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Victarion

Cineclube Exquis: Tystnaden (The Silence)

  

23 votos

  1. 1. Escolhe o próximo filme:

    • Dreams, Akira Kurosawa
    • Equus, Sidney Lumet
    • Germania, anno zero (Germany Year Zero), Roberto Rossellini
    • Tystnaden (The Silence), Ingmar Bergman


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o ideal é até segunda/terça fazer a média (peço ajuda ao pipol das matemáticas tipo o shaft, claro) e meter no primeiro post, para se ter a listinha com os filmes e as notas.

ainda bem que precisas de ajuda para calcular uma média

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Magoaste os meus sentimentos, com isso da notinha mágica! :c

 

Qual é o próximo filme?

 

o próximo filme cabe ao Don Andrés.

 

e tu só falas mesmo de notas. Talvez seja a tua maneira, mas aqui neste "projecto", o ideal era abrir-se a discussão e acima de tudo, a opinião.

fala do filme, do que viste, do que gostas ou não gostastes.

 

ainda bem que precisas de ajuda para calcular uma média

 

porra shaft, sei que és burro mas não esperava tanto.

 

e novamente peço: retirem a votação electrónica. façaimos isto da manera casera.

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Acabei por ver o outro filme. Não gostei, demasiado abstracto para o meu gosto e o estilo não era propriamente cativante.

 

 

vou comprar o desta semana.

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VU368.png

 

Beyond the Black Rainbow 2/10

 

Desculpem lá o lag, mas com o natal pelo meio, só consegui ver o filme hoje.

 

Quanto ao filme, sinceramente não gostei. Achei um filme chato e secante. A história é simples, não existe grandes diálogos, achei tudo um bocado wtf...só a banda sonora é que achei como ponto positivo.

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vi o do black rainbow até à parte onde a pirâmide começa a deitar fumo ou lá o que era aquilo. Até esse momento o filme estava a ser uma m*rda pegada.

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Suna no onna: 7/10

 

Não li a sinopse nem vi o trailer, logo não sabia o que esperar. No geral gostei do filme. Assim que me apercebi da premissa soube que ia gostar, porém não me conquistou por completo e no seu final tive de refletir seriamente sobre o porquê de ter ficado com um sentimento de quase desilusão.

 

Penso que a introdução da premissa é o ponto mais fraco do filme. O filme começa logo com uma banda sonora mais sinistra do que misteriosa. Estava meio à espera que se fosse encontrar um cadáver nas dunas. O protagonista é introduzido como um personagem ingénuo que só tem de se culpar a si próprio por ter caído em tal armadilha, ou no mínimo, por se ter apercebido tão tardiamente.

 

Entendo que ele queria escapar da cidade e toda a burocracia que o enclausuravam. O tópico da burocracia é abordado, no início, muito levemente enquanto ele descansa num barco enterrado por areia (potencial metáfora para o estado de espírito do protagonista: encalhado). Penso também ter sido o único momento do filme a insinuar uma finda relação amorosa do protagonista (divorciado?). No entanto, não considero realista o personagem subconscientemente querer cair na armadilha, em especial, sem qualquer indício do que lhe esperava lá embaixo.

 

O personagem que o convida a pernoitar na vila começa por levantar suspeitas ao afirmar que se ele pretende fazer uma inspeção, então não é bem-vindo por ali. O protagonista acaba por, de livre vontade, descer ao fosso que anteriormente tinha apelidado de terrível. Por fim, após falas que enviariam calafrios pela espinha abaixo a qualquer pessoa, só na manhã seguinte se apercebe da emboscada de que foi vítima.

 

Portanto, o filme começa com um tom algo sinistro e... assim prossegue. Penso que uma repentina mudança de tom seria mais adequada, coadunando-se com a própria perceção do protagonista.

 

Gostei como ele procura de forma lógica escapar aos seus captores, no entanto esse pensamento analítico parece ser aplicado apenas dentro do fosso.

 

Ele culpa o seu desconhecimento da geografia local pelo falhanço da primeira, verdadeira, tentativa de fuga. Contudo, sendo um homem erudito, não vejo como nem sequer conseguiu colocar distância entre si e a vila. Tinha o mar como ponto de referência, tal como o sol, mas andou a vaguear como um perdido durante toda a tarde. Só me leva a crer que ele pretendia ser capturado, nem que fosse subconscientemente.

 

Mais tarde, passa a apelidar como a sua melhor esperança de fuga: a captura de um corvo para enviar uma mensagem. Por outras palavras, já não tinha qualquer esperança ou intenção de escapar.

 

A infrutífera tentativa de violar a mulher para que pudesse ter uns minutos fora do fosso, originalmente, pareceu-me fora de caráter. Contudo, tendo em conta que, praticamente, toda a vila assistia e recusar implicaria a demonstração de resignação e mais uma derrota, entendo que o protagonista sentisse a pressão de agir daquela forma.

 

No final do filme fiquei convicto que ele conscientemente, pela primeira vez, se apercebe que a sua vida tem, agora, mais significado dentro do fosso do que tinha fora dele. Então, encontra no seu projeto científico, e na vontade de o partilhar com alguém, a desculpa para permanecer no fosso, pois lhe é preferível negar a nova realidade.

