, quem não percebe isto estagna e acaba por morrer. Lembrem-se da idade tinham as pessoas criaram e gerem com sucesso empresas que são colossos mundiais como a Apple, a Microsoft ou o Facebook. Lembrem-se da idade que tinha o impulsionador do grande Sporting Clube de Portugal a quem devemos a existência deste Clube.

O Sporting é pródigo em ter na sua esfera inúmeros salvadores e eternos possíveis candidatos que alimentam o imaginário dos sportinguistas. Pergunto então directamente onde andam Rogério Alves, Pedro Baltazar, Abrantes Mendes, Brás da Silva, Carlos Barbosa, Paulo Andrade, João Rocha Júnior e mais todos aqueles que sonham em um dia ser candidatos ao Sporting? Nesta lista existem pessoas que nunca demonstraram vontade em ser candidatos, mas existem adeptos e associados que os gostariam de ver um dia como tal e, que apenas por isso, já têm uma grande responsabilidade como sportinguistas, nem que seja em dizer se faz parte dos seus planos terem uma participação activa no Clube ou não. Será que todas estas figuras que enunciei partilham da ideia de que o Sporting sem influência dos seus associados e com uma gestão ruinosa é a solução para os males do Clube e da SAD? Será que esperam pela tal teoria da Fénix Renascida onde das ruínas surgirão como salvadores? Ou apenas andam muito atarefados com as suas vidas pessoais e apenas “virão” para o Sporting se lhes pedirem muito?

Não posso deixar um novo apelo à Mesa da Assembleia Geral para convocar uma Assembleia-geral Extraordinária sobre a fusão da SPM na SAD, não permitindo que, pelo menos sem os sócios se pronunciarem, a SAD fique com o único bem que resta ao Clube. Mas que essa Assembleia-geral vá mais longe e que tenha um segundo ponto de ordem que é a discussão sobre a gestão danosa que está a existir no nosso Clube e na SAD, visto ainda sermos os sócios maioritários da mesma.

O meu ultimo apelo vai para todos os sportinguistas e para todos os Núcleos, para que nem hoje nem nunca V/ deixem tirar os V/ direitos e aquilo que se construiu numa história de mais de 100 anos, em troca de meras ilusões e falácias. Lutem pelos V/ direitos, lutem pelo V/ amor ao Clube, nada será possível de ser feito contra o Clube e os seus sócios se houver uma manifesta força contrária a dizer basta. Essa é a união que o Clube necessita, este é o amor que têm de demonstrar agora e sempre!

 

A situação actual do Sporting:

 

Mas entretanto já passou um ano e exige-se um balanço do trabalho desta direcção empossada.

 

Primeiro as promessas eleitorais e a realidade na gestão hedionda do último ano:

 

1ª) garantia de ter 100 milhões de euros para o Sporting

 

Durante este ano esta direcção empossada não teve qualquer euro para o Clube. Pelo contrário já contraiu 48 milhões de euros em empréstimos bancários e recebeu antecipadamente 38 milhões de euros de receitas futuras, colocando assim em perigo a sustentabilidade futura do Clube e da SAD. Ao mesmo tempo investiu 34 milhões de euros em jogadores e deve ainda 21 milhões de euros dos mesmos (sendo que já recebeu 20 milhões de futuras vendas de jogadores).

Se isto é ter milhões de euros para o Sporting então de facto “teve” 107 milhões, mas dos quais 69 milhões foram dividas contraídas e 38 milhões são antecipação de receitas, desequilibrando ainda mais o futuro incerto do Clube e da SAD.

Como conclusão: esta promessa foi uma mentira e ao contrário do prometido prejudicaram e muito o futuro do Sporting demonstrando não ser os gestores credíveis que quiserem crer aos sportinguistas.

 

2ª) garantia que com eles o Sporting CP e a SAD iam deixar de viver de receitas antecipadas promovendo um futuro financeiro equilibrado e harmonioso

 

Como referi no ponto anterior isto não só não foi feito como já foram recebidos e gastos 38 milhões de euros de receitas futuras.

Como conclusão: mais uma mentira que comprova a sua incapacidade de gestão e falta de projecto credível para o Clube e a SAD

3ª) que com eles a negociação com a banca ia ser uma realidade

 

Com um aumento da nossa divida em 48 milhões em empréstimos bancários e da passagem de 5 milhões para 30 milhões de dívidas ao factoring, podemos constatar que a negociação com a banca foi efectivamente uma realidade mas que em nada (mais uma vez) favoreceu o Sporting CP ou a SAD pois ao mesmo tempo que se contraiu mais estas dezenas de milhões de euros de empréstimos a divida (passivo) aumentou 31 milhões.

