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Peplin

Arquitectura, Urbanismo, Projectos, Transportes, Infraestruturas e Outras Coisas do Género

Publicações recomendadas

Citação de Tio Hans, há 2 horas:

Eu acho que já expliquei isto um milhão de vezes, mas explico a milionésima primeira. Existe um enorme desfasamento entre a oferta e a procura de casas.

Há muito mais gente à procura de casa do que casas disponíveis e isso faz subir os preços. Dir-me-ás que há imensas casas disponíveis. É verdade, mas casas em aldeias de Montalegre são absolutamente inúteis quando as pessoas vivem no Porto ou em Lisboa ou em Coimbra. E não as podes transportar de um lado para o outro. São casas, não são bicicletas ou cadeiras.

Quais são as causas deste desequilíbrio?

- Do lado da oferta, temos uma redução significativa neste século na construção e reabilitação de imóveis, muitíssimo agravada com a crise do subprime, troika e por aí fora. Está a recuperar, mas está longe do necessário, não só para suprir as novas necessidades que surgem, mas também os anos passados. Temos também uma tendência histórica das moradias, das vivendas, especialmente nos subúrbios e prédios baixos, e, por fim, a burocracia. Todos nós conhecemos decisões inenarráveis de autarquias, atrasos e coisas afins. Já agora, a falta de habitação pública também contribui imenso.

- Do lado da procura, temos também vários factores decisivos. Começamos com a inclinação do país para o litoral, onde estão os empregos e as oportunidades, concentra cada vez mais pessoas nessa região do país. Eu duvido que as casas nas aldeias de Montalegre estejam tão caras quanto isso. Temos uma alteração no padrão dos agregados familiares, hoje mais pequenos, o que para uma mesma população obriga à existência de mais casas (e não vamos enfiar diferentes famílias na mesma casa à força, ao estilo soviético), tens muitos estrangeiros que vêm para cá viver (e não vamos ser cheganos e correr com eles), tens muitos portugueses que emigram, mas mantêm uma casa em Portugal para vir passar férias, tens as habitações transformadas em hóteis e AL (embora muitas destas estivessem devolutas aquando da transformação), etc.

Por fim, há um outro factor que contribui para o aumento do preço das casas, que é o custo de as construir. Há falta de mão-de-obra, os salários, nomeadamente o mínimo têm subido, o preço dos materiais, também.

Provavelmente esqueci-me de uma série de factores. Mas a única solução é construir casas. Construir, construir, construir. Incentivar a oferta e não a procura (os drs. Costa e Montenegro deviam borrar a cara com estrume). Construir em altura, desenvolver os transportes públicos, desenvolver as áreas juntos aos transportes públicos, que é a origem desta conversa. As imagens abaixo são as estações ferroviárias de Coina, na margem sul do tejo, onde param comboios da Fertagus e Braga, uma das maiores cidades do país, onde param urbanos do Porto e um ou outro alfa, pelo menos. O que é que vez à volta. Campos, terrenos. Porque é que não existe um plano para urbanizar as envolventese enchê-las de casas e escritórios?

estação de coina.jpg

estação de braga.jpg

Isso são tudo razões, mas continuo a achar que há outro problema que até é mais estrutural (mexe com o nosso sistema de impostos), que é a baixa tributação da propriedade em Portugal. O IMI deveria ser muito mais alto em Portugal (especialmente nas 2as, 3as casas e por aí fora). Se eu tenho uma casa antiga da qual pago umas 50/100€ de IMI não tenho incentivo a tirar rendimento dela (vendê-la ou recuperá-la para arrendar). O mesmo para malta que tem 2as, 3as casas habitáveis e em que não mora ninguém. Se a despesa que têm com a casa são os 100 ou 200€ de IMI que pagam ao final do ano (mais uns Euros para despesas) o incentivo para tirar rendimento será pouco.

Eu falo por experiência própria, tenho uma casa antiga (sem condições de habitabilidade neste momento), pago meia dúzia de trocos de IMI anualmente, qual é o meu incentivo para fazer alguma coisa com aquilo actualmente? Se o IMI fosse superior provavelmente ou venderia a alguém que a fosse recuperar ou recuperaria eu para arrendamento.

Isto teria de fazer parte de um pacote mais amplo em que por exemplo os impostos sobre o trabalho teriam de ter uma redução e o IMI aumentaria no geral e seria reduzido para habitação própria e permanente e para casas com contrato de arrendamento associado (também seria bom para combater os arrendamentos sem contrato) por exemplo.

Mas estamos num país de proprietários, nenhum governo vai propor este tipo de legislação.

