Pavel Publicado 17 Setembro 2024 como todos sabem o AL é absolutamente essencial para um país que vive de turismo como nós! graças ao doutor antónio costa nunca tivemos hotéis nem aluguer de casas sazonal para férias. obrigado carlos moedas por tudo o que nos deu, que lhes mostre que esse bicho papão é uma benção! Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 17 Setembro 2024 Se a oferta funcionar como em Coimbra, em que os donos se não sacarem alguém desesperado que pague os balúrdios que pedem preferem não arrendar de todo e manter os imóveis vazios, então bem que o povo se phode. Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado 17 Setembro 2024 Citação de Black Hawk, há 24 minutos: Se a oferta funcionar como em Coimbra, em que os donos se não sacarem alguém desesperado que pague os balúrdios que pedem preferem não arrendar de todo e manter os imóveis vazios, então bem que o povo se phode. Sempre foi assim. Parece que estamos a dizer que antes do AL cada português vivia numa casa sozinho, 10M de portugueses, 10M de casas ocupadas. Casas vazias sempre houve, devolutas ainda mais, pessoas que preferiam nao alugar por nao querer chatices/nao compensava também. Compartilhar este post Link para o post
Duda34 Publicado 17 Setembro 2024 (editado) Citação de Tio Hans, há 1 hora: Então é recente, de 2024. E qual é o prazo de resposta? 1 - A câmara municipal delibera sobre o pedido de licenciamento: a) No prazo de 120 dias, no caso de obras de construção, reconstrução, alteração ou de ampliação, conservação e demolição realizadas em imóvel com área bruta de construção igual ou inferior a 300 m2; b) No prazo de 150 dias, no caso de obras de construção, reconstrução, alteração ou de ampliação, conservação e demolição realizadas em imóvel com área bruta de construção superior a 300 m2 e igual ou inferior a 2200 m2, bem como no caso de imóveis classificados ou em vias de classificação; c) No prazo de 200 dias, no caso de obras de urbanização, operações de loteamento e no caso de obras de construção, reconstrução, alteração ou de ampliação, conservação e demolição realizadas em imóvel com área bruta de construção superior a 2200 m2; d) [...] 2 - A deliberação prevista no número anterior está sujeita a deferimento tácito. 3 - Os prazos previstos n.º 1 contam-se a partir da data da submissão do pedido. Editado 17 Setembro 2024 por Duda34 Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 17 Setembro 2024 A minha opinião é que o AL cria pressão inflacionária, e a falta de oferta para a procura também. Têm ambos razão, tanto o Smashing como o Tio. O que está a acontecer aqui na Madeira é que para lá do AL, também existe uma procura por compra muito superior à que havia há 10 anos atrás, porque metade da Europa descobriu que isto é um sítio porreiro para se viver. Tudo junto resulta em preços exorbitantes, ainda para mais inflacionado pela euforia de todos os envolvidos no meio: agentes imobiliários, construtores, a confiança de que a classe política não vai tomar medidas para travar isto, etc. Compartilhar este post Link para o post
El Shafto Publicado 17 Setembro 2024 É o mercado a funcionar, urge bater mais punho Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 17 Setembro 2024 Citação de El Shafto, há 6 minutos: É o mercado a funcionar, urge bater mais punho Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 17 Setembro 2024 Citação de Duda34, há 10 horas: O bicho papão do AL que representa 80% das dormidas turísticas anuais no nosso país - um país dependente desse setor - e que permitiu a recuperação de inúmeros edificados (não só nos centros cosmopolitas, mas também - e talvez sobretudo - nas zonas rurais outrora desertas e pobres). A verdade é que o gráfico mostra um aumento (significativo, diga-se) no preço das casas já depois da proibição de registo de novas licenças de AL. Se é para ir por aí, talvez um país que dependa tanto do turismo deveria pensar melhor que tipo de turismo quer. Quer um turismo que gere empregos, que traga valor para o país, ou quer um turismo que enriqueça apenas uma pequena parte da população enquanto mata a identidade dos principais locais turísticos. Citação de Tio Hans, há 2 horas: Há imensos motivos para a falta de construção: Falta de profissionais, principalmente especializados; Falta de políticas públicas de habitação; Falta de cooperativas de habitação; Burocracia; Impossibilidade de se construir em altura; etc. Posso contar uma história que já contei aqui, mas repito. Tenho um grande amigo cujo sogro é agricultor e tem uma data de terrenos numa aldeia de um concelho do distrito do Porto, afastado do Porto. O sogro cedeu-lhe uma parcela de terreno para ele construir uma casa. Arranjou arquitecto, fez um projeto, etc. Nas regras impostas pela autarquia, para evitar carros estacionados na rua, constava que a casa tinha que ter garagem para 3 carros. O arquitecto desenhou uma casa com garagem para 4 carros. O projeto, ao fim de quase um ano na câmara veio chumbado com o seguinte argumento: "a casa tinha que ter garagem para 3 carros". Isso não é verdade. Reconheço que há muita construção de luxo, é verdade, mas é porque há quem compre. Porque é que o Estado não investe em políticas públicas de habitação? E muito do luxo nem pode ser considerado luxo. É só caro porque há quem compre. Se tu fosses empreiteiro e tivesses um terreno para construir um prédio ias fazer o quê? Construir e vender barato ou contruir e lucrar o mais possível? O aumento da oferta a nível público é certamente uma hipótese para combater este problema mas acho errado a conversa que a falta de oferta é que causou este problema. Estamos assim pois o mercado andou (e anda) completamente desregulado, não foi feito nada para proteger a maioria da população e o imobiliário tornou-se um faroeste. Claro que depois o modo como se resolve isto e como se vê a situação dependerá muito das crenças e ideias de cada um e do papel que cada um acha que o estado deve ter. Eu acho inadmissível que o estado continue a permitir este estado das coisas e que continue a fingir que o AL, vistos gold e investimento estrageiro não estão a estrangular o português comum. Porque no fundo, a questão fundamental, é se a habitação digna é ou não um direito do cidadão e qual é o papel que o estado deve desempenhar nisso. Citação de noikeee, há 33 minutos: A minha opinião é que o AL cria pressão inflacionária, e a falta de oferta para a procura também. Têm ambos razão, tanto o Smashing como o Tio. O que está a acontecer aqui na Madeira é que para lá do AL, também existe uma procura por compra muito superior à que havia há 10 anos atrás, porque metade da Europa descobriu que isto é um sítio porreiro para se viver. Tudo junto resulta em preços exorbitantes, ainda para mais inflacionado pela euforia de todos os envolvidos no meio: agentes imobiliários, construtores, a confiança de que a classe política não vai tomar medidas para travar isto, etc. Metade da europa descobriu como quem diz, há uma atitude pró-activa de todo o mercado em ir captar investimento estrangeiro. Não é por acaso que o nosso excelentíssimo governante andou tão preocupado com o fim dos vistos gold. Basta ir ver o modo como os amigos vendem os seus prédios para perceber qual é o esquema. Quando à falta de oferta para a procura... há prédios novos na madeira que são detidos em 90% por estrangeiros, em que até as reuniões de condomínio são em inglês e depois no final a maior dos apartamentos é destinado a AL ou a alugueres de 2-3 meses a estrangeiros. A Madeira ainda está pior que o resto do país e não nos enganemos quanto a isto. O passado está a bater à porta e o povo está a ser de novo empurrado para as zonas altas, limpando o ar para a raça superior. Apenas para terminar com uma frase que me disseram sobre o AL e afins, de alguém que vê a situação de modo semelhante ao que foi dito por aqui ." as pessoas também querem viver todas mesmo no centro das cidades". 2 Compartilhar este post Link para o post
