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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de UnReal, há 29 minutos:

Ora. Não estou de todo a dizer que quem trabalha mais ou menos é que está certo, o ponto é exatamente não julgar os outros só porque sim. 

O importante é que cada um viva a vida como quer, se adapte ao seu contexto e momento, acelere quando quiser e puder, abrande quando precisar, lute pela promoção enquanto não tem filhos, recuse o projeto se isso significar horas longe de casa das quais não pode abdicar. O que eu não suporto é a mesquinhez de se criticar quem escolhe esforçar-se. 

E isto leva-me ao ponto seguinte, dos "burros" que se esforçam e não chegam a lado nenhum, que é o argumento B desta malta: normal. Nem toda a gente vai ser suficientemente competente para atingir tudo o que quer, faz parte. Nem todos os esforços que fazemos na vida se refletem no que por fim alcançamos. 

Eu não acho que quem trabalhe mais horas é burro, de todo. Acho é que está a ser alvo de uma má gestão de ativos pela sua chefia e não está a fazer favores nenhuns a si mesmo, bem pelo contrário. É nestes casos que se geram situações graves de stress, de ansiedade, de dependência do trabalho, doenças profissionais e depressões. Do ponto de vista do empregador, depois tens quebras de produtividade e qualidade no trabalho. Tens baixas e falha de pessoas. No limite tens perda de trabalhadores de forma permanente. Infelizmente conheço vários casos de suicido potenciados por foco quase exclusivo no trabalho nos últimos anos.

Temos de deixar de olhar para um workaholic como se fosse uma coisa positiva ou engraçada.

Dando um exemplo, tens 40 horas por semana para trabalhar contratualizadas. Se trabalhas na semana, por tua vontade, 10h na segunda, 12h na terça, 8h na quarta, 5h na quinta e 5h na sexta tudo OK se o trabalho e a necessidade do cliente assim permite. Não me choca absolutamente nada.

A minha questão está mesmo é no extra, naquela hora acima daquilo que está contratualizado contigo.

E aqui acho que continua a se misturar um pouco os conceitos. É uma coisa usares horas fora das 40h (apenas para exemplo) sobre algo que pode melhorar o teu trabalho porque assim o decides, porque queres evoluir como pessoa e profissional. Eu próprio leio bastante sobre a temática do meu trabalho fora de horas mas é porque quero ser melhor e ter conhecimento, não é para garantir o trabalho que devia fazer nas 40h.

Outra coisa é efetivamente trabalhares sobre aquilo que está contratualizado contigo e ultrapassares as 40h. Ai é porque existe má gestão.

Indo ao limite, um controlador de trafego aéreo apenas pode fazer x horas por dia porque só assim se garante a qualidade e segurança no trabalho. Ganhávamos mais (e acredito que as empresas também) se tirássemos alguns ilações desta filosofia.

 

Editado por SAS_Robben
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Citação de UnReal, há 1 minuto:

A linha que separa as coisas é muito ténue, qual é a verdadeira diferença na prática? 

Eu não percebo nada de programação, mas imagino que quem se dedique a projetos aleatórios no GitHub aos sábados ou das 18h-20h esteja amanhã mais próximo de completar com sucesso projetos que surjam em ambiente profissional. E por sucesso entenda-se, por exemplo, projetos mais robustos de um ponto de vista técnico que os dos colegas ou feitos em menos tempo. No fim do dia, o indivíduo A esforçou-se mais que o B, entregou mais e/ou melhor que o B, e eventualmente é recompensado por isso em ambiente profissional, e não com uma condecoração do Presidente do GitHub.

Se a tua pergunta é para a minha última frase, é diferente teres um trabalho onde todos os dias podes aprender uma coisa nova ou um trabalho mais unidimensional. O incentivo de aumentar os esforços no segundo é muito menor que no primeiro.

Sobre a programação, não precisas de saber, dei um exemplo de prática deliberada como os 5 exemplos que deste. É preferível estar 6h no escritório e ter tempo em casa para trabalhar num hobby que te fascina, se for na mesma área tens retorno precisamente no teu emprego, como dizes. Se só consegues ser produtivo 5 ou 6h por dia, mas tens de estar lá 8h, não é bom para ninguém.

