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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Pena o Chicão ter sido garganeiro no começo da vida política. O Chicão atual é lufada de ar fresco

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Citação de Duda34, há 2 minutos:

Pena o Chicão ter sido garganeiro no começo da vida política. O Chicão atual é lufada de ar fresco

Muita ambição muito cedo. Mas como comentador "isento" sem nada a perder porque já está meio queimado para cargos governativos, é mais fácil, também

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Citação de SAS_Robben, há 57 minutos:

https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/comandante-nacional-da-protecao-civil-ausentou-se-do-pais-durante-crise-de-tempestades

Comandante Nacional da Proteção Civil ausentou-se do País durante crise de tempestades

Com autorização do presidente da ANEPC, Mário Silvestre foi três dias para Bruxelas depois da tempestade Ingrid, durante a tempestade Joseph e mesmo antes da Kristin.

Parabéns a todos, somos um país do krl

O homem já tinha m*rda combinadas. Meterem as tempestade nesses dias foi mesmo para o lixar.

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Citação de SAS_Robben, há 1 hora:

https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/comandante-nacional-da-protecao-civil-ausentou-se-do-pais-durante-crise-de-tempestades

Comandante Nacional da Proteção Civil ausentou-se do País durante crise de tempestades

Com autorização do presidente da ANEPC, Mário Silvestre foi três dias para Bruxelas depois da tempestade Ingrid, durante a tempestade Joseph e mesmo antes da Kristin.

Parabéns a todos, somos um país do krl

Será que a formação era sobre fenómenos meteorológicos?

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Mais vale assim, vai que estava por Portugal e ainda era chamado a comentar a situação. Que palavras ia ele usar para pedir aos afetados pelas tempestades para esperarem até julho para receberem o subsídio de férias ?

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Citação de noikeee, há 13 horas:

Muita ambição muito cedo. Mas como comentador "isento" sem nada a perder porque já está meio queimado para cargos governativos, é mais fácil, também

São poucos os políticos que se tornam comentadores que não tenham a intenção de fazer uso do espaço de comentário para voltar de forma mais sólida à política. Acredito que seja o que o Chicão procura. Mas a verdade é que terá consigo a bagagem da "morte" do CDS.

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Como um casal de refugiados alimentou um batalhão de bombeiros em Leiria antes de ver a sua quinta "totalmente devastada"

Spoiler

REPORTAGEM || O corpo de bombeiros em Pataias, Leiria, foi surpreendido por um casal de refugiados sírios que trouxe três travessas de mandi de frango antes de verem com os próprios olhos os estragos que a tempestade fez na sua quinta. Perto dali, um reformado salvou a mulher ao empurrar com os ombros uma janela projetada pelo vento

Ainda tinham sobrado alguns pernis do Motochurrasco da semana passada, mas, como Juliana Santos explica, manter uma operação de logística sem eletricidade e comunicações para dar refeições a centenas de bombeiros é “muito complicado”. No quartel de Pataias, em Leiria, têm apenas um gerador a funcionar e duas arcas frigoríficas, com iogurtes, restos de frango e canja de galinha, para alimentar toda a operação. “A comida começa a estragar.” Suspira.

É hora de almoço e Juliana anda a mil. Dentro da cozinha tem a sogra a ajudá-la, lá fora, a cortar as árvores da estrada e a dar apoio à população, tem o marido, que está no terreno desde o primeiro dia. “Ele passou logo cá a noite, nós ficámos sozinhas em casa e aquilo foi um bocado assustador. A nossa casa teve alguns danos no telhado, mas pronto, o espírito é 'primeiro estão os outros e só depois estamos nós'”. 

No canto do olho, nota uma cara conhecida. Um jovem bombeiro, com uma cicatriz ainda por sarar no nariz. Prefere não ser identificado, mas depois de ouvir as palavras de Juliana apresenta-se apenas como Pedro. “A minha mãe está em Lisboa e não sabe onde é que eu estou.” Há lágrimas que os dois tentam conter. “O que eu quero mesmo é agradecer a toda a gente porque eles têm as casas todas estragadas e vêm para aqui cuidar de nós. Esse nariz vai ficar bom, vais ver”, responde-lhe Juliana, apontando para a ferida causada a cortar árvores. É essa a prioridade dos bombeiros agora, tirar os troncos da estrada e desobstruir os cabos elétricos - sem isso não volta a haver luz. 

