Burkina2008 Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Brahimi, há 4 horas: Os preços do arrendamento estão sempre relacionados com os preços de compra, mesmo que outros factores possam afectá-la. E, mais uma vez, esse raciocínio de pagar ao banco e ficar com a casa vs pagar ao senhorio é falacioso e estao-se a comparar laranjas com maçãs. Ver este vídeo https://youtu.be/Uwl3-jBNEd4 Isto são só alguns dos pontos básicos, há carradas de outras considerações a ter em conta e papers académicos sobre o assunto. Infelizmente toda a gente cresce a seguir a sabedoria popular, e errada, de que comprar casa é necessariamente bom e é o objectivo financeiro que toda a gente tem, apesar de não saberem porquê. Hmmm estas errado e esse video e pura publicidade e alem disso baseia/se no modelo americano. POrtugal nao tem property tax de 1%, nem sequer perto disso, nem custos de manutencao desse nivel porque a qualidade da construcao na Europa é inigualavel em comparacao com a dos States. O que tu tas a dizer é que os custos irrecuperaveis de comprar casa excedem ou igualam os de arrendar. Se assim fosse os senhorios nao faziam dinheiro. Tu quando arrendas estas a pagar ao senhorio, custo de manutencao+IMI+profit, quando tens uma casa propria estas a pagar manutencao+IMI+prestacao ao banco+juro. O que tu dizes faz sentido se profit do senhorio for menor do que juro pago sobre a prestacao (deduzindo inflacao), o que a nao ser que estejamos a falar de rendas antigas controladas é quase impossivel. Assim sendo no mercado portugues faz mais sentido a nivel economico comprar casa do que arrendar. Outros mercados como o americano onde as casas sao uma m*rda e o property tax é 1% ja pode ser diferente, dependendo dobretudo da taxa de juro a altura. Vamos a um exemplo pratico. Compras uma casa de 550,000 Euros. Das 50,000 de entrada e pedes 500,000 emprestados a 20 anos., basicamente aos juros de hoje vais andar a pagar a volta de 3200 Euros mes, dos quais 1000 podem ser considerados juros. Os teus gastos irrecuperaveis vao ser 12x1000 + IMI 0.30% (1650 Euros) + condominio (1200 Euros ano) + vamos dizer 0.5% para obras futuras (2250 Euros) = Anualmente 15500 Euros ou seja a volta de 1300 Euros mes. Agora encontra-me uma casa que custe a volta de meio milhao de Euros que esteja a ser alugada por 1300 Euros ou menos por mes. Nao consegues porque o senhorio a nao ser que ja tenha pago a casa na totalidade tambem tem os mesmos 1300 Euros de custos irrecuperaveis a nivel mensal (ate mais porque as casas alugadas teem maior desgaste) e acima disso tem de realizar profit e pagar impostos sobre isso. Dai que uma casa desse valor deve andar a volta dos 2500 Euros de renda neste momento. 9 Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 As medidas são, genericamente, horríveis. Foram todas ao lado, mas nada que se esperasse num governo cheio de incompetentes, jotinhas e boys. Onde o Estado devia mexer, do lado da oferta, pouco ou nada faz e continuamos a ser dos países da UE com menos habitação pública. Citação de Ghelthon, há 13 horas: Porquê? Há municípios a fazer isto, aliás vivi 3 anos no Fundão nesse sistema. Porque não resolve o problema de fundo da habitação em Portugal. A teoria que circula é que o pessoal não consegue comprar/arrendar casa porque elas estão muito caras. A realidade é que as casas estão caras porque não há casas e é por isso que o preço sobe. Se hoje limitares o valor das rendas, vais beneficiar que já é inquilino. Vais prejudicar o Estado que arrecada menos impostos, os senhorios que vão ganhar menos dinheiro e os que querem casa e não vão conseguir tê-la na mesma porque não há. Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Tio Hans, há 10 minutos: Se hoje limitares o valor das rendas, vais beneficiar que já é inquilino. Os limites irão, contudo, aplicar-se apenas às casas que já estavam no mercado nos últimos cinco anos; para aquelas que só agora entrarem no mercado de arrendamento, não haverá qualquer limite às rendas praticadas. Queres explicar essa ideia tendo em conta isto em cima, Tio ? Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de HappyKing, há 10 minutos: Os limites irão, contudo, aplicar-se apenas às casas que já estavam no mercado nos últimos cinco anos; para aquelas que só agora entrarem no mercado de arrendamento, não haverá qualquer limite às rendas praticadas. Queres explicar essa ideia tendo em conta isto em cima, Tio ? Então, quem já tem as casas arrendadas vai ter limites à renda que pode cobrar, ou não? Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Tio Hans, há 13 minutos: Então, quem já tem as casas arrendadas vai ter limites à renda que pode cobrar, ou não? Se fizer novos contratos apenas. Não se aplica a contratos já realizados previamente. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de HappyKing, há 1 minuto: Se fizer novos contratos apenas. Certo. Resumindo, quem já é inquilino não vai ter interesse em sair. Está a criar uma distorção brutal entre pessoas iguais, os sortudos que só agora vão meter a casa para arrendar e os que já o faziam... Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Tio Hans, há 1 minuto: Certo. Resumindo, quem já é inquilino não vai ter interesse em sair. Está a criar uma distorção brutal entre pessoas iguais, os sortudos que só agora vão meter a casa para arrendar e os que já o faziam... Certo, não coloco em causa. O que eu não tinha percebido inicialmente foi o teu 'beneficiar quem já é inquilino' quando precisamente a medida não se aplica a quem colocar a casa no mercado de arrendamento agora. No fundo, a ideia parece ser evitar que os senhorios corram para uma renegociação do contrato subindo as rendas consideravelmente, não o fazendo para os senhorios novos para não causar um fator extra a que prefiram não colocar essas casas no mercado. Mas percebo claramente a tua ideia. De resto essa distorção entre pessoas também se dá no caso do alojamento local como coloquei na página anterior. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 17 Fevereiro 2023 A construção de habitação pública por mais necessária que seja, e é, não é uma medida a curto prazo nem ajuda a mitigar o problema que se está a tentar resolver agora que é o de famílias pobres num país pobre não terem mais 200 ou 300€ por mês para pagar juros ao banco. E de resto continuo muito pouco convencido com essa história de não haver casas em Portugal e a solução passar por construir mais. Talvez não haja 'liquidez' de casas disponíveis suficientes quando existe o número absurdo de casas vazias, e aqui incluo os prédios devolutos, casas vazias que não estão no mercado e casas que foram compradas e pura e simplesmente não são habitadas. O que a juntar aos alojamento locais é capaz de explicar melhor o que se passa do que apenas a falta de nova construção. Em relação à opinião contenciosa de castigar quem é irresponsável financeiramente, da mesma maneira que não gosto de andar a pagar dívidas dos bancos do meu bolso também não gosto da ideia de andar a pagar as dívidas de quem vive irresponsavelmente. Mas estamos a falar de habitação, não estamos a falar de créditos para irem de férias e sinceramente entristece-me que a primeira reacção de alguém, quando é anunciada uma medida de apoio deste género, seja sentir-se injustiçado porque quem escolheu taxas variáveis em vez de taxas fixas e agora não sabe como pagar a casa não vai ficar em risco de a perder. 2 3 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 17 Fevereiro 2023 (editado) Citação de noikeee, há 7 horas: A) experimentar construir alguma habitação pública direcionada à classe média, aproveitando isso para desenvolver alguns subúrbios das grandes cidades como polos habitacionais, podendo coordená-los com novos transporte públicos e deixando espaços livres perto dos blocos de apartamentos públicos, para investimentos privados B) aumentar a carga fiscal sobre habitações não ocupadas há mais de X anos C) impor um limite ao aumento das rendas a um X% abaixo da inflação até a situação na habitação estar um pouco mais normalizada A primeira já se encontra neste momento em curso através do dinheiro do PRR (a parte da habitação pública para classe média). A segunda tenho ideia que já assim é ao dia de hoje - tenho até ideia da ministra falar sobre isso precisamente ontem na conferência: https://www.doutorfinancas.pt/impostos/imi-a-triplicar-para-casas-devolutas-saiba-em-que-autarquias-se-aplica/ Editado 17 Fevereiro 2023 por HappyKing Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 17 Fevereiro 2023 (editado) Citação de Tio Hans, há 59 minutos: Porque não resolve o problema de fundo da habitação em Portugal. O que resolve o problema de fundo é haver mais casas, é simples. Agora, não é uma solução em que se agita uma varinha e fica resolvido, logo são precisas medidas