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Superliga Europeia confirmada, (NÃO) arranca em Agosto

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Atlético de Madrid já saltou oficialmente

Citação

https://www.atleticodemadrid.com/noticias/comunicado-oficial-11
Comunicado oficial
21 de abril, 2021 - 11:40
 
El Consejo de Administración del Atlético de Madrid, reunido este miércoles por la mañana, ha decidido comunicar formalmente a la Superliga y al resto de clubes fundadores su decisión de no formalizar finalmente su adhesión al proyecto.

El Atlético de Madrid tomó la decisión el pasado lunes de sumarse a este proyecto atendiendo a unas circunstancias que a día de hoy ya no se dan.

Para el club es esencial la concordia entre todos los colectivos que integran la familia rojiblanca, especialmente nuestros aficionados.

La plantilla del primer equipo y su entrenador han mostrado su satisfacción por la decisión del club, al entender que los méritos deportivos deben primar por encima de cualquier otro criterio.

 

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Citação de antifa, há 16 minutos:

Às tantas mais putos viam futebol se o acesso aos jogos fosse mais fácil. Digo eu que quando era puto conseguia ver NBA, Fórmula 1, futebol italiano, etc, em canal aberto e sem os meus pais venderem um rim para pagar subscrições.

 

Citação de Almeno, há 12 minutos:

True.

Eu quando era mais novo papava tudo, também era um altura em que os meus pais tinham mais possibilidades e o meu pai tinha a SPTV. Tinha tempo e acesso, papava tudo e mais alguma coisa.

Acho que passa muito por aqui. Quando era mais novo, tanto eu como os meus amigos da escola (e não sou de uma zona "rica") víamos jogos na TV, era mais ou menos comum haver pessoal nos iniciados da equipa da terra, dava para ir ver um jogo no estádio do dragão/antas (porque sou da zona do Porto) de vez em quando e mesmo quando começou a ser tudo na SportTV a maior parte do pessoal tinha isso. Depois acho que a crise prejudicou muita gente, deixou-se de pagar subscrições de SportTV, quotas e bilhetes anuais dos clubes, mensalidade das escolinhas do futebol...Até cafés que passavam a bola tiveram que fechar, porque deixavam de ter uma grande parte da clientela. E mesmo quando as coisas começaram a melhorar acho que o pessoal deixou de querer gastar o dinheiro nessas coisas. E a verdade é que os miúdos e as miúdas crescem muito com base no que têm ao seu dispôr, e agora é mais facil ver alguém jogar Forntite no youtube ou na twitch do que ver um jogo de futebol na TV, o que leva a que percam muito interesse no futebol e se calhar até gostem mais de ver pessoal a jogar FIFA.

 

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Gostava tanto que os estudos que sustentam as alegações dessa gente fossem divulgados.

Quer dizer, limitam o acesso ao televisionamento dos jogos, que deixaram de passar em canal aberto para serem transmitidos em canais premium caríssimos. Aumentam exponencialmente o preço dos bilhetes e do merchandising.

E ficam admiradíssimos porque o target 16-24, composto por adolescentes sem meios próprios ou por jovens adultos ainda a estudar, a pagar empréstimos ou com empregos em início de carreira, perderem o interesse no jogo.

Pah, nos anos 90 em Portugal a F1 era um desporto super popular. As pessoas viam as corridas e conheciam o nome dos pilotos - dos principais, pelo menos. Depois as corridas deixaram de dar em canal aberto e as pessoas perderam o interesse. Eu próprio deixei de ver as corridas durante alguns anos e só retomei esse hábito quando comecei a ter rendimentos próprios para melhorar a qualidade da minha net para ver por stream, primeiro, e para pagar a subscrição dos canais, depois.

Deve ser preciso andar na Ivy League para conseguir perceber o problema...

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Citação de Rōnin, há 34 minutos:

Se não veem futebol, então o que andam a ver?

