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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Apocalypse Now, há 1 minuto:

Miguel Morgado

Esse gajo é horrível de se ouvir falar lol

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Citação de noikeee, há 8 minutos:

Eu sinto sempre mais confiança em líderes chatos do que em gajos que falam grosso. (...) Mas prefiro um gajo com aspeto meio seboso que acho que me vai enganar, do que um que perca a calma na liderança dum governo. Sim, a fasquia tá baixa...

Desculpa mas não resisti:

Oliveira_Salazar,_retratado_por_San_Payo

 

Citação de Boitswana , há 6 minutos:

Não acredito que o Descartes ainda estava convencido que o Ventura tinha um pingo de ideologia naqueles cornos. Populista nato, vai na direção em que o vento sopra.

De onde retiraste essa ideia? Eu identifiquei um exemplo concreto que ilustra essa inexistência ideológica que sempre lhe reconheci.

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Lol

Voto no gajo democrático* seboso

Deixem esse no caixão onde ele está bem e para onde devia ter ido mais cedo

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Citação de Genzo, há 9 minutos:

Quem ganhou o debate? 

Eu, que não vi.

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Citação de noikeee, há 8 minutos:

Lol

Voto no gajo democrático* seboso

Deixem esse no caixão onde ele está bem e para onde devia ter ido mais cedo

Não o podias ter caracterizado melhor. Até o pormenor da voz esganiçada de quem inalou um balão de hélio que ele tinha.

PS: Não me esqueci da tua resposta à questão da justiça. Eu não estava a menorizar a tua opinião sobre o impacto do mau funcionamento da justiça no dia-a-dia das pessoas. Só estava a sublinhar um ponto que considero ser constantemente menosprezado quando se fala sobre o assunto. Inclusivamente nos discursos políticos. Parece que a justiça só existe nos casos mediatizados e que é nesses que estão todos os problemas que devem ser resolvidos. E como o teu rant só abordava essas questões da justiça-espetáculo, não me contive. 😉

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Citação de Descartes, há 44 minutos:

Não sei se percebi bem o que escreveste mas quem adora o autoritarismo deve ter ficado horrorizado com o que aconteceu. Para os autoritários o que se exige às forças de segurança é disciplina, obediência e manutenção intransigente da ordem pública. Com abusos de autoridade se necessário só para mostrar quem manda. A ideia de rebelião, manifestações, organizações sindicais e, vade retro Satanás, direito à greve por parte das forças de segurança é coisa que nem é concebível no seu quadro mental.

Por isso é que o Ventura é um pateta quando vem com essas ideias só porque tem para lá gente infiltrada e há que garantir os votos. Em termos ideológicos é um completo zero à esquerda. Nem de extrema direita sabe ser. Estou mesmo a ver o Orban a legislar sobre o direito à greve dos polícias húngaros... 😁

Depende.

Se há coisa que os partidos de extrema direita gostam é de braços armados dispostos a criarem disrupção nos processos democráticos e a criarem o caos.

Citação de Genzo, há 34 minutos:

O Morgado.

 

Citação de Apocalypse Now, há 34 minutos:

Miguel Morgado

A resposta certa era ambos

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Citação de Descartes, há 32 minutos:

De onde retiraste essa ideia? Eu identifiquei um exemplo concreto que ilustra essa inexistência ideológica que sempre lhe reconheci.

Interpretei mal. Pensei que a ideia dele instigar a rebelião e estas manifs podia ser encarada como um contrassenso ideológico, quando na realidade é apenas e só mais um aproveitamento político como outro qq. Está-se bem cagando para as forças de segurança e para a manutenção intransigente da ordem pública. Se para ganhar votos for preciso vender a mãe, assim fará.

 

 

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Citação de SAS_Robben, há 12 minutos:

Depende.

Se há coisa que os partidos de extrema direita gostam é de braços armados dispostos a criarem disrupção nos processos democráticos e a criarem o caos.

Não sei se será bem assim. Associo muito mais essa lógica aos movimentos da extrema esquerda.

Sendo que, naturalmente, há autoritarismo de esquerda e de direita. E em ambos é fulcral o controlo das forças de segurança.

Editado por Descartes

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Como não quero ficar associado ao Ticampos (ainda estou à espera de saber qual o real posicionamento do Toulalan na lista de melhores futebolistas do século), vou mesmo concluir esta empreitada em que me meti.

