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Victarion

Cineclube Exquis: Tystnaden (The Silence)

  

23 votos

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Paris, Texas

 

Belo filme.

 

Ritmo lento (mas completamente adequado), excelente banda sonora (a encaixar perfeitamente no ritmo do filme, no meu ponto de vista) e realização, interpretações de bom nível.

 

A cena em que ele se revela à Jane, está fantástica, é realmente marcante.

 

9/10

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Adorei as cenas em que o filho começa a gostar do pai. Então, aquela em que ele espera pelo miúdo à porta da escola e depois ambos, cada um em lados diferentes da rua, começam a fazer gestos iguais. :lol: :heart:

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ya, a interacção dele após a saída da escola e da perseguição de carro são muito bonitas.

 

mas aquele segmento todo final é lindo.

 

só não gostei foi do sotaque da Natasha.

 

é uma história com um pacing próprio. Tem muito de mistério que depois desenvolve-se mais com as relações do Travis com o irmão e cunhada e com o filho. E no fim, desenrola-se tudo num "confronto" com a Jane.

o fim é agri-doce. Fiquei com pena do Travis mas compreendi que ele amava tanto aqueles dois que decidiu que o melhor para eles era viverem sem ele por perto.

 

Muito boa banda sonora a conjugar com os planos filmados, aquelas grandes planícies e desertos americanos.

 

é um bom filme. Acho que tem um bocado de tempo a mais, isto porque após ver o fim...acho que podiam ter encurtado para trazer o fim mais cedo, porque o último terço do filme é a melhor parte.

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ya, a interacção dele após a saída da escola e da perseguição de carro são muito bonitas.

 

mas aquele segmento todo final é lindo.

 

só não gostei foi do sotaque da Natasha.

 

é uma história com um pacing próprio. Tem muito de mistério que depois desenvolve-se mais com as relações do Travis com o irmão e cunhada e com o filho. E no fim, desenrola-se tudo num "confronto" com a Jane.

o fim é agri-doce. Fiquei com pena do Travis mas compreendi que ele amava tanto aqueles dois que decidiu que o melhor para eles era viverem sem ele por perto.

 

Muito boa banda sonora a conjugar com os planos filmados, aquelas grandes planícies e desertos americanos.

 

é um bom filme. Acho que tem um bocado de tempo a mais, isto porque após ver o fim...acho que podiam ter encurtado para trazer o fim mais cedo, porque o último terço do filme é a melhor parte.

É isto, mas é por isso mesmo que é um final perfeito, não é um final feliz nem triste é só o que tinha que acontecer. E a banda sonora é das minhas favoritas, adoro sons tipo slide guitar, já no Dead Man tinham usado esse estilo. O filme acho que tem a duração certa, porque certas partes do filme são distintas, e acho que fizeram bem em desenvolver cada uma com tempo, como a parte dele perdido no deserto ou de ele e o puto à procura da mãe num banco drive-in.

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Adorei as cenas em que o filho começa a gostar do pai. Então, aquela em que ele espera pelo miúdo à porta da escola e depois ambos, cada um em lados diferentes da rua, começam a fazer gestos iguais. :lol: :heart:

 

Essa parte também está excelente, gostei muito.

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Paris, Texas: 7/10

 

A barba ficava melhor ao Travis, em vez daquele horroroso bigode. Também preferi a sua representação nos momentos sem falas, aliás, assim que o Travis começa a falar, perdi grande parte do meu interesse pelo personagem, porventura se deva a esse facto eu não ter ficado impressionado com a confrontação final. Embora ainda esteja curioso por saber o que lhe aconteceu durante os quatro anos de autoinfligido exílio, não deixo de ter consciência que esse mistério não podia ser revelado, sob risco de destruir qualquer ilusão de redenção que podia restar ao personagem. Portanto, não consigo sentir uma gota de piedade pelo Travis, mas respeito-o pela decisão sóbria, após reconciliar mãe e filho, de afastar a sua, potencialmente, destrutiva presença das duas pessoas a quem restava a esperança de um futuro feliz.

 

A conclusão que o filme ofereceu à Anne é deprimente e até preocupante. Pareceu-me algo insensível o abandono abrupto daquele casal.

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Também acho que o filme tem a duração adequada. Determinadas cenas demoram o que demoram de modo a terem o impacto certo em nós.

