Poeira Publicado 8 Dezembro 2016 Então, Poeira, que solução sugeres para os jogos que têm pouco mais de 30 minutos de tempo útil? Claro que hoje gostei de ver o Legia a gerir o jogo sem praticamente nunca fingir lesões, sem demorar dois anos nas substituições (o Guilherme até foi a correr), mas isso não é, nem vai ser tão cedo a norma em Portugal. Se a solução "cultural" não é uma solução viável a médio-prazo, como é que dás a volta à situação? Fechas os olhos e finges que não existe? Mesmo que isso faça com que equipas favoritas a perder que conseguem marcar cedo depois tenham um GR com cãibras durante 82 minutos e mesmo assim faz algumas defesas de alguma dificuldade, etc.. Simplesmente autorizas esses 30 minutos de tempo útil? É que eu confesso que a ideia de passar a ter o futebol cronometrado também não me agrada muito, mas todas as outras que por aqui apresentaram são só conceções impossíveis ou que iriam trazer incentivos ainda mais nefastos ao jogo. Só hoje já temos um bom exemplo, portanto. Há milhares e milhares deles. Que os intervenientes no jogo ganhem vergonha na cara. Não sendo essa uma opção viável, porque acabei de englobar praticamente todos os treinadores e jogadores a actuar em Portugal, já para não falar nos adeptos, que não se mexa em nada, simplesmente. E que se vá tentando incutir essa vergonha nas pessoas. Devagar se vai ao longe. Se há países em que o anti-jogo não é uma realidade, há a possibilidade de Portugal também evoluir para essa realidade. E já agora, é precisamente por se falar de "equipas favoritas a perder" que o anti-jogo também vive. É essa mentalidade de que os "pequenos" não podem ganhar aos grandes jogando da mesma forma que eles que depois é interiorizada por adeptos, treinadores e jogadores, e que leva à utilização desse tipo de estratégias. Reconhecê-las ao ponto de mexer nas leis do jogo para as tentar influenciar é apenas o passo seguinte. Esse "ligeiramente" não passa de opinião pessoal tua. Na minha opinião a cronometragem do tempo útil de jogo iria atenuar fortemente o problema. Até porque eu não vislumbro nenhuma das situações habituais de anti-jogo que continuassem a fazer sentido num cenário em que o relógio está parado. Naturalmente que não seriam 90 minutos. 60 seria um valor ajustado tendo em consideração o tempo médio de jogo útil que os jogos têm hoje em dia. E os jogos devem durar um período fixo e nem mais um segundo por uma questão de igualdade e verdade desportiva. Condições iguais para todos sem estar dependente de interpretações e critérios dos árbitros. Isto parece-me tão evidente que só te estou a responder por consideração... Eu vislumbro. É só determinada equipa querer insistir no anti-jogo, e no mínimo, consegue facilmente estragar o espectáculo e fazer o jogo arrastar-se eternamente. Basta que o anti-jogo do guarda-redes aumente exponencialmente. Passa a ter queixas físicas 20 ou 30 vezes por jogo. E o árbitro não tem o poder para decidir se ele está a mentir, nem muito menos o poder para obrigar o treinador a substituí-lo. Ou então, fazer o mesmo com os jogadores de campo. Mesmo que a equipa fique temporariamente com 10 jogadores, o árbitro nunca demora muito a fazê-lo reentrar no terreno de jogo, e quando isso acontecesse, bastaria apenas repetir o processo. Quantas vezes quisessem, com quantos jogadores quisessem. Isto assim de repente. Acredito que as equipas que praticam anti-jogo, face às novas regras e em situações de desespero, encontrariam novas formas de usar os regulamentos a seu favor. E pelo caminho, lá se ia o que ainda resta do "fair-play". O jogo estará sempre dependente da interpretação e do critério dos árbitros. Isso sim, nunca poderá ser alterado. Mas não era tanto a isso que me referia. Antes, referia-me à forma como o cronómetro retiraria aleatoriedade ao jogo. Que fazer quando só houvesse um segundo de tempo