Puto Perdiz Publicado 5 Janeiro 2019 Citação de Mayday, há 14 horas: O mais preocupante é falarmos sempre de horas de trabalho mas nunca de eficácia. Se um trabalhador terminar o projecto ou a tarefa ou whatever - se fizer o seu trabalho - no prazo estipulado e com sucesso e só trabalhou de manhã, ou a fazer o pino ou a dormir, mas fez e bem feito, não devia interessar. Mas em Portugal isso é coisa para os colegas de trabalho invadirem o escritório do patrão a chorar. O nosso mercado de trabalho nesse aspecto é manhoso. Há os que andam a engonhar o dia todo para depois fazerem horas extra e irem buscar mais um x ao fim do mês e darem a ideia que trabalham muito. Depois há a versão das empresas familiares que quase nunca pagam horas extra onde tudo começa assim: Nos primeiros dias o patrão pede-te para ficares mais um tempo depois do trabalho. Depois já não te diz nada e espera que fiques. Por fim, passado um tempo, se sais a horas ele pergunta onde vais porque tens saído às x em vez da y e que se não quiseres ficar ele mete outro no teu lugar. 1 Compartilhar este post Link para o post
dekap Publicado 5 Janeiro 2019 Citação de Puto Perdiz, há 2 horas: O nosso mercado de trabalho nesse aspecto é manhoso. Há os que andam a engonhar o dia todo para depois fazerem horas extra e irem buscar mais um x ao fim do mês e darem a ideia que trabalham muito. Depois há a versão das empresas familiares que quase nunca pagam horas extra onde tudo começa assim: Nos primeiros dias o patrão pede-te para ficares mais um tempo depois do trabalho. Depois já não te diz nada e espera que fiques. Por fim, passado um tempo, se sais a horas ele pergunta onde vais porque tens saído às x em vez da y e que se não quiseres ficar ele mete outro no teu lugar. O famoso horário de igreja. Entras às 8h sais às horas que deus quiser, conheço muito boa gente assim. Compartilhar este post Link para o post
TukTuk Publicado 6 Janeiro 2019 Acho que em Portugal ainda se tem que lutar muito para alterar a mentalidade de medir o que se faz pelas horas de trabalho. Quando estava a trabalhar em Lisboa foram muitas as vezes em que fiquei a fazer de planta à espera da hora de saída. Agora vim pela mesma empresa para Espanha e a mentalidade é completamente diferente. Apesar de até ter trabalho para estar 24h no escritório, há uma consideração enorme pela vida pessoal. O que leva a que uma pessoa só fique depois da hora em situações extraordinárias. Para além disso, dão-nos completa isenção de horário e possibilidade de tirar até 3 tardes livres compensando nos outros dias da semana. Adorava voltar a Portugal. Não há um dia que não sinta falta de tudo o que tenho aí. Mas profissionalmente não tem comparação. Não estou a incentivar ninguém a emigrar ahahah Só gostava mesmo que Portugal mudasse algumas coisas para voltar 🙂 Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 6 Janeiro 2019 Citação de TukTuk, há 1 hora: Para além disso, dão-nos completa isenção de horário Contratualmente, o que implica isso? Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 6 Janeiro 2019 Citação de kareca, Em 05/01/2019 at 10:43: Mas trabalhas num computador? Não podes pesquisar coisas, ver tutoriais, algo que acrescente? Eu passei por isso quando comecei a trabalhar em auditoria. Comecei em setembro, tive trabalho até meados de maio. Nessa altura, fui para o escritório e por lá fiquei até outubro do ano seguinte. Pelo meio fui de férias e tal, mas se neste período tive trabalho para me ocupar um mês, foi muito. E por muito que um tipo tente estudar um pouco, aproveite para fazer arrumações e organizar pastas de trabalho e os patrões fossem compreensivos e nos deixassem estar descontraídos, podendo dar duas de treta e tomar uns cafés prolongados, é desesperante. Citação de kareca, há 2 minutos: Contratualmente, o que implica isso? A isenção de horário em Portugal significa que, podes trabalhar mais duas horas por dia sem receberes horas extra, quando necessário (a lei não prevê que seja regra, mas sim uma excepção) mediante receberes mais 20 ou 25% de salário. Compartilhar este post Link para o post