Os últimos debates antes do Grand Finale tiveram as suas particularidades. Um não foi debate nenhum. O outro foi debate mas ficou aquém das expetativas. Talvez porque os avaliadores já estivessem mais a pensar no que iria fechar este ciclo.

Entre Luís Montenegro e Rui Rocha não tivemos debate porque, na realidade, eles não se sentaram para defender as suas propostas para resolver os problemas do país. Sentaram-se para iniciar a discussão de um programa de governo da coligação pós-eleitoral que pretendem fazer. Os avaliadores do Expresso ficaram rendidos. Talvez porque raramente tiveram a oportunidade de presenciar uma conversa deste género em sinal aberto de televisão. E as novidades são apreciadas. Entrou diretamente para o 2º lugar dos melhores debates. Luís Montenegro ganhou porque Rui Rocha lhe deu passagem de mão beijada, tal como Mariana Mortágua tinha feito a Pedro Nuno Santos dois dias antes.

O outro foi um debate entre duas meninas. Mas daquelas que não se suportam. Os avaliadores acharam menos interessante e dispensaram às duas as suas segundas piores prestações do conjunto de 7 debates. Aparentemente gostam mais delas quando fazem frente aos homens. Mariana Mortágua ganhou talvez porque terá sido mais venenosa e incisiva.

Situação curiosa: os 3 debates melhor pontuados contaram com a participação do Luís Montenegro. Talvez tenha a ver com as fracas expetativas iniciais.

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Na classificação individual Luís Montenegro assumiu a liderança e Rui Rocha ultrapassou Inês Sousa Real.

Muita curiosidade nos votos do último debate. Ainda há 3 possíveis vencedores.

Curiosidade também sobre o número de votos. É provável que, em cima da meta, Pedro Nuno Santos consiga ultrapassar as 41 análises a que André Ventura foi sujeito ao longo dos 7 debates.

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Citação de Descartes, há 2 horas:

Não sei se será bem assim. Associo muito mais essa lógica aos movimentos da extrema esquerda.

Sendo que, naturalmente, há autoritarismo de esquerda e de direita. E em ambos é fulcral o controlo das forças de segurança.

A lógica da extrema-direita não foi sempre a de instigar a confusão e a bandalheira para vir dizer que é preciso alguém que meta ordem nisto?

Acho que é exactamente isso que estamos a presenciar aqui.

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Citação de antifa, há 8 horas:

@Chenão temos o Miguel Tiago mas ao menos a CGTP substituiu a secretária geral com ar de avózinha por um gajo f*dido do Porto

Mais um bom quadro do PCP que vivia nas sombras só sindicalismo. 

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Citação de whatever, há 22 minutos:

A lógica da extrema-direita não foi sempre a de instigar a confusão e a bandalheira para vir dizer que é preciso alguém que meta ordem nisto?

Acho que é exactamente isso que estamos a presenciar aqui.

Verdade. Mas não nas forças de segurança.

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Citação de Descartes, há 13 minutos:

Verdade. Mas não nas forças de segurança.

Neste caso é as forças de segurança a meter a ordem nas forças de segurança.

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Citação de Jamarcus, há 9 minutos:

Neste caso é as forças de segurança a meter a ordem nas forças de segurança.

Seja como for, alinhados ou não com o modus operandi da extrema direita, é óbvio que são eles que estão a mandar lenha para a fogueira na PSP e GNR. E isso é suficientemente grave.

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sasadadaddaadad.jpg

 

Isto deve ser uma tactica nova do consulado daqui em mandar isto para casa para voto postal, mesmo sem eu ter dito que queria...

Dito isto num circulo que apenas elege 2 deputados, porque raio 'e que partidos como o "Juntos pelo Povo" ou ADN apresentam candidatos? E ja agora o PCTP MRPP nao esta interessado no imperialismo fora de Portugal?

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Citação de Burkina2008, há 46 minutos:

sasadadaddaadad.jpg

 

Isto deve ser uma tactica nova do consulado daqui em mandar isto para casa para voto postal, mesmo sem eu ter dito que queria...

Dito isto num circulo que apenas elege 2 deputados, porque raio 'e que partidos como o "Juntos pelo Povo" ou ADN apresentam candidatos? E ja agora o PCTP MRPP nao esta interessado no imperialismo fora de Portugal?

