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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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É um facto que há profissões e empregos que desgastam mais que outros, agora numa altura em que a esperança média de vida já vai nos 81 anos, à parte de alguns casos absolutamente excepcionais, parece-me completamente desfasado da realidade esperar-se uma pensão do Estado depois de 30 anos de descontos.

Eu imagino que não seja fácil ver tanta gente que se reformou de empresas públicas aos 50 anos e outros absurdos, mas ninguém os obrigou a serem professores em vez de irem para uma PT ou um BNU da vida.

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Acho compreensivel que uma profissão que exige educar gerações mais novas dê possibilidade de uma reforma (reduzida) mais cedo na carreira, ou pelo menos ter mais alguma coisa para fazer nas fases mais finais da carreira. Ter professores que começaram a dar aulas quase antes do 25 de abril a ensinar miudos que vão para a escola agarrados ao telemovel a ver tiktoks deve ser complicado tanto para os profs como para os miudos (e para os pais tambem)

Editado por Sandes.

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Estar num balcão de devoluções/reclamações é coisa levar à loucura. O problema nem é quando eles se queixam ou pedem o livro de reclamações, o problema são os que gostam de fazer espetáculo, os que gostam de berrar, os que dizem que vão chamar a polícia e os que tentam incitar os outros clientes que estão à espera a reclamar também. Frases campeãs são "este país é uma m€rda", "os portugueses são uns mansos", "na França/ Alemanha/ Suíça não é nada assim"

Também conheço quem trabalhe em balcões da segurança social e digo-vos: há gente que merece o céu

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Não vou citar o dito cujo. Mas depois do que li por parte dele hoje, ganhou mais descrédito que outra coisa qualquer. O que tenho receio é que ganhe bastantes seguidores com publicações daquele teor e daqui a um tempo muda o discurso. Os seguidores continuam a ser e já ninguém se lembra destas alarvidades. Mas até a malta da linha dele se está a descolar dele.

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"São os meus impostos que lhe pagam o ordenado"
#1 hit de qualquer atendimento ao público estatal

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Citação de Lebohang, há 5 minutos:

"São os meus impostos que lhe pagam o ordenado"
#1 hit de qualquer atendimento ao público estatal

"Pois olhe, deveria pagar mais"

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Citação de Ion Timofte, há 2 horas:

Também conheço quem trabalhe em balcões da segurança social e digo-vos: há gente que merece o céu

agora imagina nas finanças.

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Citação de Lebohang, há 3 horas:

"São os meus impostos que lhe pagam o ordenado"
#1 hit de qualquer atendimento ao público estatal

Diz-me que és uma pessoa de m*rda sem dizeres que és uma pessoa de m*rda.

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Citação de Sandes., há 16 horas:

Acho compreensivel que uma profissão que exige educar gerações mais novas dê possibilidade de uma reforma (reduzida) mais cedo na carreira, ou pelo menos ter mais alguma coisa para fazer nas fases mais finais da carreira. Ter professores que começaram a dar aulas quase antes do 25 de abril a ensinar miudos que vão para a escola agarrados ao telemovel a ver tiktoks deve ser complicado tanto para os profs como para os miudos (e para os pais tambem)

Se fores por aí arranjas argumentos do género para qualquer profissão.

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Citação de Tio Hans, há 12 minutos:

Se fores por aí arranjas argumentos do género para qualquer profissão.

Que se usem esses argumentos então. Não deixa de ser válido. Como disse, não quer dizer que a reforma ao fim de 30 anos de ensino seja a opção mais valida, mas acho que seria apenas pragmático ver o balanço que se pode fazer para os professores terem um fim de carreira digno e os alunos tenham uma melhor educação mais ajustada às novas gerações.

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Citação de Sandes., Agora:

Que se usem esses argumentos então. Não deixa de ser válido. Como disse, não quer dizer que a reforma ao fim de 30 anos de ensino seja a opção mais valida, mas acho que seria apenas pragmático ver o balanço que se pode fazer para os professores terem um fim de carreira digno e os alunos tenham uma melhor educação mais ajustada às novas gerações.

Então não é suposto um professor evoluir como qualquer outro profissional noutra área qualquer? 

