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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Tio Hans, há 46 minutos:

Isso é tudo verdade, mas não tocas no ponto principal. Bloco, PCP e PEV aprovaram (ou viabilizaram), com ou sem acordo múltiplos orçamentos. Podiam ter 10000 razões válidas para o fazer, mas a verdade é que o fizeram e não se podem desresponsabilizar do facto. E fizeram-no com e sem acordo. E, a partir do momento em que os aprovam estão ligados a eles. A responsabilidade é, essencialmente, de quem governa, é factual, mas quem permite que o governo governe também tem que assumir a sua parte das mesmas.

E, mesmo sabendo da sacanice do PS, das clientelas que o PS tem para alimentar, alicerçadas em demasiados anos seguidos de poder (com ligeiros intervalos), o PS sempre foi assim, com e sem acordo. E com ou sem acordo houve orçamentos viabilizados. O que é que mudou este ano para PCP e PEV e no ano passado para o Bloco?

 

Imagina que vais a uma reunião de condomínio e levas uma série de propostas que entendes serem essenciais para o bem-estar dos condóminos. Nenhuma é aceite, mas são implementadas outras que até melhoram no global a habitabilidade no local, por isso é tranquilo, foi um passo em frente, deixemos as tuas propostas para as próximas reuniões.

Na reunião seguinte, até se discutem as tuas propostas, mas novamente são colocadas de lado. Ok, talvez ainda não fosse altura, esperemos pela próxima.

E passa a próxima. E a seguinte. E a posterior. E a posterior à posterior. E tu eventualmente dizes fuck it.

Estás a ver aonde quero chegar?

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Citação de Black Hawk, há 2 minutos:

Imagina que vais a uma reunião de condomínio e levas uma série de propostas que entendes serem essenciais para o bem-estar dos condóminos. Nenhuma é aceite, mas são implementadas outras que até melhoram no global a habitabilidade no local, por isso é tranquilo, foi um passo em frente, deixemos as tuas propostas para as próximas reuniões.

Na reunião seguinte, até se discutem as tuas propostas, mas novamente são colocadas de lado. Ok, talvez ainda não fosse altura, esperemos pela próxima.

E passa a próxima. E a seguinte. E a posterior. E a posterior à posterior. E tu eventualmente dizes fuck it.

Estás a ver aonde quero chegar?

Estou sim. Reuniões de condomínio são, infelizmente, uma especialidade minha. 😂 

Mas repara, houve sempre propostas desses condóminos a ser aprovadas, ou estou enganado? E alguma vez esses condóminos alertaram a administração do condomínio que estavam a perder a paciência?

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Citação de Tio Hans, há 4 minutos:

Mas repara, houve sempre propostas desses condóminos a ser aprovadas, ou estou enganado? E alguma vez esses condóminos alertaram a administração do condomínio que estavam a perder a paciência?

Acho que no ano passado já houve sinais disso.

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Citação de Tio Hans, há 11 minutos:

Estou sim. Reuniões de condomínio são, infelizmente, uma especialidade minha. 😂 

Mas repara, houve sempre propostas desses condóminos a ser aprovadas, ou estou enganado? E alguma vez esses condóminos alertaram a administração do condomínio que estavam a perder a paciência?

Propostas cosméticas, basicamente. As propostas mais relevantes, mais significativas, não houve qualquer abertura.

E eu considero que a abstenção dos partidos foi um primeiro sinal muito relevante de discórdia. E a votação contra do BE no ano passado foi um gigantesco cartão vermelho ao governo. Se o governo não o percebeu...

Editado por Black Hawk

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Citação de Black Hawk, há 5 minutos:

Se não o perceberam...

Só não o perceberam como ainda se viraram ao árbitro este ano.

O exemplo que a Catarina estava a falar agora no jornal, os cuidadores informais. Foi uma proposta aprovada pelo PS? Foi. Tinham previsto 30M no Orçamento para isso. Gastaram 700 mil. 

Editado por HappyKing

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Citação de HappyKing, há 2 minutos:

Só não o perceberam como ainda se viraram ao árbitro este ano.

O exemplo que a Catarina estava a falar agora no jornal, os cuidadores informais. Foi uma proposta aprovada pelo PS? Foi. Tinham previsto 30M no Orçamento para isso. Gastaram 700 mil. 

Durante anos, deixaram-se cativar pelos lindos olhos do PS. Este ano já não se sentem capazes de ser cativados. História cativante! 

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Citação de Carlos Gouveia, há 1 minuto:

Durante anos, deixaram-se cativar pelos lindos olhos do PS. Este ano já não se sentem capazes de ser cativados. História cativante! 

Isso está explicado no post do @Black Hawk .

