Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Ghelthon, há 5 minutos: Em que medida o Estado entrar no mercado é liberalizar o mercado? 🤔 Eu estava a responder ao nosso camarada dos Açores. 1 Compartilhar este post Link para o post
Dante Allighieri Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de kareca, há 12 minutos: Penso que começou antes, Lisboa tem uma grande descendência de pessoal do alentejo, minho e beiras que vieram nos anos 40/50. Os seus filhos ficaram onde havia emprego e os netos não têm grande ligação com a "terrinha" para sequer deixar a cidade. É um sítio giro para apanhar umas pielas nas festas de verão, mas sem emprego e serviços não vão largar as grandes áreas metropolitanas e o construtor não vai arriscar a ficar anos para vender apartamentos ao preço que lhe dê lucro. Sim, começou antes. Estava a dar um espaço temporal onde tudo se acelerou. Foi um corte temporal (50 anos) que já dá para ter noção do quanto o país mudou nas últimas décadas, agudizando o problema a que me referia. Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Gilberto Carlos, há 1 hora: No meu, tem um desabitado no R/C. É de uns emigrantes, acho eu. E acredito que toda a gente conheça, pelo menos, um caso assim No meu tem 1. Apartamento t3 vendido por 90mil (mau estado), renovado, vendido por 250 ou perto disso, e agora é de uns estrangeiros que nunca estão cá e quando aparece alguém é sempre diferente e apenas uns dias. Diga-se que o meu com valor da compra+obras granditas+electrodomésticos cozinha ficou perto dos 200. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de kareca, há 1 hora: É um exercício engraçado perguntar a conhecidos que vivem em prédios, se tem pelo menos um apartamento desabitado. No meu prédio há um apartamento que só é habitado aos fins-de-semana, feriados, períodos festivos. O meu pai tem uma casa, que era da minha avó para vender, mas primeiro é preciso ter tempo e vontade para esvaziar os camiões de tralha que ela lá tinha. Compartilhar este post Link para o post
Solero Publicado 17 Fevereiro 2023 A isenção de mais valias para vendas de habitação ao estado tem tudo para correr bem Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 17 Fevereiro 2023 devem ter tido autorização da remax Compartilhar este post Link para o post
Dante Allighieri Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Rain Dog, há 39 minutos: mas no interior é igual. Arrendamento nem sequer existe e os preços de compra são altos na mesma. E claro, as pessoas não se estabelecem lá porque as empresas também não o fazem. Eu não vivo nem em Lisboa nem no Porto. Depois é preciso definir o que é interior :) Estamos a falar de cidades de média dimensão? Estamos a falar de vilas e pequenas cidades realmente no interior? São duas situações distintas que conferem causas diferentes aos preços das habitações. Isso que referes sobre o interior é a pescadinha de rabo na boca... É todo um problema estrutural e de mentalidade que vai muito além da habitação. São décadas de políticas públicas erradas, que contribuíram para afunilar tudo em 2 ou 3 áreas metropolitanas. Naturalmente que algumas das causas dos preços diferem de região para região. Naturalmente que no interior não tens a falta de espaço para construção nem uma pressão de procura tão intensa, mas não tens oferta na mesma, não tens trabalhadores da construção, os processos de licença são super complicados (conheço bem a dificuldade que sempre foram estes processos de licença nas Câmaras), os custou dos materiais dispararam, o mercado nalgumas cidades e vilas é tão pequeno que qualquer reduzida oscilação quer do lado da procura quer do lado da oferta faz haver escassez de casas disponíveis, entre outros factores. Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de kareca, há 36 minutos: Penso que começou antes, Lisboa tem uma grande descendência de pessoal do alentejo, minho e beiras que vieram nos anos 40/50. Os seus filhos ficaram onde havia emprego e os netos não têm grande ligação com a "terrinha" para sequer deixar a cidade. Como exemplo disto mesmo, eu só não fui viver para a "terrinha" (até tenho duas possibilidades dentro do mesmo concelho) por alguns motivos muito simples, entre os quais 2 são os grandes bloqueadores desta possibilidade e que enumeraste: - Não tenho teletrabalho; - O concelho não dispõe hospital, tem um centro de saúde em que 99% manda para a Lousã, Coimbra ou Castelo Branco; Durante os confinamentos, tive essa possibilidade em cima da mesa, mas como queria trocar de emprego e não me podia sujeitar a procurar apenas algo que me permitisse ter um trabalho 100% remoto, acabei por desistir dessa ideia. Compartilhar este post Link para o post
