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Estórias da História

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Citação de Jimpo, há 20 horas:

Sei bem que Shogun é um série de televisão, mas há alguma ponta de verdade, ou melhor dizer, o que é que se sabe realmente sobre a importância dos portugueses no Japão e realmente o que se passou com a nossa presença lá?

 

 

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Manuscrito que contribuiu para mito da doçaria conventual pode ser uma falsificação, segundo investigadores

Investigação apresentada esta semana levanta dúvidas sobre autenticidade de manuscrito que a Biblioteca Nacional adquiriu em 1959. Há várias discrepâncias, a começar pela linguagem usada.

Um receituário de doces alegadamente produzido num convento feminino no século XVIII e que está guardado na Biblioteca Nacional poderá, afinal, ser uma falsificação que foi dando suporte histórico à ideia da doçaria conventual, concluiu uma investigação científica.

O “Livro das receitas de doces e cosinhados vários d’este convento de Santa Clara d’Évora”, datado de 1729, é um pequeno manuscrito com apenas dez receitas que está no espólio da Biblioteca Nacional desde 1959, que o comprou num leilão, e que foi várias vezes usado para dar suporte histórico à ideia e conceito de doçaria conventual e dos mitos a esta associada.

O manuscrito era dos poucos receituários que se conheciam do século XVIII, este com a particularidade de ter uma frase que apontava para um certo secretismo das receitas conventuais: “Este livro se não entregará a outrem que não seja pessoa desta casa, nem por empréstimo, por afetar os proveitos da feitura de doces que nesta casa são feitos”.

A sua autenticidade é agora posta em causa por uma investigação, cujos resultados preliminares foram apresentados na terça-feira, numa conferência na Biblioteca Nacional, pela professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Isabel Drumond Braga e pelo docente da Escola Superior de Educação de Coimbra João Pedro Gomes, ambos com trabalho académico em torno da História da alimentação e, em particular, da doçaria portuguesa.

Isabel Drumond Braga tinha usado no passado aquele manuscrito para um livro sobre receituários conventuais e, já em 2015, pensou, “mas não o disse”, que haveria “algumas coisas” naquele pequeno livro de receitas que lhe pareciam estranhas, mas que, na altura, entendeu “como pioneiras e não como uma fraude”.

Mais recentemente, João Pedro Gomes, quando fazia o seu doutoramento dedicado à história da doçaria portuguesa, no qual Isabel Drumond Braga era uma das coorientadoras, ousou questionar a autenticidade do documento.

“Conseguiu ser mais radical do que eu e em boa altura o fez”, disse à agência Lusa a historiadora.

Após a defesa da tese de João Pedro Gomes, em 2023, que, entre outras questões, defendeu que a ideia de doçaria conventual é um “mito construído”, os dois investigadores avançaram este ano para um trabalho mais detalhado e fundamentado para questionar a veracidade daquele manuscrito.

João Pedro Gomes, que tinha conseguido relacionar aquele documento com os outros manuscritos existentes entre os séculos XVI e XVIII, entendeu que o receituário era “completamente dissonante”, com elementos que pareciam fora do seu tempo e outros que o tornavam, no mínimo, peculiar.

O manuscrito tinha somente dez receitas e todas de doces (os manuscritos conventuais conhecidos são maiores e mais diversos nas receitas, contendo também referências a utilidades domésticas).

No entanto, o que denunciava o anacronismo e adensava as dúvidas dos investigadores sobre a sua autenticidade eram as expressões usadas nas receitas.

No receituário, há referências a “cacau em pó”, quando o cacau só se utilizava em barra e apenas para bebidas, “ralador de batata” ou “rolo de massa”, também palavras fora do seu tempo (rolo de massa era denominado de canudo).

Há ainda outras expressões anacrónicas, como “açúcar pilé” ou “chávena”, palavra que já existia, mas que não era usada na altura como unidade de medida, o mesmo acontecendo com “colher de sopa”.

Os investigadores procuraram vários caminhos para averiguar a autenticidade do manuscrito, como, por exemplo, perceber se a tinta poderia adensar as dúvidas, mas essa hipótese foi descartada (a tinta era ferrogálica, usada durante séculos).

