SAS_Robben Publicado 26 Junho 2025 https://en.m.wikipedia.org/wiki/Lend-Lease Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 26 Junho 2025 Citação de noikeee, há 59 minutos: Por acaso tens razão nesta, não sei muito bem como mantém-se o mito de que os americanos é que fizeram a diferença na WW2, pelo menos cá na Europa, quando a maior parte do trabalho foi feito pelos soviéticos. No entanto os americanos safaram a Europa ocidental de se tornar vassalos russos no pós-WW2. É certo que em contrapartida nos tornamos vassalos americanos (e isso tem desvantagens, ver o que eu disse há umas páginas atrás em relação à base das Lajes, basicamente não temos autoridade nenhuma sobre um pedaço do nosso território), e que não sei bem o futuro desse nosso estatuto agora nas mãos do Trump e afins, mas perguntem ao pessoal do leste da Europa o que preferem, se ser vassalos russos ou americanos. Por exemplo aos checos mais antigos, que pode ser que se lembrem de quando uns tanques vieram dar um passeio a Praga... Eu preferia os russos na boa Se os americanos n existisse, n havia bomba nuclear, n havia aquecimento global, berlin de este > berlin de oeste. Ok, este é só prédios e elétricos, mas ao menos n querem que gaste 25 euros por um panado de porco porque tá numa página do instagram que é famoso, e a cultura de berlin de oeste é terem 5 grandes centros comerciais à distância de 5 minutos Compartilhar este post Link para o post
JGabriel Publicado 26 Junho 2025 Citação de Plagio o Original, há 17 minutos: n havia bomba nuclear Ai não havia. 1 Compartilhar este post Link para o post
Abraxas Publicado 26 Junho 2025 Citação de Plagio o Original, há 36 minutos: Eu preferia os russos na boa Se os americanos n existisse, n havia bomba nuclear, n havia aquecimento global, berlin de este > berlin de oeste. Ok, este é só prédios e elétricos, mas ao menos n querem que gaste 25 euros por um panado de porco porque tá numa página do instagram que é famoso, e a cultura de berlin de oeste é terem 5 grandes centros comerciais à distância de 5 minutos Dizer que preferias os russos ‘na boa’ é algo que pode soar provocador, mas convém lembrar que quem viveu do lado de lá não partilha dessa visão tão romântica. A repressão sistemática nas ditaduras soviéticas deixou marcas profundas. Desde os gulags, os expurgos políticos, até ao controlo total da liberdade de expressão, imprensa e circulação. Recomendo, por exemplo, a leitura de O Arquipélago Gulag, onde se relatam os horrores com detalhe difícil de ignorar. Até mesmo figuras como a Merkel, que cresceu na Alemanha de Leste, falam abertamente sobre as dificuldades de viver sob aquele regime, não só materiais, mas também mentais e morais. E quanto à comparação entre Berlim Leste e Oeste… vale a pena lembrar que durante décadas milhares arriscaram (e perderam) a vida a tentar fugir do Leste para o Oeste. Nunca o contrário. Isso diz alguma coisa. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 26 Junho 2025 Citação de Rain Dog, há 2 horas: eu matava o filho da p*ta do peixe que teve a ideia de sair do mar Isso criava um paradoxo chato 1 Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 26 Junho 2025 (editado) Uma coisa eu dou crédito aos soviéticos. É evidente que o comunismo/socialismo também tinha algumas vantagens (sobretudo nas primeiras décadas, enquanto não colapsou economicamente), certas coisas eram pensadas para o bem comum da sociedade, havia a mentalidade de remar todos juntos como comunidade e não apenas como individuais. Habitação para todos, educação para todos (inclusive para as mulheres enquanto isso ainda era tabu nas sociedades ocidentais) etc etc. ... o que isso fazia era criar um contrapeso político para as sociedades capitalistas ocidentais. Havia uma certa necessidade no Ocidente de não deixar desregular o capitalismo completamente, a explorar as classes mais baixas e aumentar as desigualdades; porque o modelo capitalista estava em competição com o modelo comunista em todo o mundo, e havia a necessidade de não deixar a narrativa soviética ganhar. Havia a necessidade de fazer o povo, as classes mais baixas das sociedades ocidentais, sentirem que estavam a viver bem. Sobretudo para eles não acharem que no comunismo é que se vive bem, e para convencer o resto do mundo que o modelo capitalista é que é bom. A partir do momento que cai o Muro de Berlim e o modelo comunista foi completamente descredibilizado, desapareceu esse contrapeso, e eu julgo que o que estamos a ver hoje em dia, 35 anos depois, é em parte o resultado disso, pois as consequências às vezes demoram décadas a aparecer. Ou seja, o capitalismo está cada vez mais desregulado, há cada vez mais desigualdade, menos apetência para manter o estado social, cada vez mais individualismo e menos sentido de comunidade, etc etc. Em parte é consequência de outras