Talvez o problema não seja do futebol. Talvez este tipo de conteúdo não consegue competir com o Twitch, Youtube, TikTok e afins, seja futebol, basquetebol, ténis ou o que desporto for. 

Vêm os streamers todo o dia

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Malta que vive em redes sociais de videos de 15s e fotos, tem mesmo perfil de ver um desporto de 2h em que quase metade do tempo tá parado e no resto quase "não acontece nada". Nesse tempo dá para ver muito story de cus, mamas, peitoral, viagens, muito video no tiktok de malta a dançar, galinhas a serem atropeladas, e ainda podem ver um video de pranks no youtube se estiverem com mais vagar.

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Citação de Black Hawk, há 13 minutos:

Gostava tanto que os estudos que sustentam as alegações dessa gente fossem divulgados.

Quer dizer, limitam o acesso ao televisionamento dos jogos, que deixaram de passar em canal aberto para serem transmitidos em canais premium caríssimos. Aumentam exponencialmente o preço dos bilhetes e do merchandising.

E ficam admiradíssimos porque o target 16-24, composto por adolescentes sem meios próprios ou por jovens adultos ainda a estudar, a pagar empréstimos ou com empregos em início de carreira, perderem o interesse no jogo.

Pah, nos anos 90 em Portugal a F1 era um desporto super popular. As pessoas viam as corridas e conheciam o nome dos pilotos - dos principais, pelo menos. Depois as corridas deixaram de dar em canal aberto e as pessoas perderam o interesse. Eu próprio deixei de ver as corridas durante alguns anos e só retomei esse hábito quando comecei a ter rendimentos próprios para melhorar a qualidade da minha net para ver por stream, primeiro, e para pagar a subscrição dos canais, depois.

Deve ser preciso andar na Ivy League para conseguir perceber o problema...

Hoje em dia vejo mais Liga Revelação, Segunda Liga e futebol feminino que o resto porque é o que dá em sinal "aberto".

Os milhões que eles ganham em direitos televisivos são os milhões que perdem no resto.

Editado por SAS_Robben
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Citação de SAS_Robben, há 5 minutos:

Hoje em dia vejo mais Liga Revelação, Segunda Liga e futebol feminino que o resto porque é o que dá em sinal "aberto".

Os milhões que eles ganham em direitos televisivos são os milhões que perdem no resto.

E é porque tens cabo. Em muita casa de Portugal onde só têm TDT nem isso dá para ver a maior parte das vezes. Apanham a seleção e alguns jogos de competicoes eurpeias, de resto é futsal e andebol de vez em quando na 2.

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Citação de JP_, há 50 minutos:

Os putos de hoje em dia não consomem nada que lhes dê "trabalho". Tenho um irmão com 20 anos, que acha que aprender e jogar FM é uma seca, que aquilo é uma seca. Joga GTA Roleplay! 

E tem lugar anual no Dragão, vai aos jogos todos, em casa é capaz de adormecer a ver o Porto (tirando a parte em que dá sono, mas um gajo luta contra), os putos só estão bem a ver youtube, e na twitch

O meu irmão também segue o Sporting e acha o CM/FM a coisa mais estúpida de sempre e jogava FIFA/PES mas sempre preferiu outro tipo de jogos, como o Tomb Raider. Acho que isto não tem muita relação com o gostar ou não do futebol da vida real.

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Acho que vocês precisam é de se enquadrar na realidade dos dias de hoje, e da nossa realidade enquanto crianças. Eu quando era puto, estava sempre na rua a jogar à bola, ou em casa a ver jogos de futebol. Quando começou a "era do gaming", as coisas mudaram um bocado de figura. Claro que ainda jogava à bola e via bola, mas não consumia nem jogava metade do que fazia antes. 

Pá, nós víamos futebol em canal aberto quando eramos miúdos porque o gaming não era o bicho que era hoje, ou porque alguns de nós nem consola ou PC tinha (os mais velhos).