Estou ansioso pelos velhos votarem ADN em vez de AD.

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Citação de Jamarcus, há 13 minutos:

Estou ansioso pelos velhos votarem ADN em vez de AD.

Pensei o mesmo

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Citação de Boitswana , há 8 horas:

Não acredito que o Descartes ainda estava convencido que o Ventura tinha um pingo de ideologia naqueles cornos. Populista nato, vai na direção em que o vento sopra.

Temos o que merecemos, um lider da extrema-direita que tem uma tese de doutoramento a falar de excessos policiais sobre imigrantes e que já publicou um romance homoerótico sobre um terrorista da Al-Qaeda.

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Citação de Jamarcus, há 1 hora:

Estou ansioso pelos velhos votarem ADN em vez de AD.

adn e boletins de voto a salvarem portugal 🙏🏻 

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Eu começo é a achar que a estratégia que não se estava a perceber, do PNS parecer um manso na campanha até agora, afinal é capaz de ser uma coisa que até está a resultar. O principal ataque que o PSD lhe fazia, do suposto radicalismo, ficou esvaziado e hoje praticamente já não está presente, mesmo ontem Montenegro apenas fez um ensaio de falar nisso e rapidamente desistiu. No final de contas o que resultou do debate foi um PNS a sair por cima em termos de sentido de estado, responsabilidade e conhecimento das matérias, precisamente tudo o que eram falhas que lhe apontavam. E mais, algo pouco falado mas que foi gritante ontem foi a facilidade com que PNS se conseguiu descolar da governação de António Costa, não houve nenhum momento em que tivesse sido condicionado por isso, estava ali como um candidato sem grandes amarras ao passado.

O vencedor das eleições será quem consiga captar eleitores no centro, e esse centro em Portugal tende para a esquerda e é na sua maioria composto por votantes que há muitas eleições preferem votar PS, um grosso dos quais serão certamente os pensionistas. Neste momento da campanha e particularmente depois do debate de ontem não vejo Montenegro a ter conseguido provocar uma mudança de votos em massa nesse eleitorado, que a mover-se será apenas por cansaço. E pelo contrário, parece-me cair no erro de piscar demasiado o olho à direita e a quem hoje é ferozmente "do contra", sendo que esse é um eleitorado que ao dia de hoje, e enquanto houver um Chega forte, o PSD não recupera. É um equilíbrio difícil para o PSD, conseguir ter um programa socialmente atrativo e ao mesmo tempo manter a hipótese de governar com parceiros de direita, sem hipotecar o seu futuro noutras eleições.

Daqui para a frente segue a campanha nos moldes populistas, das feiras, discursos inflamados e de tentar apanhar o outro em falso, uma fase pouco interessante e que não me parece que ajude a clarificar grande coisa, mas onde a máquina local do PS trabalha particularmente bem e em que o Ventura promete fazer o seu "brilharete".

Editado por antifa

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Citação de antifa, há 51 minutos:

 que já publicou um romance homoerótico sobre um terrorista da Al-Qaeda.

Wait, what?

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mw-640

Spoiler

Eunice Lourenço

Pedro Nuno Santos – 8

Luís Montenegro – 6

A coragem e a capacidade de um político percebem-se nas situações de tensão e Pedro Nuno Santos foi, hoje, o mais capaz de lidar com a situação em que o debate foi feito: sob uma espécie de cerco da manifestação de membros das forças de segurança. Montenegro prometeu dar prioridade à negociação; Pedro Nuno colocou a situação na devida perspetiva da autoridade de Estado: negociar sim, mas sem coação.

O líder do PS reencontrou-se “inteiro” neste debate, mostrando a sua capacidade de combate e de decisão, mas também a sua responsabilidade, geralmente posta em causa pelo PSD. Uma responsabilidade que mostrou no que diz respeito aos polícias, mas também ao garantir que, caso a AD ganhe, não será o PS a apresentar ou aprovar uma moção de rejeição ao governo que Montenegro venha a formar. O líder do PSD deixou esse “tabu” no ar, não dando uma resposta clara.

Luís Montenegro não esteve mal no debate, mas não chega para convencer indecisos.