útil, e a equipa beneficiasse de um pontapé de canto ou de um livre próximo da área? Actualmente, poderia dar golo. Com cronómetro, nunca daria. Que fazer quando uma equipa estivesse numa situação de ataque clara, já dentro da área adversária? Actualmente, o árbitro apitaria após a conclusão da jogada. Com cronómetro, ficava impedido de o fazer. O mesmo vale para um jogador que fosse claramente isolado para o guarda-redes adversário. Actualmente, concluiria a jogada (ou não, que já vi acontecer, mas pelo menos o árbitro teria o poder de decisão). Com cronómetro, tinha de rematar do meio-campo. Sei lá, tantas e tantas situações que acabariam com a introdução do cronómetro. Incontáveis, até. Compartilhar este post Link para o post
verY Publicado 8 Dezembro 2016 Acredito que as equipas que praticam anti-jogo, face às novas regras e em situações de desespero, encontrariam novas formas de usar os regulamentos a seu favor. E pelo caminho, lá se ia o que ainda resta do "fair-play". O Marítimo já ganhou pontos pela criatividade que mostrou neste tipo de manobras, com a do "deixa-me ir a passo de um lado ao outro do campo para ser substituído mas quando chego, ups! afinal não sou eu que vou sair, é o outro que entretanto foi para o outro lado do campo". Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 8 Dezembro 2016 Os teus argumentos são extremamente parecidos aos de quem contraria a modernidade no futebol, mais nada. Não sei bem o que é a "modernidade no futebol". Para mim, o futebol é extremamente moderno. Moderniza-se naturalmente e ciclicamente, de resto. Alguns dos seus intervenientes é que ficaram na Idade Média. É a introdução da tecnologia? Sou a favor. Desde que seja para melhorar o jogo e para o tornar mais positivo para quem nele participa, de forma directa ou indirecta. Não é o caso com o cronómetro. Porque ataca fortemente as duas maiores virtudes do futebol, em relação a qualquer outro desporto: a aleatoriedade e a subjectividade. Por muito que possa contribuir para resolver outros problemas, só essa particularidade chega para ser frontalmente contra a medida. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 8 Dezembro 2016 (editado) Eu vislumbro. É só determinada equipa querer insistir no anti-jogo, e no mínimo, consegue facilmente estragar o espectáculo e fazer o jogo arrastar-se eternamente. Basta que o anti-jogo do guarda-redes aumente exponencialmente. Passa a ter queixas físicas 20 ou 30 vezes por jogo. E o árbitro não tem o poder para decidir se ele está a mentir, nem muito menos o poder para obrigar o treinador a substituí-lo. Ou então, fazer o mesmo com os jogadores de campo. Mesmo que a equipa fique temporariamente com 10 jogadores, o árbitro nunca demora muito a fazê-lo reentrar no terreno de jogo, e quando isso acontecesse, bastaria apenas repetir o processo. Quantas vezes quisessem, com quantos jogadores quisessem. Isto assim de repente. Acredito que as equipas que praticam anti-jogo, face às novas regras e em situações de desespero, encontrariam novas formas de usar os regulamentos a seu favor. E pelo caminho, lá se ia o que ainda resta do "fair-play". Descrever o que se passa hoje em dia afirmando que será o que passaria a acontecer com a introdução da cronometragem de tempo útil que anularia os benefícios que essas práticas hoje representam além de ser completamente errado é, desculpa que te diga, idiota. O jogo estará sempre dependente da interpretação e do critério dos árbitros. Isso sim, nunca poderá ser alterado. Mas não era tanto a isso que me referia. Antes, referia-me à forma como o cronómetro retiraria aleatoriedade ao jogo. Que fazer quando só houvesse um segundo de tempo útil, e a equipa beneficiasse de um pontapé de canto ou de um livre próximo da área? Actualmente, poderia dar golo. Com cronómetro, nunca daria. Que fazer quando uma equipa estivesse numa