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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

Publicações recomendadas

tenho que acabar o volume 2 e começar o 3 do 1Q84. :heart:

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Guest Dpitz

o IGAC ajuda na salvaguarda de interesses (casos de direitos de autor e propriedade intelectual, mais precisamente), além de que o registo não é caro (pouco mais de 30€) e sempre dá uma segurança extra aquando do envio da obra.

 

Não te vou dizer que publicar um livro é recompensador em termos financeiros ou culturais: no primeiro fator, existe sempre um investimento inicial (no meu caso, o pagamento de uma quantidade definida da tiragem) que pode ser recuperado, mas que, aparte disso, existe uma margem de lucro diminuta (no meu caso, apenas uma pequena percentagem da venda dos livros, que mesmo essa, tem taxação posterior); no segundo fator, embora tenha verificado que em termos de cedência de espaços e apresentação de projetos para divulgação e dinamização exista relativa recetividade, a publicidade tem que ser feita de boca a boca e, na sua grande maioria, pelo próprio autor, através das ações que julgar serem adequadas.

Aliás, se calhar se soubesse de todas estas condicionantes, ter-me-ia acanhado, mas como o propósito longe é o de ter lucro, uma pessoa sujeita-se, quanto mais não seja, pela paixão inerente que tem a isto.

 

Como paralelismo, dir-te-ia que o universo é semelhante ao de um músico em relação a uma editora, com a agravante de uma máquina promotora deficitária, uma atividade, nos dias que correm algo elitista (é triste, mas é a realidade) e um universo reduzido em termos de espaços e de capacidade dinamizadora.

 

Mas assim é, lá para o 10º livro conto com o início de algum reconhecimento. Até lá, é dizer que existo.

Isto passou-me ao lado lol só vi agora desculpa.

A parte do IGAC, era mesmo isso que queria saber!

 

Ou seja, tu tens o trabalho todo com a parte criativa, e as editoras é que ficam com o lucro quase todo. Não é que me surpreenda, contudo, funciona quase tudo assim no campo da cultura, infelizmente. Só por curiosidade, estamos a falar de grandes editoras, right? ou isso aconteceu numa editora de pequena/média dimensão?

E já agora, qual foi a tiragem para a tua primeira obra publicada? Só para ter noção de como as coisas funcionam, se não for indiscrição perguntar.

e obrigado!

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Shuffle, já agora questiono-te: quão difícil é lançar um livro sem apoio de uma editora? Estamos em Portugal, suponho que seja uma tarefa hercúlea, a menos que se tenha algum dinheiro para investir, não?

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Comprei o Lolita por 1€. E estou a meio do To Kill a Mockingbird, belo livro.

Dei mais 17€ pela minha edição na altura. ;_;

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Isto passou-me ao lado lol só vi agora desculpa. A parte do IGAC, era mesmo isso que queria saber! Ou seja, tu tens o trabalho todo com a parte criativa, e as editoras é que ficam com o lucro quase todo. Não é que me surpreenda, contudo, funciona quase tudo assim no campo da cultura, infelizmente. Só por curiosidade, estamos a falar de grandes editoras, right? ou isso aconteceu numa editora de pequena/média dimensão? E já agora, qual foi a tiragem para a tua primeira obra publicada? Só para ter noção de como as coisas funcionam, se não for indiscrição perguntar. e obrigado!

 

As percentagens de lucro para o autor nunca variam muito, existem demasiados lobbys e gente a lucrar com isto (a lei do mercado em tudo o que é cultural). E sim, foi numa editora pequena/média, mas as grandes têm um modo semelhante, embora tenham outra máquina publicitária.

 

A tiragem foi de 500 exemplares, não é mau. Na editora fizeram a estimativa de que, num país de 10M de habitantes, apontar para 15 mil leitor não é mau.

 

Shuffle, já agora questiono-te: quão difícil é lançar um livro sem apoio de uma editora? Estamos em Portugal, suponho que seja uma tarefa hercúlea, a menos que se tenha algum dinheiro para investir, não?

 

É complicado fazer-se edições de autor por duas razões: as grandes livrarias funcionam com dossiers e com o passa a palavra de grandes críticos/personalidades (o Marcelo, indiretamente, lançou imensos autores, por exemplo) e além do mais, fazer algo em condições precisa de algum dinheiro (edições pequenas custam por volta de 1000 euros, no mínimo e não têm sequer boa qualidade).

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E já agora, se não é indiscrição, que percentagem ganhas naqueles 11 €?

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E já agora, se não é indiscrição, que percentagem ganhas naqueles 11 €?

 

Não tem problema. A mim, desses 11€, cabe-me 10%.

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Ou seja se venderem a 1ª edição toda ganhas 500€.

 

Por acaso até pensava que a percentagem fosse mais baixa, na musica anda entre os 5% e os 8%, em cada disco.

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Isso tem uma mensagem subjacente muito interessante: quem quiser ganhar dinheiro a sério a escrever que fique quieto e ocupe esse tempo noutra coisa qualquer. A menos que caiam nas boas graças de alguém e consequentemente num grupo restrito que domina as prateleiras das principais livrarias é uma actividade com um lucro muitíssimo reduzido.

 

Ou seja se venderem a 1ª edição toda ganhas 500€.

 

Por acaso até pensava que a percentagem fosse mais baixa, na musica anda entre os 5% e os 8%, em cada disco.

O problema é que a ele ninguém lhe paga para dar concertos...

Editado por Chandler

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Ou seja se venderem a 1ª edição toda ganhas 500€.

 

Por acaso até pensava que a percentagem fosse mais baixa, na musica anda entre os 5% e os 8%, em cada disco.

