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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Puto Perdiz, há 24 minutos:

A Susana Peralta este envolvida no estudo que "descobriu" que havia crianças que tinham problemas de humidade e frio em casa.

Quando fez essas declarações ao I esqueceu-se que muitas dessas crianças devem ter os pais em teletrabalho em casa. Os burgueses do teletrabalho também apanham com frio e humidade e na óptica dela têm pagar mais impostos porque estão em tele trabalho e porque ganham o mesmo. 

Quem teve que comprar um computador ou um tablet para os filhos ou para o seu trabalho não sei se tem essa despesa dedutível no IRS. Quem levava a marmita de casa também não ganha mais por ficar em casa... Tantas coisas, mas o que importa é carregar mais em quem trabalha e foi obrigado a ficar em casa. 

Penso que ela quando se refere aos burgueses é literal que se refere às classe média/alta que passou o ano em teletrabalho sem passar pelas dificuldades que falas. Ela própria nas respostas que foi fazendo no Twitter faz a divisão entre burgueses e não burgueses.

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Não me parece completamente absurdo a ideia de quem tá em teletrabalho ter um pouco maior responsabilidade moral/económica perante a pandemia. 

Mas um "imposto do teletrabalho" parece-me um contra-senso em termos de incentivos do que se pede neste momento à sociedade. Tamos a pedir às pessoas que se fechem em casa o máximo possível, e depois ao mesmo tempo pomos as pessoas a pagar mais por isso? Não levará ao contrário, o tentar fugir ao estatuto de teletrabalho para fugir aos impostos? Não obrigaria uma fiscalização do teletrabalho, algo que é um bocado absurdo e potencialmente intrusivo? Não levaria a um atrasar da implementação mais generalizada do teletrabalho por quem o quer fazer por razões extra-pandemia, e que tem benefícios económicos para a sociedade? 

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Já agora, quem quiser ler a parte da entrevista que criou este celeuma pode ver aqui:

Eu ainda não li, mas partilho na mesma

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Citação de Caviar, há 1 hora:

Os prejudicados deixaram de descontar, ou seja, passou a haver menos dinheiro disponível para apoios. Pior, esses prejudicados passaram a precisar de apoios, ou seja, o dinheiro necessário para apoios aumentou. Concluindo, os descontos dos "beneficiados" são insuficientes. 

Claro que a solução deve passar pela criação de emprego mas isso não acontece de um dia para o outro. 

 

Alguém tem a entrevista completa? 

Mas ninguém deve ser prejudicado por ter mantido o seu emprego, que na prática é o que se discute aqui.

Citação de Black Hawk, há 1 hora:

Solução?

A empresa para a qual trabalho não pode fechar por causa da pandemia. A escolha do teletrabalho prende-se simplesmente pela possibilidade de se fazer dessa forma e não por falta de alternativas.

Se for para imputar impostos a quem está em teletrabalho como se estivesse a beneficiar de uma grande vantagem, abdico já do teletrabalho pois não me dá vantagem nenhuma. Nem em termos de saúde mental, nem em termos de ergonomia do trabalho, nem em termos de custos inerentes à súbita passagem para teletrabalho.

Sim, custos. Não sou gamer, não usava um PC fixo em casa há uma década e não tinha sequer secretária e cadeira minimamente ergonómicas. Ao fim de algumas semanas já andava todo f*dido das costas por estar oito horas sentado numa cadeira de cozinha normal e lá decidi comprar uma secretária e uma cadeira em condições. A vaga de frio fez-me ter vários ataques de frieiras nos dedos apesar de ter um aquecedor ligado quase o dia todo que me aumentou exponencialmente a conta da luz; tive entretanto de investir num ar condicionado para conseguir trabalhar. Ninguém mo pagou, fui eu mesmo.

Nem toda a gente tem o luxo de ter uma divisão própria para estar em teletrabalho, pelo que estou a causar enormes transtornos diários cá em casa a toda a gente. Já para não dizer que tem toda a gente de estar em silêncio como se isto fosse uma biblioteca.

