Ir para conteúdo
What

Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Ed, há 9 minutos:

Não fico surpreendido, mas o que impressiona é a quantidade de casos, vereadores, deputados municipais, etc., que são eleitos por esse partido, que passados meses se desvinculam. E mesmo assim, o povo continua a votar "neles" para depois saírem. 

Isso e a falta de espinha que essa gente tem para apoiar o chega de modo a voltar a ter o cargo político. Então na madeira é evidente, todos os inúteis para o psd-m vão lá parar.

  • Concordo! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Lebohang, há 5 minutos:
Citação

Seguro sempre defendeu a regionalização mas não dá passo em frente
Posição histórica do Presidente eleito é pró-regionalização, mas nunca deu passo para que se concretize. Com debate a reacender, Seguro parece estar em sintonia com Montenegro no travão ao processo.

Spoiler

Seja em 1998, 2011 ou mais recentemente, António José Seguro manteve uma posição favorável à regionalização. Ainda assim, nunca deu um passo para desencadear o processo por considerar que não estavam reunidas as condições políticas para tal. Com o debate sobre o tema a reacender-se à boleia da capacidade de resposta do Estado às intempéries e seus efeitos, todos os sinais apontam para que o Presidente da República eleito acompanhe Luís Montenegro na decisão de não avançar com a criação das regiões administrativas na actual legislatura.

O tema não foi seriamente discutido na campanha presidencial, mas nas vezes em que surgiu, Seguro não o alimentou, tendo até alinhado com a justificação mais usada pelos opositores do processo: a criação de uma camada adicional de burocracia e dos chamados "tachos". Já depois da primeira volta, na Universidade do Porto, referiu que não é competência presidencial decidir sobre o referendo, mas defendeu que, “se é para criar mais cargos, mais encargos, não, já chega”.

Citado pela Lusa, Seguro afirmou julgar ser possível, “com os quadros que existem nas CCDR [Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional], os quadros que existem nas CIM [Comunidades Intermunicipais], e, portanto, com essa despesa que já existe, fazer até economias de escala e poder resultar em benefícios".

Ainda mais recentemente, depois da tempestade Kristin, o então candidato e favorito à eleição presidencial realçava que era importante avaliar a forma como o nível municipal se relaciona com o plano nacional. Questionado sobre se a regionalização entrava nesse debate, Seguro disse que “não misturava as duas coisas”. “A urgência é mesmo o planeamento e a organização dos nossos recursos”, vincou, num aparente passo atrás em relação à premência do processo.

E pressa é o que António José Seguro parece não ter em relação à regionalização. Em 1998, enquanto secretário de Estado Adjunto de António Guterres, atirava-se ao PSD que, no seu entender, estava “apostado na confusão e na ignorância dos portugueses” sobre as vantagens das regiões administrativas.

Mais tarde, quando se candidatou à liderança do PS, incluiu o tema na sua moção política. “Afirmamos a nossa opção pela regionalização do continente”, lê-se no documento, complementando que a “visão moderna” que tinha do Estado era inspirada nos valores da República, “proporcionando níveis intermédios de poder para responder melhor aos problemas das pessoas”. Adiante, afirmava que a reorganização em torno das CCDR era um passo “decisivo” para um “futuro e alargado acordo interpartidário sobre a regionalização administrativa”. Enquanto primeiro-ministro, António Costa defendeu o reforço das CCDR como um passo necessário rumo à regionalização.

Na altura, com o país sob intervenção da troika, Seguro considerava a regionalização “prioritária”, mas não “já para amanhã”. À Lusa, dizia que quando houvesse “essa oportunidade”, o PS avançaria. Menos de um ano depois, em 2012, defendia a necessidade de uma reforma global “onde a regionalização entraria” e que tal não seria “mais um encargo para o país”.

Em entrevista ao Jornal de Notícias, a sua posição até tocava na que agora expressa. “Se for visto como mais um encargo para o país e mais um nível de política, burocracia e clientela política, não contarão comigo. Olho para a regionalização como instrumento importante de valorização do território e das comunidades para a aplicação de uma parte do investimento nacional”, dizia, sem que esta posição se tenha traduzido em qualquer passo em frente.