situação de ataque clara, já dentro da área adversária? Actualmente, o árbitro apitaria após a conclusão da jogada. Com cronómetro, ficava impedido de o fazer. O mesmo vale para um jogador que fosse claramente isolado para o guarda-redes adversário. Actualmente, concluiria a jogada (ou não, que já vi acontecer, mas pelo menos o árbitro teria o poder de decisão). Com cronómetro, tinha de rematar do meio-campo. Sei lá, tantas e tantas situações que acabariam com a introdução do cronómetro. Incontáveis, até. Sabes o que é que hoje pode acontecer se uma equipa beneficia de um canto ou livre nos momentos finais do jogo? O árbitro pode terminar o encontro se assim o entender não permitindo a marcação do canto ou do livre. É a tal subjetividade e aleatoriedade que defendes. Sabes o que hoje pode acontecer se uma equipa estiver numa situação de ataque clara ou se um jogador se encontrar isolado perante o Guarda Redes nos momentos finais do jogo? O árbitro pode terminar o encontro se assim o entender não permitindo a conclusão da jogada. É a tal subjetividade e aleatoriedade que defendes. Eu não defendo subjetividade nem aleatoriedade no futebol. Defendo objetividade. Não defendo que o árbitro tenha o poder de decidir se deve conceder mais uma oportunidade de ataque a uma equipa ou impedir uma oportunidade de ataque a outra equipa. Defendo que o papel do árbitro é fazer cumprir as regras do jogo e que se fique por aí. Que deixe aos jogadores a responsabilidade sobre os resultados dos jogos. Defendo que a evolução do futebol caminhe para a diminuição de todo e qualquer poder subjetivo do árbitro. Já bastam as decisões que lhe competem e que dificilmente poderão ser objetivadas como a bola que vai à mão ou a mão à bola. Editado 8 Dezembro 2016 por Descartes Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 8 Dezembro 2016 Descrever o que se passa hoje em dia afirmando que será o que passaria a acontecer com a introdução da cronometragem de tempo útil que anularia os benefícios que essas práticas hoje representam além de ser completamente errado é, desculpa que te diga, idiota. Mas seriam práticas que continuariam a funcionar. De forma muito menos impactante, mas continuariam. E não duvido de que existisse, nessa realidade, uma ou mais equipas dispostas a levarem essas práticas ao extremo, para manterem pelo menos alguns dos benefícios que o anti-jogo lhes traz, actualmente. Os maiores prejudicados, nesse caso, seriam os adeptos, que passariam a ter um espectáculo degradante. Bem mais degradante que o actual. Sabes o que é que hoje pode acontecer se uma equipa beneficia de um canto ou livre nos momentos finais do jogo? O árbitro pode terminar o encontro se assim o entender não permitindo a marcação do canto ou do livre. É a tal subjetividade e aleatoriedade que defendes. Sabes o que hoje pode acontecer se uma equipa estiver numa situação de ataque clara ou se um jogador se encontrar isolado perante o Guarda Redes nos momentos finais do jogo? O árbitro pode terminar o encontro se assim o entender não permitindo a conclusão da jogada. É a tal subjetividade e aleatoriedade que defendes. Eu não defendo subjetividade nem aleatoriedade no futebol. Defendo objetividade. Não defendo que o árbitro tenha o poder de decidir se deve conceder mais uma oportunidade de ataque a uma equipa ou impedir uma oportunidade de ataque a outra equipa. Defendo que o papel do árbitro é fazer cumprir as regras do jogo e que se fique por aí. Que deixe aos jogadores a responsabilidade sobre os resultados dos jogos. Defendo que a evolução do futebol caminhe para a diminuição de todo e qualquer poder subjetivo do árbitro. Já bastam as decisões que lhe competem e que dificilmente poderão ser objetivadas como a bola que vai à mão ou a mão à bola. Estamos em planos claramente opostos sobre o assunto, portanto. Eu nem sequer concebo o futebol enquanto jogo de carácter objectivo e definido por leis objectivas, sem estarem sujeitas à interpretação e critério do árbitro. Mas percebo a ideia que defendes. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 8 Dezembro 2016 Mas seriam práticas que continuariam a funcionar. De forma muito menos impactante, mas continuariam. E não duvido de que existisse, nessa realidade, uma ou mais equipas dispostas a levarem essas práticas ao extremo, para manterem pelo menos alguns dos benefícios que o anti-jogo lhes traz, actualmente. Os maiores prejudicados, nesse caso, seriam os adeptos, que passariam a ter um espectáculo degradante. Bem mais degradante que o actual. Estamos em planos claramente opostos sobre o assunto, portanto. Eu nem sequer concebo o futebol enquanto jogo de carácter objectivo e definido por leis objectivas, sem estarem sujeitas à interpretação e critério do árbitro. Mas percebo a ideia que defendes. Mas que benefícios é que o anti-jogo traz às equipas? Eu só consigo ver um: perder tempo! Quais são os outros benefícios? Pois estamos. Diametralmente opostos. Compartilhar este post Link para o post
DS7 Publicado 8 Dezembro 2016 Mas que benefícios é que o anti-jogo traz às equipas? Eu só consigo ver um: perder tempo! Quais são os outros benefícios? Pois estamos. Diametralmente opostos. Acredito que ele esteja a falar de por exemplo, quebrar o ritmo do adversário. Compartilhar este post Link para o post
FabioK Publicado 8 Dezembro 2016 Isso não pode ser. Está mais do que esclarecido que a recomendação é anterior. Eu sei. Mas para mandar a laracha convém ignorar isso. Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 8 Dezembro 2016 (editado) Descartes, essas tuas comparações estão cada vez mais rebuscadas. Antes de mais e primeiro que tudo, o futebol é um desporto e deve sempre ser tratado como tal no que concerne às 4 linhas. Assim, a pedagogia é sempre o primeiro e mais importante passo a tomar no combate a todo e qualquer problema que surja no jogo em si. Comparares o anti-jogo a um crime é, no mínimo, desonesto. É por demais evidente que a resolução do anti-jogo passa pelos prevaricadores, pela sua educação, a começar nos principais responsáveis pela sua existência e manutenção: a classe dirigente. Multem-se pesadamente os papagaios da nossa praça, fechem os estádios, subtraiam pontos, banem-se das taças, cortem-se os prémios, vão-lhes ao bolso. O comportamento dos jogadores é fruto e reflexo do comportamento de quem os dirige. Não acredito que exista um único jogador que diga preferir fingir que está lesionado a disputar o jogo honestamente. O anti-jogo não é o subterfúgio dos pobres, mas dos fracos. Digo isto porque parece estar totalmente posta de parte a hipótese dos clubes e federações chegarem a um acordo de cavalheiros e decidirem, de uma vez por todas, promover a saúde e imagem do futebol, ao invés dos seus interesses egoístas. Ganhar a todo o custo sai caro, principalmente porque escorraça o dinheiro(adeptos) dos estádios. Ignorar isto e insistir em obrigar os jogadores e árbitros a suportar o ónus de décadas de incompetência só vai resultar em que o jogo se desvirtue cada vez mais e gerar um clima crescente de suspeição sobre o mesmo e os seus intervenientes diretos. Editado 8 Dezembro 2016 por The Sandman Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 8 Dezembro 2016 Isso não pode ser. Está mais do que esclarecido que a recomendação é anterior. E, honestamente, achas que isso interessa? Não sejas naif. Compartilhar este post Link para o post
Guest Dur@cell Publicado 8 Dezembro 2016 Comecem a amarelar os guarda-redes aos 5' e as coisas podem melhorar um bocadinho. Não resolve, porque como se viu no jogo do Marítimo - Benfica depois do GR estar amarelado tem a lata de chamar outro jogador para "bater o pontapé de baliza" fazer o mesmo e sair outro amarelo :confuso: Compartilhar este post Link para o post