Obviamente que não é um tema simples e é mais fácil optar pelo padrão das 8h, 5x por semana, mas merecia ser mais discutido.

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Citação de smashing_pumpkin, há 13 minutos:

Lá está, quem escolhe esforçar-se. Porque quem faz as 8horas diárias obviamente que não escolheu esforçar-se. E aí entra a palermice da coisa. Não há qualquer razão para um trabalhador normal ter que fazer mais do que as 8h,não há qualquer razão para uma promoção ser decidida com base nisso, nem quem trabalha mais 2h por dia significa que se esforça mais quem faz as horas obrigatórias. Se para um trabalhador normal é preciso 10h para terminar o trabalho é porque o trabalho devia se para 2,é porque a empresa está a poupar em recursos humanos em troca da vida pessoal do trabalhador e isso está errado. As chefias,quem tem a responsabilidade toda em cima quase sempre tem que dar imenso, o resto tem que trabalhar o tempo legalmente obrigatório. Tudo o resto é uma cultura de trabalho demente que infelizmente também reina neste país.

Não entremos por artimanhas linguísticas.

Toda a gente que tem um trabalho tem se esforçar para o completar. Não entendo é o pejo em dizer-se que quem foi para lá das 8h, ou quem foi para casa ensaiar a apresentação de amanhã ao diretor, eventualmente se esforçou mais que outro. Não custa muito, são só palavras. O nosso valor intrínseco não sai afetado.

Eu também não entendo que cultura é essa onde agora até o output dos trabalhadores deve ser todo igual para não fazer dói-dói a ninguém. E como fazemos todos os mesmo, também devíamos receber todos o mesmo...

Editado por UnReal
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Citação de UnReal, há 15 minutos:

Não entremos por artimanhas linguísticas.

Toda a gente que tem um trabalho tem se esforçar para o completar. Não entendo é o pejo em dizer-se que quem foi para lá das 8h, ou quem foi para casa ensaiar a apresentação de amanhã ao diretor, eventualmente se esforçou mais que outro. Não custa muito, são só palavras. O nosso valor intrínseco não sai afetado.

Eu também não entendo que cultura é essa onde agora até o output dos trabalhadores deve ser todo igual para não fazer dói-dói a ninguém. E como fazemos todos os mesmo, também devíamos receber todos o mesmo...

Concordo plenamente que todos os trabalhadores são diferentes e que devem ser premiados pela mesma diferença. Alguém que produz menos que outro ou que é menos inovador não merece receber tanto como o que se diferencia. Acho que ninguém coloca isso em causa.

A questão está no extra horário. Sim existem pessoas que aguem trabalhar 12 horas por dia e são felizes assim e são perfeitamente saudáveis. Acontece que são outliers, são pessoas raras.

E é aqui que nasce o problema e o desafio de gestão para essas pessoas. É que se numa equipa tiveres um elemento assim, isto vai levar a que a restante equipa (que não vai ter a mesma capacidade que o outro) se sinta pressionada, em stress e incapaz perante o colega. Isto pode levar a que ganhes um mestre mas percas a equipa, descarrilando todo o trabalho.

E porque não esse mestre em vez de fazer horas extra para despachar trabalho que podia fazer no dia a seguir, fazer o seu trabalho previsto para aquele dia\periodo com o maior foco possível e visto que acaba antes dos outros o colocar no restante tempo a estar ao lado dos colegas a os ensinar boas práticas? E se a questão é que ele é mais perfecionista e demora mais tempo porque não avaliar o seu trabalho para ver se esta a gerar desperdício? E se não gera desperdício será que ele não pode fazer o seu trabalho perfeito em conjunto com um colega com espirito de vontade mas menos capaz e que queira aprender para que dentro de pouco tempo ambos possam trabalhar em conjunto de forma perfeita e ocupando menos tempo de ambos?

Dito isto, temos é um grande problema que é o facto de existir muito individualismo na nossa cultura e das pessoas terem medo de compartilhar conhecimento e tarefas por acreditarem que se mais alguém for owner dos mesmos temas vão perder importância, salário ou até o trabalho. Isto é ultrapassável por managers e team leaders que saibam gerir a questão e premiar quem está disposto a partilhar. Se em Portugal existe esta cultura nas chefias é outro tema que acho que deve ser amplamente discutido.

