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Literatura Desportiva

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Isso a propósito do quê?

 

A ver se nos entendemos.

 

Podes fazer as análises que quiseres, como essas que tu fazes, que dificilmente alguém te vai dizer que não gostou ou que está assim ou assado. A maior parte das pessoas gosta de ver futebol e não liga puto à forma como a equipa A ataca ou defende ou como se posiciona nas bolas paradas. Além disso, mesmo quem até gosta disso, é capaz de dar uma leitura e de concordar com a maioria das coisas, só porque vê os jogos mas não está para perder tempo a ver se o central X faz bem a cobertura ao lateral ou se fica demasiado longe.

 

E eu posso deixar aqui um relatório dos meus, sem stress nenhum, não porque acho que os meus é que são bons, mas para perceberem as realidades do que é trabalhar a top numa equipa de top, o que é trabalhar bem numa divisão média/baixa e o que é fazer relatórios a ver jogos da Champions na televisão e a revê-los no computador.

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Para mim é um bom artigo, na medida em que é fácil de perceber para o público alvo dessa revista.

 

Normalmente quem a compra são rapazes de 14, 15, 16 anos. Por isso não valia a pena deixar aquilo muito complexo.

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A ver se nos entendemos.

 

Podes fazer as análises que quiseres, como essas que tu fazes, que dificilmente alguém te vai dizer que não gostou ou que está assim ou assado. A maior parte das pessoas gosta de ver futebol e não liga puto à forma como a equipa A ataca ou defende ou como se posiciona nas bolas paradas. Além disso, mesmo quem até gosta disso, é capaz de dar uma leitura e de concordar com a maioria das coisas, só porque vê os jogos mas não está para perder tempo a ver se o central X faz bem a cobertura ao lateral ou se fica demasiado longe.

 

E eu posso deixar aqui um relatório dos meus, sem stress nenhum, não porque acho que os meus é que são bons, mas para perceberem as realidades do que é trabalhar a top numa equipa de top, o que é trabalhar bem numa divisão média/baixa e o que é fazer relatórios a ver jogos da Champions na televisão e a revê-los no computador.

 

Sim eu percebo. Se eu quisesse fazer um relatório também não iria ser aquilo. A questão é que tenho de enquadrar o público-alvo e a verdade é que o artigo teve imensas visualizações e é um tema que tem grande procura por parte das pessoas.

 

Através destes tipos de artigos creio que é possível dar-me a conhecer e a conhecer o meu trabalho. Aliás como já tinha dito anteriormente os elogios têm sido imensos por pessoas ligadas ao futebol mas isso também em termos práticos acaba por ser 0.

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Vou começar a ler Observar para ganhar de Nuno Ventura, foi-me oferecido no aniversário. Já tive oportunidade de receber feedback de outros leitores e é um livro de qualidade.

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So para dizer que entrar no futebol como analista nao é assim tao complicado. Mas é preciso tirares um curso e teres como te sustentares ao inicio.

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So para dizer que entrar no futebol como analista nao é assim tao complicado. Mas é preciso tirares um curso e teres como te sustentares ao inicio.

Que curso é esse? E é dispendioso?

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E como ajudar desde bem cedo os ultra velozes na sua tomada de decisão? Volta e meia retire-lhes a velocidade. Dê-lhes o corredor central para jogar. Como retirar a velocidade? Condicionantes. Neste exercício só conduzes de sola. Por exemplo. Os toques não. Não os retire. Regra geral prejudicarão a tomada de decisão, porque demasiadas vezes se impõe a condução. Apenas mais pausada, direccionada para o adversário para em seguida lhe colocar a bola nas costas, ou tabelar com o colega. E sobretudo, não deixar cair os mais rápidos e com maior qualidade técnica, porque esses serão sempre os de maior potencial. Assim desenvolvam os atributos que carecem e serão naturalmente superiores aos outros. Como afirmou o treinador do SL Benfica "Não posso ensinar um jogador a driblar". É preciso é "criatividade" para tratar das necessidades de desenvolvimento de cada um dos seus atletas."

Já debati o assunto a bold com alguns colegas e obtive opiniões diferentes. Há quem seja a favor de condicionar o número de toques, outros acham que não se deve fazer. Há ainda os que acham que se deve fazer só em situações muito particulares. Qual é a vossa opinião?

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Em jogadores com algumas dificuldades ao nível do primeiro toque, é uma boa maneira de obrigá-lo a melhorar a recepção.

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Em situações muito particulares.

 

 

Muito muito muito muito particulares, e é para não dizer nunca.