dafuq Publicado 8 Dezembro 2016 O que uma derrota do Benfica faz.... mesmo :lol: Não resolve, porque como se viu no jogo do Marítimo - Benfica depois do GR estar amarelado tem a lata de chamar outro jogador para "bater o pontapé de baliza" fazer o mesmo e sair outro amarelo :confuso: e podes repetir isso até ao infinito no lançamento lateral. Nas divisões secundárias então é um abuso xD Compartilhar este post Link para o post
Guest Dur@cell Publicado 8 Dezembro 2016 (editado) que podes repetir isso até ao infinito no lançamento lateral. Nas divisões secundárias então é um abuso xD precisamente. Como é que se poderia eventualmente contrariar isso?? :confuso: Mesmo que o árbitro dê o dobro do tempo que se perde...não sei se será por aí que se resolve..o objectivo vai sendo cumprido, para além do óbvio avançar do relógio, o arrefecer o jogo, enervar o adversário... sinceramente não vejo forma de contrariar o anti-jogo...tem de ser uma questão de mentalidades e bom senso. Mas isso vai depender dos treinadores, dos jogadores, dos adeptos...não é um tema fácil de contornar Editado 8 Dezembro 2016 por Dur@cell Compartilhar este post Link para o post
AsMoDeO Publicado 8 Dezembro 2016 Uma possível solução era a introdução do cartão azul para qualquer jogador, incluindo o guarda-redes. E no caso de um guarda-redes levar um cartão azul, iria um jogador de campo para a baliza enquanto o guarda-redes estivesse de fora, vestia um colete e calçava umas luvas e siga jogo. Com a falta de jeito que normalmente os jogadores de campo têm para a baliza as equipas nunca mais iam arriscar essas situações. Compartilhar este post Link para o post
toze2 Publicado 8 Dezembro 2016 Uma possível solução era a introdução do cartão azul para qualquer jogador, incluindo o guarda-redes. E no caso de um guarda-redes levar um cartão azul, iria um jogador de campo para a baliza enquanto o guarda-redes estivesse de fora, vestia um colete e calçava umas luvas e siga jogo. Com a falta de jeito que normalmente os jogadores de campo têm para a baliza as equipas nunca mais iam arriscar essas situações. :prayer: Compartilhar este post Link para o post
AlBoorg Publicado 8 Dezembro 2016 O hóquei, a partir do momento em que foram introduzidas as regras novas, e algumas delas tem a ver com o anti-jogo, tornou-se um espectáculo bem melhor Compartilhar este post Link para o post
Guest Dur@cell Publicado 9 Dezembro 2016 Uma possível solução era a introdução do cartão azul para qualquer jogador, incluindo o guarda-redes. E no caso de um guarda-redes levar um cartão azul, iria um jogador de campo para a baliza enquanto o guarda-redes estivesse de fora, vestia um colete e calçava umas luvas e siga jogo. Com a falta de jeito que normalmente os jogadores de campo têm para a baliza as equipas nunca mais iam arriscar essas situações. Não me parece mesmo nada uma má solução :handclap: Cartão azul para situações de anti-jogo, ou anti-desportivismo por ex, como aqueles encostos de cabeça em que depois um deles se manda para o chão a simular uma agressão, em vez de ser amarelo para os dois era azul para os dois Compartilhar este post Link para o post
Carmelo Anthony Publicado 9 Dezembro 2016 Sem descaracterizar muito o jogo, uma das soluções que defendo há alguns anos, é a paragem do cronómetro em interrupções mais longas, à imagem do que sucede no râguebi. Aliás, o futebol poderia aprender algumas coisinhas com esta modalidade, como o caso do vídeo-árbitro que afere da regularidade do ensaio. Compartilhar este post Link para o post
