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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Jpa, há 18 minutos:

Eu sei que isto é mesmo para picar, mas este tipo de raciocínio é ridículo. Tudo bem que entram lá por causa do dinheiro

😁

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até parece que uma parte dos alunos de medicina não foram lá parar com médias inflacionadas em colégios de qualidade duvidosa. o curso sempre foi dos ricos, não é agora na católica que muda.

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A forma como falam da Católica como se não fosse uma excelente universidade com padrões de exigência mais elevados que imensas universidades públicas deixa-me um bocado atónito. 

E, só para fazer uma declaração de interesses, em toda a minha vida de estudante que já não é nada pequena nunca fui aluno de uma instituição privada! 

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Citação de Black Hawk, há 27 minutos:

😁

Vais dizer que é mentira? 😅 Na prática é pagar para que a média do último colocado seja mais baixa. Comparar o mérito que uma pessoa tem em entrar em Gestão na Católica ou em Gestão na Nova não faz muito sentido. E não tem mal nenhum, se há quem tenha capacidade para pagar mais para estudar o que realmente pretende, então que o faça. Não tenho dúvidas que a exigência e a qualidade de ensino (que é o que interessa para formar bons profissionais) estão presentes em ambas.

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Ansioso por vê-los agarrados ao terço enquanto a professa ensina o aborto.

 

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A escola mudou mesmo muito, no meu tempo Formação Cívica era jogo do 24 durante 45 minutos.

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Para mim Formação Cívica era só o diretor de turma a tratar de cenas com o pessoal.

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Fazíamos a votação pro delegado de turma e o resto do ano era o prof a explicar nos pq éramos a turma mais mal comportada da escola

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Dá para perceber que se baldavam todos a ed. cívica

/Velhodorestelo

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Citação de Carlos Gouveia, há 2 horas:

A forma como falam da Católica como se não fosse uma excelente universidade com padrões de exigência mais elevados que imensas universidades públicas deixa-me um bocado atónito. 

E, só para fazer uma declaração de interesses, em toda a minha vida de estudante que já não é nada pequena nunca fui aluno de uma instituição privada! 

O grande problema é que agora vai haver gente a pagar uma fortuna para ser médico. Não será para estudar medicina, é para ser médico. E quando as coisas começam a entrar nesse campo...

Citação de jean-luc godard, há 2 horas:

até parece que uma parte dos alunos de medicina não foram lá parar com médias inflacionadas em colégios de qualidade duvidosa. o curso sempre foi dos ricos, não é agora na católica que muda.

Mesmo com média inflacionada no colegio, 50% é sempre do exame nacional. Claro que ajuda um pouquito quando se anda a discutir a entrada às centésimas mas têm que ter na mesma grande nota nos exames. 

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Citação de Jpa, há 3 horas:

Eu sei que isto é mesmo para picar, mas este tipo de raciocínio é ridículo. Tudo bem que entram lá por causa do dinheiro, mas não têm de trabalhar e de se esforçar para acabar o curso?!

Neste caso, o único (e grande) senão são as vagas para a especialização, que já são poucas dada a procura. 

Eles não têm que fazer um exame e segundo a nota podem ou não ir para a especialização? Se o curso foi uma porcaria eles terão poucas chances de ir para a especialização

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Como eles também vão acabar por ir trabalhar para o privado é bom para a luta de classes porque vão matar só os ricos.

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Citação de Jpa, há 2 horas:

Vais dizer que é mentira? 😅 Na prática é pagar para que a média do último colocado seja mais baixa. Comparar o mérito que uma pessoa tem em entrar em Gestão na Católica ou em Gestão na Nova não faz muito sentido. E não tem mal nenhum, se há quem tenha capacidade para pagar mais para estudar o que realmente pretende, então que o faça. Não tenho dúvidas que a exigência e a qualidade de ensino (que é o que interessa para formar bons profissionais) estão presentes em ambas.

Não digo que é mentira, nem que é verdade. Não tenho conhecimentos suficientes para ter uma opinião formada sobre o assunto. Achei foi piada à tua indignação, a dizer que o argumento é ridículo, para na frase seguinte o validares de mansinho.

Repara, nem é uma crítica, nem te estou a colocar em xeque. Achei piada, apenas. Ri-me, literalmente. Been there, done that.

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Citação de smashing_pumpkin , há 1 hora:

O grande problema é que agora vai haver gente a pagar uma fortuna para ser médico. Não será para estudar medicina, é para ser médico. E quando as coisas começam a entrar nesse campo...

Isto leva-me a muitas questões, mas a primeira é muito simples e parte da tua premissa, que é mais do que discutível, mas podemos passar a isso depois: em que é que isso é um problema mais grave do que "haver gente a pagar uma fortuna para ser jurista/engenheiro/economista/professor/enfermeiro/..."?