intermédias (isto assumindo que a visão é essa, o que duvido). Citação de whatever, há 6 minutos: E de resto continuo muito pouco convencido com essa história de não haver casas em Portugal e a solução passar por construir mais. Talvez não haja 'liquidez' de casas disponíveis suficientes quando existe o número absurdo de casas vazias, e aqui incluo os prédios devolutos, casas vazias que não estão no mercado e casas que foram compradas e pura e simplesmente não são habitadas. O que a juntar aos alojamento locais é capaz de explicar melhor o que se passa do que apenas a falta de nova construção. Falta de oferta de habitação? Portugal tem 723 mil casas vazias (mais de 150 mil só na zona de Lisboa) – Observador Imagina o que 723 mil casas poderiam fazer ao mercado. Imagina o que poderia fazer ao mercado se o Governo convertesse em residências universitárias algumas instalações militares e outras que estão hoje vazias/devolutas, tirando também essa malta do mercado de arrendamento "normal" (ainda ontem vi que foram varrer este quartel, cheio de drogados, por exemplo). Etc. etc. etc. Editado 17 Fevereiro 2023 por Ghelthon Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 17 Fevereiro 2023 (editado) A Madeira na última década perdeu 6,4% da população. No entanto, também estamos a passar por uma situação crítica em termos de habitação. E só quem não vê é que pode dizer que não há construção imobiliária na Madeira. Aliás, parecem cogumelos por aqui. O problema é que agora só se constrói t2 para cima de 400mil euros e muitos desses prédios apesar de serem todos vendidos, estão parcialmente vazios, uma pequena parte com estrangeiros residentes em algumas alturas do ano e outra parte em AL não declarado. O madeirense que ainda vai conseguindo comprar vai vivendo em prédios vazios e muitos até são segundas casas. Editado 17 Fevereiro 2023 por smashing_pumpkin 1 Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 17 Fevereiro 2023 (editado) É um exercício engraçado perguntar a conhecidos que vivem em prédios, se tem pelo menos um apartamento desabitado. Citação de Gilberto Carlos, há 9 horas: Alguém consegue a noticia completa? Não percebo porque esse tipo de notícias não é "aberta". Mas penso ser isto: Apoiar as famílias Em quinto, medidas para apoiar as famílias quer no contrato de arrendamento, quer no crédito à habitação. Para ajudar a reduzir o endividamento das famílias «permite-se a isenção do imposto de mais-valias da venda de uma casa para amortização do crédito à habitação do próprio ou de um seu descendente». Determina-se que todas as instituições financeiras que praticam crédito imobiliário têm de oferecer crédito a taxa fixa. Cria-se um apoio para créditos até 200 mil euros de famílias tributadas até ao 6.º escalão do IRS, o Estado bonificando o juro em 50% do valor acima do valor máximo a que foi sujeita a família no teste de stress que fez quando contratou o crédito. No valor dos contratos de arrendamento já em vigor, atribui-se aos agregados familiares que tenham rendimentos até ao 6.º escalão de IRS inclusive e uma taxa de esforço superior a 35% e uma renda de casa no limites fixados pelo IHRU para o respetivo concelho, um subsídio do Estado até ao limite máximo de 200 euros mensais para as rendas. https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/noticia?i=governo-aprova-pacote-mais-habitacao Editado 17 Fevereiro 2023 por kareca Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 17 Fevereiro 2023 (editado) Citação de kareca, há 3 minutos: É um exercício engraçado perguntar a conhecidos que vivem em prédios, se tem pelo menos um apartamento desabitado. Não percebo porque esse tipo de notícias não é "aberta" No meu, tem um desabitado no R/C. É de uns emigrantes, acho eu. E acredito que toda a gente conheça, pelo menos, um caso assim Editado 17 Fevereiro 2023 por Gilberto Carlos Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Gilberto Carlos, há 5 minutos: No meu, tem um desabitado no R/C. É de uns emigrantes, acho eu. E acredito que toda a gente conheça, pelo menos, um caso assim Aqui no meu (Sintra), há dois e no da minha mãe (Oeiras), mais dois. Compartilhar este post Link para o post