Thor Odinsson Publicado 9 Dezembro 2016 (editado) O que uma derrota do Benfica faz.... posso confirmar-vos o pedido da FPF aos árbitros feito há 2 semanas Para que queres teste de QI, quando as palas continuarão lá? E a hipocrisia também? Faz-me confusão esta conversa vir agora ao de cima na comunicação social, acredito que já há 2 semanas que a FPF enviou essa indicação, mas só agora saiu cá para fora e coincide com a derrota do Benfica na Madeira; podem correr e saltar mas não atirem areia para os olhos das pessoas... Estes pequenos "pormenores" ajudaram ao campeonato do ano passado, merecido, e este ano com a aproximação de Porto e Sporting e derby à porta há que arrepiar caminho. Quanto ao São Rui Vitória, é engraçado de ver que dois dos três resultados em que não ganharam já veio reclamar e neste do Marítimo foi de uma hipocrisia de todo o tamanho, esquecendo do jogo que fez o ano passado em Alvalade quando ganhou ao Sporting 0-1 e fez o anti-jogo que na sexta-feira acusa o Marítimo. <3 Rui Vitória style :carinhoso: A sério que vocês acham que um gajo é assim tão burro? Fiquem bem.... detesto sonsos armados em santos e que queiram fazer dos outros burros... ide pró... Tu tens um sério problema, mais do que anti-benfiquista és anti-rui vitoria, nem me atrevo a pensar no que te terá ele feito para esse ódio todo.... Mas tocaste num ponto fulcral, ainda assim: a Hipocrisia das pessoas, que está patente neste tópico, senão, vejamos: -Esta época o anti-jogo tem atingido niveis brutais, dos quais os 3 grandes se podem queixar, inclusivé de jogos entre grandes; - A opinião é unânime de que o anti-jogo tem que ser combatido e punido; - Sai uma noticia de uma reunião que aconteceu há duas semanas, sendo que o Benfica se viu afetado pelo anti-jogo, já depois dessa reunião, a um grau dificil de bater (talvez o FCP - Braga ou o FCP - SLB de há dois anos tenham estado lá perto; - Salta, quase, tudo o que não é benfiquista a insinuar que só se estão a mexer porque o Benfica perdeu e que o facto de a reunião ter acontecido antes do Maritimo - Benfica foi mera coincidencia e sem importancia para a questão = Estado Lampiânico! O Benfica manda nisto tudo! Editado 9 Dezembro 2016 por Thor Odinsson Compartilhar este post Link para o post
AlBoorg Publicado 9 Dezembro 2016 O Chaves - Porto foi bem pior que esse Porto - Braga que referes. Compartilhar este post Link para o post
Bazuka Publicado 9 Dezembro 2016 Não me parece mesmo nada uma má solução :handclap: Cartão azul para situações de anti-jogo, ou anti-desportivismo por ex, como aqueles encostos de cabeça em que depois um deles se manda para o chão a simular uma agressão, em vez de ser amarelo para os dois era azul para os dois E como é que o Arbitro vai decidir dar o cartão azul, a um GR que se deita durante 3 ou 4 min porque está (ou não lesionado). O Chaves - Porto foi bem pior que esse Porto - Braga que referes. Teve lances! Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado 10 Dezembro 2016 Para mim a melhor solução seria os árbitros serem bastante rigorosos na exibição de cartões amarelos a quem perde tempo na reposição de bola em jogo. Acabava-se com boa parte do problema. E tendo em conta que os árbitros reúnem com as equipas antes dos jogos e ainda têm a oportunidade de conversar com os capitães antes do apito inicial, os jogadores estariam mais do que avisados. Tinha era que ser uma "regra" vinda do topo da pirâmide, à semelhança do que aconteceu com a exibição de cartão vermelho para as entradas por trás, por exemplo. Compartilhar este post Link para o post
Guest Dur@cell Publicado 13 Dezembro 2016 E como é que o Arbitro vai decidir dar o cartão azul, a um GR que se deita durante 3 ou 4 min porque está (ou não lesionado). Pois...e é quando não se deitam várias vezes durantes esses tais 3 ou 4 min....essa é a situação mais difícil de contornar :confuso: Compartilhar este post Link para o post