Com essa ponta solta, os dois investigadores socorreram-se do trabalho de uma especialista em paleografia (estudo de manuscritos antigos), Susana Tavares Pedro, que concluiu que o receituário teria sido produzido na segunda metade do século XIX, quando o manuscrito tinha a data de 1729. “É uma discrepância extremamente acintosa”, salientou a historiadora.

Na análise das receitas, outras questões se levantaram. Há três que são tidas como especialidades de outros conventos, “o que já por si é estranho”, e várias surgem posteriormente, em livros impressos em 1780 e em 1788, quando o processo era o inverso, constatou João Pedro Gomes.

Entre essas receitas, há uma que chama a atenção — a de trouxas de ovos (que surge no livro “Cozinheiro Moderno”, do cozinheiro da rainha D. Maria I, Lucas Rigaud, em 1780).

“As trouxas de ovos de Lucas Rigaud estão escritas à maneira de Lucas Rigaud. Como é que alguém escreve exatamente como Lucas Rigaud e Lucas Rigaud só aparece 60 anos depois?”, perguntou o docente.

No entanto, há um dado que vinca ainda mais as dúvidas sobre a autenticidade do manuscrito. Isabel Drumond Braga consultou os registos de entradas das religiosas no Convento de Santa Clara de Évora e cruzou com duas informações importantes que estão no manuscrito: as receitas teriam sido compiladas por ordem da abadessa Maria Leocádia do Monte do Carmo e o registo esteve a cabo da escrivã Inês Maria do Rosário.

O problema é que, com base na documentação do convento, não há nenhuma abadessa com esse nome em 1729 e nenhuma escrivã chamada Inês Maria do Rosário durante todo o século XVIII.

“Existe uma Maria Leocádia do Monte do Carmo, sim, mas que professou a 23 de janeiro de 1783, foi escrivã entre 1799 e 1807 e abadessa entre 1808 e 1811”, referiu a historiadora.

O documento, antes de ter integrado o espólio da Biblioteca Nacional, estava na posse de Francisco Lage, que pertenceu ao Secretariado de Propaganda Nacional do Estado Novo.

Os investigadores não acreditam que Francisco Lage tenha sido o autor da falsificação, mas que terá adquirido o livro a pensar que seria autêntico.

“Parece-nos que ele terá sido enganado e que a Biblioteca Nacional, quando o adquiriu, foi crédula, tal como eu também fui e tantos outros foram-no durante muito tempo”, referiu Isabel Drumond Braga.

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Citação de Lebohang, há 48 minutos:

Manuscrito que contribuiu para mito da doçaria conventual pode ser uma falsificação, segundo investigadores

Investigação apresentada esta semana levanta dúvidas sobre autenticidade de manuscrito que a Biblioteca Nacional adquiriu em 1959. Há várias discrepâncias, a começar pela linguagem usada.

Um receituário de doces alegadamente produzido num convento feminino no século XVIII e que está guardado na Biblioteca Nacional poderá, afinal, ser uma falsificação que foi dando suporte histórico à ideia da doçaria conventual, concluiu uma investigação científica.

O “Livro das receitas de doces e cosinhados vários d’este convento de Santa Clara d’Évora”, datado de 1729, é um pequeno manuscrito com apenas dez receitas que está no espólio da Biblioteca Nacional desde 1959, que o comprou num leilão, e que foi várias vezes usado para dar suporte histórico à ideia e conceito de doçaria conventual e dos mitos a esta associada.

O manuscrito era dos poucos receituários que se conheciam do século XVIII, este com a particularidade de ter uma frase que apontava para um certo secretismo das receitas conventuais: “Este livro se não entregará a outrem que não seja pessoa desta casa, nem por empréstimo, por afetar os proveitos da feitura de doces que nesta casa são feitos”.

A sua autenticidade é agora posta em causa por uma investigação, cujos resultados preliminares foram apresentados na terça-feira, numa conferência na Biblioteca Nacional, pela professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Isabel Drumond Braga e pelo docente da Escola Superior de Educação de Coimbra João Pedro Gomes, ambos com trabalho académico em torno da História da alimentação e, em particular, da doçaria portuguesa.

