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pedritsh

[Liga NOS] Paços 1-0 Porto (RF)

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O que vale é que o karma é maroto e daqui por uns tempos ele bate aí à porta.

Justificar o anti-jogo ridículo que houve com “ai, mas eles estavam a descer, precisavam” e outros que tais é que é lamentável. Que ao menos mantenham a coerência.

Quanto ao tema, enquanto se continuar a premiar este comportamento como aconteceu ontem, o crime vai compensar, claro está. E vai continuar a ser feito.

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E qual é a desculpa para os treinadores da Primeira Liga?

Se querem que isto deixe de acontecer, reformulem a Primeira Liga. Ofereçam outras condições financeiras aos clubes mais pequenos, reforcem as posições dos seus treinadores de futebol. Façam como o Chaves e assumam um compromisso com o seu treinador mesmo quando os resultados estão a ser maus. O Paços vai no seu terceiro treinador este ano, acham mesmo que alguém quer bater no peito e ser despedido enquanto encaixa 4 ou 5 de um dos grandes?

Lá está, quando estiverem no lugar deles quero ver a mesma coragem em abdicar do ordenado. Se até a um nível mais baixo isto acontece.

É a diferença entre tentares ser bom ou tentares ser mais 1.

Para quem está lá em cima, isto tem vindo a piorar. Anti-jogo sempre houve, mas não no ridiculo que existe hoje em dia. A culpa acaba por não ser só dos treinadores, começa lá em cima onde anda o maior estrume do futebol (presidentes)

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É a diferença entre tentares ser bom ou tentares ser mais 1.

 

Quando o "ser mais 1" garantir comida na mesa, contas pagas e possibilidade de ter uma vida estável possivelmente o pessoal começa a pensar nisso. Até lá convém fazeres pontos.

Editado por Ibrahimovic_9

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Quando o "ser mais 1" garantir comida na mesa, contas pagas e possibilidade de ter uma vida estável possivelmente o pessoal começa a pensar nisso. Até lá convém fazeres pontos.

Enquanto pensares mais no dinheiro do que na tua felicidade...

Ya, eu sei que o dinheiro faz falta, mas dá muito mais prazer quando chegas lá a fazer o que gostas e com gosto do que a fazer figuras tristes. mas isto sou eu. Se calhar as minhas ideias é que estão erradas.

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A culpa não é dos treinadores. A culpa é de quem o permite. Quanto ao árbitro, como é óbvio, não vão recusar as equipas médicas de entrar mas devem dar o tempo de compensação adequado. Isto serve para qualquer clube.

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Enquanto pensares mais no dinheiro do que na tua felicidade...

Ya, eu sei que o dinheiro faz falta, mas dá muito mais prazer quando chegas lá a fazer o que gostas e com gosto do que a fazer figuras tristes. mas isto sou eu. Se calhar as minhas ideias é que estão erradas.

Opá. Manca-te Zé Tó.

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Enquanto pensares mais no dinheiro do que na tua felicidade...

 

:funny:

 

Está bem, Gustavo Santos.

Editado por Ibrahimovic_9

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A culpa não é dos treinadores. A culpa é de quem o permite. Quanto ao árbitro, como é óbvio, não vão recusar as equipas médicas de entrar mas devem dar o tempo de compensação adequado. Isto serve para qualquer clube.

Mais isso é um bocado uma pescadinha de rabo na boca. O problema não é tanto a duração do tempo de compensação porque uma equipa que faz anti-jogo, fá-lo durante 5, 10 ou 15 minutos e vai fazê-lo até acabar o jogo. Se o arbitro dá 5 minutos de tempo de compensação, joga-se 2 minutos e o arbitro tem que compensar esses 3 que não foram jogados e deixa jogar mais 3 minutos, mas a equipa continua a fazer anti-jogo. Nunca mais saíamos daqui.

 

A única coisa que um arbitro pode fazer é ser mais duro disciplinarmente e começar a mostrar uns amarelos. Ou um cartão azul para o jogador que fizer anti-jogo e esse jogador tem que abandonar o campo.