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Citação de smashing_pumpkin , Agora:

Então não é suposto um professor evoluir como qualquer outro profissional noutra área qualquer? 

É, pois. Achas que a solução é então despachar os professores mais velhos para o desemprego porque não conseguiram acompanhar a evolução tecnológica?

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Citação de Sandes., há 1 minuto:

É, pois. Achas que a solução é então despachar os professores mais velhos para o desemprego porque não conseguiram acompanhar a evolução tecnológica?

A solução não é essa ou não devia ser, mas se um profissional qualificado não consegue acompanhar a evolução algo de muito errado se passa. Todos os sectores da sociedade têm que acompanhar a evolução, tecnológica ou outras, e um professor até tem mais ferramentas para o fazer que a maioria da população. E por isso, se o Zé do distribuidor consegue aprender a trabalhar com um SAP (porque não tem alternativa), alguém que é formado e que tem formações à sua disposição, só tem que acompanhar a evolução dos tempos. Se não o faz é porque não quer saber e por incompetência.

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hahahahahaha coitadinhos os pobres são tão contagiosos 

Editado por Pavel

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Citação de smashing_pumpkin , há 2 minutos:

A solução não é essa ou não devia ser, mas se um profissional qualificado não consegue acompanhar a evolução algo de muito errado se passa. Todos os sectores da sociedade têm que acompanhar a evolução, tecnológica ou outras, e um professor até tem mais ferramentas para o fazer que a maioria da população. E por isso, se o Zé do distribuidor consegue aprender a trabalhar com um SAP (porque não tem alternativa), alguém que é formado e que tem formações à sua disposição, só tem que acompanhar a evolução dos tempos. Se não o faz é porque não quer saber e por incompetência.

Opah eu conheço alguns professores e, especialmente em turmas mais novas, eles têm muito mais que fazer do que estar a par das formações. Estar a tomar conta de turmas de 30 alunos de 10 anos enquanto se aprende a lidar com novas tecnologias e se tenta compreender o que os miúdos falam e se interessam é praticamente impossível para alguém que começou a leccionar nos anos 80.

Discutir o que fazer nestas situações não é só para o benefício dos professores, mas acho essencial para dar uma educação mais adequada aos alunos. Se andares por esse país e considerares todos os professores ultrapassados como incompetentes ou negligentes, vais ficar muito desiludido. E não é só em Portugal

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Eu sou do tempo que havia muitos professores que foram para a profissão porque não arranjaram emprego na área que se especializaram. Ótimas skills para lidar com adolescentes 😂

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Citação de Sandes., há 23 minutos:

Opah eu conheço alguns professores e, especialmente em turmas mais novas, eles têm muito mais que fazer do que estar a par das formações. Estar a tomar conta de turmas de 30 alunos de 10 anos enquanto se aprende a lidar com novas tecnologias e se tenta compreender o que os miúdos falam e se interessam é praticamente impossível para alguém que começou a leccionar nos anos 80.

Discutir o que fazer nestas situações não é só para o benefício dos professores, mas acho essencial para dar uma educação mais adequada aos alunos. Se andares por esse país e considerares todos os professores ultrapassados como incompetentes ou negligentes, vais ficar muito desiludido. E não é só em Portugal

Como em todas as profissões há quem seja capaz (e queira) evoluir e há quem não seja capaz ou não queira. O problema é que no resto das profissões sugere-se que arranjem algo diferente que saibam fazer, pelos vistos para um professor já se passa paninhos quentes. Eu espero que sejam dadas condições dignas aos professores, estabilidade e tudo o resto que garanta uma vida e trabalho dignos para a profissão importante que exercem. Mas também não acho que se possa fingir que não é responsabilidade dos mesmos acompanhar os tempos e perceber a cada ano que se passa qual é a melhor abordagem ao ensino. É esse o seu trabalho. 

Além disso, o que sugeres é uma atitude na linha do meter na prateleira os quadros mais velhos, como se não soubessem trabalhar ou fossem incapazes. Quem é bom no que faz, competente, adapta-se, evolui e continua a ser capaz de exercer a sua profissão. Essa ideia que professores com mais de 55 anos não são capazes de ensinar com qualidade na actualidade faz-me muita confusão, e se assim é, diz mais sobre a qualidade dos mesmos do que da evolução tecnológica da sociedade e dos alunos.

