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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de HappyKing, há 3 minutos:

Montenegro contra imoralidade de trabalhadores ativos ganharem menos do que desempregados (rtp.pt)

Discursando no encerramento do XV Congresso Nacional dos Trabalhadores Social-Democratas, em Lisboa, Luís Montenegro defendeu que "é imoral uma sociedade onde as pessoas que trabalham chegam ao fim do mês e ganham menos do que pessoas que não trabalham".

 

Alguém me consegue explicar este raciocínio? Em que situações isto acontece?

Não sei se será disso que ele está a falar, mas creio que o subsídio de desemprego é calculado com base no salário médio dos últimos X meses, logo poderá ser superior ao salário mínimo.

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Citação de Quan Chi, há 4 minutos:

Não sei se será disso que ele está a falar, mas creio que o subsídio de desemprego é calculado com base no salário médio dos últimos X meses, logo poderá ser superior ao salário mínimo.

Pessoas diferentes certo? Ou seja, não é possível tu estares a ganhar X e vires ganhar X+Y no subsidio de desemprego certo?

Editado por HappyKing

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Citação de HappyKing, há 12 minutos:

Montenegro contra imoralidade de trabalhadores ativos ganharem menos do que desempregados (rtp.pt)

Discursando no encerramento do XV Congresso Nacional dos Trabalhadores Social-Democratas, em Lisboa, Luís Montenegro defendeu que "é imoral uma sociedade onde as pessoas que trabalham chegam ao fim do mês e ganham menos do que pessoas que não trabalham".

 

Alguém me consegue explicar este raciocínio? Em que situações isto acontece?

está a falar das histórias, das redes sociais e cafés, que falam daquele vizinho que vai buscar o rendimento mínimo de mercedes ou bmw.

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Citação de Puto Perdiz, há 1 minuto:

está a falar das histórias, das redes sociais e cafés, que falam daquele vizinho que vai buscar o rendimento mínimo de mercedes ou bmw.

É um bocado aquele raciocínio sobre o RSI que é comum à sua direita não é?

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Citação de Gilberto Carlos, Em 11/02/2023 at 08:38:

Eu só li as "gordas" do que o que o Moedas disse, e concordo. Ou seja, os imigrantes só seriam permitidos com um contrato de trabalho porque, assim, começariam em pé de igualdade com quem cá está. Mesmo ordenado mínimo, descontos, etc. Ou seja, aquela história do "eles vem roubar o nosso trabalho" deixava de fazer sentido.

Deixa-los vir sem um contrato de trabalho é que vai criar problemas: aí sim, vão começar a fazer trabalhos sem contrato por valores mais baixos que o RMN.

Isto para emigrantes, refugiados é uma história diferente e por mim podem vir todos 

Talvez não tenha entendido bem o que disseste, mas que diferença faz um contrato para a conversa do "eles vêm roubar o nosso trabalho"?

Citação de HappyKing, há 15 minutos:

Montenegro contra imoralidade de trabalhadores ativos ganharem menos do que desempregados (rtp.pt)

Discursando no encerramento do XV Congresso Nacional dos Trabalhadores Social-Democratas, em Lisboa, Luís Montenegro defendeu que "é imoral uma sociedade onde as pessoas que trabalham chegam ao fim do mês e ganham menos do que pessoas que não trabalham".

 

Alguém me consegue explicar este raciocínio? Em que situações isto acontece?

Que m*rda de lógica, lol. Será que também lhe faz confusão que haja reformados a ganhar mais do que trabalhadores activos?

Imigração: check. Desemprego: check. Só falta virem falar do RSI e está feita a colagem do PSD ao Chega.

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Citação de HappyKing, há 18 minutos:

Pessoas diferentes certo? Ou seja, não é possível tu estares a ganhar X e vires ganhar X+Y no subsidio de desemprego certo?

Certo.

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Citação de Quan Chi, há 1 minuto:

Certo.

E qual a solução para isso?

