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Citação de Ghelthon, há 10 horas:

O mérito está precisamente aí: não correu mal. Se corresse mal claro que ele não se expunha assim, mas o mérito é o de ter pegado em 20k e ter feito algo bem maior.

E eu nem percebo muito do assunto, mas basta ver o Shark Tank para perceber que 20k não é um grande investimento inicial para uma startup.

Quando falava com o pessoal da Startup Braga e sobre a relação com os investidores, eles diziam sempre que a ir à Portugal Ventures e pedir menos de 40k é dar a entender que a empresa é só uma brincadeira. 20k é pouco para começar um negócio, até para investir em trading na bolsa é um valor ridículo para quem quer fazer disso profissão a tempo inteiro.

E já agora, família e amigos são o grupo de investidores (business angels) mais usados em toda a "indústria", já que é daqui que a maioria dos fundadores obtém o capital inicial para avançar.

 

Citação de Mayday, há 36 minutos:

Mas isso é mérito ou è esperteza?

O que é para vocês o mérito? 

Teve uma ideia, criou um plano, executou e foi bem sucedido. Os clientes não apareceram por receio que a avó dele pudesse perder o dinheiro, apareceram porque ele soube dar uma resposta a uma necessidade. Tão simples! Agora, se o dinheiro para começar surgiu da avó, das horas extras a trabalhar no Mac ou depois de um ano a dar o cu na rua é irrelevante. Porque merito de ser bem sucedido ele já o tem, o que é discutível é apenas se seria capaz de o ter aos 21 anos se não tivesse a ajuda da família. Aí provavelmente não, mas se tivesse de arriscar tendo em conta o discurso dele, parece-me ser alguém com a mentalidade certa para triunfar em qualquer projeto em que se empenhe.

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Citação de ElliotReid13, há 5 minutos:

Quando falava com o pessoal da Startup Braga e sobre a relação com os investidores, eles diziam sempre que a ir à Portugal Ventures e pedir menos de 40k é dar a entender que a empresa é só uma brincadeira. 20k é pouco para começar um negócio, até para investir em trading na bolsa é um valor ridículo para quem quer fazer disso profissão a tempo inteiro.

E já agora, família e amigos são o grupo de investidores (business angels) mais usados em toda a "indústria", já que é daqui que a maioria dos fundadores obtém o capital inicial para avançar.

 

Ele diz na entrevista que queria o dobro, mas a avo só deu lhe deu os 20.

Porque isso é que não é para todos. Quem não tem família com dinheiro também não tem possibilidade de encontrar dinheiro. Quem é que vai ser fiador? 

 

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Citação de Mayday, há 40 minutos:

Mas isso é mérito ou è esperteza?

O que é para vocês o mérito? 

Pareces muito esperto pelo que escreves mas não é por isso que te dou mérito. 

Ele foi esperto e dou-lhe mérito. 

20 mil euros é muito para o dia a dia de um português. Para um investimento como disse o Elliot e o w0 até nem é assim muito. 

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Citação de ElliotReid13, há 11 minutos:

Quando falava com o pessoal da Startup Braga e sobre a relação com os investidores, eles diziam sempre que a ir à Portugal Ventures e pedir menos de 40k é dar a entender que a empresa é só uma brincadeira. 20k é pouco para começar um negócio, até para investir em trading na bolsa é um valor ridículo para quem quer fazer disso profissão a tempo inteiro.

E já agora, família e amigos são o grupo de investidores (business angels) mais usados em toda a "indústria", já que é daqui que a maioria dos fundadores obtém o capital inicial para avançar.

 

Teve uma ideia, criou um plano, executou e foi bem sucedido. Os clientes não apareceram por receio que a avó dele pudesse perder o dinheiro, apareceram porque ele soube dar uma resposta a uma necessidade. Tão simples! Agora, se o dinheiro para começar surgiu da avó, das horas extras a trabalhar no Mac ou depois de um ano a dar o cu na rua é irrelevante. Porque merito de ser bem sucedido ele já o tem, o que é discutível é apenas se seria capaz de o ter aos 21 anos se não tivesse a ajuda da família. Aí provavelmente não, mas se tivesse de arriscar tendo em conta o discurso dele, parece-me ser alguém com a mentalidade certa para triunfar em qualquer projeto em que se empenhe.

Não, os clientes apareçam porque o pai os começou a comprar e a distribuir pelos clientes e deu-lhe credibilidade no mercado. Há dezenas de agências no mercado iguais à Sonder que ainda hoje não romperam. 

A concorrência naquele mercado é gigante. Ele entrou pela porta grande. Se isso é mérito, deve ser por isso que a méritrocacia não funciona. 

Citação de Jimpo, há 7 minutos:

Pareces muito esperto pelo que escreves mas não é por isso que te dou mérito. 

Ele foi esperto e dou-lhe mérito. 

20 mil euros é muito para o dia a dia de um português. Para um investimento como disse o Elliot e o w0 até nem é assim muito. 

Ah, das-lhe mérito porque foi esperto. Estou a perceber. Ou não fosses tuga.

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Citação de Mayday, há 3 minutos:

Ele diz na entrevista que queria o dobro, mas a avo só deu lhe deu os 20.

Porque isso é que não é para todos. Quem não tem família com dinheiro também não tem possibilidade de encontrar dinheiro. Quem é que vai ser fiador? 

 

Mas isso não é mérito também? Ter de executar um plano com menos dinheiro do que aquele que achava que precisava?

Falácia é achar-se que precisas de muito ou pouco dinheiro para começar um negócio (o w0 já tocou, e bem, nesse ponto). O que tu precisas é de um problema e de uma resposta prática a esse problema. Existem centenas de instituições e pessoas com liquidez e à procura de alguém com boas ideias. Juntas algum, crias uma prova de conceito e procuras apoio por fora - vai dar uma volta à startup Lisboa, Faber Ventures, uptec, etc. e vê quando a daqueles "empreendedores" são ricos ou começaram com fundos próprios.

Agora, claro que isso não está ao alcance de toda a gente (porque é necessária uma resiliência brutal) e não é possível em todas as áreas (provavelmente na tua será extremamente complicado), mas o dinheiro não é nem de perto nem de longe o maior obstáculo na maior parte dos casos. Por fim, o discurso do puto não tenta passar a ideia de que o empreendedorismo é para toda a gente. O que ele diz é que, se as pessoas não estão satisfeitas com a sua vida, devem fazer algo para mudar. Mesmo que isso fosse uma luta em vão, nunca poderias falar em falsas esperanças, porque pensamento positivo e mais auto-confiança são coisas que devemos sempre cultivar em nós e naqueles que nos rodeiam.

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falta uma coisa mt importante além do dinheiro tbm

contactos

o moço de menos boas famílias vai fazer contactos para negocios onde? Isto tanto pode ser clientes como de gente a investir

sem dinheiro e contactos ta tudo fddo

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Citação de Mayday, há 43 minutos:

 

Ah, das-lhe mérito porque foi esperto. Estou a perceber. Ou não fosses tuga.