coisas também, p.ex eu acho que o estado social passou a ser muito menos economicamente viável a longo prazo devido aos problemas demográficos (envelhecer da população, baixa taxa de natalidade). A internet, os smartphones, as redes sociais, minaram cada vez mais o tal sentido de comunidade e deram cada vez mais poder à individualidade. Mas uma das chaves do problema é político, a narrativa comunista/socialista/social-democrata perdeu imensa força a nível internacional e isso está a inclinar o plano completamente para o outro lado, exageradamente no meu ver. Editado 26 Junho 2025 por noikeee 1 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 26 Junho 2025 Eu nem sei bem o que pensar disto já. 2 Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 26 Junho 2025 Citação de rcoelho14, há 2 minutos: Eu nem sei bem o que pensar disto já. Não consigo ler os tweets do Trump sem a voz dele 2 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 26 Junho 2025 (editado) Citação de Abraxas, há 38 minutos: Dizer que preferias os russos ‘na boa’ é algo que pode soar provocador, mas convém lembrar que quem viveu do lado de lá não partilha dessa visão tão romântica. A repressão sistemática nas ditaduras soviéticas deixou marcas profundas. Desde os gulags, os expurgos políticos, até ao controlo total da liberdade de expressão, imprensa e circulação. Recomendo, por exemplo, a leitura de O Arquipélago Gulag, onde se relatam os horrores com detalhe difícil de ignorar. Até mesmo figuras como a Merkel, que cresceu na Alemanha de Leste, falam abertamente sobre as dificuldades de viver sob aquele regime, não só materiais, mas também mentais e morais. E quanto à comparação entre Berlim Leste e Oeste… vale a pena lembrar que durante décadas milhares arriscaram (e perderam) a vida a tentar fugir do Leste para o Oeste. Nunca o contrário. Isso diz alguma coisa. Estas m*rda são culturais/ históricas e com base nas experiências das pessoas. Tenho colegas berliners que odeiam o sistema e que são saudosistas de berlin de este. E da mesma forma que projetas essas opiniões de que os alemães n gostavam de berlim de este / os comunistas, podemos fazer o mesmo em portugal mas ao contrário. O anti comunismo em portugal n faz sentido nenhum porque tivemos a última revolução socialista da europa A angela merkl n gostava de berlim de oeste da mesma maneira que o rui rocha n gosta do 25 de abril porque a família era rica em lourenço marques Editado 26 Junho 2025 por Plagio o Original Compartilhar este post Link para o post
JGabriel Publicado 26 Junho 2025 Citação de noikeee, há 23 minutos: A partir do momento que cai o Muro de Berlim e o modelo comunista foi completamente descredibilizado, desapareceu esse contrapeso, e eu julgo que o que estamos a ver hoje em dia, 35 anos depois, é em parte o resultado disso, pois as consequências às vezes demoram décadas a aparecer. Ou seja, o capitalismo está cada vez mais desregulado, há cada vez mais desigualdade, menos apetência para manter o estado social, cada vez mais individualismo e menos sentido de comunidade, etc etc. Agradece ao Reagan e à Thatcher. Se o inferno existir, espero que estejam os dois lá num canto bem fundo. Citação de rcoelho14, há 7 minutos: Eu nem sei bem o que pensar disto já. Apelar aos fanáticos religiosos. Isso e um gajo que levou a vida que este levou deve ter esqueletos no armário e não são poucos, e a Mossad sabe deles todos. Compartilhar este post Link para o post
Abraxas Publicado 26 Junho 2025 (editado) Citação de noikeee, há 39 minutos: Uma coisa eu dou crédito aos soviéticos. É evidente que o comunismo/socialismo também tinha algumas vantagens (sobretudo nas primeiras décadas, enquanto não colapsou economicamente), certas coisas eram pensadas para o bem comum da sociedade, havia a mentalidade de remar todos juntos como comunidade e não apenas como individuais. Habitação para todos, educação para todos (inclusive para as mulheres enquanto isso ainda era tabu nas sociedades ocidentais) etc etc. ... o que isso fazia era criar um contrapeso político para as sociedades capitalistas ocidentais. Havia uma certa necessidade no Ocidente de não deixar desregular o capitalismo completamente, a explorar as classes mais baixas e aumentar as desigualdades; porque o modelo capitalista estava em competição com o modelo comunista em todo o mundo, e havia a necessidade de não deixar a narrativa soviética ganhar. Havia a necessidade de fazer o povo, as classes mais baixas das sociedades ocidentais, sentirem que estavam a viver bem. Sobretudo para eles não acharem que no comunismo é que se vive bem, e para convencer o resto do mundo que o modelo capitalista é que é bom. A partir do momento que cai o Muro de Berlim e o modelo comunista foi completamente descredibilizado, desapareceu esse contrapeso, e eu julgo que o que estamos a ver hoje em