Tenho algumas dúvidas que jogos em canal aberto permitissem captar a atenção de muitos jovens. Mal não faria, claro, e conseguiria na mesma "atrair" alguns, mas verdade seja dita - as coisas não iriam alterar assim tanto. O conceito da ESL dificilmente iria atrair essa mesma juventude... a envolvência com o dia a dia do clube é que talvez permitisse isso, tal como as atividades de match day, ou outras criadas durante  os dias sem jogo.

Editado por HIM

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Citação de Black Hawk, há 30 minutos:

Gostava tanto que os estudos que sustentam as alegações dessa gente fossem divulgados.

Quer dizer, limitam o acesso ao televisionamento dos jogos, que deixaram de passar em canal aberto para serem transmitidos em canais premium caríssimos. Aumentam exponencialmente o preço dos bilhetes e do merchandising.

E ficam admiradíssimos porque o target 16-24, composto por adolescentes sem meios próprios ou por jovens adultos ainda a estudar, a pagar empréstimos ou com empregos em início de carreira, perderem o interesse no jogo.

Pah, nos anos 90 em Portugal a F1 era um desporto super popular. As pessoas viam as corridas e conheciam o nome dos pilotos - dos principais, pelo menos. Depois as corridas deixaram de dar em canal aberto e as pessoas perderam o interesse. Eu próprio deixei de ver as corridas durante alguns anos e só retomei esse hábito quando comecei a ter rendimentos próprios para melhorar a qualidade da minha net para ver por stream, primeiro, e para pagar a subscrição dos canais, depois.

Deve ser preciso andar na Ivy League para conseguir perceber o problema...

Enquanto a RTP1 deu a F1 eu até as qualificações via. E as corridas era obrigatório ter a TV sempre ligada, mesmo que não estivesse aquele tempo todo a ver. Quando deixou de ser grátis nunca mais vi 1 segundo que seja de F1 e actualmente pouco mais sei do que o nome de um ou outro vencedor.

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Citação de smashing_pumpkin, há 1 minuto:

Enquanto a RTP1 deu a F1 eu até as qualificações via. E as corridas era obrigatório ter a TV sempre ligada, mesmo que não estivesse aquele tempo todo a ver. Quando deixou de ser grátis nunca mais vi 1 segundo que seja de F1 e actualmente pouco mais sei do que o nome de um ou outro vencedor.

Imagina que és puto, e tinhas F1 em canal aberto e uma PS5 com o teu jogo preferido - escolhias ver F1?

Editado por HIM

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Citação de HIM, Agora:

Imagina que és puto, e tinhas F1 em canal aberto e uma PS5 com o teu jogo preferido - escolhias ver F1?

Eu tinha PC, master system II, Game Gear e um vizinho com a NES e depois Playstation 1. Apesar de regras muito apertadas dos meus pais relativamente ao tempo a jogar, joguei imenso. E nunca troquei a F1 e futebol pelo gaming, quanto muito via a F1 e jogava CM ao mesmo tempo.

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Citação de HIM, há 2 minutos:

Imagina que és puto, e tinhas F1 em canal aberto e uma PS5 com o teu jogo preferido - escolhias ver F1?

Só 1% dos miúdos é que deve ter tido as mãos numa ps5, e estou a ser generoso

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Neste momento oficialmente ficam Real, Barça, Juventus e Milan.

Basicamente tornou-se numa Audi Cup glorificada.

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Citação de smashing_pumpkin, há 3 minutos:

Eu tinha PC, master system II, Game Gear e um vizinho com a NES e depois Playstation 1. Apesar de regras muito apertadas dos meus pais relativamente ao tempo a jogar, joguei imenso. E nunca troquei a F1 e futebol pelo gaming, quanto muito via a F1 e jogava CM ao mesmo tempo.