Até agora apareceram 350 bombeiros, polícias e militares para almoçar. Fala-se de um cenário “muito horrível”. As mesas e as cadeiras de plástico estão montadas e por lá passou o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. Quando está a sair, cruza-se com um casal que fala muito pouco português. Trazem três travessas de inox, vários garrafões de água, papel higiénico e duas caixas cheias de bananas. Recebe-os Márcio Cristo, adjunto de Comando daquela corporação. “Eia, tanto comer. Graças a Deus, estávamos a pensar o que íamos comer”, agradece, enquanto os encaminha para dentro do pavilhão e admite que não têm recebido muitos alimentos nestes dias. 

“É tudo o que podemos fazer para ajudar”, respondem Alan e Ramia Ghunim, que acordaram às 06:00 para cozinharem mandi de frango com cenoura e fizeram 129 quilómetros até chegarem ali. Contam que têm uma quinta perto de Pataias, em Pisões, onde fabricam mel e colhem azeitonas. “Plantamos, irrigamos e cultivamos ao fim de semana e depois trazemos de volta para Lisboa.” Na capital, em Moscavide, têm um restaurante de comida caseira síria, chama-se Tayybeh. Prometem voltar amanhã com mais mantimentos.

697d00b8d34e92a344983c66 Ramia Ghunim e Márcio Cristo no quartel de bombeiros de Pataias 

Cai uma carga de água, mas Alan e Ramia não ficam para almoçar. Metem-se no carro e guiam até à Quinta Damasco. No caminho até lá, contam que não era o sonho de nenhum deles abrir um restaurante. Aliás, riem-se quando se coloca essa questão. “Somos os dois engenheiros informáticos, mas com a guerra tivemos de recomeçar.” Refugiados da Síria, chegaram a Portugal em 2015, onde começaram a trabalhar numa empresa de catering até terem dinheiro suficiente para arrendar o espaço do restaurante. “Depois veio a pandemia e mais uma vez tivemos de recomeçar.” 

Alan é daquelas pessoas que sorriem quando está nervoso e foi com um sorriso nervoso que parou o carro ao pé de uma árvore que esborrachava a entrada para a sua quinta. A solução é saltar por cima da vedação, caminhar entre restos de eucaliptos e troncos de oliveiras, e correr até um conjunto de colmeias em madeira e aço. “Eram oito”, conta, já só restam quatro. “São criaturas fascinantes”, diz ao chegar a um pequeno pátio dizimado pela queda de pinheiros e pelo resvalar de um ribeiro que da noite para o dia “cresceu pelo menos meio metro”. 

"Parece que um gigante pisou todas estas árvores"

697d029ed34e0ec52ec2f1e4 Alan observa os estragos na Quinta Damasco

“Está totalmente devastada, vamos ter de reconstruir novamente”, diz, enquanto olha para Ramia e aponta que irá demorar meses até que a situação seja remediada. Alan chega a sugerir fazê-lo sem ajuda, mas a mulher lembra-o de que nunca aprendeu a usar uma motosserra. “Além disso, entre materiais e gasolina, não temos dinheiro para o fazer.” Os dois regressam a Lisboa pouco depois para ainda conseguirem servir jantares no restaurante. Quase a chegar à autoestrada, Alan olha para o pinhal. “Não há explicação, parece que um gigante pisou todas estas árvores.” 

Do outro lado do pinhal, Fernando e Celeste Ferreira empunham uma esfregona ao pé de uma loja repleta de cacos de vidro. “Olhe, o vento partiu os dois vidros, mas pronto, a loja também estava vazia e só servia para arrumações”, conta Celeste, explicando que seria pior se os vidros de casa se tivessem partido também. “Tinhas morrido, a violência que era”, diz o marido, Fernando, que ficou duas horas a empurrar a janela com o ombro para que ela não fosse projetada para dentro de casa. 

697d00b6d34e0ec52ec2f18d Fernando e Celeste Ferreira ao lado da sua loja em Pataias

Não era uma janela qualquer. “Era uma sacada que ia até ao chão.” Às quatro da manhã, acordou com o som do vento. “Tenho 76 anos, nunca vi nada parecido com isto”. Os cremones da parte de cima do vidro soltaram-se e Fernando só teve tempo de tirar a mulher da cama e de se atirar contra a janela. “A janela chegava a deslocar-se 10 centímetros.” Explica que, naquele momento, Celeste foi ao rés-do-chão buscar um martelo e uma chave de fendas para desmontar os cremones e conseguir defender-se melhor. 