Pedro Cordeiro

Pedro Nuno Santos – 8

Luís Montenegro – 5

Nota prévia: a concentração policial à porta do debate — estava autorizada no Terreiro do Paço, não no Capitólio (e que coincidência infeliz de nome) — tapando acessos até a quem ia só jantar à Gina, foi de lamentar. Sem prejuízo da causa, gestos que visam condicionar a democracia só podem ser repudiados. Pedro Nuno Santos fê‑lo, dizendo com firmeza que não se negoceia sob coação. Luís Montenegro, não. Ora, autoridade e dignidade das instituições importam.

De resto, tudo o Capitólio inverteu. Depois de debates com prestações acima do seu sofrível desempenho como chefe do maior partido da oposição, Montenegro foi-se abaixo. Santos, que fora até agora mediano no melhor dos casos, saiu-se melhor. Não é que tenha sido esmagador, e de forma nenhuma darei de barato que o debate tenha sido decisivo para dia 10 de março, mas não tenho dúvidas de que Pedro Nuno superou Luís Filipe. E não foi por pouco.

O secretário-geral do PS foi claro ao dizer que não promoverá nem contribuirá para inviabilizar um putativo governo da AD caso o PS não esteja em condições de assumir o poder. O líder laranja titubeou, como sempre, e não foi capaz de explicar o que faria na situação inversa. Da mesma forma, fugiu a dar respostas claras sobre o futuro (futuríssimo?) aeroporto de Lisboa, entre outros assuntos. Mais nervoso, enervou-se, irritou-se e interrompeu demasiadas vezes.

O socialista foi melhor a desmontar e questionar promessas fiscais e salariais do adversário, acusando-o de aventureirismo, “atos de fé” e perigo de “rombo nas contas públicas” — argumento que diz muito da transformação política dos últimos anos, esgrimido no rosto do líder parlamentar de Passos Coelho —, ao que este retorquiu com a “voracidade fiscal” do Governo. Luís atacou a governação de Pedro, este apontou-lhe nula experiência executiva.

Tal não impediu Pedro de colar Luís ao Governo de Passos e aos tempos da austeridade, ao recordar tentativas de ir além da troika que só o Tribunal Constitucional travou. Nisto foi mais eficaz do que Montenegro ao lembrar que foi o PS que levou o país à bancarrota. O socialista soube picar o opositor com a ausência de Passos na convenção da AD, e este não soube melhor do que evocar José Sócrates, uma quase confissão de derrota, antes de citar Cavaco Silva.

Montenegro encerra com a sua pior prestação o ciclo de debates a dois. Pedro Nuno, com uma das melhores. Sucede que era o embate de maior relevância, dentro da que tenham, quando ainda faltam três semanas para as legislativas e todo o período de campanha e ações de rua. E isso é uma vitória do socialista, que pode quebrar certo fulgor da AD e agarrar votos ao centro; do outro lado, a derrota que não podia sofrer estampou-se no rosto do presidente do PSD.

João Silvestre

Pedro Nuno Santos – 8

Luís Montenegro – 6

Era o debate mais esperado e o mais importante para os dois candidatos quando há ainda muitos votos de indecisos por disputar. Pedro Nuno Santos e Luis Montenegro sabiam disso e vieram preparados. Foi um dos debates mais vivos a que assistimos. Valeu a pena. A discussão foi equilibrada mas pendeu quase sempre a favor de Pedro Nuno Santos desde o início. O secretário-geral do PS marcou pontos longo no arranque ao lembrar que um cerco de polícias ao Capitólio é inaceitável. Algo que Luis Montenegro não o fez.

Montenegro esteve melhor no aeroporto (a recordar o episódio da decisão do ex-ministro desautorizada por Antonio Costa) e a empurrar culpas para o anterior governo em alguns temas (saúde ou educação). Saiu a perder na explicação do crescimento com base na produtividade que, como Pedro Nuno Santos sublinhou, não acelera assim tanto no cenário macroeconómico da AD. Esteve igualmente pior no salário médio (meta da AD para 2030 é equivalente ao que já está no acordo de rendimentos para 2027) e na discussão sobre os custos orçamentais das descidas de impostos que, como é lógico, tem efeito permanente e se repetem ao longo dos anos a menos que sejam revertidos.