Já em 2019, completamente afastado da vida política, foi taxativo na rádio TSF. “Sou um regionalista e considero que devemos evoluir para uma governação multinível”, sublinhava, notando que cada nível de território deveria ter uma “resposta política com um Governo apropriado”. Mas à data estava longe de poder influenciar o poder.

Vai-não-vai socialista

Desde a liderança de Seguro, o PS já viu passar três secretários-gerais. António Costa foi aquele que maior possibilidade teve de avançar com o processo, anunciou-o, mas caiu por terra. Em 2017, no Parlamento, dizia que o momento não era “oportuno”, nem via “condições políticas” para que se retomasse o tema. “Devemos aprender com as lições e eu ainda não desaprendi o trauma que tive com o resultado desse referendo”, disse Costa, que em Janeiro desse ano tinha apontado a descentralização como “pedra angular” da reforma do Estado.

No entanto, é no final de 2021 que chega o grande anúncio. No congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), apontou 2024 como o ano de “dar a voz ao povo” com um novo referendo. A chegada de Luís Montenegro à liderança do PSD, no entanto, veio mudar as circunstâncias, tendo logo no congresso que o consagrou, dito que um novo referendo em 2024 não seria adequado, justificando com a situação internacional e consequências económicas e sociais que atingiam a população. Aí, o líder do PSD dizia não haver condições para realizar o referendo até 2026 e Costa deixou cair o tema.

Pelo caminho, Pedro Nuno Santos subiu à liderança do PS e retomou a promessa de referendo – que caiu com a derrota nas legislativas. Já José Luís Carneiro, que fez campanha em 1998 pela regionalização, não tem sido muito vocal sobre o tema. De resto, na moção de orientação política com que se apresentou para suceder a Pedro Nuno Santos, a palavra “regionalização” não aparece, antes a defesa do aprofundamento da descentralização. Com as directas agendadas para Março, ainda não é conhecida a nova moção de Carneiro.

Governo não quer

“Este é um tempo inadequado para esse avanço, inoportuno mesmo.” As palavras de Luís Montenegro foram claras no último congresso da ANMP, em Dezembro, adiando a possibilidade de referendo para não antes de 2029.

Ainda assim, um ex-ministro seu, desde que saiu do Governo, tem sido bastante vocal na defesa da regionalização. Em Agosto, Pedro Duarte, já na qualidade de candidato à Câmara do Porto, foi à Universidade de Verão do PSD defender a reflexão sobre a regionalização que, no seu entender, “saiu da agenda por razões políticas”.

Agora, não assinou a carta aberta de autarcas, académicos e antigos governantes num apelo à regionalização, mas voltou a falar do tema no programa Princípio da Incerteza, da TSF e CNN Portugal. Classificando o assunto como um “tabu nacional”, o autarca diz que gostava de o ver discutido sem “preconceitos” e de forma séria.

Já no executivo, Montenegro também conta com alguns regionalistas, mas que estão em paz com a posição do chefe do Governo. Manuel Castro Almeida, com a pasta da Coesão Territorial, é regionalista mas respeita a posição do primeiro-ministro. Carlos Abreu Amorim, numa entrevista ao PÚBLICO em 2006, admitia que o “princípio” do seu afastamento do CDS tinha que ver com a recusa do partido da regionalização.

Além destes, pelo menos Paulo Rangel e Fernando Alexandre também são defensores do processo: o número dois do Governo defendeu-o quando se candidatou à liderança do PSD e o ministro da Educação deixou-o patente num artigo no Observador.

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de andriy pereplyotkin, há 15 minutos:

image.png

 

Para quem quiser ter contexto. 

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de andriy pereplyotkin, há 1 hora:

image.png

Descobrimos a conta do Twitter do nosso colega de fórum 

  • Haha 3

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Ghelthon, há 42 minutos:

@Ticampos fortíssimo nas perguntas que importam:

HBhVfW9XAAACYL_.jpg

 

O mundo é redondo, tão à direita já será à esquerda...

