Black Hawk Publicado 23 Abril 2017 Nem era tanto para o que escreveste, mas para o outro post onde referem que as pessoas estão nessa situação porque "são burros, tiveram más opções de vida ou simplesmente são preguiçosos", porque se casaram cedo, compraram carro ou são preguiçosos. Independentemente das opções de cada um, nada justifica a coação (obrigado, 13th) que lhes é exercida pelas entidades patronais. Não lhes cabe o papel de punir os seus empregados pelas opções de vida que eles tomaram. Esta forma de pensamento sim, é o que está mal na sociedade. É imputar a quem é coagido a culpa por o ser. É ignorar quem infringe o código do trabalho. E é, ironicamente, a prova de que o kareca tem razão e há quem seja mesquinho e desumano ao ponto de entender que quem está mal é a vítima, não o prevaricador. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 23 Abril 2017 O 'nosso' velhote diz que me tornei um mestre nos eufemismos. Para o bem e para o mal... :mrgreen: Estás mesmo :lol: Hoje resolvi passar por este tópico. Houve duas coisas que me prenderam mais a atenção: 1 - A facilidade com que toda a gente utiliza o termo "colaborador". Por falar em eufemismos este é um dos mais perversos da economia atual. Os funcionários de super-mercados ou do que quer que seja não são colaboradores. Eles não colaboram. Eles laboram! São funcionários, empregados, trabalhadores! E estes não são termos pejorativos. São bastante dignos. "Colaborador" induz-me sempre a ideia de voluntariado. Alguém que trabalha sem esperar receber nada em troca. 2 - Não conhecia a realidade das condições de trabalho nas empresas de distribuição alemãs que operam em Portugal (LIDL e ALDI). Pelo que li aqui não diferem de outras empresas de génese e organização alemã (como a Auto-Europa) quando as comparamos com empresas portuguesas. Nas alemãs os trabalhadores, em média, ganham mais, têm melhores condições de trabalho e relações profissionais com chefias e a empresa mais dignas. No entanto, quando identificamos como grande problema da economia portuguesa a sua competitividade (é um facto indesmentível) as soluções que nos apontam passam sempre pelas alterações na legislação laboral com vista à sua flexibilização (outro eufemismo para definir a degradação das condições de trabalho) e a aposta numa política de baixos salários. Com este tipo de medidas, dizem alguns teóricos e responsáveis de certas correntes a que chamam neo-liberais, aproximar-nos-emos dos modelos das economias mais desenvolvidas como a alemã. É estranho, não é? Ainda se não tivéssemos modelos cá em casa que nos mostram exatamente o contrário... Compartilhar este post Link para o post
Bazuka Publicado 24 Abril 2017 Eu consigo concordar em parte com o que o pm2lp e o burkina escreveram, as pessoas tomam decisões, correctas ou incorrectas, como é óbvio tomaram a que entenderam ser a melhor naquele momento das suas vidas, e quando se toma uma decisão a longo prazo, para o melhor e para o pior, ficamos reféns dessa decisão. O problema não está na decisão que se toma, mas nas consequências que isso terá para o futuro. Como infelizmente Portugal é um pais onde respeitar as regras e regulamentos, é coisa que só se aplica aos outros, as pessoas acabam por se expor ao pior dos chefes, simplesmente porque tomam decisões. Infelizmente cá quando reclamas os teus direitos estás simplesmente armado em chico esperto, e tens a mania que és mais que os outros. E dou-vos um exemplo do que aconteceu comigo. Quando nasceu o meu 2º puto, decidi pedir isenção de horas extra-ordinarias, algo que por lei tenho direito, fui falar com a minha chefe, e expus a situação, até porque nós aqui fazemos imensas horas extra e eu entendia que devia dar mais apoio em casa. Mas sabem que se eu deixasse de fazer essas horas isso ia sobrar para as minhas colegas, como tal disponibilizei-me para continuar a fazer horas extras, desde que em muito menor quantidade do que acontecia antes. Nesse dia ficou tudo muito