Porque provavelmente cresceste à frente de uma TV a ver futebol, F1 e tudo isso. É preciso é enquadrar na realidade atual, onde os putos quase nascem com um tablet ou um telemóvel à frente da cara. Onde saires para a rua para ires jogar à bola com os teus amigos praticamente não existe. É que os putos que hoje em dia têm entre 16-20 anos nasceram em 2000.

That's my point.

Citação de Sandes., há 3 minutos:

Só 1% dos miúdos é que deve ter tido as mãos numa ps5, e estou a ser generoso

Falei da PS5 como exemplo. Quem diz PS5, diz um telemóvel, laptop, desktop, tablet ou qualquer outra consola.

Editado por HIM

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Citação de HIM, há 10 minutos:

Acho que vocês precisam é de se enquadrar na realidade dos dias de hoje, e da nossa realidade enquanto crianças. Eu quando era puto, estava sempre na rua a jogar à bola, ou em casa a ver jogos de futebol. Quando começou a "era do gaming", as coisas mudaram um bocado de figura. Claro que ainda jogava à bola e via bola, mas não consumia nem jogava metade do que fazia antes. 

Pá, nós víamos futebol em canal aberto quando eramos miúdos porque o gaming não era o bicho que era hoje, ou porque alguns de nós nem consola ou PC tinha (os mais velhos).

Tenho algumas dúvidas que jogos em canal aberto permitissem captar a atenção de muitos jovens. Mal não faria, claro, e conseguiria na mesma "atrair" alguns, mas verdade seja dita - as coisas não iriam alterar assim tanto. O conceito da ESL dificilmente iria atrair essa mesma juventude... a envolvência com o dia a dia do clube é que talvez permitisse isso, tal como as atividades de match day, ou outras criadas durante  os dias sem jogo.

O que gera envolvência é a história. Basta relembrar o que se passa num Mundial, e em menor dimensão num Euro. Sentir que estamos a ver algo histórico. Assim como um jogo grande em Portugal ou um clássico espanhol. É a grandeza daquele momento, naquele estádio, para aquela competição. Isso atrai os jovens, sempre atraiu. A grandiosidade do evento. E essa grandiosidade não se gera apenas com rios de dinheiro e nomes bonitos, no desporto é através do peso histórico. 

E nesta sequência, as próprias transmissões na TV matam isso. Mal se vê as equipas a entrarem em campo, o pré-jogo é quase inexistente e os intervalos são apenas para publicidade. Não passam parte da magia para casa. Eu adorava aqueles momentos iniciais antes dos grandes jogos, em que eles perdiam tempo a mostrar as bancadas, a entrada em campo, isso tudo. Hoje em dia interessa é mostrar anúncios ou o estúdio. O que é que isto interessa a um miúdo?

Editado por smashing_pumpkin
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Citação de HIM, Agora:

Porque provavelmente cresceste à frente de uma TV a ver futebol, F1 e tudo isso. É preciso é enquadrar na realidade atual, onde os putos quase nascem com um tablet ou um telemóvel à frente da cara. Onde saires para a rua para ires jogar à bola com os teus amigos praticamente não existe.

 

That's my point.

E como esta super liga resolveria isso?

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Citação de Black Hawk, há 43 minutos:

Gostava tanto que os estudos que sustentam as alegações dessa gente fossem divulgados.

Quer dizer, limitam o acesso ao televisionamento dos jogos, que deixaram de passar em canal aberto para serem transmitidos em canais premium caríssimos. Aumentam exponencialmente o preço dos bilhetes e do merchandising.

E ficam admiradíssimos porque o target 16-24, composto por adolescentes sem meios próprios ou por jovens adultos ainda a estudar, a pagar empréstimos ou com empregos em início de carreira, perderem o interesse no jogo.

Pah, nos anos 90 em Portugal a F1 era um desporto super popular. As pessoas viam as corridas e conheciam o nome dos pilotos - dos principais, pelo menos. Depois as corridas deixaram de dar em canal aberto e as pessoas perderam o interesse. Eu próprio deixei de ver as corridas durante alguns anos e só retomei esse hábito quando comecei a ter rendimentos próprios para melhorar a qualidade da minha net para ver por stream, primeiro, e para pagar a subscrição dos canais, depois.