Isabel Drumond Braga tinha usado no passado aquele manuscrito para um livro sobre receituários conventuais e, já em 2015, pensou, “mas não o disse”, que haveria “algumas coisas” naquele pequeno livro de receitas que lhe pareciam estranhas, mas que, na altura, entendeu “como pioneiras e não como uma fraude”.

Mais recentemente, João Pedro Gomes, quando fazia o seu doutoramento dedicado à história da doçaria portuguesa, no qual Isabel Drumond Braga era uma das coorientadoras, ousou questionar a autenticidade do documento.

“Conseguiu ser mais radical do que eu e em boa altura o fez”, disse à agência Lusa a historiadora.

Após a defesa da tese de João Pedro Gomes, em 2023, que, entre outras questões, defendeu que a ideia de doçaria conventual é um “mito construído”, os dois investigadores avançaram este ano para um trabalho mais detalhado e fundamentado para questionar a veracidade daquele manuscrito.

João Pedro Gomes, que tinha conseguido relacionar aquele documento com os outros manuscritos existentes entre os séculos XVI e XVIII, entendeu que o receituário era “completamente dissonante”, com elementos que pareciam fora do seu tempo e outros que o tornavam, no mínimo, peculiar.

O manuscrito tinha somente dez receitas e todas de doces (os manuscritos conventuais conhecidos são maiores e mais diversos nas receitas, contendo também referências a utilidades domésticas).

No entanto, o que denunciava o anacronismo e adensava as dúvidas dos investigadores sobre a sua autenticidade eram as expressões usadas nas receitas.

No receituário, há referências a “cacau em pó”, quando o cacau só se utilizava em barra e apenas para bebidas, “ralador de batata” ou “rolo de massa”, também palavras fora do seu tempo (rolo de massa era denominado de canudo).

Há ainda outras expressões anacrónicas, como “açúcar pilé” ou “chávena”, palavra que já existia, mas que não era usada na altura como unidade de medida, o mesmo acontecendo com “colher de sopa”.

Os investigadores procuraram vários caminhos para averiguar a autenticidade do manuscrito, como, por exemplo, perceber se a tinta poderia adensar as dúvidas, mas essa hipótese foi descartada (a tinta era ferrogálica, usada durante séculos).

Com essa ponta solta, os dois investigadores socorreram-se do trabalho de uma especialista em paleografia (estudo de manuscritos antigos), Susana Tavares Pedro, que concluiu que o receituário teria sido produzido na segunda metade do século XIX, quando o manuscrito tinha a data de 1729. “É uma discrepância extremamente acintosa”, salientou a historiadora.

Na análise das receitas, outras questões se levantaram. Há três que são tidas como especialidades de outros conventos, “o que já por si é estranho”, e várias surgem posteriormente, em livros impressos em 1780 e em 1788, quando o processo era o inverso, constatou João Pedro Gomes.

Entre essas receitas, há uma que chama a atenção — a de trouxas de ovos (que surge no livro “Cozinheiro Moderno”, do cozinheiro da rainha D. Maria I, Lucas Rigaud, em 1780).

“As trouxas de ovos de Lucas Rigaud estão escritas à maneira de Lucas Rigaud. Como é que alguém escreve exatamente como Lucas Rigaud e Lucas Rigaud só aparece 60 anos depois?”, perguntou o docente.

No entanto, há um dado que vinca ainda mais as dúvidas sobre a autenticidade do manuscrito. Isabel Drumond Braga consultou os registos de entradas das religiosas no Convento de Santa Clara de Évora e cruzou com duas informações importantes que estão no manuscrito: as receitas teriam sido compiladas por ordem da abadessa Maria Leocádia do Monte do Carmo e o registo esteve a cabo da escrivã Inês Maria do Rosário.

O problema é que, com base na documentação do convento, não há nenhuma abadessa com esse nome em 1729 e nenhuma escrivã chamada Inês Maria do Rosário durante todo o século XVIII.

“Existe uma Maria Leocádia do Monte do Carmo, sim, mas que professou a 23 de janeiro de 1783, foi escrivã entre 1799 e 1807 e abadessa entre 1808 e 1811”, referiu a historiadora.

O documento, antes de ter integrado o espólio da Biblioteca Nacional, estava na posse de Francisco Lage, que pertenceu ao Secretariado de Propaganda Nacional do Estado Novo.

