Don Andres Publicado 10 Maio 2013 Não é uma ciência exacta. Até porque, como é óbvio, dependerá do indivíduo e da capacidade inata para adquirir um novo conhecimento. Mas é fácil de prever. A jogar a dois/três toques, terás sempre a condicionante de ter de recepecionar bem para resolveres bem e não perderes a posse de bola enquanto que, sem limite de toques, não interessa o primeiro toque, que tantas vezes é desprezado, por haver a possibilidade de dominar a bola com mais um ou dois. Isso, para muitos jogadores, é indiferente, dado que muitos não têm a percepção da diferença entre uma recepção orientada e uma recepção feita com mais que um toque. E, o que fará o jogador evoluir, é a dificuldade. O objectivo. E estou a isolar apenas esta condicionante e esta característica que é trabalhada. E não estás errado. Mas se por um lado promoves, um pouco, o primeiro toque, por outro cortas parte da liberdade de execução do jogador. Eu prefiro, como te disse, encurtar o espaço. Menos espaço obriga o jogador (e os colegas) a fazer exactamente o que tu queres sem perder liberdade de decisão\acção. Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 10 Maio 2013 E não estás errado. Mas se por um lado promoves, um pouco, o primeiro toque, por outro cortas parte da liberdade de execução do jogador. Eu prefiro, como te disse, encurtar o espaço. Menos espaço obriga o jogador (e os colegas) a fazer exactamente o que tu queres sem perder liberdade de decisão\acção. A coisa pode ser vista por dois lados. Se tu achas que é cortar a liberdade para o jogador executar, por outro lado pode ser visto, e é-o, como um estímulo que o obriga a receber bem para poder executar bem e, ainda mais, a decidir antes da bola lhe chegar aos pés. E, encurtando o espaço ao jogador, pode muito bem não dar em nada. Ele pode simplesmente receber a bola, sem grande qualidade, e protegê-la com o corpo, e continuar a jogar normalmente. Aliás, basta ver meia dúzia de jogos de formação para observar esse tipo de casos. O Romário Baldé, no Benfica, em juvenis, é um caso flagrante. Tem um primeiro toque fraquinho, mas muitas vezes é apanhado em situações com pouco espaço, onde sente mais dificuldade, mas nem por isso corrige esse problema, porque não é estimulado para evoluir nesse contexto. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 10 Maio 2013 A coisa pode ser vista por dois lados. Se tu achas que é cortar a liberdade para o jogador executar, por outro lado pode ser visto, e é-o, como um estímulo que o obriga a receber bem para poder executar bem e, ainda mais, a decidir antes da bola lhe chegar aos pés. E, encurtando o espaço ao jogador, pode muito bem não dar em nada. Ele pode simplesmente receber a bola, sem grande qualidade, e protegê-la com o corpo, e continuar a jogar normalmente. Aliás, basta ver meia dúzia de jogos de formação para observar esse tipo de casos. O Romário Baldé, no Benfica, em juvenis, é um caso flagrante. Tem um primeiro toque fraquinho, mas muitas vezes é apanhado em situações com pouco espaço, onde sente mais dificuldade, mas nem por isso corrige esse problema, porque não é estimulado para evoluir nesse contexto. Esse é um caso interessante. Não conheço o moço mas imagino o perfil de jogador. Mas agora pergunto-te, como farias tu se ele fosse teu jogador? Em que situações e/ou contextos é que lhe impunhas os limites de toques? Estamos a falar de um jogador que, tecnicamente, é fraquito. Quanto volume de treino direccionado nesse sentido é que achas que ele necessitaria para melhorar a recepção, neste caso, orientada? Imenso. Demasiado, a meu ver, para não prejudicar a sua tomada de decisão. E é também um bocado na linha daquilo que o Ibra disse. Ias-lhe dizer para dar X toques em determinado momento e Y toques noutro? Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 10 Maio 2013 Esse é um caso interessante. Não conheço o moço mas imagino o perfil de jogador. Mas agora pergunto-te, como farias tu se ele fosse teu jogador? Em que situações e/ou contextos é que lhe impunhas os limites de toques? Estamos a falar de um jogador que, tecnicamente, é fraquito. Quanto volume de treino direccionado nesse sentido é que achas que ele necessitaria para melhorar a recepção, neste caso, orientada? Imenso. Demasiado, a meu ver, para não prejudicar a sua tomada de decisão. E é também um bocado na linha daquilo que o Ibra disse. Ias-lhe dizer para dar X toques em determinado momento e Y toques noutro? É o típico jogador africano, que habita na formação. Muito forte fisicamente, que, neste caso, destaca-se mais pela velocidade do que pela capacidade de choque, intelectualmente fraquinho e tecnicamente razoável/bom. Mas tens aqui uma amostra. É só ver a oportunidade que ele falha, quando atira a bola ao poste (23:28). Aquela oportunidade, com aquela recepção, no futebol sénior, muito dificilmente teria chegado a existir. Não só pela organização defensiva do Sporting, que não é nada, mas pelo tempo que ele perde a receber e a orientar a bola para a baliza, quando o devia ter feito com um toque. Depende. Podias direccionar dois tipos de treino. Um em jogo jogado, onde poderias limitá-lo ao número de toques numa fase geral e, de seguida, limitar o número de toques em todos os sectores menos no sector do ataque. E, por exemplo, em situações de 3x3, ou 3x2, deixá-lo sem qualquer condicionante, para aprender a decidir. Atacar o jogador que sai à contenção e soltar no colega livre, apostar em situações de 1x1 sem cobertura, parar quando falha, corrigir, por aí fora. É um trabalho que não é feito em meia dúzia de treinos. Leva tempo. Isto tudo, apenas, para se falar de melhorar um gesto técnico específico. Da mesma forma que algo que é feito, nos escalões mais jovens, é limitar o jogador ao uso do pé menos forte. Isto não vai levar o jogador a passar a usar só esse pé. Vai fazer com que evolua mais rapidamente essa característica do seu jogo. No fundo, está-se a criar condições para o jogador, no futuro, ter mais oportunidade de decidir bem. Importante, também, é conjugar tudo com o jogo. Compartilhar este post Link para o post
Fajo Publicado 11 Maio 2013 (editado) Boa contextualização Sousa, gostei do que li;) Amanhã com mais calma também irei opinar sobre esta vertente, até porque quando estagiei no Benfica Castelo Branco reparei em situações idênticas. Editado 11 Maio 2013 por Fajo Compartilhar este post Link para o post
Dë Publicado 11 Maio 2013 A coisa pode ser vista por dois lados. Se tu achas que é cortar a liberdade para o jogador executar, por outro lado pode ser visto, e é-o, como um estímulo que o obriga a receber bem para poder executar bem e, ainda mais, a decidir antes da bola lhe chegar aos pés. E, encurtando o espaço ao jogador, pode muito bem não dar em nada. Ele pode simplesmente receber a bola, sem grande qualidade, e protegê-la com o corpo, e continuar a jogar normalmente. Aliás, basta ver meia dúzia de jogos de formação para observar esse tipo de casos. O Romário Baldé, no Benfica, em juvenis, é um caso flagrante. Tem um primeiro toque fraquinho, mas muitas vezes é apanhado em situações com pouco espaço, onde sente mais dificuldade, mas nem por isso corrige esse problema, porque não é estimulado para evoluir nesse contexto. Nunca vi esse puto jogar, mas já ouvi dizer que é um catanado do crl :lol:. Sousa, dás treinos em algum lado ou és apenas um interessado? Podes responder por MP se quiseres. Boa contextualização Sousa, gostei do que li;) Amanhã com mais calma também irei opinar sobre esta vertente, até porque quando estagiei no Benfica Castelo Branco reparei em situações idênticas. Se me permites a questão: estagiaste em que escalão e em que época? Compartilhar este post Link para o post
