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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Check e concordo. Refiro-me apenas a aplicar conhecimentos do passado para concluir (com uma base de certeza considerável) sobre o futuro.

 

Repara, eu não estou a tentar vender a teoria do neo-Hitler. Já passei muito além desse patamar. Nesta fase, o que eu estou a comentar é mais no âmbito das mentalidades. Coisas palpáveis, que se podem ver já e que dá para prever com alguma probabilidade de acerto como vão acontecer.

 

Estamos a falar de um país onde há 50 anos havia lugares separados para brancos e negros, ou onde havia estabelecimentos que se recusavam a servir negros. 50 anos! É uma ninharia em termos históricos, nem uma geração chega a ser. Há indivíduos que cresceram e se fizeram homens com a ideia de os negros serem uma raça inferior que ainda hoje estão vivos.

 

Este tipo de mentalidade e preconceitos não se apagam assim, vão-se mitigando com o tempo, com a promoção dos direitos sociais das minorias, com a educação. O racismo - vou pegar por aqui apenas por ser mais fácil mas nunca esquecendo que o mesmo se aplica a imigrantes, mulheres, homossexuais ou diferentes credos - nunca será exterminado, isso é ponto assente. Mas, com o tempo, pode ser reduzido a uma fracção residual da população, e isso leva tempo, cada geração será um pouco menos racista e assim sucessivamente. Promovendo a igualdade, o racismo tende a ser uma posição politicamente incorrecta, as pessoas podem-no ser mas não andam a fazer alarde disso porque não é bem aceite pela opinião pública.

 

A ascensão do Trump ameaça tudo isto, e eu falo num retrocesso de décadas, precisamente porque ao promover um conjunto de indivíduos que o são traz à tona todos os preconceitos recalcados ao longo dos últimos 50 anos. E vemos novamente pessoas a falar abertamente e sem qualquer receio porque, convenhamos, se o presidente o faz, porque não eles?

 

É esse o retrocesso que eu vejo, no processo lento que se iniciou em meados do século XX com vista à erradicação das desigualdades sociais. Corremos o risco de voltar à estaca zero, de ter de recomeçar tudo de novo. São cinco décadas deitadas ao lixo. Vamos voltar a ter uma geração de jovens a tornarem-se homens ouvindo o seu presidente a dizer coisas como "temos de fazer das famílias dos muçulmanos alvo", "os mexicanos são violadores" ou "os negros só sabem viver da criminalidade". E já não é a opinião de um sujeito qualquer: é a do presidente dos EUA. Estás a ver onde eu quero chegar?

 

E quem diz isto, diz por exemplo do avanço científico. Foram preciso décadas para se pesquisar e provar as consequências do aquecimento global e da nossa acção no aceleramento do processo, promovendo a consciencialização junto das pessoas da importância de se apostar nas energias alternativas, ou para se criar programas de vacinação de forma a erradicarmos um conjunto de doenças que mataram, literalmente, milhões de pessoas ao longo dos últimos séculos. Agora vem um sujeito que duvida de ambos, não acredita que o Homem tenha influência no processo de aquecimento global, promove na sua equipa sujeitos para a área da saúde que são anti-vacinação, e diz-me se isto vai correr bem.

 

Eu também não acredito que ele vá provocar uma guerra mundial, mas pode fazer pior do que isso destruindo tudo o que de bom foi feito nas áreas da ciência, na igualdade social e em tantas outras áreas. É este tipo de coisas que preocupa quem estuda História, pois vemos claramente o que o futuro reserva se isto for adiante. Não é uma questão de futurologia, fatalismo ou qualquer outra coisa.

 

Desculpa-me o rant, que isto é a frustração a falar ao ver o mundo a descambar, o populismo a reaparecer e a sociedade a regredir. Costumo dizer que a culpa de tudo isto é do pós-modernismo, mas seja como for não auguro nada de bom para o futuro.

 

Carago, tenho de me deixar de escrever trilogias no fórum. Já não tenho tempo nem idade para isto :lol:

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Não só existem nomes, como movimentações para 2020. As campanhas presidenciais americanas duram quase 1 ano e meio, e existe uma grande e preparação antes disso, por isso, se fizerem as contas, não falta assim tanto tempo quanto isso. O que fazem certos políticos nos próximos tempos, meses, 2 anos, é muito importante para perceber as intenções deles. Eu tenho a certeza que os seguintes vão apresentar candidatura:

 

Andrew Cuomo, governador de Nova Iorque, toda a gente sabe do interesse dele, e recentemente apresentou uma proposta de free college tuiton no Estado de Nova Iorque ao lado do bernie Sanders.

