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Shrinker, em primeiro lugar, lamento imenso o que sucedeu ao teu pai.

 

Mas não tenho boas notícias para ti. A tua solução, dado o estado do teu pai, é tentares declará-lo inimputável, (acho que é este o termo). Ou seja, um juíz tem que determinar que o teu pai não tem condições para "se governar" e, como tal, tu seres considerado administrador legal dos seus bens. Sucede que, dada a quantidade de trafulhices que se tentaram fazer, é mesmo muito difícil conseguir que um juíz passe esta declaração.

 

Dou-te o exemplo do meu avô. O meu avô trabalhou como um cão a vida toda. Chegou a ter três empregos ao mesmo tempo. E como era bom no que fazia, juntou uns trocos e comprou uns imóveis que arrendou. Sucede que o congelamento das rendas, e como os imóveis foram comprados por volta do 25 de abril, as rendas que recebia hoje em dia eram miseráveis.

 

Ora, foi-lhe detectada a doença de Parkinson, que, para o fim, degenerou numa demência que o foi apagando. Deixou de andar, de falar, de se mexer, de engolir, tudo. Para o fim estava em estado quase vegetal. Não reconhecia ninguém e chegou-se ao ponto de, no caixão, ir com as pernas encolhidas porque ninguém as conseguiu esticar. A minha avó não tinha condições para o ter assim em casa, obviamente. Então quis metê-lo num lar. Mas dada a quantidade louca de cuidados de que ele necessitava (fraldas, sondas, fisioterapia, medicamentos em barda, um colchão especial que se mexia para o forçar a mudar de posição, etc.), o lar ficava caríssimo (e no sector público, a unidade de cuidados continuados mais próxima com camas disponíveis ficava a 100km de distância). Então, a minha avó quis vender um dos imóveis que estava vazio para suportar as despesas. Mas o meu avô tinha de assinar. Vai daí, a minha avó tratou de o declarar inimputável. Demorou mais de dois anos. Dois anos naquele estado, não sei quantas visitas de funcionários judiciais para ver o estado dele, juntas médicas, e o diabo a quatro. E nada, nenhuma decisão. Quando a decisão saiu, ele tinha morrido um mês antes.

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Uish, as maiores das sortes Shrinker. Não sou advogado mas estou a acabar direito, se quiseres, manda-me mp com mais dados e eu dou-te indicações e ajudo no que conseguir.

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Shrinker, em primeiro lugar, lamento imenso o que sucedeu ao teu pai.

 

Mas não tenho boas notícias para ti. A tua solução, dado o estado do teu pai, é tentares declará-lo inimputável, (acho que é este o termo). Ou seja, um juíz tem que determinar que o teu pai não tem condições para "se governar" e, como tal, tu seres considerado administrador legal dos seus bens. Sucede que, dada a quantidade de trafulhices que se tentaram fazer, é mesmo muito difícil conseguir que um juíz passe esta declaração.

 

Dou-te o exemplo do meu avô. O meu avô trabalhou como um cão a vida toda. Chegou a ter três empregos ao mesmo tempo. E como era bom no que fazia, juntou uns trocos e comprou uns imóveis que arrendou. Sucede que o congelamento das rendas, e como os imóveis foram comprados por volta do 25 de abril, as rendas que recebia hoje em dia eram miseráveis.

 

Ora, foi-lhe detectada a doença de Parkinson, que, para o fim, degenerou numa demência que o foi apagando. Deixou de andar, de falar, de se mexer, de engolir, tudo. Para o fim estava em estado quase vegetal. Não reconhecia ninguém e chegou-se ao ponto de, no caixão, ir com as pernas encolhidas porque ninguém as conseguiu esticar. A minha avó não tinha condições para o ter assim em casa, obviamente. Então quis metê-lo num lar. Mas dada a quantidade louca de cuidados de que ele necessitava (fraldas, sondas, fisioterapia, medicamentos em barda, um colchão especial que se mexia para o forçar a mudar de posição, etc.), o lar ficava caríssimo (e no sector público, a unidade de cuidados continuados mais próxima com camas disponíveis ficava a 100km de distância). Então, a minha avó quis vender um dos imóveis que estava vazio para suportar as despesas. Mas o meu avô tinha de assinar. Vai daí, a minha avó tratou de o declarar inimputável. Demorou mais de dois anos. Dois anos naquele estado, não sei quantas visitas de funcionários judiciais para ver o estado dele, juntas médicas, e o diabo a quatro. E nada, nenhuma decisão. Quando a decisão saiu, ele tinha morrido um mês antes.

pois tio hans infelizmente o meu pai ta quase na mesma a queda foi tao violenta que bateu de cabeca e paralisou imediatamente,agora o problema foi ele nao sangrou da cabeca e aquilo ficou la tudo la dentro o sangue pisado e afins e como se nao bastasse apois a queda ainda levou com uma palete de ferro que lhe esmagou a perna direita, pois estou a ver que isso vai demorar a 6 meses que ando a ligar para a seguradora e levo sempre a mesma resposta, que o processo ainda esta em analise, agora sim isto vai dar uma trabalheira das grandes e por ai infelizmente os trabalhadores sao os coitadinhos descontam a vida toda para ter um tratamento destes

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O que o Tio diz infelizmente é verdade. Nestas circunstâncias o que acaba por acontecer é arranjar-se um 'notário amigo' que valide as assinaturas feitas pela família em nome do proprietário.

