Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Moss

A praga da praxe

Publicações recomendadas

O pessoal que conheço que foi/está na universidade é todo daqui das redondezas, mas o teu nível de sabedoria é sempre o mesmo. Uma visão deturpada da realidade. Com o teu post acabaste de dizer que hoje em dia, o pessoal que anda na praxe é bimbo das aldeias. Podes considerar Olivais uma aldeia? Mem Martins? Oeiras dava uma boa terriola realmente, nem sei como não fazem daquilo VILA!!!!

 

Com uma frase resumiste toda uma 'geração' porque decidiu ser praxada/praxar lol.gif assumindo que todas elas são bimbos das aldeias. Sempre a surpreender. Mas desta vez ao menos apresentaste algo sólido.

 

 

Os teus comentários são sempre uma bosta. Cumprimentos. smilie_cmpt.gif

 

Ps: A integração depende das condições materiais que rodeiam o sujeito e influenciam o seu ser-social.

 

O Post scriptum é pertinente, porque a integração dos estudantes aldeões na cidade é, muitas vezes, mediante a praxe académica.

 

Gostaste de ser praxado?

 

Ps: Não tenho nada contra os bimbos das aldeias.

Editado por Che

Compartilhar este post


Link para o post

Eu costumava defender as praxes há um tempo atrás, mas quando chegou efectivamente a minha vez de ser praxado ouvi histórias tão absurdas e regras tão descabidas que decidi ficar em casa. Acho absurdo obrigarem as pessoas a faltar às duas primeiras semanas de aulas, por exemplo, sendo que as praxes ainda duram o ano inteiro. Desconhecia que a praxe tinha tantas etapas e demandava tanto tempo e energia dos caloiros.

 

Conheço várias pessoas que foram e se divertiram bastante, mas tenho a certeza de que umas quantas só entraram por pressão social e por medo de ficarem excluídas (o que é uma parvoíce).

"Ouviste" ou foste e verificaste que é assim?

 

Desconfio muito disso de se obrigar a faltar às duas primeiras semanas de aulas, pelo menos na minha faculdade as praxes eram sempre depois da hora de almoço ou seja depois das aulas acabarem.

Compartilhar este post


Link para o post

Eu cheguei a ir a algumas praxes, mas não gostei e deixei de ir...preferia ir ter com miúdas de erasmus :mrgreen: , ver a champions ou ir a festas que ir para a praxe, infelizmente era quase caso único no meu curso, excepto o pessoal que vivia mesmo naquela cidade, que nem saía nem ia a praxes.

 

Muito do pessoal não gostava da praxe, ia mesmo por ter medo, por não querer que os julgassem...

 

A praxe tinha muitas coisas más, eram gozados, humilhados, insultados, cheguei a ir a uma em que me partiram um ovo na cabeça e pus a cabeça numa mistela mal cheirosa qualquer (ainda hoje não sei o porque de não me ter recusado :funny: )...Mas também tinha coisas engraçadas, nas que eu fui muito poucas, uma delas a "brincadeira" era juntar dois grupos e andarmos aos insultos ver quem era "melhor", como tal, não presenciei nada engraçado, mas sei que têm, pelo menos quem ia achava.

 

Se no início os praxantes tentavam intimidar-me e desrespeitavam-me (como a todos os caloiros), comigo era simples, conforme me tratavam, assim eu os tratava a eles, até que acabaram por respeitar e eu a eles, mas como é de imaginar, não fiquei amigo de nenhum deles :mrgreen:

 

 

Todos os caloiros me perguntam sobre a praxe, eu digo-lhes para irem e experimentarem, podem gostar como podem não gostar, eu não gostei mas houve quem tenha gostado.

 

 

Por mim as praxes continuam, sejam muitas delas estúpidas ou não, mas claro, a polícia devia estar mais atenta ao ruído feito durante toda a noite por eles em áreas residenciais, e também acho estúpido algumas praxes (como eram as minhas) à noite, algumas vezes acabavam ás 5 da manhã quando para o outro dia os caloiros têm aulas ás 8:30.

 

 

Em relação aos anos que andam na faculdade, por acaso no curso que andei tem razão, todo o pessoal que costuma pertencer à comissão não faz o curso em 4 anos (o curso é de 3), mas a praxe não tem influência nisso, pois se for por não irem ás aulas, eu exceptuando o último ano que fui a mais ou menos metade, também não ia muitas vezes, tal como estudar, sou uma pessoa que estuda mesmo muito pouco, e fiz o curso em 3 anos, por isso nem é o não irem às aulas por causa de se terem deitado tarde por terem estado na praxe, nem falta de tempo para estudar causado pela praxe que é causa para isso.