Nos cenários pós-eleitorais, Pedro Nuno garantiu que não só não apresentará moções de rejeição de um governo minoritário da AD como não votará nenhuma proposta por outro partido. Montenegro nunca respondeu à questão. O pior momento do líder da AD foi a parte final sobre pensões onde voltou a insistir na tese de que o PSD nada teve a ver com cortes de pensões e disse até que com António Costa os reformados tiveram cortes. A primeira não tem qualquer fundo de verdade. A zanga de muitos pensionistas com o PSD está aí para o provar. A segunda tem a ver a trapalhada da atualização de 2023: havia dúvidas sobre se a regra de atualização seria respeitada e o aumento extraordinário a meio do ano passado desfê-las . Os pensionistas acabaram até por sair a ganhar.

João Vieira Pereira

Pedro Nuno Santos – 6

Luís Montenegro – 7

Nos debates não ganha quem interrompe mais, grita mais alto ou faz ataques pessoais. Ganha quem consegue passar as suas ideias. Montenegro foi aquele que mais o tentou fazer ao longo do debate. Pedro Nuno Santos preocupou-se em tentar provar que as propostas do PSD não funcionam em vez de defender as suas. Isso foi claro em áreas como crescimento da economia, despesas do Estado, na administração pública, nos impostos e na habitação. O debate melhorou bastante a partir da educação. Mas vamos por temas.

Polícias - perde Pedro Nuno Santos por atacar a manifestação às portas do capitólio; Aeroporto - ganha Pedro Nuno Santos, já ninguém tem paciência para a falta de decisão; Crescimento da economia - perdem os dois que não conseguiram explicar como pretendem fazer o milagre; Impostos - ganha Montenegro por ter sido mais claro a explicar o crescimento enorme da receita fiscal; Habitação - talvez o dossier mais difícil para Pedro Nuno Santos, era difícil ganhar e isso ficou claro; Educação - um empate com ambos a falar diretamente para os professores e para a necessidade de valorizar a escola pública; Saúde – os números de Montenegro abafaram um boa entrada de Pedro Nuno Santos. A questão da inauguração de 32 hospitais privados nos últimos anos contra zero públicos foi a estocada final. Pensões – era o dossiê mais difícil para Montenegro, não só pelo passado mas porque estava a falar para aquela que é a base eleitoral do PS, mas o líder do PSD conseguiu equilibrar a discussão.

No lado pessoal Pedro Nunos Santos tentou atacar a impreparação de Montenegro, acusando-o de ser aventureira e irrealista. Montenegro vingou-se pela falta de obra de ex-ministro socialista. Iguais.

No computo geral, ganha Montenegro, por pouco

Rita Ferreira

Pedro Nuno Santos – 9

Luís Montenegro – 6

Pedro Nuno Santos foi o claro vencedor do debate que opôs os dois candidatos a primeiro-ministro. Mais claro, mais assertivo, mais enérgico, dominou o debate do princípio ao fim.

E começou a dominá-lo logo, quando falou da situação dos polícias que se manifestavam do lado de fora do teatro Capitólio. Enquanto Montenegro afirmou apenas que ia negociar com as forças de segurança, Pedro Nuno Santos não teve receio de ser mais duro e, perante uma manifestação não autorizada para aquele local, pediu respeito pela ordem pública e disse que não negociaria "sob coação".

A partir daqui Pedro Nuno Santos nunca deu descanso a Montenegro. O líder do PSD conseguiu marcar alguns pontos no tema TAP, dizendo que Pedro Nuno Santos decidiu à revelia do restante governo do qual fazia parte, mas até aí Pedro Nuno Santos conseguiu capitalizar a crítica dizendo que é uma pessoa que não quer ficar à espera 50 anos por uma decisão.

Nos salários e na questão fiscal foi mais sólido que Luís Montenegro, assumindo uma posição de maior responsabilidade e acusando a AD de querer entrar numa "aventura fiscal".

Na habitação, apesar de Montenegro ter conseguido encostar Pedro Nuno Santos a um falhanço enquanto titular da pasta da habitação, quando chegou a altura de avançar com propostas, o líder do PSD pareceu sempre ficar a meio do caminho, com Pedro Nuno Santos do outro lado a não largar o pé do adversário.