O valor máximo de subsidio desemprego é atualmente 1201,08 euros. O Montenegro é a favor de colocar o salário mínimo nacional nos 1202? E aquele raciocínio também se aplica às reformas - reformados a ganhar mais do que trabalhadores no ativo? 

(As perguntas não são diretamente para ti no sentido de apenas explicaste o raciocínio dele, é mais no sentido da continuação daquela ideia dele).

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Citação de HappyKing, Em 11/02/2023 at 15:57:

Sobre a conversa do outro dia sobre a RTP:

Isto não faz qualquer sentido. Desde a comparação até à frase final. 

Claramente estão a apostar no cavalo errado. Se estivéssemos a falar numa TAP que é um buraco há décadas, faz todo o sentido.

Apontar a mira à RTP que não só tem relevância como se está a adaptar bem aos tempos modernos é idiota.

Continuem por esse caminho que rapidamente vão perder o eleitorado que ganharam por terem sido uma lufada de ar fresco e terem coberto uma área com zero representatividade política.

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Citação de HappyKing, há 42 minutos:

Montenegro contra imoralidade de trabalhadores ativos ganharem menos do que desempregados (rtp.pt)

Discursando no encerramento do XV Congresso Nacional dos Trabalhadores Social-Democratas, em Lisboa, Luís Montenegro defendeu que "é imoral uma sociedade onde as pessoas que trabalham chegam ao fim do mês e ganham menos do que pessoas que não trabalham".

 

Alguém me consegue explicar este raciocínio? Em que situações isto acontece?

Não sei bem, mas assumo que seja em alguns casos como, por exemplo, uma mãe solteira com três filhos acabar por receber mais que o salário mínimo. 

Pode não ser bem assim, mas será algo do género, tanto que até se mudou a legislação para que os desempregados de longa duração sejam mais incentivados a voltarem a trabalhar. Voltam a trabalhar e acumulam parte do subsídio durante mais um tempo, até que deixam de acumular. 

https://eco.sapo.pt/2023/01/18/desempregados-de-longa-duracao-vao-poder-acumular-65-do-subsidio-com-salario/

E, claro, isto acontece porque o nosso salário mínimo é uma miséria. Mas o Montenegro certamente disse isso para falar mal dos apoios sociais, para se aproximar ao discurso lá da extrema-direita das pessoas que não querem trabalhar, em vez de uma eventual subida do salário mínimo ou incentivo às empresas para pagarem melhor.

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Citação de HappyKing, há 55 minutos:

Montenegro contra imoralidade de trabalhadores ativos ganharem menos do que desempregados (rtp.pt)

Discursando no encerramento do XV Congresso Nacional dos Trabalhadores Social-Democratas, em Lisboa, Luís Montenegro defendeu que "é imoral uma sociedade onde as pessoas que trabalham chegam ao fim do mês e ganham menos do que pessoas que não trabalham".

 

Alguém me consegue explicar este raciocínio? Em que situações isto acontece?

Acontece quando tem senhorios e CEOs.

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Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Talvez não tenha entendido bem o que disseste, mas que diferença faz um contrato para a conversa do "eles vêm roubar o nosso trabalho"?

 

Se vierem com contrato, vão estar nas mesmas condições de quem cá está, ou seja, pelo menos vão receber o RMN e descontar como toda a gente.

Se trabalharem ilegalmente, podem receber abaixo do RMN e não fazer descontos, cabendo aí a conversa do "estão a roubar o nosso trabalho"

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Citação de whatever, há 8 horas:

Sei e também sei outras duas coisas, que quem na sequência da tragédia que aconteceu na Mouraria se 'lembra' de vir falar de controlo de imigrantes, gosto da lógica, morreste num T2 onde viviam mais 15 pessoas em condições sub-humanas por isso a culpa é tua por teres fugido da pobreza abjecta para um país só pobre, a única preocupação que tem é fazer eco do discurso de extrema-direita que alguém lhes disse que dava votos e também que sei que quanto maiores entrares houver à imigração, mais aumenta a imigração ilegal e maior riscos estas pessoas correm, pessoas que à partida já estão completamente desprotegidas.

