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Morreu José Hermano Saraiva

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A questão da "sensibilidade" está relacionada com a morte. Acho que não é invulgar considerar a morte, seja ela de quem for, um momento de luto, não um momento de festejo. Se têm somente uma opinião negativa de alguém que faleceu, seria hipócrita passar a gostar ou eventualmente dizer bem dessa pessoa. Contudo, desejar a morte de mais um ou outro e celebrar a morte deste, não se enquadra em nada na frase anterior. É algo que, na minha sincera opinião, ultrapassa os limites do razoável e do aceitável.

Eu acho invulgar. Será um momento de luto se tiver pena, por alguma razão, que essa pessoa morre. Não fui para a rua buzinar (até porque não valia a pena o esforço) mas não tenho a mínima pena nem nenhum problema em dizer que o mundo hoje está ligeiramente melhor. De certeza que não houve pena quando o Hitler morreu, a título de exemplo. Os limites do razoável e do aceitável são moldáveis, o Saraiva nunca se deu ao respeito, cometeu grandes crimes e saiu impune, portanto eu não vou fazer de conta que tenho pena só porque parece bonito.

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que pensas de seres humanos como o Hitler, que de "humanos" tinham pouco? Ficaste contente que o Hitler matou o Hitler? Ou ficaste sensibilizado que o Hitler tivesse de acabar encurralado num bunker, tendo de terminar a sua própria vida, devido à vergonha e sabe-se lá o quê?

 

Que penso? O mesmo que toda a gente. Não me esqueço que foi dos maiores assassinos da humanidade nem de todas as atrocidades que cometeu. A questão da sensibilidade prende-se só com morte e as reacções a esta, não com o pensamento, na grande maioria legítimo e fundamentado, que as pessoas têm sobre determinada personalidade.

Simplesmente nunca me caberia na cabeça desejar a sua morte. Não faz parte da minha educação e espero que nunca venha a fazer.

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e isso de fachos, havia bastantes espalhados no país. Havia um director da escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, que tinha um filho que era anti-regime, e dava-se mal com o filho. Quando o regime caiu, o pai não disse nada a ninguém e enforcou-se. Fachos havia em todo o lado, uns "recalcaram" a coisa e continuaram a sua vida. Mas há muitos que lá no fundo ainda eram/são.

 

o meu pai foi da Marinha, e havia um comandante dele, que, mesmo no 25 de Abril, estava na rua do Arsenal, com os tanques mesmo ao lado e virou-se para o meu pai e disse "oh marinheiro, hoje é o dia mais feliz da minha vida...mas o mais triste da vida do meu pai". Dia 27 de Abril, o pai desse comandante enforcou-se. Era uma das altas patentes do Governo do Caetano. Mas esse comandante era comuna.

 

e havia imensa gente assim, filhos que "respeitavam" os pais apenas porque 'eram assim'... felizmente o meu avô e todos os meus familiares são de esquerda e quase tudo do Partido Comunista, porque sofreram bem na pele as dificuldades desse tempo do FASCISMO.

 

Por isso é que escrevo isto e estou todo arrepiado, e sei que em toda a minha vida vou ser SEMPRE ANTIFASCISTA!

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Tão giro como o pessoal que insulta para seguir a onda é aquele pessoal que depois de alguém morrer era sempre boa pessoa. :lol:

 

Que não descanse em paz, que se tivesse um bocadinho que fosse de consciência, não descansaria certamente.

 

Se era para mim, eu falei do JHS daquilo que sei, daquilo que vivi, que foi a componente dele de historiador, que passava os dias com o meu avô (já falecido) a ver gravações dele a falar, e os programas na RTP2. Sempre o achei uma boa pessoa, e a ter em conta no contexto da nossa sociedade.

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Guest TDS

"Salazar era um homem bom", foi assim que José Hermano Saraiva, historiador e ministro da Educação do Estado Novo, definiu o homem que durante mais de 30 anos governou Portugal.

"Para mim, é muito comovente vir aqui prestar esta homenagem ao grande português que se chama António Oliveira Salazar", disse José Hermano Saraiva.

Para o historiador, "a História é feita de patranhas e mentiras", e aquilo que sobreviveu até hoje foi uma imagem implacável de Salazar, o que, no seu entender, não corresponde á verdade, acrescentando que à medida que o tempo passar, "o nome de Salazar será cada vez maior e quando se escrever a História, sobressairá a sua bondade".