Deve ser preciso andar na Ivy League para conseguir perceber o problema...

Eu vejo o exemplo do meu sobrinho de 10 anos. Doente por futebol, sabe tudo, conhece os jogadores todos, adora o seu equipamento amarelo do Arsenal (lol), etc. Quantas vezes viu o Arsenal jogar na vida? Se foi 2 jogos completos foi muito. Porquê? Porque os pais não sentem necessidade de ter uma subscrição de um canal desportivo, logo, o miúdo só vê em canal aberto o jogo de algum dos 3 grandes do tugão que dá de semana a semana. Onde é que vai buscar a informação e o interesse pelo futebol internacional? Obviamente de onde o conteúdo está disponível: jogos grátis de telemovel, fifa da ps4, resumos, youtubers brasileiros, etc. Se a realidade de miudos como este mete dinheiro no bolso do Agnelli? Não.

É precisamente o oposto do meu (e vosso) tempo de criança. Era uma época muito menos globalizada e sem informação nenhuma, mas um puto via diariamente na rtp concursos de cultura futebolística, resumos alargadíssimos ou jogos completos do West Ham, de semana a semana viam-se os craques e sonhava-se em jogar no Parma (!!), etc, etc. A NBA, que hoje em Portugal é uma cena de nicho, era discutida de forma quase bairrista na escola, o merch dos Bulls era generalizado. Hoje não, obviamente que se tu tens de fazer um esforço, seja monetário, seja de curiosidade, para que a informação chegue até ti, vais optar por algo mais acessível e imediatista como um fortnite da vida.

Editado por antifa
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Neste momento o pessoal mais novo prefere ver stream e jogar do que propriamente perder horas e horas à frente da televisão a ver futebol ou outros eventos desportivos, é a evolução dos tempos, não podemos viver e pensar como se ainda estivessemos na idade da pedra! 

Eu já não sou nenhum adolescente e por acaso 99% do meu tempo é passado a jogar ou a ver stream porque neste momento televisão para mim só serve para ver notícias ou eventos desportivos em direto, de resto dispenso.

Editado por Alexis Ren
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Citação de smashing_pumpkin , há 12 minutos:

O meu irmão também segue o Sporting e acha o CM/FM a coisa mais estúpida de sempre e jogava FIFA/PES mas sempre preferiu outro tipo de jogos, como o Tomb Raider. Acho que isto não tem muita relação com o gostar ou não do futebol da vida real.

Não tem, é mais numa de dar trabalho. O Florentino também falou que tinha dados em que os putos estão fartos de futebol com 90 min. Que se calhar era melhor pensar em menos tempo de jogo. 

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Citação de HIM, Agora:

Imagina que és puto, e tinhas F1 em canal aberto e uma PS5 com o teu jogo preferido - escolhias ver F1?

Exacto. Eu falo por mim, quando era puto, ao sábado e ao domingo à tarde, a tv não saía da RTP2 (na altura com outro nome), a ver o desporto 2. E papava tudo o que me metessem a dar, fosse um Esgueira-Queluz em basket, um Barcelinhos-Gulpilhares em hóquei ou um Ginásio do Sul-São Bernardo em andebol. Hoje, vejo isso tudo, se for o Porto a jogar. Se não for, dificilmente vejo e, mesmo assim, sei que sou uma excepção. A maioria dos meus amigos vê apenas o futebol ou, eventualmente, os jogos grandes das modalidades.

Tenho memórias muito fortes de estar sentado no colo do meu pai, no sofá, a ver os resumos que davam da América do Sul, e que eu, miúdo, adorava porque havia sempre porrada, enquanto ouvíamos num rádio portátil o relato do Porto no quandrante norte da Rádio Festival. Hoje, a não ser que vá a conduzir, é-me absolutamente impensável ouvir um jogo na rádio.