Se calhar omiti uma parte importante, ainda que não acabe a ter um lucro significativo: a parte da edição que eu paguei (o referente a 100 livros), pode ser recuperada na integra; ou seja, em sumatório: 1100 - 950(preço que gastei (=) 150 + 400 = 550. Falhaste por 50 euros, embora que acabe por ser menos que 500€, já que existem impostos na ordem dos 21% sobre os meus ganhos.

 

Isso tem uma mensagem subjacente muito interessante: quem quiser ganhar dinheiro a sério a escrever que fique quieto e ocupe esse tempo noutra coisa qualquer. A menos que caiam nas boas graças de alguém e caiam num grupo restrito que domina as prateleiras das principais livrarias é uma actividade com um lucro muitíssimo reduzido.

 

 

O problema é que a ele ninguém lhe paga para dar concertos...

 

É nessa ordem. Muito o que acontece são estes "vanity publishers" que se aproveitam da necessidade e vontade dos autores em publicar, embora que, para todos os efeitos, não deixem de ser importantes veículos em termos de grande comércio. Só que, como em muita coisa: é querer artistas novos, embora que não se dêem, na sua grande maioria, apoios para que tal aconteça.

 

Em suma, é ingrato, mas o mercado assim o exige e, até haver algum reconhecimento, os contratos são feitos pelas editoras e não pelos autores.

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Eu confesso que ando com ideias de mandar um livro que estou a escrever a umas editoras, a ver no que dá. Sei que não dá para fazer fortuna à custa da escrita (nem seria algo que procuraria), mas pensava que a exploração era um pouco menor. :|

 

Obrigado pelas respostas, Shuffle. Boa sorte com as vendas e futuras obras. ;)

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Claro que, se as coisas correrem bem, a margem de lucro sobe porque as editoras começam a dar contratos melhores para ficarem com os escritores mais talentosos. Mas no início sim, acredito que seja um caminho ainda mais tortuoso...

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Eu confesso que ando com ideias de mandar um livro que estou a escrever a umas editoras, a ver no que dá. Sei que não dá para fazer fortuna à custa da escrita (nem seria algo que procuraria), mas pensava que a exploração era um pouco menor. :|

 

Obrigado pelas respostas, Shuffle. Boa sorte com as vendas e futuras obras. ;)

 

Digo-te sempre para tentares, mas procura arranjar formas distintas de publicitar a coisa. Ou então arranja um patrono que ,só pelo nome, te venda isso; embora que aí não estarás a vencer pela qualidade, mas sim pela fachada, mas há que se sujeitar.

Sempre às ordens. Qualquer coisa, dispõe. :happy:

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Acabei este hoje

livro-queda-gigantes-trilogia-seculo-ken-follet-editora-sextante.jpg

 

Excelente escrita, excelente enquadramento historico, excelente narrativa e facil empatia (ou odio) com as personagens.

 

Primeiro livro de sempre que li do Ken Follet, e a trilogia tem tudo para ser algo mitico.

Editado por P_KOR

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Tá-me a dar muito gosto ler o 20000 Léaguas Submarinas mas f*dasse, tá difícil acabar :lol:

 

Já tenho próximo livro para ler, antes de me meter em Dicken em Inglês, acompanhado por um dicionário provavelmente.

 

9789723705775.jpg?201101122021

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isto faz-me ter medo do dia em que adaptarem isto ao cinema :lol:

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o Flamel tem o cabelo estranho, supostamente não é assim.

e o John Dee não tem barba triangular.

 

e para produção de baixo custo, até nem desgostei. obviamente que a adaptação seria um filme pipoca.

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Acabei de queimar o dinheiro que me foi oferecido pelo aniversário: 1Q84, Os Miseráveis, Robinson Crusoe e Anna Karenina. Como pelo meio ainda tenho a tese para terminar, já tenho com que me entreter nos próximos meses.

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Acabei de queimar o dinheiro que me foi oferecido pelo aniversário: 1Q84, Os Miseráveis, Robinson Crusoe e Anna Karenina. Como pelo meio ainda tenho a tese para terminar, já tenho com que me entreter nos próximos meses.

 

1Q84: não li.

Os Miseráveis: Boa sorte. Do fundo do coração, boa sorte...

Robinson Crusoé: É giro, mas cansa a partir de meio.

Anna Karenina: Obra-prima :heart:

Editado por Samurai Apocalypse

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1Q84: não li.

Os Miseráveis: Boa sorte. Do fundo do coração, boa sorte...

Robinson Crusoé: É giro, mas cansa a partir de meio.

Anna Karenina: Obra-prima :heart:

 

Os Miseráveis é para ler com calma. O Victor Hugo é muito maçudo, aprendi isso no Noventa e Três. Também estive para comprar, aliás eram dos fisgados, a Irmandade do Anel e o Hobbit, mas só encontrei as versões com capas dos filmes. Prefiro esperar e comprar quando encontrar as versões mais clássicas.

 

Além disso ainda tenho uma colecção significativa de obras do Eça para desbastar. O meu velho :heart:

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Os Miseráveis é para ler com calma. O Victor Hugo é muito maçudo, aprendi isso no Noventa e Três. Também estive para comprar, aliás eram dos fisgados, a Irmandade do Anel e o Hobbit, mas só encontrei as versões com capas dos filmes. Prefiro esperar e comprar quando encontrar as versões mais clássicas.

 

Além disso ainda tenho uma colecção significativa de obras do Eça para desbastar. O meu velho :heart:

 

Se tivesses ido uns dias antes à Europa-América, site ou loja, arranjavas os livros do Tolkien a 50%. Era uma pechincha. Infelizmente, já acabou.

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O 1Q84 é o melhor deles todos. :cool:

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No site da Fnac estão a oferecer o Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo do Murakami na compra do O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo, também do Murakami. Salvo erro foi o livro que o catapultou.

Editado por Shaft Ketchum

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