 

Cory Booker, senador de Nova Jersey - Um tipo talentosíssimo, capaz de ter grandes discursos, uma retórica brutal, mas muitíssimo ligado a interesses financeiros. Um pouco talvez como o Marco Rubio.

 

Kirsten Gilibrand, senadora de Nova Iorque - Hillary 2.0.

 

ELizabeth Warren.- Não é preciso falar muito.

 

 

Kamala Harris - Quando se candidatou em 2007 ele tinha uns 3 anos como senador e era um tipo relativamente desconhecido a nível nacional, e um tipo perguntou a um estratega do Obama, ''ah ele tem tão poucos anos como senador, ninguém o conhece, como é que achas que ele tem hipóteses? E o estratega disse, ''exatamente por ter poucos anos e ser desconhecido é que ele vai ganhar''. O mesmo se passa com a Kamala. Tenho quase a certeza que se vai candidatar e na minha opinião, vai ser o dark horse destas primárias. Foi eleita este ano como senadora na Califórnia depois de uns anos como attorney general. É de um Estado grande(que provavelmente votaria nela) e que pode angariar imenso dinheiro para a sua campanha, tem algum carisma e fala bem. Vamos ver o que faz no senado, e como se posiciona. Para já, tudo indica que está próxima da Warren e tudo o mais. O facto de ter contratado staff da Hillary, diz muito sobre as ambições dela.

 

Depois existem uma série de outros tipos que podem muito bem apresentar candidatura.

 

Tim Kaine, candidato a vice presidente da Hillary

 

Sherrod Brown - senador do Ohio, é conhecido por ser um dos 3 membros mais a esquerda do senado depois da warren e do sanders. Tem posições protecionistas em relação ao trade, tem posições similares ao do Sanders em relação a Wall street, etc é um tipo a considerar. É um tipo que sempre foi coerente ao longo dos tempos. Vai ter aí 66 anos em 2019

 

Biden - Eu não acredito muito, mas ele não excluiu. Eu adoro-o mas acho que se ele tivesse querido fazer alguma coisa teria feito este ano e ganharia. Agora é tarde demais, vai ter 78 anos em 2020.

 

Amy Klobuchar - Senadora do Minnesota. Tem falado contra o trade. É relativamente progressista.

 

Depois existem algum democrata do midwest que de certeza se candidata, mas sem grandes hipóteses. Steven Bullock, governador do Montana, Joe Tester senador do mesmo, ou o John Bel edwards que não é do sul mas é um democrata de um red state.

 

Ou pode haver um tipo completamente fora do establishment, um empresário por exemplo, que concorra, trumpo style. O Tom Steyer, um hedge fund ambientalista que tem muito interesse em política e é Democrata, a Sheryl Sandberg, COO do facebook, o MArk Cuban que não tem muito interesse em política mas que não é bem um Democrata, mas pronto e o Nick Hanauer um tipo famoso entre círculos progressistas que faz imensos discursos sobre a desigualdade e é bastante de esquerda.

 

Mas lá está, tudo depende de como correr a administração Trump, de como a economia estiver e sobretudo como foram as eleições de 2018.

 

Apesar de arranjar nomes bons para concorrer ser importante, os democratas têm é primeiro de se reconstruir a um nível mais pequeno, ir as vilas, zonas rurais, cidades pequenas e instalar-se lá novamente. Apsotar nessas corridas pequenas para reconstruir o partido democrata por baixo.

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Muito obrigado aos dois ;)

 

 

Repara, eu não estou a tentar vender a teoria do neo-Hitler. Já passei muito além desse patamar. Nesta fase, o que eu estou a comentar é mais no âmbito das mentalidades. Coisas palpáveis, que se podem ver já e que dá para prever com alguma probabilidade de acerto como vão acontecer.