Editado por Ricardo Pinto

Compartilhar este post


Link para o post

Isso é um texto humorístico, é natural que o tenha escrito recorrendo a estereótipos e seja enviesada pela sua opinião quanto ao tema, que no caso é evidente.

 

Estamos em 2017, as pessoas têm acesso a fontes de informação virtualmente inesgotáveis, considerar-se que ainda há quem vá para a universidade e tenha medo das praxes começa a ser ridículo. Fazia sentido há 10, 15 ou 20 anos quando não se sabia bem ao que se ia, ainda havia uma aura de mistério em torno da vida universitária, o pessoal não sabia se era obrigatório ser praxado ou não, se perdiam direitos ao declarar-se antipraxe ou simplesmente cagar de alto para ela.

 

Agora, hoje? Qualquer pessoa pega num smartphone e pode-se informar sobre o que é a praxe, se é obrigatória ou não, quais os limites e âmbito da mesma, e assim tomar uma decisão consciente sobre se pretende, ou não, nela participar. Já não há nenhum bicho papão, já não há forma de se aproveitar a falta de informação para meter medo.

 

Os paizinhos que lhes pagam as propinas também não se podem imiscuir disto. Porra, um filho meu vai para a universidade e não tento falar com ele sobre o tema? Não procuro informar-me sobre algo que vai ser parte quotidiana da vida do meu filho durante três, quatro ou cinco anos, e procurar garantir que ele vai informado sobre o que é a praxe e sobre o direito de a ela renunciar sem que isso tenha qualquer consequência? Digo praxe, mas refiro-me também a todas as outras variáveis da vida académica.

 

Tenham lá paciência, mas hoje em dia só vai à praxe obrigado quem quer. O que não falta é informação sobre o tema.

 

 

E explicar isso a quem tem dificuldades em reconhecer uma hipérbole?

 

 

Essa fez-me lembrar o conceito de voluntário à força...:mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

Eu costumava ter uma opinião muito negativa sobre este assunto mas a coisa boa do tópico aparecer todos os anos é que nos dá oportunidade para mudar de opinião.

 

Os caloiros que vão para um mundo novo, longe da zona de conforto deles e que se querem sujeitar à praxe para se "integrarem" eu compreendo. Os recém "dr's" que se querem "vingar" do que lhes fizeram enquanto caloiros eu também compreendo. Agora, aquilo que me custava a compreender era aquele pessoal das comissões, conselhos de veteranos, duxs e afins, gente a acabar os estudos ou já formados que se levantavam às 8 da manhã para ir berrar e meter uns putos de 4. Pois bem, já tenho a última peça do puzzle que me faltava.

 

Há coisa de uns meses entrou uma licenciada nova na minha empresa com quem me dou bem e que me levou a compreender melhor a praxe. Ela já acabou o curso o ano passado mas continua a ir para lá, prefere trabalhar sábado que nos dias de praxe e férias para ela é para queima e cenas da praxe. Ela leva aquilo a sério, fala da praxe com paixão, os amigos dela estão lá, o hobby dela é aquele, quer subir na hierarquia e ficar lá enquanto puder. As velhotas acordam ao domingo para ir à missa, há pessoal que pratica um desporto qualquer, outros é política, eu vou todos as semanas enfiar-me num estúdio 4x4 com mais uns anormais para fazer barulho e pelo que percebo agora, a praxe para muita gente também preenche esse vazio na vida das pessoas. É parvo? Se calhar é, mas estamos num país livre e eu não gosto de julgar ninguém, e se isso os faz felizes e ninguém se magoar ou fizer algo contra a sua vontade não vejo porque não.

Compartilhar este post


Link para o post

f*de-se muito no meio destas coisas da praxe? Acho que este ponto nunca foi abordado.

Finalmente alguém a fazer perguntas de jeito

Compartilhar este post


Link para o post

"Ouviste" ou foste e verificaste que é assim?

 

Desconfio muito disso de se obrigar a faltar às duas primeiras semanas de aulas, pelo menos na minha faculdade as praxes eram sempre depois da hora de almoço ou seja depois das aulas acabarem.

Isso garanto-te que é verdade. :mrgreen: Não apontam uma arma à cabeça de ninguém, mas ficam logo super mal cotados. Normalmente só vai um e tira apontamentos para todos.

 

O resto até dou de barato.

Compartilhar este post


Link para o post

Isso garanto-te que é verdade. :mrgreen: Não apontam uma arma à cabeça de ninguém, mas ficam logo super mal cotados. Normalmente só vai um e tira apontamentos para todos.