Dante Allighieri Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Almeno, há 1 minuto: - O concelho não dispõe hospital, tem um centro de saúde em que 99% manda para a Lousã, Coimbra ou Castelo Branco; Lá estão os tais problemas estruturais e de péssimas políticas públicas. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Tio Hans, há 17 minutos: primeiro é preciso ter tempo e vontade para esvaziar os camiões de tralha que ela lá tinha. Alguém que arranje uma solução fácil para isso fica milionário. É uma praga. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de antifa, há 1 minuto: Alguém que arranje uma solução fácil para isso fica milionário. É uma praga. Pá, já lá perdi uma data de fins-de-semana. Fiquei com montes de coisas. O resto da família, idem. As roupas que estavam em condições foram todas doadas. E mesmo assim não é nada fácil. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Tio Hans, há 47 minutos: Eu sei que não se constroem casas de um dia para o outro, mas as soluções apresentadas não vão resolver problema nenhum. Vão apenas reduzir a receita do Estado que fica menos capaz de intervir como deve ser. Tio, santa paciência, mas dizer que estas medidas todas não vão ajudar nada parece-me também má vontade, eu sei que já ninguém pode ver o Costa à frente, e eu sou um deles, mas a verdade é que não há nenhum país desenvolvido que não esteja a passar por problemas semelhantes. É um facto que os países que têm uma maior percentagem de habitação pública estão melhor salvaguardados, mas isso advém de políticas que foram tomadas há décadas. De resto ainda estou para saber que grande cidades é que conseguiram resolver este problema. 1 Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de joe, há 17 horas: parei logo o que estava a fazer para discutir isto com os meus colegas lol. vai ser um Texas. Ainda estou para ver como vai ser implementado, mas é ótimo e péssimo para nós. Por um lado pode agilizar um processo que muitas vezes demora anos (ainda esta semana recebi finalmente uma aprovação de um projecto que fiz, que tinha sido submetido em 2020...) Por outro lado, vai dar muito mais responsabilidade aos projetistas, já que retira às CMunicipais o dever de avaliar o projecto antes deste ser construído. Se no futuro vier a dar problemas a responsabilidade fica toda sobre nós. Isto pode parecer óbvio, mas existem muitas coisas subjectivas na apreciação de um projecto. Eu posso fazer duas casas iguais uma ao lado da outra e um técnico da CML aprova uma e o colega dele chumba a outra. Isto beneficia os ateliers mais "merdosos" que sabem o PDM de traz para a frente e que fazem copy paste dos projectos, prejudica aqueles que arriscam alguma coisa. No fim acho que vai ser um bocado caótico porque somos um país com graves lacunas de fiscalização. As coisas não vão ser suficientemente esmiuçadas e vai-se fazer muita m*rda, que só será fiscalizada em caso de denúncia. Eu "na óptica do utilizador" acho porreiro, numa pequena escala e em termos de construção de moradias unifamilares ainda mais. Uma das coisas que mais deixa a malta de pé atrás quando pensa em construir são exactamente os prazos impossíveis de quantificar até ver o mínimo buraco no chão. Agora, sabendo como são as coisas por cá, tenho receio da construção selvagem e sem qualidade tipo anos 80. Compartilhar este post Link para o post
joe Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Tio Hans, há 3 horas: Onde o Estado devia mexer, do lado da oferta, pouco ou nada faz e continuamos a ser dos países da UE com menos habitação pública. No entanto temos o maior parque habitacional da UE per capita. (Segundo o Daniel Oliveira, não confirmei) Não quero estar aqui a defender o estado, mas a questão da oferta pública não se resolve rapidamente. Neste momento estão a ser desenvolvidos vários concursos para habitação pública. E não é habitação social, é habitação pública, onde de certeza que muitas famílias de classe média e média-alta gostariam de viver. No último ano e meio foram feitos mais concursos, com assessoria da Ordem dos Arquitectos, do que nos 20 anos anteriores provavelmente. Fui ao site