joe Publicado 17 Setembro 2024 Citação de Tio Hans, há 3 horas: Posso contar uma história que já contei aqui, mas repito. Tenho um grande amigo cujo sogro é agricultor e tem uma data de terrenos numa aldeia de um concelho do distrito do Porto, afastado do Porto. O sogro cedeu-lhe uma parcela de terreno para ele construir uma casa. Arranjou arquitecto, fez um projeto, etc. Nas regras impostas pela autarquia, para evitar carros estacionados na rua, constava que a casa tinha que ter garagem para 3 carros. O arquitecto desenhou uma casa com garagem para 4 carros. O projeto, ao fim de quase um ano na câmara veio chumbado com o seguinte argumento: "a casa tinha que ter garagem para 3 carros". Não digo que seja impossível, mas provavelmente essa história está mal contada. Em primeiro lugar nenhum projecto é chumbado assim sem mais nem menos, sem direito a resposta. Se isso tivesse mesmo acontecido haveria um aperfeiçoamento do pedido, e alteravam-se as peças escritas e desenhadas para dizer que a garagem teria 3 lugares em vez de 4, nem era preciso mudar nada no projecto. Em segundo lugar acho muito improvável que fossem refilar por ter estacionamento a mais, tendo em conta que o contrário é que é chato para uma CM, uma vez que sobrecarrega a via pública. O mais provável é ter sido chumbado por uma porrada de razões e no fim decidiram não ceder às imposições da CM porque isso tornava o projecto inviável para as pretensões do teu amigo. Citação de Duda34, há 2 horas: Sem certeza do que falas, mas isso existe. Há deferimento tácito sobre pedidos de licenciamento no Decreto Lei 10/2024. Que só veio piorar ainda mais isto tudo, uma vez que não se sabe se essas normas não vão ser revogadas em breve. Entrou em vigor pouco antes das eleições e agora há muitas dúvidas que a AD queira prosseguir assim. Mas isso ficou tudo muito mal organizado, porque agora com o deferimento tácito tens muitos projectos que vão avançar pela falta de poder de resposta das CMs, no entanto apesar da obra poder começar, e até mesmo concluir, sem nunca ter sido vista pela CM, as obras têm que cumprir com as normas urbanísticas na mesma, normas essas que muitas vezes são interpretadas de forma subjectiva pelos técnicos. Tendo em conta que a janela da fiscalização agora se estende até 10 anos depois da obra estar concluída, imagina este cenário: Tu pedes-me para desenhar uma casa. Eu faço o projecto, ele entra na CM e passado uns tempos começas a obra porque já terminaram os prazos legais. Entretanto a obra acaba, tudo conforme a lei, e tu vives lá durante 5 anos até decidires vender a casa e mudar para outra. Um pobre coitado compra a casa e dois anos depois um técnico da CM passa lá de carro e acha que aquilo não está bem, na opinião dele não se enquadra na morfotipologia da envolvente. E agora, tem de se demolir? De quem é a culpa, quem é que paga? 1 Compartilhar este post Link para o post
Ed Publicado 17 Setembro 2024 Citação de smashing_pumpkin , há 52 minutos: Metade da europa descobriu como quem diz, há uma atitude pró-activa de todo o mercado em ir captar investimento estrangeiro. Não é por acaso que o nosso excelentíssimo governante andou tão preocupado com o fim dos vistos gold. Basta ir ver o modo como os amigos vendem os seus prédios para perceber qual é o esquema. Quando à falta de oferta para a procura... há prédios novos na madeira que são detidos em 90% por estrangeiros, em que até as reuniões de condomínio são em inglês e depois no final a maior dos apartamentos é destinado a AL ou a alugueres de 2-3 meses a estrangeiros. A Madeira ainda está pior que o resto do país e não nos enganemos quanto a isto. O passado está a bater à porta e o povo está a ser de novo empurrado para as zonas altas, limpando o ar para a raça superior. Apenas para terminar com uma frase que me disseram sobre o AL e afins, de alguém que vê a situação de modo semelhante ao que foi dito por aqui ." as pessoas também querem viver todas mesmo no centro das cidades". O problema é que não tens zona para empurrar... Somos uma ilha, não há mais margem para crescer. Não podemos ir para o interior, porque não há interior. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Setembro 2024 Citação de noikeee, há 41 minutos: A minha opinião é que o AL cria pressão inflacionária, e a falta de oferta para a procura também. Têm ambos razão, tanto o Smashing como o Tio. O que está a acontecer aqui na Madeira é que para lá do AL, também existe uma procura por compra muito superior à que havia há 10 anos atrás, porque metade da Europa descobriu que isto é um sítio porreiro para se viver. Tudo junto resulta em preços exorbitantes, ainda para mais inflacionado pela euforia de todos os envolvidos no meio: agentes imobiliários, construtores, a confiança de que a classe política não vai tomar medidas para travar isto, etc. É evidente que o AL cria pressão inflacionária. Tu se comprares uma segunda habitação crias pressão inflacionária. A questão é que a população residente em Portugal não tem variado por aí além. Ultimamente tem crescido ligeiramente, salvo erro. Mas isto mostra que não são as pessoas que cá vivem que estão a criar a pressão excessiva no mercado que faz com que os preços cresçam desmesuradamente. O problema é que para a mesma população, grosso modo, tens muito menos casas a serem construídas. Citação de joe, há 11 minutos: Não digo que seja impossível, mas provavelmente essa história está mal contada. Em primeiro lugar nenhum projecto é chumbado assim sem mais nem menos, sem direito a resposta. Se isso tivesse mesmo acontecido haveria um aperfeiçoamento do pedido, e alteravam-se as peças escritas e desenhadas para dizer que a garagem teria 3 lugares em vez de 4, nem era preciso mudar nada no projecto. Em segundo lugar acho muito improvável que fossem refilar por ter estacionamento a mais, tendo em conta que o contrário é que é chato para uma CM, uma vez que sobrecarrega a via pública. O mais provável é ter sido chumbado por uma porrada de razões e no fim decidiram não ceder às imposições da CM porque isso tornava o projecto inviável para as pretensões do teu amigo. A história está bem contada. A questão é que entre meter o primeiro projeto e vir o chumbo passou-se demasiado tempo. Foi preciso corrigir como disseste e aguardar nova decisão. Findo este tempo, que se mede em anos, os meus amigos perceberam que o preço dos materiais de construção, da mão de obra, etc tinham aumentado tanto que não tinham capacidade financeira de construir. Desistiram e compraram um apartamento. Sabendo onde eles moram e sabendo onde iam morar, foi a melhor coisinha que fizeram, mas perdeu-se uma habitação por uma estupidez. 1 Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 17 Setembro 2024 (editado) Citação de Ed, há 1 hora: O problema é que não tens zona para empurrar... Somos uma ilha, não há mais margem para crescer. Não podemos ir para o interior, porque não há interior. Então não há? O que não falta é espaço livre no Santo... Citação de Tio Hans, há 1 hora: É evidente que o AL cria pressão inflacionária. Tu se comprares uma segunda habitação crias pressão inflacionária. A questão é que a população residente em Portugal não tem variado por aí além. Ultimamente tem crescido ligeiramente, salvo erro. Mas isto mostra que não são as pessoas que cá vivem que estão a criar a pressão excessiva no mercado que faz com que os preços cresçam desmesuradamente. O problema é que para a mesma população, grosso modo, tens muito menos casas a serem construídas. Se a população não cresce, iam construir casas exactamente para quem? E claro que eu ter 2 ou 3 casas crio pressão. Mas isso sempre existiu. O que é algo diferente de em Santa Maria Maior, em Lisboa, existirem cerca de 3mil alojamentos locais. E já agora, é apenas mais um dia normal na madeira laranja https://www.dnoticias.pt/2024/9/17/420100-sete-detidos-na-operacao-ab-initio-que-motivou-43-mandados-de-buscas-na-madeira/# Editado 17 Setembro 2024 por smashing_pumpkin Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado 17 Setembro 2024 Tem de haver mais proactividade do estado. Penso ja ter falado na Loi Pinel, possivelmente foi entrar em loop, peço desculpa desde ja. Vou tentar resumir em termos gerais. Em França tens a possibilidade de comprar apartamento novos (que estao sob as leis energeticas) para arrendamento tendo o beneficio de te reduzir os impostos. A % de reduçao depende da escolha dos anos que vais arrendar. 