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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Puto Perdiz, há 15 minutos:

E o com uma reforma da função pública por fazer.

Sai dai JMT

A cena é que eu não gosto de ter esta opinião, também quero acreditar que ha esperança em esvaziar estes tipo por vias de logica e razão. Mas os resultados destas eleições tiram-me toda a esperança, honestamente.

Para ser sincero também acho que é o facto de ver cada vez mais pessoas próximas a assumirem que estão a votar neles e sei que posso argumentar com elas as vezes que quiser que vem sempre a ladainha dos últimos 50 anos e são só tachos e corrupção e o crl

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Eu cá acho que a malta do estrangeiro não devia puder votar, nem cá estão para a páscoa quanto mais para saberem como estão os governos diariamente. 

O @a.lopes era o único a puder votar por não ter votado no Chega. 😁

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E supostamente o Chega só não lidera o Fora da Europa porque o candidato da AD é bastante reconhecido pela comunidade portuguesa no Brasil, que basicamente constitui uma parte significativa dos votos nesse círculo eleitoral. 

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Citação de Tio Hans, há 2 horas:

"Da investigação em curso resultaram ainda fortes suspeitas do comprometimento de funcionários de organismos públicos, com violação dos respetivos deveres funcionais e de reserva, na agilização e conformação dos procedimentos relacionados com as candidaturas, pedidos de pagamento e a atividade de gestão de projetos cofinanciados."

 

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Se tivermos esta legislatura completa, quantas novas disciplinas terão as crianças na escola sobre os diversos tipos de literacias (financeira, politica, tecnologica) ao final de 4 anos?

Fun fact, os gen z não sabem mexer em computadores porque fazem tudo pelo telefone

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Citação de Ghelthon, há 3 horas:

Também já pensei nisso, e já foi dito por várias pessoas. A melhor forma de desmascarar o Chega talvez seja deixá-lo falhar com poder nas mãos.

O problema é que depois é preciso andar ao tiro para os tirar de lá.

E com as forças policiais no bolso, não é "só" deixa-los falhar.

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Citação de Sandes., há 2 horas:

A cena é que eu não gosto de ter esta opinião, também quero acreditar que ha esperança em esvaziar estes tipo por vias de logica e razão. Mas os resultados destas eleições tiram-me toda a esperança, honestamente.

Para ser sincero também acho que é o facto de ver cada vez mais pessoas próximas a assumirem que estão a votar neles e sei que posso argumentar com elas as vezes que quiser que vem sempre a ladainha dos últimos 50 anos e são só tachos e corrupção e o crl

Eu percebo perfeitamente o teu racional, mas acho que há margem para melhorar as coisas principalmente a nível de justiça. Os processos arrastam-se e os canais sensacionalistas cavalgam em cima disso. Sempre que uma sentença é adiada ou existe uma indemnização indevida a alguém a credibilidade do nosso sistema democrático sai ferida, e os outros, mesmo não fazendo absolutamente ideia nenhuma do que podem fazer, usam isso como trunfo, e o povo descontente, que já tem pouco a que se agarrar, cai nisso.

Editado por Mica

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Citação de Mica, há 4 horas:

 

Parece-me ser bastante ingénuo da vossa parte achar que isso vai resultar.

Basta ver que o Trump e o Bolsonaro continuam com uma legião enorme de fãs e um deles até poderá regressar muito em breve.

Fora outros exemplos de populistas que, depois de chegarem ao poder, conseguiram consolidar essa posição mesmo por via democrática.

Se não querem motivos para votar em populistas só mesmo melhorando e oferecendo maior credibilidade ao sistema que já temos, que goste-se ou não, é o melhor que poderemos ter.

Embora concorde contigo a quase 100%, há diferenças fundamentais entre o Trump/Bolsonaro e o CH. Os sistemas são bastante diferentes, personalistas, eles governaram "sozinhos". Podem ser eles contra o sistema.

O Ventura ser "só mais um" ministro num governo PSD tinha uma aparência diferente, acho.