Ca raio. Mas o gajo aldrabou alguém que se saiba? Andou a vender gato por lebre? Prometeu coisas que não conseguiu fazer? Agarrou num negócio que funcionava já existia e levou à falência? Teve uma ideia e gastou os 20k em ganza?

 

Ser tuga é ter inveja de quem tem sucesso porque sou um coitadinho. 

Fico contente por qualquer pessoa se safar. Seja a construir empresas, a ter ideias ou a vender fruta. Só tenho problemas com influencer. 

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Citação de Jimpo, há 7 minutos:

Ca raio. Mas o gajo aldrabou alguém que se saiba? Andou a vender gato por lebre? Prometeu coisas que não conseguiu fazer? Agarrou num negócio que funcionava já existia e levou à falência? Teve uma ideia e gastou os 20k em ganza?

 

Ser tuga é ter inveja de quem tem sucesso porque sou um coitadinho. 

Fico contente por qualquer pessoa se safar. Seja a construir empresas, a ter ideias ou a vender fruta. Só tenho problemas com influencer. 

a questao original era de ele dizer q toda a gente conseguia e q é só bater o punho. o q n me parece ser verdade de todo. a vida não é bem aquele filme do will smith com o outro puto a venderem aquela maquineta estranha

e ser influencer é fixe. ganhas relógios à borla por causa do instagram

a não ser se o influencer for aquele do linkedin. ai já n sei o q é um influencer.

Editado por Plagio o Original

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Citação de Plagio o Original, há 6 minutos:

falta uma coisa mt importante além do dinheiro tbm

contactos

o moço de menos boas famílias vai fazer contactos para negocios onde? Isto tanto pode ser clientes como de gente a investir

sem dinheiro e contactos ta tudo fddo

Os contactos não são fáceis de conseguir e o facto de seres de “boas famílias” ajuda muito. Mas a maior influência vem das tuas capacidades comunicativas, a empatia que transmites (não sei se é bem esta a característica) mas é a capacidade que tens em mostrares que és uma pessoa de confiança ao primeiro contacto, e dependendo do trabalho tens de estar nos sítios certos para te promoveres. Se és um gajo introvertido que não sai de casa nem pra ir a jantares, boa sorte a fazer contactos.  

 

Numa comparação se calhar descabida, antes de sair do país trabalhei num hospital privado onde fazia aos sábados e domingos tratamentos nos internamentos do hospital, consistia em fazer tratamentos de fisioterapi respiratória e levantes pós próteses de anca/joelho, ensinamento da marcha com canadiana, subir/descer escadas, prevenções dos problemas de acamamento.

Eram tratamentos de 10/15 minutos em que estava no máximo 4 dias com cada pessoa (2 fim de semana seguidos por exemplo) e em 6 meses consegui 9 domicílios. Não tinha cartão e nunca ofereci serviços, não sei quantos domicílios a pessoa que lá esteve antes conseguiu no ano inteiro que lá esteve, mas tenho a certeza que não se chegou perto desse número porque ele queixava-se que era difícil arranjar domicílios. Já estava com uma rede muito boa de contactos onde ia à quinta do Patino, ao dono de um hotel de Cascais e mais um outro fino da linha. 

Os “tugas” vão dizer que tive sorte porque lidava com a população “certa”, mas no entanto quem esteve lá antes não conseguiu criar essa “rede” se quiseres assim chamar. 

E isto que eu fiz (acho que não fiz nada, fiz só o meu trabalho) não é nada comparado com físios que conheço. Sou/São melhores físioterapeutas que os outros todos? Nada disso, é ter as caraterisiticas certas, estar nos sítio certo e depois saber mexer-se. 

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Vi a entrevista toda e o discurso do rapaz é do mais vazio que existe. É uma mistura de Gustavo Santos com o outro de bater punho.

Podem dizer que eu sou o típico tuga que tenho inveja e mais não sei o quê mas eu não consigo olhar para este gajo e atribuir todo o mérito que o querem atribuir. Algum mérito o terá de certeza...

Mas 20k da avó, sem prazo para devolver, etc. Empresa de marketing do pai, onde é dito pelo próprio que usava os estúdios da empresa do pai para fotografia, castings, muito possivelmente o pai orientava os seus trabalhos para a empresa do filho. E contratou uma amiga da mãe que trabalhava e segundo ele percebia muito do meio. Oh pah se isto não é um enorme empurrão não sei o que é. Não deixa de ter mérito mas daí a vir do nada com uma mão a frente e outra atrás, espera lá....

O discurso dele baseia-se em dois/ três livros que leu sobre o comportamento humano. O Unas fartou-se de fazer referência ao Sapiens, sempre que ele vinha com uma teoria.

Depois toda a gente deve trabalhar no que gosta, como se isso fosse possível... É todo um discurso de um mundo cor-de-rosa de um gajo que aparenta que vive num mundo aparte.

Editado por Alonso.

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Citação de Plagio o Original, há 27 minutos:

falta uma coisa mt importante além do dinheiro tbm

contactos

o moço de menos boas famílias vai fazer contactos para negocios onde? Isto tanto pode ser clientes como de gente a investir

sem dinheiro e contactos ta tudo fddo

Eu tenho contactos e não sou de boas famílias. Se calhar não os tinha aos 21 anos, mas estou seguro que tenho menos do que aqueles que terei aos 30. 

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Citação de Alonso., há 16 minutos:

Vi a entrevista toda e o discurso do rapaz é do mais vazio que existe. É uma mistura de Gustavo Santos com o outro de bater punho.

Podem dizer que eu sou o típico tuga que tenho inveja e mais não sei o quê mas eu não consigo olhar para este gajo e atribuir todo o mérito que o querem atribuir. Algum mérito o terá de certeza...

Mas 20k da avó, sem prazo para devolver, etc. Empresa de marketing do pai, onde é dito pelo próprio que usava os estúdios da empresa do pai para fotografia, castings, muito possivelmente o pai orientava os seus trabalhos para a empresa do filho. E contratou uma amiga da mãe que trabalhava e segundo ele percebia muito do meio. Oh pah se isto não é um enorme empurrão não sei o que é. Não deixa de ter mérito mas daí a vir do nada com uma mão a frente e outra atrás, espera lá....

O discurso dele baseia-se em dois/ três livros que leu sobre o comportamento humano. O Unas fartou-se de fazer referência ao Sapiens, sempre que ele vinha com uma teoria.

Depois toda a gente deve trabalhar no que gosta, como se isso fosse possível... É todo um discurso de um mundo cor-de-rosa de um gajo que aparenta que vive num mundo aparte.

Sempre a bater nessa tecla do discurso. Mas ele estava a acusar ou a envergonhar alguém? Estava a acusar as pessoas de não  começarem a sua própria empresa como ele?? Estava a apontar o dedo a quem ganha 600 euros e não pode fazer mais do que pagar as próprias contas? Não me parece.

