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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Guest Dpitz

Ainda nao vi os videos, mas o gajo que estava no palco a incitar à violência era o líder do Svoboda, certo?

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A questão dos acordos com a UE já é completamente acessória, é apenas um pretexto.

Isto começou mais como uma luta contra a corrupção e complacência do governo com a oligarquia russa e já descambou para o precipício da Guerra Civil.

Não sou especialista mas parece me que estamos a falar de um país que nunca deixou de estar psicologicamente dividido entre o passado "russo" e a vontade de ultrapassar a queda do Muro.

 

Há ali muita coisa por resolver

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A questão dos acordos com a UE já é completamente acessória, é apenas um pretexto.

Isto começou mais como uma luta contra a corrupção e complacência do governo com a oligarquia russa e já descambou para o precipício da Guerra Civil.

Não sou especialista mas parece me que estamos a falar de um país que nunca deixou de estar psicologicamente dividido entre o passado "russo" e a vontade de ultrapassar a queda do Muro.

 

Há ali muita coisa por resolver

Claro que é um pretexto. O problema é que se a oposição conseguir o poder, vai ser tudo igual. Basta ver o que passou-se em 2004, quando o outro presidente ganhou com a revolução laranja. Grande parte da oposição fazia parte do partido desse presidente, ou seja, vai ficar tudo na mesma. E o governo anterior nada tinha a ver com os russos, alias a mulher do presidente era americana e o partido dele teve grande apoio dos estado unidos.

 

Ainda nao vi os videos, mas o gajo que estava no palco a incitar à violência era o líder do Svoboda, certo?

 

Nunca filmaram o gajo a falar, por isso não sei.

Editado por Cra

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Claro que é um pretexto. O problema é que se a oposição conseguir o poder, vai ser tudo igual. Basta ver o que passou-se em 2004, quando o outro presidente ganhou com a revolução laranja. Grande parte da oposição fazia parte do partido desse presidente, ou seja, vai ficar tudo na mesma. E o governo anterior nada tinha a ver com os russos, alias a mulher do presidente era americana e o partido dele teve grande apoio dos estado unidos.

 

 

Sobre a questão Ocidente vs Rússia tenho a minha opinião e ela é óbvia para quem aqui me conhece. Acho perfeitamente normal o interesse de ambos os lados em se introduzirem na política Ucraniana e tentarem cada um ser o seu maior aliado e com isso tirar também os seus proveitos. Também sei para que lado me viraria porque não tenho simpatia nenhuma pelo suposto "glorioso" passado soviético e ainda menos pela oligarquia moderna russa que funciona no mais puro "glamoroso" capitalismo selvagem.

 

Mas como não sou ucraniano e sei da relação de secular entre Rússia e Ucrânia, só gostava que esta gente escolhesse o que realmente sinta que é melhor para si e conseguisse ultrapassar os males que lá estão enraizados sem se matar, usando um argumento que devia ser discutido com vista o futuro do país.

É que afinal parece que esta gente só quer mesmo é uma desculpa para resolver à cacetada o que ficou por resolver com a queda do Muro.

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Carta ao Pai

por João Tordo, em 19.02.14

Ontem, o meu pai foi-se embora. Não vem e já volta; emigrou para o Recife e deixou este país, onde nasceu e onde viveu durante 65 anos. A sua reforma seria, por cá, de duzentos e poucos euros, mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores que tem servido, durante os últimos anos, para pagar o carro onde se deslocava por Lisboa e para os concertos que foi dando pelo país. Nesses concertos teve salas cheias, meio-cheias e, por vezes, quase vazias; fê-lo sempre (era o seu trabalho) com um sorriso nos lábios e boa disposição, ganhando à bilheteira. Ontem, quando me deitei, senti-me triste. E, ao mesmo tempo, senti-me feliz.