Eu nao disse nada do que tu estas a insinuar. Ninguem falou dos que ca estao, pois nao?

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Citação de Ghelthon, há 5 horas:

Talvez não tenha entendido bem o que disseste, mas que diferença faz um contrato para a conversa do "eles vêm roubar o nosso trabalho"?

Que m*rda de lógica, lol. Será que também lhe faz confusão que haja reformados a ganhar mais do que trabalhadores activos?

Imigração: check. Desemprego: check. Só falta virem falar do RSI e está feita a colagem do PSD ao Chega.

Eu vou falar por mim . Tirando este último ano em que me licenciei, toda a minha vida adulta foi vivida em condições laborais precárias e sem nenhum tipo de estabilidade e segurança.

Todos os trabalhos que tive foram contratos, que eram renovados de 6 em 6 meses, no qual chegas ao último e te dão uma palmadinha nas costas, és uma pessoa com valor mas não temos condições.... Tive que me sujeitar a empresas de trabalho temporário (sim, é o maior cancro que existe), tive que me sujeitar, por ter apenas o 12 ano, a fazer sorriso amarelo sempre que me ofereciam o salário mínimo (porque se pedisse mais 40/50€ era logo descartado). As empresas sabem explorar a pobreza e a necessidade. Se não queres o salário mínimo, não faz mal, o que não falta são brasileiros, indianos, etc que até abaixo do mínimo aceitam, que precisam do dinheiro desesperadamente porque precisam de comer, ter um teto e enviar algo para as famílias.

Infelizmente são explorados e mal tratados. Mas não tem escolha, tem de trabalhar por pouco ou nada porque precisam! Enquanto portugueses como eu mesmo não ganhando m*rda nenhuma, conseguíamos viver porque teto temos a casa dos pais e comida os pais ajudam, esses pobres coitados não tem ninguém. 

E está aqui o grande problema. Como eles não tem escolha, aceitam qualquer salário, a trabalhar mais, mais horas, mais pesado, a trabalhar por 2... Como é que um português pode competir? Um português não quer ser ainda mais explorado... Ganhar o mínimo e levar pouco mais de 600€ ou lá o que é líquidos para casa já é exploração que chegue. Que perspectivas se tem da vida? Ter uma vida miserável? Não puder sair de casa porque um T1 custa 500€? Viver num quarto? Ficar na casa dos pais até aos 40?

Não vou muito nessa história que existe  trabalhos que os portugueses não querem fazer. Nem toda a gente é licenciada, nem todos tem curso superior ou especializados, nem todos tem capacidade financeira ou intelectual, muitos tem trabalhamos "normais". Simplesmente os portugueses querem trabalhos com salários/condições dignas. Cheguei a trabalhar com pessoas com 25 anos de casa a ganhar mais 30 euros que o salário mínimo!

Eu não sou contra os emigrantes, toda a minha família é. A família da minha namorada é. Mas é preciso algum tipo de controlo, que dê condições as pessoas de cá e as pessoas que vêm.

Hoje em dia trabalho numa empresa industrial. Vejo diariamente portugueses a pedir trabalho. Dizem logo que não estão a contratar. Chega um indiano e mandam logo inscrever na Adeco e outras m*rda do gênero. É nojento 

 

 

Editado por Alonso.
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Citação de Alonso., há 12 minutos:

Eu vou falar por mim . Tirando este último ano em que me licenciei, toda a minha vida adulta foi vivida em condições laborais precárias e sem nenhum tipo de estabilidade e segurança.

