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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Descartes, há 12 horas:

Um ano e meio para o Montenegro mostrar que consegue governar num ritmo diferente de campanha eleitoral perpétua,

E um ano e meio para o gajo inventar outra forma de governar que não seja dar dinheiro a toda a gente à grande como se tivesse ganho a lotaria, como com esta cena do IRS jovem e outras. Tá tão apostado em tentar parecer "bonzinho" para ganhar eleições, e tentar se livrar da herança do Passos Coelhos e descolar o PSD da imagem de ser "o partido que corta dinheiro e direitos às pessoas", que vai a caminho de endividar este país mais que o Guterres e o Sócrates juntos.

Se houve uma coisa que o Costa fez que foi excelente foi estabilizar a dívida pública. #voltatoni

Editado por noikeee

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Muito bem a DGS a mudar as cores do símbolo da bandeira nacional para as cores da CUF e Hospital da Luz de forma a facilitar a privatização total do sistema nacional de saude

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Entretanto a Sic Noticias já virou um bocado o bico ao prego em relação à história que ontem transmitiram.

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Um Orçamento responsável e um novo modelo económico para o país

O Ministro das Finanças a assinar um artigo de opinião? A 5 dias da data em que vai apresentar o Orçamento de Estado na Assembleia da República? Numa altura em que decorrem negociações com a oposição para a sua viabilização?

Ou a memória me está a falhar ou isto é inédito. Entrevistas, conferências de imprensa, respostas pontuais a jornalistas, tudo isso é normal e saudável. Artigos de opinião? Não me parece que seja sequer eticamente razoável, quanto mais politicamente.

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"É fundamental baixar a carga fiscal das empresas. Portugal tem a segunda taxa nominal marginal, em sede de IRC, mais elevada da OCDE e uma das taxas efetivas marginais mais elevadas. Os investidores estrangeiros olham para estes números antes de tomarem decisões de investimento."

O Galamba explica ontem bem a fraqueza deste argumento em cima:

"Além disto, o país precisa de manter os jovens em território nacional, incentivar aqueles que foram para fora a regressar ou atrair jovens de outras nacionalidades que queiram viver e trabalhar em Portugal. Entendemos que, para esse fim, é necessário baixar o IRS sobre os jovens."

Vai daí, queríamos aplicar uma medida que custaria 1000 milhões e que seria comprovadamente benéfica para menos de 5% desses jovens.

E o argumento dos jovens regressarem também é giro. É comparar os salários brutos dessas pessoas quando cá estavam com os salários líquidos nos países para onde foram.

 

Um festival de areia para os olhos no fundo. 

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Citação de Descartes, há 53 minutos:

Um Orçamento responsável e um novo modelo económico para o país

O Ministro das Finanças a assinar um artigo de opinião? A 5 dias da data em que vai apresentar o Orçamento de Estado na Assembleia da República? Numa altura em que decorrem negociações com a oposição para a sua viabilização?

Ou a memória me está a falhar ou isto é inédito. Entrevistas, conferências de imprensa, respostas pontuais a jornalistas, tudo isso é normal e saudável. Artigos de opinião? Não me parece que seja sequer eticamente razoável, quanto mais politicamente.

Conferências de imprensa sem direito a perguntas, artigos de opinião... 

Só falta o regresso do conversas em família.

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Citação de HappyKing, há 6 horas:

"É fundamental baixar a carga fiscal das empresas. Portugal tem a segunda taxa nominal marginal, em sede de IRC, mais elevada da OCDE e uma das taxas efetivas marginais mais elevadas. Os investidores estrangeiros olham para estes números antes de tomarem decisões de investimento."

O Galamba explica ontem bem a fraqueza deste argumento em cima:

"Além disto, o país precisa de manter os jovens em território nacional, incentivar aqueles que foram para fora a regressar ou atrair jovens de outras nacionalidades que queiram viver e trabalhar em Portugal. Entendemos que, para esse fim, é necessário baixar o IRS sobre os jovens."

Vai daí, queríamos aplicar uma medida que custaria 1000 milhões e que seria comprovadamente benéfica para menos de 5% desses jovens.

E o argumento dos jovens regressarem também é giro. É comparar os salários brutos dessas pessoas quando cá estavam com os salários líquidos nos países para onde foram.

 

Um festival de areia para os olhos no fundo. 

Quando o Galamba diz "há aquela anedota" pensei que fosse contar outra. Aquela do "o Carlos Guimarães Pinto vai à televisão e abre a boca...".

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Citação de Petar Musa, há 7 minutos:

Hoje é o feriado mais triste de Portugal 😔

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Pois, querias monarquia, pão e vinho tinto.

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Citação de Mica, há 9 minutos:

Pois, querias monarquia, pão cerveja.