Valdemar Machado Publicado 17 Maio 2013 Encontrei esta entrevista do Vítor Pereira de 2006 para uma tese de mestrado. Acho que se encaixa bem neste tópico. E ele diz coisas bem interessantes. (Digo eu que sou um leigo nesta matéria.) http://possedebolla.blogspot.pt/2013/04/vitor-pereira_22.html Se alguém me explica-se o que é o "lado cego" (tem uma pergunta em que ele explica e eu mesmo assim não cheguei lá), e a parte em que não quer o "campo fechado" (o lateral do lado contrário da bola tem não sei o quê) eu agradecia. PS: Espero não estar a fazer double post. Compartilhar este post Link para o post
Ibrahimovic_9 Publicado 17 Maio 2013 O "lado cego" tem a ver com as basculações defensivas da equipa. Se nos posicionarmos defensivamente em função da posição da bola, que é o que deve ser feito, deixamos sempre um lado do campo com poucos jogadores. Caso a bola entre rapidamente nesse lado, os nossos jogadores devem fazer contenção porque estão em inferioridade, e esperar que os colegas se aproximem. A noção de "campo fechado" é um bocado mais complexa, mas pelo que percebi tem a ver com os apoios dos jogadores e com a noção que têm do espaço. Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 19 Maio 2013 Nunca vi esse puto jogar, mas já ouvi dizer que é um catanado do crl :lol:. Sousa, dás treinos em algum lado ou és apenas um interessado? Podes responder por MP se quiseres. Catanado não sei se é, porque os africanos têm uma maturação mais rápida que a dos europeus, mas lá está, tem outro tipo de condições. Não, não dou treinos. Já estive para ir "de porta em porta", mas ainda estou a apalpar este tipo de coisas. Encontrei esta entrevista do Vítor Pereira de 2006 para uma tese de mestrado. Acho que se encaixa bem neste tópico. E ele diz coisas bem interessantes. (Digo eu que sou um leigo nesta matéria.) http://possedebolla.blogspot.pt/2013/04/vitor-pereira_22.html Se alguém me explica-se o que é o "lado cego" (tem uma pergunta em que ele explica e eu mesmo assim não cheguei lá), e a parte em que não quer o "campo fechado" (o lateral do lado contrário da bola tem não sei o quê) eu agradecia. PS: Espero não estar a fazer double post. O lado cego é o lado que, normalmente, está no corredor contrário ao da bola. Por exemplo, a bola está no corredor direito. A tua equipa pressiona essa zona, e, os elementos do corredor contrário, juntam-se mais ao corredor central. Esse lado, contrário ao da bola, vai ficar menos denso. Esse é o lado cego Campo fechado é exactamente isso. O Vítor Pereira define isso com a colocação dos apoios dos jogadores que fecham o campo, eu acho que isso não tem grande interferência. Um bom jogador pode ter os apoios virados para dentro e ter a perfeita noção daquilo que está para trás dele, que é isso que ele foca. Mas aqui é tapar de um lado e destapar do outro. Se virar os apoios para dentro, perde capacidade para reagir ao que vem de fora. Falando num lateral lateral direito a defender um cruzamento do lado esquerdo, perde algum poder para defender a entrada do extremo do seu lado ao segundo poste, mas ganha capacidade para reagir a um cruzamento para a zona central do terreno. E vice-versa. A entrevista é muito interessante e mostra bem a ideia que tenho dele. É um excelente treinador defensivamente, mas acho que hoje, mesmo ele, tem ideias algo diferentes, principalmente ao nível da transição defensiva. Parece-me que ele hoje tenta reagir, na maior parte das vezes, mal perde a bola, invés de conduzir o adversário para uma estratégia analisada em função de. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 29 Maio 2013 Desculpa a demora, mas nestas coisas ou respondo como deve ser ou mais vale ficar quieto. O Futebol de Rua não é novidade para mim e devia ser uma prioridade no processo de formação. O Valdano dizia que os treinadores até aos 14 anos só estragam. Eu não concordo, mas se o treinador for mau isto é uma verdade das grandes. A riqueza dos estímulos e a quantidade de vivências que o futebol de rua proporciona são um mundo que deve ser incentivado a ser explorado, e o verdadeiro problema disto é que quando se força, se instrui no