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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de noikeee, há 50 minutos:

Numa interpretação em que todas as pessoas à direita da Mariana Mortágua sejam fachos, talvez.

Se é de direita é facho

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Citação de Axadrezado, há 12 minutos:

Que belo sinal de competência do MP.

Quem nunca trocou o nome da mulher pelo da amante. 🤷‍♂️

Não me admirava que o Costa já soubesse destas notícias no dia do conselho de estado. Estava demasiado sorridente a meu ver e até aliviado. 0 Relação com o Costa de 2015 na noite da PAF ou do dia da porrada no velho do CDS.

Editado por Ticampos

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Citação de Pavel, há 39 minutos:

numa interpretação em que tu tens vergonha que assumir o que és depois de ignorares tudo o que está de errado com a pessoa que estás a defender ❤️

Acusarem-me de ser fascista é tão bizarro que eu nem sequer sei muito bem o que responder.

A minha principal preocupação como votante e observador do processo político é precisamente tentar evitar um colapso da democracia, em que o partido fascista possa estar numa posição a médio-longo prazo de nomear um primeiro ministro ou um presidente da república. Algo que me parece perigosamente provável. A estratégia que me parece mais acertada para o impedir, é ter um PSD forte que possa servir de alternativa ao PS. Caso contrário vamos ver é os fascistas a tomar o espaço político do PSD.

O custo a curto prazo pode ser termos o Chega como parceiro minoritário num governo, que pode acontecer com votação forte no PSD mas não o suficiente para formarem governo sem necessitarem do Chega. Acho que é isto que te referes, assim como as recentes declarações do Passos relativo ao Chega? (Com as quais não concordo). Eu também não quero nada este cenário, mas considero quase como uma inevitabilidade ou mal menor, comparado com a alternativa. Eu acho que a maioria das pessoas cá, não estão bem a apreciar o dilema cada vez mais insustentável que a direita em Portugal está a ter, com um Chega a 15% nas sondagens. Ou cenário a) incorporam o Chega com poderes limitados num governo, retirando-lhes algum poder de narrativa porque deixam de ser "alternativa" e passam a poder ser responsabilizados pelo rumo do país; ou cenário b) temos mais 5 ou 10 ou 20 anos de PS até o próximo primeiro ministro de Portugal doutra cor ser o Ventura porque entretanto o PSD desapareceu. Não há mais nenhuma alternativa a não ser c) as estrelas estarem todas alinhadas por imensa sorte e darem os deputados suficientes ao PSD-IL-CDS-eventualmentePAN para ter maioria absoluta, o que seria muitíssimo melhor mas parece extremamente improvável. Obrigado António Costa.

Em termos ideológicos eu estou à esquerda do Passos, aliás já votei várias vezes PS e até uma vez no Rui Tavares(!). Considero que tem de haver contenção da dívida e seriedade orçamental mas isso também o Costa o fez. Acho que tem de haver habitação pública e investimento nos transportes e isso nem o Costa o fez. Mas prefiro um primeiro ministro mais à direita do que aprecio, até mesmo eventualmente com grunhos inenarráveis com poderes limitados no governo - até porque Portugal tem e muito bem leis de liberdades cívicas muito extensas que dificilmente um parceiro minoritário de governo poderia reverter - a um colapso a longo prazo da democracia.

Mas pronto suponho que tudo o que escrevi seja completo chinês para alguém que vota PCP, portanto se me quiseres continuar a chamar fascista, força, fica aí no teu mundo.

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Citação de noikeee, há 2 minutos:

cenário b) temos mais 5 ou 10 ou 20 anos de PS até o próximo primeiro ministro de Portugal doutra cor ser o Ventura porque entretanto o PSD desapareceu.

Ironicamente, não querendo entrar muito na senda do comentário. Acho bastante provável que aconteça um colapso total do centro-direita, semelhante ao que aconteceu em França no médio prazo. E acho que nem serão precisos 20 anos para isso.

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Citação de noikeee, há 9 minutos:

O custo a curto prazo pode ser termos o Chega como parceiro minoritário num governo, que pode acontecer com votação forte no PSD mas não o suficiente para formarem governo sem necessitarem do Chega. Acho que é isto que te referes, assim como as recentes declarações do Passos relativo ao Chega? (Com as quais não concordo). Eu também não quero nada este cenário, mas considero quase como uma inevitabilidade ou mal menor, comparado com a alternativa.

A questão mais pertinente é... Teremos nós um governo PSD-CH que corre bem (economicamente claro) ou um governo PSD-CH que corre mal em todos os sentidos? Se tivermos a primeira opção o PSD come o Chega porque recolhe os louros por ser o parceiro maior do futuro governo. Se correr mal, pronto, o Chega esmigalha ainda mais o PSD. Culpabiliza por tudo o que correu mal, manda o governo abaixo e sai reforçado.

