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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de noikeee, há 11 horas:

@Black Hawk o que é que te deram depois da segunda vez, passou? Fizeram-te algum procedimento para desentupir? Eu nunca tive nessa situação de "dores lancinantes" mas tb tenho tendência a tar sempre entupido de X em X dias (é mais uma sensação de pressão constante dentro da cabeça que outra coisa, sobretudo na zona por trás do nariz)

À partida corticóide nasal e eventualmente também anti-histamínico oral. Tinha de se avaliar se tens algum tipo de alergia. 

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Citação de 1906, há 27 minutos:

À partida corticóide nasal e eventualmente também anti-histamínico oral. Tinha de se avaliar se tens algum tipo de alergia. 

Ya tenho alergia ao pó e tenho um spray nasal e comprimidos anti-histamínicos. Nunca funciona 100%, basicamente ando há uns 15 anos sempre assim de tempos a tempos.

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Citação de 1906, há 13 horas:

Um quadro tão exuberante como descreves pá, uma pessoa vai logo descartar uma situação mais grave e que efectivamente poderia colocar a vida em risco. Daí a bateria de exames que fizeram, alguns até bastante invasivos. E felizmente não foi nada disso. 

Acredito, mas para um gajo como eu que não pesca do assunto soa estranho que não atacassem a primeira causa provável, que até encaixava nos sintomas.

Citação de noikeee, há 12 horas:

@Black Hawk o que é que te deram depois da segunda vez, passou? Fizeram-te algum procedimento para desentupir? Eu nunca tive nessa situação de "dores lancinantes" mas tb tenho tendência a tar sempre entupido de X em X dias (é mais uma sensação de pressão constante dentro da cabeça que outra coisa, sobretudo na zona por trás do nariz)

Deram-me um antibiótico, uma cena para "dissolver" o muco, continuei a Ben-u-ron e passei a inalar quase diariamente aquelas águas salgadas medicinais que se vendem nas farmácias.

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Citação de noikeee, há 36 minutos:

Ya tenho alergia ao pó e tenho um spray nasal e comprimidos anti-histamínicos. Nunca funciona 100%, basicamente ando há uns 15 anos sempre assim de tempos a tempos.

Fazes a medicação diariamente? 

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Citação de 1906, há 2 horas:

Fazes a medicação diariamente? 

Nop, só quando tá pior

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Citação de noikeee, há 1 hora:

Nop, só quando tá pior

Experimenta fazer o anti-histamínico diariamente e quando tiveres pior faz a medicação do nariz e duplica a dose do anti-histamínico (ou seja, toma 2x/dia durante uns tempos - qual é o anti-histamínico já agora?)

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Iran is talking very boldly about targeting certain USA assets as revenge for our ridding the world of their terrorist leader who had just killed an American, & badly wounded many others, not to mention all of the people he had killed over his lifetime, including recently....

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump)

....hundreds of Iranian protesters. He was already attacking our Embassy, and preparing for additional hits in other locations. Iran has been nothing but problems for many years. Let this serve as a WARNING that if Iran strikes any Americans, or American assets, we have.....

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump)

....targeted 52 Iranian sites (representing the 52 American hostages taken by Iran many years ago), some at a very high level & important to Iran & the Iranian culture, and those targets, and Iran itself, WILL BE HIT VERY FAST AND VERY HARD. The USA wants no more threats!

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump)

 

Soleimani was responsible for thousands of deaths across the region. He was involved in planning terrorist attacks around the world. So I'm glad he's dead. I applaud President Trump for taking bold, swift, and decisive action. The world is better off without him.
Now,  you claim Trump has violated international law - so, you're a lawyer, a legal expert? I doubt it.
You say Trump is a terrorist, but apparently Soleimani wasn't? Maybe you should stop smoking crack.
You claim the drone strike that killed Soleimani was itself a terrorist attack - so Soleimani's actions weren't? Your thinking is twisted - by your logic, FDR was a terrorist for bombing the Nazis

The Iranian regime killed over 1 million Syrian , children’s and wemen , they violated Lebanon and they founded hezboullah which is the chi3a version Of isis . And all of that was engineered by Soleimani . The Irianians are celebrating his death all over the world .
I respect very much trump for what he did at least he has balls not like the other hypocrite Obama .
I am so happy and hopefully he will be elected again . And by the way I am from Middle East and you should not listen to UK news also

 