 

Triste, porque o mais normal é que os filhos emigrem e não os pais (mas talvez Portugal tenha sido capaz, nos últimos anos, de conseguir baralhar essa tendência). Feliz, porque admiro-lhe a coragem de começar outra vez num país que quase desconhece (e onde quase o desconhecem), partindo animado pelas coisas novas que irá encontrar. Tudo isto são coisas pessoais que não interessam a ninguém, excepto à família do senhor Tordo. Acontece que o meu pai, quer se goste ou não da música que fez, foi uma figura conhecida desde muito novo e, portanto, a sua partida, que ele se limitou a anunciar no Facebook, onde mantinha contacto regular com os amigos e admiradores, acabou por se tornar mediática. E é essa a razão pela qual escrevo: porque, quase sem o querer, li alguns dos comentários à sua partida. Muita gente se despediu com palavras de encorajamento. Outros, contudo, mandaram-no para Cuba. Ou para a Coreia do Norte. Ou disseram que já devia ter emigrado há muito. Que só faz falta quem cá está.

 

Chamam-lhe palavrões dos duros. Associam-no à política, de que se dissociou activamente há décadas (enquanto lá esteve contribuiu, à sua modesta maneira, com outros músicos, escritores, cineastas e artistas, para a libertação de um povo). E perguntaram o que iria fazer: limpar WC's e cozinhas? Usufruir da reforma dourada? Agarrar um "tacho" proporcionado pelos "amiguinhos"? Houve até um que, com ironia insuspeita, lhe pediu que "deixasse cá a reforma". Os duzentos e tal euros. Eu entendo o desamor. Sempre o entendi; é natural, ainda mais natural quando vivemos como vivemos e onde vivemos e com as dificuldades por que passamos.

 

O que eu não entendo é o ódio. O meu pai, que é uma pessoa cheia de defeitos como todos nós - e como todos os autores destes singelos insultos -, fez aquilo que lhe restava fazer. Quer se queira, quer não, ele faz parte da história da música em Portugal. Sozinho, ou com Ary dos Santos, ou para algumas das vozes mais apreciadas do público de hoje - Carminho, Carlos do Carmo, Marisa, são incontáveis - fez alguns dos temas que irão perdurar enquanto nos for permitido ouvir música. Pouco importa quem é o homem; isso fica reservado para a intimidade de quem o conhece. Eu conheço-o: é um tipo simpático e cheio de humor, que está bem com a vida e que, ontem, partiu com uma mala às costas e uma guitarra na mão, aos 65 anos, cansado deste país onde, mais cedo do que tarde, aqueles que o mandam para Cuba, a Coreia do Norte ou limpar WC's e cozinhas encontrarão, finalmente, a terra prometida: um lugar onde nada restará senão os reality shows da televisão, as telenovelas e a vergonha.

 

Os nossos governantes têm-se preparado para anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos. Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos mudar. Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos passar. E alguns de nós até aí estão para insultar, do conforto dos seus sofás, quem, por não ter trabalho aqui - e precisar de trabalhar para, aos 65 anos, não se transformar num fantasma ou num pedinte - pegou nas malas e numa guitarra e se foi embora.

 

Ontem, ao deitar-me, imaginei-o dentro do avião, sozinho, a sonhar com o futuro; bem-disposto, com um sorriso nos lábios. Eu vou ter muitas saudades dele, mas sou suspeito. Dói-me saber que, ontem, o meu pai se foi embora.

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muito bom.

Esse senhor que emigrou, e que muita falta vai fazer por cá, é dono de uma das minhas músicas que mais gosto da música portuguesa.

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Guest Dpitz

Sobre a Ucrânia:

 

A Ucrânia e o renascimento do fascismo na Europa

por Eric Draitser [*]

 

Fascistas ucranianos. A violência nas ruas da Ucrânia é muito mais do que uma manifestação da ira popular contra um governo. É, ao invés, simplesmente o exemplo mais recente da ascensão da mais insidiosa forma de fascismo que a Europa já viu desde a queda do Terceiro Reich.