Dante Allighieri Publicado 17 Fevereiro 2023 É obviamente um conjunto de fatores: A crise que durante alguns anos fez parar a construção civil. A chegada de centenas de milhares de estrangeiros, uns pelos vistos Gold, outros à procura de melhorares condições de vida da que têm nos seus países, outros por ser "moda" morar em Portugal, etc. A continuada tendência de acharmos todos que temos que morar no mesmos lugares. O preço da construção disparou. Continua a ser um calvário o processo de licenças nas Câmaras Municipais. Juros bancários não rendem nada, quem tem algum dinheiro investe em imobiliário. E podem acrescentar certamente muitos mais motivos, estes são alguns dos básicos. Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 17 Fevereiro 2023 (editado) Citação de Dante Allighieri, há 6 minutos: A continuada tendência de acharmos todos que temos que morar no mesmos lugares. Essa tendência vem de onde? É que mesmo as pessoas que vão para a periferia já enfrentam preços obscenos. https://expresso.pt/economia/2022-11-12-Preco-das-casas-dispara-nas-periferias-de-Lisboa-e-Porto-a806f979 Ou referes-te quando dizes nos mesmos lugares às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto como um todo? Editado 17 Fevereiro 2023 por HappyKing Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de whatever, há 5 minutos: A construção de habitação pública por mais necessária que seja, e é, não é uma medida a curto prazo nem ajuda a mitigar o problema que se está a tentar resolver agora que é o de famílias pobres num país pobre não terem mais 200 ou 300€ por mês para pagar juros ao banco. E de resto continuo muito pouco convencido com essa história de não haver casas em Portugal e a solução passar por construir mais. Talvez não haja 'liquidez' de casas disponíveis suficientes quando existe o número absurdo de casas vazias, e aqui incluo os prédios devolutos, casas vazias que não estão no mercado e casas que foram compradas e pura e simplesmente não são habitadas. O que a juntar aos alojamento locais é capaz de explicar melhor o que se passa do que apenas a falta de nova construção. Em relação à opinião contenciosa de castigar quem é irresponsável financeiramente, da mesma maneira que não gosto de andar a pagar dívidas dos bancos do meu bolso também não gosto da ideia de andar a pagar as dívidas de quem vive irresponsavelmente. Mas estamos a falar de habitação, não estamos a falar de créditos para irem de férias e sinceramente entristece-me que a primeira reacção de alguém, quando é anunciada uma medida de apoio deste género, seja sentir-se injustiçado porque quem escolheu taxas variáveis em vez de taxas fixas e agora não sabe como pagar a casa não vai ficar em risco de a perder. Citação de Ghelthon, Agora: O que resolve o problema de fundo é haver mais casas, é simples. Agora, não é uma solução em que se agita uma varinha e fica resolvido, logo são precisas medidas intermédias (isto assumindo que a visão é essa, o que duvido). Eu sei que não se constroem casas de um dia para o outro, mas as soluções apresentadas não vão resolver problema nenhum. Vão apenas reduzir a receita do Estado que fica menos capaz de intervir como deve ser. Vou repetir um exemplo que contei há uns tempos. Imaginemos numa terra portuguesa, há uma casa disponível para arrendar e duas pessoas à procura da mesma, os senhores A e B, que são "iguais". Mesmo nível de rendimentos, mesmo histórico de não causarem problemas, etc. O senhorio, neste cenário, vai cobrar uma renda tão elevada quanto possível, desde que garanta que arrenda a casa. Se vem o Estado e limita a renda, o senhorio fica a perder, porque vai receber menos, o Estado fica a perder porque vai cobrar menos impostos e o desgraçado que não conseguir a casa fica a perder porque fica na mesma sem casa e o Estado tem menos condições de o apoiar porque a receita fiscal diminui. Para piorar, se houver um sueco ou um alemão, que trabalhe remotamente e pense "porreiro, em Portugal as rendas são acessíveis. Vou para lá!", corre-se o risco dos senhores A e B ficarem sem casa. Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Ghelthon, há 15 horas: Uma das soluções do Rui Rocha para o problema da habitação é... liberalizar o mercado. 😅 para um martelo, tudo é um prego 5 1 Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de HappyKing, há 3 minutos: Essa tendência vem de onde? É que mesmo as pessoas que vão para a periferia já enfrentam preços obscenos. https://expresso.pt/economia/2022-11-12-Preco-das-casas-dispara-nas-periferias-de-Lisboa-e-Porto-a806f979 Ou referes-te quando dizes nos mesmos lugares às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto como um todo? Por falta de casas. Vai tudo dar sempre ao mesmo. Antigamente, o pessoal ia para a periferia porque (1) era mais barato, (2), a construção era mais recente e (3) ninguém queria viver em centros de cidade decrépitos, inseguros e quiçá, insalubres. Hoje em dia, como não há casas, fica tudo mais caro e como os centros das cidades foram recuperados, já toda a gente quer ir para lá. Compartilhar este post Link para o post