dia, 35 anos depois, é em parte o resultado disso, pois as consequências às vezes demoram décadas a aparecer. Ou seja, o capitalismo está cada vez mais desregulado, há cada vez mais desigualdade, menos apetência para manter o estado social, cada vez mais individualismo e menos sentido de comunidade, etc etc. Em parte é consequência de outras coisas também, p.ex eu acho que o estado social passou a ser muito menos economicamente viável a longo prazo devido aos problemas demográficos (envelhecer da população, baixa taxa de natalidade). A internet, os smartphones, as redes sociais, minaram cada vez mais o tal sentido de comunidade e deram cada vez mais poder à individualidade. Mas uma das chaves do problema é político, a narrativa comunista/socialista/social-democrata perdeu imensa força a nível internacional e isso está a inclinar o plano completamente para o outro lado, exageradamente no meu ver. Excelente comentário. Concordo em grande parte contigo, especialmente na ideia de que o bloco soviético funcionou como um contrapeso simbólico e prático que obrigou o Ocidente a manter certos compromissos sociais, sob pena de perder a guerra da narrativa. A história da Guerra Fria não é apenas tanques e mísseis; é também modelos de sociedade em disputa. E como dizes, com a queda do Muro e o colapso da URSS, muitos dos freios ideológicos ao capitalismo caíram com ele. O aumento da desregulação, da financeirização da economia e da erosão do Estado Social nos últimos 30 anos não é coincidência. E sim, não se pode ignorar que o modelo soviético teve avanços — educação universal, igualdade formal de género, ciência e saúde pública, mesmo que muitas dessas conquistas tenham vindo a um custo humano e político altíssimo, especialmente à medida que o regime se tornou mais repressivo e estagnado. Diria que hoje estamos a viver num mundo onde os excessos do capitalismo já não têm um adversário forte, e talvez por isso se tornem mais visíveis. Mas isso também não deve fazer-nos romantizar os horrores dos sistemas totalitários, devemos é tirar lições do que funcionou em ambos os lados e procurar modelos mais justos e humanos daqui para a frente Citação de Plagio o Original, há 15 minutos: Estas m*rda são culturais/ históricas e com base nas experiências das pessoas. Tenho colegas berliners que odeiam o sistema e que são saudosistas de berlin de este. E da mesma forma que projetas essas opiniões de que os alemães n gostavam de berlim de este / os comunistas, podemos fazer o mesmo em portugal mas ao contrário. O anti comunismo em portugal n faz sentido nenhum porque tivemos a última revolução socialista da europa A angela merkl n gostava de berlim de oeste da mesma maneira que o rui rocha n gosta do 25 de abril porque a família era rica em lourenço marques Entendo que existam diferentes perspetivas e experiências, claro que há saudosistas do regime soviético, tal como há quem sinta saudades do Estado Novo em Portugal. Mas isso não apaga os factos históricos e os registos de sofrimento documentados por milhares ou milhões de pessoas que viveram sob esses sistemas. O problema não está em reconhecer nuances culturais, mas sim em cair numa espécie de equivalência moral onde um regime como o soviético — com campos de trabalho forçado, censura brutal, vigilância sistemática da população e execução de dissidentes — é tratado como se fosse apenas uma “alternativa de vida com menos consumismo”. Quanto à Merkel, o que ela relata vai muito para além de gostos pessoais. Está documentado que o acesso à educação, liberdade de imprensa e mobilidade no Leste eram severamente limitados. E sobre o 25 de Abril: não se trata de quem gostava ou não da revolução, mas de quem beneficiava de regimes autoritários e quem era oprimido por eles. A nostalgia é legítima, mas não pode servir para branquear o passado. Editado 26 Junho 2025 por Abraxas Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado 26 Junho 2025 Citação de Rain Dog, há 3 horas: eu matava o filho da p*ta do peixe que teve a ideia de sair do mar 3 2 Compartilhar este post Link para o post
Apple Publicado 26 Junho 2025 Citação de noikeee, há 1 hora: Uma coisa eu dou crédito aos soviéticos. É evidente que o comunismo/socialismo também tinha algumas vantagens (sobretudo nas primeiras décadas, enquanto não colapsou economicamente), certas coisas eram pensadas para o bem comum da sociedade, havia a mentalidade de remar todos juntos como comunidade e não apenas como individuais. Habitação para todos, educação para todos (inclusive para as mulheres enquanto isso ainda era tabu nas sociedades ocidentais) etc etc. ... o que isso fazia era criar um contrapeso político para as sociedades capitalistas ocidentais. Havia uma certa necessidade no Ocidente de não deixar desregular o capitalismo completamente, a explorar as classes mais baixas e aumentar as