Fixed. Não gosto de vinho 

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Citação de Petar Musa, há 1 minuto:

Fixed. Não gosto de vinho 

Porra afinal ainda me faltava bloquear mais alguém

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Citação
Esta é a minha turma da primária. O menino mais à direita na fila do meio é o Carlos Alberto. Ontem, aos 42 anos, foi barbaramente assassinado a tiro na sua barbearia, em Lisboa, num triplo homicídio que vitimou ainda um casal. O assassino e os seus dois cúmplices estão em fuga.
O Carlos frequentou também a minha escola secundária, joguei com ele incontáveis partidas de futebol e passámos imensas noites no mesmo largo, onde se juntava o pessoal de toda a vizinhança. Apesar de todas as dificuldades que enfrentou na vida, sempre teve um sorriso pronto, puro, dava-se com toda a gente e não hesitava em defender os seus amigos. Por tudo isto, estou profundamente chocado e triste pela sua morte, pelas circunstâncias que a envolveram, e deixo o meu pesar à sua família e amigos mais próximos.
Desde que a tragédia aconteceu, a imprensa tem-se concentrado nos motivos do crime, lançando várias hipóteses pouco fundamentadas, ao mesmo tempo que propagandistas políticos, quais abutres, têm aproveitado o sucedido para ostracizar minorias e habitantes de bairros sociais. Se é crucial apurar o que se passou e apanhar o homicida, também é importante entender o contexto.
O Carlos Alberto chegou à escola, em 1988, num contexto de pobreza extrema. Vivia num dos bairros de lata que enchiam a Av. Mouzinho de Albuquerque, ia quase sempre com a mesma muda de roupa e comia a sua primeira refeição do dia na escola. Era o pai que, agarrado às muletas - dizia-se que tinha perdido a perna na guerra colonial -, subia e descia a calçada para o ir buscar.
A nossa professora do 1°ano tinha ficado estagnada no Estado Novo. Era uma racista básica (não é a mesma da foto, a do 2°ano, que era um anjo). Usava uma grossa régua de madeira para aplicar castigos e, mais do que uma vez, tirou o Carlos da sala para o açoitar. Nós ouvíamo-lo gritar e chorar. São coisas que não se esquecem. No único sítio em que podia ter alguma paz, a escola, o Carlos viveu naquele ano outro pesadelo.
Com tudo isto, não é de estranhar que, soterrado debaixo do seu sorriso puro, o Carlos guardasse alguma raiva e rancor.
Depois de dois anos de afastamento, voltei a encontrá-lo na Secundária Patrício Prazeres. O Carlos Alberto estava alto, entroncado, com tranças. Era então já conhecido pelo seu apelido: Pina. Ele, que na primária não era especialmente dotado para o futebol, tinha-se transformado num excelente ponta-de-lança, um tanque, uma máquina de marcar golos. Dava para sonhar com uma carreira.
Porém, a tal raiva veio à tona num jogo, e o Pina foi proibido de voltar a jogar futebol.
O Pina foi pai aos 16 ou 17 anos. A parceira era uma rapariga da rua da minha avó, ainda mais nova do que ele. Foi avô antes dos 40. Ainda adolescente, viu-se obrigado a sustentar-se não só a si próprio, como aos seus descendentes.
Entretanto, a cintura de barracas da Quinta dos Peixinhos e do Alto da Eira foi demolida - parte da "lavagem de face" exigida pela organização da Expo'98. Os moradores - juntamente com outros, vindos de outros bairros precários - foram realojados no Bairro do Vale, nas traseiras dos prédios da Cooperativa Sonho de Abril. Como tantas vezes aconteceu nas acções de realojamento, substituíram a madeira e o zinco pelo cimento, e mais nada. Como se o trampolim social dependesse exclusivamente de tijolos e de argamassa.
Passaram-se mais de 20 anos e não se veem infraestruturas públicas no bairro: não há um clube desportivo, uma associação cultural, uma zona verde, um bom parque infantil, zero. Escavou-se uma cratera há duas décadas para construir a nova biblioteca municipal, e o buraco ainda lá está, transformado em lago quando chove.
É uma zona sem nome da cidade, ao ponto de as notícias referirem que é "junto à Estação de Santa Apolónia", quando a estação ainda fica a uns 15 minutos a pé, com o Clube Ferroviário e o Lux pelo meio. É uma rua a dois passos do Tejo, mas onde o rio é absolutamente inacessível. O bairro fica pertinho de Alfama e a uma escadaria da Graça, mas ali não passam turistas. Ali não mora o milagre do turismo, nem o pastel de bacalhau com queijo da serra, as rendas de 1000 paus, nem a light of Lisbon. Nos muros da minha antiga escola, ali ao lado, esteve durante muitos anos escrita a frase: "Lisboa não é Disneyland".
A diferença de realidades é tão gritante, a política de realojamento tão falhada, que devíamos agradecer todos os dias por não termos carros e lojas a arder como em França.
Foi nesta realidade que, há cerca de 10 anos, o Pina abriu a sua barbearia, depois de ter tirado um curso e de ter praticado em vários salões de Lisboa. A barbearia tornou-se o centro de vida social do bairro; os putos concentravam-se à porta, metiam os seus sons, até petiscavam lá dentro, inspirados pelo pente do Pina e pelo feito de ter conseguido concretizar o seu sonho num sítio em que isso é muito difícil. Um sítio sem nome.
É importante que esta horrível morte do Pina sirva pelo menos para as autoridades olharem para o que se está a passar no Vale, na Quinta do Loureiro e em muitos outros bairros da capital. O desfiladeiro está a abrir-se mais e mais, as pontes entre classes são cada vez menos, a minha geração já não quer saber e está a meter os filhos no ensino privado, deixando as camadas mais baixas da sociedade cada vez mais isoladas, alienadas e desintegradas. A isso soma-se um crescente discurso de ódio virado para minorias, desempregados, desprotegidos.
Mas isso é um problema nosso. Tu, Carlos Alberto Pina, podes descansar em paz.
 