O discurso do puto anda à volta de várias variantes de incentivo para que as pessoas procurem fazer mais aquilo que as faz felizes, e lutar por outras oportunidades. Alguém fica pior por acreditar que as coisas podem ficar melhores para si? Alguém fica pior por acreditar que, se trabalhar bem, podem surgir melhores oportunidades? Alguém fica pior querer ser mais confiante? Alguém fica pior porque as pessoas à sua volta lhes dão força e dizem para acreditar?

Toda esta discussão do bater punho é ridícula, porque o puto apenas quer usar a experiência pessoal para ajudar outras pessoas a também arriscar e encontrarem o seu caminho. Ele farta-se de dizer que durante muito tempo não tinha motivação para fazer aquilo que esperavam dele, e que estava completamente perdido. E eu sei, porque também já me senti assim, que ele está longe de ser um caso isolado. E se houver um par de pessoas que ouvem estes e outros e se inspiram a tentar fazer alguma coisa para mudar, então isso compensa largamente a esmagadora maioria que o olha com desconfiança ou indiferença. O celeuma não vem, a meu ver, das pessoas que realmente não têm condições para arriscar porque estão agarradas a compromissos ou fortes restrições financeiras. Vem sim, sobretudo, das pessoas resignadas e frustradas com a sua vida, que encaram este tipo de discurso como uma afronta pessoal porque lhes tiram a unica desculpa que justifica a sua inoperância, que é a de não ter dinheiro, não ter tempo, não ter contactos, não ter apelido estrangeiro, ser tudo corrupto, ou wtv.

Editado por Visitante

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A questão aqui é que estes miúdos estão num nível diferente, que nada tem que ver com o nosso mundo reles.

Trabalhei com um Mello e Castro, de 21 anos, e a rede de contactos (pessoas e marcas) deste menino, até choro.

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Citação de ElliotReid13, há 4 horas:

Mas isso não é mérito também? Ter de executar um plano com menos dinheiro do que aquele que achava que precisava?

Falácia é achar-se que precisas de muito ou pouco dinheiro para começar um negócio (o w0 já tocou, e bem, nesse ponto). O que tu precisas é de um problema e de uma resposta prática a esse problema. Existem centenas de instituições e pessoas com liquidez e à procura de alguém com boas ideias. Juntas algum, crias uma prova de conceito e procuras apoio por fora - vai dar uma volta à startup Lisboa, Faber Ventures, uptec, etc. e vê quando a daqueles "empreendedores" são ricos ou começaram com fundos próprios.

Agora, claro que isso não está ao alcance de toda a gente (porque é necessária uma resiliência brutal) e não é possível em todas as áreas (provavelmente na tua será extremamente complicado), mas o dinheiro não é nem de perto nem de longe o maior obstáculo na maior parte dos casos. Por fim, o discurso do puto não tenta passar a ideia de que o empreendedorismo é para toda a gente. O que ele diz é que, se as pessoas não estão satisfeitas com a sua vida, devem fazer algo para mudar. Mesmo que isso fosse uma luta em vão, nunca poderias falar em falsas esperanças, porque pensamento positivo e mais auto-confiança são coisas que devemos sempre cultivar em nós e naqueles que nos rodeiam.

Se estiveres a falar de um negócio mais que batido não é assim tão linear. nem todos os negócios têm de ser a próxima grande ideia, aliás, essa mentalidade é que faz com que grande % das startups vá abaixo no segundo ano. 

Depois vocês estão a ignorar o mais importante aqui que como disse não são os 20k. A vantagem competitiva que ele obteve ao ter uma agência de Marketing a trabalhar de borla para ele é coisa para o que ele fez assim por alto na ordem dos 50-75K a ser muito amigo e aqui eu estou mais que  à vontade para falar, é a minha praça.

Agora vou achar estranho se um gajo como tu @Elliot Reid ou como o @w0 que são pessoas com conhecimentos financeiros superiores aos meus e me disserem que começar um negócio debt free e com um avanço de 100K (nem vou sequer tornar tangível a rede de contactos que o pai lhe emprestou) e estúdios e equipamento à disposição não conta para nada... Claro que conta, lógico que se ele fosse mau gestor já se tinha enterrado mas calma, ele tem uma estrutura por trás dele que não é exactamente da cabeça dele, vem do calo de muita gente dentro daquela agência.

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Citação de Lewa, há 5 horas:

Se estiveres a falar de um negócio mais que batido não é assim tão linear. nem todos os negócios têm de ser a próxima grande ideia, aliás, essa mentalidade é que faz com que grande % das startups vá abaixo no segundo ano. 

Depois vocês estão a ignorar o mais importante aqui que como disse não são os 20k. A vantagem competitiva que ele obteve ao ter uma agência de Marketing a trabalhar de borla para ele é coisa para o que ele fez assim por alto na ordem dos 50-75K a ser muito amigo e aqui eu estou mais que  à vontade para falar, é a minha praça.

Agora vou achar estranho se um gajo como tu @Elliot Reid ou como o @w0 que são pessoas com conhecimentos financeiros superiores aos meus e me disserem que começar um negócio debt free e com um avanço de 100K (nem vou sequer tornar tangível a rede de contactos que o pai lhe emprestou) e estúdios e equipamento à disposição não conta para nada... Claro que conta, lógico que se ele fosse mau gestor já se tinha enterrado mas calma, ele tem uma estrutura por trás dele que não é exactamente da cabeça dele, vem do calo de muita gente dentro daquela agência.

Eu não disse que tinham de ser a próxima grande ideia, és tu que estás a interpretar dessa forma, provavelmente à luz daquilo que achas ser o meu discurso. O que eu disse é que podes encontrar uma necessidade no mercado e arranjar uma solução, e foi exatamente isso que ele fez.

Mas como consegues quantificar essa vantagem comparativa? Ele disse que usou um dos estúdios do pai para fotografar e não desenvolveu muito mais. Claro que, na área, ter esta possibilidade de usar aquilo de borla é uma ajuda, mas não faz o negócio. Caso contrário, já que o pai tinha a empresa, porque é que não foi ele a lançar o negócio de meio milhão de euros? (Btw, já estamos a desviar do meu ponto principal, que é o de dar mérito ao puto por ter criado um bom negócio, não por o ter feito a partir vindo do nada).

No último parágrafo já estás a escrever, diretamente, que nós achamos que essas valias não contam para nada, o que é incorretos como podes confirmar nos posts anteriores. A única coisa que discuto é se ele teve mérito ou não ao se tornar bem sucedido. O facto de ele ter começado mais à frente que a maioria de nós não me impede de achar que ele soube idealizar e executar um bom projeto com características próprias e, aparentemente, reconhecido na indústria por ser diferente. Não é a mesma coisa que ter agora os filhos do Paulo Azevedo a lançar uma marca nova de supermercados dados pelo pai, compreendes?

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Citação de Ricardo Pinto, há 14 horas:

Recebeu 20K para começar e teve um grande empurrão do pai que ajudou e muito a crescer logo no início.

Teve mérito, porque conseguiu crescer e facturar, mas teve muita ajuda para que isso acontecesse.