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Citação de Mayday, há 47 minutos:

Como eles também vão acabar por ir trabalhar para o privado é bom para a luta de classes porque vão matar só os ricos.

e o pessoal da função pública com ADSE

Citação de Mayday, há 35 minutos:

 

agora estou-me a lembrar da providência cautelar da IL

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Citação de Puto Perdiz, Agora:

e o pessoal da função pública com ADSE

Esses só servem para fazer sobre facturação, na hora de tratar são recambiados para o público. Antes, fazem 20 exames, 7 ecografias, 4 eco-doplers, 3 tacs, 2 colonoscopias e 5 ressonâncias magnéticas.

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Citação de Mayday, há 2 minutos:

Esses só servem para fazer sobre facturação, na hora de tratar são recambiados para o público. Antes, fazem 20 exames, 7 ecografias, 4 eco-doplers, 3 tacs, 2 colonoscopias e 5 ressonâncias magnéticas.

só se for aí em Lisboa, no Algarve não é assim. (edit: fui professor)

Editado por Puto Perdiz

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

Eles não têm que fazer um exame e segundo a nota podem ou não ir para a especialização? Se o curso foi uma porcaria eles terão poucas chances de ir para a especialização

Também não tenho a certeza de como funciona. Penso que é como disseste, mas independentemente disso há poucas vagas, i guess. Mas o lucho que diga como realmente é.

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Que o curso seja leccionado no privado, não sei se sou a favor ou contra, não conheço suficientemente bem os prós e os contras, mas que seja na universidade da igreja, que se opõe a muitos avanços da ciência, da medicina e da sociedade... 

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Citação de Mayday, há 1 hora:

Que o curso seja leccionado no privado, não sei se sou a favor ou contra, não conheço suficientemente bem os prós e os contras, mas que seja na universidade da igreja, que se opõe a muitos avanços da ciência, da medicina e da sociedade... 

é verdade que sou de mestrado e portanto talvez altere qualquer coisa, mas durante o meu tempo na católica, as únicas vezes que interagi com religião ocorreram quando as aulas paravam ao meio dia para haver a missa da pascoa e do natal (que, obviamente, não era de presença obrigatória por parte dos alunos). sei, no entanto, que existe uma cadeira de religião obrigatória nas licenciaturas. acredito que a a3es tenha fiscalizado o currículo do curso de medicina na ucp antes de o aprovar.

Editado por jean-luc godard

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Citação de Carlos Gouveia, há 6 horas:

A forma como falam da Católica como se não fosse uma excelente universidade com padrões de exigência mais elevados que imensas universidades públicas deixa-me um bocado atónito. 

E, só para fazer uma declaração de interesses, em toda a minha vida de estudante que já não é nada pequena nunca fui aluno de uma instituição privada! 

Tem um enorme prestígio na área da economia e gestão, um prestígio mais duvidoso na área da saúde.

 

Citação de Sumudica by Night, há 14 horas:

@lucho^ apenas te queria taggar num post.

Olá @Sumudica by Night

Citação de Ghelthon, há 14 horas:

@lucho^, isso é bom ou mau?

É só engraçado. Para mim não me aquece nem me arrefece. É irónico, insultuoso e desprestigiante dizer que isto é para colmatar a falta de médicos. Falso: é pra fazer negócio.

Para os estudantes da futura Católica é óptimo, vão ter condições de ensino melhores que em todos os hospitais públicos, rácios bons, condições de ensino excelentes e experiências clínicas diferentes (mas não necessariamente piores).

Para os estudantes da faculdade pública é péssimo. As condições já são más é só tendem a ficar piores.

Dou como exemplo o que acontece no Brasil (e em alguns países europeus, como Espanha): Univ privada paga x€ por aluno ao hospital público para assistir a uma cirurgia. Alunos da Católica assistem, os da pública esperam (ou fazem número atrás).

No momento atual não há capacidade (no SNS e no privado) para formar mais que 1800 especialistas por ano, e já é esticar a corda. Todos os anos candidatam-se quase 3000 pessoas, ou seja, vao-se acumular ainda mais estudantes sem capacidade para tirar a especialidade. Estudantes que após 6 anos de curso vão para o estrangeiro ou ficam a trabalhar em urgências, ao preço da uva mijona e sem qualquer experiência ou competência para resolver verdadeiras urgências. Não vão ser estes os médicos de família que faltam ao país. Não vão ser aqueles médicos que vão colmatar as lacunas que há no interior ou no Algarve.

Não sou contra universidades privadas, acho é que o número de alunos de medicina na região de Lisboa (e Porto, já agora) é totalmente excedente para uma formação de qualidade. Nunca vão ter horas de contacto suficientes (como nós já não tivemos) para serem competentes no exercício autónomo ao fim de 6 anos de curso e 1 de formação geral.

A resposta da Ordem é simples: exame de admissão à ordem. É isto que mais cedo ou mais tarde vai acontecer.

Citação de O Pastel, há 14 horas:

@lucho^ qual a tua opinião sobre isso? Já agora, não estarás a confundir Carcavelos com a mudança da Nova Medical School para lá ou a Católia também vai?