12% para 6 anos, 18% para 9 anos e 21% para 12 anos. Sao criadas zonas nas cidades para estes novos empreendimentos, nao pode ser em qualquer lado. Os inquilinos também sao sujeitos a criterios, estudantes, pessoas idosas, rendimentos baixos e as rendas sao fixadas. Portanto, quem investe tem reduçao de impostos e recebe uma renda (abaixo do valor de mercado da zona) e ao fim do contrato de arrendamento tem um apartamento para passar para um filho que va para a universidade por exemplo, pode subir a renda para os valores normais, ou vender o apartamento caso queira/a zona tenha subido. Quem procura arrendamento e esta nos criterios consegue alugar um apartamento novo com preço atractivo. E fazem mexer a economia porque existem promotores a construir, emprego para muita gente. é perfeito? nao, porque nada é perfeito, mas permite criar emprego e tenta ajudar a resolver o problema da habitaçao Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Setembro 2024 Citação de smashing_pumpkin , há 1 hora: O aumento da oferta a nível público é certamente uma hipótese para combater este problema mas acho errado a conversa que a falta de oferta é que causou este problema. Estamos assim pois o mercado andou (e anda) completamente desregulado, não foi feito nada para proteger a maioria da população e o imobiliário tornou-se um faroeste. Claro que depois o modo como se resolve isto e como se vê a situação dependerá muito das crenças e ideias de cada um e do papel que cada um acha que o estado deve ter. Eu acho inadmissível que o estado continue a permitir este estado das coisas e que continue a fingir que o AL, vistos gold e investimento estrageiro não estão a estrangular o português comum. Porque no fundo, a questão fundamental, é se a habitação digna é ou não um direito do cidadão e qual é o papel que o estado deve desempenhar nisso. É a falta de oferta. É evidente. Se a oferta caiu para metade e a procura estará, grosso modo, estável, onde é que está o problema? E se a habitação digna é um direito do cidadão, e não há como discordar dessa ideia, porque é que o Estado nada faz para garantir esse direito, investindo em políticas de habitação decentes? 1 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 17 Setembro 2024 E essa oferta, que seria suprimida com a construção de novas casas, estas seriam para construir aonde, exatamente? Compartilhar este post Link para o post
Ed Publicado 17 Setembro 2024 Citação de smashing_pumpkin , há 51 minutos: E já agora, é apenas mais um dia normal na madeira laranja https://www.dnoticias.pt/2024/9/17/420100-sete-detidos-na-operacao-ab-initio-que-motivou-43-mandados-de-buscas-na-madeira/# Carlos Teles, presidente da Câmara Municipal da Calheta, Humberto Vasconcelos, antigo presidente da Câmara Municipal de São Vicente e ex-secretário regional da Agricultura, são os nomes mais sonantes. Também há o ex-diretor regional da Agricultura, mais dois funcionários da respetiva secretarias. E os empresários Humberto Drumond e Miguel Nóbrega. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Setembro 2024 Citação de smashing_pumpkin , há 47 minutos: Então não há? O que não falta é espaço livre no Santo... Se a população não cresce, iam construir casas exactamente para quem? E claro que eu ter 2 ou 3 casas crio pressão. Mas isso sempre existiu. O que é algo diferente de em Santa Maria Maior, em Lisboa, existirem cerca de 3mil alojamentos locais. E já agora, é apenas mais um dia normal na madeira laranja https://www.dnoticias.pt/2024/9/17/420100-sete-detidos-na-operacao-ab-initio-que-motivou-43-mandados-de-buscas-na-madeira/# Pronto, vamos abrir o debate a mais uma parafernália de temas. 🙂 A população não cresce, mas há vários fenómenos paralelos que têm que ser analisados: As casas envelhecem, estragam-se e ficam desadequadas aos novos tempos e às necessidades da população. É preciso substituir essas casas. Não tem sido feito. Aliás, a grande maioria da reabilitação tem que ver com turismo, AL, hóteis, etc. e a construção de novas casas não compensa as que se "estragam". Antigamente, quando tínhamos os centros históricos a cair de podres e viviam 10 pessoas no Rossio, em Lisboa, não havia falta de casas porque se construía imenso. Foi o tempo do crescimento dos subúrbios e da fuga de populações dos centros da cidade para a periferia; As casas em Montalegre e Barrancos continuam, mais coisa, menos coisa, baratas. As casas no Porto e em Lisboa não. Isto porque devido à qualidade dos nossos governantes, todas as políticas têm servido para concentrar populações no litoral e nos grandes centros urbanos. Porto, Lisboa, Coimbra, Braga, etc. E é por isso também que é preciso construir, para fazer face a estas alterações demográficas; Decorrente do 2, os TP públicos em Portugal são um nojo. Se