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Citação de Jamarcus, há 6 minutos:

Embora concorde contigo a quase 100%, há diferenças fundamentais entre o Trump/Bolsonaro e o CH. Os sistemas são bastante diferentes, personalistas, eles governaram "sozinhos". Podem ser eles contra o sistema.

O Ventura ser "só mais um" ministro num governo PSD tinha uma aparência diferente, acho.

Tens outros casos na Europa nos quais te podes focar, só fui aos mais mediáticos.

Embora penso que concordemos que existe um culto de personalidade que é transversal aos três (Bolsonaro, Ventura, Trump). Por aí as semelhanças existem.

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Citação de Mica, há 2 minutos:

Tens outros casos na Europa nos quais te podes focar, só fui aos mais mediáticos.

Embora penso que concordemos que existe um culto de personalidade que é transversal aos três (Bolsonaro, Ventura, Trump). Por aí as semelhanças existem.

Olhando para Espanha, por exemplo... o Vox perdeu alguma força quando se começou a juntar ao PP para muita coisa.

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já acabou as eleições? Estou farto disto. Desde 7 de Novembro neste quotidiano.

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Citação de IlidioMA, há 3 minutos:

já acabou as eleições? Estou farto disto. Desde 7 de Novembro neste quotidiano.

Calma PNS

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Citação de IlidioMA, há 12 minutos:

já acabou as eleições? Estou farto disto. Desde 7 de Novembro neste quotidiano.

Imagina os americanos em "eleições" desde 2016 

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Citação de Jamarcus, há 4 horas:

O Ventura ser "só mais um" ministro num governo PSD tinha uma aparência diferente, acho.

Acho que isto é um ponto pertinente, é possível que ter o gajo como subordinado dum governo doutro partido (que teria de ser o PSD, mas podia ser outro qualquer), esvazie a narrativa deles de várias formas.

Mas é uma estratégia extremamente arriscada para tentar lidar com o problema. E para o PSD no actual contexto seria muito problemática depois do Montenegro ter prometido imensas vezes que não ia fazer acordos com o Chega

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Citação de noikeee, há 43 minutos:

Acho que isto é um ponto pertinente, é possível que ter o gajo como subordinado dum governo doutro partido (que teria de ser o PSD, mas podia ser outro qualquer), esvazie a narrativa deles de várias formas.

Mas é uma estratégia extremamente arriscada para tentar lidar com o problema. E para o PSD no actual contexto seria muito problemática depois do Montenegro ter prometido imensas vezes que não ia fazer acordos com o Chega

 

Citação

Determinado a retornar ao poder, Papen, acreditando que Adolf Hitler poderia ser controlado quando estivesse no governo, pressionou Hindenburg a nomear Hitler como chanceler e Papen como vice-chanceler em 1933, em um gabinete aparentemente não sob o domínio do Partido Nazista. 


👀

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Ventura aparece a vociferar contra os ciganos, cria um novo partido e diz que vai mandar nisto tudo.

Tática 1 - Portugal não é pasto para a extrema direita. Deixem-no estar que aquilo não vai a lado nenhum.

Resultado: Chega elege 1 deputado.

Tática 2 - A melhor maneira de evitar o crescimento dos populismos é fingir que eles não existem.

Resultado: Chega cresce para 12 deputados e torna-se o 3º partido em Portugal.

Tática 3 - Há que combater o populismo desmontando as suas propostas para evidenciar que não são razoáveis nem admissíveis. Combatendo na lama com ele.

Resultado: Chega cresce para 50 deputados e entra no "jogo" da governabilidade.

Tática 4 - É deixá-lo participar numa solução governativa para que as pessoas se apercebam que aquilo é só fogo de vista.

Resultado: ???

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Citação de Descartes, há 11 minutos:

Ventura aparece a vociferar contra os ciganos, cria um novo partido e diz que vai mandar nisto tudo.

Tática 1 - Portugal não é pasto para a extrema direita. Deixem-no estar que aquilo não vai a lado nenhum.

Resultado: Chega elege 1 deputado.

Tática 2 - A melhor maneira de evitar o crescimento dos populismos é fingir que eles não existem.

Resultado: Chega cresce para 12 deputados e torna-se o 3º partido em Portugal.