Todos os trabalhos que tive foram contratos, que eram renovados de 6 em 6 meses, no qual chegas ao último e te dão uma palmadinha nas costas, és uma pessoa com valor mas não temos condições.... Tive que me sujeitar a empresas de trabalho temporário (sim, é o maior cancro que existe), tive que me sujeitar, por ter apenas o 12 ano, a fazer sorriso amarelo sempre que me ofereciam o salário mínimo (porque se pedisse mais 40/50€ era logo descartado). As empresas sabem explorar a pobreza e a necessidade. Se não queres o salário mínimo, não faz mal, o que não falta são brasileiros, indianos, etc que até abaixo do mínimo aceitam, que precisam do dinheiro desesperadamente porque precisam de comer, ter um teto e enviar algo para as famílias.

Infelizmente são explorados e mal tratados. Mas não tem escolha, tem de trabalhar por pouco ou nada porque precisam! Enquanto portugueses como eu mesmo não ganhando m*rda nenhuma, conseguíamos viver porque teto temos a casa dos pais e comida os pais ajudam, esses pobres coitados não tem ninguém. 

E está aqui o grande problema. Como eles não tem escolha, aceitam qualquer salário, a trabalhar mais, mais horas, mais pesado, a trabalhar por 2... Como é que um português pode competir? Um português não quer ser ainda mais explorado... Ganhar o mínimo e levar pouco mais de 600€ ou lá o que é líquidos para casa já é exploração que chegue. Que perspectivas se tem da vida? Ser uma vida miserável? Não puder sair de casa porque um T1 custa 500€? Viver num quarto? Ficar na casa dos pais até aos 40?

Não vou muito nessa história que existe  trabalhos que os portugueses não querem fazer. Nem toda a gente é licenciada, nem todos tem curso superior ou especializados, nem todos tem capacidade financeira ou intelectual, muitos tem trabalhamos "normais". Simplesmente os portugueses querem trabalhos com salários/condições dignas. Cheguei a trabalhar com pessoas com 25 anos de casa a ganhar mais 30 euros que o salário mínimo!

Eu não sou contra os emigrantes, toda a minha família é. A família da minha namorada é. Mas é preciso algum tipo de controlo, que dê condições as pessoas de cá e as pessoas que vêm.

Hoje em dia trabalho numa empresa industrial. Vejo diariamente portugueses/espanhóis a pedir trabalho. Dizem logo que não estão a contratar. Chega um indiano e mandam logo inscrever na Adeco e outras m*rda do gênero. É nojento 

 

 

É como disseste: os portugueses já não estão para irem para áreas como a hotelaria ou a agricultura, onde há exploração certinha. E isto fez com que surgisse uma grande procura por mão de obra vinda dos países do sudeste asiático. Ainda ontem, o Bugalho, alguém que não é propriamente de esquerda, dizia que "não foi a esquerda que trouxe estes imigrantes todos, mas sim o setor do turismo que quis à força toda que viessem estes imigrantes todos". E isto veio desequilibrar o mercado de trabalho, claro. 

Mas nós precisamos de imigração (principalmente pela questão da natalidade) e está visto que estes setores e outros (construção civil) precisam de mão de obra. Por isso, como é que resolvemos este problema?! Eu acho que é estando do lado de toda gente que passa por dificuldades, imigrantes e não imigrantes, que estão expostos à precariedade laboral, aos baixos salários e ao problema gravíssimo da habitação. A solução não me parece que passe por mudar leis para escolhermos os imigrantes que queremos e onde queremos. Até porque não são os imigrantes que são a causa dos baixos salários. São é o pretexto perfeito para continuar a tê-los. Se voltarmos a meter o tuga na hotelaria e atrairmos os nórdicos e os franceses para o nosso belo país, os salários vão aumentar, a crise da habitação vai deixar de ser tão séria? Acho que não... 

Espero que já estejas numa situação mais estável. Enfim, só quem já viveu situações de precariedade é que certamente saberá o que a vida custa. 

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Citação de Alonso., há 48 minutos:

Eu vou falar por mim . Tirando este último ano em que me licenciei, toda a minha vida adulta foi vivida em condições laborais precárias e sem nenhum tipo de estabilidade e segurança.