Editado por HappyKing

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Teatro orçamental

As desinteligências partidárias à “esquerda”, relativamente à aprovação do orçamento de Estado para 2022 têm inspirado manchetes por toda a comunicação social.

Quem não conheça a história recente do fiel apoio dispensado por BE e P”C”P aos orçamentos de recuperação capitalista do governo do PS, poderá até ser levado a crer que estamos perante uma radicalização e forte oposição daqueles partidos à actual proposta orçamental. Quem já conhece este bailado não se deixa, no entanto, enganar.

Ao longo dos quatro anos do governo da geringonça (na sua versão oficializada) a “esquerda” institucional aprovou os orçamentos liberais do governo, sem contestação consequente. Desde que vigora a versão não-oficial do acordo entre os três partidos que a aprovação tem sido garantida com a alternância do voto favorável de P“C”P e BE. “Ora agora votas tu a favor, ora depois voto eu” e vice-versa.

As lideranças destes partidos estão plenamente conscientes de que a convocação de eleições nesta fase, depois do desaire eleitoral das autárquicas, seguida da “irresponsável” reprovação do orçamento, ditaria uma redução significativa da sua representação parlamentar, com o consequente encolhimento dos tachos a distribuir na gestão do aparelho de Estado burguês.

Assim, terão que escolher entre o menor de dois males – abdicar por completo da sua imerecida reputação enquanto partidos “de protesto” (e do eleitorado que a aprecia), aprovando o orçamento, ou recusar a subscrição do documento e com isso enfrentar a erosão da sua base eleitoral, cada vez mais reduzida, que vê nestes partidos potenciais gestores do Estado burguês, ao encontro de determinados interesses de classe.

Incapazes, por constrangimentos teóricos e de classe, de mobilizarem os trabalhadores, no que concerne a persecução dos seus interesses, em qualquer plano da acção política que não seja o do institucionalismo democrático-burguês, estão assim condenados a ser ignorados pela grande massa operária e proletária que já não alimenta quaisquer ilusões relativamente ao carácter elitista, corrupto, antipopular e burguês do regime. Sobram-lhes apenas alguns sectores sociais claudicantes, que ainda guardam na memória a miséria passista e acreditam poder escapar-lhe elegendo um qualquer governo liberal-keynesiano de turno.

Não se pense, no entanto, que o projecto, ora social-democrata, ora social-liberal, de uma geringonça, é um desvio à “linha dura” do cunhalismo. Em 1976 já a organização, na altura liderada por Álvaro Barreirinhas, proclamava nos cartazes e nos comícios a necessidade de uma “maioria de esquerda”. O P“C”P actual é produto acabado da fiel observância da tradição ideológica cunhalista. Quanto ao BE, é um partido social-democrata na sua génese e no seu programa, como, aliás, é reconhecido pela sua direcção política. As ilusões de uma gestão “de esquerda” do capitalismo são parte do seu ADN.

A actual proposta orçamental não resolve o gravíssimo problema do SNS, que continua em acelerada degradação apesar do seu orçamento ter beneficiado de um incremento de 50% nas últimas duas décadas, o que indicia que os problemas não são meramente de financiamento, mas também fruto dos ataques corporativos e da sangria burguesa de que é alvo. Não dá resposta ao gritante escândalo da especulação imobiliária e da carestia das rendas, que impede as famílias trabalhadoras de conseguirem acesso a um suposto “direito fundamental constitucionalmente consagrado” – a habitação. Não acaba de uma vez por todas com a herança neoliberal, reacionária, da legislação laboral do governo Passos/Portas. Não põe – nem pode pôr, devido à sua matriz capitalista que garante a sacrossantidade da propriedade privada – termo ao desvario anárquico e sedento de lucro do sector privado da energia, que pilha os bolsos dos trabalhadores portugueses com aumentos constantes do preço dos combustíveis e da eletricidade. Não apresenta medidas que permitam acabar com a precaridade laboral entre os jovens. Permite a manutenção de pensões de reforma muito abaixo do limiar da sobrevivência, obrigando dezenas e dezenas de milhares de idosos a viver da caridade ou do apoio de familiares. Os salários da maioria da classe trabalhadora continuarão muito abaixo da fronteira que permitiria assegurar uma vida digna a quem tudo produz e faz este país andar para a frente (ainda que tropegamente). Até o próprio Marcelo Sousa admite a sua (cínica) preocupação com os dois milhões e meio de pobres em Portugal, receando, naturalmente, que a sua sublevação pudesse pôr em risco os interesses da sua classe. Números que, ainda assim, apesar da sua monta, excluem aqueles que não sendo considerados pobres pela bitola estatística burguesa, vivem com dificuldades.

Que partido de esquerda, digno desse epíteto, poderia sequer considerar a aprovação de um orçamento que não resolve um único dos principais problemas que afligem a maioria daqueles que trabalham em Portugal?