A vida mudou. Antes, ver um jogo do campeonato de basket era porreiro e dava para entreter. Hoje, há tantas alternativas, que se percebe que aquilo é uma competição muito fraca, sem qualidade nenhuma e só vê quem tem amor ao clube ou ao desporto em si.

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Citação de HIM, há 12 minutos:

Acho que vocês precisam é de se enquadrar na realidade dos dias de hoje, e da nossa realidade enquanto crianças. Eu quando era puto, estava sempre na rua a jogar à bola, ou em casa a ver jogos de futebol. Quando começou a "era do gaming", as coisas mudaram um bocado de figura. Claro que ainda jogava à bola e via bola, mas não consumia nem jogava metade do que fazia antes. 

Pá, nós víamos futebol em canal aberto quando eramos miúdos porque o gaming não era o bicho que era hoje, ou porque alguns de nós nem consola ou PC tinha (os mais velhos).

Tenho algumas dúvidas que jogos em canal aberto permitissem captar a atenção de muitos jovens. Mal não faria, claro, e conseguiria na mesma "atrair" alguns, mas verdade seja dita - as coisas não iriam alterar assim tanto. O conceito da ESL dificilmente iria atrair essa mesma juventude... a envolvência com o dia a dia do clube é que talvez permitisse isso, tal como as atividades de match day, ou outras criadas durante  os dias sem jogo.

Era a semana toda à espera daqueles 90 minutos. Eu não sei quanto a vocês, mas na minha infância só tinha 3 canais de TV em casa, porque onde morava nem a TVI apanhava em condições. Se queria ver os golos e resumos tinha de esperar pelo Domingo Desportivo e para um puto com aulas no dia a seguir não passava propriamente a horas dignas. Esta magia perdeu-se um bocadinho. A mesma coisa para os desenhos animados, por exemplo. Eu levantava-me de madrugada para apanhar o que estava a dar na TV. Hoje em dia tenho um primo com cerca de 3 anos e ele nem quer saber muito do que passa na TV, tem o tablet e vê às hora que quer. A massificação da tecnologia levou a uma banalização de muitas coisas. Mas voltamos ao mesmo... Esta Superliga só ia banalizar mais uma. 

Ah... Lembro-me da caminhada do Porto e do Boavista na Taça UEFA e acompanhava os jogos pela rádio, pela rádio...

Editado por DonSk

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Citação de HIM, há 2 minutos:

Porque provavelmente cresceste à frente de uma TV a ver futebol, F1 e tudo isso. É preciso é enquadrar na realidade atual, onde os putos quase nascem com um tablet ou um telemóvel à frente da cara. Onde saires para a rua para ires jogar à bola com os teus amigos praticamente não existe. É que os putos que hoje em dia têm entre 16-20 anos nasceram em 2000.

That's my point.

Falei da PS5 como exemplo. Quem diz PS5, diz um telemóvel, laptop, desktop, tablet ou qualquer outra consola.

Isso continua a excluir uma grande parte da população que desses todos têm só o telemovel e um computador m*rdoso. Acho que falamos muito na perspectiva das posses que temos agora, mas há muito miudo que pouco tem de entretenimento "activo", e que recorre a ver videos no youtube e tik tok e assim porque nao tem mais nada para fazer. O futebol está a falhar, e muito, em chegar a esse publico.

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Citação de smashing_pumpkin , Agora:

O que gera envolvência é a história. Basta relembrar o que se passa num Mundial, e em menor dimensão num Euro. Sentir que estamos a ver algo histórico. Assim como um jogo grande em Portugal ou um clássico espanhol. É a grandeza daquele momento, naquele estádio, para aquela competição. Isso atrai os jovens, sempre atraiu. A grandiosidade do evento. E essa grandiosidade não se gera apenas com rios de dinheiro e nomes bonitos, no desporto é através do peso histórico. 

