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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Quem diria que promover medidas que aumentam a procura ia fazer os preços das casas subir? 

Dá vontade de mandar os nossos governantes absolutamente incompetentes para a pqp, fdx.

Editado por Tio Hans

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Citação de Tio Hans, há 1 minuto:

Quem diria que promover medidas que aumentam a procura ia fazer os preços das casas subir? 

Dá vontade de mandar os nossos governantes absolutamente incompetentes para a pqp, fdx.

Uma vez que não podes diminuir a procura (porque existe essa necessidade, claro), qual seria a tua solução? Aumentar a oferta? Isso todos dizem...

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Citação de HappyKing, há 13 horas:

Rebenta a bolha. 

"Se não há casas comprem tendas" Maria Antonieta, deputada da AD eleita pelo Círculo Eleitoral da Europa, 2025 DC

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Venha qualquer governo e o nosso problema da habitação não vai ser resolvido. A procura é muita e não existe capacidade para construir como seria necessário. Mesmo que seja para remodelar habitações já construídas mas em mau estado é bastante difícil porque novamente existe falta de mão de obra. 

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Citação de Tibraco, há 38 minutos:

Uma vez que não podes diminuir a procura (porque existe essa necessidade, claro), qual seria a tua solução? Aumentar a oferta? Isso todos dizem...

Pois dizem, mas não fazem. Mas sim, a solução passa por aumentar a oferta. Ou então, também é fácil reduzir a procura. Basta deixarmos de ser um paraíso fiscal para estrangeiros e não-residentes e resolve-se muita coisa. Agora, fazendo isto vai faltar dinheiro noutro lado qualquer, mas é preciso fazer escolhas.

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Citação de Tibraco, há 1 hora:

Uma vez que não podes diminuir a procura (porque existe essa necessidade, claro), qual seria a tua solução? Aumentar a oferta? Isso todos dizem...

Ou segues o caminho que o Tio disse reduzindo as regalias para os estrangeiros ou pelo menos metendo-os no mesmo patamar que nós ou dás a volta e reduzes a carga fiscal das construtoras e de tudo que envolva as suas áreas para terem mais meios e recursos para construírem/reconstruírem mais prédios dando espaço a mais habitações em menor tempo. 

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Citação de Banks29, há 22 minutos:

Ou segues o caminho que o Tio disse reduzindo as regalias para os estrangeiros ou pelo menos metendo-os no mesmo patamar que nós ou dás a volta e reduzes a carga fiscal das construtoras e de tudo que envolva as suas áreas para terem mais meios e recursos para construírem/reconstruírem mais prédios dando espaço a mais habitações em menor tempo

Relativamente aos estrangeiros, não tenho noção do impacto que teria a tal redução dessas regalias. Ficariam assim tantas habitações disponíveis?

O bold tenho de discordar. Já existem demasiadas falcatruas nessa área, não podemos fechar os olhos aos abusos apenas porque precisamos de mais casas. Devem-se procurar soluções sem ser necessário esses pactos com o Diabo.

Editado por Tibraco

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Citação de Tibraco, há 4 minutos:

Relativamente aos estrangeiros, não tenho noção do impacto que teria a tal redução dessas regalias. Ficariam assim tantas habitações disponíveis?

O bold tenho de discordar. Já existem demasiadas falcatruas nessa área, não podemos fechar os olhos aos abusos apenas porque precisamos de mais casas. Devem-se procurar soluções sem ser necessários esses pactos com o Diabo.

Mas as falcatruas existem em todas as áreas, a culpa disso é da legislação e não das empresas.

Pelo que tenho conhecimento uma construtora gasta a volta de 105k para construir um apartamento (depende da zona, áreas do apartamento e afins), desses 105k tens de adicionar custos do pessoal que lá fica todos os dias da semana durante o tempo da construção, adicionas as licenças que eles têm de pedir as câmaras e algumas delas a custarem 3/4k. No final gastaram para construir só um apartamento a volta de 150k só na brincadeira e em cima disso ainda há todo um imposto a pagar. Depois não querem que as casas custem no mínimo 200k? Isto num prédio em construção num terreno que compraram e ainda juntas uma parte do valor da compra ao apartamento. 