 

Isto significa que estes empréstimos não foram feitos de forma a levar a efeito um projecto de sustentabilidade financeira, mas sim para pagamento de despesas correntes e de dívidas vencidas que ao contrair novos empréstimos para fazer face a elas, apenas aumentou e muito o valor da mesma pois às antigas tem de se acrescer novos juros.

Como conclusão: o não ter um projecto para o Sporting CP e para a SAD e a incapacidade de gestão impediu a atracção de novos parceiros e patrocinadores o que provocou a necessidade constante de pedidos de empréstimos agravando em dezenas de milhões de euros a divida da SAD.

 

4ª) que iriam construir uma equipa de futebol do futuro e ter uma gestão equilibrada

 

Financeiramente a SAD do Sporting encontra-se em estado de falência técnica agravada e muito pela gestão dos últimos 6 meses.

 

Verificou-se à data de 31 Dezembro de 2011 que a SAD subiu o seu Passivo em 31ME no I Semestre de actividade desta época, atingindo o valor de 231ME. A duplicação da divida financeira, a subida de 39% de custos com pessoal (+ 5,5ME) e o recebimento de mais de 38ME em receitas antecipadas, em que destes 20ME são de receitas futuras de vendas de jogadores, 2,6ME de receitas de bilhetes de época 2012/13 e o restante em Patrocínios e Quotas são o comprovativo do mesmo.

 

Para além disto, o Sporting que já tem os próximos anos totalmente comprometidos financeiramente, ainda assumiu com esta Direcção o pagamento de empréstimos bancários entre Junho e Dezembro de 2014 (já após o seu mandato) de 68ME, dos quais 48ME foram contraídos neste Semestre. Se tivermos em conta a promessa de Godinho Lopes de que esta e a próxima época iriamos acumular prejuízos e que na 3ª época teríamos resultados positivos, os mesmos terão de ter sempre em conta estes 68ME a liquidar, o que pode significar a impossibilidade de cumprir mais uma promessa.

 

A nível de gestão desportiva podemos verificar que de um investimento total em jogadores de 34,78M€, 11ME respeitam a comissões e prémios de assinatura.

 

Para além disso neste momento a maioria dos jogadores do actual plantel do Sporting já são detidos em média apenas em 10 a 15% pelo Sporting. Para isto contribuiu-o o facto dos jogadores, desde a sua aquisição, e somente para pagamento de despesas correntes, terem sido colocados de imediato nos fundos da ESAF (BES) e no Quality Ireland Fund, ainda por cima a preço de custo, ou abaixo deste como foi o caso de Elias que assim que foi adquirido pelo Sporting desvalorizou 1,15ME, reflectido na venda de 50% do passe por 3,85ME. Isto contrariou totalmente mais uma mentira de Godinho Lopes no período eleitoral que disse que com ele os jogadores não eram colocados em fundo nenhum durante 1 ou 2 anos pois este era um período fundamental de valorização e integração.

Para além da percentagem muito reduzida que detemos dos passes dos jogadores do plantel, assim como de jogadores emprestados e alguns da formação, já recebemos antecipadamente 20,36ME que teremos de devolver aquando da venda dos mesmos, sendo assim possível perante esta situação que se o Sporting vendesse agora todos os jogadores, ainda poderia ficar a dever dinheiro.

Se a nível desportivo e como qualquer Sportinguista aquilo que desejo e acredito é na vitória em todos os jogos daqui em diante e que estarei sempre no seu apoio, mas aquilo que sei é que se o Sporting CP não atingir o 3º lugar terá uma classificação pior do que a da época passada e que deixará de ganhar automaticamente cerca de 9ME de participação na Liga dos Campeões.

5º que iríamos ter uma liderança forte

 

Esta direcção e estrutura sempre teve muitos líderes e o seu Presidente o menos de todos. O caso de Domingos foi mais uma prova desta minha afirmação com Godinho Lopes num sábado a dizer claramente aos órgãos de comunicação social que o treinador Domingos era essencial para o projecto e não iria sair e no Domingo de manhã verifica que afinal o mesmo já estava despedido.

Um líder fraco faz fracas as suas gentes.