Eu olho para a história e ocorrem-me poucos casos, quase nenhuns, de pessoas que conseguiram lançar o quer que fosse sem a ajuda de ninguém. Faz parte. Por isso é que há investidores, co-fundadores e afins. E não vejo vergonha nisso. Nem vejo que seja motivo para se desdenhar o trabalho que alguém desenvolveu. 

Faz-me lembrar a conversa de alguns sobre o Mário Jardel, o homem que encostava muitos golos. Ou alguns que dizem que o Bas Dost tem uma grande vantagem sobre os restantes na luta pelo título de melhor marcador porque marca não sei quantos de penalty. A verdade é que, no caso do primeiro, ele tinha de estar no sítio certo à hora marcada e fazer. Muitos conseguem estar no sítio certo e falham. Outros nem andam lá perto. E quanto à conversa dos penaltys, eles também custam marcar. O John Terry que o diga...ou o Baggio. 

All in all, não vejo qua é o problema de ter muita ajuda para lançar. Se fosse tão óbvio e fácil, porque é que o pai dele ou outros não lançaram tudo antes, sozinhos?

Citação de Mayday, há 13 horas:

Mas isso é mérito ou è esperteza?

O que é para vocês o mérito? 

Eu, do pouco que conheço, vejo mérito. Conheço muita gente que tem os contactos, que tem a facilidade, que nasceu em berço de ouro, que lhes são oferecidas oportunidades atrás de oportunidades e mesmo assim não conseguem fazer nada com isso. Porque não têm o drive, a capacidade, o talento, a vontade. Por mil e uma razões. Não basta ter os contactos ou o dinheiro. Se depois não sabes fazer nada com eles, de nada te serve. Não sou religioso, nem acredito tão pouco, mas faz-me lembrar a parabola dos talentos. O rapaz podia ter sido igual ao último servo. Recebia 20k e nada fazia com eles, com medo ou porque não sabia para mais e teria desperdiçado uma oportunidade. Há tanta gente assim, vocês ficariam surpreendidos...

Porém, concedo que ele teve a sorte de ter nascido naquela família, de ter uma avó que tinha 20k à mão, de ter um pai que tinha uns bons contactos, um estúdio etc. É tudo verdade. Mas depois se não estiveres à altura acabas por cair. E, pelos vistos, ele esteve à altura.

Mas isto é uma questão quase cultural. A sociedade determinou que deve ser encarado como uma vergonha nascer-se rico ou ter sucesso nos negócios. E depois há determinados partidos políticos que acham que estão numa cruzada contra os ricos e os abastados, contra os patrões. As pessoas que têm a felicidade de viver acima da média são mal vistas. Automaticamente pensa-se que são ladrões, que só chegaram onde chegaram porque compraram alguém. Isso acontece, é verdade, mas nem todos os que estão acima da média são uns chulos, parasitas e ladrões. Acho que era bom para Portugal acabar-se com esse mito, com essa inveja

Já ontem falei disto, tive a sorte de andar numa faculdade privada. Toda a minha vida ouvi que tinha ido para a Católica porque não tinha média para entrar nas outras (o que era mentira. Não tinha média de 21, mas tinha entrado em qualquer faculdade do país no primeiro quarto das listas). Toda a minha vida ouvida que era um betinho da linha e que tinha a vida feita. É mentira. Os meus pais nunca foram milionários (que pena 😄) e sempre trabalharam. E trabalhavam muito. Havia muitas alturas que os via pouco, mas aceitava isso. Porém, o facto de andar numa instituição privada fazia com que, para a nossa sociedade merdosa, eu fosse um parasita que só teria sucesso na vida à conta dos papás. 

Mas infelizmente Portugal é assim. Tens sucesso, a primeira coisa que as pessoas pensam é: ladrão e corrupto. É uma inversão do ónus engraçada. Tu é que tens de demonstrar que nãos és ladrão, nem corrupto, nem que te caiu tudo nas mãos numa bandeja de ouro. Não é o inverso, ó claro que não. A nossa sociedade nisso é perita, nos julgamentos em praça pública, em tirar conclusões apenas com base numa parte dos factos ou em factos deturpados. 

E ainda nem entramos no tema das cunhas, mas que está intrinsecamente ligado com o que se tem vindo a discutir aqui - os contactos. Eu não gosto de lhe chamar cunhas, dada a conotação negativa que lhe foi sendo atribuída ao longo dos anos. Porém acredito no networking, vulgo ter uma boa rede de contactos. E aqui voltamos a outra falácia muito portuguesa, quem tem contactos não tem mérito. Ora aqui está mais uma mentira que, por ser dita muitas vezes, vai ficando no ouvido das pessoas. 

Eu não tenho nada contra os contactos. Antes pelo contrário. Incentivo as pessoas a fazerem-no, a expandirem o seu raio de influência. Eu faço-o de forma ativa e deliberada. Mas sei que isto é tudo muito pouco politicamente correcto. Porque todos dizem que nunca o fariam mas todos já o fizeram a páginas tantas. Depois existem graus, como é lógico. Quantos de nós nunca perguntaram à sua rede se não sabiam de uma vaga na empresa onde trabalham? Quantos de nós não pediram para essa pessoa entregar em mão o CV a quem está a fazer o processo de recrutamento? Ou mais simples. Quantos de nós não pediram algum tipo de benefício ou favor a alguém? E que mal tem? Há depois uma fronteira entre o networking e fazer o leverage dos contactos que se tem e as ilegalidades que alguns cometem. E se é ilegal deve ser punido. 

Agora se eu tenho um ascendente sobre uma pessoa, seja porque faz parte do meu círculo de contactos, seja porque em tempos fiz algo por ela ou por alguém do círculo de contactos dela, ou seja porque ela quer ficar com umas fichas para, mais à frente, fazer cash in, que mal tem eu dizer "olha, sei que estás à procura de uma advogada para proteção de dados. Trabalhei com esta miúda 2 anos e ela é bastante boa, trabalhadora e empenhada. Podes pelo menos falar com ela?". É reprovável? Não. Seria ilegal se eu dissesse, contrata este gajo porque o tio dele vai-me comprar um serviço inexistente para me dar 100k, e eu depois dou-te 20k. Mas isso já tem outro nome.

Bottom line, se ele tem contactos, se o pai dele tem contactos, ainda bem. Não tendo cometido nenhuma ilegalidade ele foi muito inteligente em ter aproveitado isso para conseguir dar um boost ao seu negócio. Foi o empurrão que precisou, mas depois dos teus pais te tirarem as rodas da bicla, se não souberes andar cais. Portanto, e em suma, acho que tem mérito.

Mas quem ler os vossos posts acha que só tem mérito quem teve de atravessar o deserto do Sahara de joelhos e sem água. Se, por ventura, conhecias alguém que tinha um camelo, já não há mérito. É um pouco redutor, imo.

Citação de Mayday, há 12 horas:

Ele diz na entrevista que queria o dobro, mas a avo só deu lhe deu os 20.

Porque isso é que não é para todos. Quem não tem família com dinheiro também não tem possibilidade de encontrar dinheiro. Quem é que vai ser fiador? 