desigualdades; porque o modelo capitalista estava em competição com o modelo comunista em todo o mundo, e havia a necessidade de não deixar a narrativa soviética ganhar. Havia a necessidade de fazer o povo, as classes mais baixas das sociedades ocidentais, sentirem que estavam a viver bem. Sobretudo para eles não acharem que no comunismo é que se vive bem, e para convencer o resto do mundo que o modelo capitalista é que é bom. A partir do momento que cai o Muro de Berlim e o modelo comunista foi completamente descredibilizado, desapareceu esse contrapeso, e eu julgo que o que estamos a ver hoje em dia, 35 anos depois, é em parte o resultado disso, pois as consequências às vezes demoram décadas a aparecer. Ou seja, o capitalismo está cada vez mais desregulado, há cada vez mais desigualdade, menos apetência para manter o estado social, cada vez mais individualismo e menos sentido de comunidade, etc etc. Em parte é consequência de outras coisas também, p.ex eu acho que o estado social passou a ser muito menos economicamente viável a longo prazo devido aos problemas demográficos (envelhecer da população, baixa taxa de natalidade). A internet, os smartphones, as redes sociais, minaram cada vez mais o tal sentido de comunidade e deram cada vez mais poder à individualidade. Mas uma das chaves do problema é político, a narrativa comunista/socialista/social-democrata perdeu imensa força a nível internacional e isso está a inclinar o plano completamente para o outro lado, exageradamente no meu ver. Nem é preciso chegares tão longe no período histórico; as ditaduras do Sul da América Latina foram os laboratórios do neoliberalismo na década de 70 (que não tinha outra maneira de ser implementado senão através da força e assassinato/tortura de centenas de milhares de esquerdistas). Reagan e Tatcher, seguidos da queda da URSS, foram os pregos no caixão. Compartilhar este post Link para o post
Duda34 Publicado 26 Junho 2025 Citação de rcoelho14, há 10 horas: Eu nem sei bem o que pensar disto já. Carlos Silvino Netanyahu Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 26 Junho 2025 A oferta vai explodir em New York e o preço dos imóveis irá baixar. Portugal deveria tentar algo semelhante. Ameaçar quem usa imóveis para enriquecer, assim estes veriam-se forçados a despejar casas no mercado e os preços baixavam. Ou então expropriar. É mais rápido e barato. Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 27 Junho 2025 Citação de Rain Dog, há 15 horas: eu matava o filho da p*ta do peixe que teve a ideia de sair do mar Incrível como os nossos problemas começaram todos com emigração 1 6 Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 27 Junho 2025 Citação de noikeee, Em 26/06/2025 at 09:40: os americanos safaram a Europa ocidental de se tornar vassalos russos no pós-WW2. Pela parte que nos toca os Americanos literalmente ponderaram se valia a pena tirar o Franco e decidiram deixar a península governada por fachos durante mais 30 anos. Compartilhar este post Link para o post
JGabriel Publicado 27 Junho 2025 Citação de noikeee, Em 26/06/2025 at 09:40: No entanto os americanos safaram a Europa ocidental de se tornar vassalos russos no pós-WW2. É certo que em contrapartida nos tornamos vassalos americanos (e isso tem desvantagens, ver o que eu disse há umas páginas atrás em relação à base das Lajes, basicamente não temos autoridade nenhuma sobre um pedaço do nosso território), e que não sei bem o futuro desse nosso estatuto agora nas mãos do Trump e afins, mas perguntem ao pessoal do leste da Europa o que preferem, se ser vassalos russos ou americanos. Por exemplo aos checos mais antigos, que pode ser que se lembrem de quando uns tanques vieram dar um passeio a Praga... Mais ou menos. Muito dedo dos britânicos. Os americanos tiveram foi a sorte de a guerra não ter sido no território deles. Aliás, nenhuma das duas guerras mundiais. Ficaram no canto deles a fazer dinheiro. Compartilhar este post Link para o post
Rain Dog Publicado 28 Junho 2025 (editado) Citação de bmfpcdm, há 39 minutos: do you not condemn HAMAS?! Editado 28 Junho 2025 por Rain Dog Compartilhar este post Link para o post