Todos os trabalhos que tive foram contratos, que eram renovados de 6 em 6 meses, no qual chegas ao último e te dão uma palmadinha nas costas, és uma pessoa com valor mas não temos condições.... Tive que me sujeitar a empresas de trabalho temporário (sim, é o maior cancro que existe), tive que me sujeitar, por ter apenas o 12 ano, a fazer sorriso amarelo sempre que me ofereciam o salário mínimo (porque se pedisse mais 40/50€ era logo descartado). As empresas sabem explorar a pobreza e a necessidade. Se não queres o salário mínimo, não faz mal, o que não falta são brasileiros, indianos, etc que até abaixo do mínimo aceitam, que precisam do dinheiro desesperadamente porque precisam de comer, ter um teto e enviar algo para as famílias.

Infelizmente são explorados e mal tratados. Mas não tem escolha, tem de trabalhar por pouco ou nada porque precisam! Enquanto portugueses como eu mesmo não ganhando m*rda nenhuma, conseguíamos viver porque teto temos a casa dos pais e comida os pais ajudam, esses pobres coitados não tem ninguém. 

E está aqui o grande problema. Como eles não tem escolha, aceitam qualquer salário, a trabalhar mais, mais horas, mais pesado, a trabalhar por 2... Como é que um português pode competir? Um português não quer ser ainda mais explorado... Ganhar o mínimo e levar pouco mais de 600€ ou lá o que é líquidos para casa já é exploração que chegue. Que perspectivas se tem da vida? Ter uma vida miserável? Não puder sair de casa porque um T1 custa 500€? Viver num quarto? Ficar na casa dos pais até aos 40?

Não vou muito nessa história que existe  trabalhos que os portugueses não querem fazer. Nem toda a gente é licenciada, nem todos tem curso superior ou especializados, nem todos tem capacidade financeira ou intelectual, muitos tem trabalhamos "normais". Simplesmente os portugueses querem trabalhos com salários/condições dignas. Cheguei a trabalhar com pessoas com 25 anos de casa a ganhar mais 30 euros que o salário mínimo!

Eu não sou contra os emigrantes, toda a minha família é. A família da minha namorada é. Mas é preciso algum tipo de controlo, que dê condições as pessoas de cá e as pessoas que vêm.

Hoje em dia trabalho numa empresa industrial. Vejo diariamente portugueses a pedir trabalho. Dizem logo que não estão a contratar. Chega um indiano e mandam logo inscrever na Adeco e outras m*rda do gênero. É nojento 

Essa descrição, por mais triste que seja, parece-me provar que a generalidade dos empregadores em Portugal é horrível, bem mais do que propriamente provar que a imigração é um problema.

Editado por Ghelthon
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Citação de Alonso., há 59 minutos:

Hoje em dia trabalho numa empresa industrial. Vejo diariamente portugueses a pedir trabalho. Dizem logo que não estão a contratar. Chega um indiano e mandam logo inscrever na Adeco e outras m*rda do gênero. É nojento

Quem tem de ter algum "controlo" são essas empresas. Passa também por ti denunciar, já que és testemunha, para que todo o mercado melhore para todos. Seja ao não licenciado tuga como o imigrante que foge da guerra, fome, catástrofes naturais ou perseguição religiosa.

Editado por kareca
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Citação de Ghelthon, há 28 minutos:

Essa descrição, por mais triste que seja, parece-me provar que a generalidade dos empregadores em Portugal é horrível, bem mais do que propriamente provar que a imigração é um problema.

Óbvio. Mas é difícil lutar por melhores condições quando terás sempre alguém que o faça pelo mínimo do mínimo.

Grande maioria das empresa querem lá saber das pessoas, são apenas números.

 

Citação de kareca, há 14 minutos:

Quem tem de ter algum "controlo" são essas empresas. Passa também por ti denunciar, já que és testemunha, para que todo o mercado melhore para todos. Seja ao não licenciado tuga como o imigrante que foge da guerra, fome, catástrofes naturais ou perseguição religiosa. 