Editado por smashing_pumpkin

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Citação de Sandes., há 48 minutos:

Que se usem esses argumentos então. Não deixa de ser válido. Como disse, não quer dizer que a reforma ao fim de 30 anos de ensino seja a opção mais valida, mas acho que seria apenas pragmático ver o balanço que se pode fazer para os professores terem um fim de carreira digno e os alunos tenham uma melhor educação mais ajustada às novas gerações.

Vale para o contabilistas que começaram a carreira a fazer contabilidade à mão e hoje é tudo informatizado. Vale para os bancários que começaram a atender clientes que iam fazer levantamentos ao balcão e hoje têm que saber manusear máquinas ATM. Vale para os carpinteiros que aparafusavam parafusos à mão e hoje têm que o fazer com aparafusadoras eléctricas. Vale para os arquitectos que faziam projectos em estiradores com papel e lápis e hoje fazem tudo em computador, etc.

Todas as profissões mudam, evoluem e se modificam. Não vamos premiar pessoas com a reforma completa porque, coitadinhos, é muito difícil adaptarem-se a novas realidades.

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E depois há outra questão nisto dos professores, que eu sinceramente não percebi: foi-lhes prometida a recuperação dos tais 6 anos? É que, segundo julgo saber, para as outras carreiras, esses anos não foram tidos em conta.

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O problema com os professores é que já têm uma carga de trabalho brutla fora do período de aulas e não lhes sobra tempo para formações ou seja o que for que fosse necessário para aprenderem a usar novas tecnologias.

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Citação de smashing_pumpkin , há 16 minutos:

Como em todas as profissões há quem seja capaz (e queira) evoluir e há quem não seja capaz ou não queira. O problema é que no resto das profissões sugere-se que arranjem algo diferente que saibam fazer, pelos vistos para um professor já se passa paninhos quentes. Eu espero que sejam dadas condições dignas aos professores, estabilidade e tudo o resto que garanta uma vida e trabalho dignos para a profissão importante que exercem. Mas também não acho que se possa fingir que não é responsabilidade dos mesmos acompanhar os tempos e perceber a cada ano que se passa qual é a melhor abordagem ao ensino. É esse o seu trabalho. 

Além disso, o que sugeres é uma atitude na linha do meter na prateleira os quadros mais velhos, como se não soubessem trabalhar ou fossem incapazes. Quem é bom no que faz, competente, adapta-se, evolui e continua a ser capaz de exercer a sua profissão. Essa ideia que professores com mais de 55 anos não são capazes de ensinar com qualidade na actualidade faz-me muita confusão, e se assim é, diz mais sobre a qualidade dos mesmos do que da evolução tecnológica da sociedade e dos alunos.

Onde é que disse isso? O que digo é que não me opunha a algum mecanismo de transição (voluntária) para outras funções mais adequadas ou de reforma antecipada. Quem se sentir capaz de estar mais tempo a lecionar, é incentivado a fazê-lo para ter uma reforma mais generosa.

E não passei paninhos quentes nos profs. Repito: se tu achas que os professores ultrapassados são incompetentes e deviam ser despedidos como em qualquer profissão, diz logo. É um argumento valido também, acho que seria um desastre precisamente porque os quadros têm muito prof que encaixa nessa definição.

Citação de Tio Hans, há 1 minuto:

Vale para o contabilistas que começaram a carreira a fazer contabilidade à mão e hoje é tudo informatizado. Vale para os bancários que começaram a atender clientes que iam fazer levantamentos ao balcão e hoje têm que saber manusear máquinas ATM. Vale para os carpinteiros que aparafusavam parafusos à mão e hoje têm que o fazer com aparafusadoras eléctricas. Vale para os arquitectos que faziam projectos em estiradores com papel e lápis e hoje fazem tudo em computador, etc.

Todas as profissões mudam, evoluem e se modificam. Não vamos premiar pessoas com a reforma completa porque, coitadinhos, é muito difícil adaptarem-se a novas realidades.