Bumba Publicado 6 Janeiro 2019 Citação de TukTuk, há 12 horas: Só gostava mesmo que Portugal mudasse algumas coisas para voltar 🙂 Em termos de mentalidade, que é o que está em causa, ou é uma empresa com sangue fresco no mercado, com flexibilidade de millenials dignos, startups com gajos open minded, ou algum outro tipo de empresas, mas se for baseado na generalidade portuguesa, é mais um desses locais aonde se valoriza a típica mentalidade, enquanto a produtividade nem sequer é equacionada, o que importa é mamar horas que nem um relógio. Se não fazes nada durante 8h /12h não importa muito, o que importa é lá estares. Compartilhar este post Link para o post
ZeroZeroPeras Publicado 7 Janeiro 2019 Citação de Mayday, Em 05/01/2019 at 01:13: O mais preocupante é falarmos sempre de horas de trabalho mas nunca de eficácia. Se um trabalhador terminar o projecto ou a tarefa ou whatever - se fizer o seu trabalho - no prazo estipulado e com sucesso e só trabalhou de manhã, ou a fazer o pino ou a dormir, mas fez e bem feito, não devia interessar. Mas em Portugal isso é coisa para os colegas de trabalho invadirem o escritório do patrão a chorar. É claro que se forem necessárias horas extra de trabalho para finalizar um projecto que está em cima do prazo, tudo bem, isso é lógico. Mas a ideia de que trabalhar muitas horas é o que define um bom trabalhador é nocivo. A questão das consultoras foi apenas um exemplo. Mas é interessante, esse mundo. Para muitos jovens o caminho mais óbvio é o melhor caminho, claro. Não têm que ser todos excepcionais. Mas não compreender que hoje um jovem licenciado com estagio de x meses numa consultora a fazer trabalho de restolho é comum e banal... Quando saíres dali e fores a entrevistas de emprego a achar que tens algo que te destaca, vais descobrir que não tens porque o caminho foi o mesmo para todos. Chega um que escolheu um caminho diferente, especializou-se numa matéria qualquer, ganhou outro tipo de experiência e saca-lhes o lugar porque tem outras mais valias e diferencia-se. Subscrevo as duas opiniões Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 8 Janeiro 2019 Tenho seguido com atenção a vossa discussão. Na minha opinião, quando um trabalhador (ou colaborador) termina as suas tarefas ou as mesmas estão a decorrer de acordo com o planeado, ele deve gerir o seu dia de trabalho como mais lhe aprouver. Não adianta de nada ficar no local de trabalho a fazer rigorosamente nada ou a passar o tempo. Porém, na realidade portuguesa, o chegar cedo e sair depois da hora é visto como um sinal de eficácia ou de "vestir a camisola da organização", ainda que quem tenha essa rotina seja, por vezes, o menos produtivo, mas o mais bem visto. E, para alguns chefes, o que interessa são as impressões, não o trabalho propriamente dito. E ficar no trabalho, quando tudo está feito, a fazer horas pode levar a situações de desmotivação e em casos mais sérios, de presentismo. Contudo, o problema é a cultura (da treta, diga-se) de trabalho portuguesa, muito virado para o entrar cedo e sair tarde. Nesse cenário os trabalhadores são compelidos a ficar no seu local de trabalho para serem bem vistos e não terem problemas. Como alguém disse em cima, e bem, se um colega sair mais cedo, outros colegas vão invadir o gabinete da chefia a queixar-se. E mudar essa cultura é difícil, talvez a nossa geração o seja capaz de fazer, mas como todos trabalhamos com pessoas mais velhas e que seguem a "norma", é possível que sejamos contaminados e nos habituemos a fazer o mesmo, infelizmente. Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado 8 Janeiro 2019 Já alguém se candidatou ao CEJ? é para trocar impressões (ou para me dissuadir de o fazer...) Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 8 Janeiro 2019 Por acaso, um dos aspectos que mais gosto naquilo que faço é exatamente o poder concluir um dia de trabalho num par de horas. Trabalho numa mini-consultora de BI, são-me dados os objetivos e os prazos, e giro da forma que me for mais conveniente, desde que chegue a altura e esteja tudo feito (apesar de não poder sair mais cedo). Como tenho um ritmo alto, acabo tudo bem antes do tempo e passo uma boa parte do dia a desenvolver competências que não tenho e que julgo que venham a ser importantes tendo em conta os passos que pretendo dar na minha carreira. Em simultâneo, estou também a fazer uma pós-graduação e consigo gerir tudo quase como se estivesse a estudar full-time. Graças a tudo isto, consigo juntar uma série de experiências que me levariam anos a ter numa trajetória 'normal', e o meu LinkedIn é um corropio tal a quantidade de vezes que sou contactado por "ter um perfil muito interessante". Isto para dizer que o Mayday teve razão, em parte, ao dizer que muita malta se resigna e vai para um sitio trabalhar mais do que o necessário, receber menos do que seria justo, e chegar ao fim sem nada para mostrar que os distinga das centenas e centenas de outros que todos os anos entram e saem das mesmas consultoras. Num sitio mais pequeno ganha-se menos e o "prestigio" não é o mesmo é certo, mas há mais responsabilidade mais cedo, e mais tempo disponível para ir estudando e chegar a melhores oportunidades no futuro. Compartilhar este post Link para o post
Bashir Publicado 8 Janeiro 2019 Citação de ElliotReid13, há 1 hora: o meu LinkedIn é um corropio tal a quantidade de vezes que sou contactado por "ter um perfil muito interessante" Adoro as abordagens. Ou quando me mandam uma vaga Senior Lead Top Whatever Developer quando eu estou claramente em inicio de carreira. Por acaso não faço ideia, mas tenho a impressão que o pessoal de RH precisa de abordar 300 pessoas por dia para cumprir objetivos. __ Se alguém souber de algo para Design entre o Porto/Maia que apite. Compartilhar este post Link para o post
nathanwilliams Publicado 8 Janeiro 2019 (editado) Citação de Bashir, há 1 hora: Adoro as abordagens. Ou quando me mandam uma vaga Senior Lead Top Whatever Developer quando eu estou claramente em inicio de carreira. Por acaso não faço ideia, mas tenho a impressão que o pessoal de RH precisa de abordar 300 pessoas por dia para cumprir objetivos. __ Se alguém souber de algo para Design entre o Porto/Maia que apite. Não tenhas dúvidas. ------------ Vou dar uma volta 180. Entrei para um bom hospital em Portugal o ano passado, mas vou voltar à faculdade... Definitivamente, estou cansado de Anatomia Patológica. Tudo bem que é um trabalho fácil, das 9 às 17 e com fins de semana e feriados, mas é zero de desafiante. Vamos ver como corre! Editado 8 Janeiro 2019 por nathanwilliams Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 9 Janeiro 2019 Citação de Bashir, há 3 horas: Adoro as abordagens. Ou quando me mandam uma vaga Senior Lead Top Whatever Developer quando eu estou claramente em inicio de carreira. Por acaso não faço ideia, mas tenho a impressão que o pessoal de RH precisa de abordar 300 pessoas por dia para cumprir objetivos. __ Se alguém souber de algo para Design entre o Porto/Maia que apite. Gráfico ou digital? (não digas ambos, por favor) Compartilhar este post Link para o post
Mr.Shelby Publicado 9 Janeiro 2019 Citação de Bashir, há 4 horas: Adoro as abordagens. Ou quando me mandam uma vaga Senior Lead Top Whatever Developer quando eu estou claramente em inicio de carreira. Por acaso não faço ideia, mas tenho a impressão que o pessoal de RH precisa de abordar 300 pessoas por dia para cumprir objetivos. __ Se alguém souber de algo para Design entre o Porto/Maia que apite. Vens para os lados da Maia? Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 9 Janeiro 2019 Citação de Mayday, Em 04/01/2019 at 12:26: A mentalidade portuguesa de que trabalhar muitas horas é que é sinal de bom trabalho e bom trabalhador é o maior cancro do trabalho. Isso e os jovens que tiram todos o mesmo curso e acabam todos a estagiar na deloitte a achar que aquilo é o começo certo e que são super especiais não se importando de começar por ser carne para canhão porque hey, tem que se começar por algum lado. O que nos leva a outra mentalidade cancerígena que é a de acharmos que temos que começar sempre por baixo e de forma muito humilde. Falta de ambição e de carácter. Citação de dekap, Em 05/01/2019 at 00:03: Já que se está numa de críticas ao mundo do trabalho, deixo uma muito pessoal, que até comentei isso ontem. Odeio ter de ficar a fingir que trabalho só para cumprir as 8h de trabalho diárias. Há consultoras e consultoras. Trabalho numa mas, como é empresa-mãe é Holandesa, tal como os bosses que estão cá em PT, a mentalidade é outra, a todos os níveis. Se não tiver nada para fazer hoje, posso bazar. Da mesma forma que posso chegar mais tarde num determinado dia, desde que avise o pessoal do projecto (que normalmente está fora de PT). Nunca fui propriamente obrigado a cumprir horas extra, mas as que fiz/faço são-me "pagas" como horas de compensação que depois converto em férias, portanto lido bem com isso. Compartilhar este post Link para o post
