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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Quando é que começam a meter idade limite nestes cargos? Fosse meu avô e estava a dar-lhe sopa à boca.

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Foi agredido por ciganos, segundo o DN.

Aquela deputada do PS rapper já veio repudiar o ataque:

Lamento a agressão a Mário Machado em contexto prisional.

Num Estado de Direito, não pode haver lugar para a justiça pelas próprias mãos. Mesmo aqueles cujas ideias mais repudiamos, como o neonazismo e tudo quanto representa, têm direito à integridade física e à segurança. A forma como tratamos quem está sob custódia do Estado é um reflexo da maturidade democrática de uma sociedade.

Não se combate o ódio com mais ódio.

Defendo a justiça, os direitos humanos e a democracia para todos, sem excepção.

 

 

Luís Montenegro já entregou o seu novo governo ao Presidente da República. No geral, é uma recondução do governo anterior, mas com algumas novidades, a começar pela escolha da provedora de Justiça, Maria Lúcia Amaral para ministra da Administração Interna, substituindo Margarida Blanco.

Entre as entradas está também Gonçalo Matias para a Reforma do Estado. Carlos Abreu Amorim sobe de secretário de Estado para ministro dos Assuntos Parlamentares, lugar que era de Pedro Duarte.

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Paulo Artur dos Santos de Castro de Campos Rangel

Ministro de Estado e das Finanças: Joaquim José Miranda Sarmento

Ministro da Presidência: António Egrejas Leitão Amaro

Ministro da Economia e da Coesão Territorial: Manuel Castro Almeida

Ministro Adjunto e da Reforma do Estado: Gonçalo Nuno da Cruz Saraiva Matias

Ministro dos Assuntos Parlamentares: Carlos Eduardo Almeida de Abreu Amorim

Ministro da Defesa Nacional: João Nuno Lacerda Teixeira de Melo

Ministro das Infraestruturas e Habitação: Miguel Martinez de Castro Pinto Luz

Ministra da Justiça: Rita Fragoso de Rhodes Alarcão Júdice de Abreu e Mota

Ministra da Administração Interna: Maria Lúcia da Conceição Abrantes Amaral

Ministro da Educação, Ciência e Inovação: Fernando Manuel de Almeida Alexandre

Ministra da Saúde: Ana Paula Mecheiro de Almeida Martins Silvestre Correia

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social: Maria do Rosário Valente Rebelo Pinto Palma Ramalho

Ministra do Ambiente e Energia: Maria da Graça Martins da Silva Carvalho

Ministra da Cultura, Juventude e Desporto: Ana Margarida Balseiro de Sousa Lopes

Ministro da Agricultura e Mar: José Manuel Ferreira Fernandes

 

Manteve a ministra da Saúde. Bravo. 

E o Castro Almeida passou a ser ministro da Economia também. 

Juntou a Cultura à Juventude e ao Desporto. 

Editado por HappyKing

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Será que o Castro Almeida também fica com o cargo para as Matérias Perigosas, isto é, para os produtos petrolíferos? 

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Neonazis não têm direito à integridade física, nem à segurança. 

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Meterem o badalhoco do Carlos Abreu Amorim nos assuntos parlamentares é mesmo a dizer que esta conversa dos comentadores de isto poder vir a ser uma legislatura de criar pontes, convergências e tal é uma treta. É um tipo execrável.

Editado por antifa

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Citação de antifa, há 14 minutos:

Meterem o badalhoco do Carlos Abreu Amorim nos assuntos parlamentares é mesmo a dizer que esta conversa dos comentadores de isto poder vir a ser uma legislatura de criar pontes, convergências e tal é uma treta. É um tipo execrável.

Se for pontes com o Chega ficam facilitadas dada a personagem.

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O novo elenco ministerial não entusiasma. Até porque, basicamente, é o velho elenco ministerial.

E as (poucas) novidades só causam apreensão. Misturar a Economia com a Coesão Territorial não me parece boa ideia. Misturar a Cultura com a Juventude e o Desporto parece-me péssimo. Criar um Ministério para a Reforma do Estado aterroriza. E colocar o Carlos Abreu Amorim à frente dos Assuntos Parlamentares é a cereja no topo do bolo.

PS: colocar a Provedora de Justiça, a 6 meses de terminar o seu mandato, como Ministra da Administração Interna também é de génio...

Editado por Descartes

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Citação de Descartes, há 22 minutos:

Misturar a Cultura com a Juventude e o Desporto parece-me péssimo.

É o chamado ministério das m*rda. Mete tudo para aí, depois logo se vê.

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O Castro Almeida fdx. Pqp. Mais valia um espantalho, pelo menos não fala.

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É preciso ser uma pessoazinha muito reles para fazer uma destas. Que filha da putice.

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Citação de HappyKing, há 12 minutos:

É preciso ser uma pessoazinha muito reles para fazer uma destas. Que filha da putice.

Faz-se o que se pode. Uns vendem a TAP ao desbarato, outros despedem quem não gostam.

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Citação de antifa, há 3 horas:

Meterem o badalhoco do Carlos Abreu Amorim nos assuntos parlamentares é mesmo a dizer que esta conversa dos comentadores de isto poder vir a ser uma legislatura de criar pontes, convergências e tal é uma treta. É um tipo execrável.

O Carlos Abreu Amorim gosta é de política de terra queimada. Ele não constrói pontes, ele é responsável pela sua destruição.

Citação de HappyKing, há 52 minutos:

É preciso ser uma pessoazinha muito reles para fazer uma destas. Que filha da putice.