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Citação de Ghelthon, há 23 minutos:

Plenamente de acordo com tudo. A questão aqui é que para muito do que falas não há uma solução mágica, e as soluções que há precisam de tempo.

Mas há outras coisas com impacto imediato que poderiam ser feitas, especialmente do lado da procura. Alguns exemplos:

  • acabar com o financiamento a 100%, que basicamente está a servir para aumentar os preços e a arranjar situações bem complicadas para o futuro de muita gente;
  • impedir a compra de imóveis de habitação por parte de estrangeiros - é muito bonito atrair investimento, mas parece-me perverso fazê-lo com um bem essencial que não está ao alcance dos locais;
  • taxar habitações além da primeira.
  • etc.

E claro que se um Governo PS não o fez, não será a coligação AD/Chega a fazê-lo. Mas que há muito que se pode fazer com efeitos imediatos, isso há. E nem entro nos "comunismos" de limitar preços e rendas.

A solução demora a aparecer, é verdade. Mas o problema não é de hoje, os preços estão a subir de forma galopante há imensos anos. O problema é que nada foi feito que não seja incentivar a procura.

Já agora, como propóes impedir a compra de imóveis por parte de cidadão da UE?

Citação de challenger, há 3 minutos:

Isso são tudo razões, mas continuo a achar que há outro problema que até é mais estrutural (mexe com o nosso sistema de impostos), que é a baixa tributação da propriedade em Portugal. O IMI deveria ser muito mais alto em Portugal (especialmente nas 2as, 3as casas e por aí fora). Se eu tenho uma casa antiga da qual pago umas 50/100€ de IMI não tenho incentivo a tirar rendimento dela (vendê-la ou recuperá-la para arrendar). O mesmo para malta que tem 2as, 3as casas habitáveis e em que não mora ninguém. Se a despesa que têm com a casa são os 100 ou 200€ de IMI que pagam ao final do ano (mais uns Euros para despesas) o incentivo para tirar rendimento será pouco.

Eu falo por experiência própria, tenho uma casa antiga (sem condições de habitabilidade neste momento), pago meia dúzia de trocos de IMI anualmente, qual é o meu incentivo para fazer alguma coisa com aquilo actualmente? Se o IMI fosse superior provavelmente ou venderia a alguém que a fosse recuperar ou recuperaria eu para arrendamento.

Isto teria de fazer parte de um pacote mais amplo em que por exemplo os impostos sobre o trabalho teriam de ter uma redução e o IMI aumentaria no geral e seria reduzido para habitação própria e permanente e para casas com contrato de arrendamento associado (também seria bom para combater os arrendamentos sem contrato) por exemplo.

Mas estamos num país de proprietários, nenhum governo vai propor este tipo de legislação.

As rendas estão altíssimas. Já existem incentivos mais do que suficientes a nível fiscal para senhorios que façam contratos de longa duração. Tens todo o incentivo em fazer alguma coisa com a casa. Se calhar, o incentivo que tu precisas é ter garantias no caso do arrendamento correr mal e não tanto que te punam por teres a casa fechada.

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Citação de Ghelthon, há 7 minutos:
  • acabar com o financiamento a 100%, que basicamente está a servir para aumentar os preços e a arranjar situações bem complicadas para o futuro de muita gente;

Isto é uma grande parvoíce. Essa foi das poucas medidas boas dos últimos governos. Eu tive que esperar 6 anos para conseguir juntar o dinheiro para a entrada. E agora, 5 anos depois, estou prestes a conseguir pagar o crédito na totalidade. Nos 6 anos que esperei, os preços aumentaram bastante. Se fosse agora, provavelmente o meu ritmo de acumulação de poupança seria inferior ao ritmo de crescimento dos preços das casas, e este efeito faz com que muitos jovens fiquem fora do mercado de compra de imóveis, para sempre. Dando novamente o meu exemplo, gostava de fazer upgrade de T3 para T4 mas rapidamente percebi que já não vou conseguir.

Proteger as "situações complicadas para o futuro" faz-se sobretudo impondo limites rigorosos para a taxa de esforço (que em geral já existem), eventualmente por escalões, ou colocando a data do débito da prestação no dia seguinte ao do recebimento do salário.

Citação de Ghelthon, há 7 minutos:
  • impedir a compra de imóveis de habitação por parte de estrangeiros - é muito bonito atrair investimento, mas parece-me perverso fazê-lo com um bem essencial que não está ao alcance dos locais;

Outra parvoíce, e provavelmente inconstitucional.

Citação de Ghelthon, há 7 minutos:
  • taxar habitações além da primeira.