E depois, as duas escorregadelas de Montenegro. Na saúde, não se percebeu o que queria dizer: se por um lado acusava o PS de ser dogmático ao recusar mais privados na saúde, dizia ao mesmo tempo que o PS deixou abrir o maior número de hospitais privados.

O segundo falhanço foi quando à acusação de Pedro Nuno Santos que de Pedro Passos Coelho não estava na campanha da AD, atirou com a falta de José Sócrates na campanha do PS. São comparáveis? Não são. E a comparação só desfavorece Passos Coelho, obviamente, que acabou colocado pelo líder do seu partido no mesmo saco de José Sócrates. Mesmo que não o quisesse fazer, foi o que aconteceu.

Por fim, a velha questão das expectativas. Pedro Nuno Santos superou-as, ao regressar ao estilo combativo que parecia ter abandonado nas últimas semanas. E Luís Montenegro, claramente, não estava preparado para ele.

Teresa Violante

Pedro Nuno Santos – 8

Luís Montenegro – 7

Um debate entre verdadeiros adversários políticos, que se veem mutuamente em campos opostos, mas a jogar o mesmo jogo, o da democracia. Com muitos despiques, a oposição entre este dois adivinha-se forte, mas dentro das fronteiras do respeito democrático. Talvez Pedro Nuno Santos tenha levado um pouco demasiado a peito os múltiplos apelos a que libertasse a sua combatividade, mas foi muito assertivo a defender o seu programa e revelou profundo conhecimento das propostas da AD.

Que a vida é irónica revela-o este debate, em 2024, em que Pedro Nuno Santos se viu forçado a, por mais de uma vez, apelar à responsabilidade financeira e à necessidade de manter o rigor orçamental, tendo sido por sua voz que o tema da austeridade foi introduzido no debate, numa referência ao recente plano francês de consolidação.

Luís Montenegro tem vindo em crescendo, na pré-campanha, e nestes debates, e tem a vantagem de poder exigir responsabilidades diretas ao seu opositor pelos oitos últimos anos de governação, pelos seus fracassos e insuficiências. Montenegro dedicou parte do seu minuto final a atacar o adversário, e, nele, a governação socialista, enquanto que Pedro Nuno Santos optou por salientar os 50 anos da democracia e o muito que, coletivamente, alcançamos até agora. Terminou o debate, portanto, como começou, quando em referência à manifestação dos polícias, enalteceu as conquistas constitucionais e democráticas.

Sebastião Bugalho

Pedro Nuno Santos – 7

Luís Montenegro – 6

Pedro Nuno Santos teve a melhor prestação em debate de todos os líderes partidários até ao último debate. Foi dele.

Ao iniciar o confronto com uma exigência de autoridade perante o cerco policial ao recinto (“A garantia de ordem é fundamental”), o líder do PS apresentou-se como o adulto na sala.

De seguida, nas questões de governabilidade e (surpreendentemente!) no aeroporto, Pedro Nuno manteve-se melhor até cerca dos 36 minutos. As suas maiores debilidades (a sua quase demissão e a TAP) mal foram tema.

Depois, em questões de políticas públicas e não de política propriamente dita (salário, impostos, habitação, rendas), Montenegro foi mais incisivo e mais completo, enquanto Pedro Nuno acabava por cair na falta de realidade (sobre os seus governos) ou no regresso ao passado (sobre o governo de Passos). Na Economia e na Educação, com propostas próprias, o socialista recuperou o pé. E na Saúde, sem surpresas, o candidato da AD ficou por cima.

No final, sobre pensões, Montenegro entregou a ‘troika’ como arma ao seu adversário e Pedro Nuno Santos terminou melhor.

Clara Ferreira Alves

Pedro Nuno Santos – 8

Luís Montenegro – 6

Foi finalmente um debate de política e de políticas.

Luís Montenegro conseguiu demonstrar que não era um simples alferes do PSD, com a sombra projetada do Chega sobre ele, mais o busto de Passos Coelho na consola da Buenos Aires. Argumentou bem em certas questões, noutra acusou certo nervosismo mudo ou exasperado perante os ataques de Pedro Nuno Santos.

O grande mérito deste debate é que por uma vez o Ventura ficou de fora, órfão e abandonado dos temas. Deixou de ser um papão.