 

Mas é bom que trates disso o mais depressa possível, começando a cair as contas para pagar ninguém vai ter em consideração a situação em que o teu pai se encontra.

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pois aqui e que esta a parte egracada e que ate o banco ja deu ordem para se tirar la tudo de casa por causa da falta dos pagamentos

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Têm que ser anteriores ao acidente, porque se as dividas aparecerem apenas depois do acidente de trabalho, só depois de sairem os resultados das peritagens é que o banco pode mandar executar a divida.

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Levanta lá a suspensão ao homem!

 

Pelo menos deste topico.

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Não tenho como ajudar, mas muita força shrinker :compinchas:

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shrinker :compinchas: força!

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Shrinker, em primeiro lugar, lamento imenso o que sucedeu ao teu pai.

 

Mas não tenho boas notícias para ti. A tua solução, dado o estado do teu pai, é tentares declará-lo inimputável, (acho que é este o termo). Ou seja, um juíz tem que determinar que o teu pai não tem condições para "se governar" e, como tal, tu seres considerado administrador legal dos seus bens. Sucede que, dada a quantidade de trafulhices que se tentaram fazer, é mesmo muito difícil conseguir que um juíz passe esta declaração.

 

Dou-te o exemplo do meu avô. O meu avô trabalhou como um cão a vida toda. Chegou a ter três empregos ao mesmo tempo. E como era bom no que fazia, juntou uns trocos e comprou uns imóveis que arrendou. Sucede que o congelamento das rendas, e como os imóveis foram comprados por volta do 25 de abril, as rendas que recebia hoje em dia eram miseráveis.

 

Ora, foi-lhe detectada a doença de Parkinson, que, para o fim, degenerou numa demência que o foi apagando. Deixou de andar, de falar, de se mexer, de engolir, tudo. Para o fim estava em estado quase vegetal. Não reconhecia ninguém e chegou-se ao ponto de, no caixão, ir com as pernas encolhidas porque ninguém as conseguiu esticar. A minha avó não tinha condições para o ter assim em casa, obviamente. Então quis metê-lo num lar. Mas dada a quantidade louca de cuidados de que ele necessitava (fraldas, sondas, fisioterapia, medicamentos em barda, um colchão especial que se mexia para o forçar a mudar de posição, etc.), o lar ficava caríssimo (e no sector público, a unidade de cuidados continuados mais próxima com camas disponíveis ficava a 100km de distância). Então, a minha avó quis vender um dos imóveis que estava vazio para suportar as despesas. Mas o meu avô tinha de assinar. Vai daí, a minha avó tratou de o declarar inimputável. Demorou mais de dois anos. Dois anos naquele estado, não sei quantas visitas de funcionários judiciais para ver o estado dele, juntas médicas, e o diabo a quatro. E nada, nenhuma decisão. Quando a decisão saiu, ele tinha morrido um mês antes.

 

Quando pensamos que já não nos surpreendemos com o estado de burocracia e parvoíce neste país aparece uma coisa nova. Impressionante, esta era uma matéria boa para os nossos deputados legislarem, percebo que possa existir receio de fraude, mas caramba 2 anos........ E depois esta situação só incentiva a pequena corrupção que no caso de algumas famílias de falar com um notário amigo, que facilite a situação, que no caso destas famílias é a única hipótese.

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Quando pensamos que já não nos surpreendemos com o estado de burocracia e parvoíce neste país aparece uma coisa nova. Impressionante, esta era uma matéria boa para os nossos deputados legislarem, percebo que possa existir receio de fraude, mas caramba 2 anos........ E depois esta situação só incentiva a pequena corrupção que no caso de algumas famílias de falar com um notário amigo, que facilite a situação, que no caso destas famílias é a única hipótese.

pois neste momento o meu pai que ok se encontra separado da minha mae mas eu sempre falei com ele e sempre tivemos contacto mas porra ele desde outubro que nao podia como e obvio pagar as prestacoes ao banco e ja la vao 6 meses a quase ja e muito dinheiro que se deve especialmente visto que ele nao recebe nada desde essa altura, agora e obvio ja deram ordem de despejo da casa e por ai alem e estou a nora do que eu possa fazer e visto eu estando tambem no estrangeiro nao tenho sequer muitas possibilidades de controlar muita coisa.

infelizmente sim estamos numa realidade negra e o w0 ja me explicou muita coisa mas nao deixa de ser um caso bem bicudo visto que a empresa nao se importa e a seguradora so diz que os custos medicos estao tratados e eu pergunto e entao e o resto?

casa,carro e por ai alem.....

ainda hoje liguei ao hospital onde o meu pai esta internado e tudo na mesma nao mexe do pescoco para baixo e esta cada vez pior do estado mental mal reconhece as pessoas mal abre os olhos e entre muito mais esta totalmente num estado vegetativo.