da OA e contei 19 concursos concluídos para habitação pública em Lisboa, Setúbal e Almada no ano passado. São conjuntos habitacionais que vão desde algumas dezenas de apartamentos a algumas centenas. Isto agora tem de ser licenciado, depois é feito o projecto de execução e por fim a obra. Diria que no mínimo são uns 3 anos, provavelmente uns 5, até ficarem de pé. Estas coisas demoram mas estão a ser feitas. Claro que se pode apontar o dedo por só agora estarem a tratar do assunto. Citação de Tio Hans, há 2 horas: Certo. Resumindo, quem já é inquilino não vai ter interesse em sair. Está a criar uma distorção brutal entre pessoas iguais, os sortudos que só agora vão meter a casa para arrendar e os que já o faziam... Verdade. Mesma coisa para os senhorios. Eu tenho uma renda de 600e que podia facilmente ser uma renda entre 1200 a 1400. Com estas medidas, se eu quisesse sair daquela casa a minha senhoria estaria limitada a um aumento de umas dezenas de euros, enquanto que o vizinho do lado pode estar a pagar 1500e por uma casa igual. Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de joe, há 5 minutos: Verdade. Mesma coisa para os senhorios. Eu tenho uma renda de 600e que podia facilmente ser uma renda entre 1200 a 1400. Com estas medidas, se eu quisesse sair daquela casa a minha senhoria estaria limitada a um aumento de umas dezenas de euros, enquanto que o vizinho do lado pode estar a pagar 1500e por uma casa igual. Mas a lógica disto não é evitar que a senhoria corra contigo para cobrar os tais 1500 ao próximo? Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 17 Fevereiro 2023 (editado) Citação de antifa, há 19 minutos: Eu "na óptica do utilizador" acho porreiro, numa pequena escala e em termos de construção de moradias unifamilares ainda mais. Uma das coisas que mais deixa a malta de pé atrás quando pensa em construir são exactamente os prazos impossíveis de quantificar até ver o mínimo buraco no chão. Agora, sabendo como são as coisas por cá, tenho receio da construção selvagem e sem qualidade tipo anos 80. O facto de não haver licenciamento camarário (pelo menos é o que tiro dali) não significa que não haja fiscalização, just saying. Editado 17 Fevereiro 2023 por Ghelthon Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de whatever, há 14 minutos: Tio, santa paciência, mas dizer que estas medidas todas não vão ajudar nada parece-me também má vontade, eu sei que já ninguém pode ver o Costa à frente, e eu sou um deles, mas a verdade é que não há nenhum país desenvolvido que não esteja a passar por problemas semelhantes. É um facto que os países que têm uma maior percentagem de habitação pública estão melhor salvaguardados, mas isso advém de políticas que foram tomadas há décadas. De resto ainda estou para saber que grande cidades é que conseguiram resolver este problema. Repara, primeiro são medidas em que o Estado Português terá que ter um papel fiscalizador, o que tem tudo para correr mal. Depois porque é um paliativo e é quase tudo cosmético. Estas medidas pouco ou nada irão fazer. Não adianta acabar com vistos gold (e eu sou a favor dessa medida) se continuas a dar paletes de benefícios fiscais a pessoas que vivam foram do país e que se queiram mudar para cá. No limite, posso dizer-te que o Pepe ou o Otamendi têm uma taxa de irs mais baixa que a minha ou que tenho colegas estrangeiros na empresa a ganhar mais de 100 euros anuais e a pagar 20% de IRS. O Estado continua a falhar redondamente no essencial, que como é óbvio demora algum tempo a fazer-se. Construir casas, pegar em casas a cair de podres e, restaurá-las e adaptá-las à realidade do século XXI, mandar casas antigas abaixo e construir novas, construir em altura para maximizar a ocupação do espaço, mudando o paradigma do subúrbio à americana da casa com jardim que existe em Portugal, criar incentivos para a fixação de pessoas nas zonas menos povoadas em vez de concentrar tudo em Lisboa primeiro, no Porto em segundo e no litoral em terceiro. O que eu gostava de ter visto era um plano a longo prazo para resolver este problema. Um equivalente ao plano ferroviário nacional, que mesmo não sendo perfeito aponta um caminho. Se isso existisse, eu não criticava estas medidas. Serviriam como uma anestesia até se chegar à cura. Mas como o Governo não tem qualquer plano, vamos andar a encher o doente de sedativos a ver se ele não se queixa muito. O problema vai ser quando ele morrer. Citação