Pedro Nuno Santos esteve claramente no seu elemento, jogando ao ataque e demonstrando preparação e autoridade, tanto mais que tinha não apenas de defender as suas posições ideológicas, mas as do passado do partido, incluindo as decisões de Sócrates. Foi o vencedor, sem esmagar o adversário. Talvez fosse melhor assim.

Esteve bem no tema da Habitação, onde as boas intenções de Montenegro e do PSD soçobraram perante a realidade do país e as cautelas do Banco de Portugal. Aliás, parecia que Montenegro estava mais à esquerda do que Pedro Nuno Santos, nas garantias públicas.

E no assalto ao Capitólio, o nosso assalto ao Capitólio, muito à portuguesa, Montenegro capitulou e Pedro Nuno Santos teve a coragem de dizer que não negoceia sob coação. Montenegro nada disse. Tal como nada disse e foi evasivo sobre a governabilidade do país caso a AD perca as eleições.

O mais interessante é que o tema central do debate foi, claramente, o Estado e o dinheiro público, a sua administração e distribuição. Em políticas públicas, nada distinguiria esta direita desta esquerda, o que as aproxima é mais do que o que as afasta. Teriam tudo para se entenderem. E deixarem o Chega de lado. Esta noite, Ventura levou um golpe rude. Montenegro defendeu políticas públicas, mais ou tanto do que Pedro Nuno Santos. E em políticas públicas o PS tem um currículo e Pedro Nuno Santos está no seu elemento natural. Nem radical nem moderado, apenas preparado e agressivo nas convicções. E um social-democrata.

O único tema onde Montenegro teve uma superioridade foi o da Saúde, onde os anos de Costa deixaram um lastro negativo. Nas pensões, Montenegro foi ao tapete, por causa do período Passos Coelho e da austeridade e memorando da troika. Ficou encolhido e sem resposta perante os ataques verbais e os factos de Pedro Nuno Santos.

Por grosso, Pedro Nuno Santos pareceu um putativo primeiro-ministro mais bem preparado e mais convicto, mais decisivo e, note-se bem, descolado de Costa. Aguentou a TAP e o aeroporto e saiu vencedor. Presume-se que quando referiu na declaração final que não gosta de quem “arrasta os pés”, sabia de quem estava a falar. Se ganhar vai aprender no cargo, e aprenderá depressa.

Luís Montenegro superou as baixas expectativas, e já foi um feito chegar aqui, mas o seu projeto transformador da sociedade baseado no choque fiscal é uma fantasia. Uma insuficiência num país com as nossas insuficiências. Pedro Nuno Santos apostou na produtividade, um cavalo velho.

Reparou-se que Luís Montenegro nunca foi um governante com pesadas responsabilidades de governo. Mas dê-se-lhe o mérito de ter aguentado os dardos de Pedro Nuno Santos. E de ter triunfado duas ou três vezes sobre as derrotas e inércias do costismo.

Mas as inércias do costismo não são de Pedro Nuno Santos. São de Costa. E Pedro Nuno Santos cavalgou sozinho. E promete não arrastar os pés.

Mas, ainda não foi um debate político que pudéssemos equiparar aos grandes debates do passado. Para quem os viu e conheceu os líderes do passado.

Tanto media training e tanto dinheiro gasto com os trainers não justificam certas lacunas de argumentação e de força ideológica. Foram, por vezes, sofríveis e artificiais em pontos onde poderiam e deveriam ser gloriosos. Montenegro não conseguiu atacar os longos anos de poder socialista. Essa a essência da derrota.

Uma última nota, a AD não existe. É o PSD e Luís Montenegro. Ponto final. O que não é mau. E a distância entre ele e Passos Coelho é enorme e visivelmente intransponível.

Nas declarações finais estiveram empatados no disparate. Luís Montenegro prometeu um país que nunca o seu partido foi capaz de construir exceto no período de Cavaco Silva e com o dinheiro da Europa. E de repente, com ele, todos os sonhos são possíveis, e é para amanhã. Os amanhãs cantam. Na Europa e no resto do mundo não concordariam.

Pedro Nuno Santos veio celebrar um país muito construído pelo seu partido, mas onde ele nunca participou a não ser na fase final, os oito anos de António Costa em que o legado e o edifício do PS sofreram umas derrocadas, precisando de ir para obras.