Isto são contas meio a mercenário mas não fogem muito disto e devo-me estar a esquecer de coisas. 

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Citação de Banks29, Agora:

Mas as falcatruas existem em todas as áreas, a culpa disso é da legislação e não das empresas.

Pelo que tenho conhecimento uma construtora gasta a volta de 105k para construir um apartamento (depende da zona, áreas do apartamento e afins), desses 105k tens de adicionar custos do pessoal que lá fica todos os dias da semana durante o tempo da construção, adicionas as licenças que eles têm de pedir as câmaras e algumas delas a custarem 3/4k. No final gastaram para construir só um apartamento a volta de 150k só na brincadeira e em cima disso ainda há todo um imposto a pagar. Depois não querem que as casas custem no mínimo 200k? Isto num prédio em construção num terreno que compraram e ainda juntas uma parte do valor da compra ao apartamento. 

Isto são contas meio a mercenário mas não fogem muito disto e devo-me estar a esquecer de coisas. 

Esquece isso, pode haver falhas na legislação mas as empresas só não fogem mais se não puderem. Tens a noção da quantidade de fuga ao fisco que existem na área de construção? Quanto dinheiro esse pessoal mete ao bolso de forma ilicita? E vamos ainda dar-lhes mais beneficios fiscais?

Daquilo que é a minha experiência, a margem de lucro é bastante boa. A questão aqui é que empolam os custos de modo a diminuir o IRC. Ou seja, se dás beneficios fiscais, vais estar a enriquecer quem já é rico o suficiente, mesmo que isso signifique um punhado de casas novas disponíveis. E, não te esqueças, impostos que os "ricos" não pagam, significa que os "outros" é que terão de se chegar à frente.

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Citação de Tibraco, há 36 minutos:

Relativamente aos estrangeiros, não tenho noção do impacto que teria a tal redução dessas regalias. Ficariam assim tantas habitações disponíveis?

O bold tenho de discordar. Já existem demasiadas falcatruas nessa área, não podemos fechar os olhos aos abusos apenas porque precisamos de mais casas. Devem-se procurar soluções sem ser necessário esses pactos com o Diabo.

Ainda no outro dia fui ver um apartamento na periferia do Porto, e quando digo periferia é zona de Paredes, logo já algo fora da zona metropolitana do Porto. 10 apartamentos já estavam vendidos a um único investidor. E isto, acontece ali, na Maia, Valongo, Matosinhos, Porto, Gaia, Gondomar, etc etc..

 

Desvirtuam todo o mercado do imobiliário, o tuga fica com as “migalhas” que custam muito mais dada a imensa procura que os construtores sabem que terão. 

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Se calhar aumentar bem os impostos (IMI por exemplo) para casas que não são habitação própria permanente ou que não tem contrato de arrendamento também ajudava. Queres ter uma casa vazia? Podes mas tem de pagar bem por isso. Eventualmente fazer um fundo para financiar habitação pública com este dinheiro.

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Citação de Ghelthon, há 8 minutos:

E tem razão. O mercado auto-regula-se, é deixá-lo quieto. O liberalismo faz falta e funciona. 🙂

Não tem razão, como é evidente. Mas o mercado está a funcionar. Lá porque não faz o que tu queres não quer dizer que não funcione. As casas estão caras porque a procura de casa é maior do que a oferta de casa. A ministra não tem razão quando diz que o governo não pode fazer nada. Pode, e deve. O governo é a entidade que mais pode fazer para resolver o problema. Pode aumentar a oferta, com políticas de habitação pública a sério, promovendo a construção e a reabilitação de edifícios, muitos deles pertença do estado. E pode regular a oferta, reduzindo benefícios fiscais a não residentes para os atrair.

Agora, o mercado está a funcionar, e bem. Se as casas estivessem baratas é que estava a funcionar mal, dadas as condições actuais de mercado.