 

Mentira. A minha família nunca me deu um cêntimo para os meus negócios. E eu encontrei dinheiro. Twice. É fácil? Não. Todos conseguem? Também não. Mas é possível. Há centenas de milhares de exemplos de sucesso. E nem todos tinham nascido em berço de ouro ou foi um amigo do papá que meteu o dinheiro por eles.

Aliás, hoje em dia ouve-se muito esta conversa em VCs e afins: há muito dinheiro para ser investido, não há é quem chegue até ele com propostas boas. 

Citação de ElliotReid13, há 12 horas:

Mas isso não é mérito também? Ter de executar um plano com menos dinheiro do que aquele que achava que precisava?

Falácia é achar-se que precisas de muito ou pouco dinheiro para começar um negócio (o w0 já tocou, e bem, nesse ponto). O que tu precisas é de um problema e de uma resposta prática a esse problema. Existem centenas de instituições e pessoas com liquidez e à procura de alguém com boas ideias. Juntas algum, crias uma prova de conceito e procuras apoio por fora - vai dar uma volta à startup Lisboa, Faber Ventures, uptec, etc. e vê quando a daqueles "empreendedores" são ricos ou começaram com fundos próprios.

Agora, claro que isso não está ao alcance de toda a gente (porque é necessária uma resiliência brutal) e não é possível em todas as áreas (provavelmente na tua será extremamente complicado), mas o dinheiro não é nem de perto nem de longe o maior obstáculo na maior parte dos casos. Por fim, o discurso do puto não tenta passar a ideia de que o empreendedorismo é para toda a gente. O que ele diz é que, se as pessoas não estão satisfeitas com a sua vida, devem fazer algo para mudar. Mesmo que isso fosse uma luta em vão, nunca poderias falar em falsas esperanças, porque pensamento positivo e mais auto-confiança são coisas que devemos sempre cultivar em nós e naqueles que nos rodeiam.

100% de acordo. Quem quiser lançar um negócio que cole isto no espelho da casa de banho. Está ai tudo.

As pessoas acham que os negócios se lançam com centenas de milhões. Não é comum. Devem, sim, preocupar-se em ter um MVP que lhes permita provar um conceito. E depois há duas formas: ou convences alguém a bancar-te o desenvolvimento desse MVP ou tens de ser tu a fazê-lo. À noite, ao fim-de-semana, tirar dias de férias para isso, etc. É um longo caminho. Mesmo.

Lembro-me bem de reunir com potenciais clientes durante as minhas horas de almoço. Como eram estrangeiros, tinha a sorte de usar o google meet e conseguir marcar reuniões para as 13:00-14:30 PT, pois era sempre mais tarde nestes países. Na altura trabalhava no Lagoas Park. Pegava no carro e ia para um descampado que havia lá. Para não se perceber que estava no carro/rua e havia barulho. Cheguei a não almoçar muitos dias, mas o que é certo é que tinha de passar por ali, ou não chegaria aqui. 

Citação de Plagio o Original, há 11 horas:

falta uma coisa mt importante além do dinheiro tbm

contactos

o moço de menos boas famílias vai fazer contactos para negocios onde? Isto tanto pode ser clientes como de gente a investir

sem dinheiro e contactos ta tudo fddo

Vai-se fazer à vida. Vai trabalhar por isso. Vai criar oportunidades. Elas não lhe vão cair em cima do colo, é certo. A rede de contactos é menor ou praticamente inexistente. Mas vai lutar. 

E eu conheço um exemplo perfeito. Uma pessoa que vinha de famílias modestas, trabalhava como repositor do Lidl, não falava inglês (tinha 20 anos ou 21 anos), não tinha nenhum curso e tinha acabo o 12.º ano. Chateou-me até mais não (não me conhecia de lado nenhum, nem tinhamos contactos comuns). Gostei das ideias dele e hoje em dia essa pessoa trabalha no Sporting. Chegou lá por mérito exclusivo dele e porque foi resiliente. Porque se chegou à frente, porque não teve medo de procurar contactos. Porque não ficou a chorar-se num canto a pensar "coitadinho de mim que não nasci numa família com contactos". 

E é aqui que o discurso do bater punho tem alguma semelhança com a realidade. A diferença é que eu, contrariamente aos do bater punho, sei que não basta querer. Porque querer muitos querem, mas nem todos lá chegam. Tens de ter sempre a pontinha de sorte de, a paginas tantas, alguém te ouvir "gritar". Mas é como no futebol, a sorte também se procura. Se eu me ficar a lamentar num canto, certamente não me vou safar.

Mas antes que me venham falar da dificuldade de quebrar o ciclo de pobreza e de nascer paupérrimo num bairro de lata do Rio, da India ou na Somália, estou de acordo. É seguramente muito difícil. E se calhar é daquelas...1 em 1M consegue. Mas o ficar a lamuriar e a queixar da sorte nunca vai fazer de ninguém esse 1. O tentar, lutar e não desistir? Talvez.

Citação de Alonso., há 11 horas:

Vi a entrevista toda e o discurso do rapaz é do mais vazio que existe. É uma mistura de Gustavo Santos com o outro de bater punho.

Podem dizer que eu sou o típico tuga que tenho inveja e mais não sei o quê mas eu não consigo olhar para este gajo e atribuir todo o mérito que o querem atribuir. Algum mérito o terá de certeza...

Mas 20k da avó, sem prazo para devolver, etc. Empresa de marketing do pai, onde é dito pelo próprio que usava os estúdios da empresa do pai para fotografia, castings, muito possivelmente o pai orientava os seus trabalhos para a empresa do filho. E contratou uma amiga da mãe que trabalhava e segundo ele percebia muito do meio. Oh pah se isto não é um enorme empurrão não sei o que é. Não deixa de ter mérito mas daí a vir do nada com uma mão a frente e outra atrás, espera lá....

O discurso dele baseia-se em dois/ três livros que leu sobre o comportamento humano. O Unas fartou-se de fazer referência ao Sapiens, sempre que ele vinha com uma teoria.

Depois toda a gente deve trabalhar no que gosta, como se isso fosse possível... É todo um discurso de um mundo cor-de-rosa de um gajo que aparenta que vive num mundo aparte.

Acho que ninguém falou de vir do nada.

Eu não vi a conversa toda dele, mas é um bom starting point. Todos devíamos poder trabalhar no que gostamos. Mas, os mais realistas, como eu, sabem que nem sempre isso é possível. 

Porém, da minha experiência, as pessoas têm muito medo de mudar e de arriscar. Vejo isso a acontecer com muita gente, independentemente do círculo onde estão inseridos, da profissão que têm ou das habilitações académicas.