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Mais isso é um bocado uma pescadinha de rabo na boca. O problema não é tanto a duração do tempo de compensação porque uma equipa que faz anti-jogo, fá-lo durante 5, 10 ou 15 minutos e vai fazê-lo até acabar o jogo. Se o arbitro dá 5 minutos de tempo de compensação, joga-se 2 minutos e o arbitro tem que compensar esses 3 que não foram jogados e deixa jogar mais 3 minutos, mas a equipa continua a fazer anti-jogo. Nunca mais saíamos daqui.

 

A única coisa que um arbitro pode fazer é ser mais duro disciplinarmente e começar a mostrar uns amarelos. Ou um cartão azul para o jogador que fizer anti-jogo e esse jogador tem que abandonar o campo.

Uma arbitragem minimamente séria corajosa (não digo séria porque nunca o fazem, e em Portugal nem nos podemos queixar tanto que eu não vejo em mais nenhum lado darem 6-7 minutos como se vê aqui e já vi muito jogo merecer) tinha dado uns 10-12 minutos de compensação ontem (que se levasse em conta o tempo perdido na mesma se jogariam quase 15 minutos mais). Achas que uma equipa se sujeitaria a tempos de compensação assim? Não me parece..

Editado por toze2

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E então? Porque é que as pessoas não devem ter a liberdade de dar a sua opinião sem ter um rótulo de antemão? Pelos vistos também só torces pelo Chaves, como disseram aí para trás, mas eu nunca diria que não eras tutti, dada a tua envolvência e opiniões relativamente ao Porto. O meu post não foi uma crítica, podes apoiar quem tu bem quiseres obviamente, mas achei estranho o teu apontamento tendo em conta a tua posição.

 

Eu nunca disse que era imparcial, tento ser, mas provavelmente não sou.

 

Não é ter um rótulo, é andar aqui a dizer que há anos que não tem clube, e nos comentários ser totalmente parcial (faz-me lembrar alguns comentadores da tvi24).

 

 

Eu torço pelo Chaves, é a minha equipa, mas como já aqui disse simpatizo bastante com o Porto, se o Chaves não pode/consegue ser campeão que seja o Porto, mas se houvesse um jogo decisivo entre o Chaves e o Porto em que o Porto tivesse de vencer para ser campeão, podes ter a certeza que torcia para que o Chaves ganhasse, nem consigo torcer de forma diferente.

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Mais isso é um bocado uma pescadinha de rabo na boca. O problema não é tanto a duração do tempo de compensação porque uma equipa que faz anti-jogo, fá-lo durante 5, 10 ou 15 minutos e vai fazê-lo até acabar o jogo. Se o arbitro dá 5 minutos de tempo de compensação, joga-se 2 minutos e o arbitro tem que compensar esses 3 que não foram jogados e deixa jogar mais 3 minutos, mas a equipa continua a fazer anti-jogo. Nunca mais saíamos daqui.

 

A única coisa que um arbitro pode fazer é ser mais duro disciplinarmente e começar a mostrar uns amarelos. Ou um cartão azul para o jogador que fizer anti-jogo e esse jogador tem que abandonar o campo.

Concordo mas enquanto não existirem alterações o máximo que os árbitros podem fazer é esticar o tempo de compensação.

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Enquanto pensares mais no dinheiro do que na tua felicidade...

Ya, eu sei que o dinheiro faz falta, mas dá muito mais prazer quando chegas lá a fazer o que gostas e com gosto do que a fazer figuras tristes. mas isto sou eu. Se calhar as minhas ideias é que estão erradas.

 

Se calhar estás a aplicar o princípio de forma errada. Eles estão a fazer aquilo que gostam, e garanto-te que ontem não fizeram figura triste nenhuma. Aliás, garanto-te que aquele balneário depois do jogo deve ter vivido uma alegria do crl.

O Conceição também fez estas figuras ridículas e chegou a um grande Português, o Jorge Jesus também fez estas figuras ridículas e chegou lá, até o Rui Vitória o fez.

Portanto essa lógica não faz qualquer sentido. Enquanto não perceberem que a culpa não é dos intervenientes mas sim da forma como a riqueza vai estando distribuída, não se sai deste ciclo.

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O futebol está mal quando um treinador precisa de anti-jogo para mostrar competência. Diria que está certamente na profissão errada.

Um treinador de um Paços não é despedido por perder um jogo contra um Porto. É por perder contra um Tondela, um Setúbal e um Moreirense que essa hipótese se coloca.