Duda34 Publicado 9 Janeiro 2019 Citação de IlidioMA, há 20 horas: Já alguém se candidatou ao CEJ? é para trocar impressões (ou para me dissuadir de o fazer...) Já pensei nisso e nunca deixou de ser hipótese. Mas preferi advocacia. Pelo menos, tenciono ser advogado uns tempos antes de me candidatar ao CEJ, se é que isso algum dia vá acontecer. Acho importante ter uma perspetiva e experiência deste lado da barra antes de ir para o outro. Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado 9 Janeiro 2019 Citação de Duda34, há 3 minutos: Já pensei nisso e nunca deixou de ser hipótese. Mas preferi advocacia. Pelo menos, tenciono ser advogado uns tempos antes de me candidatar ao CEJ, se é que isso algum dia vá acontecer. Acho importante ter uma perspetiva e experiência deste lado da barra antes de ir para o outro. é exactamente isso que eu sinto. Mas como abriu agora o curso de 2019, fiquei tentado. Mas para ir (e porque a inscrição ainda custa uns 250 euros, acho) era para levar a sério = encerrar-me em casa a estudar dois meses antes das provas de acesso.E isso devia significar deixar o escritório onde estou...Estou com dúvidas e receios... Compartilhar este post Link para o post
Duda34 Publicado 9 Janeiro 2019 Citação de IlidioMA, há 1 hora: é exactamente isso que eu sinto. Mas como abriu agora o curso de 2019, fiquei tentado. Mas para ir (e porque a inscrição ainda custa uns 250 euros, acho) era para levar a sério = encerrar-me em casa a estudar dois meses antes das provas de acesso.E isso devia significar deixar o escritório onde estou...Estou com dúvidas e receios... A escolha é tua claro, mas da experiência que vejo de malta próxima de mim que avançou para o CEJ, isso significa ficares mesmo fechado em casa focado a estudar durante uns bons tempos, longe do mundo exterior 😅 Compartilhar este post Link para o post
w0 Publicado 9 Janeiro 2019 Citação de IlidioMA, Em 08/01/2019 at 16:47: Já alguém se candidatou ao CEJ? é para trocar impressões (ou para me dissuadir de o fazer...) Fds, antes cagar um cacto. Conheço quem se tenha metido por esses caminhos e são bem apertados. Repara que, por um teste de índole psicológica, podes ir com o crl, isto depois de teres corrido uma maratona gigante. É um mega turn-off. Citação de Bashir, há 20 horas: Adoro as abordagens. Ou quando me mandam uma vaga Senior Lead Top Whatever Developer quando eu estou claramente em inicio de carreira. Por acaso não faço ideia, mas tenho a impressão que o pessoal de RH precisa de abordar 300 pessoas por dia para cumprir objetivos. __ Se alguém souber de algo para Design entre o Porto/Maia que apite. Brutal. Até eu, que não sou dessa área, por ter lançado uma startup, assumem, sem ler, que sou Senior Lead Top Guru Mago Dev de wtv tecnologia. Claramente este povo tem de mostrar serviços e rezar que alguém pegue. A cena é que há tantas empresas de recrutamento que chega a ser desesperante. Isso e todos me dizem que têm os melhores candidatos para a minha empresa, sem saberem do que preciso, haha 🙂 Citação de ElliotReid13, há 22 horas: Por acaso, um dos aspectos que mais gosto naquilo que faço é exatamente o poder concluir um dia de trabalho num par de horas. Trabalho numa mini-consultora de BI, são-me dados os objetivos e os prazos, e giro da forma que me for mais conveniente, desde que chegue a altura e esteja tudo feito (apesar de não poder sair mais cedo). Como tenho um ritmo alto, acabo tudo bem antes do tempo e passo uma boa parte do dia a desenvolver competências que não tenho e que julgo que venham a ser importantes tendo em conta os passos que pretendo dar na minha carreira. Em