Editado por SAS_Robben
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Citação de SAS_Robben, há 40 minutos:

Eu não acho que quem trabalhe mais horas é burro, de todo. Acho é que está a ser alvo de uma má gestão de ativos pela sua chefia e não está a fazer favores nenhuns a si mesmo, bem pelo contrário. É nestes casos que se geram situações graves de stress, de ansiedade, de dependência do trabalho, doenças profissionais e depressões. Do ponto de vista do empregador, depois tens quebras de produtividade e qualidade no trabalho. Tens baixas e falha de pessoas. No limite tens perda de trabalhadores de forma permanente. Infelizmente conheço vários casos de suicido potenciados por foco quase exclusivo no trabalho nos últimos anos.

Temos de deixar de olhar para um workaholic como se fosse uma coisa positiva ou engraçada.

Dando um exemplo, tens 40 horas por semana para trabalhar contratualizadas. Se trabalhas na semana, por tua vontade, 10h na segunda, 12h na terça, 8h na quarta, 5h na quinta e 5h na sexta tudo OK se o trabalho e a necessidade do cliente assim permite. Não me choca absolutamente nada.

A minha questão está mesmo é no extra, naquela hora acima daquilo que está contratualizado contigo.

E aqui acho que continua a se misturar um pouco os conceitos. É uma coisa usares horas fora das 40h (apenas para exemplo) sobre algo que pode melhorar o teu trabalho porque assim o decides, porque queres evoluir como pessoa e profissional. Eu próprio leio bastante sobre a temática do meu trabalho fora de horas mas é porque quero ser melhor e ter conhecimento, não é para garantir o trabalho que devia fazer nas 40h.

Outra coisa é efetivamente trabalhares sobre aquilo que está contratualizado contigo e ultrapassares as 40h. Ai é porque existe má gestão.

Indo ao limite, um controlador de trafego aéreo apenas pode fazer x horas por dia porque só assim se garante a qualidade e segurança no trabalho. Ganhávamos mais (e acredito que as empresas também) se tirássemos alguns ilações desta filosofia.

 

Eu não acho que esteja a misturar conceitos, só não vejo é a necessidade de os colocar em caixas diferentes e avaliá-los à parte. 

Na minha opinião, o ponto de partida é o seguinte: tens um emprego com um horário contratualizado. A partir do momento em que dedicas mais horas ao teu emprego do que as contratualizadas (excluindo-se os casos onde és coagido pela entidade empregadora a fazê-lo sob ameaça de despedimento, por exemplo, etc.), para mim estás a esforçar-te mais que outro colega que não o faça. 

Não me interessa muito se dizes que o fazes porque queres aprofundar conhecimentos por ti próprio, ou porque queres estar mais preparado para a call de amanhã, ou porque antevês uma promoção e queres posicionar-te da melhor forma possível. O resultado é o mesmo: amanhã às 09h estás mais bem preparado que o teu colega e num mundo ideal, isso refletir-se-ia na apreciação que fazem de ti enquanto profissional. 

E é aí que alguns colegas aparentemente se vão sentir atacados ou pressionados a fazer o mesmo, criticando os primeiros por colocá-los nessa situação. Eu não entendo essa apreciação, e não me cabe na cabeça fazê-la ou atacar quem o faz. 

Tudo o resto para mim são saltos lógicos e adjetivações de algibeira. Eu até entendo de onde algumas surgem, mas por exemplo dizer que estas pessoas são psicopatas ou individualistas só porque sim, quanto a mim está errado. 

As minhas palavras valem o que valem, mas atualmente na minha equipa sou provavelmente a pessoa com mais conhecimentos consolidados (por circunstâncias de tempo de experiência, não por ser o Ronaldo) e não raras vezes me ligam para tirar dúvidas, fazendo com que eu dedique com eles tempo que depois não tenho para as minhas coisas, e que eventualmente tenho de compensar com horas adicionais. Só que isso a mim dá-me um gozo do crl e realiza-me, porque consigo ajudá-los e ainda entregar as minhas m*rda. E também me ajuda profissionalmente, porque no fim do dia consigo continuar a ser high performing individual contributor, mas também team player (desculpa-me os estrangeirismos). 