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Se calhar estás a aplicar o princípio de forma errada. Eles estão a fazer aquilo que gostam, e garanto-te que ontem não fizeram figura triste nenhuma. Aliás, garanto-te que aquele balneário depois do jogo deve ter vivido uma alegria do crl.

O Conceição também fez estas figuras ridículas e chegou a um grande Português, o Jorge Jesus também fez estas figuras ridículas e chegou lá, até o Rui Vitória o fez.

Portanto essa lógica não faz qualquer sentido. Enquanto não perceberem que a culpa não é dos intervenientes mas sim da forma como a riqueza vai estando distribuída, não se sai deste ciclo.

Estar a fazer o que gostam de forma errada. Porque é impossivel que eles achem bonito a bola estar a meio metro, os jogadores a uns 20cm e atirarem-se para o chão feitos malucos porque se lesionaram. "Eu tambem gostava" de ser jogador da bola e ganhar a um grande, mas não gostava de fazer o que o redes ou o outro moço de campo fizeram. E não estou contra o anti-jogo, é mais que normal que uma equipa que esteja nas últimas posições perca tempo, mas há perdas aceitaveis e há outras que é só triste. Não critico um jogador sair devagar quando é substituido, não critico ao marcarem um canto demorarem mais uns 5 segundos ou estarem a jogar na bandeirola à espera que o tempo passe. Mas há limites....

E concordo com a ultima frase, não faz sentido andarem 3 clubes a mamarem 90% ou mais dos ganhos da liga e direitos televisivos, andarem a comprar aos pequenos e não pagarem a tempo e ainda haver limites e todos os problemas com os empréstimos que tem existido. Mas isso é um problema que já tem tantas raízes no futebol que duvido que algum dia mude.

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Convém também definires o que é "jogar bem". O Paços ontem, quanto a mim - e tirando o excesso de anti-jogo - jogou bem.

Verdade, verdadinha. E tivesse outro tipo de executantes na frente e as vezes que saiu em contra-ataque poderia ter-nos corrido pior.

 

Já agora, o meu agradecimento ao treinador do Paços por ter dito que o SC não cuspiu. Menos uma festarola para alguns...

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O futebol está mal quando um treinador precisa de anti-jogo para mostrar competência. Diria que está certamente na profissão errada.

Um treinador de um Paços não é despedido por perder um jogo contra um Porto. É por perder contra um Tondela, um Setúbal e um Moreirense que essa hipótese se coloca.

 

Então a lógica é não se importar de perder contra o Porto.

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Então a lógica é não se importar de perder contra o Porto.

 

lol

 

É mesmo vontade de chatear, não é?

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Todos os clubes deviam perder com o Porto, isso é que era. Ninguém era despedida e ainda recebiam o pagamento de dividas em atraso.

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lol

 

É mesmo vontade de chatear, não é?

 

Não, não é. Está a discutir-se que os jogadores estão a fazer o seu papel para receberem o seu ao fim do mês. Estão a fazer pela vida para manterem o seu emprego e justificarem o seu contrato.

 

O que foi dito naquele post é que ninguém é despedido por perder com o Porto, e estendendo esta lógica aos outros grandes, bem entendido, mas sim contra os outros do "seu" campeonato. A única dedução a retirar daí é que jogadores e equipas técnicas não terão de se preocupar em perder esses jogos. Deveriam jogar de peito feito, disputar os jogos abertamente, afinal não é por esses jogos que podem vir a ser despedidos.

 

Esquecendo-se, nesta equação, que se calhar no final do campeonato a vitória do Paços ontem pode ser a diferença entre a manutenção ou a despromoção. Mas isso não importa para nós, adeptos dos três grandes, pois não? Estamos tão entretidos nas nossas lutas que esquecemo-nos facilmente que estas equipas têm os seus próprios objectivos. E também me custa ver jogadores a simular lesões, custa-me ver antijogo. Mas percebo.

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Não vi o jogo, mas deduzo minimamente como tenha sido. Não é por mais um Paços x Porto destes que o futebol português vai descer mais fundo, porque mais para baixo já não vai.