 

Estamos a falar de um país onde há 50 anos havia lugares separados para brancos e negros, ou onde havia estabelecimentos que se recusavam a servir negros. 50 anos! É uma ninharia em termos históricos, nem uma geração chega a ser. Há indivíduos que cresceram e se fizeram homens com a ideia de os negros serem uma raça inferior que ainda hoje estão vivos.

 

Este tipo de mentalidade e preconceitos não se apagam assim, vão-se mitigando com o tempo, com a promoção dos direitos sociais das minorias, com a educação. O racismo - vou pegar por aqui apenas por ser mais fácil mas nunca esquecendo que o mesmo se aplica a imigrantes, mulheres, homossexuais ou diferentes credos - nunca será exterminado, isso é ponto assente. Mas, com o tempo, pode ser reduzido a uma fracção residual da população, e isso leva tempo, cada geração será um pouco menos racista e assim sucessivamente. Promovendo a igualdade, o racismo tende a ser uma posição politicamente incorrecta, as pessoas podem-no ser mas não andam a fazer alarde disso porque não é bem aceite pela opinião pública.

 

A ascensão do Trump ameaça tudo isto, e eu falo num retrocesso de décadas, precisamente porque ao promover um conjunto de indivíduos que o são traz à tona todos os preconceitos recalcados ao longo dos últimos 50 anos. E vemos novamente pessoas a falar abertamente e sem qualquer receio porque, convenhamos, se o presidente o faz, porque não eles?

 

É esse o retrocesso que eu vejo, no processo lento que se iniciou em meados do século XX com vista à erradicação das desigualdades sociais. Corremos o risco de voltar à estaca zero, de ter de recomeçar tudo de novo. São cinco décadas deitadas ao lixo. Vamos voltar a ter uma geração de jovens a tornarem-se homens ouvindo o seu presidente a dizer coisas como "temos de fazer das famílias dos muçulmanos alvo", "os mexicanos são violadores" ou "os negros só sabem viver da criminalidade". E já não é a opinião de um sujeito qualquer: é a do presidente dos EUA. Estás a ver onde eu quero chegar?

 

E quem diz isto, diz por exemplo do avanço científico. Foram preciso décadas para se pesquisar e provar as consequências do aquecimento global e da nossa acção no aceleramento do processo, promovendo a consciencialização junto das pessoas da importância de se apostar nas energias alternativas, ou para se criar programas de vacinação de forma a erradicarmos um conjunto de doenças que mataram, literalmente, milhões de pessoas ao longo dos últimos séculos. Agora vem um sujeito que duvida de ambos, não acredita que o Homem tenha influência no processo de aquecimento global, promove na sua equipa sujeitos para a área da saúde que são anti-vacinação, e diz-me se isto vai correr bem.

 

Eu também não acredito que ele vá provocar uma guerra mundial, mas pode fazer pior do que isso destruindo tudo o que de bom foi feito nas áreas da ciência, na igualdade social e em tantas outras áreas. É este tipo de coisas que preocupa quem estuda História, pois vemos claramente o que o futuro reserva se isto for adiante. Não é uma questão de futurologia, fatalismo ou qualquer outra coisa.

 

Desculpa-me o rant, que isto é a frustração a falar ao ver o mundo a descambar, o populismo a reaparecer e a sociedade a regredir. Costumo dizer que a culpa de tudo isto é do pós-modernismo, mas seja como for não auguro nada de bom para o futuro.

 

Carago, tenho de me deixar de escrever trilogias no fórum. Já não tenho tempo nem idade para isto :lol:

 

Já percebi a preocupação. Acho que faz todo o sentido, e talvez a minha "não preocupação" reside no facto de ter confiança no povo americano (não propriamente nas suas decisões ao nível mundial mas enquanto defensores máximos de um ideal de liberdade [a par do UK]) e na evolução que se verificou nestas décadas, o que por si só impediria um retrocesso da magnitude que apresentas. Acrescerá ainda a dimensão do voto de protesto que houve nas eleições e que não se traduz nem direta nem indiretamente no apoio do racismo, xenofobia, homofobia, entre outros, como muitos interlocutores preocupados querem fazer parecer.

 

Teria havido uma solução relativamente simples que passaria por colocar o Sanders como nomeado do partido Democrata. Não foi o que foi feito, foi uma decisão tomada com consciência (certamente tendo em consideração os riscos que daí decorreriam). Há que viver com essa opção. Em 2020, se não mais cedo, será dada oportunidade ao povo americano para reexpressar a sua opinião e agir conformemente.