Os investigadores não acreditam que Francisco Lage tenha sido o autor da falsificação, mas que terá adquirido o livro a pensar que seria autêntico.

“Parece-nos que ele terá sido enganado e que a Biblioteca Nacional, quando o adquiriu, foi crédula, tal como eu também fui e tantos outros foram-no durante muito tempo”, referiu Isabel Drumond Braga.

@nani

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Cheias em Espanha: esta barragem tem 34 metros e mais de dois mil anos e aguentou a força do DANA — o que explica esta resistência?

Encomendada pelo imperador Augusto no século I, La Cuba, em Aragão, é a mais alta barragem romana a sobreviver na Península Ibérica. Ao resistir à força do DANA prova continuar a ser um vestígio da “filosofia romana de construir para a eternidade”

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Aguasvivas é o nome do rio sobre o qual foi construída La Cuba. É, por si só, indicativo da “muito significativa pressão de água” que a barragem foi construída para enfrentar. Durante mais de 2000 anos tem mostrado conseguir resistir, para além de ao impacto da água, ao tempo. Agora, prova também aguentar condições climáticas extremas.

Mandada construir no século I pelo imperador romano Augusto, é uma “das importantes obras hidráulicas” fruto do “saber técnico romano” que, com “os movimentos expansionistas, se foi aprimorando e disseminando pelos espaços dominados”, explica Rodrigo Banha da Silva, especialista em Arqueologia Romana da Universidade Nova de Lisboa.

“A filosofia de construção romana era construir ‘para a eternidade’”, refere. “Basta pensar no Coliseu de Roma”, acrescenta. “Sobretudo as grandes obras não foram construídas para serem reformuladas, mas para serem resistentes ao tempo”, explica. E a barragem de La Cuba, na cidade de Almonacid de la Cuba, em Aragão, tem dado provas de cumprir a função.

Um vídeo publicado esta quarta-feira (30) na rede social X, antigo Twitter, mostra uma torrente de água resultante do fenómeno DANA [Depressão Isolada nos Níveis Altos], que tem afetado Espanha nos últimos dias, a correr pela barragem.

Com 34 metros de altura, La Cuba é “a mais alta barragem romana de todas as que conhecemos na Península Ibérica”, onde existem “várias” que datam deste período, nota Rodrigo Silva. Com uma capacidade de armazenamento de seis hectómetros cúbicos de água, estende-se por 120 metros.

Um tipo de construção diferente do de hoje

A dimensão, para além do material e da técnica de construção que lhe têm permitido sobreviver, é algo que a distingue de barragens mais recentes. La Cuba, sendo uma “barragem de gravidade, conta com o seu peso”, que tem de ser “grande para não esta seja arrastada”, explica Carlos Martins, engenheiro civil especialista em estruturas. “Nos nossos dias”, refere, por outro lado, “a maior parte das barragens é feita em sítios que permitam que o tamanho seja o menor possível, também pelos custos económicos da execução”.

Atualmente, repara ainda, “é usado betão armado”, enquanto antes “era comum a construção de barragens de aterro, feitas com materiais diversos, mas que criavam uma espécie de montanha”. Também Rodrigo Banha da Silva nota: “agora constroem-se barragens que duram menos tempo e com material que dura menos”.

Para além do “muito cuidado e respeito pela obra, essenciais a qualquer obra de construção”, Carlos Martins considera que é o “sistema construtivo” que tem feito La Cuba “ter um comportamento melhor do que se esperaria em obras feitas há tantos séculos”.

“As construções romanas tinham uma componente de alvenaria, ou seja, eram feitas pedra sobre pedra com argamassa”, diz, o que lhes permite ter “maior consistência”. Segundo o engenheiro civil, também o uso de “descarregadores” que permitem “aliviar a pressão da água, quando a barragem está muito cheia”, a tem feito resistir.

Monitorização e manutenção

Mas grande parte do segredo, lembra Carlos Martins, passa pela “manutenção”. “As barragens são infraestruturas que têm de ser monitoradas e analisadas”, porque, “tal como todas as construções, mexem”. É necessário “acompanhar movimentos que podem exigir tomada de medidas”, explica.