 

ukr_fascists.jpg

 

Os últimos meses assistiram a protestos regulares da oposição política ucraniana e seus apoiantes – protestos ostensivamente em resposta à recusa do presidente Yanukovich a assinar um acordo comercial com a União Europeia, encarado por muitos observadores políticos como o primeiro passo rumo à integração europeia. Os protestos foram razoavelmente pacíficos até 17 de Janeiro, quando manifestantes armados com paus, capacetes e bombas improvisadas desencadearam uma violência brutal sobre a polícia, atacando edifícios governamentais, batendo em quem fosse suspeito de simpatias pelo governo e provocando destruição generalizada nas ruas de Kiev. Mas quem são estes extremistas violentos e qual é a sua ideologia?

 

A formação política conhecida como "Pravy Sektor" (Sector Direita) é basicamente uma organização chapéu para um certo número de grupos ultra-nacionalistas (ler fascistas) incluindo apoiantes do Partido "Svoboda" (Liberdade), "Patriotas da Ucrânia", "Ukrainian National Assembly – Ukrainian National Self Defense" (UNA-UNSO) e "Trizub". Todas estas organizações partilham uma ideologia comum que entre outras coisas é veementemente anti-russa, anti-imigrantes e anti-judia. Além disso, partilham uma reverência comum pela chamada "Organização de Nacionalistas Ucranianos" liderada por Stepan Bandera, os infames colaboradores dos nazis que combateram activamente contra a União Soviética e cometeram algumas das piores atrocidades da II Guerra Mundial.

 

Apesar de forças políticas ucranianas, oposição e governo, continuarem a negociar, uma batalha muito diferente está a ser travada nas ruas. Utilizando intimidação e força bruta mais típica dos "Camisas castanhas" de Hitler ou dos "Camisas negras" de Mussolini do que de um movimento político contemporâneo, estes grupos conseguiram transformar um conflito sobre política económica e alianças políticas do país numa luta existencial pela própria sobrevivência da nação que estes assim chamados "nacionalistas" afirmam amar tão ardentemente. As imagens de Kiev a queimar, as ruas de Lvov cheias de brutamontes e outros exemplos assustadores do caos no país ilustram sem sombra de dúvida que a negociação política com a oposição do Maidan (a praça central de Kiev e centro dos protestos) já não é a questão central. É, antes, a questão de apoiar ou rejeitar o fascismo ucraniano.

 

Pelo seu lado, os Estados Unidos lançaram-se no lado da oposição, sem considerar o seu carácter político. No princípio de Dezembro, membros do establishment dirigente dos EUA, tais como John McCain e Victoria Nuland, foram vistos no Maidan a apoiar os manifestantes. Entretanto, quando nos últimos dias o carácter da oposição se tornou evidente, os EUA e a classe dominante ocidental e sua máquina dos media pouco fizeram para condenar o levantamento fascista. Ao invés disso, seus representantes encontraram-se com representantes do Sector Direita e consideraram que não eram "ameaça". Por outras palavras, os EUA e seus aliados deram aprovação tácita à continuação e proliferação da violência em nome do seu objectivo final: a mudança de regime.

 

Numa tentativa de arrancar a Ucrânia da esfera de influência russa, a aliança EUA-UE-NATO aliou-se, não pela primeira vez, com fascistas. Naturalmente, durante décadas, milhões na América Latina foram desaparecidos ou assassinados por forças militares fascistas armadas e apoiadas pelos Estados Unidos. Os mujahideen do Afeganistão, os quais depois transmutaram-se na Al Qaeda, também reaccionários ideológicos extremos, foram criados e financiados pelos Estados Unidos com o objectivo de desestabilizar a Rússia. E naturalmente há a penosa realidade da Líbia e, mais recentemente da Síria, onde os Estados Unidos e seus aliados financiam e apoiam extremistas jihadistas contra um governo que se recusa a alinhar com os EUA e Israel. Há um padrão perturbador aqui que não tem sido compreendido por observadores políticos: os Estados Unidos sempre fazem causa comum com extremistas de direita e fascistas para ganho geopolítico.

 

A situação na Ucrânia é profundamente perturbadora porque representa uma conflagração política que poderia muito facilmente dilacerar o país menos de 25 anos depois de se tornar independente da União Soviética. Contudo, há outro aspecto igualmente perturbador na ascensão do fascismo naquele país – ele não está só.