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Citação de challenger, há 40 minutos:

Se calhar aumentar bem os impostos (IMI por exemplo) para casas que não são habitação própria permanente ou que não tem contrato de arrendamento também ajudava. Queres ter uma casa vazia? Podes mas tem de pagar bem por isso. Eventualmente fazer um fundo para financiar habitação pública com este dinheiro.

Esse agravamento do IMI já é feito em algumas cidades, sobretudo nos centros históricos, para promover a regeneração urbana e não termos tantas casas devolutas e a cair aos bocados.

Citação de Tio Hans, há 2 horas:

Quem diria que promover medidas que aumentam a procura ia fazer os preços das casas subir? 

Dá vontade de mandar os nossos governantes absolutamente incompetentes para a pqp, fdx.

A garantia jovem não é uma má medida, apesar de não proteger os proprietários.

Acontece é que existe sempre alguém a aproveitar-se de toda e qualquer situação.

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Citação de bug, Agora:

Esse agravamento do IMI já é feito em algumas cidades, sobretudo nos centros históricos, para promover a regeneração urbana e não termos tantas casas devolutas e a cair aos bocados.

É feito em zonas limitadas e o aumento do IMI é irrisório e não faz com que quem tem a propriedade a recupere ou a venda a quem a recupere e ponha no mercado. E contra mim falo que tenho uma casa nessa situação num aldeola e se tive agravamento de IMI nem o notei.

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Citação de zunaiki, há 46 minutos:

Ainda no outro dia fui ver um apartamento na periferia do Porto, e quando digo periferia é zona de Paredes, logo já algo fora da zona metropolitana do Porto. 10 apartamentos já estavam vendidos a um único investidor. E isto, acontece ali, na Maia, Valongo, Matosinhos, Porto, Gaia, Gondomar, etc etc..

Desvirtuam todo o mercado do imobiliário, o tuga fica com as “migalhas” que custam muito mais dada a imensa procura que os construtores sabem que terão. 

Neste momento comprar uma casa é um investimento, aliás, se calhar em Portugal compensa mais investir em terrenos para construção ou casas do que comprar ouro. 

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Citação de Tio Hans, há 24 minutos:

governo é a entidade que mais pode fazer para resolver o problema. Pode aumentar a oferta, com políticas de habitação pública a sério, promovendo a construção e a reabilitação de edifícios, muitos deles pertença do estado.

O problema está tão grave que não vais lá apenas com esta questão.

Existiu no passado um estudo inglês que mostrava que um aumento de 1% no stock habitacional deverá reduzir os preços na habitação em cerca de 1,5% a 2%. Para se ter uma ideia, seriam precisos construir mais de 30 mil fogos em Lisboa para se ter uma redução de 15 a 20% dos preços. Isto é várias vezes mais o que está previsto em termos de construção.

Eu sou, obviamente, a favor dessa construção. Ainda para mais quando o nosso parque público é dos mais baixos (talvez o mais baixo) da Europa. Mas acho que é uma ideia que traz consigo alguma ilusão. Como dizia a Ana Drago há uns tempos, a capacidade de a oferta pública forçar, uma redução de preços do mercado privado exigiria uma escala de construção/aquisição habitacional monumental nos territórios metropolitanos.

Editado por HappyKing
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Não é desejável que o preço das casas (de nenhum bem ou serviço, na verdade) diminua. A deflação é um dos piores problemas que pode acontecer a uma economia. O ideal seria a estagnação dos preços, ou crescimento residual, abaixo do crescimento médio dos salários. Mas qualquer medida que se tome será sempre complexa, pela janela temporal entre essa decisão e a casa efetivamente ficar no mercado.

Neste problema eu entraria em modo full comunista no ataque às casas "sem dono" (ou não, porque provavelmente é ilegal). Toda a gente teria até ao final de 2025 para comprovar que moram pessoas na casa, que é casa de férias (com limites na quantidade) ou que a casa está no mercado de arrendamento. Tudo o resto, o Estado passava a ser o dono, remodelava se necessário, e colocava no mercado a preços razoáveis. Por exemplo preço de custo da remodelação ajustado à procura, majorando o preço no litoral e minorando no interior.