Editado por Catota

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Ainda em relação aos hospitais, eu na altura do meu primeiro quadro clínico de EM, fui extremamente bem cuidado. Cheguei lá com falta de mobilidade de um membro (perna direita) e fui a uma consulta de Medicina Geral na CUF Cascais. O médico examinou-me, em termos táteis, ficou extremamente intrigado com todo o quadro (ausência de dor, ausência de sensibilidade, apenas perca de um membro especifico [na altura suspeitou de AVC silencioso mas eliminou a hipótese pouco depois], fez-me tudo o que conseguia, mandou-me fazer análises e uma TAC e voltar lá no dia seguinte sem consulta na hora de almoço dele para ser visto com os resultados. TAC inconclusiva, análises normais sem qualquer valor estranho e por isso mesmo mandou-me fazer uma RM à cabeça e à coluna. Fiz a RM, fui novamente atendido por ele no dia seguinte fora da hora de trabalho dele com os resultados dos exames, ficou confuso com os resultados dos exames, suspeitou de Neurocisticercose mas encaminhou-me logo para o Neurologista do Hospital para ser atendido com urgência no mesmo dia.
Já com o Neurologista, observou o meu quadro, os exames e tendo em conta a necessidade urgente de fazer corticoides para reduzir a inflamação cerebral arranjou-me cama na hora para o Hospital Público no Serviço de Neurologia.
Todo a primeira altura do processo quando entrei foi tratada com um médico de Medicina Geral e mesmo assim fui acompanhado de forma completamente exemplar, sem parvoíces de casos que muito se leem por aí fora.

Já a minha namorada em Dezembro foi também à CUF, a uma consulta de Medicina Geral com um quadro clínico de inchaço imenso na zona dos pés, pernas, abdómen e cara, com mais 10kg ganhos em 2 dias e depois da explicação do caso dela, o primeiro diagnostico da médica de serviço foi que seriam nervos e se ela não era gorda já e quis mandá-la embora com comprimidos sem fazer quaisquer exames.
O que vale é que ela é adulta e bateu o pé, lá lhe fizeram os exames, muito a custo, e acabaram por revelar proteinuria e mais outra coisa qualquer que não sei o nome. Após os resultados foi transferida para um Nefrologista de referência e têm sido acompanhada por ele.
Resultado, está agora com um diagnóstico de Nefrite renal, sendo a maior suspeita a glomerulonefrites e está à espera da biopsia renal para confirmar o diagnóstico para fazer tratamento.
Por acaso tivemos sorte porque a glomerulonefrite está algo controlada e não avançou de forma súbita e repentina senão o organismo podia ter entrado em insuficiência renal e podia ter existido um azar completamente evitável.
Isto tudo para dizer que maus profissionais existem em todos os lados e hoje em dia também é uma questão de sorte, quando não o deveria ser, pelo menos nesta área.

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Acabei de ler essa noticia no reddit e lembrei me do que aconteceu ao meu pai. Já não me lembro muito bem dos específicos mas ele andava há uns tempos com dores de barriga intensas, não conseguia comer, se comia vomitava a seguir, etc. Foi ao hospital público e o idiota (não merece que o trate pela profissão que exerce) que o atendeu mandou-o para casa porque o que ele tinha eram apenas gases. Gases. Não fez exames nem nada.

Passado uns dias, a minha mãe obrigou-o a ir ao privado. Fizeram-lhe os exames e descobriram-lhe o tumor no pâncreas. Nem um mês depois estava a ser operado.

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Acho que deveríamos estar a falar disto na parte da saúde, mas já agora, uma vez comecei a tomar uma medicação que me deixou o meu corpo quase sem movimento em 3 ou 4 dias, os médicos do Fernando da Fonseca pensaram que fosse algo neurológico, afinal era só do medicamento, demoraram horas e montes de exames de rastreio para detetarem o problema. Não tenho muito a queixar-me dessa parte, estamos a falar de um público, agora as coisas estarão piores com certeza, isto já foi há uns 4 anos atrás. 

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Basicamente a moral da historia é a grande novidade que tanto no publico como no privado existem bons e maus profissionais

A unica diferenca é que no privado se espera menos tempo e paga-se mais / no publico espera-se mais e paga-se menos

Lets move on...

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Ora bem, portanto em mais ou menos 24 horas o Trump ameaçou destruir locais de importância cultural para o Irão, um claro crime de guerra e ameaçou o Iraque com sanções, querendo obriga-los a pagar pelas bases americanas no território, bases essas construídas depois da invasão do país por eles mesmo e de as guerras subsequentes terem causado algo superior a 1 milhão de Iraquianos mortos.