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Eu não costumo comentar muito tópicos deste género. Sem querer parecer moralista ou algo semelhante, uma vez que isto é um fórum na net, fico um pouco triste por ver manifestações de felicidade/contentamento pela morte de uma pessoa. Não que não saiba que as há, mas ver as pessoas a terem o trabalho de as professar por escrito e a desejar coisas piores (eventualmente para criar alguma picardia) creio que acaba por demonstrar falta de uma certa sensibilidade. Não faço ideia se é uma questão de formação, ou falta dela, ainda assim, é um bocadinho lamentável.

 

Dito isto, é uma figura incontornável da história de Portugal, sem esquecer o que fez de bom e muito menos o que fez de mal, que descanse em paz.

Não acho que alguém se tenha mostrado feliz, mas sim indiferente. São coisas distintas.

Editado por Ghelthon

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Que penso? O mesmo que toda a gente. Não me esqueço que foi dos maiores assassinos da humanidade nem de todas as atrocidades que cometeu. A questão da sensibilidade prende-se só com morte e as reacções a esta, não com o pensamento, na grande maioria legítimo e fundamentado, que as pessoas têm sobre determinada personalidade.

Simplesmente nunca me caberia na cabeça desejar a sua morte. Não faz parte da minha educação e espero que nunca venha a fazer.

 

mas aqui não se centra tanto no "desejar a morte a alguém" mas no que mencionaste ao início: não ter sensibilidade. Há coisas pelas quais não se pode ter sensibilidade. Nunca irei ter sensibilidade por escória que meteu o país em grilhetas.

 

e p_kor, ainda bem que ficas a perceber isso. ele deu mãos ao regime e sabia bem o que fazia.

Editado por Victarion

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Eu acho invulgar. Será um momento de luto se tiver pena, por alguma razão, que essa pessoa morre. Não fui para a rua buzinar (até porque não valia a pena o esforço) mas não tenho a mínima pena nem nenhum problema em dizer que o mundo hoje está ligeiramente melhor. De certeza que não houve pena quando o Hitler morreu, a título de exemplo. Os limites do razoável e do aceitável são moldáveis, o Saraiva nunca se deu ao respeito, cometeu grandes crimes e saiu impune, portanto eu não vou fazer de conta que tenho pena só porque parece bonito.

 

Lá está, o que me incomoda não é sentirem pena ou não, é considerarem a sua morte um momento de alegria. Possivelmente estarei-me a repetir ou a expressar-me mal, mas há uma grande diferença entre aceitar e seguir em frente e festejar/celebrar. Aqui é que reside a minha questão.

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Não me incomoda nada. Não consigo sentir felicidade com a morte de ninguém, mas também não estou triste com a morte dele. Era uma pessoa com a qual eu não ia muito à bola (não ia nada à bola, mesmo).

 

Resumindo, não se perdeu nada.

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Não acho que alguém se tenha mostrado feliz, mas sim indiferente. São coisas distintas.

 

Estou com uma pena :lol: menos um.

 

Admito que conhecia o lado negro dele, mas ainda bem que descobri isto a tempo. Já não lhe mando um RIP, arde no inferno FACHO!

 

CAROS TELESPECTADORES! Foi aqui... que ardi no inferno para a eternidade!

 

Xau e adeus, manda postais.

 

que ignorância. sinceramente estou como muitos outros aqui, só foi tarde.

 

 

Houve ali uma página que foi só isto.

No man is an island,

Entire of itself.

Each is a piece of the continent,

A part of the main.

Editado por totava

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Que festival.

 

Não posso nem consigo simpatizar com o homem por ter feito parte do que fez. Não lamento nem deixo de lamentar a sua morte.

 

Reconheço-lhe qualidades como comunicador e como contador de historias. E é isto.

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mas aqui não se centra tanto no "desejar a morte a alguém" mas no que mencionaste ao início: não ter sensibilidade. Há coisas pelas quais não se pode ter sensibilidade. Nunca irei ter sensibilidade por escória que meteu o país em grilhetas.

 

e p_kor, ainda bem que ficas a perceber isso. ele deu mãos ao regime e sabia bem o que fazia.