 

Apenas um aparte. Não me parece absolutamente lógico e irrefutável justificar o anti-jogo com a necessidade do treinador meter pão na mesa. Primeiro, porque não estamos propriamente a falar do Manel, que treina uma equipa desconhecida do CNS e que não conhece ninguém no meio. Não digo que seja (ainda) o caso do João, mas um Petit da vida facilmente arranja um tacho num Tondela depois de ser despedido de um Moreirense, por exemplo. E falei num Petit como podia ter falado num José Mota, que fez carreira disso. Ser despedido nunca é bom para ninguém, mas não é o fim da vida para um treinador destes.

 

Depois, porque acredito que, mesmo que as condiçõ€s fossem mais €quilibradas, muitos destes treinadores continuariam a fazer o mesmo. Por muitos argumentos que se tentem arranjar para se embelezar a questão, isto será sempre uma questão de utilizar diferentes caminhos para chegar ao mesmo destino. Eles têm todo o direito de fazer tudo ao seu alcance para ganhar jogos. Mas os adeptos também têm o mesmo direito de não se rever neste tipo de comportamentos, e de considerar que este tipo de estratégias são prejudiciais para o jogo em si e para a sua respectiva imagem.

 

Não estou a dizer que não possam e devam adaptar-se em função do adversário. Mas apesar dos problemas do futebol português começarem e acabarem a uma escala mais global, se calhar este tipo de jogos - promovidos por inúmeros treinadores que por aí andam - também contribuem para que o espectáculo, no seu todo, seja o lodo que se vê.

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O futebol está mal quando um treinador precisa de anti-jogo para mostrar competência. Diria que está certamente na profissão errada.

Um treinador de um Paços não é despedido por perder um jogo contra um Porto. É por perder contra um Tondela, um Setúbal e um Moreirense que essa hipótese se coloca.

 

Isso é uma treta, são 3 pontos. Os campeonatos perdem-se e ganham-se nos jogos todos. O Paços vinha de 5 derrotas seguidas, em lugar de despromoção e apanha-se a ganhar 1-0 na segunda parte.

Era suposto atirarem três pontos ao ar que podem significar a diferença entre ficar na Primeira Liga ou na Segunda porque supostamente o treinador não é despedido por perder contra o Porto ? Não me lixem.

 

Estar a fazer o que gostam de forma errada. Porque é impossivel que eles achem bonito a bola estar a meio metro, os jogadores a uns 20cm e atirarem-se para o chão feitos malucos porque se lesionaram. "Eu tambem gostava" de ser jogador da bola e ganhar a um grande, mas não gostava de fazer o que o redes ou o outro moço de campo fizeram. E não estou contra o anti-jogo, é mais que normal que uma equipa que esteja nas últimas posições perca tempo, mas há perdas aceitaveis e há outras que é só triste. Não critico um jogador sair devagar quando é substituido, não critico ao marcarem um canto demorarem mais uns 5 segundos ou estarem a jogar na bandeirola à espera que o tempo passe. Mas há limites....

E concordo com a ultima frase, não faz sentido andarem 3 clubes a mamarem 90% ou mais dos ganhos da liga e direitos televisivos, andarem a comprar aos pequenos e não pagarem a tempo e ainda haver limites e todos os problemas com os empréstimos que tem existido. Mas isso é um problema que já tem tantas raízes no futebol que duvido que algum dia mude.

 

Claro que acham bonito, e ainda mais lhes agrada poder chegar ao final do dia e serem a primeira equipa a derrotar o Porto nas competições nacionais. Se calhar com alguma sorte ainda receberam um prémio qualquer de um patrocinador lá da terra por causa da vitória e ainda saíram do lodo em que estava a moral e ganharam ânimo para a ponta final do campeonato.

Eu já estive no lado deles e no oposto, e por isso mesmo é que sou incapaz de os achar ridículos. Quando ainda era novinho e jogava nos Iniciados, ganhei ao Sporting, 2-0. Num jogo de extrema eficácia da nossa parte e alguma ratice com perdas de tempo pelo meio. Soube-me pela vida.

Também apanhei jogos em que o contrário me aconteceu, e em que rogava pragas em silêncio e me mordia todo pelo que estava a acontecer.