Dante Allighieri Publicado 17 Fevereiro 2023 (editado) Citação de HappyKing, há 12 minutos: Ou referes-te quando dizes nos mesmos lugares às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto como um todo? Hoje em dia já nem dá para pensar sem ser como um todo, nessas duas áreas metropolitanas. Mas no fundo é uma tendência geral... é ver a diferença na distribuição populacional ao longo dos últimos 50 anos e vermos os mesmos pólos a crescerem cada vez mais, com maior pressão habitacional e 90% do país a definhar populacionalmente. Mesmo os que vêm de fora, a grande maioria é para se enfiar nos mesmo lugares. Não há milagres... se querem todos viver numa faixa pequena de território, naturalmente que haverá pressão habitacional. O espaço é limitado e o tempo de construção não acompanha a galopante procura (em alguns locais já não há mesmo espaço para construir). Editado 17 Fevereiro 2023 por Dante Allighieri 1 Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Ghelthon, há 15 horas: Uma das soluções do Rui Rocha para o problema da habitação é... liberalizar o mercado. 😅 Quando uma ajuda na solução, na minha opinião, era o Estado entrar no mercado da habitação. Livre, já ele é . Porque é que há gente tão palerma? 😞 Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Gilberto Carlos, há 1 minuto: Quando uma ajuda na solução, na minha opinião, era o Estado entrar no mercado da habitação. Livre, já ele é . Porque é que há gente tão palerma? 😞 Não é uma ajuda. É a solução. Se o Estado participasse como devia no mercado da habitação, o problema era mitigado. E se o Estado soubesse gerir o processo em condições, ainda ganhava dinheiro com a brincadeira. Compartilhar este post Link para o post
Rain Dog Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Dante Allighieri, há 8 minutos: Hoje em dia já nem dá para pensar sem ser como um todo, nessas duas áreas metropolitanas. Mas no fundo é uma tendência geral... é ver a diferença na distribuição populacional ao longo dos últimos 50 anos e vermos os mesmos pólos a crescerem cada vez mais, com maior pressão habitacional e 90% do país a definhar populacionalmente. Mesmo os que vêm de fora, a grande maioria é para se enfiar nos mesmo lugares. Não há milagres... se querem todos viver numa faixa pequena de território, naturalmente que haverá pressão habitacional. O espaço é limitado e o tempo de construção não acompanha a galopante procura (em alguns locais já não há mesmo espaço para construir). mas no interior é igual. Arrendamento nem sequer existe e os preços de compra são altos na mesma. E claro, as pessoas não se estabelecem lá porque as empresas também não o fazem. Eu saí de Lisboa em 2019 por causa dos preços e a experiência de alugar casa no interior tem sido tão ou mais frustrante. Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Dante Allighieri, há 8 minutos: Mas no fundo é uma tendência geral... é ver a diferença na distribuição populacional ao longo dos últimos 50 anos e vermos os mesmos pólos a crescerem cada vez mais, com maior pressão habitacional e 90% do país a definhar populacionalmente. Penso que começou antes, Lisboa tem uma grande descendência de pessoal do alentejo, minho e beiras que vieram nos anos 40/50. Os seus filhos ficaram onde havia emprego e os netos não têm grande ligação com a "terrinha" para sequer deixar a cidade. É um sítio giro para apanhar umas pielas nas festas de verão, mas sem emprego e serviços não vão largar as grandes áreas metropolitanas e o construtor não vai arriscar a ficar anos para vender apartamentos ao preço que lhe dê lucro. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Tio Hans, há 10 minutos: Não é uma ajuda. É a solução. Se o Estado participasse como devia no mercado da habitação, o problema era mitigado. E se o Estado soubesse gerir o processo em condições, ainda ganhava dinheiro com a brincadeira. Em que medida o Estado entrar no mercado é liberalizar o mercado? 🤔 Compartilhar este post Link para o post