E agora vem dali o Alberto saído de debaixo de uma pedra a dizer que eu sou um anormal porque me esforço. Pó crl. 

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Citação de UnReal, há 22 minutos:

Não entremos por artimanhas linguísticas.

Toda a gente que tem um trabalho tem se esforçar para o completar. Não entendo é o pejo em dizer-se que quem foi para lá das 8h, ou quem foi para casa ensaiar a apresentação de amanhã ao diretor, eventualmente se esforçou mais que outro. Não custa muito, são só palavras. O nosso valor intrínseco não sai afetado.

Eu também não entendo que cultura é essa onde agora até o output dos trabalhadores deve ser todo igual para não fazer dói-dói a ninguém. E como fazemos todos os mesmo, também devíamos receber todos o mesmo...

Eu até percebo a tua conversa pois parece-me que estás no meio de trabalho abundante, em que fazer um excesso de horas apenas é isso, e dá aquela aura de esforço perante as chefias antiquadas que ainda há em portugal. O problema,é que o mercado há de ficar mais saturado e aí essas horas, ou quem está disposto a fazê-las sempre, serão a diferença entre ter um trabalho decente ou não. E depois as horas já não vão fazer diferença, porque há de haver o esperto (há sempre e muitas vezes motivado inconscientemente por diversas chefias ao entrar no mundo do trabalho) que vai dizer que faz o mesmo por menos dinheiro. E depois há um ainda mais esperto e por aí adiante até o ordenado de hoje ser uma miragem. Por isso sim, essas horas fazem mal ao local de trabalho. Seja em termos futuros, seja na harmonia das equipas, seja porque estamos a dar mais valor à quantidade do que à qualidade. Além que o trabalho não é, ou não deveria ser, uma competição entre trabalhadores.

Citação de UnReal, há 4 minutos:

Eu não acho que esteja a misturar conceitos, só não vejo é a necessidade de os colocar em caixas diferentes e avaliá-los à parte. 

Na minha opinião, o ponto de partida é o seguinte: tens um emprego com um horário contratualizado. A partir do momento em que dedicas mais horas ao teu emprego do que as contratualizadas (excluindo-se os casos onde és coagido pela entidade empregadora a fazê-lo sob ameaça de despedimento, por exemplo, etc.), para mim estás a esforçar-te mais que outro colega que não o faça. 

Não me interessa muito se dizes que o fazes porque queres aprofundar conhecimentos por ti próprio, ou porque queres estar mais preparado para a call de amanhã, ou porque antevês uma promoção e queres posicionar-te da melhor forma possível. O resultado é o mesmo: amanhã às 09h estás mais bem preparado que o teu colega e num mundo ideal, isso refletir-se-ia na apreciação que fazem de ti enquanto profissional. 

E é aí que alguns colegas aparentemente se vão sentir atacados ou pressionados a fazer o mesmo, criticando os primeiros por colocá-los nessa situação. Eu não entendo essa apreciação, e não me cabe na cabeça fazê-la ou atacar quem o faz. 

Tudo o resto para mim são saltos lógicos e adjetivações de algibeira. Eu até entendo de onde algumas surgem, mas por exemplo dizer que estas pessoas são psicopatas ou individualistas só porque sim, quanto a mim está errado. 

As minhas palavras valem o que valem, mas atualmente na minha equipa sou provavelmente a pessoa com mais conhecimentos consolidados (por circunstâncias de tempo de experiência, não por ser o Ronaldo) e não raras vezes me ligam para tirar dúvidas, fazendo com que eu dedique com eles tempo que depois não tenho para as minhas coisas, e que eventualmente tenho de compensar com horas adicionais. Só que isso a mim dá-me um gozo do crl e realiza-me, porque consigo ajudá-los e ainda entregar as minhas m*rda. E também me ajuda profissionalmente, porque no fim do dia consigo continuar a ser high performing individual contributor, mas também team player (desculpa-me os estrangeirismos). 