Tática 3 - Há que combater o populismo desmontando as suas propostas para evidenciar que não são razoáveis nem admissíveis. Combatendo na lama com ele.

Resultado: Chega cresce para 50 deputados e entra no "jogo" da governabilidade.

Tática 4 - É deixá-lo participar numa solução governativa para que as pessoas se apercebam que aquilo é só fogo de vista.

Resultado: ???

"Não é assim que se combate o fascismo"

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Citação de Descartes, há 1 hora:

Ventura aparece a vociferar contra os ciganos, cria um novo partido e diz que vai mandar nisto tudo.

Tática 1 - Portugal não é pasto para a extrema direita. Deixem-no estar que aquilo não vai a lado nenhum.

Resultado: Chega elege 1 deputado.

Tática 2 - A melhor maneira de evitar o crescimento dos populismos é fingir que eles não existem.

Resultado: Chega cresce para 12 deputados e torna-se o 3º partido em Portugal.

Tática 3 - Há que combater o populismo desmontando as suas propostas para evidenciar que não são razoáveis nem admissíveis. Combatendo na lama com ele.

Resultado: Chega cresce para 50 deputados e entra no "jogo" da governabilidade.

Tática 4 - É deixá-lo participar numa solução governativa para que as pessoas se apercebam que aquilo é só fogo de vista.

Resultado: ???

em suma, não há hipótese. A minha abordagem é, assumidamente, um baixar os braços. É dizer a quem vota nele: já que o querem, que o tenham.

E diga-se que no contexto actual também será suicídio político para o Montenegro e para o PSD aceitar que ele entre no governo

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Citação de Sandes., há 6 minutos:

em suma, não há hipótese. A minha abordagem é, assumidamente, um baixar os braços. É dizer a quem vota nele: já que o querem, que o tenham.

E diga-se que no contexto actual também será suicídio político para o Montenegro e para o PSD aceitar que ele entre no governo

Não há hipótese? Mas que derrotismo vem a ser esse? A questão é que a solução não passa nem nunca passou pela forma como se lida com o Chega ou com o Ventura. A solução passa por governar em condições. PS ou PSD, tanto faz. Se governarem com objetivos pessoais de carreirismo ou clientelismo, se governarem sustentados em tecnocratas e folhas de excel, se governarem desprezando as pessoas que neles votam, está o caminho aberto para o Chega. Por outro lado, se governarem de forma transparente, criteriosa, colocando as pessoas em primeiro lugar e procurando resolver os seus problemas, esvaziam o discurso do Chega e a sua atratividade. É fácil? Não. Há fórmulas milagrosas? Não. Mas é exatamente por ser difícil que eles lá estão. Se fosse fácil qualquer tasqueiro simpatizante do Chega podia fazer o trabalho.

E esse é o principal risco de colocar o Chega numa solução governativa. Agora que a tasca já se instalou confortavelmente no Parlamento levá-la para o Governo seria potencialmente catastrófico. Para a Democracia e para a vida das pessoas. Deixá-los ir para lá para ver se eles se espalham só terá um efeito: quem se vai espatifar ao comprido seremos todos nós.

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Por falar em Chega parece que os resultados eleitorais lá fora serão mesmo 1 AD, 1 PS e 2 CH

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Eu acho que colocar o Chega como parceiro de governo à espera que "se espalhe ao comprido", ou seja que governe mal e seja penalizado em futuras eleições por isso, é parvo. Os (eventuais) benefícios seriam outros:

  • esvaziar a narrativa de que é um partido anti-sistema, que os outros é que "andam todos a gamar" e que eles são diferentes porque nunca estiveram lá. Se estiverem lá.. deixam de poder dizer isso
  • o Ventura ao ser ministro duma m*rda qualquer, subordinado a um primeiro ministro doutro partido; ou mesmo fora do governo mas apenas como gajo que baixa a bolinha e aprova tudo o que o PSD faz; pode eventualmente perder a aura de quem fala grosso como quem manda em tudo, porque o PSD é que manda. É uma cena assim um bocado recreio da escola primária, mas é o próprio Chega que coloca as coisas nesse patamar. Para quem quer ser bully, se calhar não é o melhor look ser subordinado de outros