A empurrar a janela, Fernando conta que via o pinhal a desfazer-se numa agressividade misteriosa. “Como é que estas árvores todas seguidas racham ao meio? Se fossem arrancadas do chão era normal, mas partir assim não há explicação.” Fernando continuou a segurar até às 06:45, mais ou menos a hora em que o vento acalmou. Quando se lhe pergunta se se aleijou: encolhe apenas os ombros. 

Pior ficou a loja de ferramentas que abriu quando se mudou de Coimbra para cá. Não tem janelas e a água percorre livremente o chão. “Isto também tem só servido de lixeira”, diz, explicando que, em tempos, teve a ideia de a recuperar para fazer dela um T1. “Sabe que mais? A tempestade motivou-me para pegar na obra.”

 

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nunca provei mas fiquei com vontade de comer esse mandi de frango 

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No meio da desgraça as consequências políticas são secundárias, mas tou com algum receio que as chuvadas e a revolta com a resposta do governo, resultem em voto de protesto no gajo que vocês sabem

Não tem nada a ver, o Seguro é o último gajo que tem culpa, mas as pessoas com a frustração...

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Citação de noikeee, há 1 hora:

No meio da desgraça as consequências políticas são secundárias, mas tou com algum receio que as chuvadas e a revolta com a resposta do governo, resultem em voto de protesto no gajo que vocês sabem

Não tem nada a ver, o Seguro é o último gajo que tem culpa, mas as pessoas com a frustração...

A ideia que tenho é que as pessoas não têm achado muita piada às encenações do Ventura.

  • Concordo! 3

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Citação de smashing_pumpkin , há 24 minutos:

A ideia que tenho é que as pessoas não têm achado muita piada às encenações do Ventura.

também não tinham achado piada ao refluxo gástrico...

estes tipos parecem revestidos de teflon.

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Citação de Jimpo, há 2 horas:

nunca provei mas fiquei com vontade de comer esse mandi de frango 

Já tenho o que cozinhar no sábado ao almoço 

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Citação de rcoelho14, há 3 horas:

Como um casal de refugiados alimentou um batalhão de bombeiros em Leiria antes de ver a sua quinta "totalmente devastada"

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REPORTAGEM || O corpo de bombeiros em Pataias, Leiria, foi surpreendido por um casal de refugiados sírios que trouxe três travessas de mandi de frango antes de verem com os próprios olhos os estragos que a tempestade fez na sua quinta. Perto dali, um reformado salvou a mulher ao empurrar com os ombros uma janela projetada pelo vento

Ainda tinham sobrado alguns pernis do Motochurrasco da semana passada, mas, como Juliana Santos explica, manter uma operação de logística sem eletricidade e comunicações para dar refeições a centenas de bombeiros é “muito complicado”. No quartel de Pataias, em Leiria, têm apenas um gerador a funcionar e duas arcas frigoríficas, com iogurtes, restos de frango e canja de galinha, para alimentar toda a operação. “A comida começa a estragar.” Suspira.

É hora de almoço e Juliana anda a mil. Dentro da cozinha tem a sogra a ajudá-la, lá fora, a cortar as árvores da estrada e a dar apoio à população, tem o marido, que está no terreno desde o primeiro dia. “Ele passou logo cá a noite, nós ficámos sozinhas em casa e aquilo foi um bocado assustador. A nossa casa teve alguns danos no telhado, mas pronto, o espírito é 'primeiro estão os outros e só depois estamos nós'”. 

No canto do olho, nota uma cara conhecida. Um jovem bombeiro, com uma cicatriz ainda por sarar no nariz. Prefere não ser identificado, mas depois de ouvir as palavras de Juliana apresenta-se apenas como Pedro. “A minha mãe está em Lisboa e não sabe onde é que eu estou.” Há lágrimas que os dois tentam conter. “O que eu quero mesmo é agradecer a toda a gente porque eles têm as casas todas estragadas e vêm para aqui cuidar de nós. Esse nariz vai ficar bom, vais ver”, responde-lhe Juliana, apontando para a ferida causada a cortar árvores. É essa a prioridade dos bombeiros agora, tirar os troncos da estrada e desobstruir os cabos elétricos - sem isso não volta a haver luz. 