A resposta subentendia uma fundamentação moços :lol:

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Tens a resposta na frase imediatamente a seguir. Ao limitares os toques, que vertente excluis? Principalmente a condução (ou até quando seguras a bola). E quando tens espaço, a condução tem de ser sempre a tua opção prioritária, conduzires para fixares. O ouro está em saberes até onde atraís para depois libertares. A limitação dos toques acaba por ser uma faca de 2 gumes que tem de ser usada com muita ponderação. Eu tenho a mesma opinião do Ibra e do Alex.

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Aliás, acho que o único momento em que pedimos 90% das vezes em treino para se jogar a dois toques, é quando a bola roda pelo guarda-redes.

 

E isso dos "dois toques" está sobretudo ligado à capacidade de decisão dos jogadores.

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Em jogadores com algumas dificuldades ao nível do primeiro toque, é uma boa maneira de obrigá-lo a melhorar a recepção.

Não acho que a limitação de toques promova uma melhora significativa o suficiente nesse aspecto. Senão vejamos, quais são os 2 únicos aspectos que, seja com que jogador for seja em que zona do campo for, estão sempre presentes? A recepção e o passe. Se esses 2 aspectos estão presentes em todas as acções, limitares os toques aumenta assim tanto a exigência? Eu acho que não. A única maneira de um jogador evoluir na recepção é executa-la o mais vezes possível e de preferência com pouco espaço para promoveres a dificuldade da mesma e para forçares o jogador a pensar imediatamente como e para onde deve direcciona-la.

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Tens a resposta na frase imediatamente a seguir. Ao limitares os toques, que vertente excluis? Principalmente a condução (ou até quando seguras a bola). E quando tens espaço, a condução tem de ser sempre a tua opção prioritária, conduzires para fixares. O ouro está em saberes até onde atraís para depois libertares. A limitação dos toques acaba por ser uma faca de 2 gumes que tem de ser usada com muita ponderação. Eu tenho a mesma opinião do Ibra e do Alex.

Conheci um treinador de um escalão de formação do Sporting que em situações de jogo (reduzido ou não), muitas vezes aplicava um número máximo de 3 toques por jogador, sendo a única excepção em caso de finalização, onde poderiam dar 5.

 

Eu, pessoalmente, entendo quem não goste de limitar o número de toques, mas acho que é possível tirares desse constrangimento alguns bons comportamentos.

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Depende das circunstâncias mas vejo acho que como o Dë disse a utilização do constrangimento pode ter benefícios.

Editado por Shark

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Eu, honestamente, não entendo como é que em treino consegues dizer aos gajos que podem dar X toques num certo momento, e depois entretanto podes dar X+3 num outro momento. No fundo estás a criar demasiados entraves. Não acho que a capacidade de decisão se trabalhe bem assim.

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Na minha opinião pode correr bem e pode correr mal. Se se tratar de um jogador com pouca qualidade técnica, o mais provável é precipitar-se nas decisões e decidir pela primeira hipótese que lhe aparecer à frente, em vez de analisar todas. Um jogador com melhor qualidade, mais facilmente se vai aperceber de todas as opções e decidir bem. Ao limitares o número de toques obrigas os teus jogadores a jogar mais rápido e a levantarem a cabeça, a procurar colegas e combinações, porque sabem que com 3 toques não vão conseguir fazer muito mais. Aos jogadores sem bola vais obrigá-los a moverem-se, a criarem linhas de passe, porque sabem que o seu colega com bola tem as acções limitadas. Assim vais criando uma certa dinâmica e, se os teus jogadores já souberem bem as movimentações a fazer e para onde têm de se deslocar, melhor ainda! Por outro lado, compreendo que ao limitares o número de toques possas estar a obrigar os teus jogadores a decidirem e a utilizarem opções mais imediatas e que, em alguns instantes, podem ser piores do que outras que surgiriam se o jogador com bola fosse autorizado a conduzi-la sem limitações. Esta última frase pode estar algo confusa, mas espero que dê para perceber. Acho que o sucesso está em dosear esta condição e saber quando se deve aplicá-la.

 

Eu, por experiência e porque acredito que é em treino que se devem fazer os testes e onde és livre de errar e perceberes o que é melhor e pior, já apliquei limite de toques a miúdos ainda muito novos (sub-11 para ser mais concreto) em situação de jogo. A qualidade de futebol aumentou exponencialmente. Os olhos deixaram de estar tanto na bola para passarem a estar no campo, a verem colegas e adversários. O espaço foi melhor aproveitado para causar dificuldades à equipa adversária e os colegas sem bola aperceberam-se que não poderiam ficar parados se quisessem receber a bola. A diferença foi abismal mesmo.

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Existem muitos miúdos que com limitações nos toques é que conseguem pensar além deles próprios. É perfeitamente aceitável que ao limitares os toques a qualidade de jogo suba porque os obriga a procurarem mais as opções colectivas. A questão é: será que esse exercício os vai "ensinar"a verem o jogo de outra maneira? Não me parece. Ou melhor, até os pode levar numa direcção durante um certo tempo mas eles eventualmente vão voltar aos velhos hábitos.