Editado por Ticampos
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Um governo PSD-CHEGA tinha que ser uma coisa fenomenal, uma governação brilhante, com rendimento dos Portugueses a explodir, os serviços a funcionar, tudo uma maravilha... o que obviamente não vai acontecer.
Se for uma governação normal é um desastre para os dois, o PSD porque abriu as pernas aos fascistas e o Chega porque perde o fator "está tudo mal e a culpa é dos governos".

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Citação de Axadrezado, há 5 minutos:

Um governo PSD-CHEGA tinha que ser uma coisa fenomenal, uma governação brilhante, com rendimento dos Portugueses a explodir, os serviços a funcionar, tudo uma maravilha... o que obviamente não vai acontecer.

Na parte económica basta virem bons ventos económicos internacionais. Que devem vir, a inflação e outros problemas não durarão para sempre, digo eu. A economia é feita de ciclos. Se isso acontecer, o PSD sai por cima, eleitoralmente. À imagem de governos como o do PS 2009-11 que saíram afetados por crise internacional, o oposto também pode ocorrer.
Dito isto, obviamente que não é a opção mais provável, nem acho que seria uma boa opção para o país. 
Isto para não falar que o mais provável é o cenário oposto em que o Chega sai fortalecido e o PSD perece totalmente. Porque dá tudo para o torto.

Estou obviamente a falar de uma perspectiva eleitoral.

Editado por Ticampos

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Citação de noikeee, há 10 minutos:

Eu também não quero nada este cenário, mas considero quase como uma inevitabilidade ou mal menor, comparado com a alternativa.

Mas porque é uma inevitabilidade termos um partido anti-democrático e proto-fascista no governo?

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Citação de Petar Musa, há 18 minutos:

O gajo que perdeu contra o Montenegro tinha um bom discurso, só por ái já era melhor que o Rio e o Montenegro.

Ideologicamente parece-me à vontade o melhor candidato a líder do PSD dos últimos tempos, mas não reuniu apoios suficientes e parece-me que se calhar não tem carisma suficiente para líder 

Citação de Ticampos, há 3 minutos:

A questão mais pertinente é... Teremos nós um governo PSD-CH que corre bem (economicamente claro) ou um governo PSD-CH que corre mal em todos os sentidos? Se tivermos a primeira opção o PSD come o Chega porque recolhe os louros por ser o parceiro maior do futuro governo. Se correr mal, pronto, o Chega esmigalha ainda mais o PSD. Culpabiliza por tudo o que correu mal, manda o governo abaixo e sai reforçado.

Eu não tenho certezas nenhumas de que ter o Chega como parceiro minoritário dum governo seja o ideal para os afundar, porque há muitas coisas que podem acontecer.. eles são muito habilidosos no discurso, existe um perigo de o Chega contaminar o PSD e o próprio discurso do PSD se transformar cada vez em mais parecido ao chega... etc. Há aqui muitas variáveis. Mas existe um padrão na política portuguesa em que os parceiros minoritários do governo perdem gás nas eleições seguintes. Viu-se com o CDS, viu-se com o Bloco e PCP pós geringonça. É uma possibilidade.

Outra possibilidade é estarmos aqui a ser excessivamente catastrofistas, a tratar a ascensão desta nova extrema direita como semi-inevitável, e em vez disso haver algum ponto de inflexão ao virar da esquina que não estamos a prever. Existiu um ponto da história, algumas décadas atrás que a ascensão do comunismo a nível global parecia igualmente inevitável e eventualmente tal não se concretizou.

Mas olhando aos países à nossa volta com a história recente de ascensão da extrema direita, e considerando o cenário atual em Portugal com o governo a cair sob a narrativa de "estes são todos ladrões", é difícil ser otimista.

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Citação de noikeee, há 1 minuto:

Mas existe um padrão na política portuguesa em que os parceiros minoritários do governo perdem gás nas eleições seguintes. Viu-se com o CDS, viu-se com o Bloco e PCP pós geringonça. É uma possibilidade.

Não é só na Política Portuguesa, olha para o PASOK na Grécia, parceiro menor da ND ou o Podemos parceiro menor do PSOE. E há mais casos mundiais.

A questão não é essa. Se vamos a confiar na perda de gás puramente e exclusivamente, todos os pressupostos éticos e valores em que acreditamos caem por terra.

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o PSD não vai precisar do Chega para governar, confiem. Isto é certo. O Chega é que talvez precise do PSD para governar mas com um bocadinho de sorte sacam maioria em março.

 

Ignorem as sondagens.

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Como é que alguém consegue falar num governo Chega sem se rir? Já olharam bem para quem são os membros do partido?

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Citação de noikeee, há 8 minutos:

Outra possibilidade é estarmos aqui a ser excessivamente catastrofistas, a tratar a ascensão desta nova extrema direita como semi-inevitável, e em vez disso haver algum ponto de inflexão ao virar da esquina que não estamos a prever. Existiu um ponto da história, algumas décadas atrás que a ascensão do comunismo a nível global parecia igualmente inevitável e eventualmente tal não se concretizou.