bem, que iam ver que iam conversar, e logo me dizia. Passado uma semana, veio a resposta, que entendiam que eu não tinha direito à isenção de horas, e como tal tinha que trabalhar como as outras, que todas elas eram mães, que eu estava a ser um péssimo colega, que eu até tinha tido o descaramento de meter uma semana de baixa só porque tinha o meu filho mais velho doente, quando tinha a minha mulher em casa a tomar conta do mais novo que tinha 11 dias. A única coisa que eu respondi, foi que as minhas colegas tiveram os direitos delas e gozaram-nos, como o horário de amamentação, isto apesar de não darem mamã desde o dia em sairam da maternidade, e que eu estava disponível para abdicar dos meus direitos desde que sob determinadas condições. Deixei a poeira assentar, e mais tarde questionei novamente em relação a isso, a resposta foi novamente uma chorrilho de acusações, e bocas em relação aos meus direitos. Depois disso meti o papel, e caguei no assunto. Como eu tinha o direito, este foi-me concedido, ficaram pior que estragadas, e quando algumas das minhas colegas me questionaram sobre isso, eu simplesmente contei o que se tinha passado, e perguntei o que fariam na minha situação. A resposta foi sempre a mesma, metiam o papel. Compartilhar este post Link para o post
Cristiano_Ronaldo Publicado 24 Abril 2017 :| os teus chefes sao uns montes de m*rda Compartilhar este post Link para o post
p4nd3m0n1uM Publicado 24 Abril 2017 O Bazuka e o Burkina escreveram aquilo que penso, em traços gerais. Não estou aqui a culpabilizar os trabalhadores, mas que têm culpas, isso têm. Numa relação há sempre culpados (no plural). Até porque me revi no artigo que inicia o tópico. Mas não deixo de reconhecer que há muita malta cujos neurónios estão avariados. Deixo mais um exemplo: no PD das Olaias havia uma moça, de 25 anos, que já ia no quarto (!) filho em sete anos. Acontecia, sem querer, ficar grávida. Qualquer um é livre de ter filhos, mas andas a parir só porque "acontece", diz muito da pessoa. Mais, queixava-se que não era promovida. Em sete anos trabalhou, efectivamente, 2 a full time. Depois do primeiro filho passou a ter o horário reduzido e lá viu que ter filhos era a maneira de trabalhar menos. Tens mais. Um colega que se meteu numa prestação para ter o seu iphone da moda e depois queixava-se que não tinha dinheiro e pedia noites para depois se queixar que noites era tramado. e por aí fora... Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 24 Abril 2017 Isto não passa tudo de uma característica inata ao tuga, o chico-espertismo. Uns tentam fazer o mínimo possível, outros tentam chular até ao tutano. É tudo a ver quem lixa o próximo. Para além disso, eu devo ter um azar brutal com os alemães que apanho profissionalmente, dass. Compartilhar este post Link para o post
dafuq Publicado 24 Abril 2017 (editado) Há muita gente que está nessa situação porque quer, são burros, tiveram más opções de vida ou simplesmente são preguiçosos. Há uma minoria que não se enquadrada nisto, como pessoal que estuda e precisa de um part time para sustentar os estudos ou algumas situações especificas.. mas aquilo que me apercebo porque trabalho numa empresa que também tem uma loja num shopping (em frente ao supermercado) e por me dar com algum pessoal de lá, é que a maioria é escravizada porque quer e porque não tem cabecinha para mais. Um gajo que recebe pouco mais do salário mínimo comprou agora um carro de 25mil euros, vai estar a pagá-lo 7 ou 8 anos, a primeira coisa que faz é ir mostrar o carro ao colegas e patrões para se armar. Estaciona o carro, chega ao trabalho e vai limpar m*rda do chão. Não pede aumentos nem reclama nada porque não pode ficar sem trabalho, tem de pagar o carro, os patrões sabem (porque ele é duplamente burro e fez questão que eles soubessem) e têm-no na mão, faz os horários que eles querem e o trabalho pior. Depois há uma professora nas caixas que quis ter um filho, diz-se por lá, que para prender o