Já nem exploro a questão da saúde mental. Tenho a sensação que após onze meses disto perdi por completo a capacidade empática. Não sei quem teve uma paragem cardiorrespiratória? Meh. Morreram não sei quantas pessoas não sei onde? Wtv. Trezentos mortos pelo Covid só ontem? Who cares. Nunca fui assim e é assim que estou hoje.

Não sei se isto é esmola, solução ou outro nome qualquer que lhes queiram chamar, mas não se atrevam a dizer-me que me estão a dar um benefício com o teletrabalho que vos mando já à m*rda.

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Citação de Sandes., há 10 minutos:

Já agora, quem quiser ler a parte da entrevista que criou este celeuma pode ver aqui:

Eu ainda não li, mas partilho na mesma

O documentário que o @noikeee partilhou veio mesmo a calhar depois desta desinformação. Não sei como me sentiria se fosse entrevistado e a capa da entrevista fosse aquela. Dá a ideia que calejou alguém com aquelas palavras. 

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Citação de Sandes., há 38 minutos:

Penso que ela quando se refere aos burgueses é literal que se refere às classe média/alta que passou o ano em teletrabalho sem passar pelas dificuldades que falas. Ela própria nas respostas que foi fazendo no Twitter faz a divisão entre burgueses e não burgueses.

Naquela resposta que coloquei atrás ela não faz distinção nenhuma. Coloca quem faz teletrabalho no mesmo saco sem distinções. 

Citação de Sandes., há 35 minutos:

Já agora, quem quiser ler a parte da entrevista que criou este celeuma pode ver aqui:

Eu ainda não li, mas partilho na mesma

Já tinha lido. Ainda reforça mais a ideia quando fala "em todas as pessoas do sector dos serviços". Depois ainda diz que são os que estão e têm mais estudos. Também tem esta parte "houve uma parte substancial da população portuguesa que não perdeu rendimentos". A grande parte dos portugueses não é Burguesa nem da classe média alta. 

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Citação de Puto Perdiz, há 14 minutos:

Naquela resposta que coloquei atrás ela não faz distinção nenhuma. Coloca quem faz teletrabalho no mesmo saco sem distinções. 

Já tinha lido. Ainda reforça mais a ideia quando fala "em todas as pessoas do sector dos serviços". Depois ainda diz que são os que estão e têm mais estudos. Também tem esta parte "houve uma parte substancial da população portuguesa que não perdeu rendimentos". A grande parte dos portugueses não é Burguesa nem da classe média alta. 

Não mencionaste também que ela refere que são as pessoas mais bem pagas.

Depois de ler também me parece que foi um discurso hiperbólico da parte dela, o que cria uma cisão entre os trabalhadores. Acho que existe uma mensagem base que simpatizo - que as pessoas que saíram menos prejudicadas/mais beneficiadas da pandemia poderiam ser sujeitas a um imposto que permita um apoio ao pessoal que foi muito prejudicado -, mas a forma como é exposta é insuficiente e com linguagem exagerada que serve como um ataque a essas pessoas e não um apelo.

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Citação de Rōnin, há 59 minutos:

O documentário que o @noikeee partilhou veio mesmo a calhar depois desta desinformação. Não sei como me sentiria se fosse entrevistado e a capa da entrevista fosse aquela. Dá a ideia que calejou alguém com aquelas palavras. 

Onde é que está a desinformação? 

Problema: não há dinheiro para pagar a quem não trabalha.

Solução: impostos

A quem: parte substancial que não perdeu rendimentos. 

Está parte está dívida em grupos:

Burguesia do teletrabalho 

Todas as pessoas do sector dos serviços. 

Citação de Sandes., há 19 minutos:

Não mencionaste também que ela refere que são as pessoas mais bem pagas.

Depois de ler também me parece que foi um discurso hiperbólico da parte dela, o que cria uma cisão entre os trabalhadores. Acho que existe uma mensagem base que simpatizo - que as pessoas que saíram menos prejudicadas/mais beneficiadas da pandemia poderiam ser sujeitas a um imposto que permita um apoio ao pessoal que foi muito prejudicado -, mas a forma como é exposta é insuficiente e com linguagem exagerada que serve como um ataque a essas pessoas e não um apelo.