malaquias Publicado 28 Junho 2025 Alguém consegue facultar esta notícia? https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2025-06-24-o-uranio-desaparecido-e-a-guerra-montanha-russa-no-irao-pode-haver-ataques-sempre-que-se-identificar-um-movimento-diz-especialista-289dee7d Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 28 Junho 2025 Citação de malaquias, há 1 minuto: Alguém consegue facultar esta notícia? https://expresso.pt/internacional/medio-oriente/guerra-israel-hamas/2025-06-24-o-uranio-desaparecido-e-a-guerra-montanha-russa-no-irao-pode-haver-ataques-sempre-que-se-identificar-um-movimento-diz-especialista-289dee7d Spoiler O urânio desaparecido e a guerra “montanha-russa” no Irão: “Pode haver ataques sempre que se identificar um movimento”, diz especialista Catarina Maldonado Vasconcelos 18 - 24 minutes Isfahan, antes dos ataques Maxar Como se enriquece urânio? E que processos foram comprometidos pelos ataques no Irão? Há desconfianças sólidas sobre se a república islâmica estava a preparar-se para construir bombas nucleares? Restaram os materiais necessários para reiniciar o programa o mais rapidamente possível e acelerá-lo? Luís Guimarais, doutorado em fusão nuclear, explica tudo isto, numa entrevista com respostas detalhadas e simples, para que todos possam compreender 24 junho 2025 12:53 É altamente provável as infraestruturas nucleares iranianas conhecidas, e que terão propósitos militares, estarem destruídas: Israel e os Estados Unidos da América certificaram-se disso. Mas o urânio foi deslocado, está em parte incerta, e não há certezas sobre se as centrifugadoras também foram salvas. Nesta entrevista com o Expresso, Luís Guimarais, o professor especialista em fusão nuclear e cientista de dados, explica tudo o que está em causa. O Irão pode ter deslocado o equipamento e o material das instalações nucleares que foram atacadas pelos Estados Unidos? Sim, há imagens de satélite que mostram a movimentação de camiões. Como se situam num terreno árido, ficaram as marcas dos pneus, e especialmente Fordoz e Isfahan ficam em zonas de planalto, por isso os camiões aproximaram-se muito dos edifícios. Não estamos a falar de muito material, por isso é que é fantástico como fonte de energia: não precisamos de muito para produzir muita eletricidade. Se toda a eletricidade que um português consumisse durante toda a sua vida fosse de fonte nuclear, só precisaria de meia lata de Coca-Cola com urânio. Se fosse para uma pessoa norte-americana, seria uma lata de Coca-Cola inteira. E é por isso que, quando há intenção, se fazem dispositivos explosivos muito perigosos. A bomba de Nagasaki era de plutónio e pesava 6 kg, o equivalente a 21 quilotoneladas de TNT. Estamos a falar de um fator de quatro milhões em relação a explosivos convencionais. O engenho explosivo era uma esfera metálica com menos centímetros de raio, algo que seria possível transportar numa mão. O mais provável é que aqueles 400 kg de urânio enriquecido sido movimentados. Este ainda se encontra em estado gasoso, e seria preciso continuar a enriquecê-lo até 90%, para, a partir daí, começar a ter o material para construir a ogiva. Não estamos a falar de muito material, é extremamente denso, estará em alguma cisterna, e foi possível transportá-lo em alguns camiões. A própria Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), quando esteve no local, antes de ser vedado, em 2019, guardou registos de que havia material a ser deslocado entre as instalações. Apesar de o país ser enorme, as instalações principais, Isfahan, Fordow e Natanz, são geograficamente muito próximas. Portanto, é normal que o Irão já esteja preparado para movimentar esse material para escapar, não só às inspeções, mas também para o seu armazenamento e acumulação. Estes 400 kg são a quantidade que a AIEA conseguiu averiguar, mas há muitas coisas que não sabemos. Quanto tempo demorará o processo para se obter urânio enriquecido a 60%? Há quanto tempo estará isto a decorrer? O enriquecimento não é um processo linear. Ou seja, quanto mais refinado mais fácil é continuar a refinar. Quando se chega aos 60% de enriquecimento, já gastou 90% da energia de que necessita para chegar ao material de explosivo. Dos 60% aos 90%, faltam os últimos 10%, e é um processo rápido. No acordo que fez em 2015 — Plano de Ação Conjunto Global (Joint Comprehensive Plan of Action) — , o Irão comprometeu-se a manter o enriquecimento a 3,67%. Esta percentagem parece aleatória, mas é um número muito redondo quando se olha para a quantidade de energia necessária para chegar lá. O tempo de breakout é aquilo que a AIEA monitoriza, diz respeito ao tempo necessário para a partir do material físsil desenvolver urânio enriquecido a 90%. O tempo de breakout de 3,67% é muito próximo de um ano. É uma percentagem muito redonda em termos da energia necessária, mas também por causa do ano de margem. Assim que a AIEA alertasse que tinha sido ultrapassado esse valor, haveria ainda um ano para agir. Qual é o problema dos 60%? É que o tempo de breakout, ou seja, o período para chegar aos 90%, podem ser dias. Não é um processo linear. Há imenso esforço nos primeiros 5 a 10%, e depois vai decaindo. Agora que esse material terá sido movido, é possível reiniciarem-se esforços para se concluir até aos 90%? Muitos analistas têm defendido que a guerra pode ser um gatilho. Em 2016, a AIEA verificou que o Irão estava realmente a incluir e a armazenar urânio enriquecido a 3,67%, porque estava no seu direito, para comercializá-lo, e para efeitos civis. Portanto, em 