A envolvência é gerada se estiveres ligado a ela. Se a tua realidade de envolvência é ver videos no youtube e a ver streams de Twitch, serás mais facilmente atraído por ver uma competência de League of Legends ou algo do género do que propriamente de futebol.

 

Atenção - eu estou a falar do exemplo dado pelo Agnelli e supostamente pelo Florentino para atrair jovens.

Citação de kareca, há 3 minutos:

E como esta super liga resolveria isso?

Nem mais - em rigorosamente nada. 🙂

Citação de Tio Hans, há 3 minutos:

Exacto. Eu falo por mim, quando era puto, ao sábado e ao domingo à tarde, a tv não saía da RTP2 (na altura com outro nome), a ver o desporto 2. E papava tudo o que me metessem a dar, fosse um Esgueira-Queluz em basket, um Barcelinhos-Gulpilhares em hóquei ou um Ginásio do Sul-São Bernardo em andebol. Hoje, vejo isso tudo, se for o Porto a jogar. Se não for, dificilmente vejo e, mesmo assim, sei que sou uma excepção. A maioria dos meus amigos vê apenas o futebol ou, eventualmente, os jogos grandes das modalidades.

Tenho memórias muito fortes de estar sentado no colo do meu pai, no sofá, a ver os resumos que davam da América do Sul, e que eu, miúdo, adorava porque havia sempre porrada, enquanto ouvíamos num rádio portátil o relato do Porto no quandrante norte da Rádio Festival. Hoje, a não ser que vá a conduzir, é-me absolutamente impensável ouvir um jogo na rádio.

A vida mudou. Antes, ver um jogo do campeonato de basket era porreiro e dava para entreter. Hoje, há tantas alternativas, que se percebe que aquilo é uma competição muito fraca, sem qualidade nenhuma e só vê quem tem amor ao clube ou ao desporto em si.

O problema é precisamente ai. 

Atrair os tais jovens que o Agnelli e o Florentino falam acaba por ser complicado, e não era por se criar uma Superliga que isso iria mudar.

Citação de DonSk, há 4 minutos:

Era a semana toda à espera daqueles 90 minutos. Eu não sei quanto a vocês, mas na minha infância só tinha 3 canais de TV em casa, porque onde morava nem a TVI apanhava em condições. Se queria ver os golos e resumos tinha de esperar pelo Domingo Desportivo e para um puto com aulas no dia a seguir não passava propriamente a horas dignas. Esta magia perdeu-se um bocadinho. A mesma coisa para os desenhos animados, por exemplo. Eu levantava-me de madrugada para apanhar o que estava a dar na TV. Hoje em dia tenho um primo com cerca de 3 anos e ele nem quer saber muito do que passa na TV, tem o tablet e vê às hora que quer. A massificação da tecnologia levou a uma banalização de muitas coisas. Mas voltamos ao mesmo... Esta Superliga só ia banalizar mais uma. 

Ah... Lembro-me da caminhada do Porto e do Boavista na Taça UEFA e acompanhava os jogos pela rádio, pela rádio...

Devorava o Desporto 2. E DEVORAVA aquelas cassetes dos melhores momentos de cada época. Para não falar das carteirinhas com cromos de jogadores e ir à bola. Isso nunca esquecerei, e ainda me arrepia a espinha cada vez que entro num estádio, pois recordo-me desses momentos.

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Como tudo se banalizou, tudo gera menos interesse. É normal, é a evolução natural das coisas. E a quantidade de estímulos é muito maior, hoje em dia. E isso é bom. Um puto hoje não é "obrigado" a gostar de futebol. Se preferir lacrosse arranja facilmente maneira de estar informado. Quando eu era puto, o lacrosse era um jogo estranho dos livros da minha mãe, escritos pela Enid Blyton, livros esses que li 4 ou 5 vezes cada um porque, lá está, não tinha que fazer.

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