no Porto e em Lisboa, onde existem, são maus, imagine-se no resto do país. Isto obriga à utilização do carro ou à perda de muitas horas em TP, reduzindo a qualidade de vida das pessoas; O urbanismo em Portugal é mau e não há meio de se resolver. Qualquer subúrbio português (principalmente os mais antigos) é uma versão remendada dos subúrbios americanos que vemos nos filmes, moradia atrás de moradia. Isto reduz a densidade populacional, dificulta o acesso a TP e retira espaço público às populações. Resumindo, neste país temos imenso medo de investir em infraestruturas. Temos que por, urgentemente, as betoneiras a trabalhar 24 horas por dia e fazer linhas de comboio, de metro, algumas estradas e muitos prédios. 3 Compartilhar este post Link para o post
challenger Publicado 17 Setembro 2024 Citação de Tio Hans, há 10 minutos: Pronto, vamos abrir o debate a mais uma parafernália de temas. 🙂 A população não cresce, mas há vários fenómenos paralelos que têm que ser analisados: As casas envelhecem, estragam-se e ficam desadequadas aos novos tempos e às necessidades da população. É preciso substituir essas casas. Não tem sido feito. Aliás, a grande maioria da reabilitação tem que ver com turismo, AL, hóteis, etc. e a construção de novas casas não compensa as que se "estragam". Antigamente, quando tínhamos os centros históricos a cair de podres e viviam 10 pessoas no Rossio, em Lisboa, não havia falta de casas porque se construía imenso. Foi o tempo do crescimento dos subúrbios e da fuga de populações dos centros da cidade para a periferia; As casas em Montalegre e Barrancos continuam, mais coisa, menos coisa, baratas. As casas no Porto e em Lisboa não. Isto porque devido à qualidade dos nossos governantes, todas as políticas têm servido para concentrar populações no litoral e nos grandes centros urbanos. Porto, Lisboa, Coimbra, Braga, etc. E é por isso também que é preciso construir, para fazer face a estas alterações demográficas; Decorrente do 2, os TP públicos em Portugal são um nojo. Se no Porto e em Lisboa, onde existem, são maus, imagine-se no resto do país. Isto obriga à utilização do carro ou à perda de muitas horas em TP, reduzindo a qualidade de vida das pessoas; O urbanismo em Portugal é mau e não há meio de se resolver. Qualquer subúrbio português (principalmente os mais antigos) é uma versão remendada dos subúrbios americanos que vemos nos filmes, moradia atrás de moradia. Isto reduz a densidade populacional, dificulta o acesso a TP e retira espaço público às populações. Resumindo, neste país temos imenso medo de investir em infraestruturas. Temos que por, urgentemente, as betoneiras a trabalhar 24 horas por dia e fazer linhas de comboio, de metro, algumas estradas e muitos prédios. E já agora começar a taxar bem mais 2as, 3as e 4as habitações vazias e habitações devolutas. Querem ter casa vazias tudo bem, mas têm de pagar por isso. Fundos que podiam ser canalizados para essa construção que é necessária. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 17 Setembro 2024 Citação de Black Hawk, há 9 minutos: E essa oferta, que seria suprimida com a construção de novas casas, estas seriam para construir aonde, exatamente? Onde há terrenos. Onde não há terrenos e há ruinas para demolir. A título de exemplo, eu duvido que no Porto, em Campanhã, nas fábricas devolutas e abandonadas desde que eu me lembro que por lá andam, cobertas de lixo, não dê para alojar dezenas de milhares de pessoas. Só nos terrenos do antigo estádio das Antas, p.e., estão a construir um condomínio onde poderão viver milhares de pessoas e nem são prédios muitos altos. E estamos a falar dentro da cidade do Porto. Fora, há muito mais. Compartilhar este post Link para o post