2016, temos um tempo de breakout de um ano, o que foi confirmadíssimo pela AIEA. Ao longo do tempo, especialmente desde que Donald Trump saiu do acordo do Plano de Ação Conjunto Global, unilateralmente, diga-se — um acordo do qual o Irão não pode sair unilateralmente, por isso o Irão está em quebra desse acordo — , assistimos a uma diminuição desse tempo de breakout. Não temos um número preciso, apenas uma metanálise com erros, mas a tendência é clara: o Irão continuou a enriquecer a teores mais altos. A dada altura, já tinha urânio a 20%… Mesmo movimentando este urânio que está desaparecido, e sabendo que as centrifugadoras são de produção nacional -- o Irão tem seis gerações de know-how interno para continuar a construir centrifugadoras em oficinas em Teerão e nos arredores — e tendo a sua produção sido atacada pelos mísseis israelitas, não sabemos se o Irão armazenou uma reserva destas centrifugadoras, se tem instalações nucleares escondidas, porque é um país enorme. A AIEA tem vindo, há décadas, a descobrir localizações que não estavam declaradas. O esforço para chegar aos 90% não é tão significativo a partir de 60%, por isso, se conseguir retirar e transportar centrifugadoras até aos novos locais, se as conseguir instalar, tendo uma boa reserva de eletricidade -- é necessária uma reserva constante de eletricidade, por isso uma boa forma de descobrir esses locais seria através de linhas de alta tensão, por exemplo, que terminam numa montanha --, pode continuar. Mas, neste momento, há uma probabilidade imensa de, se todas as instalações que o Irão tem são as que conhecemos — terem sido destruídas. Que processos estão envolvidos e quais terão sido interrompidos? Há quatro passos no processo de enriquecimento: a mineração — mas não faz muito sentido atacar minas, porque são buracos no chão e há o risco de haver um ataque a uma infraestrutura civil, porque o Irão também está a vender urânio para fins civis — , a conversão, que é transformar o mineral em gás, e isso era feito em Isfahan, no edifício que foi destruído, depois o transporte para Fordow e Natanz, para ser enriquecido. Há uma certeza enorme de que Natanz está destruída porque a estrutura elétrica foi arrasada. Não sabemos a dimensão dos danos em Fordow, mas há registos movimentação logística nos últimos dias. Não sabemos se continua com capacidade, carece de confirmação. Para o gás estar enriquecido, é preciso converter o urânio numa forma metálica, e isto era feito em Isfahan. Esse edifício foi também destruído. É possível que se enriqueça numa instalação que não esteja declarada; é um dos aspetos desconhecidos que os oponentes do Irão tentam descobrir. Tem o Irão capacidade para continuar o enriquecimento? E, posteriormente, para tornar o gás novamente um composto metálico de urânio — também se desconhece se tem o know-how para fazê-lo — para, finalmente, montar o engenho explosivo. O tempo de breakout só mede a obtenção do material, não mede a construção da bomba. É possível que se tenha comprometido o conhecimento acumulado com as execuções de cerca de uma dezena de cientistas responsáveis por estes projetos, ou o efeito é apenas gerar caos e desorganização na estrutura numa primeira fase? Falo por experiência: mesmo pessoas que estudem muito na escola, mais tarde, no laboratório encontram muita coisa que não aprenderam nos livros. Quando se perde um cientista que tem muita experiência, essa perda é significativa, porque ele tem geralmente uma visão macro de todo o projeto, de uma ponta à outra. Estes gestores de projeto são mais-valias porque percebem se o teor concentrado que vem da mineração é bom o suficiente para continuar a explorar determinada mina, se aquelas fibras de carbono são as melhores para continuar a construir centrifugadoras mais eficazes... É normal que os chefes de projeto sejam os primeiros alvos, porque, além de conseguirem pôr as várias peças do projeto a mexer, não têm apenas uma visão boa sobre uma parte do processo, como os cientistas inexperientes. Talvez haja o cientista que consegue transformar o minério em gás, mas não percebe o resto. Mas também estamos a falar de tecnologia que já tem 80 anos. As primeiras bombas nucleares são da Segunda Guerra Mundial. Não sabemos como a transferência de conhecimento era feita lá dentro. É sempre um duro golpe. E são civis envolvidos no esforço militar, o que tecnicamente é um pouco duvidoso. Donald Trump disse que as instalações nucleares tinham sido obliteradas. É possível atacar edifícios nucleares com bombas daquela massa sem que haja contaminação, liberação de radiação e preocupações ambientais e de saúde? Convém distinguir que há mais do que um tipo de instalação nuclear. Este é um termo genérico que se utiliza para todas as instalações em que se utilize material 'radioativo' ou derivado de processos nucleares. O Irão tem Bonab, que