A questão é que o ponto de inflexão do Nazismo foi a 2GM.

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Este tipo de discursos correm muito bem como se viu com o Trump, Bolsonaro e Brexit 

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Às vezes fico na dúvida se sou eu que vivo numa realidade totalmente paralela porque este tipo de conversa não é normal. Para mim, pelo menos. 

Editado por HappyKing

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Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Não acho que fizesse grande diferença no desfecho, porque o António Costa teria sempre de cair com a acusação ao Galamba, depois de se ter atravessado por ele.

Portanto não muda grande coisa. Talvez um processo movido pelo AC ou assim.

"Ministro Português é corrupto" não faz capa em jornal nenhum lá fora. "Primeiro Ministro Português é corrupto" faz. É diferença pouca?

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Citação de noikeee, há 44 minutos:

 Caso contrário vamos ver é os fascistas a tomar o espaço político do PSD.

já tomaram o próprio psd filho ou achas que o discurso fox news apareceu no ar

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Citação de IlidioMA, há 8 minutos:

"Ministro Português é corrupto" não faz capa em jornal nenhum lá fora. "Primeiro Ministro Português é corrupto" faz. É diferença pouca?

Existem suspeitas sobre vários ministros, incluindo o seu próprio secretário, tendo sido encontrado dinheiro vivo no seu escritório.

Este governo não tem legitimidade depois disto e ele só tinha de apresentar a demissão mesmo que o nome dele não tivesse vindo a baila.

E depois da vergonha de ontem então ainda pior. É que mesmo que ele não saiba de nada parece que para ele tudo aquilo é normal.

Agora se há maioria no parlamento, acho legítimo não ir a eleições e o parlamento nomear novo governo.

 

Editado por SAS_Robben
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Citação de Ticampos, há 21 minutos:

Não é só na Política Portuguesa, olha para o PASOK na Grécia, parceiro menor da ND ou o Podemos parceiro menor do PSOE. E há mais casos mundiais.

A questão não é essa. Se vamos a confiar na perda de gás puramente e exclusivamente, todos os pressupostos éticos e valores em que acreditamos caem por terra.

Eu não voto em nada confiando em perdas de gás nem contra a ética. Apesar de ter considerações táticas, voto ideologicamente no partido que acho que me representa. Tipicamente PSD ou PS. Se depois com esse voto eles quiserem fazer acordos, de governo ou apenas de viabilização, com outros partidos que não me representam, seja o Chega, seja o MRPP, é lá com eles. É assim que funciona a democracia parlamentar. Arranja forma de representar o desejo popular, e se grande parte do desejo popular é algo com que discordo, naturalmente será também representado. Não tenho mais do que um voto e não tenho forma de alterar os desejos das outras pessoas.

Se na próxima eleição, devido às coligações ou acordos que entretanto tenham feito, o partido que votei tenha mudado de posição ideológica para algo que já não me representa, então não voto neles.

É com esta consideração que quero um líder minimamente coerente para o PSD. Olho para o boletim e vejo no PS um partido que acabou de ter um escândalo de corrupção ao mais alto nível, que já está no poder há demasiado tempo, que não tem tido espírito reformista nenhum, e cujo provável novo líder irá virar mais à esquerda do que me representa... só me sobra o PSD. Preferia que o PSD tivesse algo melhor, dado que é a minha única opção lógica!

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Citação de noikeee, há 4 minutos:

Eu não voto em nada confiando em perdas de gás nem contra a ética. Apesar de ter considerações táticas, voto ideologicamente no partido que acho que me representa. Tipicamente PSD ou PS. Se depois com esse voto eles quiserem fazer acordos, de governo ou apenas de viabilização, com outros partidos que não me representam, seja o Chega, seja o MRPP, é lá com eles. É assim que funciona a democracia parlamentar. Arranja forma de representar o desejo popular, e se grande parte do desejo popular é algo com que discordo, naturalmente será também representado. Não tenho mais do que um voto e não tenho forma de alterar os desejos das outras pessoas.

Se na próxima eleição, devido às coligações ou acordos que entretanto tenham feito, o partido que votei tenha mudado de posição ideológica para algo que já não me representa, então não voto neles.

É com esta consideração que quero um líder minimamente coerente para o PSD. Olho para o boletim e vejo no PS um partido que acabou de ter um escândalo de corrupção ao mais alto nível, que já está no poder há demasiado tempo, que não tem tido espírito reformista nenhum, e cujo provável novo líder irá virar mais à esquerda do que me representa... só me sobra o PSD. Preferia que o PSD tivesse algo melhor, dado que é a minha única opção lógica!

É assim que se acaba com Orbans e Melonis.

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