 

O meu maior receio (como referia no 2.º post que fiz) prende-se não com o eventual retrocesso que irá ser dado (que atendendo ao espaço temporal de 4 anos me parece curto para que haja uma mudança de mentalidades), mas sim na divisão existente na sociedade e na série de confrontos de opiniões que podem com facilidade partir para a violência. Concordo contigo, com o Trump há possibilidade de uma série de indivíduos se revelarem e encontrarem um escape para a sua real manifestação de opiniões. Ainda bem. É preferível que estes casos críticos estejam identificados e sejam legalmente julgados e punidos (caso seja esse o caso) do que se escondam em aparências e reflitam no dia-a-dia e nas suas atitudes, os animais que são.

 

Ou seja, basicamente admito que certos valores que são pilares da democracia americana e que estão presentes em grande parte da população são fortes o suficiente para impedir esse retrocesso.

 

__

 

E é óbvio que estes rants fazem todo o sentido :lol: Vale a pena aproveitar alguém sensato formado em História e com um conhecimento claramente acima da média.

 

(PS: Ainda não vi necessariamente sinais de regressão, vi sinais e ascenção de posições com as quais não concordo minimamente. Mas a vida é feita disto e cá estaremos para nos manifestarmos.)

 

Bom contributo :fixe:

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Donald Trump encerra site da Casa Branca em Espanhol

 

Donal Trump é, oficialmente, o novo Presidente dos Estados Unidos da América.

 

Amado por uns, mas odiado por muitos, a verdade é que, desde que se instalou na Casa Branca, Trump já efectuou algumas alterações… muitas delas polémicas.

 

A última prende-se com o encerramento do site da Casa Branca em Espanhol.

 

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Quer se queira quer não se queira, Donald Trump assumiu os comandos da Casa Branca desde a passada sexta-feira, dia 20 de Janeiro de 2017.

 

Desde então que o polémico republicano tem efectuado algumas alterações no que respeita à faceta online da América. Vamos conhecê-las:

 

Encerramento do site da Casa Branca em Espanhol

 

Quem acompanhou de perto a candidatura e campanha de Donald Trump, possivelmente não se admira com esta mudança, mesmo que a considere bastante polémica.

 

Agora, a Casa Branca deixa de ter a sua versão do site em Espanhol e, quando tentar aceder a www.whitehouse.gov/espanol receberá a mensagem “Sorry, the page you’re looking for can’t be found“.

 

Esta página foi inaugurada meses após a chegada de Barack Obama ao poder, e divulgava temas interessantes para a comunidade hispânica.

 

De salientar ainda que, durante a sua campanha, Donald Trump chegou a criticar o ex-Governador da Flórida, Jeb Bush, por este comunicar em espanhol, nos EUA.

 

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Para além desta decisão, encerraram ainda as contas do Twitter (@LaCasaBlanca) e Facebook em espanhol. Não foi ainda nomeado também qualquer responsável de imprensa referente aos temas hispânicos e, em 30 anos, esta é a primeira vez que não existe qualquer latino a integrar o gabinete de Trump.

 

Encerramento da secção dedicada às Alterações Climatéricas

 

Outra alteração, bastante polémica, foi a retirada da secção dedicada às alterações climatéricas do site oficial da Casa Branca.

 

Este tema delicado, mas que Trump ao longo da sua campanha descredibilizou, parece agora não fazer parte das preocupações e prioridades do novo presidente da América.

 

Vejamos as questões destacadas da Casa Branca com Trump:

 

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E agora as questões de Obama, que foram transferidas para o site obamawhitehouse.archives.gov.

 

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Encerramento da secção dedicada à comunidade LGBT

 

Para além do encerramento da página em Espanhol e da retirada das questões climatéricas, também a comunidade LGBT viu a sua secção ser eliminada, não havendo sequer qualquer conteúdo referente à mesma.

 

Basta uma breve pesquisa pelo site da Casa Branca pelo termo ‘LGBT’ e encontramos esta informação:

 

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Por sua vez, no arquivo de Barack Obama conseguimos ter acesso a um conjunto de informações muito mais completo.