Como resumo não foi cumprida nenhuma das promessas eleitorais. Mas sequer foi tentado cumprir qualquer delas, o que comprova que as mesmas foram feitas de forma a enganar os sportinguistas e com o plano de vencer a qualquer custo para esvaziar em definitivo o Clube e o poder dos seus associados.

 

Para além da gestão ruinosa que se percebe pelos dados que forneci o projecto em marcha foi tendo mais desenvolvimentos até chegarmos ao dia de hoje. Se não vejamos mais acções relevantes desta direcção empossada que culmina nesta tentativa de fusão.

1ª) promoção da alteração de estatutos

 

Foi dito pela direcção empossada e com eco em toda a comunicação social que foi um sucesso e que todas as propostas tinham sido aprovadas. Felizmente para o Sporting é novamente falso.

Todas as alterações nos estatutos aprovadas tiveram por base a minha proposta de alterações de estatutos que apresentei à Mesa da Assembleia-geral e que foi público esse facto. Depois como “ficava mal” dizer que a proposta era de um sócio e nomeadamente minha alterou-se o nome da proposta para Borges Rodrigues que era o representante escolhido dos eleitos pela minha lista. A conquista de votos por todos os associados maiores de 18 anos fosse qual fosse a sua categoria, a necessidade de um regulamento eleitoral (que entreguei proposta à Mesa da Assembleia Geral em 27 Maio de 2011, e que ainda se encontra em análise), a diminuição da diferença de votos entre associados por antiguidade, novas regras para o acto eleitoral, foram tudo propostas minhas. Todas as propostas que não foram minhas foram reprovadas na Assembleia-geral sobre os Estatutos.

Mas algo não pode ser escondido mais aos sportinguistas é que entre as propostas reprovadas estava uma que eu considerava uma afronta ao Clube e aos seus associados, mas que na verdade passou em termos de consenso no Conselho Leonino inclusivamente pelo que deveria ser o representante dos eleitos pela minha lista, que era o esvaziamento das Assembleias-gerais e da intervenção dos associados do Clube, sendo que os mesmos passavam apenas a votar e tudo o resto era decidido num “Conselho Leonino alargado” para 100 elementos. Este seria o início do fim do Clube e dos seus associados e a preparação legal da operação da passagem do direito de superfície do Estádio do Clube para a SAD sem consentimento dos sócios do Clube. Lutei, informei e na verdade foi chumbado na Assembleia-geral.

 

 

2ª) Ao verificar que tiveram uma derrota expressiva em todas as suas intenções de piorar os estatutos a estratégia da direcção empossada teve de alterar. Assumida a derrota houve que reforçar as forças através de uma campanha de comunicação manipuladora e falaciosa.

 

Primeiro foi o Presidente empossado em entrevistas cirúrgicas em Dezembro e Janeiro, dizendo que no Sporting não havia dinheiro para nada, que era um drama a sua condição e que os pagamentos eram uma preocupação diária, afirmações que colocaram o nosso Clube ao ridículo perante os nossos rivais, sem nenhum órgão social ou notável dizer seja o que fosse. Mais uma vez, eu sozinho tive de me insurgir dizendo que era lamentável alguém se apelidar de salvador do Sporting e proferir estas afirmações.

 

Depois foi a disseminação que a única solução possível seria vender de qualquer forma a SAD. Apenas isso resolveria tudo no Sporting. Os putativos investidores vinham de todo o lado, do Kuwait, de Singapura, da China, da Rússia, da Arabia, de Angola.

 

Mas tinha de se passar uma mensagem de que apesar do grande esforço que estavam a fazer para encontrar investidores algo tinha que ser feito para melhorar a atractividade da SAD para que os mesmos dissessem que sim.

 

Eu tenho investidores para o Sporting deste Fevereiro do ano passado. Nunca me pediram qualquer alteração na SAD ou no Clube para investirem dezenas de milhões de euros no nosso Clube, permitindo com isso um modelo de recuperação e sustentabilidade financeira que ao terminar com o deficit crónico no futebol relançava o equilíbrio e crescimento financeiro. Desde as eleições e do que se passou nelas que estes só me impõem uma condição para o fazerem, toda esta estrutura dirigente sair do Sporting e estar lá alguém em que confiam ir fazer uma boa gestão do Clube e da SAD.

 

Mas esta direcção continuou a sua avalanche de comunicação enganosa com conivência de muita comunicação social e por fim lá teve a coragem de dizer que esse algo milagroso e que tudo resolve é a fusão da SPM na SAD com a passagem do único bem do Clube e sem consentimento dos sócios para que desta feita nem afinações sejam precisas.