é um centro de investigação nuclear agrícola que existe no noroeste do país, em que tentam irradiar sementes com isótopos para gerar novas qualidades de planta, mais resistentes. É uma instalação nuclear, mas não tem interesse nenhum para bombardeamento, porque as quantidades são ínfimas. Mas, outra coisa são instalações de produção de eletricidade e de centrais de enriquecimento. As matérias nucleares só são verdadeiramente perigosas quando são altamente irradiadas, quando estão no núcleo de um reator. Estas centrais de enriquecimento visam apenas o hexafluoreto de urânio, que é o gás utilizado no enriquecimento. O urânio é radioativo, mas apenas ligeiramente radioativo. Não há grande perigo em termos compostos de urânio na nossa pele, que consegue superar essas quantidades. O que é perigoso -- e isso existe em Portugal também — , na cadeia de desintegração de urânio, é que se produz radão. Só para dar um exemplo: há casas em Trás-os-Montes feitas de granito que têm granito e urânio, e, por isso, têm de ser muito bem ventiladas, porque não se pode inalar demasiado urânio. Quando isso acontece, os tecidos moles são atacados, e sobretudo o trato respiratório, porque liberta-se em radão, e este liberta radiação muito danosa para os tecidos moles. É a segunda ou a terceira maior fonte de cancro dos pulmões para pessoas que vivem em locais não ventilados. Perigo radiológico existe, porque existe urânio, e este é ligeiramente radioativo. Mas o perigo químico é muito superior, porque o hexafluoreto de urânio, em contacto com a humidade, produz, entre outras coisas, ácido fluorídrico, que é altamente corrosivo e um material especialmente perigoso. Portanto, há um perigo radiológico por definição, mas o maior perigo em Natanz e Fordow é químico. Se houver destruição em Natanz, e sabemos que há, estes componentes de urânio penetram no subsolo. Mas são também gases mais pesados do que o ar. Portanto, são difíceis de dispersar, especialmente se estiverem no subsolo. A área vai precisar ser descontaminada, mas, com o equipamento protetor apropriado, é mais do que suficiente. Ou seja, é preciso andar ali com algo para proteger a pele e um protetor respiratório para não se inalar compostos com urânio. Em Fordow, é mais complicado. Não sabemos ao certo, mas havia um número bastante elevado de centrifugadoras, talvez vários milhares. E as centrifugadoras normalmente contêm esse gás, o hexafluoreto de urânio, no seu interior, enquanto estão em funcionamento. Não sei se foi libertado antes do ataque americano, porque desconhecemos se o gás ainda lá estava. O perigo é, acima de tudo, químico, mas obviamente existe sempre um perigo radiológico, na definição da palavra. Existe o risco de o Irão poder retaliar usando uma bomba suja? Como é que isto funciona? A bomba suja é um dispositivo convencional que tem material radiológico à volta, ou seja, radioativo. Depois de explodir, há dispersão do material radioativo para o tentar espalhar o mais possível. Historicamente, e do ponto de vista científico, as bombas sujas são acima de tudo um instrumento de terror. É preciso estar em contacto com uma quantidade considerável para apanhar uma dose significativa e lesiva para a saúde. E estas bombas sujas dispersam o material. Portanto, elas, por si próprias, diluem-no à medida que ele se espalha. Logo, não são muito eficazes do ponto de vista radiológico. Mas, se forem detonadas em ambientes fechados, as pessoas nas proximidades são atingidas pelo impacto e a queimadura. Estas bombas sujas não são nada eficazes como instrumento de retaliação, são-no muito como instrumento de terror em locais confinados, por exemplo. Mas o que sabemos é que, ao longo da História dos ataques terroristas, normalmente é muito mais eficaz retaliar com agentes químicos. Considera que as declarações da AIEA sobre o projeto nuclear do Irão são contraditórias? Dizem que não há evidências de que o Irão esteja a perseguir esse objetivo de fazer a bomba, mas também que há anos que o Irão se recusa a partilhar informação sobre a possível atividade nuclear. Que não se vê o mesmo tipo de atividades de desenvolvimento nuclear que se observava no início dos anos 2000, mas ao mesmo tempo que o Irão é o único Estado não nuclear que está a enriquecer urânio a este nível. Houve uma inspeção em janeiro de 2023 e foi possível ver que várias centrifugadoras estavam mal configuradas. Mas é uma excelente pergunta: eles estão a mentir ou não? A informação é contraditória ou não? Na minha opinião, isto é um problema de comunicação, porque eu não vejo essa informação como contraditória, mas percebo que o seja para alguém que não tem conhecimento técnico acerca do assunto. Primeiro, e este é um facto importante, todas as aplicações civis de enriquecimento de urânio param nos 20%. Não há aplicação nuclear civil credível que necessite