 

O resto até dou de barato.

Pois, daí eu ter feito a adenda quanto às faculdades que eu conheço seja por ter lá andado ou por amigos meus que andaram. Sendo assim, quanto a essas regras obviamente sou contra...não que compense muito ir às aulas :mrgreen: mas aos caloiros convem ir para saber isso

Compartilhar este post


Link para o post

E explicar isso a quem tem dificuldades em reconhecer uma hipérbole?

 

 

Essa fez-me lembrar o conceito de voluntário à força...:mrgreen:

 

É parecido, pelo menos dá forma como o escrevi :mrgreen:

 

Opa, compreendo que muita gente acaba por ir pela treta do 'peer pressure'. A maioria dos colegas talvez vá, ouviram amigos falar que os convencem a ir, talvez a pressão dos colegas mais velhos (os praxistas) para que sejam praxados os "convençam". Mas isto acontece por falta de informação. Há muito desconhecimento sobre o assunto.

 

Lembro-me que quando andei nestas vidas, e já no meu segundo ano de faculdade, organizámos um 'peddy paper' com enigmas que obrigava os caloiros a ir chamar "queridas" às empregadas do bar da FLUC (era como elas se tratavam entre elas), a ir buscar coisas aos institutos da faculdade onde normalmente está o material de apoio para as cadeiras do curso, a ir buscar uma cópia de um formulário de requisição de livros à biblioteca... Coisas do género para eles terem logo uma ideia de onde estão os locais e conhecerem as pessoas que gerem os respectivos espaços.

 

No final, eles tinham de ir ao bar das matemáticas, outro local porreiro para eles conhecerem onde se está bem para se socializar durante o dia, onde nós estávamos à espera para lhes pagar uma cerveja e nos conhecermos todos melhor. Sabes qual foi o feedback deles? Alívio, porque pensavam que iam ser pintados, despenteados, que os íamos vestir com roupas sujas e coisas do género.

 

Isto é manifesta falta de informação. Pior, eles estavam dispostos a fazê-lo porque pensavam que teriam de o fazer. E é isso que não compreendo, com todas as fontes de informação disponíveis e não sabiam nada sobre a praxe. A de Coimbra, por exemplo, proíbe pinturas, ovos, fermento, papas e outras mistelas (excepto na Latada onde se vestem quase como se fosse carnaval e alguns são pintados, mas isso são outros quinhentos). Não se sujam os caloiros, não se pintam, não se lhes mexe nas roupas e eles podem recusar-se a fazer seja o que for sem que isso signifique deixarem de participar. Eu próprio me recusei a fazer várias coisas - uma vez pediram-me para simular o acto sexual numa estátua de um leão e recusei-me desde logo. Não veio mal nenhum ao mundo e continuei a participar na praxe. Faltei a várias convocatórias para não faltar a aulas ou simplesmente porque não estava com vontade e também não foi por aí que fui ostracizado.

 

Por isso é que leio certas coisas que escrevem por aí e não lhes compreendo a lógica. Foram obrigados? Não sabiam? Como é que não sabiam e como é que se deixaram levar a fazer algo que não são obrigados a fazer se hoje em dia se tem toda a informação na palma da mão? Ser levado a fazer algo porque os outros o fazem num grupo organizado (uma claque desportiva, no local de trabalho, num grupo de amigos...) até entendo, mas numa praxe? Damn...

Editado por Black Hawk

Compartilhar este post


Link para o post

f*de-se muito no meio destas coisas da praxe? Acho que este ponto nunca foi abordado.

Praxe que é praxe tem a madrinha a 'ensinar' o caloiro. Been there.

Compartilhar este post


Link para o post

No outro dia eram uns 30 caloiros a rastejar tipo tropas...na Av. da República. Por momentos achei que era um treino de comandos :lol:

 

Praxem-se forte e feio, insultem-se e mais o crl. "Só vai quem quer". Não é bem assim. Quanto ao resto não se metam é a fazer chinfrineira na rua. E lixo. Muito lixo.

Compartilhar este post


Link para o post
Por isso é que leio certas coisas que escrevem por aí e não lhes compreendo a lógica. Foram obrigados? Não sabiam? Como é que não sabiam e como é que se deixaram levar a fazer algo que não são obrigados a fazer se hoje em dia se tem toda a informação na palma da mão? Ser levado a fazer algo porque os outros o fazem num grupo organizado (uma claque desportiva, no local de trabalho, num grupo de amigos...) até entendo, mas numa praxe? Damn...

 

Estás a projectar a tua experiência numa situação que até é fácil de ser compreendida. Muitos são jovens sem maturidade a viver uma nova realidade e a última coisa que querem fazer é evitar qualquer tipo de integração na universidade.