 

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Estas foram, para já, as alterações feitas por Donald Trump, no site da Casa Branca, que se destacaram até agora, numa altura em que o novo presidente dos EUA está somente há 3 dias no poder.

 

O que pensam destas alterações?

 

Marisa Pinto

pplware

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Um pouco por toda a imprensa (o Negócios surge apenas como exemplo), surgem notícias sobre o website da Casa Branca. Dizem-nos os jornais que, logo após a tomada de posse de Donald Trump, foram apagadas todas as páginas sobre alterações climáticas, direitos LGBT, minorias étnicas e outros assuntos importantes que dividiram a campanha. Também foram apagadas as páginas em espanhol, especialmente dirigidas para hispânicos. Naturalmente, o facto levantou indignação.

Mas há truque e o truque é simples. Sendo verdade que essas páginas efectivamente saíram do domínio www.whitehouse.gov, também é que não foram as únicas. Ao escrever que "Depois das alterações climáticas e do Obamacare, página da Casa Branca elimina o Espanhol" a imprensa cria a falsa ilusão de uma abordagem em particular a estes temas, coisa que não existiu (pelo menos aqui).

No fundo, sempre que um presidente dos Estados Unidos muda, todas as páginas do site da Casa Branca "desapareceram" porque o site é específico de cada Presidente e de cada Administração. Assim, as páginas mencionadas não desapareceram mas foram movidas para um arquivo da Administração Obama (https://obamawhitehouse.archives.gov) e o novo presidente começa a partir de agora a construir o seu espaço com o URL oficial (https://www.whitehouse.gov).

LGBT: https://obamawhitehouse.archives.gov/lgbt

Alterações Climáticas: https://obamawhitehouse.archives.gov/energy/climate-change

Em espanhol: https://obamawhitehouse.archives.gov/espanol

 

Fonte: Os truques da imprensa

Editado por Ego Sum

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Os favoritos à Casa Branca eram Trump e Bernie. Dois candidatos que defendiam uma economia intervencionada pelo Governo. O Bernie foi encostado pelos Democratas, restou o Trump.

 

O neoliberalismo acabou. O Trump triunfou no partido mais neoliberal da América. Diz imenso do quão morto está o neoliberalismo. Acabou a ideia religiosa de que os ricos acumulando toda a riqueza o mundo melhorará. Não melhorou. Acabou o fiasco.

 

E os países Europeus se não arranjarem um Bernie ou um António Costa, bem podem chorar depois o crescimento da direita populista.

Editado por Che

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Far-right activist Richard Spencer is punched on camera while being interviewed by ABC correspondent Zoe Daniel .

 

Superman Punch!

Always punch nazis

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Benoît Hamon ganhou a primeira volta das primárias da Esquerda francesa obtendo 36,3% dos votos. É a figura mais à esquerda do PS Francês. Manuel Valls, primeiro-ministro até ao mês passado, ficou em segundo lugar com 31,1%.

 

A segunda volta é dia 29.

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Yep, ele e o Valls não se dão.

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72 horas de presidência Trump

Resumo dos três dias de trabalho de Donald Trump

 

Declarou guerra aos media por causa do número de pessoas que assistiram à cerimónia da sua posse, congelou as contratações de funcionários públicos, falou com Israel sobre a mudança da embaixada para Jerusalém, retirou os EUA de tratados comerciais internacionais. Resumo de três dias de presidência Trump.

 

1 — Assinou um decreto presidencial a suspender o financiamento dos programas federais que permitem o aceso a cuidados de saúde das pessoas inscritas no programa conhecido como Obamacare.

 

2 — Acabou com os juros bonificados na compra de casas com empréstimos apoiados pelo Governo federal.

 

3 — Ordenou aos departamentos governamentais o congelamento na aplicação de novos regulamentos, para ter tempo de perceber se concorda com eles ou se os anula.

 

4 — Viu o Departamento de Justiça aprovar a contratação do seu genro, Jared Kushner, como conselheiro da Casa Branca, e mandatou-o como emissário comercial dos EUA.

 

5 — Visitou a sede da CIA, falou aos funcionários para lhes dizer que os apoia “a mil por cento” e recebeu os códigos nucleares.

 

6 — Reacendeu uma velha polémica — com um potencial novo conflito — com o Iraque. Na visita à CIA, disse: “Devíamos ter ficado com o petróleo. Pode ser que apareça uma nova oportunidade”.