Não, isso são segmentações dentro do todo que ela chama de "todos os que não perderam rendimentos" 

Edit: Aliás, ela está a pegar numa pequena franja do sector dos serviços (os que ganham mais e têm mais estudos) para passar para um todo. 

Editado por Puto Perdiz

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Citação de Puto Perdiz, há 25 minutos:

Onde é que está a desinformação? 

Problema: não há dinheiro para pagar a quem não trabalha.

Solução: impostos

A quem: parte substancial que não perdeu rendimentos. 

Está parte está dívida em grupos:

Burguesia do teletrabalho 

Todas as pessoas do sector dos serviços. 

Não sei, quero pensar que a mulher não acredita que todos aqueles que trabalham em teletrabalho e nesses sectores ganham o mesmo que ela. Até porque é a própria que escreveu isto:

Citação

Também pelo PÚBLICO conheci a história de Joana Grilo, 27 anos, operadora de call center das 10h às 19h, com 40 minutos de pausa. Está em teletrabalho sozinha em casa com os dois filhos, de três e oito anos. Eu percebo de onde vem a ideia de que o teletrabalho é compatível com o cuidado de crianças pequenas: de pessoas com empregos diferenciados e flexíveis e disponibilidade financeira para pagar apoio doméstico. Tudo o que a Joana não é. Só que a Joana não tem escolha, porque os apoios do Governo excluem-na. Como vai ser quando o filho mais velho pedir para imprimir a ficha, ajuda com a matemática, fazer a ligação do Zoom? E quem vai vigiar o de três anos para evitar acidentes domésticos? Andamos a brincar com a vida das pessoas.

É mais fácil de perceber que houve um descuido nas palavras dela que foi aproveitado para pintar algo que não é consistente com o resto. A ideia em si é outro debate.

Editado por Rōnin

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Citação de Rōnin, há 10 minutos:

Não sei, quero pensar que a mulher não acredita que todos aqueles que trabalham em teletrabalho e nesses sectores ganham o mesmo que ela. Até porque é a própria que escreveu isto:

É mais fácil de perceber que houve um descuido nas palavras dela que foi aproveitado para pintar algo que não é consistente com o resto. A ideia em si é outro debate.

Se houve descuido dela nas palavras onde é que está a desinformação? As palavras nem sequer forma tiradas do contexto. 

Esse texto dela quase de certeza que é a apoiar a abertura das escolas e creches e contra o ensino à distância. 

Edit: era pior se tivessem posto que quem manteve o ordenado deve pagar um imposto. 

Escrever um texto é diferente de dar uma entrevista ou estar num debate. 

Editado por Puto Perdiz

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A entrevista à Susana Peralta está muito boa. Das poucas pessoas que realmente se tem preocupado com as crianças, os jovens e os jovens adultos. Várias patadas no governo...a que gostei mais foi a da obcessão com a Páscoa, mas todas foram certeiras. 

A polémica em torno do título da capa não faz sentido nenhum. Ao ler-se a entrevista percebe-se o que ela quis dizer - concorde-se ou não.


 

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Eu acho bonito que a Susana Peralta tenha conseguido unir os vários sectores ideológicos com esta proposta burra e preguiçosa.

 

Agora vamos taxar os trabalhadores porque ficam em casa. Vamos meter trabalhadores contra trabalhadores. Muito bem. Não há nenhuma alternativa mais consistente, não é Susana? Eu tenho uma série de ideias, mas se calhar falta-me alcance.

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Só os impostos que eu pago a mais desde que vim para casa com a água e eletricidade o estado já ficou a ganhar. Só na questão da electricidade pqp... Nunca paguei tanto na vida. Quase que dupliquei o consumo.

Editado por SAS_Robben

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True. Aquecimento, maquina de café, micro ondas, torradeira, mais louça para lavar e pc+monitores. Parece que não mas pinga bem.

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Citação de Puto Perdiz, há 2 horas:

Se houve descuido dela nas palavras onde é que está a desinformação? As palavras nem sequer forma tiradas do contexto. 

Esse texto dela quase de certeza que é a apoiar a abertura das escolas e creches e contra o ensino à distância. 

Edit: era pior se tivessem posto que quem manteve o ordenado deve pagar um imposto. 