Acho que passou para Sintra agora na revisão e o Hospital associado tinha-se falado no HBA de Loures ou no grupo Luz (Oeiras e Lisboa). O problema é que o HBA já serve para os alunos da FMUL e da FCML.

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Citação de lucho^, há 7 horas:

Tem um enorme prestígio na área da economia e gestão, um prestígio mais duvidoso na área da saúde.

 

Olá @Sumudica by Night

É só engraçado. Para mim não me aquece nem me arrefece. É irónico, insultuoso e desprestigiante dizer que isto é para colmatar a falta de médicos. Falso: é pra fazer negócio.

Para os estudantes da futura Católica é óptimo, vão ter condições de ensino melhores que em todos os hospitais públicos, rácios bons, condições de ensino excelentes e experiências clínicas diferentes (mas não necessariamente piores).

Para os estudantes da faculdade pública é péssimo. As condições já são más é só tendem a ficar piores.

Dou como exemplo o que acontece no Brasil (e em alguns países europeus, como Espanha): Univ privada paga x€ por aluno ao hospital público para assistir a uma cirurgia. Alunos da Católica assistem, os da pública esperam (ou fazem número atrás).

No momento atual não há capacidade (no SNS e no privado) para formar mais que 1800 especialistas por ano, e já é esticar a corda. Todos os anos candidatam-se quase 3000 pessoas, ou seja, vao-se acumular ainda mais estudantes sem capacidade para tirar a especialidade. Estudantes que após 6 anos de curso vão para o estrangeiro ou ficam a trabalhar em urgências, ao preço da uva mijona e sem qualquer experiência ou competência para resolver verdadeiras urgências. Não vão ser estes os médicos de família que faltam ao país. Não vão ser aqueles médicos que vão colmatar as lacunas que há no interior ou no Algarve.

Não sou contra universidades privadas, acho é que o número de alunos de medicina na região de Lisboa (e Porto, já agora) é totalmente excedente para uma formação de qualidade. Nunca vão ter horas de contacto suficientes (como nós já não tivemos) para serem competentes no exercício autónomo ao fim de 6 anos de curso e 1 de formação geral.

A resposta da Ordem é simples: exame de admissão à ordem. É isto que mais cedo ou mais tarde vai acontecer.

Acho que passou para Sintra agora na revisão e o Hospital associado tinha-se falado no HBA de Loures ou no grupo Luz (Oeiras e Lisboa). O problema é que o HBA já serve para os alunos da FMUL e da FCML.

O que é que está a limitar a formação de mais especialistas?

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Citação de Sandes., há 22 minutos:

O que é que está a limitar a formação de mais especialistas?

Eu não sei o que estará a limitar essa formação e não sou médico, mas que há falta de médicos em Portugal, há.

Os médicos são mal pagos. Os médicos são sujeitos a um esforço imenso para chegarem a médicos. Os médicos são a profissão que mais formação requer para ser exercida, talvez só comparável com os pilotos de aviões comerciais.

E depois não temos capacidade para formar especialistas. Não temos, mas não há pediatras em Évora, não há obstetras na região de Lisboa e andam as urgências dos vários hospitais a abrir à vez e no Porto, queres uma consulta de psiquiatria e, mesmo no privado, esperas meses, etc.

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Citação de Carlos Gouveia, há 12 horas:

Isto leva-me a muitas questões, mas a primeira é muito simples e parte da tua premissa, que é mais do que discutível, mas podemos passar a isso depois: em que é que isso é um problema mais grave do que "haver gente a pagar uma fortuna para ser jurista/engenheiro/economista/professor/enfermeiro/..."?

Nenhum desses cursos representa um drama a nível de entrada. 

E depois diria que a nível da saúde as privadas tendem a fazer borrada, mesmo tendo condições de topo. Durante muitos anos o curso mais badalado era ciências farmacêuticas (devido às regras de propriedade) e então pagavam-se fortunas para os filhos poderem seguir o negócio (ou então poderem ter um) e no entanto os melhorzinhos que saiam de lá e iam para as públicas terminar vinham com falhas absurdas.

Citação de Tio Hans, há 1 hora:

Eu não sei o que estará a limitar essa formação e não sou médico, mas que há falta de médicos em Portugal, há.

Os médicos são mal pagos. Os médicos são sujeitos a um esforço imenso para chegarem a médicos. Os médicos são a profissão que mais formação requer para ser exercida, talvez só comparável com os pilotos de aviões comerciais.

E depois não temos capacidade para formar especialistas. Não temos, mas não há pediatras em Évora, não há obstetras na região de Lisboa e andam as urgências dos vários hospitais a abrir à vez e no Porto, queres uma consulta de psiquiatria e, mesmo no privado, esperas meses, etc.

O que limita a formação é a quantidade de recursos humanos para fazê-la. Se tens 10 médicos especialistas não podes estar a formar 1000 num ano, mesmo que entrem 5000 na faculdade e 2000 queiram essa especialidade.

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