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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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aprendemos qualquer coisa com o Brasil. nem tudo foi em vão.

 

muito pouco originais, estes.

 

"não há misturas, é tudo boa gente"

Editado por Woyzeck

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Dá para ter uma ideia.

 

E sublinho, uma ideia bastante clara. Afinal, Coimbra é um dos locais (se não for o local) onde há mais contratos de associação.

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"É muito fácil dizer que os colégios que não são sustentáveis devem fechar. O problema é que isso vai contra a liberdade de as pessoas poderem escolher a melhor escola para os seus filhos. Se a melhor escola fechar por falta de financiamento, um pai nunca a poderá escolher para o seu filho.

 

Se a lógica da esquerda prevalecesse no universo do Dr. Harry Potter, a história teria sido muito diferente. Hogwarts não era uma escola pública. No entanto, ninguém pagava propinas. É claro que a magia e o recurso à mão-de-obra escrava dos elfos domésticos ajudava a reduzir custos. No entanto, educar um feiticeiro é caríssimo. Entre ingredientes para poções, criaturas mágicas, ração para o Dr. Hagrid e campos de Quidditch fica uma fortuna. Já para não falar dos custos de manutenção de um castelo com salas ocultas, escadas que se mexem e o poltergeist Peeves sempre a destruir tudo.

 

Podem dizer-me que, como eles são mágicos, podem multiplicar o dinheiro, o que demonstra um péssimo conhecimento do Universo do Dr. Harry Potter. Eles até podem fazer muitas brincadeiras com a magia, mas a economia é que controla verdadeiramente o Mundo. Eles sabem que não podem criar dinheiro do nada à maluca porque não havia magia que os salvasse da hiperinflação que isso causaria. Não é por acaso que o sítio mais seguro do Mundo é o Banco de Gringotts (caso contrário o Dr. Voldemort nunca teria guardado lá um dos seus Horcruxes). São os contratos de associação que permitem que Hogwarts funcione como escola exclusiva aberta a todas as crianças especiais.

 

Se a esquerda controlasse o Ministério da Magia, iam acusar Hogwarts de ser uma escola elitista que escolhia as crianças em função dos seus genes mágicos. Provavelmente, em nome da inclusão, fariam força para Hogwarts começar a aceitar Muggles para poderem continuar a financiá-la. Para manter o seu propósito como escola de feitiçaria exclusiva para crianças com poderes, a direcção de Hogwarts ia ver-se obrigada a abdicar do financiamento público e a aumentar as propinas para todos.

 

O que ia levar a que famílias pobres como os Weasleys fossem obrigadas a ir estudar para a escola pública. Não era com o seu salário de funcionário público que o Arthur Weasley ia conseguir pagar as propinas daquela filharada toda em Hogwarts. Os Weasleys iam tornar-se todos mitras ruivos em escolas públicas onde usavam os seus poderes mágicos por educar para fazer bullying contra crianças Muggles indefesas. Principalmente os diabretes Fred e George.

 

O mais irónico no meio disto tudo é que, se a esquerda levasse a sua avante no Universo do Dr. Harry Potter, e acabassem com os contratos de associação com Hogwarts, os grunhos nazis dos Devoradores da Morte iam ganhar primazia no Mundo dos feiticeiros, já que seriam os únicos a conseguir pagar propinas de Hogwarts aos seus filhos, que se tornavam os únicos feiticeiros do Mundo com uma educação de nível. O Dr. Voldemort ia acabar por triunfar. Já para nem falar que Slytherin iria ganhar sempre os campeonatos de Quidditch. Graças aos contratos de associação, há um conjunto de feiticeiros que podem beneficiar das condições de Hogwarts e que servem de contrapoder em relação aos feiticeiros que defendem a pureza de sangue entre feiticeiros.

 

É por isso que o Governo não pode acabar com os contratos de associação. Todos os pais devem ser livres de colocar os seus filhos seja em Hogwarts, seja em colégios."

 

by Jovem Conservador de Direita

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Outro daqueles casos em que uma excepção racional acabou por tornar-se numa regra absurda.

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Esse texto que o Ego Sum meteu aí é completamente estúpido. É que ainda não percebi a de ter o direito de escolher.. Nós temos o direito à educação, isso é o que o estado tem de defender. Agora direito a escolher onde? Também ninguém proíbe ninguém, mas não temos de pagar contratos a colégios quando há escolas públicas disponíveis. É que eu nem vejo a lógica ou a capacidade de argumentar das pessoas que defendem isto.

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Esse texto que o Ego Sum meteu aí é completamente estúpido. É que ainda não percebi a de ter o direito de escolher.. Nós temos o direito à educação, isso é o que o estado tem de defender. Agora direito a escolher onde? Também ninguém proíbe ninguém, mas não temos de pagar contratos a colégios quando há escolas públicas disponíveis. É que eu nem vejo a lógica ou a capacidade de argumentar das pessoas que defendem isto.

 

Jovem Conservador de Direita... :)

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Para mim, esta conversa dos colégios só veio a revelar que ainda há demasiadas pessoas retrógradas neste país. Custa-me, a sério que me custa a crer que há quem defenda uma liberdade de escolha educativa privada sustentada pelos impostos do povo.

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Sinceramente, não consigo perceber o celeuma que se está a criar em torno desta questão dos contratos de associação.