de joe, há 13 minutos: No entanto temos o maior parque habitacional da UE per capita. (Segundo o Daniel Oliveira, não confirmei) Não quero estar aqui a defender o estado, mas a questão da oferta pública não se resolve rapidamente. Neste momento estão a ser desenvolvidos vários concursos para habitação pública. E não é habitação social, é habitação pública, onde de certeza que muitas famílias de classe média e média-alta gostariam de viver. No último ano e meio foram feitos mais concursos, com assessoria da Ordem dos Arquitectos, do que nos 20 anos anteriores provavelmente. Fui ao site da OA e contei 19 concursos concluídos para habitação pública em Lisboa, Setúbal e Almada no ano passado. São conjuntos habitacionais que vão desde algumas dezenas de apartamentos a algumas centenas. Isto agora tem de ser licenciado, depois é feito o projecto de execução e por fim a obra. Diria que no mínimo são uns 3 anos, provavelmente uns 5, até ficarem de pé. Estas coisas demoram mas estão a ser feitas. Claro que se pode apontar o dedo por só agora estarem a tratar do assunto. Verdade. Mesma coisa para os senhorios. Eu tenho uma renda de 600e que podia facilmente ser uma renda entre 1200 a 1400. Com estas medidas, se eu quisesse sair daquela casa a minha senhoria estaria limitada a um aumento de umas dezenas de euros, enquanto que o vizinho do lado pode estar a pagar 1500e por uma casa igual. E temos casas fracas, antigas, sem condições. Não podemos assumir que todas as casas são iguais, não podemos assumir que o problema se resolve por haver umas centenas de casas desabitadas nas aldeias de Trás-os-Montes e das Beiras Alta e Baixa quando as pessoas trabalham no Porto e em Lisboa. Compartilhar este post Link para o post
joe Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de antifa, há 8 minutos: Eu "na óptica do utilizador" acho porreiro, numa pequena escala e em termos de construção de moradias unifamilares ainda mais. Uma das coisas que mais deixa a malta de pé atrás quando pensa em construir são exactamente os prazos impossíveis de quantificar até ver o mínimo buraco no chão. Agora, sabendo como são as coisas por cá, tenho receio da construção selvagem e sem qualidade tipo anos 80. Sim, eu percebo que da parte do utilizador seja óptimo. Ninguém quer contrair um empréstimo para depois ficar dois anos à espera que o projecto seja aprovado. Isto fazia com que só quem tivesse possibilidade de adquirir um terreno a pronto (ou herdasse) pudesse construir uma moradia por exemplo. No caso das reabilitações só se compravam imóveis que se pudessem reabilitar sem licenciamento (as obras de escassa relevância urbanística). Agora, das duas uma, ou não existe fiscalização decente e vamos voltar a construir muita m*rda, ou então vamos ter muitos arquitectos a recusarem pedidos dos clientes porque não se querem comprometer com as eventuais consequências. De experiência própria diria que é raro o projecto aqui no atelier que seja aprovado à primeira. Temos sempre que responder a notificações onde não nos deixam fazer x ou y. Agora já nem vamos tentar x ou y, vamos para a solução mais básica que não nos vai dar chatices em tribunal. O tal projecto de 2020 que foi agora aprovado mostra bem o problema na subjectividade e interpretação de regulamentos: o técnico que apreciou o projecto não aceitou a minha interpretação do regulamento, provavelmente é um gajo novo que não aprova absolutamente nada sobre o qual tenha dúvidas, porque não quer responsabilidades sobre si. O parecer chega ao chefe de divisão e o gajo aceita a minha interpretação, de seguida remete para o director municipal e projecto fica aprovado. Todos eles olharam para a mesma lei e para a minha justificação da opção de projecto, mas um deles chumbou o projecto e os outros aprovaram. Também diria que isto é óptimo para os arquitectos mais do interior, que conhecem toda a gente na Câmara. Fazem os projectos descansadinhos da vida, sabem que não se chateiam, e ao mesmo tempo podem ter a certeza que não têm concorrência, porque toda a gente sabe que queres fazer a tua casinha tem de ser com o arquitecto da terriola, com um gajo de fora vais ter um gajo da fiscalização a rever cada parafuso na obra. Isto já acontece mas acredito que agora seja ainda mais gravoso, já que o escrutínio público vai ser alterado. Acho que resumindo olharam para um problema: "Demoramos demasiado tempo a analisar projectos e isso está a prejudicar todos os intervenientes." Solução? "Não vamos analisar projectos nenhuns e chutar essa responsabilidade para os projectistas" Compartilhar este post Link para o post