namorado engravidou, o problema é que também ficou presa a uma cidade onde não tem colocação na área dela e para ficar perto de casa sujeita-se a ficar ali o resto da vida. Há outra que casou com vinte e poucos anos, como é óbvio (na mentalidade desta gente pequena) teve de comprar casa e vai estar a pagá-la o resto da vida, também não se pode dar ao luxo de ficar sem emprego ou sair daqui. Depois há o típico preguiçoso que não tem nada que o prenda, até podia procurar outra coisa melhor e receber mais... mas como vão pagando e vai dando para as noitadas e futilidades (iphones, roupinha de marca) e é comodista vai se deixando ficar, quando acordar para a vida provavelmente já vai ser tarde de mais. Confesso que esse pessoal me dá pena e gostava muito que as coisas mudassem, mas isso não vai acontecer, gente a precisar de emprego com um QI abaixo dum calhau vai existir sempre e os chefes dos hipers sabem disso, e não digo isto para ofender ninguém, simplesmente é a realidade com que lido diariamente. True true. Até podiam ter pedido um empréstimo a 30 anos para comprar um barco feito de m*rda, mijo e folhas secas. Ninguém tem, nem deve ter o direito de subjugar os seus empregados a horários de m*rda, salários de m*rda ou pressões dignas de 1900 e troca o passo só porque sabe que as pessoas precisam do dinheiro. Como diz pm2lp, acorda para a vida antes que seja tarde. Vives num conto de fadas. Nem no país mais rico da Europa (Suiça) é tudo um conto de fadas, existe também exploração laboral e trabalhos de m*rda. Editado 24 Abril 2017 por dafuq Compartilhar este post Link para o post
FabioK Publicado 24 Abril 2017 (editado) O Bazuka e o Burkina escreveram aquilo que penso, em traços gerais. Não estou aqui a culpabilizar os trabalhadores, mas que têm culpas, isso têm. Numa relação há sempre culpados (no plural). Até porque me revi no artigo que inicia o tópico. Mas não deixo de reconhecer que há muita malta cujos neurónios estão avariados. Deixo mais um exemplo: no PD das Olaias havia uma moça, de 25 anos, que já ia no quarto (!) filho em sete anos. Acontecia, sem querer, ficar grávida. Qualquer um é livre de ter filhos, mas andas a parir só porque "acontece", diz muito da pessoa. Mais, queixava-se que não era promovida. Em sete anos trabalhou, efectivamente, 2 a full time. Depois do primeiro filho passou a ter o horário reduzido e lá viu que ter filhos era a maneira de trabalhar menos. Tens mais. Um colega que se meteu numa prestação para ter o seu iphone da moda e depois queixava-se que não tinha dinheiro e pedia noites para depois se queixar que noites era tramado. e por aí fora... Metade do meu mês laboral é feito de noite ( atualmente ). A diferença relativamente ao que era antes são uns 40 euros para aí. Se os 40 euros dão jeito? Claro que sim. Se justifica o facto de eu andar com problemas a dormir, cansado e com falta de apetite? Não me parece :mrgreen: Isto para dizer que quem pede noites também não deve ter os neurónios todos no sítio. É mau para o organismo e os euros que um gajo tira daí, a meu ver, não compensam. Editado 25 Abril 2017 por FabioK Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 24 Abril 2017 Ainda ninguém respondeu à questão essencial: mas qual a relevância das opções pessoais de cada indivíduo para a forma como são tratados pela sua entidade patronal? :rolleyes: Compartilhar este post Link para o post