 

Este tipo de contrato foi criado, única e exclusivamente, para suprir as lacunas educativas em locais onde não há acesso à rede pública de educação. As coisas vistas deste prisma fazem total sentido, sem dúvida. O maior problema foi quando se começou a usar e abusar deste tipo de contratos, criando parcerias em locais onde há oferta pública nas imediações, muitas vezes do outro lado da rua. Não tenho quaisquer dúvidas de que muitos destes contratos esquisitos, não sei defini-los de outra forma, surgiram mais devido a interesses pessoais do que educativos. Como tal, estas situações devem ser corrigidas, aliás nunca deviam ter existido. Porém, como existiram, a solução passa pela sua correção.

 

E aqui deixo uma nota, devia existir em todos os locais do País o maior número de estabelecimentos públicos de educação possível para que as pessoas não sejam obrigadas a colocar os seus filhos em instituições privadas. Isso, para mim, é um ponto de honra. Infelizmente, o nosso Estado não pensou deste modo e assim surgiram os contratos de associação.

 

Como disse acima este tipo de contrato faz todo o sentido em locais onde não há rede pública de escolas, contudo não faz sentido algum em locais onde a oferta pública existe e é facilmente identificada. Estas situações só servem para lesar o Estado e os contribuintes, afinal nós estamos a financiar estes contratos de associação, através dos nossos impostos, quando este dinheiro poderia estar a ser canalizado, por exemplo, para melhorias na rede pública de escolas. Pior que isso, não entendo o drama dos pais dos alunos destes estabelecimentos privados, se colocaram os seus filhos nestas instituições, devem arcar com as despesas que daí advém. Porque é que o cidadão comum há-de pagar do seu bolso este tipo de situações? Quem opta por colocar o filho a estudar no privado, quando há solução pública por perto, deve estar preparado para pagar, afinal foi uma opção sua. O Estado e os contribuintes são totalmente alheios a essa situação.

 

Todavia, há outra maneira de ver as coisas. Então, se existem escolas públicas nas imediações, o que leva estes pais a colocar os filhos no privado? E esta questão merece alguma reflexão. Dado que tenho estado a trabalhar de há alguns anos para cá com escolas, públicas e privadas, e com professores, tenho uma opinião fundamentada sobre isso. Os professores no sistema público têm à sua responsabilidade turmas (bastante) grandes e, como se tal não bastasse, muitas vezes chegam a ter três/quatro turmas deste género. E que problemas é que isso causa? Principalmente um, os alunos não têm o suporte individual necessário para suprimir as lacunas que sentem na sua aprendizagem. Ou seja, cada aluno é apenas mais um. Além disso, os professores do público vivem assoberbados com trabalho burocrático, o que dificulta a preparação das aulas. Em oposição, no privado as turmas são mais pequenas (ou até podem ter o mesmo número de alunos), porém o acompanhamento aos alunos é maior. E isso, parecendo que não, faz toda a diferença. Ademais, apesar da modernização de muitas escolas, ainda existem equipamentos públicos com uma qualidade muito inferior aos equipamentos privados. Os pais, parecendo que não, também olham para isso.

 

E, para mim, uma possível solução para canalizar as verbas oriundas da extinção dos contratos de associação seria alocá-las à melhoria do ensino público, não só ao nível das infraestruturas, mas também ao nível da qualidade do contexto de trabalho para todos os profissionais ligados ao contexto educativo. Isso seria um grande ganho para a educação do País, um sistema de ensino público com qualidade e capaz de ombrear com os melhores na Europa. O capital humano existe, mas por vezes isso é insuficiente, é necessário dar mais e melhores condições de trabalho para que se aumente a qualidade do ensino (por parte dos professores), o que terá impacto direto na aprendizagem dos alunos e sucesso escolar. Agora, receio que os meios financeiros que tenham origem nos contratos extintos não sejam canalizados para a educação pública.

 

Mas este é só (mais) um dos problemas da educação portuguesa, há tantos outros que mereciam mais e melhor discussão, porém ou nunca passam no papel ou então são debatidos de forma leviana e pouco profunda, infelizmente.

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Guest Lotterer.

É que a liberdade de escolha nem sequer esta em causa. Os pais podem colocar os filhos na escola privada ou na publica a escolha é deles, o estado não deve financiar colégios privados, onde já existe oferta publica, não faz sentido.

 

A questão da liberdade de escolha para mim é um não assunto. Eu também tenho a liberdade de escolha de comprar um Fiat ou comprar um Ferrari. Tenho liberdade mas não tenho meios.

 

O estado dá um serviço semelhante "gratuito", se quiser dar ao luxo de meter os filhos num colégio privado sou eu que devo ter os encargos e não o estado.

 

Isto nos casos onde já existe oferta publica, que é o mais frequente parece-me. Em situações onde não existe oferta publica suficiente acho normal e natural o estado comparticipar.

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Que cortem um dos últimos tentáculos da Igreja no Estado.

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O engraçado do Jovem Conservador de Direita é que há quem não perceba que ele é um personagem 100% irónico. :lol:

 

Que cortem um dos últimos tentáculos da Igreja no Estado.

Ui claro, porque todos os colégios são da Igreja.

 

P.S.: Vaart, não queres abrir um tópico novo? Neste já não dá para ir para o último post não lido.

Editado por Ghelthon

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"Se os miúdos são obrigados a andar na escola o estado tem de pagar".

Nem tenho palavras.

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P.S.: Vaart, não queres abrir um tópico novo? Neste já não dá para ir para o último post não lido.

 

O What já aí vem fazer isso :mrgreen:

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