Editado por shrinker

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hoje aconteceu-me uma interessante com a meo.

 

Fui a uma loja da meo, porque uma amiga minha por erro fez uma assinatura de um cartão de banda larga movel, que não tem sequer forma de utilizar, para a desenrascar, disse-lhe que eu ficava com cartão e passava a assinatura para o meu nome. Há uns dias fui à loja e dei os meus dados e como ela não se podia deslocar até lá, levei o contrato para ela assinar, hoje com tudo assinado e copia do cc dela, voltei à loja para passar o contrato para o meu nome, eis que descubro, que tenho uma divida de 130€ de 2004, de uma assinatura, e da qual eu não me lembro, de um numero que não me lembro de ter tido, e que por esse motivo dificilmente poderiam passar o contrato para o meu nome.

 

A minha questão é que sendo a divida de 2004, nesta altura não está já prescrita? Alem disso eu sempre tive os meus dados registados e actualizados na TMN/meo, sempre utilizei os serviços deles, comprei varios equipamentos com pontos, dirigi-me por diversas vezes ao balcão ao longo de todos estes anos e nunca ninguem me tentou contactar, sendo que eles sabiam e sabem a minha morada e os meus numeros de telemovel!

 

Alem disso é legal eles bloquearem o acesso a um novo contrato em virtude de uma coisa tão antiga e da qual e não tinha qualquer tipo de conhecimento, e nem sequer reconheço?

 

Já tinha colocado no topico da meo, mas coloco aqui também, pode ser que alguem me saiba dar uma resposta mais fundamentada, porque nas minhas curtas pesquisas na net, encontrei 2 prazos de prescrição, um de 5 anos, e outro de 6 meses, com qualquer um deles, a divida já estaria prescrita, mas gostava de uma opinião de especialista.

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6 meses, acho eu mas alguém que confirme.

Talvez tenhas que escrever uma carta a explicar a situação.

 

btw ve o q escrevi no topico da meo

Editado por depina

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6 meses, acho eu mas alguém que confirme.

Talvez tenhas que escrever uma carta a explicar a situação.

 

btw ve o q escrevi no topico da meo

 

Já vi e já respondi, obrigado.

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Tira-me uma dúvida: a casa foi comprada só pela tua avó, ou pelo teu avô, tb?

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Pessoal, estou aqui a precisar de ajuda.

Os meus pais têm muitas dívidas em Portugal e há uns 4 anos e tal sairam do país e nunca mais pagaram nada. Não voltaram a meter cá os pés, não têm propriedade nem dinheiro cá, nada. Acontece que a minha avó recebeu uma carta de uma solicitadora há uns dias a dizer que a minha mãe tem de pagar a parte dela da herança da casa da minha avó (herança a que ela renunciou antes de ir embora, há 4 anos, mas que segundo a carta essa renúncia foi feita "de má fé") ou eles penhoram a casa e obviamente os outros herdeiros ficam sem a parte deles. Para tornar tudo ainda mais estranho, dizem que só tem mais 1 ano para fazer o pagamento ou eles penhoram a casa e metem a minha avó, que não tem nada a ver com isto tudo, na rua.

 

Isto para mim não faz sentido nenhum e soa-me a chantagem, mas a minha avó e a minha mãe estão em pânico. Alguém sabe se isto pode mesmo acontecer?

E não foi isso que aconteceu, a tua mãe não renunciou à parte dela para as Finanças não terem nada em nome dela para penhorar?

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Então têm aí um belo problema, porque obviamente as Finanças não são parvas e cartas como as tuas devem ser enviadas às dezenas por dia. A única solução para resolver isso no imediato é pagar a tal parte da herança, porque apesar da tua mãe ter saído do país as dívidas continuam cá e os credores continuam a ter dinheiro a haver.

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Sem ter certeza do que estou a dizer, enquanto o usufruto da casa tiver em nome da tua avó, acho que eles não a podem penhorar.

Editado por jmgv

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Sem ter certeza do que estou a dizer, enquanto o usufruto da casa tiver em nome da tua avó, acho que eles não a podem penhorar.

Isso não é só em caso da pessoa só ter uma casa?

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Isso não é só em caso da pessoa só ter uma casa?

 

é provável que sim (o que até se aplica ao caso)

 

Pois, foi isso que eu pensei também... E mesmo quando a minha avó morrer, não vejo a razão para penhorarem a casa inteira quando a minha mãe só teria direito a parte dela antes de ter renunciado à herança...epá mesmo que obriguem os herdeiros a vender a casa, parece-me que o mais lógico é as finanças e os outros herdeiros arranjarem uma solução juntos, sendo que a parte a que a minha mãe teria direito vai para as finanças. Estar a prejudicar os meus tios e a minha avó sem que eles tenham alguma coisa a ver com isto é difícil de conceber...

 

Ai acho que não têm muitas hipoteses. Quanto muito podem ir para tribunal tentar alegar que não houve má fé. Mas averiguem junto de um advogado/solicitador

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