 

Ameaça fascista por todo o continente

 

A Ucrânia e a ascensão do extremismo de direita não pode ser vista, muito menos entendida, isoladamente. Deve, ao invés, ser examinada como fazendo parte de uma tendência crescente através da Europa (e na verdade do mundo) – uma tendência que ameaça os próprios fundamentos da democracia.

 

Na Grécia, a austeridade selvagem imposta pela troika (FMI, BCE e Comissão Europeia) arruinou a economia do país, levando a uma depressão tão má, se não pior, quanto a Grande Depressão nos Estados Unidos. É contra este pano de fundo do colapso económico que o partido Aurora Dourada cresceu até se tornar o terceiro maior partido político do país. Esposando uma ideologia de ódio, o Aurora Dourada – efectivamente um partido nazi que promove o chauvinismo anti-judeu, anti-imigrante e anti-mulher – é uma força política que o governo de Atenas entendeu ser uma grave ameaça ao próprio tecido da sociedade [NR] . Foi esta ameaça que levou o governo a deter a liderança do partido depois de um nazi da Aurora Dourada ter esfaqueado um rapper anti-fascistas. Atenas lançou uma investigação ao partido, embora os resultados desta investigação e o processo permaneçam pouco claros.

 

O que torna o Aurora Dourada uma ameaça tão insidiosa é o facto de que, apesar da sua ideologia central nazista, sua retórica anti-UE e anti-austeridade atrai muita gente na Grécia economicamente devastada. Tal como muitos movimentos fascistas no século XX, o Aurora Dourada transforma em bodes expiatórios os imigrantes, muçulmanos e africanos por muitos dos problemas que os gregos enfrentam. Em circunstâncias económicas terríveis, tal ódio irracional torna-se atraente; uma resposta à questão de como resolver problemas da sociedade. Na verdade, apesar de líderes do Aurora Dourada estarem presos, outros membros do partido ainda estão no parlamento, ainda concorrem a funções como à presidência de Atenas. Embora uma vitória eleitoral seja improvável, outra mostra de força nas eleições tornará muito mais difícil a erradicação do fascismo na Grécia.

 

Se este fenómeno estivesse confinado à Grécia e à Ucrânia, ele não constituiria uma tendência continental. Contudo, tristemente vemos a ascensão, embora menos abertamente fascista, de partidos políticos por toda a Europa. Na Espanha, o Partido do Povo, governante e pró austeridade, avançou com leis draconianas restringindo o protesto e a liberdade de palavra, bem como fortalecendo e aprovando tácticas policiais repressivas. Em França, o partido da Frente Nacional, de Marine Le Pen, que veementemente transforma imigrantes muçulmanos e africanos em bodes expiatórios, ganhou aproximadamente vinte por cento dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais. Analogamente, na Holanda, o Partido pela Liberdade – que promove políticas anti-muçulmanas e anti-imigrantes – cresceu a ponto de se tornar o terceiro maior partido no parlamento. Por toda a Escandinávia, partidos ultra-nacionalistas que outrora totalmente irrelevantes e obscuros são agora actores significativos em eleições. Estas tendências são preocupantes, para dizer o mínimo.

 

Também deveria ser observado que, para além da Europa, há um certo número de formações políticas quase-fascistas que são, de uma maneira ou de outra, apoiadas pelos Estados Unidos. O golpe de direita que derrubou os governos do Paraguai e de Honduras foram tacitamente e/ou abertamente apoiados por Washington no seu objectivo aparentemente infindável de suprimir a esquerda na América Latina. Naturalmente, também deveria ser lembrado que o movimento de protestos na Rússia foi encabeçado por Alexei Navalny e seus seguidores nacionalistas que adoptam uma ideologia racista e anti-muçulmana que encara imigrantes do Cáucaso russo e de outras antigas repúblicas soviéticas como inferiores a "russos europeus". Estes e outros exemplos pintam um retrato muito feio de uma política externa estado-unidense que tenta utilizar a adversidade económica e a reviravolta política para estender a hegemonia dos EUA por todo o mundo.