Aqui já estamos a falar a mesma língua.

Vivemos num mundo digital, em que entre bases de dados do Estado, EDP e CTT todas as casas, escritórios, garagens e anexos estão mais que mapeados. O primeiro passo (e a solução mais forte) consistiria em identificar todos os proprietários, dar uma data limite para a correção de erros ou omissões nessa identificação, e categorizar essas casas entre ocupadas (habitação permanente), desocupadas (férias e afins) e devolutas. A partir desta base podemos inventar uma série de medidas:

  • Taxar de forma diferente cada um dos 3 tipos de 3 casas
  • Taxar de forma progressiva (exponencial) as 2ªs, 3ªs, 4ªs, ..., casas
  • Leiloar as casas devolutas em que os proprietários sinalizem incapacidade para as recuperar
  • O próprio Estado entrar em força no mercado por conta própria, reconvertendo os 34189 edifícios que tem, e colocando-os no mercado de arrendamento a preços razoáveis (facilmente se arranja um algoritmo para calcular renda = custo de reconversão / nº de fogos / meses vida útil prevista até à próxima reabilitação do edifício)
  • ...

Provavelmente disse alguns disparates, mas seria por aqui. Só nisto já se iam buscar dezenas de milhar (talvez centenas) de casas para colocar no mercado. E sem construir uma única casa nova.

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Publicado (editado)
Citação de Tio Hans, há 17 minutos:

A solução demora a aparecer, é verdade. Mas o problema não é de hoje, os preços estão a subir de forma galopante há imensos anos. O problema é que nada foi feito que não seja incentivar a procura.

Já agora, como propóes impedir a compra de imóveis por parte de cidadão da UE?

Plenamente de acordo com o bold, e é sobretudo esse o meu ponto.

Em relação a cidadãos da UE, segundo sei não é possível fazê-lo de forma assim tão directa pela legislação europeia. Mas seguramente que haverá alguma forma.

Citação de Quan Chi, há 8 minutos:

Isto é uma grande parvoíce. Essa foi das poucas medidas boas dos últimos governos. Eu tive que esperar 6 anos para conseguir juntar o dinheiro para a entrada. E agora, 5 anos depois, estou prestes a conseguir pagar o crédito na totalidade. Nos 6 anos que esperei, os preços aumentaram bastante. Se fosse agora, provavelmente o meu ritmo de acumulação de poupança seria inferior ao ritmo de crescimento dos preços das casas, e este efeito faz com que muitos jovens fiquem fora do mercado de compra de imóveis, para sempre. Dando novamente o meu exemplo, gostava de fazer upgrade de T3 para T4 mas rapidamente percebi que já não vou conseguir.

Proteger as "situações complicadas para o futuro" faz-se sobretudo impondo limites rigorosos para a taxa de esforço (que em geral já existem), eventualmente por escalões, ou colocando a data do débito da prestação no dia seguinte ao do recebimento do salário.

Repara, eu acho que toda a gente deve poder comprar uma casa, especialmente os jovens. Acho é que pode haver outras formas de o fazer, que não "brincar" com o risco de crédito das pessoas. Que eu sei que ainda assim é visto e calculado, embora com o financiamento a 100% haja uma certa artificialização da coisa.

Mas podemos só olhar para a questão pelo impacto no mercado, e esse parece-me claramente nefasto e contraproducente.

Citação de Quan Chi, há 8 minutos:

Outra parvoíce, e provavelmente inconstitucional.

Em termos da UE, talvez. Confesso que não sei se haveria alternativas, por exemplo fiscais.

Citação de Quan Chi, há 8 minutos:

Aqui já estamos a falar a mesma língua.

Vivemos num mundo digital, em que entre bases de dados do Estado, EDP e CTT todas as casas, escritórios, garagens e anexos estão mais que mapeados. O primeiro passo (e a solução mais forte) consistiria em identificar todos os proprietários, dar uma data limite para a correção de erros ou omissões nessa identificação, e categorizar essas casas entre ocupadas (habitação permanente), desocupadas (férias e afins) e devolutas. A partir desta base podemos inventar uma série de medidas:

  • Taxar de forma diferente cada um dos 3 tipos de 3 casas
  • Taxar de forma progressiva (exponencial) as 2ªs, 3ªs, 4ªs, ..., casas
  • Leiloar as casas devolutas em que os proprietários sinalizem incapacidade para as recuperar
  • O próprio Estado entrar em força no mercado por conta própria, reconvertendo os 34189 edifícios que tem, e colocando-os no mercado de arrendamento a preços razoáveis (facilmente se arranja um algoritmo para calcular renda = custo de reconversão / nº de fogos / meses vida útil prevista até à próxima reabilitação do edifício)
  • ...