E agora vem dali o Alberto saído de debaixo de uma pedra a dizer que eu sou um anormal porque me esforço. Pó crl. 

Amanhã às 9h apenas trabalhaste mais horas que o teu colega. Ofereceste trabalho à tua empresa enquanto que o colega não. E isso não deveria contar para diferenciar trabalhadores. Além que é algo bem diferente trabalhar e dedicar tempo a aprofundar conhecimentos. São coisas bem diferentes, mesmo que sejam relacionadas com trabalho.

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Citação de smashing_pumpkin , há 1 hora:

Amanhã às 9h apenas trabalhaste mais horas que o teu colega. Ofereceste trabalho à tua empresa enquanto que o colega não. E isso não deveria contar para diferenciar trabalhadores.

Na perspetiva dele, não ofereceu trabalho à empresa, antes comprou um futuro aumento.

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Citação de SAS_Robben, há 9 horas:

A mim pagam-me para trabalhar 8h por dias. É isso que faço.

É pá, uma coisa é uma pessoa de vez em quando trabalhar fora de horas. Acontece, faz parte e não me chateia. Existem sempre emergências, eventos inesperados e tal mas fazer disso sistema... fdx...

Só tenho é pena que cá em casa só eu pense assim e a minha outra metade faça regularmente 9h e 10h.

 

Como alguém que andou 6 anos a trabalhar constantemente 10 ou mais horas por dia e finalmente se pôs a monte desse ambiente, o impacto na qualidade de vida é brutal. Subscrevo a 100% este post. 

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Esta discussão fez-me lembrar de um antigo colega da área de IT.

Tínhamos de registar todas as tarefas que fazíamos. O ideal era registar 8 horas por dia, mas podiam haver dias em que registávamos mais e outros menos. Se fossem menos de 7 horas o gestor vinha perguntar o que se tinha passado. Se fossem mais de 9 horas, idem.

Ele registava sempre 8 horas. Sempre. Todos os dias.

Mas saía sempre depois das 20h, 21h... Ou seja, ele trabalhava mais que os outros mas registava sempre 8 horas. Para a empresa, ele era super produtivo.

Conclusão: ao final de 1 ano, alguns foram despedidos, outros ficaram na mesma e ele foi promovido. Foi para um cargo superior, e a ganhar bem mais.

Portanto, há áreas em que não interessam quantas horas trabalham, desde que sejam produtivos para a empresa. Eu sou a favor de trabalhar por objetivos e não por horas/dia. Assim cada um gere como quer, se quer trabalhar 5 dias x 8 horas ou 4 dias x 10 horas, etc.

 

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Eu percebo a vontade de querer fazer o trabalho bem e dar o litro ao ponto de aceitar por sua decisão trabalhar imensas horas por dia, mas a fazer isso é bom que ganhem bem e tenham boa noção que estão a perder a oportunidade de usar essa determinação para criar uma situação em que são o seu próprio chefe e recebem o valor total pelo seu trabalho.

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Citação de IlidioMA, há 10 minutos:

isto é só walls of text aqui. Que passou-se?

Bater muito punho em horas extra para o chefe reparar em ti e te destacares dos teus colegas ou sair a horas para ir laurear a pevide e aproveitar a espuma dos dias?

Trabalhar 10h por dia durante 4 dias da semana, sabe-se lá porquê, ou 8x4 ou 6,5x5? E horas de almoço, fazem-te falta ou sair uma hora mais cedo é o novo ramadão?

E achas que estares a trabalhar em casa e passares uma hora a limpar o pó e a temperar os bifes para o jantar conta como tempo de trabalho para dizeres confortavelmente que não te importas de trabalhar 10h por dia porque tens tempo para essas coisas durante o expediente? Ou és operário fabril e o trauma de estares 10h a fazer o mesmo movimento é uma ideia suicida?

 

 

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Citação de Mayday, há 1 minuto:

Bater muito punho em horas extra para o chefe reparar em ti e te destacares dos teus colegas ou sair a horas para ir laurear a pevide e aproveitar a espuma dos dias?

Trabalhar 10h por dia durante 4 dias da semana, sabe-se lá porquê, ou 8x4 ou 6,5x5? E horas de almoço, fazem-te falta ou sair uma hora mais cedo é o novo ramadão?