simultâneo, estou também a fazer uma pós-graduação e consigo gerir tudo quase como se estivesse a estudar full-time. Graças a tudo isto, consigo juntar uma série de experiências que me levariam anos a ter numa trajetória 'normal', e o meu LinkedIn é um corropio tal a quantidade de vezes que sou contactado por "ter um perfil muito interessante". Isto para dizer que o Mayday teve razão, em parte, ao dizer que muita malta se resigna e vai para um sitio trabalhar mais do que o necessário, receber menos do que seria justo, e chegar ao fim sem nada para mostrar que os distinga das centenas e centenas de outros que todos os anos entram e saem das mesmas consultoras. Num sitio mais pequeno ganha-se menos e o "prestigio" não é o mesmo é certo, mas há mais responsabilidade mais cedo, e mais tempo disponível para ir estudando e chegar a melhores oportunidades no futuro. É uma mentalidade que começa a ganhar cada vez mais tração, fruto, tal como alguém dizia, dos jovens que criam empresas e têm uma cultura top. Aqui é igual. Dei o 24 e o 31. No sabado passado foi preciso um sprint e veio tudo. Cara alegre, motivados, comeu-se gelado, beberam-se uns canecos, jogou-se um FIFA e DBZ, e fez-se o trabalho. Máxima liberdade, máxima responsabilidade. Queres trabalhar 2 dias em casa? Sure. Queres entrar as 7h e sair às 16h? Sure. Desde que os trabalhos apareçam feitos a tempo e horas e a malta esteja disponível (fisicamente) para as dailys e as reuniões mensais e/ou estratégicas, by all fking means. O segundo bold é uma triste realidade. Antigamente era aquela m*rda do "estive na KPMG, na EY, na Deloitte, na PwC", logo sou diferente, sou melhor. Hoje é: sou mais um. Mas a malta continua a dar-lhe e insiste em sair da faculdade a correr para lá. Claro que, no meio de 100 há X que vingam internamente e constroem belas carreiras. Já outros, são carnuncha para canhão durante X anos e depois postos a andar. Curiosamente, agora que ando a contratar devs e afins, reparei que o síndrome das empresas gigantes joga a nosso favor. Tu és um gajo numa linha de montagem. Acenam-te com uma proposta financeira ligeiramente inferior ou igual e aceitam pelo desafio de fazerem mais do que uma coisa. Vamos agora roubar o segundo Senior wtv stuff da Farfetch, por exemplo. A malta mais nova (ali nos 30-34) está à procura destes novos desafios e podem arriscar (em determinadas áreas), pois trabalho "não falta". Por isso, miudagem mais nova, antes de comprometerem a vossa vida porque vos dizem que ser médico, advogado ou wtv é sempre seguro, pensem bem. Ou quando forem com a conversa do "vais para *inserir_empresa_X* (SONAE, Jerónimo Martins, EY, KPMG, bla bla bla) e depois quando ganhares experiencia e nome e o crl vais e fazes e acontece", informem-se. Nem sempre é assim. Aliás, não é nunca assim. Só para alguns. Para a maioria, acabam iguais a tantos outros e acabam por perder o que outrora era um factor diferenciador. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 9 Janeiro 2019 Imaginem o que é "desimaginar" alunos de irem para consultoras, porque A, B ou C lhes disse que é o caminho certo. E uma pessoa, depois, com toda a paciência, a explicar-lhes isso que disseram. O pessoal acha que ir para uma consultora lhes dá uma vantagem competitiva perante a concorrência, mas depois são só mais um. Compartilhar este post Link para o post
migxstoper Publicado 9 Janeiro 2019 Eu falo por mim mas no meu curso de Engenharia Informática a grande maioria queria fugir das consultoras. O problema é que a quantidade, não qualidade, de oferta que efetivamente as consultoras têm e acabam por canalizar a maior parte dos recém-licenciados. Eu fui a algumas entrevistas e como o @w0 disse, eles espetam logo a conversa da hipótese de progressão de carreira e um salário minimamente interessante para miúdos que tem o rendimento de 0€ antes disso. Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 9 Janeiro 2019 Já que se está mais ou menos no assunto, alguém conhece empresas da zona do Porto em que os seus projetos estejam predominantemente relacionados com A.I ? Obrigado desde já. Compartilhar este post Link para o post