sentido de isso acontecer, já se está a estragar a essência das coisas. A primeira parte fundamental está relacionada com as horas de prática. Uma criança até aos 12 anos que jogue futebol num clube treina três vezes por semana. É ridiculamente pouco para quem quer chegar a top. As horas de prática a chutar bolas, a chutar latas, a chutar iogurtes vazios, a fintar o cão com uma bola de papel ou a dar toques com uma bola de plástico são fulcrais para que se desenvolva uma série de habilidades motoras e de relações com o objecto do jogo que ninguém pode dar a ninguém por mais que o processo tenha qualidade. Porque é que os brasileiros tiveram durante anos a maior fábrica de talentos do mundo? Era pelas escolas de futebol moderníssimas e pelos treinadores de futebol juvenil de alto gabarito? Alguém acredita que o Ronaldo e o Messi até aos 12 anos jogavam futebol três vezes por semana? Depois, está relacionado com a variedade de estímulos e a quantidade absurda de variáveis e de situações que são enfrentadas por quem joga, que torna o estímulo riquíssimo e a todos os níveis, a nível motor a saltar poças e buracos, a nível técnico a fazer tabelas com paredes e a reagir a um buraco que desvia a trajectória da bola quando a íamos receber, que oferece uma competitividade e uma 'tesão' inerente à coisa que é impossível de ser reproduzida em qualquer tipo de treino... Para encerrar este assunto, deixo aqui duas notícias: http://www.abola.pt/....aspx?id=393960 «Praticamente tudo o que sei aprendi a jogar na rua. Ajuda-me imenso, ainda hoje. Tinha de usar as paredes, o que me ajuda a fazer tabelas, a contornar o lixo e os buracos, e tudo isso melhorou a minha técnica. Não tenho formação quase nenhuma, aprendi tudo no alcatrão», revelou. http://www.ojogo.pt/...tent_id=3039579 "Jogávamos em verdadeiros campos de batatas, éramos sempre muitos e, por vezes, isso obrigava a fazer duas equipas de 14 jogadores, para jogarmos num terreno mais pequeno do que um campo de futebol. (...) Comecei a conhecer cedo o que eram os efeitos inesperados, quando a bola batia no chão, a evitar buracos e a jogar em pisos que prendiam a bola." Respondo-te aqui Alex, porque o tema se encaixa melhor no tópico. Quanto à primeira parte, nada a dizer, 100% de acordo. Mais horas equivalem a mais experiências\estímulos e mais experiências\estímulos equivalem a maior desenvolvimento do potencial do jogador. Quanto à segunda parte da tua justificação: percebo mas, em certa medida, não concordo. Mas antes de desenvolver mais a minha opinião sobre o assunto, pergunto-te: imaginemos o mesmo miúdo, em 2 cenários diferentes. Num deles, o rapaz passa horas a jogar futebol de rua. Num outro cenário, o mesmo miúdo, passa horas a jogar futebol... num campo "a sério". Defendes que o 1º cenário é mais propício para a evolução do jogador, mesmo considerando que o rapaz, em ambos os cenário, joga o mesmo número de horas? Compartilhar este post Link para o post
F_Tex Publicado 29 Maio 2013 Quanto à segunda parte da tua justificação: percebo mas, em certa medida, não concordo. Mas antes de desenvolver mais a minha opinião sobre o assunto, pergunto-te: imaginemos o mesmo miúdo, em 2 cenários diferentes. Num deles, o rapaz passa horas a jogar futebol de rua. Num outro cenário, o mesmo miúdo, passa horas a jogar futebol... num campo "a sério". Defendes que o 1º cenário é mais propício para a evolução do jogador, mesmo considerando que o rapaz, em ambos os cenário, joga o mesmo número de horas? Presumo que seja por partir-se do princípio que aquele que tem mais experiência com adversidades (neste caso caso terrenos irregulares, obstáculos no campo, etc) vai ter algumas facilidades quando joga num terreno "normal". Mesmo sabendo que o melhor treino é aquele que melhor recria as situações reais de jogo. Noto por exemplo, que depois de jogar futebol de praia no Verão, os primeiros jogos que faço em campos normais parece que corro muito mais facilmente, mais solto, preciso de fazer muito menos força nas pernas. A mesma coisa para exercícios de Matemática, acho que nem é preciso dar exemplos. Peço desculpa se acabei de dizer uma grande asneira, não tenho formação na matéria, mas acho que é isto. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 29 Maio 2013 Presumo que seja por partir-se do princípio que aquele que tem mais experiência com adversidades (neste caso caso terrenos irregulares, obstáculos no campo, etc) vai ter algumas facilidades quando joga num terreno "normal". Mesmo sabendo que o melhor treino é aquele que melhor recria as situações reais de jogo. É um pouco por aí, mas isso para mim é contraditório, mesmo tendo em conta que estamos a falar de miúdos com menos de 14 anos e nos estamos a focar, só e apenas, na individualidade do seu jogo (capacidade motora, percepção do espaço e técnica). Compartilhar este post Link para o post
jay-jay okocha Publicado 2 Junho 2013 Algum site/blog virado para o futebol que costumem acompanhar? Não conhecia o blog Lateral Esquerdo mas gostei :) Compartilhar este post Link para o post
Ibrahimovic_9 Publicado 3 Junho 2013 O Lateral Esquerdo arrasou completamente com o Caixinha, estou farto de me rir :lol: Compartilhar este post Link para o post
Boo Riquelme Publicado 3 Junho 2013 Algum site/blog virado para o futebol que costumem acompanhar? Não conhecia o blog Lateral Esquerdo mas gostei :) eu agora só sigo o lateral-esquerdo e acho mesmo o melhor blog português de futebol. Seguia também o entre-dez.blogspot.com , mas fartei-me um bocado da p*nhetaa metafórica e exacerbada com palavras bonitas sobre o Messi e o Barcelona. Já chegava a ter pena do gajo por não lhe poder oferecer um bilhete para ver um jogo do Barça. Compartilhar este post Link para o post
riquelme21 Publicado 3 Junho 2013 (editado) O Lateral Esquerdo arrasou completamente com o Caixinha, estou farto de me rir :lol: É que foi mesmo. Genial. :lol: Editado 3 Junho 2013 por riquelme21 Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 3 Junho 2013 Algum site/blog virado para o futebol que costumem acompanhar? Não conhecia o blog Lateral Esquerdo mas gostei Tens o Posse de Bola e o EntreDez, que também são muito bons. eu agora só sigo o lateral-esquerdo e acho mesmo o melhor blog português de futebol. Seguia também o entre-dez.blogspot.com , mas fartei-me um bocado da p*nhetaa metafórica e exacerbada com palavras bonitas sobre o Messi e o Barcelona. Já chegava a ter pena do gajo por não lhe poder oferecer um bilhete para ver um jogo do Barça. Não deixa de ter razão no que diz. Mas podia ser mais abrangente. Compartilhar este post Link para o post
jay-jay okocha Publicado 3 Junho 2013 (editado) Obrigado a todos! :) um que também costumava acompanhar é o Paradigma Guardiola, é espanhol. O Lateral Esquerdo arrasou completamente com o Caixinha, estou farto de me rir :lol: E com toda a razão, que raio de organização defensiva era aquela?! :lol: Editado 3 Junho 2013 por jay-jay okocha Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 3 Junho 2013 Há uma imagem que até dá a sensação que o gajo tá a jogar sem defesa. O autor do blog até deixou uma pequena piada na imagem seguinte em que, finalmente, lá aparecem os defesas. Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 5 Junho 2013 (...)Mas antes de desenvolver mais a minha opinião sobre o assunto, pergunto-te: imaginemos o mesmo miúdo, em 2 cenários diferentes. Num deles, o rapaz passa horas a jogar futebol de rua. Num outro cenário, o mesmo miúdo, passa horas a jogar futebol... num campo "a sério". Defendes que o 1º cenário é mais propício para a evolução do jogador, mesmo considerando que o rapaz, em ambos os cenário, joga o mesmo número de horas? Não é para mim, mas parece-me injusto considerar o mesmo número de horas para jogar futebol na rua para o número de horas dentro de um campo de futebol, com treinos dados por um treinador a miúdos com menos de 14 