Escrever um texto é diferente de dar uma entrevista ou estar num debate. 

Dei-lhe o benefício da dúvida, mas pelo que li do twitter, entalou-se ainda mais. Devia ter sido mais clara.

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Que raio de sentido faria pagar uma taxa adicional por se trabalhar de casa... lembro-me de ter ouvido falar há uns meses dessa ideia também, dum estudo dum banco qualquer.

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Pagar uma taxa adicional por estares em casa a trabalhar tudo bem, mas da regulamentação do teletrabalho, subsídio de refeição e encargos suportados pelo trabalhador à custa da empresa tipo eletricidade e material de escritório ninguém fala.

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Citação de Koper, há 1 hora:

Que raio de sentido faria pagar uma taxa adicional por se trabalhar de casa... lembro-me de ter ouvido falar há uns meses dessa ideia também, dum estudo dum banco qualquer.

Mas não é por se trabalhar em casa. É por pessoas com rendimentos elevados manterem, precisamente, esses rendimentos, ao contrário de muitas outras, que viram os seus rendimentos a desaparecer por completo. Acontece é que a maioria dessas pessoas (que ganham bem) trabalha em casa (daí o infeliz termo da burguesia do teletrabalho). Ora, o Estado tem dificuldades em ajudar estas pessoas e isto seria uma das possibilidades. 

Claro que podemos discutir esses pormaiores do que os trabalhadores em teletrabalho gastaram a mais de luz, água, etc...mas a ideia não é de todo descabida.

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Citação de Jpa, há 16 minutos:

Mas não é por se trabalhar em casa. É por pessoas com rendimentos elevados manterem, precisamente, esses rendimentos, ao contrário de muitas outras, que viram os seus rendimentos a desaparecer por completo. Acontece é que a maioria dessas pessoas (que ganham bem) trabalha em casa (daí o infeliz termo da burguesia do teletrabalho). Ora, o Estado tem dificuldades em ajudar estas pessoas e isto seria uma das possibilidades. 

Claro que podemos discutir esses pormaiores do que os trabalhadores em teletrabalho gastaram a mais de luz, água, etc...mas a ideia não é de todo descabida.

Não é de todo descabida? É das ideias mais ridiculas que existem

Então num pais onde a taxa de poupança é quase nula, agora passado um ano que andamos nisto, o Estado vai dizer ao zé povinho que trabalha em casa que vai ter desembolsar x porque não perdeu emprego/salario? E o Zé Povinho vai buscar esse x aonde? 

A ideia é tão estupida que nenhum pais a esta a implementar. Alias na Alemanha por exemplo teme-se é que exista inflacão devido ao dinheiro que grande parte da populacão não conseguiu gastar no ultimo ano e que vai querer utilizar logo que a coisa volte a um "relativo normal"

 

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Btw a questão da eletricidade, supostamente, no nosso código do trabalho, a empresa tem de pagar as despesas de luz do trabalhador

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Citação de Plagio o Original, há 11 minutos:

Btw a questão da eletricidade, supostamente, no nosso código do trabalho, a empresa tem de pagar as despesas de luz do trabalhador

nunca vi um tostão, e em janeiro com o frio a conta veio mais do dobro do normal.

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Citação de Burkina2008, há 44 minutos:

Então num pais onde a taxa de poupança é quase nula, agora passado um ano que andamos nisto, o Estado vai dizer ao zé povinho que trabalha em casa que vai ter desembolsar x porque não perdeu emprego/salario? E o Zé Povinho vai buscar esse x aonde? 

Não percebo muito de economia, mas, até pelo que disseste - do receio de que haja um boom no consumo, na Alemanha - não me parece que seja algo tão absurdo. Os meus pais são professores, não ganham muito, mas mantiveram os salários e este último ano deles, a nível de gastos, foi um ano praticamente normal. Pensando em pessoas que ganham bem mais que um professor, custa-me a acreditar que lhes fosse fazer uma diferença assim tão grande.

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Citação de Cannonball, há 43 minutos:

nunca vi um tostão, e em janeiro com o frio a conta veio mais do dobro do normal.

Same here..

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