 

Apenas um aparte. Não me parece absolutamente lógico e irrefutável justificar o anti-jogo com a necessidade do treinador meter pão na mesa. Primeiro, porque não estamos propriamente a falar do Manel, que treina uma equipa desconhecida do CNS e que não conhece ninguém no meio. Não digo que seja (ainda) o caso do João, mas um Petit da vida facilmente arranja um tacho num Tondela depois de ser despedido de um Moreirense, por exemplo. E falei num Petit como podia ter falado num José Mota, que fez carreira disso. Ser despedido nunca é bom para ninguém, mas não é o fim da vida para um treinador destes.

 

Depois, porque acredito que, mesmo que as condiçõ€s fossem mais €quilibradas, muitos destes treinadores continuariam a fazer o mesmo. Por muitos argumentos que se tentem arranjar para se embelezar a questão, isto será sempre uma questão de utilizar diferentes caminhos para chegar ao mesmo destino. Eles têm todo o direito de fazer tudo ao seu alcance para ganhar jogos. Mas os adeptos também têm o mesmo direito de não se rever neste tipo de comportamentos, e de considerar que este tipo de estratégias são prejudiciais para o jogo em si e para a sua respectiva imagem.

 

O João Henriques está na primeira época na Primeira Liga, vinha de 5 derrotas seguidas e tinha ali uma possibilidade de conquistar pontos. Curiosamente, só conseguiste arranjar dois nomes porque de resto vai acabando tudo por fazer carreira na Segunda Liga e conquistando tudo de novo para poder saltar a primeira. E a diferença de um ordenado da Primeira Liga para a Segunda por vezes podem ser uns milhares.

 

Discordo completamente da segunda frase, duvido seriamente que qualquer treinador com condições mais equilibradas face aos grandes tivesse necessidade de recorrer a estas artimanhas para ganhar.

Só o simples facto de a qualidade dos executantes ser mais próxima, permitia ao treinador do clube mais pequeno de tentar alguma coisa de diferente. Basta ver que em Inglaterra, apesar das diferenças de planteis, a qualidade não é assim tão díspar dos que vão à frente para os de trás.

 

Em Portugal são poucas as equipas que garantem um mínimo de estabilidade ao seu treinador e não abanam a sua confiança independentemente do seus resultados. Sporting, Benfica, Porto, Braga, Rio Ave e agora Chaves.

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Não, não é. Está a discutir-se que os jogadores estão a fazer o seu papel para receberem o seu ao fim do mês. Estão a fazer pela vida para manterem o seu emprego e justificarem o seu contrato.

 

O que foi dito naquele post é que ninguém é despedido por perder com o Porto, e estendendo esta lógica aos outros grandes, bem entendido, mas sim contra os outros do "seu" campeonato. A única dedução a retirar daí é que jogadores e equipas técnicas não terão de se preocupar em perder esses jogos. Deveriam jogar de peito feito, disputar os jogos abertamente, afinal não é por esses jogos que podem vir a ser despedidos.

 

Esquecendo-se, nesta equação, que se calhar no final do campeonato a vitória do Paços ontem pode ser a diferença entre a manutenção ou a despromoção. Mas isso não importa para nós, adeptos dos três grandes, pois não? Estamos tão entretidos nas nossas lutas que esquecemo-nos facilmente que estas equipas têm os seus próprios objectivos. E também me custa ver jogadores a simular lesões, custa-me ver antijogo. Mas percebo.

 

Não. A única dedução a retirar é a de que o posto de trabalho destes treinadores não é posto em causa por perderem contra equipas com orçamentos dez ou doze vezes superiores, porque toda a gente percebe que é uma tarefa dificílima à partida. É simples, mas é tão e só isso. Quando estas equipas projetam uma meta de pontos e traçam objetivos no início das suas épocas desportivas, dificilmente considerarão a meta de fazer pontos contra os grandes como um objetivo mínimo para avaliar a sua própria performance. Se o Paços precisa de pontos contra os grandes, é porque está a falhar os seus objetivos principais.

 

E isso simplesmente não quer dizer que se deixem de importar com os jogos, que joguem assim ou que façam assado.

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Então a lógica é não se importar de perder contra o Porto.