Até agora apareceram 350 bombeiros, polícias e militares para almoçar. Fala-se de um cenário “muito horrível”. As mesas e as cadeiras de plástico estão montadas e por lá passou o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. Quando está a sair, cruza-se com um casal que fala muito pouco português. Trazem três travessas de inox, vários garrafões de água, papel higiénico e duas caixas cheias de bananas. Recebe-os Márcio Cristo, adjunto de Comando daquela corporação. “Eia, tanto comer. Graças a Deus, estávamos a pensar o que íamos comer”, agradece, enquanto os encaminha para dentro do pavilhão e admite que não têm recebido muitos alimentos nestes dias. 

“É tudo o que podemos fazer para ajudar”, respondem Alan e Ramia Ghunim, que acordaram às 06:00 para cozinharem mandi de frango com cenoura e fizeram 129 quilómetros até chegarem ali. Contam que têm uma quinta perto de Pataias, em Pisões, onde fabricam mel e colhem azeitonas. “Plantamos, irrigamos e cultivamos ao fim de semana e depois trazemos de volta para Lisboa.” Na capital, em Moscavide, têm um restaurante de comida caseira síria, chama-se Tayybeh. Prometem voltar amanhã com mais mantimentos.

697d00b8d34e92a344983c66 Ramia Ghunim e Márcio Cristo no quartel de bombeiros de Pataias 

Cai uma carga de água, mas Alan e Ramia não ficam para almoçar. Metem-se no carro e guiam até à Quinta Damasco. No caminho até lá, contam que não era o sonho de nenhum deles abrir um restaurante. Aliás, riem-se quando se coloca essa questão. “Somos os dois engenheiros informáticos, mas com a guerra tivemos de recomeçar.” Refugiados da Síria, chegaram a Portugal em 2015, onde começaram a trabalhar numa empresa de catering até terem dinheiro suficiente para arrendar o espaço do restaurante. “Depois veio a pandemia e mais uma vez tivemos de recomeçar.” 

Alan é daquelas pessoas que sorriem quando está nervoso e foi com um sorriso nervoso que parou o carro ao pé de uma árvore que esborrachava a entrada para a sua quinta. A solução é saltar por cima da vedação, caminhar entre restos de eucaliptos e troncos de oliveiras, e correr até um conjunto de colmeias em madeira e aço. “Eram oito”, conta, já só restam quatro. “São criaturas fascinantes”, diz ao chegar a um pequeno pátio dizimado pela queda de pinheiros e pelo resvalar de um ribeiro que da noite para o dia “cresceu pelo menos meio metro”. 

"Parece que um gigante pisou todas estas árvores"

697d029ed34e0ec52ec2f1e4 Alan observa os estragos na Quinta Damasco

“Está totalmente devastada, vamos ter de reconstruir novamente”, diz, enquanto olha para Ramia e aponta que irá demorar meses até que a situação seja remediada. Alan chega a sugerir fazê-lo sem ajuda, mas a mulher lembra-o de que nunca aprendeu a usar uma motosserra. “Além disso, entre materiais e gasolina, não temos dinheiro para o fazer.” Os dois regressam a Lisboa pouco depois para ainda conseguirem servir jantares no restaurante. Quase a chegar à autoestrada, Alan olha para o pinhal. “Não há explicação, parece que um gigante pisou todas estas árvores.” 

Do outro lado do pinhal, Fernando e Celeste Ferreira empunham uma esfregona ao pé de uma loja repleta de cacos de vidro. “Olhe, o vento partiu os dois vidros, mas pronto, a loja também estava vazia e só servia para arrumações”, conta Celeste, explicando que seria pior se os vidros de casa se tivessem partido também. “Tinhas morrido, a violência que era”, diz o marido, Fernando, que ficou duas horas a empurrar a janela com o ombro para que ela não fosse projetada para dentro de casa. 