 

O que fazer então? Eles só vão mesmo mudar a percepção que têm quando aprenderem por eles próprios. Por outras palavras tens que ser tu a criar cenários onde os leves a agirem da maneira que tu queres. Ao invés de lhes mandares para apenas darem 2, 3, 4 toques na bola, porque não diminuis o espaço de jogo, retirando espaço para as jogadas individuais? Ou porque não promoveres a inferioridade numérica da equipa em posse, forçando-os a tentarem circular a bola para abrir espaços em vez de lances individuais? Acaba por ser uma metodologia, para mim, bem mais correcta porque obrigas-los a aprender por eles próprios e só assim é que eles realmente aprendem.

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Bom, primeiro que tudo deixa-me dizer-te que gostei bastante do teu post. Esta troca de ideias agrada-me bastante e gostei da maneira como pensaste na relação constrangimento->informação percepcionada->decisão. Porque no fundo, e em teoria, os melhores exercícios são aqueles em que aplicas os constrangimentos de forma tão inteligente que obrigas os jogadores a pensarem por eles próprios e a acabarem por decidir aquilo que tu queres. A questão é que naquele escalão etário que eu referi, ainda tens muitas discrepâncias individuais, como deves saber. Por isso, ainda há sempre 2 ou 3 artistas que mesmo em inferioridade numérica e/ou com espaço reduzido conseguem praticamente fintar tudo e todos e não vão utilizar o jogo colectivo. Mas repito, gostei bastante da maneira como pensaste.

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Já agora, se não te importas, como era o exercício em que colocaste as restrições ao número de toques?

 

É por isso que a criatividade é tão importante num treinador. Nós só indicamos o caminho, eles é que o têm de percorrer. Manter no mínimo possível as restrições à decisão do jogador mas fazendo ir na direcção que queremos. Quanto à situação que falas, o Miguel Nunes (autor do texto que coloquei há umas páginas atrás) refere a condicionação da condução através de toques apenas com a sola. É um exemplo. O Feedback é outra ferramenta muito útil. Quando vires algum jogador a fixar e soltar em vez de driblar, aplaude, incentiva. Mostras ao grupo que esse é o caminho. Vai depender muito da tua criatividade e daquilo que tu sabes e conheces do grupo que comandas.

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Não acho que a limitação de toques promova uma melhora significativa o suficiente nesse aspecto. Senão vejamos, quais são os 2 únicos aspectos que, seja com que jogador for seja em que zona do campo for, estão sempre presentes? A recepção e o passe. Se esses 2 aspectos estão presentes em todas as acções, limitares os toques aumenta assim tanto a exigência? Eu acho que não. A única maneira de um jogador evoluir na recepção é executa-la o mais vezes possível e de preferência com pouco espaço para promoveres a dificuldade da mesma e para forçares o jogador a pensar imediatamente como e para onde deve direcciona-la.

 

Não é uma ciência exacta. Até porque, como é óbvio, dependerá do indivíduo e da capacidade inata para adquirir um novo conhecimento.

 

Mas é fácil de prever. A jogar a dois/três toques, terás sempre a condicionante de ter de recepecionar bem para resolveres bem e não perderes a posse de bola enquanto que, sem limite de toques, não interessa o primeiro toque, que tantas vezes é desprezado, por haver a possibilidade de dominar a bola com mais um ou dois. Isso, para muitos jogadores, é indiferente, dado que muitos não têm a percepção da diferença entre uma recepção orientada e uma recepção feita com mais que um toque.

 

E, o que fará o jogador evoluir, é a dificuldade. O objectivo. E estou a isolar apenas esta condicionante e esta característica que é trabalhada.

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Já agora, se não te importas, como era o exercício em que colocaste as restrições ao número de toques?

Eu, por experiência e porque acredito que é em treino que se devem fazer os testes e onde és livre de errar e perceberes o que é melhor e pior, já apliquei limite de toques a miúdos ainda muito novos (sub-11 para ser mais concreto) em situação de jogo. A qualidade de futebol aumentou exponencialmente. Os olhos deixaram de estar tanto na bola para passarem a estar no campo, a verem colegas e adversários. O espaço foi melhor aproveitado para causar dificuldades à equipa adversária e os colegas sem bola aperceberam-se que não poderiam ficar parados se quisessem receber a bola. A diferença foi abismal mesmo.

;)

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Há uma coisa que se nota bastante, que o De referiu. A mobilidade dos colegas. Percebem que têm de oferecer muito mais ao jogo sem bola, que têm de estar a dar constantemente linhas de passe ao portador da bola, e isso é fundamental.

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