El Colosso Publicado 17 Setembro 2024 O problema da habitação em Portugal não se resolve em 2 anos e seria necessário um pensamento e investimento a longo prazo que nenhum governo está disposto a ter. Seria necessário um investimento enorme, trabalho de requalificação enorme, trabalho de investigação enorme (para tratar de terrenos devolutos, ver quem raio é que é o dono de tanto e tanto baldio no pais, etc). É mais fácil dizer que o mercado resolve e criar benesses fiscais para se construir mais que ter essa trabalheira toda Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 17 Setembro 2024 (editado) Citação de Ed, há 46 minutos: Carlos Teles, presidente da Câmara Municipal da Calheta, Humberto Vasconcelos, antigo presidente da Câmara Municipal de São Vicente e ex-secretário regional da Agricultura, são os nomes mais sonantes. Também há o ex-diretor regional da Agricultura, mais dois funcionários da respetiva secretarias. E os empresários Humberto Drumond e Miguel Nóbrega. E também o presidente do Iasaude. Entretanto o nosso grande líder já veio dizer que com as denúncias anónimas qualquer um está sujeito a autos de buscas. Editado 17 Setembro 2024 por smashing_pumpkin Compartilhar este post Link para o post
Ed Publicado 17 Setembro 2024 Citação de El Colosso, há 18 minutos: O problema da habitação em Portugal não se resolve em 2 anos e seria necessário um pensamento e investimento a longo prazo que nenhum governo está disposto a ter. Seria necessário um investimento enorme, trabalho de requalificação enorme, trabalho de investigação enorme (para tratar de terrenos devolutos, ver quem raio é que é o dono de tanto e tanto baldio no pais, etc). É mais fácil dizer que o mercado resolve e criar benesses fiscais para se construir mais que ter essa trabalheira toda Acho que estes são os principais problemas. É um pouco como o Tio disse, há terrenos/prédios/estruturas nos centros das cidades, aqui também acontece, completamente abandonados e devolutos. Não sabemos é como tratar disso. Citação de smashing_pumpkin , há 1 minuto: E também o presidente do Iasaude. Também já vi isso. Mas é mais um "escândalo" fabricado pelo "contenente" para desviar as atenções dos incêndios. Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 17 Setembro 2024 Citação de Ed, há 2 minutos: Acho que estes são os principais problemas. É um pouco como o Tio disse, há terrenos/prédios/estruturas nos centros das cidades, aqui também acontece, completamente abandonados e devolutos. Não sabemos é como tratar disso. Também já vi isso. Mas é mais um "escândalo" fabricado pelo "contenente" para desviar as atenções dos incêndios. O ex-secretário da Agricultura apenas é surpreendente só ser apanhado agora. Compartilhar este post Link para o post
El Colosso Publicado 17 Setembro 2024 Citação de Ed, há 9 minutos: Acho que estes são os principais problemas. É um pouco como o Tio disse, há terrenos/prédios/estruturas nos centros das cidades, aqui também acontece, completamente abandonados e devolutos. Não sabemos é como tratar disso. Também já vi isso. Mas é mais um "escândalo" fabricado pelo "contenente" para desviar as atenções dos incêndios. Eu já defendi que é necessário criar uma base de dados disso tudo, e tudo o que não se saiba quem são os donos a mais de, sei lá, 10 anos, ser expropriado pelo Estado 1 Compartilhar este post Link para o post
Banks29 Publicado 17 Setembro 2024 Também existe o problema da papelada que os construtores tem de enfrentar até iniciarem a obra e toda a papelada até começar a escriturar. Conheço malta que comprou terrenos há cerca de 4 anos e estão a 2+ anos a espera de ter licenças para começar sequer a construir Bem como malta que acabou o prédio e não pode começar outro porque não consegue escriturar o anterior porque estão com 6+ meses a espera das licenças finais. O simplex não veio resolver m*rda nenhuma, as novas regras de sem licenças finais não veio resolver m*rda nenhuma e o 100% crédito jovem não vai resolver m*rda nenhuma. Em relação aos terrenos abandonados/prédios e afins, a não ser os que sejam mesmo devoluto dificilmente a câmara consegue fazer o que quiser sem abrir a carteira. Há muitos terrenos abandonados que a gente olha e pensa deve ser devoluto...No fim, não é. É de alguém que se rejeita a vender aquilo sem pedir um rim a toda a gente ou pertencem a um banco qualquer, que as vezes faz leilão daquilo e se for preciso oferece o dobro da câmara e lá fica o terreno ao abandono novamente. E sem contar que muitos construtores torcem muitas vezes o nariz de participar sequer nas construções das câmaras porque ficam anos a espera de receber e o tempo que perdem naquilo, fazem os deles, vendem e sacam o dobro do valor que iam construir para a câmara. Compartilhar este post Link para o post