JohnyM Publicado 24 Dezembro 2016 Teoria da conspiração v8775445: Citação do site "Maisfutebol" O Conselho de Arbitragem promoveu recentemente um debriefing técnico dirigido aos árbitros sobre decisões de mão na bola e bola na mão. O tema, muito discutido particularmente desde o dérbi da Luz com o Benfica, onde o Sporting se queixou de duas grandes penalidades por assinalar, estava na ordem de agenda do Conselho de Arbitragem, que fez chegar aos árbitros o sexto documento técnico preparado desde a pré-época e o segundo sobre este tema em particular. O organismo convocou jornalistas para esclarecer eventuais dúvidas sobre um assunto que está longe de gerar consenso entre jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos, e sobre o qual nem mesmo os profissionais da área estão sempre de acordo. O presidente do Conselho de Arbitragem, José Fontelas Gomes, e o vice-presidente, João Ferreira, mostraram casos (os mesmos que foram passados aos árbitros) que decorreram nesta temporada em jogos dos dois principais escalões do futebol português. Depois do visionamento dos lances, a explicação. Teria o árbitro tomado a decisão correta ao apontar (ou não) para a marca dos onze metros? Se sim, o que valida a decisão? Se não, em que falhou? João Ferreira foi árbitro internacional e terminou a carreira em 2013 Ora, se este artigo de há uns meses pode estar a ajudá-lo nas discussões de café sobre arbitragem, fique agora a saber os fatores que um árbitro tem de ponderar antes de tomar uma decisão sobre um lance onde há contacto da mão (ou braço) com a bola. Para que seja considerada uma infração, a mão em contacto com a bola tem de ser vista um «ato deliberado». Quer isto dizer que, em muitos casos, não basta que esse contacto exista para que haja motivo para ser assinalada falta? Sim. Ora, para decidir se o jogador quis ou não usar a mão ou o braço para impedir a passagem da bola, um árbitro tem em consideração vários fatores: - Posição dos braços, volumetria (braços abertos, afastados do corpo e usados como uma extensão deste), distância a que o remate é desferido e tempo de reação, ressalto ou outro tipo de ação inesperada. É sobre estes critérios que o juiz de uma partida tem de ponderar nas frações de segundo em que decide se apita ou não para a marcação de uma infração. Confuso? É provável que fique ainda mais um pouco se lhe dissermos que alguns critérios podem anular (ou ser anulados por) outros. Por exemplo: um remate desferido à queima-roupa (passível de ser casual) pode originar uma falta no caso de o jogador (o potencial infrator) ter o braço muito afastado do corpo, numa posição pouco natural. «Estamos agradados com as prestações dos árbitros. Estão a fazer um bom trabalho e a tratar bem o tema», considerou João Ferreira enquanto lançava num projetor alguns lances recentes de decisões de equipa de arbitragem, nem todas, diga-se, corretas. Uma das novidades que o recém-eleito Conselho de Arbitragem implementou foi o facto de recorrer exclusivamente a lances ocorridos em Portugal para analisar as tomadas de decisão em lances cruciais de jogos. Esses lances (equipas do CA veem todas as partidas) chegam depois a todos os árbitros. Fontelas Gomes acredita ser uma forma de os ajudar a ser melhores. «Isso incentiva-os a tomar boas decisões porque, caso contrário, sabem que vão ser expostos perante os próprios colegas. Ninguém gosta que os colegas saibam que erraram. Expomos os árbitros perante os colegas, não para lhes apontar nada, mas para que sejam melhores.» No que diz respeito aos casos de mão na bola ou bola na mão, há uma instrução clara: em caso de dúvida o árbitro deve mandar jogar. E, por vezes, essas dúvidas nem sempre se dissipam mesmo depois de visionadas as imagens. Foi o que aconteceu em alguns lances que foram mostrados aos jornalistas, onde as duas decisões eram aceitáveis. Quem disse que o futebol é uma ciência exata? Compartilhar este post Link para o post
Inka Publicado 24 Dezembro 2016 Esses fatores são todos muito bonitos, mas no fim de contas só vai contar mesmo é o critério do árbitro. Compartilhar este post Link para o post