 

E adorei o Travis. Aqueles pormenores em que ele está, por exemplo, a tratar da casa durante a noite (em vez de dormir) assentaram muito bem na personagem e a caracterizaram na perfeição.

Editado por Frank Lampard

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Achei o filme durou mais do que devia.

 

A cena inicial do gajo no deserto é um abuso. Adorei, e todo o mistério criado à volta do filho dele e do passado dele foi muito bem feito.

 

A cena final também é magnifica, mas o que me marcou realmente foi o gajo bazar com o filho não dizer nada ao irmão e à mulher e ainda ir com o dinheiro deles. Entristeceu-me mesmo. Tão dramática esta história, não havia um desfecho possivel em que saíssem todos contentes.

 

Também gostava de saber o que aconteceu naqueles 4 anos de flagelação dele, mas percebo que isso estragasse o mistério que é o que faz o filme.

 

Óptima escolha, o Mr Nobody não tive oportunidade de ver, decidi saltar mas verei noutra altura.

 

edit: ah e aquela cena do gajo em frente à placa em não consegue escolher se vai para Houston ou San Antonio e é o filho que responde. Muito bom.

 

edit2: ah e quando o gajo entrou la na sala para falar com a gaja a primeira vez, juro que pensava que aquilo era um glory hole :lol:

Editado por SrEngenheiro

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voto no frank the tank para escolher um filme. Se ele até 5ª não voltar ao tópico voto no bmfpcdm (que raio de nick lol)

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Paris, Texas :handclap: :heart:

9/10

Está mesmo bem feito!

A meu ver é um FU a todos os filmes românticos que vão-se imitando sistematicamente uns aos outros acabando por se tornar numa caldeirada de clichés. Este é diferente, este fala de Paris, mas o Paris de Texas que não tem nada de romântico. é um filme peculiar, que me parece muito mais... "genuíno"/verdadeiro.

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Withnail & I: 7/10

 

Filme depressivo e o humor não amenizou esse sentimento. Aquele final, pobre Withnail. Gostava que o filme tivesse aprofundado, de melhor forma, o caráter desse personagem (o ideal, para mim, seria um estudo do personagem sob a perspetiva do Marwood): "I must go home at once and discuss his problems in depth" (what happened to that idea?). Por mim, o filme até podia consistir nos dois sozinhos no apartamento ou casebre, suportado essencialmente por diálogo, com uma ocasional visita do Monty e Danny; todavia, o Withnail oscilou entre a pedantice e o queixume, em contextos demasiado impessoais, com raros rasgos de genialidade: como foi o monólogo final (tenho de ler Hamlet, de Shakespeare só li Romeo and Juliet). Aliás, toda essa cena final, em que ele teme a separação e o abandono do companheiro, culminando no tal monólogo, está muito bem concebida, inspirando a completa isolação e solidão de espírito do personagem no coração da audiência.

 

Richard Griffiths esteve sublime!

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Eu adorei a personagem do Whitnail, a cobardice e as queixas dele eram hilariantes. Boa banda sonora também, Jimi Hendrix :prayer:

 

Não sei se ainda vem mais alguém falar do filme, mas deixo já o bmfpcdm com a decisão de escolher o próximo filme.

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MAS QUE FILME! bahahahah

 

nunca vi um filme do género. Um mockumentary a seguir um serial killer. Todo o filme tenta transpirar seriedade e realismo, mas é certamente um filme que não se pode levar a sério.

muito bem feito, para um budget pequeno.

 

f*da-se o Benoit arrebenta tudo a nível de actuação. Que personagem! Um gajo criativo, inteligente e observador, mas ao mesmo tempo é narcisista, controlador, maníaco e violento.

 

a cena do outro casal, da gaja a ser violado, aquilo termina de maneira muito brutal. Fiquei um bocado chocado, não esperava. Mas o fim, a meu ver, tem o maior impacto. É um tanto assustador até. Não esperava aquilo "assim". Tão repentino, tão forte, tão cru.

 

mas o meu segmento favorito é após o assalto à idosa do prédio. O Benoit, cold hard killer, decide convidá-los a marisco. E depois...tudo meio envergonhado e com medo, a não querer ir. O ar deles e o ar do gajo, epá, hilariante.