Pickle Rick Publicado 25 Abril 2017 (editado) Como diz pm2lp, acorda para a vida antes que seja tarde. Vives num conto de fadas. Nem no país mais rico da Europa (Suiça) é tudo um conto de fadas, existe também exploração laboral e trabalhos de m*rda. Vivo num conto de fadas? Viver num conto de fadas é presumir que sabes algo sobre mim com base naquilo que defendo neste caso. Olha aí o meu conto de fadas: Capítulo I - Era uma vez Tenho um pai desempregado cego de uma vista e que sofreu um AVC. Tive um incêndio em 2010 na minha antiga casa que a destruiu por completo e andei mais de 3 meses a dormir em casas emprestadas, onde eramos 5 pessoas a dormir num só quarto. Tenho uma mãe que trabalha até à ponta dos cabelos (e é bem paga por isso) para tentar sustentar uma casa que está neste momento com um processo de penhora (desde 2015 e ainda não conseguiram resolver o problema) em cima porque a Segurança Social emitiu uma divida não existente por erro informático, introduzindo o nome nos incumprimentos do Banco de Portugal impossibilitando a renegociação do empréstimo bancário sobre a casa face à perda do Subsidio de Desemprego do meu pai e ainda congelando todo o dinheiro que ela tinha em poupanças no banco. Eu trabalho só de noite, de dia estudo e tento acabar a minha licenciatura, sou responsavel por todas as minhas despesas, sendo que ainda agora larguei um ordenado para poder fazer um curso de Alemão com vista a poder ter mais valias numa empresa que me valoriza. Tenho outra irmã na Faculdade que só o conseguiu fazer porque entrou com bolsa de mérito senão não podia estudar aquilo que queria. Ainda tenho mais uma irmã a acabar o Secundário. E no meio disto tudo já vi gente com piores vidas, e que por isso dou-me por satisfeito por ter dois pais em casa, um tecto onde dormir, comida na mesa e ainda ganhar um ordenado decente para poder fazer as coisas que gosto. Capítulo II - Aprender é crescer E sabes o que é que este conto de fadas me ensinou ? Ensinou-me que no final de tudo, somos todos pessoas, desde o director da empresa ao gajo que limpa as casas de banho. Todos somos pessoas e merecemos respeito por isso, e nunca irei estar do lado de alguém que acha que a consequência de más decisões pessoais é justificação para exploração laboral. É como a história das meninas que usam saiam serem provocantes e merecerem ser violadas. É uma questão de valores. Quem precisa de acordar é quem acha que a exploração laboral com base em decisões unica e exclusivamente pessoais seja aqui ou na Suiça é algo justo. Esses é que precisam de acordar mas não é para a vida. Precisam de acordar para aquilo que deviam ser valores transversais a toda a humanidade. Capítulo III - É dificil acordar quando não se está a dormir Portanto não venhas dizer que tenho de acordar antes que seja tarde, não gosto particularmente de expor aquilo que é a minha vida aqui. Mas se isto ajudar a mentes fechadas que se escudam na inevitabilidade do mercado profissional em qualquer parte do mundo, para justificar as acções de exploração laboral que as chefias tomam para com os seus empregados com base na inveja ou na vontade de queimar o próximo por causa de opções meramente pessoais a serem um pouco mais abertas e a tentar observar e compreender os mais básicos direitos humanos, que assim seja. As opções pessoais de cada indivíduo contribuem, ou deviam contribuir em zero para a forma como a sua entidade patronal as trata, e isto é tão claro como a água aqui ou na China. Não conseguires pagar o empréstimo porque constraiste uma divida maior que aquilo que podias, andares com a corda no pescoço e teres de comer apenas sopa porque quiseste comprar um gadget qualquer e o dinheiro foi todo é uma coisa. Seres explorado por alguém porque fizeste essa mesma compra é outra, e isso nunca será correcto. No local de trabalho, o que interessa é o trabalho. Tudo o resto é acessório e desnecessário. Para além disso, eu devo ter um azar brutal com os alemães que apanho profissionalmente, dass. Não sei em que ramo trabalhas mas acredito que também exista gente mal formada em qualquer país. É uma questão de sorte e espirito da empresa. Ainda ninguém respondeu à questão essencial: mas qual a relevância das opções pessoais de cada indivíduo para a forma como são tratados pela sua entidade patronal? :rolleyes: Achas ? Editado 25 Abril 2017 por Hugo Rapaport Compartilhar este post Link para o post