 

Na Ucrânia, o "Sector Direita" retirou o combate da mesa de negociação para as ruas numa tentativa de cumprir o sonho de Stepan Bandera – uma Ucrânia livre da Rússia, de judeus e de outros vistos como "indesejáveis". Animatdo pelo apoio contínuo dos EUA e da Europa, estes fanáticos representam uma ameaça mais grave para a democracia do que Yanukovich e o governo pró russo. Se a Europa e os Estados Unidos não reconhecem esta ameaça no seu início, quando o fizerem poderá ser demasiado tarde.

 

31/Janeiro/2014

 

[NR] É muito discutível que o actual governo de Atenas tenha esse entendimento. A sua atitude é, antes, de conivência passiva e omissão. Forças policiais gregas pouco ou nada fazem para reprimir o Aurora Dourada, só actuando em casos extremos.

[*] Fundador do StopImperialism.com , analista geopolítico independente residente em Nova York, [email protected] .

 

O original encontra-se em www.globalresearch.ca/ukraine-and-the-rebirth-of-fascism-in-europe/5366852

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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Na Grécia, a austeridade selvagem imposta pela troika (FMI, BCE e Comissão Europeia) arruinou a economia do país, levando a uma depressão tão má, se não pior, quanto a Grande Depressão nos Estados Unidos.

Tresanda a comunismo cego esta afirmação.

Não foi a troika que arruinou a economia do país. Foram as políticas adotadas nos últimos anos/décadas que levaram a esse estado.

Se eles lá entraram por alguma razão foi.

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Os gajos da aurora dourada são simplesmente doentes. Deixo aqui um exemplo:

 

 

 

Vá lá que, por agora, em Portugal a extrema-direita esteja confinada ao PNR. E espero que os resultados sejam os que tenham sido até agora.

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Guest Dpitz

Tresanda a comunismo cego esta afirmação.

Não foi a troika que arruinou a economia do país. Foram as políticas adotadas nos últimos anos/décadas que levaram a esse estado.

Se eles lá entraram por alguma razão foi.

A verdade é que depois da entrada deles na grécia aquilo não ficou muito melhor. bem pelo contrário.

Mas percebo o que queres dizer.

 

stromp, esse vídeo é aquela reportagem dos miitantes do AD a bater em tudo o que não é grego ou branco, num bairro de estrangeiros? Não consigo ver o vídeo aqui

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A verdade é que depois da entrada deles na grécia aquilo não ficou muito melhor. bem pelo contrário.

Mas percebo o que queres dizer.

 

stromp, esse vídeo é aquela reportagem dos miitantes do AD a bater em tudo o que não é grego ou branco, num bairro de estrangeiros? Não consigo ver o vídeo aqui

A espiral recessiva é natural estar a ocorrer tendo em conta que é necessária consolidação orçamental para suster as bases para o futuro

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Os 28% de desemprego também devem ser naturais para suster as bases do futuro. :lol:

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destruir a educação, saúde, cultura -> construir bases para o futuro.

 

fuck logic

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Tresanda a comunismo cego esta afirmação.

Não foi a troika que arruinou a economia do país. Foram as políticas adotadas nos últimos anos/décadas que levaram a esse estado.

Se eles lá entraram por alguma razão foi.

 

A violenta crise internacional também desempenhou um papel importante na crise de todos esses países.

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A civil war? Live Mint has more information related to our last update that the city of Lviv has declared political autonomy, and not just the city but the entire Lviv Oblast, the 5th most populous region in Ukraine.:

Lawmakers in Ukraine’s Lviv region declared independence from President Viktor Yanukovych’s government after backers evicted the appointed governor and seized the security service’s headquarters overnight in support of protests in the capital Kiev.

 

Lviv’s parliament formed an executive committee with department heads in governor Oleh Salo’s administration that will take over the functions of the regional government, Oksana Dmetryv, a spokeswoman for Speaker Petro Kolodiy, said on Wednesday by phone from Lviv, the regional capital. The region of Lviv, bordering Poland, has a population of 2.5 million.

 

Last night we reported that police in the city of Ternopil, just east of Lviv, had surrendered to protesters and expressed solidarity with their cause (update and video here). Now the BBC reports that security forces in Lviv has taken off their armor in a sign of support of the protesters, and government buildings have been seized.