anos. Isso seria, antes de mais, utópico. Tem uma carga de fadiga psicológica que o futebol de rua não tem e isso ressente-se na aprendizagem do jogador, ou na sua capacidade para responder aos estímulos que lhe são colocados. Como quiseres. Enquanto, por um lado, um miúdo é capaz de passar tardes inteiras a jogar à bola, sempre em contacto com a mesma, com as adversidades que o Alex referiu, juntamente com, em 95% das vezes, oposição, por outro lado, será incapaz de passar uma tarde inteira num treino orientado por alguém. É demasiada informação e demasiado cansativo mentalmente. E, nessas idades, o mais importante será mesmo a primeira parte. O contacto com a bola. Se der para conjugar as duas coisas, tanto melhor. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 5 Junho 2013 Não era bem isso a que eu me estava a referir. Quando disse campo "a sério", estava-me a referir às condições do mesmo, não ao facto de ser orientado por alguém. Ou seja, num campo com condições decentes (sintético, etc) em vez dos campos improvisados (rua). Coloquei aquela situação hipotética para perceber até que ponto ele, ou tu neste caso, valoriza os estímulos diferentes proporcionados pelo Futebol de Rua por oposição ao futebol em campo... liso, digamos. E considerando que, em ambos os casos, o número de horas e a oposição são semelhantes. A única diferença sendo o piso e as dimensões do mesmo (que vai afectar a sensibilidade do jogador em relação à movimentação da bola\espaço, na antecipação dos lances, na percepção da força\técnica a utilizar, etc). Reiterando o que disse acima, todos concordamos que quanto mais horas de prática o jogador tiver, mais vai evoluir. E se for com oposição em maior densidade espacial, melhor ainda. Mas pergunta mantêm-se. Compartilhar este post Link para o post
jay-jay okocha Publicado 7 Junho 2013 http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/search/label/Futebol%20de%20rua um bom artigo em relação a esse assunto :) Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 8 Junho 2013 Eu li esse texto e, como é normal no trabalho do Miguel, concordo. Aliás, permite-me citar parte dele: "E tudo se torna especialmente problemático quando no processo de treino se complica o que na verdade é tão simples. Não foi por ter treinado na rua que Rooney se tornou o jogador que é. Tivesse treinado num campo de futebol sem treinadores e com os mesmos colegas / adversários que encontrou na rua e as qualidades seriam as mesmas. A chave da rua não é o piso da prática, obviamente. É o jogo, sempre o jogo e a liberdade para decidir e aproveitar o seu talento." Ênfase nos bolds. Não que tudo o que venha desse blog tenha de ser tomado como verdade absoluta, mas tenho exactamente o mesmo pensamento que ele. Daí os "estímulos" que se diz que o Futebol de Rua oferece, acaba por ser um argumento falacioso. O que está em causa aqui é, só e apenas, o tempo de prática, seja ele onde for. Até digo mais, quanto mais próximo da estrutura normal do jogo o jogador treinar, mais rápido alcançará todo o seu potencial. Compartilhar este post Link para o post
jay-jay okocha Publicado 8 Junho 2013 Eu concordo. Não acho que um piso irregular ou em mau estado seja de forma alguma um factor capaz de potencializar qualquer característica ao jogador. O importante será, sempre, o contacto com a bola, e o tempo de prática sem qualquer restrição de liberdade de acção. Fala alguém que percebe pouco disto, obviamente :) Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 8 Junho 2013 O Maradona contava que quando era criança jogava na rua, e que jogava pela noite. Dificultava imenso a visibilidade da bola mas que isso o ajudou a melhorar a sua percepção quando jogava de dia. Que se sentia mais leve quando conduzia a bola. Estamos a falar do melhor jogador de sempre mas também de um louco. Até que ponto ter jogado à noite o terá ajudado como jogador? É parvo, eu sei. :lol: Compartilhar este post Link para o post