Está engraçado isto.

 

 

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Citação de Pickle Rick, há 8 horas:

Isto tudo para dizer que maus profissionais existem em todos os lados e hoje em dia também é uma questão de sorte, quando não o deveria ser, pelo menos nesta área.

Já eu acho que será cada vez mais normal, infelizmente. Principalmente nas urgências onde sé estão os médicos sem especialidade

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Citação de antifa, há 1 hora:

Ora bem, portanto em mais ou menos 24 horas o Trump ameaçou destruir locais de importância cultural para o Irão, um claro crime de guerra e ameaçou o Iraque com sanções, querendo obriga-los a pagar pelas bases americanas no território, bases essas construídas depois da invasão do país por eles mesmo e de as guerras subsequentes terem causado algo superior a 1 milhão de Iraquianos mortos.

Está engraçado isto.

Gosto de como os EUA fazem porcaria e depois exigem aos outros que não retaliem os ataques indiscriminados deles.

É a variante da tática do Pau e da Cenoura chamada a Tática do Pau e do Pau.

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Essas questões todas da saúde também têm origem no fecho ridículo de hospitais que houve há uns anos, no governo PSD.

O Hospital de Vila Real, por exemplo, está a rebentar pelas costuras porque recebe doentes de quase toda a região de Trás-os-Montes, devido ao fecho de vários hospitais. Há pessoas que têm de fazer centenas de km para ir a consultas e afins, já para não falar das listas de espera (exemplo aqui - em Março, a lista de espera para consultas de Urologia para doentes não prioritários era de 1775 dias, ou seja, quase 5 anos).

Ora, é complicado ter profissionais para tanta gente, especialmente com o desinvestimento que tem havido no SNS (culpa tanto do PS como do PSD, claro). Basta seguir umas quantas páginas no Facebook para se perceber que os próprios profissionais estão a entrar em ruptura, porque é demasiado trabalho para um salário que nem é especialmente apelativo, tendo em conta todos os anos de formação pelos quais passam. Por maior que seja o espírito de missão e a vontade de ajudar, não há milagres.

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No que toca a hospitais, nada bate o Hospital Padre Américo em Penafiel, pior que um matadouro. 

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Citação de Mo Salah, há 3 minutos:

No que toca a hospitais, nada bate o Hospital Padre Américo em Penafiel, pior que um matadouro. 

Confirmo. Presenciei uma situação lá surreal ainda há pouco tempo. Felizmente não era comigo.

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Citação de JohnyM, há 2 horas:

Já eu acho que será cada vez mais normal, infelizmente. Principalmente nas urgências onde sé estão os médicos sem especialidade

👀

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Citação de Lebohang, há 1 hora:

Gosto de como os EUA fazem porcaria e depois exigem aos outros que não retaliem os ataques indiscriminados deles.

É a variante da tática do Pau e da Cenoura chamada a Tática do Pau e do Pau.

true

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Citação de Bashir, há 21 minutos:

Confirmo. Presenciei uma situação lá surreal ainda há pouco tempo. Felizmente não era comigo.

Esta zona aqui tá muito mal no que toca a hospitais, tenho amigos meus que são bombeiros e dizem que aquilo chega a ser um inferno em alguns dias por falta de camas, tanto na unidade de Penafiel como em Amarante. 

Editado por Mo Salah

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Citação de Mo Salah, há 6 minutos:

Esta zona aqui tá muito mal no que toca a hospitais, tenho amigos meus que são bombeiros e dizem que aquilo chega a ser um inferno em alguns dias por falta de camas, tanto na unidade de Penafiel como em Amarante. 

O de Amarante para mim é o que fica mais perto, mas prefiro ir a Vila Real ou diretamente ao Porto. Bastou 1x no de Amarante para perceber isso.

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O daqui de Chaves também é bastante mau, penso que tem vindo a melhorar aos poucos, mas já ele não era bom, nestes últimos anos tornou-se muito mau.

E o de Viseu também é péssimo.

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Citação de Plagio o Original, há 3 horas:

identifica-me, burro

Num movimento inverso ao que se registou no período em que a troika esteve no país, e numa tentativa de encontrar outros activos capazes de garantir rentabilidades mais elevadas no futuro, o fundo que gere a almofada financeira da Segurança Social reduziu de forma drástica a sua exposição à dívida pública portuguesa durante o ano passado, revelam os números disponibilizados pelo Governo ao PÚBLICO.