 

http://www.interpretermag.com/ukraine-liveblog-day-2-of-the-battle-for-maidan/

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Desemprego conjuntural faz parte do processo. Preferem inflação? A m*rda é a mesma, o cheiro é que é diferente.

Destruir a educação, saúde, cultura... Foi tudo destruído devido às políticas tomadas anteriormente, andavam tudo a ser sustentado pela dívida. Acabou a mama, descobriram que afinal estavam acima das possibilidades e que não foi criado um crescimento sustentado com as devidas políticas estruturais (pois interessa sempre políticas de curto prazo que corroborem a agenda política).

 

Esta cegueira dos PIGS é a seguinte: isto está mal, siga adotar políticas orçamentais (mesmo que pró ciclicas, gerando um gap ainda superior quando nos depararmos com uma recessão). Mas espera, onde está o dinheiro para elas? Ah pois, tem de se recorrer a dívida. E daí geram deficits sucessivos, até termos chegado à dívida pública que chegamos.

Sabem que me faz lembrar? Um gajo podre de bêbedo que às 6h pensa que vai curar a bebedeira bebendo mais.

Editado por Ego Sum

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Kiev drone footage

 

 

Em Bangcok está mau também, mal se vê nas noticias por cá, ontem um manifestante atirou uma granada contra um grupo de 4 policias.

Editado por Manny

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A espiral recessiva é natural estar a ocorrer tendo em conta que é necessária consolidação orçamental para suster as bases para o futuro

 

Cliché. E cliché errado ainda por cima. Se há situação que impede a consolidação orçamental é a recessão económica. Isto está escrito em todo o lado. Mas dá muito jeito persistir nessa ilusão para atingir os verdadeiros objetivos de emagrecimento do Estado e destruição das suas funções sociais em favor de uma classe restrita de privilegiados.

 

 

Desemprego conjuntural faz parte do processo. Preferem inflação? A m*rda é a mesma, o cheiro é que é diferente.

 

Discordo. Com a inflação há m*rda para todos. Com desemprego a m*rda acumula-se toda para alguns enquanto que os outros nem pisam m*rda nem lhe sentem o cheiro.

 

 

Destruir a educação, saúde, cultura... Foi tudo destruído devido às políticas tomadas anteriormente, andavam tudo a ser sustentado pela dívida. Acabou a mama, descobriram que afinal estavam acima das possibilidades e que não foi criado um crescimento sustentado com as devidas políticas estruturais (pois interessa sempre políticas de curto prazo que corroborem a agenda política).

 

Esta cegueira dos PIGS é a seguinte: isto está mal, siga adotar políticas orçamentais (mesmo que pró ciclicas, gerando um gap ainda superior quando nos depararmos com uma recessão). Mas espera, onde está o dinheiro para elas? Ah pois, tem de se recorrer a dívida. E daí geram deficits sucessivos, até termos chegado à dívida pública que chegamos.

Sabem que me faz lembrar? Um gajo podre de bêbedo que às 6h pensa que vai curar a bebedeira bebendo mais.

 

Essa história de vivermos acima das nossas potencialidades tem dois pontos de vista. Como portugueses é verdade, como europeus é completamente falso. O busílis aqui é que, quando toca a direitos, regalias e garantias somos portugueses pobrezinhos achincalhados em tudo o que é sítio conotados como preguiçosos e incompetentes. Mas se a questão vira para os deveres, obrigações e responsabilidades já somos encarados como europeus ricos e integrados no grupo dos países mais desenvolvidos do mundo. Obrigam-nos a abdicar do galheteiro e da colher de pau mas só nos concedem crédito para nos modernizarmos se demonstrarmos robustez económico-financeira.

 

A questão da dívida não é o problema. É apenas um indicador. Um sem-abrigo pode não ter dívidas que não é por isso que ele se sente mais feliz.

Editado por Descartes

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foi uma pena o Syriza não ter ganho. as coisas podiam estar muito diferentes para os gregos.

 

:funny:

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