Compartilhar este post


Link para o post

Não gosto, não tem piada nenhuma e sou contra. Mas não me importo com quem gosta e sente prazer de fazer idiotices (ou de as mandar fazer) desde que não seja 1h e tal da manhã e andem aos berros na rua, como é quase todos os dias até acabarem.

Compartilhar este post


Link para o post

Fiz o curso numa faculdade que tinha 2 dias de praxes o ano inteiro. E mesmo assim não fui. Não tenho a mínima paciência para isto.

Compartilhar este post


Link para o post

Estás a projectar a tua experiência numa situação que até é fácil de ser compreendida. Muitos são jovens sem maturidade a viver uma nova realidade e a última coisa que querem fazer é evitar qualquer tipo de integração na universidade.

 

Por isso é que falei nos pais. Se os meninos não têm maturidade talvez os paizinhos devessem falar com eles sobre a nova etapa que vão iniciar, não?

 

Mas que digo eu, são os mesmos que deixam os putos irem para Lloret beber até caírem para o lado sem qualquer espécie de supervisão...

Compartilhar este post


Link para o post

Por isso é que falei nos pais. Se os meninos não têm maturidade talvez os paizinhos devessem falar com eles sobre a nova etapa que vão iniciar, não?

 

Mas que digo eu, são os mesmos que deixam os putos irem para Lloret beber até caírem para o lado sem qualquer espécie de supervisão...

 

 

Mas depois acompanham-nos quando vão fazer a matricula, porque podem se perder no infantário :lol:.

Compartilhar este post


Link para o post

Eu "percebo" o argumento contra as praxes e a sua inutilidade. Discordo com o texto/episódio do tubo de ensaio de 2013, mas percebo que seja um tema complicado de perceber, pois acima de tudo é uma idiotice. Eu gostei de praxar e ser praxado, mas sei que, como tudo na vida, há pessoas que usam a praxe para ter uma desculpa para ser "chefões" e otários.

 

No entanto, este argumento contra tunas é tão sem fundamento, e parte de uma altivez tão irritante, que é impossível respeitar a opinião do senhor.

Compartilhar este post


Link para o post

o q leva as pessoas a irem para a tuna?

 

Poder tocar um instrumento que gosta, socializar, divertir-se, bebedeiras, ter estatuto de trabalhador estudante... A mim nunca me interessou ir, mas compreendo quem vai. Claro que há aqueles que pensam que são os maiores por pertencerem a uma tuna...

Compartilhar este post


Link para o post

Eu em tempos tinha ideia que a praxe era muito à base dos mais velhos irem "à caça" dos caloiros e convence-los a participar. Mas hoje em dia, pelo que tenho visto, imensos caloiros tomam a iniciativa de ir à procura da praxe. É vê-los nos grupos de facebook a perguntar onde é para estar, a que horas começa, quem vai etc etc no fundo há toda uma predisposição já establecida

Compartilhar este post


Link para o post

A minha entrada na tuna deveu-se ao gosto pela música.

Como, na altura, não existiam projectos musicais por perto, resolvi dar uma oportunidade, independentemente do estilo musical. Agora até aprecio, mas na altura era um estilo "nhé.." .

A parte de integração, das praxes, dos festivais, do convívio, das bebedeiras, tudo isso faz parte de uma tuna.

 

Querem saber uma coisa? Se eu não pertencesse a uma tuna, ia achar tudo isso uma baboseira. Mas tendo passado pela experiência, são memórias que guardo para a vida com muita satisfação e que, inclusivamente, me abriram portas para o mundo do trabalho.

Cada um tem a sua maneira de ver as coisas, as ópticas têm de ser diferentes para cada qual.

 

Já dizia o outro, "se todos gostássemos do mesmo, que seria do amarelo?" :biggrin:

Compartilhar este post


Link para o post

Eu só não fui para a tuna porque o horário dos ensaios coincidia com o dos meus treinos. E tenho pena disso, não ia meter a tuna à frente do futsal, claro, mas gostava de ter pertencido à tuna. E segundo consta, a praxe da tuna ainda é pior que a dos cursos :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

Eu só não fui para a tuna porque o horário dos ensaios coincidia com o dos meus treinos. E tenho pena disso, não ia meter a tuna à frente do futsal, claro, mas gostava de ter pertencido à tuna. E segundo consta, a praxe da tuna ainda é pior que a dos cursos :mrgreen:

e da pitagórica então em coimbra é só cenas completamente idiotas e de gente idiota

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Popular Agora

  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...