“Já depois do tempo imperador Augusto, mas ainda na época romana”, refere Rodrigo Banha da Silva, La Cuba sofreu reformas que “lhe alteraram a configuração” e “lhe conferiram o aspeto e a dimensão que hoje tem”: “um paredão que forma uma albufeira gigantesca”.

Há cinco anos, a barragem foi objeto de intervenção pelas autoridades espanholas para melhorar a acessibilidade. Atualmente, para além de ser ainda usada para irrigação agrícola, é um ponto turístico da cidade de Almonacid de la Cuba, com miradouros e passadiços destinados aos visitantes.

* Artigo escrito por Mariana Ramos Loureiro e editado por Pedro Miguel Coelho

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Citação de Mica, Em 15/10/2024 at 17:02:

Li no Sapiens (acho) que o Cristóvão Colombo morreu sem saber (ou acreditar) que tinha descoberto um novo continente, supostamente o que ele queria na viagem para oeste era descobrir ilhas a leste da Ásia e quando aterrou nas Bahamas acreditava ter chegado lá e recusou-se a acreditar que aquilo que descobriu na verdade foi a América. Isto é mesmo assim? Porque se é, nunca soube de tal na escola.

Que ele não acreditasse? Talvez, mas ele era um bocado parvo. Que não soubesse? Impossivel

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Citação de El Colosso, há 5 minutos:

Que ele não acreditasse? Talvez, mas ele era um bocado parvo. Que não soubesse? Impossivel

Entretanto li isto no theconversation (não sei a qualidade da fonte)

 

Citação

In 1492, Europeans could reach Asia by the Silk Road, or by sailing the Cape Route around the southern tip of Africa. Sailing west from Europe was thought to be impossible.

The ancient Greeks had accurately calculated that the circumference of the Earth was 40,000 km, which put Asia far to the west. But Columbus botched his calculations. An error in unit conversion gave him a circumference of just 30,000 km.


 

This mistake, with other assumptions born of wishful thinking, gave a distance of just 4,500 km from Europe to Japan. The actual distance is almost 20,000 kilometres.

So Columbus’s ships set sail without enough supplies to reach Asia. Fortunately for him, he hit the Americas. Columbus, thinking he’d found the East Indies, called its people “Indios”, or Indians. He ultimately died without realising his mistake. It was the navigator Amerigo Vespucci who realised Columbus had found an unknown land and in 1507 the name America was applied in Vespucci’s honour.

https://theconversation.com/seven-times-people-discovered-the-americas-and-how-they-got-there-188908

Vai de encontro ao que o Noah Harari diz no livro.

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A primeira frase tem um erro crasso: em 1492 os europeus não conseguiam chegar à Ásia contornando o Cabo.

Por essa altura apenas Bartolomeu Dias havia conseguido passar o local, mas não avançou mais de uns 1000 km depois do Cabo antes de regressar, ou seja, nem sequer chegou a Moçambique na costa oriental de África.

O primeiro europeu a contornar o Cabo e chegar à Ásia foi Vasco da Gama em 1498.

Editado por Black Hawk

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Revelado o rosto de D. Dinis: 700 anos depois, a cara do rei-poeta vai andar pelo país

Um longo trabalho multidisciplinar permitiu fazer a reconstituição facial do monarca, a partir do estudo do ADN. O resultado foi apresentado esta terça-feira no Mosteiro de Odivelas. E é o rosto de um rei na fase final da vida que nos surge, sete séculos após a sua morte.

Que rosto tem o poder? E como o rosto do poder sobrevive a sete séculos? Não sobrevive, mas é possível ir em busca do passado, dar-lhe forma e conteúdo. Foi o que aconteceu na tarde desta terça-feira no Mosteiro de Odivelas, onde, após anos de pesquisa, foi apresentada a face mais provável de D. Dinis, o Lavrador, o Rei-Trovador, monarca de Portugal e do Algarve de 1279 até sua morte, em 1325.

Responsável por um dos reinados mais longos da nação, D. Dinis foi o primeiro rei português a saber ler e escrever, como foi explicado recentemente no podcast “A História Repete-se". E, mesmo tão distante no tempo, não são poucos os motivos para que o monarca tivesse fixado o seu nome nos livros.