Elvis Publicado 9 Janeiro 2019 Citação de Vaart10, há 1 hora: Imaginem o que é "desimaginar" alunos de irem para consultoras, porque A, B ou C lhes disse que é o caminho certo. E uma pessoa, depois, com toda a paciência, a explicar-lhes isso que disseram. O pessoal acha que ir para uma consultora lhes dá uma vantagem competitiva perante a concorrência, mas depois são só mais um. Nunca ouvi tal coisa. Até posso dizer que o pensamento actual da maioria das pessoas que entra para uma consultora está longe de ser fazer carreira lá dentro. A grande questão prende-se com o conhecimento e método de trabalho que adquires, o salário porreiro para primeiro emprego e boas hipóteses de progressão e o reconhecimento que o mercado de trabalho dá. Quem for para auditoria, por exemplo, e chegar a uma posição de sénior (o que por norma é alcançável por qualquer um) pode dizer que consegue facilmente arranjar trabalho como controller, a ganhar bastante bem e com horários normais, numa empresa qualquer. Para além que o que não falta aí é vagas de emprego a exigir um certo número de anos numa big four. Acho que essa ideia que estão para aí a passar, que a malta vai para uma big four só para dizer que anda numa (o que é honestamente estúpido; qualquer um com mais ou menos formação entra numa) é só parva. Até se podem gabar, mas existem razões bem mais importantes para suportar os horários puxados. Compartilhar este post Link para o post
UnReal Publicado 9 Janeiro 2019 Podem dizer o que quiserem das big 4, dos horários puxados à pressão que eventualmente se sente (nunca estive em nenhuma, nem terei oportunidade de estar), mas é mentira que não sejam uma vantagem competitiva. Esta está refletida nos perfis que os empregadores procuram e é, provavelmente, a experiência mais valorizada nestas áreas. Ainda para mais para pessoas de 21 ou 23 anos que entram lá com licenciaturas/mestrados em economia/gestão. É tudo uma questão de perspetiva. Quando de lá saírem passado 3 anos, aprenderam, fizeram muitos contactos e continuam com 24 ou 26 anos e mais do que a tempo de fazer qualquer coisa que queiram. Compartilhar este post Link para o post
Bashir Publicado 9 Janeiro 2019 Citação de kareca, há 18 horas: Gráfico ou digital? (não digas ambos, por favor) Digital, virado para marcas/publicidade. Mas entrar no mundo de UI/UX era algo que interessava. (É para a Maria) Citação de Mr.Shelby, há 18 horas: Vens para os lados da Maia? Já estou desde o inicio da semana. Sto.Ovidio -> Ponte da Arrábida de manhã e Via Norte -> VCI à tarde é um turn-off do crl. Citação de w0, há 2 horas: Brutal. Até eu, que não sou dessa área, por ter lançado uma startup, assumem, sem ler, que sou Senior Lead Top Guru Mago Dev de wtv tecnologia. Claramente este povo tem de mostrar serviços e rezar que alguém pegue. A cena é que há tantas empresas de recrutamento que chega a ser desesperante. Para piorar, eu estava aberto a abordagens, porque estava efectivamente à procura de emprego, apesar de estar a trabalhar noutro lado... Separar o trigo do joio não foi dificil. O único recrutador que me disse logo o salário na primeira abordagem e após a minha resposta disse logo o cliente e que o contrato seria no cliente e não no intermediário ganhou logo a minha atenção. Citação de HappyKing, há 1 hora: Já que se está mais ou menos no assunto, alguém conhece empresas da zona do Porto em que os seus projetos estejam predominantemente relacionados com A.I ? Obrigado desde já. @ZeroZeroPeras Citação de UnReal, há 4 minutos: Podem dizer o que quiserem das big 4, dos horários puxados à pressão que eventualmente se sente (nunca estive em nenhuma, nem terei oportunidade de estar), mas é mentira que não sejam uma vantagem competitiva. Esta está refletida nos perfis que os empregadores procuram e é, provavelmente, a experiência mais valorizada nestas áreas. Ainda para mais para pessoas de 21 ou 23 anos que entram lá com licenciaturas/mestrados em economia/gestão. É tudo uma questão de perspetiva. Quando de lá saírem passado 3 anos, aprenderam, fizeram muitos contactos e continuam com 24 ou 26 anos e mais do que a tempo de fazer qualquer coisa que queiram. Vantagem em quê mesmo? Compartilhar este post Link para o post