O peso dos títulos de dívida pública nacional no Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) acabou o ano de 2019 colado ao mínimo permitido por lei, que é de 50%. E o actual cenário de taxas de juro muito baixas nas emissões de dívida portuguesas pode mesmo relançar a discussão sobre se as regras de gestão do fundo em vigor são as mais adequadas.

 

O FEFSS é uma reserva constituída pela Segurança Social e destina-se a cobrir, em caso de necessidade, as despesas com pensões em períodos em que a receita contributiva seja inferior à despesa contributiva. Até agora, nunca foi utilizado.

Em declarações ao PÚBLICO, o secretário de Estado da Segurança Social, Gabriel Bastos, revelou que o peso da dívida pública entre os activos de mais de 20 mil milhões de euros detidos pelo FEFSS “desceu para 51%” durante o ano de 2019, quando tinha terminado o ano de 2018 nos 69%. A lei impõe que o fundo mantenha uma exposição à dívida pública portuguesa situada entre os 50% e os 100%, e desde 2014 que o valor registado estava bastante acima desse mínimo.

 

No entanto, a nova realidade de taxas de juro muito baixas nos títulos de dívida nacional – que se encontram em mínimos históricos – significa que o fundo tem dificuldades em obter rendimentos minimamente atractivos quando compra obrigações ou bilhetes de Tesouro, que em prazos inferiores a cinco anos registam mesmo taxas de juro negativas.

Gabriel Bastos diz que, neste cenário, a estratégia de gestão do FEFSS “tem de ser equacionada”. “O retorno com a dívida pública é muito baixo ou nulo e o Governo tem tido conversas com o Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social [entidade encarregue de gerir o FEFSS]. Ainda não temos decisões tomadas e espero ter novas conversas sobre esta matéria”, afirma. 

Concretamente em relação à possibilidade de uma redução do mínimo de 50% imposto para o peso da dívida, o secretário de Estado diz que “não é, neste momento, uma hipótese em cima da mesa”. “Estamos em início de mandato e não há decisões tomadas”, reitera. Além disso, salienta, o facto de nas análises de sustentabilidade do sistema de pensões se ter adiado o período previsto para o aparecimento de saldos negativos na Segurança Social “dá uma folga de tempo para que se possam tomar as decisões de investimento mais adequadas”.

O papel do fundo na crise

O regresso, em 2019, a um peso da dívida pública no FEFSS próximo do mínimo de 50% exigido por lei representa o fim de um período em que a exposição a este tipo de activos foi bastante mais elevada. E isso aconteceu, em larga medida, porque a partir do momento em que, em 2011, o Estado português viu os mercados fecharem-se aos seus pedidos de financiamento, os Governos viram os milhões do fundo da Segurança Social como uma ajuda à colocação da sua dívida.

O primeiro episódio que trouxe a público uma participação mais activa do FEFSS nos esforços de obtenção de financiamento do Estado português aconteceu a 6 de Abril de 2011. Nesse dia, naquela que acabou por ser a última emissão de dívida pública realizada pelo Estado português antes da chamada da troika, convencer os investidores estrangeiros a arriscar em Portugal revelou-se praticamente impossível. Dos 1645 milhões de euros de Obrigações de Tesouro (OT) emitidas no dia 6 de Abril de 2011, 90% foram compradas por investidores portugueses e vários órgãos de comunicação social avançaram que, entre os compradores nacionais, estava o FEFSS, que teria sido instruído pelo Governo a ajudar nesse esforço desesperado para salvar Portugal do pedido de resgate.

Teixeira dos Santos, o então ministro das Finanças, na mesma entrevista em que reconheceu ao Jornal de Negócios que o país teria de recorrer à ajuda externa, negou uma participação directa do FEFSS no leilão. “A Segurança Social não adquiriu dívida neste leilão”, disse na altura. Ainda assim, de forma directa ou indirecta (por via de compras no mercado secundário), o que é certo é que o Relatório e Contas do FEFSS referente a 2011 revela que nesse ano foram efectuadas pelo fundo compras de 310 milhões de euros da série de OT que tinha sido alvo da emissão de novos títulos no dia 6 de Abril. E as contas de 2012 mostram que foram ainda efectuadas mais 1244 milhões de euros de compras dessa série de OT até à amortização dos títulos em Junho de 2012.

Estas compras de grande dimensão marcaram o início de um período em que, numa altura em que nos mercados se considerava que a dívida pública portuguesa era um investimento de alto risco, o fundo que gere a almofada financeira da Segurança Social, em contracorrente, aumentou progressivamente a sua exposição à dívida pública. 