 

tem momentos também estranhos, algumas partes (morte do primeiro soundman, morte do amigo dele na festa de anos) que fazem o espectador sobressaltar numa de "o que raio?", são momentos fantásticos a nível de progressão da história. Metem o observador bastante pronto para tudo (ou quase). Eu já esperava que o Benoit fosse desancar no outro amigo dele, mas não esperava que fosse ali, com a pistola, no meio da festa, à frente de todos.

 

das personagens mais alucinantes que já vi em cinema. É primo do Alex Delarge, sem dúvida.

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Grande personagem do Benoit. Vi este filme um pouco como uma critica à maneira como consumimos violência nos filmes, é como se fossemos a equipa de filmagens que no inicio apenas documentam mas que mais tarde acabam por gradualmente ir "sujando as mãos". A cena da violação foi brutal e deixou-me transtornado, foi como uma chapada na cara, até ali vamos achando graça às mortes, e essa cena serve como um acordar, para percebermos que a violência não é "gira", de certa forma.

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Man_Bites_Dog_film.jpg

 

Man Bites Dog

 

Que sátira fortíssima aos media e à forma como abordam, retratam e encaram o crime e a violência!

 

O retrato do filme como um documentário está muito bom, o impacto visual é forte e chocante. O facto de ser a preto-e-branco parece conferir outra mística. É um filme de extremos, há riso e há crueldade. O Benoît Poelvoorde tem uma performance extraordinária, criando uma personagem violenta, lunática e sem escrúpulos.

 

9/10

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Man Bites Dog: 7.5/10

 

Quando andava a pesquisar filmes não estava a encontrar nada que saltasse à vista, para além de um outro filme de língua francesa, mas que considerei ser demasiado obscuro. Quando me deparei com a sinopse deste filme tive de investigar e o trailer convenceu-me.

 

A cena de abertura, a explicação sobre o balastro, o infanticídio, a violação, a execução durante o aniversário... Só cenas marcantes, altamente desconfortáveis e inesquecíveis. Depois há aqueles detalhes, como a fixação do Ben pelas artes, em especial a poesia; a morte do segundo 'soundman' e o 'cutaway' para o Remy referenciar, novamente, a gravidez da Marie-Paule; o grupo cruzar-se com outro assassino e a sua própria equipa de reportagem; a mãe do Ben mencionar acontecimentos desprezáveis, ignorando o facto de o seu filho ser o responsável...

 

Ainda bem que não mostraram o cadáver da mãe do Ben, eu até dispensava a sua morte, mas percebo-a: foi a morte que mais senti, apesar de não ter uma representação visual (ignorando a vassoura, que se trata, provavelmente, da única tentativa de comédia que me caiu mal).

 

Trata-se de uma experiência cinematográfica, no mínimo, diferente.

 

Peplin shall be next.

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o gajo foi inteligente com a morte da mãe. aquilo sim é saber realizar a cena.

 

mostras a morte de uma mulher jovem que não tens tanta simpatia, não conheces assim tão bem a personagem nem ouviste as suas opiniões e tomaste conhecimento da sua personalidade. Ela estendida na cama, coberta pelo lençol e com a flauta no rabo.

 

quando sabes que a mãe do Benoit morreu e que não nos é dado essa imagem...resta a imaginação. ele até indica que foi com a vassoura. e resta usar a imaginação para lembrar-mo-nos de uma personagem que ouvimos e que no final, sentimos por ela.

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Soy+Cuba.jpg

 

Soy Cuba

 

É certo que estamos perante um filme de propaganda, mas não deixa de estar assombroso a todos os níveis. :prayer: Apesar de tudo, traça um retrato fiel e cru sobre o quotidiano cubano antes da revolução, com 4 segmentos de grande impacto.

 

O desenvolvimento do filme faz-nos criar uma empatia crescente com a revolução, mostrando primeiro uma Cuba cosmopolita e festiva, passando depois para a verdadeira realidade, com a pobreza e o abuso colonialista em grande destaque. Acabamos por aceitar as imagens de revolução que vamos vendo.

 

Visualmente está uma verdadeira obra de arte, com aqueles planos aproximados a criarem grande vivacidade, para além da riqueza visual. A banda sonora e as interpretações acompanham de forma bastante competente.

 

9,5/10

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