697d00b6d34e0ec52ec2f18d Fernando e Celeste Ferreira ao lado da sua loja em Pataias

Não era uma janela qualquer. “Era uma sacada que ia até ao chão.” Às quatro da manhã, acordou com o som do vento. “Tenho 76 anos, nunca vi nada parecido com isto”. Os cremones da parte de cima do vidro soltaram-se e Fernando só teve tempo de tirar a mulher da cama e de se atirar contra a janela. “A janela chegava a deslocar-se 10 centímetros.” Explica que, naquele momento, Celeste foi ao rés-do-chão buscar um martelo e uma chave de fendas para desmontar os cremones e conseguir defender-se melhor. 

A empurrar a janela, Fernando conta que via o pinhal a desfazer-se numa agressividade misteriosa. “Como é que estas árvores todas seguidas racham ao meio? Se fossem arrancadas do chão era normal, mas partir assim não há explicação.” Fernando continuou a segurar até às 06:45, mais ou menos a hora em que o vento acalmou. Quando se lhe pergunta se se aleijou: encolhe apenas os ombros. 

Pior ficou a loja de ferramentas que abriu quando se mudou de Coimbra para cá. Não tem janelas e a água percorre livremente o chão. “Isto também tem só servido de lixeira”, diz, explicando que, em tempos, teve a ideia de a recuperar para fazer dela um T1. “Sabe que mais? A tempestade motivou-me para pegar na obra.”

 

 

Citação

"Alan é daquelas pessoas que sorriem quando está nervoso e foi com um sorriso nervoso que parou o carro ao pé de uma árvore que esborrachava a entrada para a sua quinta"

O jornalista também tem um papel de contador de histórias, mas há jornalistas que se deixam levar pelo sonho romancista. Que frase é esta, meu?

Editado por andriy pereplyotkin
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O Chicão a dar-lhe nos comentários do Instagram.

IL diz que teve duas queixas de assédio, mas nenhuma contra João Cotrim Figueiredo

Spoiler

A Iniciativa Liberal (IL) afirmou esta quarta-feira que nunca existiu “qualquer insinuação, relato, queixa ou denúncia” envolvendo João Cotrim Figueiredo, desde que o partido foi fundado, em 2017. Num comunicado enviado às redacções, a direcção liberal afirma que houve duas queixas de assédio em toda a história do partido, mas nenhuma delas foi dirigida ao antigo líder e actual eurodeputado.

Segundo a IL, o partido foi confrontado por duas vezes com situações "desta natureza". A primeira deu origem a um "processo formal, que seguiu todos os trâmites que se exigiam, tanto legais como internos", que acabou por ser arquivado.

A segunda situação, segundo a IL, não identificava factos concretos nem apresentava quaisquer evidências. Ainda assim, o partido diz ter "desenvolvido tentativas para que a mesma fosse desenvolvida ou concretizada, sem nunca ter obtido qualquer resposta por parte da sua autora" e que "apesar disso, foi dado seguimento a uma averiguação independente, recorrendo a suporte jurídico externo, que envolveu toda a informação que foi possível reunir e da qual saiu a conclusão de que não havia quaisquer evidências da veracidade da situação relatada".

Esta informação nega, assim, o testemunho dado pela antiga assessora do grupo parlamentar da IL, a advogada e consultora jurídica Inês Bichão, que na manhã de 15 de Janeiro, em comunicado, afirmou que "os factos em causa" — o alegado assédio de João Cotrim Figueiredo — "foram reportados em sede interna no decurso de 2023".

Nesse mesmo dia, ao início da noite, a presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, desmentiu o comunicado da ex-assessora e assegurou que “não há, nem nunca houve, qualquer queixa, relato ou denúncia” de assédio sexual envolvendo o candidato presidencial Cotrim Figueiredo.

Agora, perante o que considera serem “suspeitas infundadas e danosas”, a Iniciativa Liberal anunciou a nomeação do advogado Paulo Saragoça da Matta, especialista em Direito Penal, como seu mandatário, ficando este responsável pela representação do partido nas “reacções judiciais que se impõem”.

Questionada pelo PÚBLICO, a IL não esclarece se estas reacções judiciais dizem respeito a um novo processo ou à representação na queixa de difamação anunciada por João Cotrim Figueiredo.

 

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Quando o Cotrim oficializar a criação de um partido a IL vai dizer que afinal sempre eram contra ele as acusações.

Sobre o Chicão, tem 37/38 anos, ainda vai muito a tempo de ter uma segunda vida política.