Citação de kareca, há 15 minutos:

Quem tem de ter algum "controlo" são essas empresas. Passa também por ti denunciar, já que és testemunha, para que todo o mercado melhore para todos. Seja ao não licenciado tuga como o imigrante que foge da guerra, fome, catástrofes naturais ou perseguição religiosa.

Claro mas não é tão fácil assim.

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Citação de Alonso., há 14 minutos:

Óbvio. Mas é difícil lutar por melhores condições quando terás sempre alguém que o faça pelo mínimo do mínimo.

Grande maioria das empresa querem lá saber das pessoas, são apenas números.

Mas isso vais ter sempre, mesmo os portugueses fazem isso. Se uma empresa só paga salário mínimo, vai continuar a fazê-lo seja português ou seja chinês, tenha ou não contrato (que era a premissa inicial do @Gilberto Carlos).

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Citação de Alonso., há 1 hora:

E está aqui o grande problema. Como eles não tem escolha, aceitam qualquer salário, a trabalhar mais, mais horas, mais pesado, a trabalhar por 2... Como é que um português pode competir? Um português não quer ser ainda mais explorado... Ganhar o mínimo e levar pouco mais de 600€ ou lá o que é líquidos para casa já é exploração que chegue. Que perspectivas se tem da vida? Ter uma vida miserável? Não puder sair de casa porque um T1 custa 500€? Viver num quarto? Ficar na casa dos pais até aos 40?

Não, não é esse o grande problema. Não é suposto um português, nem ninguém de nacionalidade nenhuma, competir por ser mais explorado.

O salário mínimo nacional devia ser a excepção e não a regra e quando se fala de um salário mínimo que está manifestamente aquém do valor que permite alguém viver com dignidade mais grave se torna.

E Portugal precisa de imigrantes, não estamos em posição para escolher porque nem sequer os suficientes temos.

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Citação de HappyKing, há 14 horas:

Pessoas diferentes certo? Ou seja, não é possível tu estares a ganhar X e vires ganhar X+Y no subsidio de desemprego certo?

Sim, claro. Se tu ganhares 3000€ por mês e ficares desempregado recebes 1000 e poucos euros por mês limpinhos. Se eu receber 1000 brutos vou receber menos a trabalhar do que tu desempregado. Como é óbvio. Mas é o Montenegro, ninguém espera nada de jeito vindo dali.

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Citação de Alonso., há 18 horas:

Eu vou falar por mim . Tirando este último ano em que me licenciei, toda a minha vida adulta foi vivida em condições laborais precárias e sem nenhum tipo de estabilidade e segurança.

Todos os trabalhos que tive foram contratos, que eram renovados de 6 em 6 meses, no qual chegas ao último e te dão uma palmadinha nas costas, és uma pessoa com valor mas não temos condições.... Tive que me sujeitar a empresas de trabalho temporário (sim, é o maior cancro que existe), tive que me sujeitar, por ter apenas o 12 ano, a fazer sorriso amarelo sempre que me ofereciam o salário mínimo (porque se pedisse mais 40/50€ era logo descartado). As empresas sabem explorar a pobreza e a necessidade. Se não queres o salário mínimo, não faz mal, o que não falta são brasileiros, indianos, etc que até abaixo do mínimo aceitam, que precisam do dinheiro desesperadamente porque precisam de comer, ter um teto e enviar algo para as famílias.

Infelizmente são explorados e mal tratados. Mas não tem escolha, tem de trabalhar por pouco ou nada porque precisam! Enquanto portugueses como eu mesmo não ganhando m*rda nenhuma, conseguíamos viver porque teto temos a casa dos pais e comida os pais ajudam, esses pobres coitados não tem ninguém. 

E está aqui o grande problema. Como eles não tem escolha, aceitam qualquer salário, a trabalhar mais, mais horas, mais pesado, a trabalhar por 2... Como é que um português pode competir? Um português não quer ser ainda mais explorado... Ganhar o mínimo e levar pouco mais de 600€ ou lá o que é líquidos para casa já é exploração que chegue. Que perspectivas se tem da vida? Ter uma vida miserável? Não puder sair de casa porque um T1 custa 500€? Viver num quarto? Ficar na casa dos pais até aos 40?