Em 2012, o peso da dívida pública no FEFSS passou de 50,6% para 54,7%. Em 2013, voltou a subir para 57,8%, com o FEFSS muito activo nas compras dos Bilhetes de Tesouro que eram emitidos pelo Estado e adquirindo também no mercado secundário algumas Obrigações do Tesouro.

No entanto, o governo liderado por Passos Coelho considerou que ainda era pouco. Num dos últimos actos legais antes da sua saída, o ministro das Finanças Vítor Gaspar determinou em Julho de 2013 que o peso da dívida pública no FEFSS deveria caminhar “até ao limite de 90% da carteira de activos”. E, em 2014, esse peso disparou para 75,1%, voltando ainda a subir ligeiramente em 2015 para 78,1%.

Uma estratégia de risco

Esta estratégia de investimento continha, durante estes anos, um forte elemento de risco. Durante o período em que se viveu a crise da dívida soberana na Europa existia nos mercados uma forte desconfiança relativamente à capacidade de Estados como o português conseguirem fazer face aos seus compromissos. No caso da Grécia foi mesmo realizada uma reestruturação que implicou perdas avultadas para os detentores da sua dívida.

Mas com o risco elevado vinha também a possibilidade de obter ganhos mais elevados. Quem aceitava comprar dívida pública portuguesa fazia-o exigindo um retorno muito alto, expresso nas taxas de juro recorde que então foram atingidas.

E o que é certo é que, sabe-se agora, essa aposta de risco do FEFSS acabou por sair bem: o Estado português, ao contrário do grego, não reestruturou a sua dívida e as Obrigações de Tesouro compradas a baixo preço no auge da crise valorizaram-se e ofereceram rendimentos avultados ao longo dos últimos anos ao FEFSS.

Os relatórios e contas do FEFSS mostram que, após uma forte desvalorização em 2011, de 19,3%, os títulos de dívida pública portuguesa detidos pelo fundo foram registando valorizações acentuadas, mais do que compensando essa perda inicial. 

Só em 2012, valorizaram-se 41,1%, contribuindo para uma rendibilidade total do fundo nesse ano que ascendeu aos 23,3%. Depois, os títulos de dívida pública apreciaram-se 7,2% em 2013 e mais 17,9% em 2014, superando sempre a valorização total do fundo. Isto é, a aposta de risco mais elevado em dívida pública compensou e contribuiu de forma decisiva para o reforço do valor do FEFSS que se verificou durante esses anos em que as transferências realizadas para o fundo foram mais reduzidas.

A partir de 2015, a rendibilidade dos títulos de dívida nacional reduziu-se, tendo sido mesmo negativa em 2016, um ano em que ressurgiram algumas dúvidas em relação à dívida soberana dos países da periferia europeia. No entanto, essa descida foi imediatamente compensada em 2017 com uma nova valorização forte, de 9,6%. 

Mas agora, com as taxas de juro da dívida portuguesa em mínimos históricos e com as hipóteses de novas valorizações dos títulos a ficarem cada vez mais reduzidas, a aposta que antes era muito arriscada passou a ser demasiado segura, não oferecendo perspectivas de rentabilidade atractivas. 

Em 2019, revela o secretário de Estado da Segurança Social, o Fundo atingiu um valor próximo dos 20,3 mil milhões de euros, um aumento de cerca de 3000 milhões face ao final de 2018. Este acréscimo resultou das transferências de cerca de 1700 milhões de euros realizadas durante o ano e de uma valorização dos activos próxima dos 1300 milhões de euros. Desses 1300 milhões de euros, diz o responsável governamental, apenas 400 milhões foram conseguidos por via de uma valorização dos títulos de dívida pública, o que demonstra que nesta fase já não são estes activos que mais contribuem para fazer subir o valor o FEFSS.

É por esse motivo – a par com o desaparecimento da necessidade de contar com os fundos da Segurança Social para ajudar no financiamento do Tesouro (agora há muitos investidores interessados em comprar dívida portuguesa) – que desde 2016 os responsáveis pela gestão do Fundo, esquecendo a orientação de fazer subir o peso da dívida pública até aos 90%, têm vindo a baixar progressivamente esse indicador: para 75,7% em 2016, 72,4% em 2017, 69% em 2018 e, finalmente, para 51% em 2019. Resta agora saber se, no futuro, esse indicador irá ainda baixar mais.

 

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