 

E estamos aos dias de hoje com uma operação de fusão em cima da mesa.

 

Esta operação é uma mera engenharia financeira que não contempla nenhuma entrada real de dinheiro. Ao ritmo de 19ME negativos por semestre ou seja 38ME negativos ao ano, ao final de alguns meses os Capitais Próprios da SAD leonina vão estar novamente negativos.

Assim é falacioso afirmar-se que esta operação resolve seja aquilo que for, quer ao nível dos Capitais negativos, quer ao nível do Fair Play Financeiro.

 

Para além disso, também não resolve a operação das VMOC´s, pois na altura de reconversão das obrigações em acções os Capitais já estarão novamente negativos e ficará tudo na mesma.

Não é claro que esta operação resolva a duplicação de custos provenientes de existir uma estrutura empresarial distinta, pois a SPM não deposita contas na Conservatória desde 2005, não se podendo assim perceber se a mesma tem custos e se os tiver quais são.

 

Mas a resolução desta preocupação específica seria, e essa sim não precisaria de nenhuma Assembleia Geral, de passar os direitos de superfície para o Clube, visto este deter 100% da SPM e não a sua passagem para qualquer outra empresa do Grupo.

 

Esta operação no fundo é tao só a passagem do único bem valioso que se mantem na posse do Sporting Clube de Portugal, que é o Direito de Superfície do Estádio, mantendo-se apenas o Clube a ser dono do mesmo e consequentemente a sua divida. Perceba-se de vez que o Direito de Superfície, é o direito de ser de facto, aquele que decide gratuitamente todo e qualquer uso do bem respectivo. Assim sendo a SAD será o dono real do Estádio, enquanto ao Sporting Clube de Portugal restara apenas ser o dono no papel e o pagador da divida ao banco que ascende a varias dezenas de milhões de euros.

 

Ao fazer isso a SAD deixa de ter de pagar 5ME anual ao Clube, o que significa que o Clube desde já não vai conseguir fazer face à divida bancaria do Estádio, aos seus custos com pessoal, à sobrevivência das modalidades dependendo desde agora da SAD para tudo, com a agravante de aos dias de hoje ao Sporting Clube de Portugal ainda continuar imputada uma divida também de varias dezenas de milhões de euros à SAD, divida esta que nunca foi compreendida por nenhum associado.

 

Existem juristas, como em todos os assuntos, que estão de acordo com o facto deste assunto não ser de obrigação estatutária ter de ser decidido numa Assembleia-Geral, por não se revestir da figura de “venda ou oneração”.

 

Mas existem outros, que ao ler e interpretar o que esta nos estatutos são peremptórios na afirmação que esta operação tem de ser de facto alvo de uma Assembleia-Geral. Para estes, o assunto da passagem do único bem relevante do Clube para a SAD, que se encontra em processo de tentativa de venda, é de facto uma venda encapotada, visto que fará parte do património da SAD e automaticamente vendido nesse processo.

 

Mas existem mais aspectos relevantes em todo este processo de atropelo dos direitos do Clube e dos seus associados. Quando no projecto de fusão se afirma que como contrapartida a SAD deixara o Clube usufruir de mais 50% das receitas de quotização (75%) e das receitas de Gamebox, é importante os sócios do SCP se poderem pronunciar sobre o interesse das mesmas, visto estas já terem sido alvo de receitas antecipadas recebidas pela SAD este ano, transformando-se num benefício nulo pelo menos no que diz respeito à próxima época.

 

Também o comportamento da instituição bancaria que detém este empréstimo é no mínimo questionável, pois será que esta permitirá que a divida permaneça no Clube mas que este deixe de ser o real dono do bem? Isto é uma operação para tentar tornar a SAD mais atractiva aos investidores ou a ultima operação a mando dos bancos para eliminar de vez todo o poder do Clube e dos seus associados, ao que ao seu destino diz respeito? E se o novo dono da SAD ao invés de sustentar o Clube, decidir não pagar despesa nenhuma do mesmo e até mesmo exigir o pagamento da divida deste à SAD? Como se resolve depois este assunto? Vamos inventar investidores para um Clube falido, sem receitas e sem um único bem?

 

Este foi sempre o único projecto desta direcção empossada, acabar com o Sporting Clube de Portugal e com os seus associados, transformando este Clube Centenário num mendigo de uma empresa onde compadres e comadres podem reinar a seu belo prazer sem dar satisfações a ninguém.