O sexto rei de Portugal marcou a sua passagem por um projeto de refundação, que colocou os súbditos a escrever em português e sonhou com um Estado moderno. Era um poeta, mas foi Fernando Pessoa que o descreveu como “o plantador de naus a haver”, associando-o ao pinhal de Leiria, criado para garantir que haveria sempre madeira que desse corpo às naus que trariam mundos ao mundo.

E, como se fosse possível saltar sete séculos, é face a face que agora D. Dinis olha um Portugal em tudo distinto daquele que deixou. No âmbito do programa evocativo dos 700 anos da morte de D. Dinis esta terça-feira foi apresentado publicamente o rosto do rei, resultado de uma reconstrução facial em 3D, como explica o comunicado da Património Cultural, instituto público que tutelou o evento.

“Trata-se da primeira imagem cientificamente fundamentada de um monarca português da primeira dinastia, que o retrata no final de vida, resultando de um extenso e profícuo trabalho de investigação levado a cabo no Mosteiro de Odivelas, onde D. Dinis (1261-1325) escolheu ser sepultado”, pode ler-se no texto oficial.

O ponto alto da cerimónia evocativa foi mesmo a apresentação da cabeça de um homem idoso, de cabelos compridos e olhos entristecidos, encimada por uma coroa e com os ombros cobertos por uma capa vermelha. Tudo remete os observadores para a figura tradicional de um rei e por mais que se observe aquela face, não é por mais a olhar que mais se descobre a figura humana.

Tudo começou em 2016, com o Projeto de Conservação e Restauro do Túmulo de D. Dinis, uma iniciativa da já desaparecida Direção-Geral do Património Cultural, em parceria com a Câmara Municipal de Odivelas (CMO).

Três anos mais tarde, o túmulo do rei foi aberto, tendo voltado a ser encerrado em 2023, que, como explica o comunicado, passou por “uma operação especial e delicada, em que os restos mortais do monarca foram envoltos num tecido de linho e posicionados de modo a respeitar o esqueleto humano”.

Foi resguardado dentro de uma cápsula em acrílico e tendo ao lado uma caixa com pequenos fragmentos ósseos, “para que eventuais futuras investigações possam ocorrer sem descerramento da arca tumular”. Sobre a arca tumular foi depois colocada uma tampa de quatro toneladas, que a seguir foi selada.

O projeto como um todo constituiu um estudo forense, pioneiro em Portugal, que incidiu sobre o monarca e o seu espólio, incluindo o manto real e a espada medieval descoberta em 2022 e atualmente em análise no Laboratório José de Figueiredo, tendo sido proposta a classificação como tesouro nacional.

Inédito também por ter sido a primeira investigação feita totalmente no local do sepultamento, tendo sido ainda a primeira vez que se procedeu à exumação de um rei de Portugal.

O rosto do rei vai andar pelo país

Nesta terça-feira foi dado mais um passo com a celebração de um protocolo de colaboração entre a CMO, o Património Cultural e a Museus e Monumentos de Portugal, que se propõe a divulgar os resultados científicos deste projeto multidisciplinar, que envolveu peritos em Arqueologia, Antropologia Biológica, Conservação e Restauro, História e História de Arte.

A face do rei é resultado de uma impressão 3 D, realizada na Liverpool John Moores University FaceLab, sob coordenação científica da antropóloga Eugénia Cunha, da Universidade de Coimbra, que integrou a equipa multidisciplinar encarregue do Projeto de Conservação e Restauro do Túmulo de D. Dinis.

D. Dinis foi um rei que já se tornara conhecido pelos seus feitos, desde a refundação do país e a definição de fronteiras, à criação da primeira universidade, a resolução de conflitos diplomáticos, a reorganização da marinha de guerra e do sistema de justiça, que estimulou a agricultura e a mineração e promoveu o povoamento do reino. Encontrando ainda vagar para escrever poesia, D. Dinis foi um trovador, tendo musicado quase 150 poemas.

Um rei que decidiu ainda como encenaria a própria presença póstuma, afinal, nada no posicionamento quer dos têxteis quer da espada que acompanhavam o esqueleto do monarca terá ali sido posto em vão. Embora, sublinhe-se, o rei tenha sido sepultado sem a coroa, símbolo de poder entregue ao sucessor, Afonso IV.