Provavelmente disse alguns disparates, mas seria por aqui. Só nisto já se iam buscar dezenas de milhar (talvez centenas) de casas para colocar no mercado. E sem construir uma única casa nova.

Plenamente de acordo, e contra mim falo porque daqui a uns anos reconstruirei uma "casa de férias" (para meu usufruto, não para AL ou para alugar), portanto não é de todo uma questão de "pimenta no cu dos outros". Mas entendo e aceito que essa seja taxada à bruta, porque de facto é um luxo, especialmente no mercado imobiliário actual (não que a localização seja apelativa para ser HPP, mas não acho sequer que isso seja relevante).

Não vou dizer que investir em imobiliário seja algo a proibir, claro. Não faz sentido. Mas, nas condições actuais, acho legítimo que isso seja desencorajado.

Editado por Ghelthon

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Citação de Ghelthon, há 4 minutos:

Repara, eu acho que toda a gente deve poder comprar uma casa, especialmente os jovens. Acho é que pode haver outras formas de o fazer, que não "brincar" com o risco de crédito das pessoas. Que eu sei que ainda assim é visto e calculado, embora com o financiamento a 100% haja uma certa artificialização da coisa.

Mas podemos só olhar para a questão pelo impacto no mercado, e esse parece-me claramente nefasto e contraproducente.

Podes detalhar porque consideras o financiamento a 100% "brincar" com o risco de crédito das pessoas e artificializar a coisa?

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Citação de Quan Chi, Agora:

Podes detalhar porque consideras o financiamento a 100% "brincar" com o risco de crédito das pessoas e artificializar a coisa?

Pessoas que vão andar a vida inteira a pagar um crédito para o qual já provavelmente têm pouca margem, como aconteceu imenso na geração acima da nossa. O meu pai tem 66 anos e ainda está a pagar a dele, embora a vida não tenha sido propriamente fácil para ele, nem ele tenha qualquer literacia financeira. Mas é um exemplo. Muitas vezes andou com a corda na garganta, algo que me parece que vai acontecer com muita desta malta do financiamento a 100%.

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Citação de Tio Hans, há 2 horas:

- Do lado da procura, temos também vários factores decisivos. Começamos com a inclinação do país para o litoral, onde estão os empregos e as oportunidades, concentra cada vez mais pessoas nessa região do país. Eu duvido que as casas nas aldeias de Montalegre estejam tão caras quanto isso. Temos uma alteração no padrão dos agregados familiares, hoje mais pequenos, o que para uma mesma população obriga à existência de mais casas (e não vamos enfiar diferentes famílias na mesma casa à força, ao estilo soviético), tens muitos estrangeiros que vêm para cá viver (e não vamos ser cheganos e correr com eles), tens muitos portugueses que emigram, mas mantêm uma casa em Portugal para vir passar férias, tens as habitações transformadas em hóteis e AL (embora muitas destas estivessem devolutas aquando da transformação), etc.

Por fim, há um outro factor que contribui para o aumento do preço das casas, que é o custo de as construir. Há falta de mão-de-obra, os salários, nomeadamente o mínimo têm subido, o preço dos materiais, também.

Provavelmente esqueci-me de uma série de factores. Mas a única solução é construir casas. Construir, construir, construir. Incentivar a oferta e não a procura (os drs. Costa e Montenegro deviam borrar a cara com estrume). Construir em altura, desenvolver os transportes públicos, desenvolver as áreas juntos aos transportes públicos, que é a origem desta conversa. As imagens abaixo são as estações ferroviárias de Coina, na margem sul do tejo, onde param comboios da Fertagus e Braga, uma das maiores cidades do país, onde param urbanos do Porto e um ou outro alfa, pelo menos. O que é que vez à volta. Campos, terrenos. Porque é que não existe um plano para urbanizar as envolventese enchê-las de casas e escritórios?

Só para desconstruir alguns mitos. Desenganem-se se pensam que as casas nas aldeias e vilas de Trás os Montes são muito mais baratas. A moradia que comprei há uns meses na periferia de Braga, mas ainda dentro cidade, custou-me 360k. Imóveis semelhantes em Vila Pouca de Aguiar rondam os ~300k. Sim, é verdade que se conseguem ainda apartamentos a 150k e casas a 250k, mas por norma são imoveis com 30-40 anos, a necessitarem de renovações de várias dezenas de milhares de €. E depois tens as típicas ruinas e casas rurais com quase 100 anos ao preço da uva mijona.