Koper Publicado 25 Abril 2017 O Bazuka e o Burkina escreveram aquilo que penso, em traços gerais. Não estou aqui a culpabilizar os trabalhadores, mas que têm culpas, isso têm. Numa relação há sempre culpados (no plural). Até porque me revi no artigo que inicia o tópico. Mas não deixo de reconhecer que há muita malta cujos neurónios estão avariados. Deixo mais um exemplo: no PD das Olaias havia uma moça, de 25 anos, que já ia no quarto (!) filho em sete anos. Acontecia, sem querer, ficar grávida. Qualquer um é livre de ter filhos, mas andas a parir só porque "acontece", diz muito da pessoa. Mais, queixava-se que não era promovida. Em sete anos trabalhou, efectivamente, 2 a full time. Depois do primeiro filho passou a ter o horário reduzido e lá viu que ter filhos era a maneira de trabalhar menos. Tens mais. Um colega que se meteu numa prestação para ter o seu iphone da moda e depois queixava-se que não tinha dinheiro e pedia noites para depois se queixar que noites era tramado. e por aí fora... Não sei o que é mais típico em Portugal, se os caso de empresas que têm más relações com trabalhadores ou os trabalhadores que estão sempre a falar mal de outros por tomarem decisões diferentes de vida das nossas :lol: Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 25 Abril 2017 Às vezes não percebo as discussões que aqui se criam. Claro que toda a gente tem a liberdade para viver a sua vida como quer, mas é assim tão complicado perceber por que razão é criticável alguém que ganha o salário mínimo comprar um carro de 25k€? 8-[ Compartilhar este post Link para o post
Erwin Publicado 25 Abril 2017 Às vezes não percebo as discussões que aqui se criam. Claro que toda a gente tem a liberdade para viver a sua vida como quer, mas é assim tão complicado perceber por que razão é criticável alguém que ganha o salário mínimo comprar um carro de 25k€? 8-[ Não chegaste foi ao ponto da discussão. Não se põe em causa o facto de ser uma boa ou má decisão. Não pode é ser razão para a maneira como é tratado no trabalho ser diferente. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 25 Abril 2017 Não chegaste foi ao ponto da discussão. Não se põe em causa o facto de ser uma boa ou má decisão. Não pode é ser razão para a maneira como é tratado no trabalho ser diferente. Essa era a discussão original, mas também se discute se é boa ou má decisão. Compartilhar este post Link para o post
Immobile Publicado 25 Abril 2017 Isso depende de tanta coisa ghelton, não se pode analisar apenas o salário. Mas siga com o tópico! Compartilhar este post Link para o post
Axadrezado Publicado 25 Abril 2017 Até podia gastar o dinheiro todo em meninas e vinho verde (Dijsselbloem aplaude ai) se estou a cumprir com as minhas obrigações todas dentro do serviço só tenho é que ter todos os meus direitos, a entidade patronal não tem que ter nada a ver com aquilo que faço na minha vida pessoal. Há pessoal que toma decisões aberrantes na sua vida? Há, mas não é o chefe que tem de castigar por isso. Compartilhar este post Link para o post
toze2 Publicado 25 Abril 2017 Até podia gastar o dinheiro todo em meninas e vinho verde (Dijsselbloem aplaude ai) se estou a cumprir com as minhas obrigações todas dentro do serviço só tenho é que ter todos os meus direitos, a entidade patronal não tem que ter nada a ver com aquilo que faço na minha vida pessoal. Há pessoal que toma decisões aberrantes na sua vida? Há, mas não é o chefe que tem de castigar por isso. Eu acho incrível é como é que há alguém que não consegue ver isso.. São coisas independentes uma da outra. Compartilhar este post Link para o post
lordbifana Publicado 25 Abril 2017 há pessoas que devem ter levado tareia a vida toda e agr acham que todos têm de ser infelizes um gajo que varra o lixo até pode comprar um ferrari não é por isso que o patrão tem o direito de o explorar e obrigá-lo a fazer coisas extra contrato ou para lá da lei laboral sinceramente não consigo perceber quem não entende isso...se calhar é porque nunca tiveram de trabalhar nessas condições Compartilhar este post Link para o post