É extremamente arriscado por 2 razões:

  • porque eles são muito hábeis a controlar a narrativa na mesma, e podem conseguir dar a volta, minimizar estas coisas e colocar as narrativas doutra forma
  • porque existe um perigo grande de contaminar o PSD com este tipo de discurso (algo que já se viu com o infeliz discurso do Passos no Algarve), e de normalizar cada vez mais este tipo de discurso

Há quem diga que está estudado que esta última razão é muito forte, e por isso a melhor estratégia continua mesmo a ser a do cerco sanitário e do "não é não" firmíssimo. Eu sinceramente não faço a p*ta da mínima ideia. E acho que escolhas a estratégia a), b), ou c), isto é um perigo que condiciona completamente toda a política do país, e que é para durar muitos anos e cujas origens não se resolvem com táticas políticas de circunstância. E nem sequer é remotamente uma coisa específica de Portugal, é um fenômeno generalizado das sociedades ocidentais neste momento....

---

A democracia foi primeiro experimentada na Grécia antiga, e rapidamente se desmoronou devido a não haver mecanismos de controlo que impedissem a eventual eleição de populistas tiranos. Desapareceu durante séculos e foi sempre vista como um sistema instável e demasiado propício a estes fenômenos, até regressar em força, muito mais sofisticada, tendo tido o seu auge mundial em talvez finais do século XX, inícios deste. Pós queda muro de Berlim, pré redes sociais ou pré 9/11.

Porquê nessa altura? Para mim a resposta é que tiveste uma convergência de uma população muito mais culta que no passado, com o acesso a informação generalizado, mas moderado por uma imprensa regulada. Foi o auge da TV, jornais e rádios, em que havia poucos canais e poucos jornais, toda a gente lia e via mais ou menos a mesma coisa, que era controlada por jornalistas acreditados e, sejamos sinceros, por linhas editoriais (ou narrativas, ou propaganda mesmo), controladas pelas elites e pelos partidos de centro do estado. Para além disso ainda havia a memória coletiva bem vincada do perigo dos totalitarianismos do passado (que davam uma seriedade extra à forma como se lidava com a política), sejam os horrores do Nazismo, o sonho comunista tornado em desastre económico soviético, ou o moralismo choninhas e pobreza a todos os níveis do Estado Novo.

A internet mudou o sítio aonde as pessoas vão buscar a informação, deixou de ser agregada e curada por meia dúzia de profissionais reguladores, e passou a ser disparada aleatoriamente por milhões de pessoas, amadores, profissionais, bots, com ou sem motivações malignas. Inicialmente pensou-se que isto era ótimo porque seria super mais democrático. E é, só que naquela direção caótica da democracia pura original da Grécia antiga. Perdeu-se a cola que mantinha junto todo este sistema perante a sociedade e a protegia de populistas tiranos. E ao mesmo tempo aquela memória coletiva dos tempos difíceis, que mantinha seriedade na política, vai-se perdendo aos poucos. Vota-se no político preferido como quem vota no Big Brother. Como se não houvesse consequências reais e aquilo fosse tudo só um show de TV.

Não quer dizer que esteja tudo perdido, não concordo com o derrotismo, já houve períodos na história em que outras coisas pareciam inevitáveis e não o foram. Em determinado tempo o comunismo do estilo soviético parecia imparável, antes disso o fascismo original. Mas não estou a ver como será revertida esta onda, sem o Ocidente arranjar forma de ordenar melhor o caos da internet e da forma como as pessoas consomem informação. E ao mesmo tempo, de lhes injetar uma dose de seriedade de novo nas escolhas na hora do voto. Talvez só mesmo caso aconteça algo muito grave no mundo que faça as pessoas sentir na pele um medo real e profundo da ascensão da extrema direita, e não apenas um "ah e tal aquele Trump que aparece na TV é meio maluco". Porque parece que uma resposta caótica a uma pandemia, um ataque ao Capitólio, e uma guerra imperialista na Europa não foram suficientes. As pessoas (ainda) não associam o Ventura ao medo dessas coisas.

Editado por noikeee
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