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Citação de Axadrezado, há 3 minutos:

Quando o Cotrim oficializar a criação de um partido a IL vai dizer que afinal sempre eram contra ele as acusações.

Sobre o Chicão, tem 37/38 anos, ainda vai muito a tempo de ter uma segunda vida política.

Sobre o Chicão, ainda o consigo ver a surgir com um partido novo, cristão e centrista.
Até porque não vejo em que partido esta versão dele possa encaixar, dado que o PSD e CDS atuais se têm vindo a extremar um bocado a tentar comer o eleitorado do Chega.

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Portanto existiu um partido que para benefícios eleitorais omitiu a existência de queixas de assédio no partido? 

Giro, giro. Estou expectante para as duras consequências que daí irão certamente surgir. 

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Citação de rcoelho14, há 5 horas:

Como um casal de refugiados alimentou um batalhão de bombeiros em Leiria antes de ver a sua quinta "totalmente devastada"

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REPORTAGEM || O corpo de bombeiros em Pataias, Leiria, foi surpreendido por um casal de refugiados sírios que trouxe três travessas de mandi de frango antes de verem com os próprios olhos os estragos que a tempestade fez na sua quinta. Perto dali, um reformado salvou a mulher ao empurrar com os ombros uma janela projetada pelo vento

Ainda tinham sobrado alguns pernis do Motochurrasco da semana passada, mas, como Juliana Santos explica, manter uma operação de logística sem eletricidade e comunicações para dar refeições a centenas de bombeiros é “muito complicado”. No quartel de Pataias, em Leiria, têm apenas um gerador a funcionar e duas arcas frigoríficas, com iogurtes, restos de frango e canja de galinha, para alimentar toda a operação. “A comida começa a estragar.” Suspira.

É hora de almoço e Juliana anda a mil. Dentro da cozinha tem a sogra a ajudá-la, lá fora, a cortar as árvores da estrada e a dar apoio à população, tem o marido, que está no terreno desde o primeiro dia. “Ele passou logo cá a noite, nós ficámos sozinhas em casa e aquilo foi um bocado assustador. A nossa casa teve alguns danos no telhado, mas pronto, o espírito é 'primeiro estão os outros e só depois estamos nós'”. 

No canto do olho, nota uma cara conhecida. Um jovem bombeiro, com uma cicatriz ainda por sarar no nariz. Prefere não ser identificado, mas depois de ouvir as palavras de Juliana apresenta-se apenas como Pedro. “A minha mãe está em Lisboa e não sabe onde é que eu estou.” Há lágrimas que os dois tentam conter. “O que eu quero mesmo é agradecer a toda a gente porque eles têm as casas todas estragadas e vêm para aqui cuidar de nós. Esse nariz vai ficar bom, vais ver”, responde-lhe Juliana, apontando para a ferida causada a cortar árvores. É essa a prioridade dos bombeiros agora, tirar os troncos da estrada e desobstruir os cabos elétricos - sem isso não volta a haver luz. 

Até agora apareceram 350 bombeiros, polícias e militares para almoçar. Fala-se de um cenário “muito horrível”. As mesas e as cadeiras de plástico estão montadas e por lá passou o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. Quando está a sair, cruza-se com um casal que fala muito pouco português. Trazem três travessas de inox, vários garrafões de água, papel higiénico e duas caixas cheias de bananas. Recebe-os Márcio Cristo, adjunto de Comando daquela corporação. “Eia, tanto comer. Graças a Deus, estávamos a pensar o que íamos comer”, agradece, enquanto os encaminha para dentro do pavilhão e admite que não têm recebido muitos alimentos nestes dias. 

“É tudo o que podemos fazer para ajudar”, respondem Alan e Ramia Ghunim, que acordaram às 06:00 para cozinharem mandi de frango com cenoura e fizeram 129 quilómetros até chegarem ali. Contam que têm uma quinta perto de Pataias, em Pisões, onde fabricam mel e colhem azeitonas. “Plantamos, irrigamos e cultivamos ao fim de semana e depois trazemos de volta para Lisboa.” Na capital, em Moscavide, têm um restaurante de comida caseira síria, chama-se Tayybeh. Prometem voltar amanhã com mais mantimentos.