Pronto, mais uma vez repito a pergunta: o que se deve fazer nessa situação? Deixar os professores ultrapassados continuar a leccionar crianças, não permitindo uma educação tão eficaz, ou meter os profs na rua? O que sugeres?

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Citação de Sandes., Agora:

Pronto, mais uma vez repito a pergunta: o que se deve fazer nessa situação? Deixar os professores ultrapassados continuar a leccionar crianças, não permitindo uma educação tão eficaz, ou meter os profs na rua? O que sugeres?

Teoricamente, um profissional que deixa de conseguir ser competente na sua profissão por culpa própria (e este ponto aqui dá pano para mangas, como bem sabemos), devia ser despedido e dar o lugar a outro melhor. 

Agora, temos a realidade:

  1. Nenhum funcionário público com contrato sem termo é despedido em Portugal;
  2. É muito, mas mesmo muito duvidoso assumir que a culpa de haver professores incapazes de se adaptar a novas realidades seja exclusivamente dos professores;
  3. A incompetência não é um motivo legalmente aceite para o despedimento em Portugal;
  4. Mesmo sendo "maus" professores, são professores necessários pois não há professores em quantidade suficiente, actualmente.

Há, portanto, duas soluções, (1) formação intensiva a ver se se corrige alguma coisa e (2) aguentar. Estás a ver a FENPROF a aceitar a primeira? 😂

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Citação de Tio Hans, Agora:

Teoricamente, um profissional que deixa de conseguir ser competente na sua profissão por culpa própria (e este ponto aqui dá pano para mangas, como bem sabemos), devia ser despedido e dar o lugar a outro melhor. 

Agora, temos a realidade:

  1. Nenhum funcionário público com contrato sem termo é despedido em Portugal;
  2. É muito, mas mesmo muito duvidoso assumir que a culpa de haver professores incapazes de se adaptar a novas realidades seja exclusivamente dos professores;
  3. A incompetência não é um motivo legalmente aceite para o despedimento em Portugal;
  4. Mesmo sendo "maus" professores, são professores necessários pois não há professores em quantidade suficiente, actualmente.

Há, portanto, duas soluções, (1) formação intensiva a ver se se corrige alguma coisa e (2) aguentar. Estás a ver a FENPROF a aceitar a primeira? 😂

Obrigado pela resposta!

Com alguns incentivos (melhores salários e condições de trabalho) como adoçante até vejo alguma forma de negociar formação com a fenprof. Mas concordo com esse ponto de vista. Acho é que o estado está na posição de balançar a despesa: o investimento na formação (e no tal adoçante) será um melhor investimento que simplesmente uma reforma antecipada para profs? Isso já não me cabe a mim saber, mas acredito que seja uma métrica a ponderar

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Citação de Sandes., há 18 minutos:

Onde é que disse isso? O que digo é que não me opunha a algum mecanismo de transição (voluntária) para outras funções mais adequadas ou de reforma antecipada. Quem se sentir capaz de estar mais tempo a lecionar, é incentivado a fazê-lo para ter uma reforma mais generosa.

E não passei paninhos quentes nos profs. Repito: se tu achas que os professores ultrapassados são incompetentes e deviam ser despedidos como em qualquer profissão, diz logo. É um argumento valido também, acho que seria um desastre precisamente porque os quadros têm muito prof que encaixa nessa definição.

Pronto, mais uma vez repito a pergunta: o que se deve fazer nessa situação? Deixar os professores ultrapassados continuar a leccionar crianças, não permitindo uma educação tão eficaz, ou meter os profs na rua? O que sugeres?

Eu acho que o despedimento deve ser sempre um último recurso e em casos em que não há volta a dar, por isso nunca seria a minha solução. Estou de acordo com o que o Tio escreveu e ia por aí, apostava na tentativa de requalificação dos profissionais (que para mim é a obrigação de qualquer entidade patronal, garantir que têm meios para evoluir e acompanhar os tempos) e nunca passaria pela glorificação da incompetência, que é o que aconteceria se a solução fosse simplesmente mandá-los para casa mais cedo com a reforma.

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