E deixa estar a estação de Braga sossegada. Aquela m*rda já é um caos urbanístico da maneira que está, quanto mais mexem, pior fica. E também não é muito viável, os terrenos envolventes são muito acidentados.

A mim o que mais me custa é a retórica do construir-se em altura para diminuir custos. Andamos a apostar nos últimos 10 anos nisto, a construir com bloco térmico 20. Se for mal construído, não faz mal, o Etics tapa. Gesso cartonado em tudo o quanto é sitio, pavimentos em vinílico, acabamentos em melamina ou MDF, mobília composta por aglomerados de partículas. Hoje em dia entramos num apartamento e tudo tem aspeto de plástico, materiais fraquíssimos e cataloga-se logo como um "apartamento de luxo" de 350k ou 400k.

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Citação de Ghelthon, há 15 minutos:

Pessoas que vão andar a vida inteira a pagar um crédito para o qual já provavelmente têm pouca margem, como aconteceu imenso na geração acima da nossa. O meu pai tem 66 anos e ainda está a pagar a dele, embora a vida não tenha sido propriamente fácil para ele, nem ele tenha qualquer literacia financeira. Mas é um exemplo. Muitas vezes andou com a corda na garganta, algo que me parece que vai acontecer com muita desta malta do financiamento a 100%.

Mas essa margem só depende do "juízo" das pessoas quando decidem se um determinado valor de prestação é razoável ou não face aos seus rendimentos e às restantes despesas. E isso é indiferente face à % de financiamento.

Tanto posso ser obrigado a pagar 20% de entrada mas depois os outros 80% resultarem numa taxa de esforço de 40% porque YOLO, como posso ser conservador e num financiamento a 100% não querer ultrapassar uma taxa de esforço de 25%.

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Citação de Quan Chi, Agora:

Mas essa margem só depende do "juízo" das pessoas quando decidem se um determinado valor de prestação é razoável ou não face aos seus rendimentos e às restantes despesas. E isso é indiferente face à % de financiamento.

Tanto posso ser obrigado a pagar 20% de entrada mas depois os outros 80% resultarem numa taxa de esforço de 40% porque YOLO, como posso ser conservador e num financiamento a 100% não querer ultrapassar uma taxa de esforço de 25%.

Naturalmente. Mas o facto é que os 100% de financiamento abrem portas a quem não as tinha.

(E, para ficar claro, eu acho que deviam ter - mas provavelmente haverá outras formas menos "perigosas".)

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Citação de depina, há 1 hora:

falando no financiamento a 100%:

Banco de Portugal prepara ‘travão’ à garantia pública que permite aos jovens financiarem casa a 100% – ECO

o Álvaro, mesmo antes de entrar, nunca foi grande fã desta medida.

Entre as várias variáveis em cima da mesa, na revisão que o regulador liderado por Álvaro Santos Pereira prepara, está a subida do prémio sobre a “taxa de stress” aplicada pelos bancos na análise dos créditos à habitação a taxa variável e mista, com implicação direta na taxa de esforço das famílias (debt service-to-income ratio, na sigla inglesa DSTI, que consiste na percentagem do rendimento mensal líquido de um agregado familiar é consumido pelo pagamento de prestações de crédito).

 

Faz todo o sentido. Não mexer no financiamento a 100%, focando nos rendimentos vs. prestação, nomeadamente em casos de subida abrupta das taxas de juros.

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Citação de fornix, há 18 horas:

Andamos a apostar nos últimos 10 anos nisto, a construir com bloco térmico 20. Se for mal construído, não faz mal, o Etics tapa. Gesso cartonado em tudo o quanto é sitio, pavimentos em vinílico, acabamentos em melamina ou MDF, mobília composta por aglomerados de partículas. Hoje em dia entramos num apartamento e tudo tem aspeto de plástico, materiais fraquíssimos e cataloga-se logo como um "apartamento de luxo" de 350k ou 400k.

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A praga dos ripados e jardins verticais para dizer que a casa tem estilo moderno.

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Citação de fornix, há 19 horas:

Andamos a apostar nos últimos 10 anos nisto, a construir com bloco térmico 20. Se for mal construído, não faz mal, o Etics tapa. Gesso cartonado em tudo o quanto é sitio, pavimentos em vinílico, acabamentos em melamina ou MDF, mobília composta por aglomerados de partículas. Hoje em dia entramos num apartamento e tudo tem aspeto de plástico, materiais fraquíssimos e cataloga-se logo como um "apartamento de luxo" de 350k ou 400k.