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Citação de Quan Chi, há 1 minuto:

Não é desejável que o preço das casas (de nenhum bem ou serviço, na verdade) diminua. A deflação é um dos piores problemas que pode acontecer a uma economia. O ideal seria a estagnação dos preços, ou crescimento residual, abaixo do crescimento médio dos salários. Mas qualquer medida que se tome será sempre complexa, pela janela temporal entre essa decisão e a casa efetivamente ficar no mercado.

Neste problema eu entraria em modo full comunista no ataque às casas "sem dono" (ou não, porque provavelmente é ilegal). Toda a gente teria até ao final de 2025 para comprovar que moram pessoas na casa, que é casa de férias (com limites na quantidade) ou que a casa está no mercado de arrendamento. Tudo o resto, o Estado passava a ser o dono, remodelava se necessário, e colocava no mercado a preços razoáveis. Por exemplo preço de custo da remodelação ajustado à procura, majorando o preço no litoral e minorando no interior.

Isso não foi semelhante ao que o governo do PS tentou fazer?

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Citação de Lebohang, há 10 minutos:

Neste momento comprar uma casa é um investimento, aliás, se calhar em Portugal compensa mais investir em terrenos para construção ou casas do que comprar ouro. 

Uma das grandes causas para este aumento do preço das casas é precisamente esse - considerar o mercado imobiliário como um investimento.

Houve um crescimento quase exponecial de construtoras, promotoras, consultoras, fundos de investimento, e etc, que gravitam à volta do imobiliário, e como todos querem ter lucro, os preços das casas acabam por serem ainda mais inflaccionados. E sim, considero a falta de oferta de habitação publica como grande responsavel por a escalada de preços, no entanto tratar cada vez mais as casas como investimento veio contribuir bastante para que haja muitas dificuldades para comprar/alugar casa em Portugal.

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Um gajo anda aqui na Boavista, montes de alojamentos, casas atrás de casas velhas vazias (incluindo do Estado), lojas atrás de lojas vazias.

Isto é um problema que não há interesse em resolver...

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Citação de Axadrezado, há 3 minutos:

Um gajo anda aqui na Boavista, montes de alojamentos, casas atrás de casas velhas vazias (incluindo do Estado), lojas atrás de lojas vazias.

Isto é um problema que não há interesse em resolver...

Gostava de pegar nesse exemplo para falar de Santo Tirso, que é uma cidade bastante pequena para os padrões do litoral, e no entanto o centro está cheio de casas bonitas e tal construídas em 1900 e troca o passo mas completamente inabitáveis, porque tirando a fachada tudo o resto não está em condições. E no entanto ocupam imenso espaço do centro da cidade que podia e devia servir para ser habitado.

E duvido que seja o melhor exemplo, qualquer centro histórico de uma cidade tem esse flagelo.

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Citação de Quan Chi, há 24 minutos:

Não é desejável que o preço das casas (de nenhum bem ou serviço, na verdade) diminua. A deflação é um dos piores problemas que pode acontecer a uma economia. O ideal seria a estagnação dos preços, ou crescimento residual, abaixo do crescimento médio dos salários. Mas qualquer medida que se tome será sempre complexa, pela janela temporal entre essa decisão e a casa efetivamente ficar no mercado.

Neste problema eu entraria em modo full comunista no ataque às casas "sem dono" (ou não, porque provavelmente é ilegal). Toda a gente teria até ao final de 2025 para comprovar que moram pessoas na casa, que é casa de férias (com limites na quantidade) ou que a casa está no mercado de arrendamento. Tudo o resto, o Estado passava a ser o dono, remodelava se necessário, e colocava no mercado a preços razoáveis. Por exemplo preço de custo da remodelação ajustado à procura, majorando o preço no litoral e minorando no interior.

Expropriação pelo valor patrimonial, mas mesmo assim ainda seria um grande investimento (além da reabilitação).

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