 

7 — Anunciou que quer renegociar o Tratado Norte-Americano de Comércio Livre (NAFTA) Marcou uma visita de Enrique Peña Nieto para 31 de Janeiro, para falar do NAFTA e da imigração (prometeu fazer um muro na fronteira).

 

8 — Falou com o primeiro-ministro canadiano (com quem quer falar do NAFTA) e criou um problema diplomático a Justin Trudeau. O vizinho do Norte é, por norma, o primeiro país a ser visitado por um novo Presidente dos EUA, mas Trudeau preferia não ter Trump no seu país, para não criar hostilidade caso os canadianos organizem grandes manifestações de protesto para o receber.

 

9 — Anunciou o seu primeiro encontro com um líder estrangeiro: já sexta-feira, recebe na Casa Branca Theresa May, a primeira-ministra britânica. Vão falar de comércio.

 

10 — Mandou apagar as contas da Casa Branca em castelhano nas redes socias. Na página na Internet, desapareceu a opção “em espanhol". O castelhano é a segunda língua mais falada no país e os hispânicos são a maior minoria. Pela primeira vez em 30 anos, não há hispânicos no gabinete do novo Presidente.

 

11 — Apagou temas da página oficial da Casa Branca: alterações climáticas e Acordo de Paris, Cuba e acordo nuclear iraniano, questões LGBT e de igualdade de género.

 

12 — Falou com o primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, a quem anunciou ter dado início à discussão sobre a possível transferência da embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém.

 

13 — Declarou guerra aos media, que acusa de mentirem sobre o número de pessoas que assistiram, em Washington, à sua tomada de posse. Na sequência, a sua conselheira Kellyanne Conway, explicou durante uma entrevista que o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, apresentara "factos alternativos” aos jornalistas.

 

14 — Congelou as entradas na função pública, abrindo uma guerra com 2,1 milhões de funcionários federais, número que quer reduzir de forma significativa. Os sindicatos já estão em campo para travar a decisão e os analistas já disseram que os cortes podem fazer aumentar a despesa pública pois vão obrigar à contratação de serviços externos.

 

15 — A Casa Branca anunciou que vai contratar uma redactora do Breitbart para a Casa Branca, Julia Hahn, que será assistente especial do Presidente. O seu chefe será Steve Bannon, o ex-patrão do site de informação anti-imigração e populista.

 

16 — Assinou um decreto presidencial a retirar os EUA do TPP (acordo de comércio Trans-Pacífico).

 

17 — Assinou um decreto presidencial que proíbe o financiamento, com verbas da agência americana de apoio ao desenvolvimento, de organizações não governamentais estrangeiras que “promovam” o aborto .

Público

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Pensei que levasse mais tempo a chegar a este patamar. Surpreendeu-me.

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O simples facto dessa notícia existir. "Ele disse isto, mas não foi o único, e agora está uma celeuma criada".

 

Além de que até já o Expresso fez notícia com isso.

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Já agora, o post do Daniel Oliveira que tem toda a razão (na minha opinião depois de ver o video):

 

Note-se que 25% da massa salarial implica uma percentagem absurda de trabalhadores (perdão, "colaboradores") com salários abaixo de 557 euros (perdão, em "regime de transição"). De tal forma alta que o sócio-gerente da Padaria Portuguesa preferiu dizer a percentagem da massa salarial do que responder à pergunta que lhe foi feita, contando, com razão, com a desatenção da jornalista. Não me espanta que quem baseie o seu negócio nos salários baixos considere que a grande prioridade dos portugueses não é o aumento do salário mínimo (que só interessa aos políticos, claro), mas a liberalização dos despedimentos, o fim dos limites legais ao horário de trabalho e uma redução considerável do pagamento de horas extra, não penalizando as empresas que contratam menos trabalhadores do que aqueles que necessitam para funcionar. Um País desigual é isto: cada um vive na sua bolha e, quando fala para a televisão, julga que quem o está a ouvir partilha as suas prioridades.

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Para mim o relevante não é se o Daniel Oliveira tem ou não tem razão. Relevante é ter uma estação de TV, ainda que privada, a sair em defesa de uma empresa privada e da posição por ela manifestada.

Editado por Ghelthon

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