 

Falava-se de um treinador usar anti-jogo para poder pontuar e consequentemente salvar o emprego. O que quis dizer foi que não é uma derrota contra um Porto (ou outro clube qualquer onde tenha poucas possibilidades de vencer) que vai custar o lugar a um treinador mas sim contra os seus adversários directos. Perderam frente ao Tondela, Setúbal e Moreirense, jogos que valem 6 pontos. Se fosse despedido não seria por eventualmente ter perdido frente ao Porto mas sim por jogos como aqueles 3 referidos.

O que está em causa não é o querer ganhar, é o modo para o atingir.

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Isso é uma treta, são 3 pontos. Os campeonatos perdem-se e ganham-se nos jogos todos. O Paços vinha de 5 derrotas seguidas, em lugar de despromoção e apanha-se a ganhar 1-0 na segunda parte.

Era suposto atirarem três pontos ao ar que podem significar a diferença entre ficar na Primeira Liga ou na Segunda porque supostamente o treinador não é despedido por perder contra o Porto ? Não me lixem.

 

E há alguma relação directa entre fazer anti-jogo e ganhar? O Paços colocou-se em vantagem por jogar normalmente. Não poderia ganhar se mantivesse a mesma postura até final? Se fazer anti-jogo fosse sinónimo de pontos também tinham ganho frente ao Benfica já que também estavam em vantagem.

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O João Henriques está na primeira época na Primeira Liga, vinha de 5 derrotas seguidas e tinha ali uma possibilidade de conquistar pontos. Curiosamente, só conseguiste arranjar dois nomes porque de resto vai acabando tudo por fazer carreira na Segunda Liga e conquistando tudo de novo para poder saltar a primeira. E a diferença de um ordenado da Primeira Liga para a Segunda por vezes podem ser uns milhares.

 

Discordo completamente da segunda frase, duvido seriamente que qualquer treinador com condições mais equilibradas face aos grandes tivesse necessidade de recorrer a estas artimanhas para ganhar.

Só o simples facto de a qualidade dos executantes ser mais próxima, permitia ao treinador do clube mais pequeno de tentar alguma coisa de diferente. Basta ver que em Inglaterra, apesar das diferenças de planteis, a qualidade não é assim tão díspar dos que vão à frente para os de trás.

 

Em Portugal são poucas as equipas que garantem um mínimo de estabilidade ao seu treinador e não abanam a sua confiança independentemente do seus resultados. Sporting, Benfica, Porto, Braga, Rio Ave e agora Chaves.

Só peguei em dois porque achei que bastavam para se perceber a ideia. Seja ao mesmo nível, a um nível ligeiramente inferior ou a um nível ligeiramente superior, há mais por cá (ou que já andaram por cá). O Jorge Costa, que mesmo sendo péssimo em todo o lado ainda arranja trabalho em qualquer parte do mundo. O Lito. O Manuel Machado. Para o bem do Boavista no presente, espero não acrescentar o Jorge Simão aqui, daqui por uns tempos. E há mais. Alguns deles até chegam aos grandes. É só pensar no Domingos, por exemplo. Aliás, os que fogem à regra fazem parte da minoria.

 

Claro que recorreriam. A ideia principal aqui é a de que estes treinadores optam especificamente por esta estratégia para ganhar. E estão no seu direito. Não podem é depois esperar sucessos continuados, mesmo que as condições sejam outras, ou até mesmo uma boa imprensa em termos mediáticos. E estes também são dois aspectos que trazem boas oportunidades de emprego e, consequentemente, dinheiro para meter pão na mesa.

 

Se calhar, o Chaves oferece essas condições porque o treinador dá provas de possuir uma linha condutora, uma ideia da qual não se afasta, mesmo que aqui e ali as coisas mudem pontual e temporariamente. O Estoril também oferecia isso ao Marco Silva. O Paços ofereceu isso ao Paulo Fonseca. É só isso que se pede. E de novo, eu não me estou a referir especificamente ao João Henriques, do qual até já li e ouvi boas coisas, e cujo trabalho ainda está numa fase prematura. Quando falo nestes temas é sempre no panorama global, enquanto adepto de futebol que sou, mais do que adepto do clube x ou y. Critico com a mesma facilidade o anti-jogo e o espectáculo negativo do Paços ou do Sporting (que também já fez uso dele esta época). Comentei aqui porque o tema surgiu. Mas da forma como o futebol português anda, podia tê-lo feito na maioria dos jogos dos 3 grandes.

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