Dou mais um exemplo. A minha namorada estudou direito na Católica. Contudo, desde cedo percebeu que não era o leque de profissões que pretendia seguir. Procurou. Expandiu a rede de contactos e acabou por conseguir mudar de área, ainda que dentro de um espectro relativamente semelhante. Trabalhou na área dos negócios estrangeiros (numa instituição política internacional com representação cá em Portugal). Depois de 2 anos lá, percebeu que ainda não era bem aquilo que queria. E mudou radicalmente. Sem rede. Tinha um carro, vendeu. Não tem especial relação com os pais, pelo que não havia mesmo rede nenhuma. Mudou-se para Londres e Nova Iorque, estudou, investiu, trabalhou e hoje faz o que gosta, numa área completamente diferente.

E depois casos há onde não é possível. Todos os dias me cruzo com uma ex-colega de faculdade. Sempre quis ser juíza. Não conseguiu. Hoje arrasta-se num escritório de advogados mediano a fazer recuperação de crédito. Todos os dias vejo o olhar dele sem qualquer vida. 

Concordo que a conversa do "devemos fazer o que queremos" peca sempre por não ser seguida de um "mas atenção que não chega querer, pois nem todos vamos conseguir"

Mas chateia-me mais ainda a conversa derrotista de muitos. 

Citação de Lewa, há 7 horas:

Se estiveres a falar de um negócio mais que batido não é assim tão linear. nem todos os negócios têm de ser a próxima grande ideia, aliás, essa mentalidade é que faz com que grande % das startups vá abaixo no segundo ano. 

Depois vocês estão a ignorar o mais importante aqui que como disse não são os 20k. A vantagem competitiva que ele obteve ao ter uma agência de Marketing a trabalhar de borla para ele é coisa para o que ele fez assim por alto na ordem dos 50-75K a ser muito amigo e aqui eu estou mais que  à vontade para falar, é a minha praça.

Agora vou achar estranho se um gajo como tu @Elliot Reid ou como o @w0 que são pessoas com conhecimentos financeiros superiores aos meus e me disserem que começar um negócio debt free e com um avanço de 100K (nem vou sequer tornar tangível a rede de contactos que o pai lhe emprestou) e estúdios e equipamento à disposição não conta para nada... Claro que conta, lógico que se ele fosse mau gestor já se tinha enterrado mas calma, ele tem uma estrutura por trás dele que não é exactamente da cabeça dele, vem do calo de muita gente dentro daquela agência.

 

Citação de ElliotReid13, há 1 hora:

Eu não disse que tinham de ser a próxima grande ideia, és tu que estás a interpretar dessa forma, provavelmente à luz daquilo que achas ser o meu discurso. O que eu disse é que podes encontrar uma necessidade no mercado e arranjar uma solução, e foi exatamente isso que ele fez.

Mas como consegues quantificar essa vantagem comparativa? Ele disse que usou um dos estúdios do pai para fotografar e não desenvolveu muito mais. Claro que, na área, ter esta possibilidade de usar aquilo de borla é uma ajuda, mas não faz o negócio. Caso contrário, já que o pai tinha a empresa, porque é que não foi ele a lançar o negócio de meio milhão de euros? (Btw, já estamos a desviar do meu ponto principal, que é o de dar mérito ao puto por ter criado um bom negócio, não por o ter feito a partir vindo do nada).

No último parágrafo já estás a escrever, diretamente, que nós achamos que essas valias não contam para nada, o que é incorretos como podes confirmar nos posts anteriores. A única coisa que discuto é se ele teve mérito ou não ao se tornar bem sucedido. O facto de ele ter começado mais à frente que a maioria de nós não me impede de achar que ele soube idealizar e executar um bom projeto com características próprias e, aparentemente, reconhecido na indústria por ser diferente. Não é a mesma coisa que ter agora os filhos do Paulo Azevedo a lançar uma marca nova de supermercados dados pelo pai, compreendes?

@Lewa claro que conta, e acho que nenhum de nós tentou branquear isso. Agora o que foi sendo branqueado foi nesta discussão, e não digo por ti, é o mérito que ele teve. Porque se fosse fácil o pai dele já o podia ter feito. Ou as tais carolas que ele conseguiu sacar via pai. Porém, isso só aconteceu quando ele chegou e uniu as peças todas. Há que dar mérito por isso, independentemente de ele ter começado a corrida uns metros à frente.

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Citação de ElliotReid13, há 3 horas:

Eu não disse que tinham de ser a próxima grande ideia, és tu que estás a interpretar dessa forma, provavelmente à luz daquilo que achas ser o meu discurso. O que eu disse é que podes encontrar uma necessidade no mercado e arranjar uma solução, e foi exatamente isso que ele fez.

Mas como consegues quantificar essa vantagem comparativa? Ele disse que usou um dos estúdios do pai para fotografar e não desenvolveu muito mais. Claro que, na área, ter esta possibilidade de usar aquilo de borla é uma ajuda, mas não faz o negócio. Caso contrário, já que o pai tinha a empresa, porque é que não foi ele a lançar o negócio de meio milhão de euros? (Btw, já estamos a desviar do meu ponto principal, que é o de dar mérito ao puto por ter criado um bom negócio, não por o ter feito a partir vindo do nada).

No último parágrafo já estás a escrever, diretamente, que nós achamos que essas valias não contam para nada, o que é incorretos como podes confirmar nos posts anteriores. A única coisa que discuto é se ele teve mérito ou não ao se tornar bem sucedido. O facto de ele ter começado mais à frente que a maioria de nós não me impede de achar que ele soube idealizar e executar um bom projeto com características próprias e, aparentemente, reconhecido na indústria por ser diferente. Não é a mesma coisa que ter agora os filhos do Paulo Azevedo a lançar uma marca nova de supermercados dados pelo pai, compreendes?

 

Citação de w0, há 43 minutos:

 

@Lewa claro que conta, e acho que nenhum de nós tentou branquear isso. Agora o que foi sendo branqueado foi nesta discussão, e não digo por ti, é o mérito que ele teve. Porque se fosse fácil o pai dele já o podia ter feito. Ou as tais carolas que ele conseguiu sacar via pai. Porém, isso só aconteceu quando ele chegou e uniu as peças todas. Há que dar mérito por isso, independentemente de ele ter começado a corrida uns metros à frente.

A ambos: Sem dúvida nenhuma, muito mérito mesmo, tal como @w0 disse nunca pus isso em causa. Ele tem uma coisa que para mim é 90% da alma de qualquer projecto e que eu ainda não consigo ter: consistência. Respeito imenso a disciplina e a consistência dele. Agora o meu ponto era: Ele começou num ponto onde a grande maioria das Startups já morreu. Dando um exemplo ele não começou no ano 0 mas sim já no 4º ou no 5º. Como disse, eu acompanhei o percurso dele e há muita coisa que foi feita e custa muitos milhares de euros (e que se te fores por tu a fazer torras esses milhares de euros x10) e vocês se calhar não têm assim tanta noção porque não é a vossa área. 

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Citação de Jimpo, há 13 horas:

Os contactos não são fáceis de conseguir e o facto de seres de “boas famílias” ajuda muito. Mas a maior influência vem das tuas capacidades comunicativas, a empatia que transmites (não sei se é bem esta a característica) mas é a capacidade que tens em mostrares que és uma pessoa de confiança ao primeiro contacto, e dependendo do trabalho tens de estar nos sítios certos para te promoveres. Se és um gajo introvertido que não sai de casa nem pra ir a jantares, boa sorte a fazer contactos.  