 

Ah ok, já percebi. O facto de não ter sensibilidade deve-se à forma como estão a lidar com o momento e não com o facto de se o momento vos afecta ou não.

Por exemplo, imaginando esta mesma morte, posso ver o tópico e uma vez que não nutro qualquer sentimento positivo pelo senhor, apenas negativos, seguir em frente, ou fazer um comentário a dizer "Ainda bem que morreu, já não era sem tempo." Para mim a segunda é falta de sensibilidade.

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Continuo na minha, isso deve ser mais indiferença do que felicidade. Ainda para mais relativamente a um homem que já não mandava em nada, nem nele.

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Estou feliz que tenha morrido, sim. Foi um dos que fez parte de um dos capítulos mais negros da história de Portugal e aproveitava tempo de antena que lhe era dado e pago com o dinheiro dos contribuintes para continuar a dizer barbaridades como aquela que ainda postaram na página anterior.

 

Se isso faz de mim má pessoa, é para o lado que durmo melhor! :lol:

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cavacosilva6.jpg

 

Cavaco recorda José Hermano Saraiva como «cativante divulgador» da história de Portugal

 

 

O Presidente da República recordou, esta sexta-feira, o historiado José Hermano Saraivacomo um «cativante divulgador» da história e cultura portuguesas.

 

O professor, que se destacou pelos programas televisivos, pelos livros publicados e pela passagem na política do País, morreu esta sexta-feira aos 92 anos de idade.

 

«José Hermano Saraiva foi, acima de tudo, um português que amava a sua pátria. Por isso, devemos homenageá-lo e evocar a sua memória, que irá perdurar em todos nós», indica uma nota de Cavaco Silva, publicada no site da Presidência da República.

 

O chefe do Estado sublinhou que José Hermano Saraiva contiubuiu «como poucos» para que os portugueses conhecessem melhor a história do seu país, recolhecendo os «excepcionais dotes de comunicador» do jurista.

 

«Escreveu obras que tiveram enorme sucesso, produziu durante vários anos programas televisivos que sempre despertaram o interesse de vastas audiências», lembrou.

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Eu chamava-o bem mais do que divulgador. Mais um propagandista do patriotismo.

 

E os programas dele eram chatos pa crlo.

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passoscoelho35.jpg

 

Passos Coelho considera morte de José Hermano Saraiva «uma perda muito grande para Portugal»

 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considera a morte de José Hermano Saraiva «uma perda muito grande para Portugal», descrevendo o historiador como uma «personalidade ímpar», que ficará «para sempre gravada na nossa memória».

 

«Era uma personalidade muito especial da nossa cultura e da nossa história. Sendo um grande comunicador, popularizou bastante a História de Portugal durante muitos anos, foi uma personalidade que teve um percurso cívico extraordinário», disse Passos Coelho sobre José Hermano Saraiva que morreu esta sexta-feira, aos 92 anos de idade.

 

«A figura do professor José Hermano Saraiva ficará para sempre gravada na nossa memória como uma personalidade ímpar que, enquanto vivermos, não o esqueceremos seguramente», acrescentou o primeiro-ministro que se encontra em Maputo, onde participou na cimeira de chefes de Estado e de governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

 

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Se o bolo rei não viesse falar bem do outro é que me espantava

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Não acho que alguém se tenha mostrado feliz, mas sim indiferente. São coisas distintas.

 

Sem dúvida que são diferentes. Eu encontro posts de indiferença, mas de felicidade também. Em relação à primeira não tenho nada a dizer, até porque percebo que aconteça.

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o que aqui vai lol...sem estar a querer desculpar o estado novo, que para mim, como para qualquer democrata ,como eu sou, foi um nojo, mas o homem morre e é só estes rótulos LOL, se fosse um comunista a morrer e fossem criticas a esse tal comunista (como o grande palhaço que foi o Saramago) o que não seria para aqui...e tenho dito.

 

Desculpa, repete lá essa do Saramago...

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Desculpa, repete lá essa do Saramago...

Vale mesmo a pena? Não dá para ver que o gajo é um troll anti-Comunismo? :lol:

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porque é que pegam tanto na cena do Saramago?

eu também o acho um palhaço. Mas isto é por algumas das suas opiniões em relação a Portugal<->Espanha.

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