Recusar este orçamento e realizar um amplo trabalho de apoio à mobilização proletária contra este regime e a favor do atendimento imediato das reivindicações operárias é o que qualquer organização de esquerda tem a fazer.

É isso que farão os comunistas organizados no seu Partido.

https://lutapopularonline.org/index.php/pais/104-politica-geral/2976-teatro-orcamental

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Citação de Black Hawk, há 1 hora:

. Se o governo não o percebeu...

O governo percebeu, percebeu bem demais até. Por alguma razão não fez remodelações ministeriais até hoje. Sabiam muito bem da intenção própria que era mandar o seu governo abaixo. E os outros partidos à esquerda vão para o covil do lobo. Não pensei que acontecesse sinceramente, pensei que o Bloco ou o PCP tentassem impedir com uma abstenção à última da hora. O PS quer novas eleições... 

Editado por Ticampos

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

o Marcelo ao dizer que em 6 anos este é o ano onde há mais esforço, por parte do PS, para alterar a proposta inicial de OE está a jogar o BE e o PCP para debaixo do comboio.

/unpopularopinion

isto é uma jogada do PS e PSD orquestrada pelo Marcelo para fazer um governo de bloco central que possa gerir os fundos do PRR (sonho molhado de Marcelo e Rio)

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Citação de antifa, há 44 minutos:

/unpopularopinion

isto é uma jogada do PS e PSD orquestrada pelo Marcelo para fazer um governo de bloco central que possa gerir os fundos do PRR (sonho molhado de Marcelo e Rio)

O PS não quer isso de maneira nenhuma.

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Eu só vejo o chega a ganhar com eleiçoes agora, talvez o ps coma um bocado da esquerda, mas penso que a esquerda perde mais votos para a direita para isso lhe compensar. a il tambem deve meter mais uns deputados no porto e lisboa. livre deve meter 0 depois da joacinada, rip in peace.

o lá Costa deverá saber melhor que eu o que está a fazer.

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Até agora estava a ser um debate normal, até que começa o Levanta-te e Ri com o André Ventura

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Citação de Mica, há 4 minutos:

Até agora estava a ser um debate normal, até que começa o Levanta-te e Ri com o André Ventura

Levou uma boa resposta do Costa, com a questão dos Açores.

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Voltou à normalidade com a IL, apesar do partido não poder ser mais diferente do PS. Não custa nada não fazer figuras de palhaço.

Editado por Mica

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A mim parece-me que se o Costa cede nas medidas da troika o BE se abstém.

Atualmente, a Cecília Meireles destoa e muito no bom sentido da direita atual. Está a encostar o Costa às cordas.

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Isto é fácil, kautskyismo para empresas tradicionais, vulgo 42 escalões de IRS, etc, e ultraliberalismo para cooperativas de trabalhadores. Zero impostos, festas da suruba. 

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Citação de lastdance, há 2 horas:

Eu só vejo o chega a ganhar com eleiçoes agora, talvez o ps coma um bocado da esquerda, mas penso que a esquerda perde mais votos para a direita para isso lhe compensar. a il tambem deve meter mais uns deputados no porto e lisboa. livre deve meter 0 depois da joacinada, rip in peace.

o lá Costa deverá saber melhor que eu o que está a fazer.

A IL precisava de quase dobrar a votação que teve em 2019 no Porto para meter um deputado de lá, e imaginando que o CDS perde o deputado deles, cheira-me que a grande maioria dos votos deles vão para o Chega ou para o PSD

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Citação de El Colosso, Agora:

A IL precisava de quase dobrar a votação que teve em 2019 no Porto para meter um deputado de lá, e imaginando que o CDS perde o deputado deles, cheira-me que a grande maioria dos votos deles vão para o Chega ou para o PSD

não me parece descabido que dobrem no porto, a il teve o quê, 1% nas legislativas?

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Citação de lastdance, Agora:

não me parece descabido que dobrem no porto, a il teve o quê, 1% nas legislativas?

Sim, 1%. Com a descida natural do CDS (teve 3%) e uma subida do Chega, não sei onde eles arranjam votos. A não ser que se acredite mesmo que a maioria do pessoal do CDS vota na IL, que não acho que vá acontecer

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Citação de El Colosso, há 6 minutos:

Sim, 1%. Com a descida natural do CDS (teve 3%) e uma subida do Chega, não sei onde eles arranjam votos. A não ser que se acredite mesmo que a maioria do pessoal do CDS vota na IL, que não acho que vá acontecer

ao ps, psd, be.

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Não vejo ninguém a ir do BE para a IL. DO PS talvez, mas acredito mais que aconteça o que costuma acontecer, votas PS num ano e PSD no outro

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