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Conferência quase completa no SAPO: http://videos.sapo.pt/bqeGaM5aU2H03D4QAvd3

Facebook "Por um Sporting sem complexos"

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Mesmo, quem não quer perder tempo a ler, pode também ver o vídeo que se encontra já no final do post.

 

É um sonho de presidente!

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Que p*ta de patada na boca. Comunicado soberbo!

 

Enorme Bruno!

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Um ano passou. A continuar assim daqui a um ano já não há nada a fazer. Até quando vamos fechar os olhos e assobiar para o lado?

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Um ano passou. A continuar assim daqui a um ano já não há nada a fazer. Até quando vamos fechar os olhos e assobiar para o lado?

Estamos na final da taça de Portugal e nos quartos-de-final da liga Europa, isto para muitos sportinguistas está bom.

É triste mas é a realidade...enquanto estamos nestas duas competições já avançadas, para muitos sportinguistas estamos a fazer uma boa época, enquanto isso não se repara nas promessas falhadas do presidente empossado, no aumento do passivo, etc.

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Os jovens não vêm substituir a maturidade e conhecimento dos mais velhos, não se trata de uma luta a ver quem é melhor, tratasse da regeneração natural das organizações que é fundamental para a sua sobrevivência. Lado a lado se caminha, lado a lado se evolui, quem não percebe isto estagna e acaba por morrer. Lembrem-se da idade tinham as pessoas criaram e gerem com sucesso empresas que são colossos mundiais como a Apple, a Microsoft ou o Facebook. Lembrem-se da idade que tinha o impulsionador do grande Sporting Clube de Portugal a quem devemos a existência deste Clube.

:heart:

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Comunicado da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal

 

1. A Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal irá convocar para o dia 24 de Abril uma Assembleia Geral Extraordinária.

2. Analisado o projecto de fusão por incorporação da SPORTING PATRIMÓNIO E MARKETING SA (Sociedade incorporada), na SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - FUTEBOL, SAD (Sociedade incorporante) verificou que, preliminarmente àquela anunciada fusão e como seu pressuposto, se prevê a realização de um aumento de capital da SPM dos actuais 50 000 Euros para 120 050 000 Euros, aumento esse a efectuar por entradas em dinheiro pelos accionistas Sporting Clube de Portugal e Sporting – SGPS, SA, no montante total de 120 000 000 Euros, subscrevendo o Sporting Clube de Portugal o montante de 52 800 000 Euros e a Sporting – SGPS, SA o montante de 67 200 000 Euros.

 

3. Esse aumento de capital será realizado, na parte relativa ao Sporting Clube de Portugal, mediante a contracção de um empréstimo bancário de igual valor (52 800 000 Euros), sendo liquidado, no montante do aumento de capital realizado, o empréstimo de igual valor contraído pela SPORTING PATRIMÓNIO E MARKETING SA.

 

4. Assim, e mesmo mantendo-se as mesmas responsabilidades bancárias no perímetro consolidado do Sporting Clube de Portugal, tem plena aplicação o nº 1 do artigo 42º dos Estatutos, na medida em que, por um lado, esse empréstimo excede 20% do orçamento de despesas do ano anterior (alínea l)) e, por outro, os compromissos financeiros excedem, em 10%, os orçamentos ordinários e suplementares vigentes (alínea m)).

 

5. Por outro lado, verificou, em conjunto com a Procuradoria da República de Lisboa, a necessidade de proceder a acertos, pontuais, nomeadamente os sugeridos pelo Ministério Publico, aos Estatutos do Sporting Clube de Portugal aprovados na Assembleia Geral realizada no passado dia 23 de Julho de 2011;

 

6. Por último, está em condições de submeter à Assembleia Geral a proposta de Regulamento da Assembleia Geral, contendo, designadamente, a matéria de regulamento eleitoral;

 

7. Em conformidade, convocará a Assembleia Geral do Clube para deliberar sobre a contracção do referido empréstimo bancário bem como sobre a proposta de alteração dos Estatutos e de regulamento da Assembleia Geral subscritas pela Mesa da Assembleia Geral e cujo conteúdo será integralmente publicado no Jornal do Clube e no seu sítio oficial.

 

Lisboa, 2 de Abril de 2012

 

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Eduardo Barroso

 

sporting.pt

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Estou a ler isso pela primeira vez, mas segundo percebo a fusão não vai a AG... É isso?

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Vai. Temos assembleia crl!