Quem trabalhou com ela, antes de ser ministra, só diz o pior.

Um governo que não entusiasma, bem à imagem do primeiro-ministro. 

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Citação de HappyKing, Em 03/06/2025 at 10:09:

A Mariana Leitão não deve ser candidata à liderança da IL.

Foi reeleita líder parlamentar. A não ser que queira ser deputada, líder parlamentar, líder do partido e candidata à presidência da república.

Vai ser.

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Citação de depina, há 11 minutos:

Vai ser.

Não percebo. Os cargos já não significam nada. 

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Citação de depina, há 12 horas:

Vai ser.

E o MAL já se colocou, indiretamente, de fora. Vai ser ela a próxima líder. 

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JPP: partidos regionais devem continuar a ser proibidos?

JPP: partidos regionais devem continuar a ser proibidos?

Com o terramoto político, ninguém ligou à estreia de um partido regionalista no parlamento. A inútil limitação constitucional resultou de um momento histórico. Temos partidos de causas específicas, mas não permitimos partidos que defendam o interior abandonado ou as regiões ultraperiféricas. Se não queremos que o único escape do descontentamento das populações abandonadas seja a extrema-direita, devemos, com limites, abrir o sistema a formas democráticas de lhes dar voz.

Com o terramoto político de 18 de maio, ninguém ligou a uma estreia que está longe de ser um pormenor: a chegada, pela primeira vez na democracia constitucional portuguesa, de um partido regionalista ao Parlamento. O Juntos pelo Povo (JPP) disfarça essa natureza, concorrendo a vários círculos, mas é o que é: um partido regionalista moderado. É bom prestar-lhe atenção enquanto é no centro que isto acontece.

Diz o parágrafo 4 do artigo 51º da Constituição, sobre associações e partidos políticos, que "não podem constituir-se partidos que, pela sua designação ou pelos seus objectivos programáticos, tenham índole ou âmbito regional. O JPP tem o cuidado formal de, com bastante facilidade, cumprir as duas exigências.

Esta especificidade centralista resultou da compreensível e justificada preocupação dos constituintes com as pulsões separatistas insulares, que animaram movimentos reacionários nos dois arquipélagos: a Frente para a Libertação do Arquipélago da Madeira (FLAMA) e a Frente para a Libertação dos Açores (FLA). Curiosamente, dois movimentos que acabariam, na prática, por ser absorvidos por partidos nacionais, ultrapassada a conturbação política inicial.

Apesar de Alberto João Jardim ter usado, sem qualquer consequência ou realismo, o fantasma da secessão e de devermos ter em conta que o mundo mudou o suficiente para os EUA ameaçarem anexar territórios autónomos europeus, como a Gronelândia, não me parece que essa vontade esteja na cabeça de qualquer madeirense ou açoriano. Concedo, porque a Constituição deve pensar para lá do que é previsível, que se proíbam os partidos independentistas. Parece-me, no entanto, um completo absurdo, contornado com a falta de clareza que sempre apreciamos, a proibição de partidos regionalistas, que existem um pouco por toda a Europa.

Temos partidos de causas tão específicas como o PAN, mas não podemos ter um partido que defenda o interior abandonado ou as regiões ultraperiféricas? Faz sentido darmos proteção à autonomia regional, mas impormos que açorianos e madeirenses só se possam organizar no quadro de partidos nacionais, sendo suas meras declinações?

Bem sei que os deputados representam o todo nacional, e não os círculos que os elegem. O episódio do “orçamento limiano” (quando o deputado do CDS Daniel Campelo viabilizou um orçamento de António Guterres em troca de vantagens para Ponte de Lima) avisa-nos dos riscos da regionalização partidária num dos poucos países europeus que continuam a impedir a sua própria regionalização administrativa. Mas talvez seja altura de a política perceber que, se não queremos que o único escape do descontentamento das populações abandonadas seja a extrema-direita, devemos, dentro dos limites necessários, como o da unidade territorial, abrir o sistema a outras formas democráticas de lhes dar voz.

Como se vê pelo JPP, assim como se viu com o PNR (Ergue-te) e o Chega, na proibição de partidos de natureza fascista, estas limitações servem de pouco. É evidente que o recuo desta regra ideológica teria, neste momento, um trágico impacto simbólico, num país que tem de se voltar a recordar da sua própria história. O mesmo não acontece com a limitação regionalista, muito marcada pelas circunstâncias dos constituintes e da situação que então se vivia na Madeira e nos Açores.

Sou contra qualquer abertura de uma revisão constitucional profunda, feita num momento de enorme perigo, com a pressa de aproveitar os circunstanciais dois terços de deputados. Acho, e já o escrevi, que seria uma enorme irresponsabilidade, que só abriria ainda mais fraturas. Mas se houver o bom senso de ficar por um acordo entre forças democráticas para uma revisão técnica, cirúrgica e consensual (para tratar de temas como os metadados ou limitações em tempos de pandemia), esta questão poderia merecer atenção.

O JPP, um partido regionalista e democrático, deixou claro que estamos suficientemente maduros para abrir este debate.

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Bom artigo do Daniel, concordo com tudo. 

Não entendo porque é que temos um parlamento eleito em divisões por círculos, e depois os deputados segundo a constituição representam o todo nacional e não o seu círculo. Parece-me incoerente.

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Aqui há uns anos quando uma malta saída do PS, PSD e CDS quis criar o Partido do Norte, foi impedida por isso mesmo. Ainda mudaram para partido das regiões, mas aquilo acabou por morrer.

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