E achas que estares a trabalhar em casa e passares uma hora a limpar o pó e a temperar os bifes para o jantar conta como tempo de trabalho para dizeres confortavelmente que não te importas de trabalhar 10h por dia porque tens tempo para essas coisas durante o expediente? Ou és operário fabril e o trauma de estares 10h a fazer o mesmo movimento é uma ideia suicida?

Isto na minha opinião.

Bom resumo btw.

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Citação de a.lopes, há 5 horas:

Estive a ler as últimas páginas e fiquei surpreendido por ninguém sugerir remoção da hora do almoço

1h por vezes 2h é uma loucura aos meus olhos

Tão bom começar às 8 e sair às 4 e consigo almoçar à mesma

Aí está. Chega-me 20 minutos. 

Começo às 7:30 da manhã e esses 40 minutos que ganho permite-me acabar às 19/19:10 em vez das 20:00

E o dia todo a aturar franceses com dores, matem-me. 

Voltando a falar a sério, cá é bem normal terem 2 horas de almoço. Alguns comem e fazem a sesta no local de trabalho. Não consigo perceber. Preferia sair mais cedo com menos uma hora de almoço. 

Faço estes horários porque quero/há poucos profissionais de saúde e há muito trabalho e aproveito enquanto consigo e não estou cansado. Quando cansar, fecho uma tarde, vejo menos doentes por dia e ao final do mês ganho menos. 

Mas é um tipo e forma de trabalhar completamente diferente de 90% do pessoal daqui. 
Uma coisa é certa, nunca mais volto para Portugal para trabalhar. 

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Citação de Jimpo, há 5 minutos:

Aí está. Chega-me 20 minutos. 

Por curiosidade como são esses 20 minutos?

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Citação de Mayday, Agora:

Por curiosidade como são esses 20 minutos?

Domingo preparo a comida para toda a semana em caixas (não quero fazer publicidade a marcas), tenho o último paciente por volta do 12:30, saio da cabine por volta do 12:57, enquanto a pessoa se veste vou à cozinha e meto a aquecer 2 minutos no micro-ondas, volto à recepção se não for uma velha a pessoa já lá está, se for uma velhota tenho de esperar ainda mais 2 minutos, marco na agenda a próxima sessão e vou comer por volta das 13:02.

Às 13:18 normalmente já comi. Meto um café a fazer porque não gosto a escaldar, mando entrar a próxima pessoa e lá vou eu massajar umas peles, quando mando a pessoa fazer exercícios bebo o café tranquilamente. 


Fora de brincadeiras, é mais ou menos isto mas sem os minutos certos, dá sempre para atrasar ou adiantar 5 minutos que vou jogando entre pacientes enquanto um entra na cabine, outro sai ou vai fazer exercícios ou entra na piscina para fazer a reabilitação dentro de água.

Não gosto nada de comer e ficar à espera porque me dá muita moleza e não tenho vontade nenhuma de trabalhar e como ganho ao paciente, tempo sem fazer nada é dinheiro que não estou a ganhar. 

Podemos entrar depois aqui no facto da saúde ser um negócio e de eu neste momento sentir que não faço um trabalho excelente que deveria ser o normal mas isso daria pano para mangas. 

 

 

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Citação de Mayday, há 50 minutos:

Bater muito punho em horas extra para o chefe reparar em ti e te destacares dos teus colegas ou sair a horas para ir laurear a pevide e aproveitar a espuma dos dias?

Trabalhar 10h por dia durante 4 dias da semana, sabe-se lá porquê, ou 8x4 ou 6,5x5? E horas de almoço, fazem-te falta ou sair uma hora mais cedo é o novo ramadão?

E achas que estares a trabalhar em casa e passares uma hora a limpar o pó e a temperar os bifes para o jantar conta como tempo de trabalho para dizeres confortavelmente que não te importas de trabalhar 10h por dia porque tens tempo para essas coisas durante o expediente? Ou és operário fabril e o trauma de estares 10h a fazer o mesmo movimento é uma ideia suicida?