 

Por um Sporting sem complexos

Não posso deixar de salientar a noticia de realização da Assembleia Geral Extraordinária do Sporting Clube de Portugal. Esta é uma primeira vitória de todos os que acreditam no Clube e nos seus associados. Devemos sempre defender a verdade e aquilo em que acreditamos. O Sporting somos nós! Nunca nos devemos esquecer disso e lutar, lutar sempre pelo que acreditamos! Agora sim, seremos nós a decidir a "fusão" e o futuro do nosso Clube! Obrigado a todos os que têm enviado mensagens de felicitações mas isto não é uma vitória minha mas sim de todos nós! Agora temos de vencer o Metalist e o Benfica e depois todos juntos na Assembleia Geral de dia 24 de Abril para dizer não a esta "fusão". O Sporting e a SAD necessitam de boa gestão e não de mais engenharias financeiras que neste caso até vão trazer mais de 50 milhões de euros de divida bancária ao nosso Clube. Nunca se esqueçam e lutem por isso até ao fim: O SPORTING SOMOS NÓS E NINGUÉM NOS VAI TIRAR ISSO!

Reacção do Bruno de Carvalho.

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Veremos se a AG não será sabotada.

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Depois de já ter lido melhor e de ter informado também um pouco melhor, ficam aqui 2 ou 3 notas:

 

- o que vai ser submetido a aprovação dos sócios NÃO é, conforme já me tinha parecido ontem, a fusão da SPM na SAD, mas sim o empréstimo bancário que é pressuposto para a concretização dessa fusão

 

- ora, para aprovar a fusão em si seriam necessários mais de 66,7% dos votos (mais de 2/3), enquanto que para aprovar o empréstimo apenas serão necessários mais de 50%

 

- este empréstimo ainda é mais ultrajante do que a fusão em si. Se lerem o ponto 3., vêem: "3. Esse aumento de capital será realizado, na parte relativa ao Sporting Clube de Portugal, mediante a contracção de um empréstimo bancário de igual valor (52 800 000 Euros), sendo liquidado, no montante do aumento de capital realizado, o empréstimo de igual valor contraído pela SPORTING PATRIMÓNIO E MARKETING SA."

 

Ou seja, a SPM tem dívidas nesse valor (sob a forma de empréstimo bancário) e terá que ser incorporada na SAD limpa, ou seja, sem quaisquer dívidas. Para esse propósito, quem irá contrair o empréstimo é... o SPORTING! Ou seja, o Sporting oferece os direitos de superfície do Estádio à SAD e ainda tem que contrair um empréstimo (mais dívida) de 53 MILHÕES DE EUROS.

 

É isto que eles querem que seja aprovado. Isto ainda é mais assassino que a fusão em si.

 

Roubam-nos e ainda temos que pagar 53 milhões para nos roubarem. Tudo isto para que a SAD seja mais atractiva daqui a uns meses para vender a um investidor qualquer.

 

Quem puder que não falte. E estou a escrever isto enquanto ouço o empossado falar na RTP, ainda mais nojo me consegue meter e ainda mais sentido é isto que aqui escrevo. Para cima deles, é uma luta importante.

Editado por Gavazzo

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estes gajos arranjam sempre maneira de contornar este tipo de obstáculos...

 

uma vez mafioso, toda a vida mafioso.

Editado por Niculae

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Por acaso li isso hoje, sobre o empréstimo, e tinha ficado com a mesma ideia que tu. O que f*de é que eles arranjam imensas formas de dar a volta aos estatutos para chegarem onde querem, e a maioria dos sócios nem se apercebe.

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Guest Dpitz

Vamos ser o primeiro grande português a ser vendido, cada vez mais acredito nisto, infelizmente

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Quem vai comprar o Sporting são os russos do Bruno de Carvalho, infiltrados. Depois doam-no ao Bruno, mediante uma boa gestão e recuperação do investimento e o Bruno doa-o aos sócios.

 

8)

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Dia 24 lá estarei para dizer não a essa cambada de anormais.

:handclap:

 

Eu ainda não sei se posso sequer votar, esta m*rda das dúvidas em relação à alteração estatutária lixa tudo.

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Vai lá na mesma. Se puderes votar, votas, se não puderes, sempre mandas umas c*rlhadas.

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Estar a fazer 700km num dia de aulas com teste 3 dias depois para não poder votar é pesado... Isso não farei.

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Vai lá na mesma. Se puderes votar, votas, se não puderes, sempre mandas umas c*rlhadas.

 

Isto, Vuk. Se puderes vir, vem. Nem que seja fazer barulho

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