Talvez assunto para o outro tópico mas, se tiveres dicas relativamente a essas questões, são sempre bem-vindas, especialmente para quem está a construir, ou em vias de.

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Citação de smashing_pumpkin , há 3 horas:

Constroi-se uma ponte pedonal por causa do alive e afinal vai estar fechada durante o festival. Muito bom.

Ah que pena, bom, então é demolir, visto que já não vai ter qualquer uso daqui para a frente.

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Citação de NIkeL, há 27 minutos:

Ah que pena, bom, então é demolir, visto que já não vai ter qualquer uso daqui para a frente.

Sim, porque o ponto é mesmo esse.

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Sendo este um tópico com forte pendor autárquico, proponho o seguinte jogo - quanto terá custado esta brilhante nova imagem do Município de Vila Real? Resposta no spoiler.

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Spoiler

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Nada de por aí além. Para o estado cobra-se sempre um pouco mais do normal.

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E uma imagem visual não fica por esse logotipo apenas obviamente. 36k é um preço relativamente normal para um trabalho desse género. E ao menos até ficou porreiro.

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Publicado (editado)

Não consigo gostar. Para trabalho humano, esperaria bem melhor.

Mas pelo menos não é tão mau quanto o de Chaves:

destaque_site_1_1920_1080.jpg

Aquela "sombra" é inenarrável, mas é giro vê-la até nas toalhas do complexo termal.

Editado por Ghelthon

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Expansão do Metro de Lisboa avança a conta-gotas

Empresa quer a linha circular a arrancar no primeiro trimestre de 2027 enquanto aguarda pelo financiamento da Linha Vermelha e a clarificação da Linha Violeta

REDE DE EXPANSÃO DO METRO

Expansão do Metro de Lisboa avança a conta-gotas

 

Algés e Benfica?
A expansão em curso do Metro de Lisboa passa pela junção de quase toda a Linha Verde (Campo Grande-Cais do Sodré) com parte da Linha Amarela (Campo Grande-Rato) que, com as novas estações da Estrela e de Santos, dão origem à linha circular, que passa a ser a nova Linha Verde. A Linha Amarela diminui bastante, agregará a estação verde de Telheiras e em Odivelas terá ligação à nova Linha Violeta que, com 17 estações, chegará a Loures. Há também o prolongamento da Linha Vermelha até à zona ocidental de Lisboa, que acrescenta quatro estações e ligará o aeroporto a Alcântara. Em estudo está levar esta linha a Algés, que poderá depois ter ligação ao Metro do Sul do Tejo pelo túnel a construir por baixo do rio Tejo, entre Algés e a Trafaria, no concelho de Almada; e também a ligação da Linha Amarela à Azul na zona de Benfica, com posterior ligação à Linha de Sintra — além da que já existe na Reboleira, no concelho da Amadora

 

 

 

Spoiler

 

Com três anos e meio de atraso e um considerável acréscimo de investimento, em 2027 Lisboa deverá passar a ter finalmente operacional a linha circular do Metro, que resulta da junção de duas novas estações a partes de duas outras linhas, atravessando os pontos nevrálgicos da cidade. A linha tem servido para tudo: reflexões sobre os atrasos e as derrapagens das obras públicas em Portugal; contestação do traçado e do custo de colocar o Metro em duas zonas relativamente ‘abastadas’ de Lisboa (Estrela e Santos); acusações a Governos anteriores; e esta semana para uma visita às obras de um grupo de deputados da Assembleia da República.

O Metro de Lisboa estima que a entrada em funcionamento da linha ocorra “no primeiro trimestre de 2027”. Fonte oficial da empresa refere que a linha “está neste momento em execução em diversas frentes. No troço Estrela–Santos decorrem os trabalhos de acabamentos, quer na via, quer nas estações da Estrela e de Santos. Prosseguem também as obras na ligação de Santos ao Cais do Sodré”.

Chegou a estar previsto que a obra de expansão estivesse concluída no final de 2023, depois no primeiro trimestre de 2025, depois no final de 2026 e agora a intenção da administração da empresa, liderada desde o início do ano por Cristina Vaz Tomé, é que a linha esteja finalmente operacional no início do próximo ano. O investimento também derrapou — vai em €380 milhões, 80% acima do valor inicialmente estimado, tendo o Governo anunciado recentemente um reforço de €48 milhões para conseguir concluir a obra. Pelo meio, deixou críticas aos anteriores Governos PS por terem levado a esta derrapagem, atendendo a que a previsão inicial de investimento apontava para €210 milhões.