 

 

por causa dessas m*rda é que eu me lancei em freelance. Trabalhe muito ou pouco, ganhe muito ou pouco, o meu suor é meu. 

Pqp o patrão!

Abaixo o patrão!

Viva a revolução anarquista!

Editado por IlidioMA

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Citação de Solero, há 14 minutos:

@Che que achas deste tema? 

2 dias de trabalho semanais, 18 horas diárias. 

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Citação de ZeroZeroPeras, há 1 hora:

Esta discussão fez-me lembrar de um antigo colega da área de IT.

Tínhamos de registar todas as tarefas que fazíamos. O ideal era registar 8 horas por dia, mas podiam haver dias em que registávamos mais e outros menos. Se fossem menos de 7 horas o gestor vinha perguntar o que se tinha passado. Se fossem mais de 9 horas, idem.

Ele registava sempre 8 horas. Sempre. Todos os dias.

Mas saía sempre depois das 20h, 21h... Ou seja, ele trabalhava mais que os outros mas registava sempre 8 horas. Para a empresa, ele era super produtivo.

Conclusão: ao final de 1 ano, alguns foram despedidos, outros ficaram na mesma e ele foi promovido. Foi para um cargo superior, e a ganhar bem mais.

Portanto, há áreas em que não interessam quantas horas trabalham, desde que sejam produtivos para a empresa. Eu sou a favor de trabalhar por objetivos e não por horas/dia. Assim cada um gere como quer, se quer trabalhar 5 dias x 8 horas ou 4 dias x 10 horas, etc.

 

O limite de horas diário existe para proteger o trabalhador, como deveria ser óbvio. Daí ser um horário máximo, se o patrão bem entender pode pôr o trabalhador a trabalhar menos horas ou mediante objectivos, desde que respeite no fim os tempos de descanso e os limites horários.

E já agora, no meio disto tudo, não deixa de ser curioso não justificarem trabalhar mais horas com o facto de poderem ganhar mais. Ao menos que sejam pagos por darem a vida à empresa.

 

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Citação de UnReal, há 3 horas:

Eu também não entendo que cultura é essa onde agora até o output dos trabalhadores deve ser todo igual para não fazer dói-dói a ninguém. E como fazemos todos os mesmo, também devíamos receber todos o mesmo...

 

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Citação de Mica, há 5 horas:

Esses 5 estão a praticar deliberadamente para serem os melhores na sua área. Perfeito. Isso é diferente de dizer que estás mais perto do sucesso se estiveres no escritório 8h x5 em vez de 8h x4 (e outras variantes), ou se aceitares trabalhar horas extra e sábados. Ou seja, não é bem o que se está a discutir.

No caso do programador, é mais provável que venha a ter uma carreira de sucesso se tiver curiosidade intrínseca e fizer uns projetos no GitHub que compilam e resolvem problemas reais do que estar 60h por semana no escritório.

E depois tens os casos de trabalho que não tem valor acrescentado, como ser caixa num supermercado. Não é por passares 100 produtos por minuto que vais ter sucesso.

 

Que por acaso é o número de produtividade que tens de atingir em algumas cadeias 😅

Se passares menos de 80 (onde trabalhava) perguntavam o logo o porquê da tua falta de produtividade.

Existe um mapa afixado que vai dizendo a média diária dos funcionários 

Editado por Alonso.

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Resumo das ultimas páginas:

Em inglaterra fazem se 4 dias mas recebe-se menos.

É melhor trabalhar 10h num dia e receber o mesmo, mas não trabalhar na sexta-feira, desde que trabalhe de casa. Somos mais produtivos de casa, mas só algumas profissões. Os programadores, por exemplo, não são produtivos em 8 horas, pelo que é normal fazermos pausas de 2h por dia.

Temos que ser moderados, não acho que mereço 4 dias de trabalho e receber o mesmo. Trabalhinho é muito lindo, o mais lindo de todos. Como o Astro.

Vocês querem trabalhar menos, seus malandros, não querem ter o sigma grindset, não querem fazer crunch work (12h de trabalho como os antigos mineiros, mas n é abuso pq eu gosto), não merecem os 4 dias de trabalho e 3 folgas

Editado por Plagio o Original

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