Até ao final deste ano, por todo o país, estão previstas ações que pretendem divulgar a iniciativa agora apresentada. Já no sábado, a Câmara Municipal de Odivelas associa-se à Casa Real Portuguesa na realização de “uma cerimónia de exéquias fúnebres do rei D. Dinis”, na igreja do mosteiro.

Em abril, uma exposição itinerante vai percorrer o país até ao final de 2025 para apresentar os resultados do projeto e, no final de junho, terá lugar também no Mosteiro de Odivelas um congresso internacional sobre o tema. Está previsto ainda o lançamento de um livro/catálogo, com o conjunto de estudos interdisciplinares desenvolvidos no âmbito do “Projeto de Conservação e Restauro do Túmulo D. Dinis".

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Não admira que tenha feito tudo para que o seu rosto fosse revelado apenas 700 anos depois.

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Citação de Lebohang, Em 07/01/2025 at 18:10:

Revelado o rosto de D. Dinis: 700 anos depois, a cara do rei-poeta vai andar pelo país

Um longo trabalho multidisciplinar permitiu fazer a reconstituição facial do monarca, a partir do estudo do ADN. O resultado foi apresentado esta terça-feira no Mosteiro de Odivelas. E é o rosto de um rei na fase final da vida que nos surge, sete séculos após a sua morte.

Que rosto tem o poder? E como o rosto do poder sobrevive a sete séculos? Não sobrevive, mas é possível ir em busca do passado, dar-lhe forma e conteúdo. Foi o que aconteceu na tarde desta terça-feira no Mosteiro de Odivelas, onde, após anos de pesquisa, foi apresentada a face mais provável de D. Dinis, o Lavrador, o Rei-Trovador, monarca de Portugal e do Algarve de 1279 até sua morte, em 1325.

Responsável por um dos reinados mais longos da nação, D. Dinis foi o primeiro rei português a saber ler e escrever, como foi explicado recentemente no podcast “A História Repete-se". E, mesmo tão distante no tempo, não são poucos os motivos para que o monarca tivesse fixado o seu nome nos livros.

O sexto rei de Portugal marcou a sua passagem por um projeto de refundação, que colocou os súbditos a escrever em português e sonhou com um Estado moderno. Era um poeta, mas foi Fernando Pessoa que o descreveu como “o plantador de naus a haver”, associando-o ao pinhal de Leiria, criado para garantir que haveria sempre madeira que desse corpo às naus que trariam mundos ao mundo.

E, como se fosse possível saltar sete séculos, é face a face que agora D. Dinis olha um Portugal em tudo distinto daquele que deixou. No âmbito do programa evocativo dos 700 anos da morte de D. Dinis esta terça-feira foi apresentado publicamente o rosto do rei, resultado de uma reconstrução facial em 3D, como explica o comunicado da Património Cultural, instituto público que tutelou o evento.

“Trata-se da primeira imagem cientificamente fundamentada de um monarca português da primeira dinastia, que o retrata no final de vida, resultando de um extenso e profícuo trabalho de investigação levado a cabo no Mosteiro de Odivelas, onde D. Dinis (1261-1325) escolheu ser sepultado”, pode ler-se no texto oficial.

O ponto alto da cerimónia evocativa foi mesmo a apresentação da cabeça de um homem idoso, de cabelos compridos e olhos entristecidos, encimada por uma coroa e com os ombros cobertos por uma capa vermelha. Tudo remete os observadores para a figura tradicional de um rei e por mais que se observe aquela face, não é por mais a olhar que mais se descobre a figura humana.

Tudo começou em 2016, com o Projeto de Conservação e Restauro do Túmulo de D. Dinis, uma iniciativa da já desaparecida Direção-Geral do Património Cultural, em parceria com a Câmara Municipal de Odivelas (CMO).

Três anos mais tarde, o túmulo do rei foi aberto, tendo voltado a ser encerrado em 2023, que, como explica o comunicado, passou por “uma operação especial e delicada, em que os restos mortais do monarca foram envoltos num tecido de linho e posicionados de modo a respeitar o esqueleto humano”.