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Deixa-me acrescentar que não conheço de todo as pessoas em questão mas fui vizinho dessa rua durante um ano da minha vida e subscrevo toda a parte que descreve a zona.

Editado por Cannonball
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Citação de HappyKing, há 17 horas:

"É fundamental baixar a carga fiscal das empresas. Portugal tem a segunda taxa nominal marginal, em sede de IRC, mais elevada da OCDE e uma das taxas efetivas marginais mais elevadas. Os investidores estrangeiros olham para estes números antes de tomarem decisões de investimento."

O Galamba explica ontem bem a fraqueza deste argumento em cima:

"Além disto, o país precisa de manter os jovens em território nacional, incentivar aqueles que foram para fora a regressar ou atrair jovens de outras nacionalidades que queiram viver e trabalhar em Portugal. Entendemos que, para esse fim, é necessário baixar o IRS sobre os jovens."

Vai daí, queríamos aplicar uma medida que custaria 1000 milhões e que seria comprovadamente benéfica para menos de 5% desses jovens.

E o argumento dos jovens regressarem também é giro. É comparar os salários brutos dessas pessoas quando cá estavam com os salários líquidos nos países para onde foram.

 

Um festival de areia para os olhos no fundo. 

Disclaimer: não tenho opinião sobre o assunto nem tenho seguido pq ando numa roda viva e meio desligado de notícias, portanto posso dizer a seguir uma bacorada.

Só quero acrescentar que do pouco que li vejo a constante referência aos 5% quando se calhar se a medida for bem sucedida a captar parte desses 5% o que ganham em reter essas pessoas, por exemplo nos montante de impostos elevado em termos absolutos, provavelmente compensaria largamente o investimento em tal medida.

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Citação de Lebohang, há 5 horas:

pois, só é pena continuarem na rua e terem aproveitado a deixa para lhes f*der todos os poucos pertences que tinham tirando a roupa que estava vestida 

nojentos do crl 

Editado por Pavel

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Citação de Ego Sum, há 19 minutos:

Disclaimer: não tenho opinião sobre o assunto nem tenho seguido pq ando numa roda viva e meio desligado de notícias, portanto posso dizer a seguir uma bacorada.

Só quero acrescentar que do pouco que li vejo a constante referência aos 5% quando se calhar se a medida for bem sucedida a captar parte desses 5% o que ganham em reter essas pessoas, por exemplo nos montante de impostos elevado em termos absolutos, provavelmente compensaria largamente o investimento em tal medida.

Esses argumentos pressupõem que os tais 5% (que eu não sei se são 2, 5, 10 ou 20) estão de malas feitas prontos a mudar-se para Badajoz se não for aprovada que lhes permita pagar menos de metade dos impostos do que os seus vizinhos de 36 anos que ganham o mesmo que eles.

Não é o caso, como qualquer pessoa que pense a sério no assunto facilmente reconhecerá.

 

Citação de Pavel, há 15 minutos:

pois, só é pena continuarem na rua e terem aproveitado a deixa para lhes f*der todos os poucos pertences que tinham tirando a roupa que estava vestida 

nojentos do crl 

Duvido muito que isso tenha acontecido.

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Citação de Ego Sum, há 38 minutos:

Só quero acrescentar que do pouco que li vejo a constante referência aos 5% quando se calhar se a medida for bem sucedida a captar parte desses 5% o que ganham em reter essas pessoas, por exemplo nos montante de impostos elevado em termos absolutos, provavelmente compensaria largamente o investimento em tal medida.

Para deixar claro: os meus 5% não se referem a quem está fora e poderá voltar. Esses ainda será uma percentagem bem inferior. Referia-me a quem cá está e que seria beneficiado com a medida. 