 

Na wiki é afirmado que se trata de uma adaptação de obra literária. Não li o livro, mas acredito que seja uma boa leitura e deve ser melhor que o filme. Nota-se que há uma tentativa de fazer uma crítica sociocultural, a liberdade que os cidadãos têm (fora do fosso) é posta em causa, tal é mais fácil sob a forma de um romance do que um filme. No caso do último, esse tópico podia ser facilmente abordado através do diálogo, o que na minha opinião falhou. Os diálogos entre os dois residentes do fosso são espaçados e o protagonista, com uma atitude pretensiosa, encurta-os. Considero que haveria potencial para mais, quando nos deparamos com uma alma que está satisfeita com o limite físico (à liberdade) que lhe é infligido, e uma segunda, à qual esse limite lhe é imposto, que procura resistir até se resignar... Exigiam-se melhores argumentações e reflexões.

Editado por bmfpcdm

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Desde já, devo dizer que gostei muito do filme.

 

Do meu ponto de vista, acho que podemos fazer várias interpretações da narrativa. O principal tema parece-me ser o do existencialismo. A descoberta de uma nova vivência por parte do entomologista leva-o, ainda que de forma obrigada, a tomar aquilo como um novo paradigma da sua existência, um novo pensamento.

 

A realização roça o sublime, com planos sempre pertinentes. Os planos sobre a areia dão relevo visual a certas cenas, cria impacto. O áudio também é muito bom, com todos os sons humanos e da natureza presentes e a banda sonora sempre bem adaptada, na minha opinião. A ligação entre os actores é brilhante... aquela cena da violação é assombrosa.

 

Claramente uma masterpiece do cinema japonês.

 

9/10

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Já o vi. Não fiquei muito contente com o que vi. Tem o problema de martelar demasiado na mesma tecla e de ser demasiado grande. Há pouca dinâmica, há um certo ponto que a história congela e aquilo não ata nem desata.

 

acho que a ideia da história é boa. mas faltou uma introdução decente, e acima de tudo, faltou uma história mais consistente.

 

a banda sonora em nada tinha a ver com a porra do filme. f*da-se parecia que ia levar sustos atrás de sustos.

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Se bem me lembro, a banda sonora surgia nos momentos que a areia era filmada, certo? Nesse sentido, acho que está bem enquadrado. A areia era o instrumento de medo e a banda sonora tenta amplificar isso.

 

Não sei me estou a explicar muito bem. :mrgreen:

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Achei o filme muito bom. É uma alegoria da existência humana à moda do mito de Sísifo.

 

Quanto a cena que ele fala dos cartões, é a introdução de um problema de identidade. Mais tarde, ele fala como gostaria de apanhar x insecto porque dava-lhe o nome num livro ou algo do género. É esta também a razão porque no final quando tem oportunidade de escapar acaba por ficar. Com aquela descoberta, que os outros irão dar valor, ele vai ter o seu "nome" reconhecido. E é só no final que acabam por revelar o nome dele.

 

A banda sonora é muito boa bem como os planos da areia. Alguns dos planos são mesmo do melhor. Eu vi o director's cut, btw.

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The Woman in the Dunes (1964)

 

Não devia ter lido a sinopse tanto do Imdb como do Rotten Tomatos, revelou bem mais do que eu queria e acabou por tirar alguma imprevisibilidade ao filme. Mas deu para aproveitar outras coisas.

 

Visualmente é brutal, tem cenas fantásticas e planos muito bem conseguidos. A banda sonora encaixa até certo ponto, podia ter tido maior variabilidade mas não é por aí que afecta a qualidade do filme. O acting também é satisfatório e nem esperava outra coisa vindo o filme de onde vêm.

 

Quanto à história propriamente dita, agradou-me. Tirando uma ou outra inconsistência, consegue alcançar aquilo a que se propõe e pode ser pegada de várias maneiras, dependendo de quem o vê. Pessoalmente o que mais denotei no filme foi o "encaixe" entre ambas as personagens. Nota-se que ao longo do filme a sua motivação para sair do poço vai desvanecendo por 2 razões: falta de esperança (devido à falta de sucesso) e o apego à mulher (por um sentido quase de "obrigação" leia-se, e não amor propriamente dito). Ultimamente e com a junção de ambas as variáveis, parece-me ser essa a razão que o leva a desistir da tentativa final de fuga e duvido, tirando qualquer catástrofe, que ele no futuro tentasse realmente fugir.

 

O conceito identidade também me parece pertinente, por consequência da mudança de paradigma em que ele se encontrou. No fundo acaba por demonstrar também um pouco a enorme capacidade de adaptação psicológica do ser humano a novos contextos e diferentes motivações.

 

Não digo que não gostei do fim, mas houve um clara quebra de ritmo a sensivelmente 3\4 do filme. Peca por isso e peca por falta de diálogo (de maior qualidade), que podia muito bem ter sido melhor aproveitado para uma análise mais profunda da situação e daquilo que ambos estavam a experenciar.

 

Rating: 8\10

 

EDIT: Ah, e o próximo na linha será... Major Tom!

Editado por Don Andres

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