Além da conjuntura geopolítica desafiante, que levou a um acréscimo de custos sobretudo com a guerra na Ucrânia, também contribuíram para o aumento dos custos e para os atrasos algumas dúvidas em torno da relação contratual com os empreiteiros e a necessidade de reforço dos estudos de estrutura, assim como as dificuldades no terreno — parte da obra foi desenvolvida numa colina em rocha, e outra parte em solo calcário, o que aumenta o grau de dificuldade. Pelo meio foram também encontrados achados arqueológicos cuja identificação provocou atrasos. A palavra de ordem agora é acabar a empreitada o mais rapidamente possível — sem mais derrapagens.

Contestação: círculo ou laço?

A ideia desta linha, que passa a ser a nova Linha Verde, é permitir a deslocação rápida, em contínuo, na zona central da cidade, agregando a quase totalidade da Linha Verde e parte da Linha Amarela. Mas o projeto conta desde o início com a contestação dos moradores das zonas que vão agora ficar na bem mais pequena Linha Amarela e que, na nova configuração, vão ter de apanhar outro comboio no Campo Grande para chegar ao centro da cidade, quando antes tinham ligação direta.

REDE DE EXPANSÃO DO METRO

Expansão do Metro de Lisboa avança a conta-gotas
Algés e Benfica? A expansão em curso do Metro de Lisboa passa pela junção de quase toda a Linha Verde (Campo Grande-Cais do Sodré) com parte da Linha Amarela (Campo Grande-Rato) que, com as novas estações da Estrela e de Santos, dão origem à linha circular, que passa a ser a nova Linha Verde. A Linha Amarela diminui bastante, agregará a estação verde de Telheiras e em Odivelas terá ligação à nova Linha Violeta que, com 17 estações, chegará a Loures. Há também o prolongamento da Linha Vermelha até à zona ocidental de Lisboa, que acrescenta quatro estações e ligará o aeroporto a Alcântara. Em estudo está levar esta linha a Algés, que poderá depois ter ligação ao Metro do Sul do Tejo pelo túnel a construir por baixo do rio Tejo, entre Algés e a Trafaria, no concelho de Almada; e também a ligação da Linha Amarela à Azul na zona de Benfica, com posterior ligação à Linha de Sintra — além da que já existe na Reboleira, no concelho da Amadora

 


 

A hipótese de a linha passar a funcionar em ‘laço’ em vez de ser apenas circular chegou a estar em cima da mesa, com os comboios da Linha Amarela a ‘entrarem’ dentro da circular/verde em alguns períodos mais movimentados do dia. Mas a ideia, podendo ser retomada a qualquer momento, foi descartada para já com o argumento de que custaria €10 milhões além de que provocaria ainda mais atrasos na obra, atendendo a que o sistema de sinalização foi desenvolvido para a configuração em círculo. O tema foi debatido há duas semanas na assembleia municipal de Lisboa, que decidiu instar o Governo a clarificar qual a configuração final. No primeiro ano de exploração estima-se que a linha capte 9 milhões de novos passageiros.

A reduzida configuração da Linha Amarela poderá não ficar assim por muito tempo, atendendo a que está em cima da mesa a hipótese de ela se prolongar até à zona de Benfica. Em janeiro de 2024 o então presidente do Metro de Lisboa, Vítor Santos, que faleceu em junho desse ano, explicava ao Expresso que a câmara de Lisboa queria levar o metro até à zona de Benfica com uma nova ligação à Linha de Sintra, na estação da Damaia.

Foram desenvolvidos estudos nesse sentido que apontam para a viabilidade da extensão, até porque ela permitirá um novo acesso ao Parque de Material e Oficinas da Pontinha, ao qual atualmente apenas se pode aceder pela Linha Azul (Santa Apolónia-Reboleira). Numa primeira fase poderá ser feita a ligação à Linha Azul e posteriormente levar a Linha Amarela até à Linha de Sintra.

Sobre este projeto, o Metro de Lisboa refere apenas que “os estudos sobre o prolongamento da Linha Amarela até à zona de Benfica estão em fase muito preliminar de análise, não existindo ainda uma decisão”.

Linha Vermelha à espera do BEI

No caso da Linha Vermelha, que liga o aeroporto e a zona oriental da cidade à estação de São Sebastião, o seu prolongamento até à zona ocidental, em Alcântara, “aguarda decisão do Banco Europeu de Investimento (BEI) sobre a nova estrutura de financiamento. A consignação deve ser feita até ao final deste semestre ou início do segundo semestre de 2026 e deverá entrar em funcionamento em 2030”, refere o Metro de Lisboa.