Eu trouxe esses dados no outro dia mas não me importo de os trazer novamente:

IRS jovem castiga salários até 1500 euros - Economia - Correio da Manhã (cmjornal.pt)

Apenas 3% dos jovens em Portugal ganham mais de 1.600 euros por mês? – Poligrafo (sapo.pt)

Dois em cada três jovens ganham menos de 1.000 euros líquidos - Renascença (sapo.pt)

Destes 3 dados conclui-se que aquela proposta do PSD, entretanto descartada, iria beneficiar uma percentagem muito reduzida dos jovens e teria um custo bastante significativo (1000 milhões).

Dito isto, não considero que a totalidade dessa percentagem vá agora emigrar por ter visto a proposta recuar. Uma parte irá, outra não.

Editado por HappyKing

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Citação de Descartes, há 52 minutos:

Não é o caso, como qualquer pessoa que pense a sério no assunto facilmente reconhecerá.

Talvez, não olhei para dados.

Mas se o pensar sério é olhómetro ou sentimento, tenho 33 e da minha geração e nos anos a seguir vejo imensa malta saída de faculdade top3 do país, provavelmente parte nesses 5%, que se mudou para Madrid, Barcelona, Paris, Londres, Munique, Maastricht, Copenhaga, Bruxelas, etc por aqui os salários serem miseráveis, o custo de vida se ter tornado obsceno, a carga fiscal ser insana em que alguém que ganhe 2000€ brutos é taxado como rico, e a qualidade dos serviços públicos andar a cair a pico por falta de gestão competente.

Eu próprio se as coisas não me tivessem corrido de forma favorável ter-me-ia mandado para Copenhaga (cheguei a mandar mensagem ao Burkina há uns anos pq ponderei seriamente uma abordagem da Spotify).

Malta mais velha que eu ainda ia muito do Porto para Lisboa. A determinado momento, talvez há 10 anos, a coisa mudou e passou a ser ir para fora pq cá dentro dificilmente alguém fica bem pq a classe média é espremida.

Editado por Ego Sum

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Citação de Cannonball, há 8 horas:

 

Deixa-me acrescentar que não conheço de todo as pessoas em questão mas fui vizinho dessa rua durante um ano da minha vida e subscrevo toda a parte que descreve a zona.

 

Moro perto. É bizarro como a cidade engalanada para os turistas, dos 1500€ por um T0 de 30m2 e dos tuk-tuks faz ali uma espécie de hiato para meter esta malta toda junta nos mesmos metros quadrados. 

É mais ou menos o que eu faço com o caixote de lixo na minha casa.

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Citação de Ego Sum, há 2 horas:

Talvez, não olhei para dados.

Mas se o pensar sério é olhómetro ou sentimento, tenho 33 e da minha geração e nos anos a seguir vejo imensa malta saída de faculdade top3 do país, provavelmente parte nesses 5%, que se mudou para Madrid, Barcelona, Paris, Londres, Munique, Maastricht, Copenhaga, Bruxelas, etc por aqui os salários serem miseráveis, o custo de vida se ter tornado obsceno, a carga fiscal ser insana em que alguém que ganhe 2000€ brutos é taxado como rico, e a qualidade dos serviços públicos andar a cair a pico por falta de gestão competente.

Eu próprio se as coisas não me tivessem corrido de forma favorável ter-me-ia mandado para Copenhaga (cheguei a mandar mensagem ao Burkina há uns anos pq ponderei seriamente uma abordagem da Spotify).

Malta mais velha que eu ainda ia muito do Porto para Lisboa. A determinado momento, talvez há 10 anos, a coisa mudou e passou a ser ir para fora pq cá dentro dificilmente alguém fica bem pq a classe média é espremida.

É disto que eu estou a falar. A proposta do PSD direciona-se para ti (provavelmente) e outros como tu. Aqueles que tiveram a sorte ou o engenho das coisas terem corrido de forma favorável e que por cá ficaram. Se a proposta tivesse sido apresentada com o fundamento de estar a ser dado um prémio a esses resistentes, tudo bem, teria lógica. Eu continuaria a não concordar mas havia lógica. Apresentar a medida com o fundamento de te impedir, e aos outros na tua situação, de abandonar o país é que não me convence. Porque se tu tivesses que sair devido à carga fiscal já o terias feito. Onde está a lógica de se pensar que, se esta medida não for avante, tu abalas para Copenhaga se não o fizeste quando nem se falava da possibilidade de aplicar a medida?

E parece-me que ainda há uma coisa que não percebeste: esta medida não tem qualquer impacto naqueles que já se mudaram para Madrid, Barcelona, Paris, Londres, Munique, Maastricht, Copenhaga, Bruxelas, etc. Só tem impacto naqueles que por cá ficaram. Naqueles a quem as coisas correram de forma favorável.

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