Foi resguardado dentro de uma cápsula em acrílico e tendo ao lado uma caixa com pequenos fragmentos ósseos, “para que eventuais futuras investigações possam ocorrer sem descerramento da arca tumular”. Sobre a arca tumular foi depois colocada uma tampa de quatro toneladas, que a seguir foi selada.

O projeto como um todo constituiu um estudo forense, pioneiro em Portugal, que incidiu sobre o monarca e o seu espólio, incluindo o manto real e a espada medieval descoberta em 2022 e atualmente em análise no Laboratório José de Figueiredo, tendo sido proposta a classificação como tesouro nacional.

Inédito também por ter sido a primeira investigação feita totalmente no local do sepultamento, tendo sido ainda a primeira vez que se procedeu à exumação de um rei de Portugal.

O rosto do rei vai andar pelo país

Nesta terça-feira foi dado mais um passo com a celebração de um protocolo de colaboração entre a CMO, o Património Cultural e a Museus e Monumentos de Portugal, que se propõe a divulgar os resultados científicos deste projeto multidisciplinar, que envolveu peritos em Arqueologia, Antropologia Biológica, Conservação e Restauro, História e História de Arte.

A face do rei é resultado de uma impressão 3 D, realizada na Liverpool John Moores University FaceLab, sob coordenação científica da antropóloga Eugénia Cunha, da Universidade de Coimbra, que integrou a equipa multidisciplinar encarregue do Projeto de Conservação e Restauro do Túmulo de D. Dinis.

D. Dinis foi um rei que já se tornara conhecido pelos seus feitos, desde a refundação do país e a definição de fronteiras, à criação da primeira universidade, a resolução de conflitos diplomáticos, a reorganização da marinha de guerra e do sistema de justiça, que estimulou a agricultura e a mineração e promoveu o povoamento do reino. Encontrando ainda vagar para escrever poesia, D. Dinis foi um trovador, tendo musicado quase 150 poemas.

Um rei que decidiu ainda como encenaria a própria presença póstuma, afinal, nada no posicionamento quer dos têxteis quer da espada que acompanhavam o esqueleto do monarca terá ali sido posto em vão. Embora, sublinhe-se, o rei tenha sido sepultado sem a coroa, símbolo de poder entregue ao sucessor, Afonso IV.

Até ao final deste ano, por todo o país, estão previstas ações que pretendem divulgar a iniciativa agora apresentada. Já no sábado, a Câmara Municipal de Odivelas associa-se à Casa Real Portuguesa na realização de “uma cerimónia de exéquias fúnebres do rei D. Dinis”, na igreja do mosteiro.

Em abril, uma exposição itinerante vai percorrer o país até ao final de 2025 para apresentar os resultados do projeto e, no final de junho, terá lugar também no Mosteiro de Odivelas um congresso internacional sobre o tema. Está previsto ainda o lançamento de um livro/catálogo, com o conjunto de estudos interdisciplinares desenvolvidos no âmbito do “Projeto de Conservação e Restauro do Túmulo D. Dinis".

mw-1280

alguém meta o Gandalf a enfiar-lhe uma bastonada na testa.

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Citação de Jimpo, Em 14/10/2024 at 21:53:

@Black Hawk visto nao ter aprendido nada na escola sobre os portugueses no Japão + a importância de Macau para Portugal... 

Sei bem que Shogun é um série de televisão, mas há alguma ponta de verdade, ou melhor dizer, o que é que se sabe realmente sobre a importância dos portugueses no Japão e realmente o que se passou com a nossa presença lá? 

Li também o Silêncio e juntando 1+1 entre o livro e a série, a conclusão que tiro é que menosprezamos o povo japonês e pensávamos que faríamos igual ao que fizemos na costa de África e na Índia (apesar de mais difícil que África). 

Onde é que me posso informar mais seriamente sobre esta nossa presença no Japão? 

Sobre isto, sabe-se bastante até. Nagasaki foi fundada por portugueses, a influência da cristianização foi bastante importante e foi um dos motivos a que levou que o Japão se "fechasse". Portugal era basicamente o poder maritimo dominante na Ásia

 

Um ponto importante no entanto, é o facto de durante os acontecimentos da série, e penso que não é falado em lado nenhum, Portugal não era independente na altura. Não me lembro mesmo de terem referido isso de todo

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