O prolongamento da linha estava previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com cerca de 75% a serem assegurados por fundos europeus, mas acabou por ser retirado em novembro perante a evidência de que a obra não seria executada até agosto deste ano, o que levou a que fosse necessário encontrar uma alternativa. O Governo garante que a obra será feita e que o dinheiro, no limite, sairá do Orçamento do Estado. Sem ter o financiamento assegurado, o Metro não pode consignar a obra e por isso ela não pode avançar, pelo que agora é necessário esperar pela decisão do BEI, tendo já sido realizada a visita técnica necessária para que o banco apresente uma proposta de financiamento.

O projeto de expansão da Linha Vermelha prevê uma extensão de cerca de 4,1 km e quatro novas estações: Campolide/Amoreiras, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara, sendo que o contrato para a construção desta empreitada foi assinado a 22 de dezembro de 2023, com o grupo Mota-Engil e a SPIE Batignolles Internacional.

O investimento é de €405,4 milhões, embora possa vir a aumentar um pouco atendendo a que o projeto terá de ser alterado por causa da construção de um novo acesso à ponte 25 de Abril, que passará pela construção de uma rotunda. Esta deverá ser a única alteração ao projeto, apesar de ele ter sido contestado por alguns moradores, em especial devido ao impacto no Jardim da Parada, em Campo de Ourique. O tema está, no entanto, fora das intenções do Metro que refere que “o trajeto está estabilizado e não sofreu alterações”.

Está entretanto previsto que a linha seja depois prolongada até Algés, com o Metro a dizer que “já existem estudos muito preliminares a serem explorados”. O Governo determinou entretanto que a Infraestruturas de Portugal estude uma eventual ligação por túnel de Algés à Trafaria, no concelho de Almada — não só rodoviária como também ferroviária, ligando os metros de Lisboa e do Sul do Tejo. Está também em cima da mesa a expansão do Metro do Sul do Tejo na linha que liga Cacilhas à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no Monte de Caparica. E o Metro de Lisboa terá uma palavra a dizer, foi mandatado para fazer e já está a avançar “com os estudos para a elaboração do projeto de expansão até à Costa da Caparica e Trafaria”.

Linha Violeta aguarda decisão

Antes, porém, de quaisquer novas expansões das atuais linhas, há a criação de uma nova, a violeta, nos concelhos de Odivelas e Loures, que tarda em avançar. O projeto tem tido um percurso atribulado, com um primeiro concurso lançado em março de 2024 em que as propostas apresentadas por dois consórcios, um da Mota-Engil e outro da Zagope, empresa detida pelo grupo brasileiro Andrade Gutierrez, foram excluídos por ultrapassarem o preço-base de €450 milhões.

O segundo concurso foi lançado em abril de 2025 com um preço-base de €600 milhões, incluindo mais obra do que o anterior e voltou a ter a Mota-Engil, a Spie Batignolles e a Zagope, desta vez coligadas, assim como mais três concorrentes — um consórcio de empresas portuguesas liderado pela Teixeira Duarte, outro liderado pela espanhola FCC e ainda a empresa Masterstylo — Eletricidade e Construção.

Foi o consórcio da Mota-Engil a vencer, mas teve de alterar a proposta, substituindo a empresa chinesa CRRC pela polaca PESA como fornecedora do material circulante, depois de a Comissão Europeia ter avançado com uma investigação aprofundada para avaliar se a CRRC tinha recebido subvenções do Estado chinês. A adjudicação está agora dependente da avaliação do júri do concurso e só então se saberá se o contrato avança ou se há repetição do concurso. “A decisão de adjudicação será tomada depois de elaborado o relatório final de análise e avaliação de propostas, a cargo do júri do concurso que atua com total autonomia e independência, e no qual serão analisadas as implicações da decisão da Comissão Europeia”, diz o Metro de Lisboa. A decisão terá de ser ‘à prova de bala’ para tentar evitar a contestação dos concorrentes que perderam o concurso.

Previa-se que o contrato fosse assinado até ao final do ano passado pelo que o projeto somará, à custa disto, mais alguns meses de atraso. Mas a linha será de muito mais fácil construção do que as outras, porque se trata essencialmente de um metro de superfície, com apenas três estações subterrâneas e duas em trincheira (semienterradas). A parte que poderá ser mais complexa tem a ver com as expropriações, prevendo-se a conclusão da obra em 2029. Esta linha, que terá cerca de 11,5 km e 17 estações, também ficou fora do PRR, pelo que o seu financiamento deverá ser assegurado pelo BEI e pelo Orçamento do Estado.

 

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