 

Numa comparação se calhar descabida, antes de sair do país trabalhei num hospital privado onde fazia aos sábados e domingos tratamentos nos internamentos do hospital, consistia em fazer tratamentos de fisioterapi respiratória e levantes pós próteses de anca/joelho, ensinamento da marcha com canadiana, subir/descer escadas, prevenções dos problemas de acamamento.

Eram tratamentos de 10/15 minutos em que estava no máximo 4 dias com cada pessoa (2 fim de semana seguidos por exemplo) e em 6 meses consegui 9 domicílios. Não tinha cartão e nunca ofereci serviços, não sei quantos domicílios a pessoa que lá esteve antes conseguiu no ano inteiro que lá esteve, mas tenho a certeza que não se chegou perto desse número porque ele queixava-se que era difícil arranjar domicílios. Já estava com uma rede muito boa de contactos onde ia à quinta do Patino, ao dono de um hotel de Cascais e mais um outro fino da linha. 

Os “tugas” vão dizer que tive sorte porque lidava com a população “certa”, mas no entanto quem esteve lá antes não conseguiu criar essa “rede” se quiseres assim chamar. 

E isto que eu fiz (acho que não fiz nada, fiz só o meu trabalho) não é nada comparado com físios que conheço. Sou/São melhores físioterapeutas que os outros todos? Nada disso, é ter as caraterisiticas certas, estar nos sítio certo e depois saber mexer-se. 

Concordo muito com o ultimo parágrafo, é preciso saber reconhecer oportunidades/ falta delas, ter o timing correto de se abordar as coisas, etc. @Jimpo Se conseguiste tanto domícilio onde muita gente pouco ou nada teve, foi por mérito teu. O saber mexer-se e as relações interpessoais é importantissimo. Atenção que ninguém tem de ser um ch*pas, mas também saber evitar inimizades, mesmo com pessoal que nós nem suportamos, é importante.

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Nada contra o rapaz ou o negócio dele, mas não gosto destes empreendedores que viram Ted talkers da vida e gurus do self help.

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Citação de Lewa, há 3 horas:

 

A ambos: Sem dúvida nenhuma, muito mérito mesmo, tal como @w0 disse nunca pus isso em causa. Ele tem uma coisa que para mim é 90% da alma de qualquer projecto e que eu ainda não consigo ter: consistência. Respeito imenso a disciplina e a consistência dele. Agora o meu ponto era: Ele começou num ponto onde a grande maioria das Startups já morreu. Dando um exemplo ele não começou no ano 0 mas sim já no 4º ou no 5º. Como disse, eu acompanhei o percurso dele e há muita coisa que foi feita e custa muitos milhares de euros (e que se te fores por tu a fazer torras esses milhares de euros x10) e vocês se calhar não têm assim tanta noção porque não é a vossa área. 

Não é bem assim, começar onde outras startups já morreram. O que ele conseguiu mais não foi do que um suporte para lançar um negócio. Quando tens uma ideia, crias um MVP e agendas reuniões com investidores, o dinheiro não é a única coisa que vais lá discutir. Tão importante como o dinheiro é também o tipo de apoio que te prestam, e que pode ser de vários tipos: rede de contactos; integração operacional com empresas no portfólio desses investidores; espaço para trabalhar, materiais, etc.; consultoria; canais de acesso aos maiores players da indústria. Assim sendo, a sorte de ele ter o pai ou a avó com dinheiro ou contactos ou espaço para fotografar é a mesma sorte que alguém teve quando lançou uma empresa, candidatou-se a investimento, e obteve apoio de empresas que servem especificamente para esse propósito.

Se eu lançasse um negócio, poupava uns trocos com: o facto de o meu pai ser contabilista e me tratar da parte fiscal de borla; da minha prima ser advogada e me tratar da ocasional burocracia de borla; do facto de os meus avós terem uma casa grande na aldeia onde tenho internet e sossego, de borla pois claro. Se vou investir o meu tempo e esforço num negócio, não é normal tentar tirar partido de todas as ajudas que conseguir? Não faríamos todos o mesmo? Mesmo com essas ajudas, continua a ser necessário o essencial - ter clientes. E para ter clientes precisas de um produto diferenciado. E para ter um produto diferenciado, tens de por tempo e esforço sem saber se, no final, vai valer a pena ou não.

 

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Citação de UnReal, Em 15/02/2019 at 17:14:

Ora bem, nova peripécia:

Chamemos à empresa de cima a "empresa A". Fui então à segunda entrevista com o Head do Departamento, para a tal posição X, que correu muito bem.

Entretanto aparece a "empresa B", da zona de Lisboa, com a qual faço uma entrevista por telefone e uma entrevista presencial nas últimas duas semanas, que também corre muito bem. Resultado: fui aceite, fizeram-me uma proposta, aceitei e já me estava a preparar para me mudar para Lisboa a partir de março, por isso até fiz o post que fiz no tópico sobre o arrendamento de quartos.

Ligam-me agora da "empresa A" e, com base no feedback muito positivo, querem que vá a nova entrevista, mas agora para a tal posição Y (aquela pela qual estaria 300% interessado).

Cum crl... :7_sweat_smile:

Uma está certa e é uma grande empresa internacional, outra é ainda uma entrevista (mas a treta do feedback positivo é prometedora) e é uma grande empresa nacional. Acredito que os valores rondem a mesma coisa, mas nem se podem comparar o que pouparia numa e noutra.

Estava bastante contente com a ideia de ir para Lisboa, mas de repente fiquei com a cabeça a mil :2_grimacing:. Além disso, já aceitei, inclusivamente já me ligaram duas vezes depois de aceitar, conversa para aqui, conversa para ali... e é isto.

Se agora rejeitar a "empresa B" é para ficar riscado para a vida, certo?

the struggle is real 😞

A proposta da "empresa A" efetivou-se ao final da tarde de hoje, mas para a primeira função, sendo mais guito que a da "empresa B". Sem sequer ter ido à nova entrevista porque "questões internas" ditaram que me voltassem a escolher para a primeira função. 

Fiz umas contas rápidas num Excel, e o valor que pouparia ao ir para Lisboa é residual quando comparado a ficar no Porto.

A minha vontade é a de ir, passei os últimos dois dias na zona a ver quartos e o crl, mas quando agora olho para o Excel fico doido... 

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Onde há mais margem para progressão na carreira? Vires para Lisboa, na tua área, pode significar abrir mais portas? Estás numa fase da vida onde (i) precisas/queres começar a fazer uma confortável cama ou (ii) estás à procura de uma oportunidade para te lançares verdadeiramente?

Onde é que achas que gostavas mais de trabalhar? Seja pelo tipo de teabalho, dimensão da empresa, estatuto dentro da empresa etc. 