697d00b8d34e92a344983c66 Ramia Ghunim e Márcio Cristo no quartel de bombeiros de Pataias 

Cai uma carga de água, mas Alan e Ramia não ficam para almoçar. Metem-se no carro e guiam até à Quinta Damasco. No caminho até lá, contam que não era o sonho de nenhum deles abrir um restaurante. Aliás, riem-se quando se coloca essa questão. “Somos os dois engenheiros informáticos, mas com a guerra tivemos de recomeçar.” Refugiados da Síria, chegaram a Portugal em 2015, onde começaram a trabalhar numa empresa de catering até terem dinheiro suficiente para arrendar o espaço do restaurante. “Depois veio a pandemia e mais uma vez tivemos de recomeçar.” 

Alan é daquelas pessoas que sorriem quando está nervoso e foi com um sorriso nervoso que parou o carro ao pé de uma árvore que esborrachava a entrada para a sua quinta. A solução é saltar por cima da vedação, caminhar entre restos de eucaliptos e troncos de oliveiras, e correr até um conjunto de colmeias em madeira e aço. “Eram oito”, conta, já só restam quatro. “São criaturas fascinantes”, diz ao chegar a um pequeno pátio dizimado pela queda de pinheiros e pelo resvalar de um ribeiro que da noite para o dia “cresceu pelo menos meio metro”. 

"Parece que um gigante pisou todas estas árvores"

697d029ed34e0ec52ec2f1e4 Alan observa os estragos na Quinta Damasco

“Está totalmente devastada, vamos ter de reconstruir novamente”, diz, enquanto olha para Ramia e aponta que irá demorar meses até que a situação seja remediada. Alan chega a sugerir fazê-lo sem ajuda, mas a mulher lembra-o de que nunca aprendeu a usar uma motosserra. “Além disso, entre materiais e gasolina, não temos dinheiro para o fazer.” Os dois regressam a Lisboa pouco depois para ainda conseguirem servir jantares no restaurante. Quase a chegar à autoestrada, Alan olha para o pinhal. “Não há explicação, parece que um gigante pisou todas estas árvores.” 

Do outro lado do pinhal, Fernando e Celeste Ferreira empunham uma esfregona ao pé de uma loja repleta de cacos de vidro. “Olhe, o vento partiu os dois vidros, mas pronto, a loja também estava vazia e só servia para arrumações”, conta Celeste, explicando que seria pior se os vidros de casa se tivessem partido também. “Tinhas morrido, a violência que era”, diz o marido, Fernando, que ficou duas horas a empurrar a janela com o ombro para que ela não fosse projetada para dentro de casa. 

697d00b6d34e0ec52ec2f18d Fernando e Celeste Ferreira ao lado da sua loja em Pataias

Não era uma janela qualquer. “Era uma sacada que ia até ao chão.” Às quatro da manhã, acordou com o som do vento. “Tenho 76 anos, nunca vi nada parecido com isto”. Os cremones da parte de cima do vidro soltaram-se e Fernando só teve tempo de tirar a mulher da cama e de se atirar contra a janela. “A janela chegava a deslocar-se 10 centímetros.” Explica que, naquele momento, Celeste foi ao rés-do-chão buscar um martelo e uma chave de fendas para desmontar os cremones e conseguir defender-se melhor. 

A empurrar a janela, Fernando conta que via o pinhal a desfazer-se numa agressividade misteriosa. “Como é que estas árvores todas seguidas racham ao meio? Se fossem arrancadas do chão era normal, mas partir assim não há explicação.” Fernando continuou a segurar até às 06:45, mais ou menos a hora em que o vento acalmou. Quando se lhe pergunta se se aleijou: encolhe apenas os ombros. 

Pior ficou a loja de ferramentas que abriu quando se mudou de Coimbra para cá. Não tem janelas e a água percorre livremente o chão. “Isto também tem só servido de lixeira”, diz, explicando que, em tempos, teve a ideia de a recuperar para fazer dela um T1. “Sabe que mais? A tempestade motivou-me para pegar na obra.”

 

Mas... Mas... O Afonso p*xa mole diz que só vê portugueses a ir levar comida e estrangeiros a ir buscá-la 😭

  • Triste 1

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O Ventura não tem assessores? Então foi visitar uma empresa que dos 80 trabalhadores apenas 1 é português e que o patrão diz que se não fossem os imigrantes a empresa dele fechava? 

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