Editado por PRFA47
  • Like 1
  • Haha 2

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Ghelthon, há 42 minutos:

@Ticampos fortíssimo nas perguntas que importam:

HBhVfW9XAAACYL_.jpg

 

Não, a IL não faz falta.

  • Like 1
  • Haha 4

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Ghelthon, há 41 minutos:

@Ticampos fortíssimo nas perguntas que importam:

HBhVfW9XAAACYL_.jpg

Isso não é uma questão que ele inventou, foi uma hipótese lançada num artigo de opinião no Observador.

O que se está a ver pela Europa fora são partidos de relativo sucesso que se formaram à direita da extrema-direita quer pelo absorvimento da extrema-direita no sistema quer pela consequente radicalização do próprio sistema. Esse é um fenómeno que o próprio Chega já está a sofrer, com o governo da AD a virar para a Direita para combater o Chega isso obriga o Chega a deslocar-se mais para a extrema-direita.

De resto esses partidos que estão à direita do Chega já começam a aparecer, basta ver que no debates dos pequenos partidos das últimas legislativas deveriam estar lá pelo menos uns 5 (ADN e Nova Direita à cabeça) mas o sistema português ainda não está radicalizado o suficiente para eles serem relevantes, o Chega ainda está forte e coeso para evitar divisões que partam o partido e nenhum desses líderes partidários possui um Ventura para fazer um Chega 2.0

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Lebohang, há 11 minutos:

Isso não é uma questão que ele inventou, foi uma hipótese lançada num artigo de opinião no Observador.

Eu sei. A idiotice não desce por isso.

Compartilhar este post


Link para o post

Tenho a ideia que o ticampos já veio dizer que essa conta não é dele

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Sandes., há 19 minutos:

Tenho a ideia que o ticampos já veio dizer que essa conta não é dele

Talvez seja de um heterónimo. Se for o caso, as minhas desculpas.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Lebohang, há 58 minutos:

Isso não é uma questão que ele inventou, foi uma hipótese lançada num artigo de opinião no Observador.

O que se está a ver pela Europa fora são partidos de relativo sucesso que se formaram à direita da extrema-direita quer pelo absorvimento da extrema-direita no sistema quer pela consequente radicalização do próprio sistema. Esse é um fenómeno que o próprio Chega já está a sofrer, com o governo da AD a virar para a Direita para combater o Chega isso obriga o Chega a deslocar-se mais para a extrema-direita.

De resto esses partidos que estão à direita do Chega já começam a aparecer, basta ver que no debates dos pequenos partidos das últimas legislativas deveriam estar lá pelo menos uns 5 (ADN e Nova Direita à cabeça) mas o sistema português ainda não está radicalizado o suficiente para eles serem relevantes, o Chega ainda está forte e coeso para evitar divisões que partam o partido e nenhum desses líderes partidários possui um Ventura para fazer um Chega 2.0

O ADN não é um partido de direita, é um partido de chalupas.

  • Concordo! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Hammerfall, há 1 hora:

O ADN não é um partido de direita, é um partido de chalupas.

TOw6HUE.png

  • Haha 5

Compartilhar este post


Link para o post

Nunca pensei que as universidades viessem a ter tanto destaque numa semana em Portugal. Ora são os nomes em português ou inglês das faculdades, ora é o facto de a Mariana Mortágua ser auxiliar no ISCTE. 

Neste último caso, posso dizer que nunca vi tanto especialista em bibliometria a polular pelas redes sociais. 

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Vaart10, há 32 minutos:

Ora são os nomes em português ou inglês das faculdades, ora é o facto de a Mariana Mortágua ser auxiliar no ISCTE. 

Neste último caso, posso dizer que nunca vi tanto especialista em bibliometria a polular pelas redes sociais. 

  • Like 2

Compartilhar este post


Link para o post

Eu vejo gente que não é académica a falar do CV dela como se fossem da área de especialização e soubessem o que é esperado de um professor, de uma área específica, em termos de publicação. 

Até eu, que trabalho na academia, desconheço o volume de publicações considerado normal para uma pessoa de Economia.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora

×
×
  • Criar Novo...