Qual das empresas oferece melhores condições (não ao nivel da remuneração)? Podes vir a ter carro em alguma? Mais dias de ferias? Mais bónus/prémios?

gostavas de vir para Lisboa? Ou sentes que o esforço de mudar a tua vida para cá não compensa (se olhares ao que abdicas vs o que vais ganhar a mais)?

sao algumas questões que me colocaria estando no teu lugar @UnReal

 

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Citação de ElliotReid13, há 17 horas:

Não é bem assim, começar onde outras startups já morreram. O que ele conseguiu mais não foi do que um suporte para lançar um negócio. Quando tens uma ideia, crias um MVP e agendas reuniões com investidores, o dinheiro não é a única coisa que vais lá discutir. Tão importante como o dinheiro é também o tipo de apoio que te prestam, e que pode ser de vários tipos: rede de contactos; integração operacional com empresas no portfólio desses investidores; espaço para trabalhar, materiais, etc.; consultoria; canais de acesso aos maiores players da indústria. Assim sendo, a sorte de ele ter o pai ou a avó com dinheiro ou contactos ou espaço para fotografar é a mesma sorte que alguém teve quando lançou uma empresa, candidatou-se a investimento, e obteve apoio de empresas que servem especificamente para esse propósito.

Se eu lançasse um negócio, poupava uns trocos com: o facto de o meu pai ser contabilista e me tratar da parte fiscal de borla; da minha prima ser advogada e me tratar da ocasional burocracia de borla; do facto de os meus avós terem uma casa grande na aldeia onde tenho internet e sossego, de borla pois claro. Se vou investir o meu tempo e esforço num negócio, não é normal tentar tirar partido de todas as ajudas que conseguir? Não faríamos todos o mesmo? Mesmo com essas ajudas, continua a ser necessário o essencial - ter clientes. E para ter clientes precisas de um produto diferenciado. E para ter um produto diferenciado, tens de por tempo e esforço sem saber se, no final, vai valer a pena ou não.

 

A verdade é que os pais também lhe arranjaram os clientes segundo o próprio. Clientes, instalações, contactos, profissionais qualificados na área. Se não lhe montaram o negócio pelo menos fizeram grande maior parte. 

Acho que não estás a perceber o que chateia nisto. Não é a questão do mérito dele, é a arrogância de vir dizer que toda a gente se quiser pode quando não é assim funciona. Isto é dito por alguém que não tem noção da outra realidade do mundo, que não dá valor aquilo que os pais lhe conseguiram oferecer. 

w0 sinceramente achas que todos podem ir estudar para a católica? Achas que todos podemos deixar o que estamos a fazer e o investimento realizado na nossa formação a meio porque não gostamos da área?? É que há quem não tenha pais sequer com capacidade para pagar o ensino público, já experimentaste trabalhar em full-time e estudar ao mesmo tempo como muita gente tem de fazer? 

Isto sim são falácias de quem não sabe as dificuldades que maior parte da população passa. Agora vir dizer que a sociedade acha que é vergonha ser rico.. Tens ai um trauma qualquer, se calhar até foi o que te levou a ter sucesso, a vontade de combater essa tua ideia, mas isso não é de todo verdade. 

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Citação de paladino77, há 1 hora:

A verdade é que os pais também lhe arranjaram os clientes segundo o próprio. Clientes, instalações, contactos, profissionais qualificados na área. Se não lhe montaram o negócio pelo menos fizeram grande maior parte. 

Acho que não estás a perceber o que chateia nisto. Não é a questão do mérito dele, é a arrogância de vir dizer que toda a gente se quiser pode quando não é assim funciona. Isto é dito por alguém que não tem noção da outra realidade do mundo, que não dá valor aquilo que os pais lhe conseguiram oferecer. 

w0 sinceramente achas que todos podem ir estudar para a católica? Achas que todos podemos deixar o que estamos a fazer e o investimento realizado na nossa formação a meio porque não gostamos da área?? É que há quem não tenha pais sequer com capacidade para pagar o ensino público, já experimentaste trabalhar em full-time e estudar ao mesmo tempo como muita gente tem de fazer? 

Isto sim são falácias de quem não sabe as dificuldades que maior parte da população passa. Agora vir dizer que a sociedade acha que é vergonha ser rico.. Tens ai um trauma qualquer, se calhar até foi o que te levou a ter sucesso, a vontade de combater essa tua ideia, mas isso não é de todo verdade. 

Ele não disse que os pais lhe arranjaram clientes. Ele disse que usou o estúdio da empresa do pai para fotografar e que contratou uma pessoa conhecida da mãe. A questão, nesta discussão, é o mérito sim (vê lá o post do Mayday). E depois, não sei porque falas em arrogância, o rapaz não diz que toda a gente pode fazer o mesmo que ele, apenas faz o ponto de que existe muita gente insatisfeita com a vida que levam, e que há sempre alguma coisa que podem fazer para mudar. O facto de ainda ninguém ter contra-argumentado sem ter de distorcer aquilo que ele diz ajuda a provar que, na verdade, é um bom ponto.

Posto isto, nem toda a gente consegue estudar na Católica, isso é verdade. Mas... 

1: não precisas de ser rico para lá estudar - existem bolsas; alunos de mérito pagam metade ou nada de propinas; ou, se fores aluno mediano como eu, tens sempre acesso a empréstimos de estudante com período de carência de vários anos, onde podes encontrar um emprego, e só depois começar a trabalhar (foi o que eu fiz e, tendo em conta que o sitio para onde fui trabalhar não estaria tão alcançável se tivesse estudado no Minho, acho que foi uma boa opção). Apesar de tudo, continua a não estar ao alcance de toda a gente e não há mal nenhum nisso, existem outras boas universidades e as falhas podem ser colmatadas com estágios curriculares, que até valem mais do que a qualidade do curso;

2: não precisas de deitar ao lixo a tua formação para mudar de área, bem pelo contrário, muitas vezes é até uma mais valia. Volto a pegar no meu caso pessoal, hoje trabalho com análises de dados e criação de aplicações, que são áreas mais da malta de Informática e Sistemas de Informação. Como sei utilizar algumas ferramentas técnicas e tenho o conhecimento de negócio e financeiro, consigo criar valor acrescentado para muitas empresas que necessitam de pessoal que trate e analise a informação em simultâneo;

3: também já experimentei estudar e trabalhar em full-time em simultâneo, aliás, é o que estou a fazer agora. O tempo é curto, a carga de trabalho é brutal, e tenho de sacrificar tempo em casa, com amigos e com a namorada para conseguir dar conta de tudo. Mas as coisas vão-se fazendo, é um investimento e não o faria se não estivesse seguro que vou sair disto com mais oportunidades para crescer (e fazer mais €€) do que antes de tomar esta opção. Portanto, da mesma forma que as pessoas se sentem atingidas quando lhes dizem que deviam estar a fazer mais se não estão satisfeitas, também eu me sinto atingido quando dizem que é muito dificil conciliar, que faz dói-dói e que a vida é injusta;

 

btw, não se esqueçam que possível != fácil. Faz toda a diferença.

 

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