verY Publicado 25 Abril 2017 Vivo num conto de fadas? Viver num conto de fadas é presumir que sabes algo sobre mim com base naquilo que defendo neste caso. Olha aí o meu conto de fadas: Oh, que orgulho meu menino! :carinhoso: Compartilhar este post Link para o post
Foster Publicado 25 Abril 2017 Ya. Dependendo do sitio, mas ya. Os créditos também contribuem para essas situações, é mais uma situação de aproveitamento das fragilidades das pessoas. Para mim é impensável fazer um crédito para comprar um telemóvel de 500 euros (exemplo), e cada vez é mais comum pelo que vejo. Para mim até é impensável comprar um telemóvel desse preço, independentemente do dinheiro que tenha, mas isso são outros quinhentos. Vê-se tanto isso. Faz-me impressão pessoal que ganha 400 e tal paus ou 500 com o último Iphone.. "Ah fica só 70 euros por mês". Não me admira nada nada que tanta gente se encontre em situações difíceis.. Fazem crédito para tudo agora.. Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 26 Abril 2017 Ainda ninguém respondeu à questão essencial: mas qual a relevância das opções pessoais de cada indivíduo para a forma como são tratados pela sua entidade patronal? :rolleyes: shhhhh Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 26 Abril 2017 Ainda ninguém respondeu à questão essencial: mas qual a relevância das opções pessoais de cada indivíduo para a forma como são tratados pela sua entidade patronal? :rolleyes: Isso nem parece teu. Está na cara! É como muitos outros assuntos: Estão a pedi-las! O árbitro levou na boca? Pôs-se a jeito ao assinalar o penalty! A gaja foi violada? Não andasse com grandes decotes e mini-saia! O italiano foi atropelado? Não estivesse na Luz às 3 da manhã! A criança foi mordida pelo cão? Não o fosse incomodar! A velhinha foi assaltada? Não levantasse a reforma no multibanco! A funcionária é explorada no local de trabalho pelo chefe? Não tivesse engravidado! O empregado é escravizado pelo patrão? Não tivesse comprado o iPhone e o carro! É assim! Quem as merece, merece!... Compartilhar este post Link para o post
G1njas Publicado 26 Abril 2017 Antes de mais nada, só queria dizer que podíamos fazer um artigo "A vida dura dos trabalhores de..." para quase todos os sectores da sociedade. Arquitectos, recepcionistas, advogados, veterinários, médicos, engenheiros, empregados de mesa, designers, etc. Em todos os sectores há locais de trabalho com más condições e patrões que vão tentar espremer ao máximo o trabalhador. Mais, queixava-se que não era promovida. Em sete anos trabalhou, efectivamente, 2 a full time. Depois do primeiro filho passou a ter o horário reduzido e lá viu que ter filhos era a maneira de trabalhar menos. Duvido muito que tenha filhos só para trabalhar menos. Ter 4 filhos deve ser um trabalho do caraças. Tens mais. Um colega que se meteu numa prestação para ter o seu iphone da moda e depois queixava-se que não tinha dinheiro e pedia noites para depois se queixar que noites era tramado. e por aí fora... Se ele é desonesto e incoerente, o problema é dele. Gente assim há em todo o lado. Não podes desculpabilizar os abusos descritos na notícia com histórias dessas. Há pessoal que toma decisões aberrantes na sua vida? Há, mas não é o chefe que tem de castigar por isso. Voilà. Compartilhar este post Link para o post
Cannonball Publicado 26 Abril 2017 Estepm2lp gostava era de viver num mundo em que toda a gente é médico e engenheiro. Depois vai ao supermercado e está fechado por falta de trabalhadores. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 26 Abril 2017 Há pessoal que toma decisões aberrantes na sua vida? Há, mas não é o chefe que tem de castigar por isso. O belo paternalismo salazarista. Estepm2lp gostava era de viver num mundo em que toda a gente é médico e engenheiro. Depois vai ao supermercado e está fechado por falta de trabalhadores. Se toda a gente fosse engenheiro não precisavas de trabalhadores nos supermercados, era tudo automático :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post