de enriquecimentos acima desse valor. A partir dos 20% é tudo classificado como urânio altamente enriquecido, e uma bandeira vermelha para a comunidade internacional. Os 20% são o meio da estrada entre o urânio natural e o urânio a 90% para dispositivos explosivos. Estes valores são assim um bocadinho estranhos, mas os 20% de enriquecimento já gastaram metade da energia que necessitariam de gastar para levar o urânio natural a um estado de 90%. Aliás, foi detetado urânio enriquecido a 83,7% numa das últimas inspeções em Fordow. A AIEA, na altura, disse que poderia ter sido um erro técnico, ao nível da configuração das centrifugadoras. Isto é apenas a minha opinião: tecnicamente era possível, porque em vez de ligar as centrifugadoras em paralelo, estariam todas ligadas em série (o que significaria que teria sido alguém muito pouco conhecedor a ligá-las). A agência terá optado pela via diplomática para encerrar o assunto, mas é muito estranho, e muito mais provável que a pessoa soubesse exatamente o que estava a fazer. O Irão ainda se encontra dentro do tratado de não proliferação, portanto, está em incumprimento, e é função da agência reportá-lo. Quando falamos dos 60%, temos de esclarecer que a agência não tem provas, porque só reporta aquilo que os inspetores veem. Mas, a agência não ver não quer dizer que o Irão não o esteja a fazer. A AIEA fiscaliza o tempo de breakout e afirmou que há uma probabilidade muito pequena de o Irão estar a desenvolver enriquecimento de urânio para fins pacíficos. A agência, e o diretor-geral, o Rafael Grossi, foram os adultos na sala, contando certamente neste caso com o apoio das Nações Unidas. O seu secretário-geral, António Guterres, tem habitualmente feito ‘orelhas moucas’ ao trabalho da AIEA, que no passado fez declarações altamente consistentes e confiáveis. Disse que, à partida, pelos dados que temos, é possível que este enriquecimento para fins nucleares esteja comprometido de alguma maneira. Mas Donald Trump tinha dito, antes do cessar-fogo, que faria novos ataques. Consegue perceber quais é que poderiam ser os objetivos destes ataques? Como se dizia, a primeira vítima na guerra é a verdade. Nos primeiros dias, antes da intervenção dos Estados Unidos, o que nós vimos foi que Israel atacou cirurgicamente as instalações que podia atacar, ou seja, os edifícios que envolviam aqueles quatro passos, a mineração, a conversão, o enriquecimento e depois a desconversão. Por exemplo, Isfahan tem um edifício para conversão. Quando atacou Natanz, certificou-se de que atingiu toda a infraestrutura elétrica, porque aquele é um local que precisa de eletricidade. Havia ordens para desmantelar completamente os três últimos passos do processo. O mais vantajoso é o ataque aos edifícios especializados. Assim, certificou-se de que desmantelava de uma ponta à outra todos os espaços de enriquecimento. Portanto, a partir do momento em que sejam identificados locais onde um destes três passos esteja a ser feito, é um alvo. Eu não tenho dúvidas disso. No programa nuclear civil, ninguém tocou, porque toda a gente sabe que aquilo não tem qualquer vantagem militar, e também estar a tirar a eletricidade a um ou dois milhões de pessoas não tem piada nenhuma. Há centrais que não têm valor estratégico militar nenhum. Pode haver ataques a partir do momento em que se identifica um movimento desta cadeia de conversão e enriquecimento de volta. Todos os dias vão ser uma montanha-russa. Estando agora o Irão com esta guerra em cima e sendo o regime repressivo e autoritário que é, acredita que isto pode motivar as autoridades a acelerar para obterem uma bomba nuclear? Tem havido análises dos tempos de breakout e temos visto que, com o azedar das relações e da diplomacia, esse tempo tem diminuído. Houve claramente uma tendência de diminuição. Vontade não lhes deve faltar. Agora, do ponto de vista técnico, tem de se ver se ainda possuem infraestruturas. Aqui 🙂 1 Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 28 Junho 2025 (editado) https://www.rtp.pt/noticias/mundo/orgulho-lgbtq-em-budapeste-marcha-considerada-a-maior-dos-ultimos-30-anos_v1665565 Dezenas de milhares de pessoas desfilaram na marcha orgulho gay de Budapeste. Manifestações para desafiar as autoridades, depois de o governo conservador húngaro ter proibido todos os desfiles com manifestações de homossexualidade. Já não se respeitam os ditadores. Editado 28 Junho 2025 por Mayday Compartilhar este post Link para o post
PRFA47 Publicado 29 Junho 2025 Citação de Mayday, há 14 horas: https://www.rtp.pt/noticias/mundo/orgulho-lgbtq-em-budapeste-marcha-considerada-a-maior-dos-ultimos-30-anos_v1665565 Che Lopes Compartilhar este post Link para o post
AntiZio Publicado 29 Junho 2025 Será que este corno genocida é das pessoas que eu injustamente não reconheço valor? Compartilhar este post Link para o post