Não vou muito nessa história que existe  trabalhos que os portugueses não querem fazer. Nem toda a gente é licenciada, nem todos tem curso superior ou especializados, nem todos tem capacidade financeira ou intelectual, muitos tem trabalhamos "normais". Simplesmente os portugueses querem trabalhos com salários/condições dignas. Cheguei a trabalhar com pessoas com 25 anos de casa a ganhar mais 30 euros que o salário mínimo!

Eu não sou contra os emigrantes, toda a minha família é. A família da minha namorada é. Mas é preciso algum tipo de controlo, que dê condições as pessoas de cá e as pessoas que vêm.

Hoje em dia trabalho numa empresa industrial. Vejo diariamente portugueses a pedir trabalho. Dizem logo que não estão a contratar. Chega um indiano e mandam logo inscrever na Adeco e outras m*rda do gênero. É nojento 

 

 

 

Citação de Jpa, há 18 horas:

É como disseste: os portugueses já não estão para irem para áreas como a hotelaria ou a agricultura, onde há exploração certinha. E isto fez com que surgisse uma grande procura por mão de obra vinda dos países do sudeste asiático. Ainda ontem, o Bugalho, alguém que não é propriamente de esquerda, dizia que "não foi a esquerda que trouxe estes imigrantes todos, mas sim o setor do turismo que quis à força toda que viessem estes imigrantes todos". E isto veio desequilibrar o mercado de trabalho, claro. 

Mas nós precisamos de imigração (principalmente pela questão da natalidade) e está visto que estes setores e outros (construção civil) precisam de mão de obra. Por isso, como é que resolvemos este problema?! Eu acho que é estando do lado de toda gente que passa por dificuldades, imigrantes e não imigrantes, que estão expostos à precariedade laboral, aos baixos salários e ao problema gravíssimo da habitação. A solução não me parece que passe por mudar leis para escolhermos os imigrantes que queremos e onde queremos. Até porque não são os imigrantes que são a causa dos baixos salários. São é o pretexto perfeito para continuar a tê-los. Se voltarmos a meter o tuga na hotelaria e atrairmos os nórdicos e os franceses para o nosso belo país, os salários vão aumentar, a crise da habitação vai deixar de ser tão séria? Acho que não... 

Espero que já estejas numa situação mais estável. Enfim, só quem já viveu situações de precariedade é que certamente saberá o que a vida custa. 

 

Citação de Ghelthon, há 18 horas:

Essa descrição, por mais triste que seja, parece-me provar que a generalidade dos empregadores em Portugal é horrível, bem mais do que propriamente provar que a imigração é um problema.

 

Citação de kareca, há 17 horas:

Quem tem de ter algum "controlo" são essas empresas. Passa também por ti denunciar, já que és testemunha, para que todo o mercado melhore para todos. Seja ao não licenciado tuga como o imigrante que foge da guerra, fome, catástrofes naturais ou perseguição religiosa.

 

Citação de Alonso., há 17 horas:

Óbvio. Mas é difícil lutar por melhores condições quando terás sempre alguém que o faça pelo mínimo do mínimo.

Grande maioria das empresa querem lá saber das pessoas, são apenas números.

 

Claro mas não é tão fácil assim.

 

Citação de Ghelthon, há 17 horas:

Mas isso vais ter sempre, mesmo os portugueses fazem isso. Se uma empresa só paga salário mínimo, vai continuar a fazê-lo seja português ou seja chinês, tenha ou não contrato (que era a premissa inicial do @Gilberto Carlos).

Conclusão: votem CDU.

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Catarina Martins sai da liderança do Bloco. Curioso para ver quem se segue: Mortágua ou Pedro Filipe Soares parecem-me os nomes mais óbvios mas não creio numa solução Semedo-Catarina como chegaram a ter.

Editado por HappyKing

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