Daniel Oliveira

Pedro Nuno Santos – 8

Luís Montenegro – 5

Não sei se Pedro Nuno Santos esteve a ganhar balanço, mas finalmente regressou ao debate e no momento mais importante. Até pode ter havido um excesso de estamina em determinados momentos. O início marcou todos o debate: quando foi capaz de mostrar a importância da autoridade do Estado perante o cerco ilegal de polícias ao Capitólio e o candidato de direita não.

O candidato do PS tinha uma novidade guardada: não apresenta nem vota favoravelmente uma moção de rejeição do programa se houver um impasse, separando o momento da posse do momento dos orçamentos. E assim virou o jogo, com Montenegro a não ser capaz, mais uma vez, de clarificar o que fará para garantir a governabilidade. A situação inverteu-se. Porque Luís Montenegro não foi capaz de responder. Aliás, os seus primeiros dez minutos foram um acumular de não respostas.

Pedro Nuno Santos foi muitíssimo eficaz no debate económico, em que tem mais coisas para dizer para além de um milagre fiscal, a menina dos olhos da AD. Era o tema onde o líder do PSD não podia perder. E perdeu. Montenegro também perde na sua absurda tentativa de reescrever a história sobre as pensões, numa fé excessiva na capacidade de uma narrativa política refazer a experiência das pessoas.

Na habitação, a vitória de Pedro Nuno Santos era impossível e, ainda assim, Montenegro não o encostou totalmente às cordas. Na educação, a mesma direita que passou anos a falar dos exames para mostrar o facilitismo do PS, não tem a reintegração dos exames no seu programa. Mas Pedro Nuno Santos falha ao não recordar que também Luís Montenegro era, em 2019, contra a reposição da carreira dos professores, te do criticado Rui Rio por isso.

Onde Pedro Nuno Santos perdeu claramente foi no debate sobre o SNS. Perdeu, porque Montenegro usou a única arma realmente eficaz no confronto: de que vale falar de investimentos se eles são cativados? E perdeu porque não conseguiu apresentar um discurso mobilizador para além das fraturas ideológicas que, sendo bastante importantes, não chegam.

Nota final: o que passa pela cabeça de Montenegro para dar Sócrates como moeda de troca de Passos Coelho?

Uma coisa é certa: Pedro Nuno Santos voltou a ser Pedro Nuno Santos. Como os seus eleitores desesperavam para que acontecesse.

Ricardo Costa

Pedro Nuno Santos – 7

Luís Montenegro – 6

Qualquer que fosse a nota dada a Luís Montenegro, hoje Pedro Nuno Santos teria sempre mais um valor. Essa fatalidade ficou definida no primeiro minuto do debate, quando o líder do PSD tratou a manifestação ilegal de polícias junto ao Capitólio, onde decorria o debate, como qualquer outro protesto ou negociação. Pedro Nuno Santos colocou a questão no ponto certo, dizendo que as queixas dos polícias são legítimas mas lembrando que “não se negoceia sobre coação”.
Nem Pedro Passos Coelho, nem Durão, nem Cavaco, nem Santana Lopes teriam dado uma resposta diferente da de Pedro Nuno Santos e isso dá que pensar. Um candidato a primeiro-ministro não pode titubear quando está em causa a ordem pública e uma tentativa de condicionamento de um debate político.
No resto, o debate foi muito aceso, Pedro Nuno Santos mostrou o seu estilo mais clássico (onde está mais à vontade) e Luís Montenegro também perdeu parte da tranquilidade e segurança que passeou pelos outros debates para um estilo mais agressivo. Em rigor, vestiram os seus verdadeiros fatos. Como se viu, nos seus verdadeiros estilos nenhum é particularmente bom em debate televisivo.

Paulo Baldaia

Pedro Nuno Santos – 8

Luís Montenegro – 6

Pedro Nuno Santos voltou a ser Pedro Nuno Santos e surpreendeu Luís Montenegro que apareceu no grande debate mal preparado. As expectativas estavam contra o líder socialista e isso jogou a favor dele. Foi capaz de deixar o líder da AD sem respostas claras nas pensões, na economia e na segurança e muitas perguntas dos moderadores ficaram sem resposta. Foi o principio e o fim do frente-a-frente. Não serve para muito mais do que isso, mas a máquina partidária do PS ganha energia para a campanha.

 

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