Pavel Publicado 17 Fevereiro 2023 bela figurinha que a il tá a fazer, que tristes lmao Compartilhar este post Link para o post
Ed Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de whatever, há 3 horas: A construção de habitação pública por mais necessária que seja, e é, não é uma medida a curto prazo nem ajuda a mitigar o problema que se está a tentar resolver agora que é o de famílias pobres num país pobre não terem mais 200 ou 300€ por mês para pagar juros ao banco. E de resto continuo muito pouco convencido com essa história de não haver casas em Portugal e a solução passar por construir mais. Talvez não haja 'liquidez' de casas disponíveis suficientes quando existe o número absurdo de casas vazias, e aqui incluo os prédios devolutos, casas vazias que não estão no mercado e casas que foram compradas e pura e simplesmente não são habitadas. O que a juntar aos alojamento locais é capaz de explicar melhor o que se passa do que apenas a falta de nova construção. Em relação à opinião contenciosa de castigar quem é irresponsável financeiramente, da mesma maneira que não gosto de andar a pagar dívidas dos bancos do meu bolso também não gosto da ideia de andar a pagar as dívidas de quem vive irresponsavelmente. Mas estamos a falar de habitação, não estamos a falar de créditos para irem de férias e sinceramente entristece-me que a primeira reacção de alguém, quando é anunciada uma medida de apoio deste género, seja sentir-se injustiçado porque quem escolheu taxas variáveis em vez de taxas fixas e agora não sabe como pagar a casa não vai ficar em risco de a perder. Ia falar disto. Aqui é sobejamente conhecido esse problema, e um dos problemas são os vistos gold. Citação de smashing_pumpkin , há 2 horas: A Madeira na última década perdeu 6,4% da população. No entanto, também estamos a passar por uma situação crítica em termos de habitação. E só quem não vê é que pode dizer que não há construção imobiliária na Madeira. Aliás, parecem cogumelos por aqui. O problema é que agora só se constrói t2 para cima de 400mil euros e muitos desses prédios apesar de serem todos vendidos, estão parcialmente vazios, uma pequena parte com estrangeiros residentes em algumas alturas do ano e outra parte em AL não declarado. O madeirense que ainda vai conseguindo comprar vai vivendo em prédios vazios e muitos até são segundas casas. Temos um empreendimento de luxo que está praticamente vazio, o que vamos fazer? Construir mesmo à frente o "Dubai Madeira"... Ainda esta semana houve declarações de um CEO de uma empresa de construção a dizer claramente que os madeirenses não têm possibilidade de comprar apartamentos de 500 mil e por isso deveríamos de continuar com os vistos gold, estranhamente ou não, o presidente do governo concorda. Gostava que houvesse uma investigação séria sobre as empresas de construção e o governo regional. 1 Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 17 Fevereiro 2023 Citação de Pavel, há 35 minutos: bela figurinha que a il tá a fazer, que tristes lmao toda esta thread gnr a ir a casa de pessoas contruir mais barato mais alto mais rapido prec da habitaçao ja para nao falar do tweet do rui rocha a insinuar que o costa vai lucrar com a isençao das mais valias, mas foi isto que a IL escolheu, e é disto que o cotrim fugiu Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 17 Fevereiro 2023 Como se viu nas últimas eleições internas metade da IL são Rambos do Twitter e a outra metade tem vergonha de se afiliar no Chega. 1 Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 17 Fevereiro 2023 Espanha: IVA a 0% não serve de nada. Portugueses desiludidos (aeiou.pt) 1 Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 17 Fevereiro 2023 Estou chocado. É como quando falam em baixar os impostos para se receber maior salário. Tipo, na minha empresa se baixarem os impostos eu continuo a pagar o mesmo e meto mais dinheiro ao bolso 🥴 estou me a cagar para o Diogo e para a Inês mas dou-lhes o chá liberal todos os dias. Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 17 Fevereiro 2023 (editado) bem, q meltdown a gente recebe uma moedinha do senhor antónio costa e os liberais choram Editado 17 Fevereiro 2023 por Plagio o Original Compartilhar este post Link para o post