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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Plagio o Original, há 37 minutos:

acredito que existe muita xenofobia e por todo o mundo e que posso ter exagerado quando disse q a europa era a mais racista

Concordo com o penúltimo parágrafo, mas não com o último. A europa pode não ter inventado a escravatura, mas inventou o colonialismo

as leis, a cultura e a estrutura da economia não desapareceram quando os países colonizados ganharam independencia no século xx. a título de exemplo, nas colónias portuguesas, 95% da população era analfabeta quando ganharam independencia

Mas pior que não pedir desculpa pelo colonialismo é não ensinarem as coisas como realmente aconteceram; tentar fazer passar as coisas de forma despercebida. Tentar dar a ideia de que o colonialismo não tem impacto na sociedade atual e fingir que não existem diferenças de oportunidade entre as minorias étnicas.

Bem, na teoria o colonialismo já existia com fenícios, que eram de onde é o Líbano. @Black Hawk comprovas?

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Citação de Cannonball, há 1 hora:

Chegou me aos ouvidos que o gajo do IL abandonou a liderança do partido por razões pessoais e familiares.

Todos os políticos se demitem de um cargo com essa justificativa.

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Citação de Plagio o Original, há 1 hora:

acredito que existe muita xenofobia e por todo o mundo e que posso ter exagerado quando disse q a europa era a mais racista

Concordo com o penúltimo parágrafo, mas não com o último. A europa pode não ter inventado a escravatura, mas inventou o colonialismo

as leis, a cultura e a estrutura da economia não desapareceram quando os países colonizados ganharam independencia no século xx. a título de exemplo, nas colónias portuguesas, 95% da população era analfabeta quando ganharam independencia

Mas pior que não pedir desculpa pelo colonialismo é não ensinarem as coisas como realmente aconteceram; tentar fazer passar as coisas de forma despercebida. Tentar dar a ideia de que o colonialismo não tem impacto na sociedade atual e fingir que não existem diferenças de oportunidade entre as minorias étnicas.

Sorry, mas mais uma vez, não é verdade.. Fenícios, Cartagineses, Chineses, persas egípcios e outros também colonizaram e nessa colonização com diferentes tipos de intensidade também se apropriaram da riqueza de outros populações. Na história da humanidade, a colonização - isto é, o ato de apropriação e ocupação militar de um País para tirar proveito dos seus recursos e vantagens, foi algo que aconteceu muito. Não quero entrar numa discussão antropológica mas está relacionado com instintos egoístas, gananciosos do Homem.

Eu, como referi quero que a história seja bem ensinada. Quando estudei, não me lembro nada dessa perspectiva triunfal do colonialismo, lembro-me que lemos muitos documentos que narravam atrocidades que os portugueses cometeram, lembro-me de ler textos sobre o Amílcar Cabral, admito que existam outros livros, honestamente não sei, mas acho que esse é uma interpretação da história que as pessoas fazem individualmente consoante sejam mais nacionalistas ou menos talvez. Mas da mesma forma que não quero que essa história que pinte a perspetiva dos portugueses bonzinhos que foram ensinar os outros povos a comer com talheres também não quero que a tua perspetiva, de que a Europa é a caixa de pandora do mundo e tudo o que é mau se inventou aqui e nos temos todos de penitenciar, seja ensinada. Ambas são perspetivas simetricamente erradas.,

Pelo mundo todo existem diferenças de oportunidades, dos mais variados tipos mas aqui em Portugal, mal ou bem, ainda tens uma segurança social, SNS, educação pública que certamente tem muitas falhas, mas ajudam todo o tipo de pessoas a subir nos degraus e fechar o mais possível, essas injustiças. Tens também dezenas ou centenas de organizações, financiadas pelo Estado que trabalham diretamente com as estas comunidades em problemas próprios como assuntos com racismo, exploração laboral, assuntos com nacionalidade, reintegração social, educação etc. Há claro, coisas para melhorar, e sou completamente a favor de se trabalhar com essas associações e câmaras municipais para continuar a reduzir as desigualdades de todo o tipo e criar mais oportunidades, mas Portugal, não é o inferno racista que pintas.

 

Editado por ascom

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Se já não é "justo" ver o mundo de há 60 anos com os olhos de hoje, como será fazê-lo com a distância de séculos? As coisas têm que ser sempre vistas tendo em conta a época, por alguma razão se fala em evolução e mudança de mentalidades e é mais do que errado julgar A, B ou C sem ter em conta o nível de evolução da época (seja a nível social, económico ou humanitário).

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Citação de Sandes., há 1 hora:

Bem, na teoria o colonialismo já existia com fenícios, que eram de onde é o Líbano. @Black Hawk comprovas?

E até antes. Sem entrar em grandes dissertações, e de uma forma simplista para não estarmos aqui a debater as diferenças entre colonialismo, imperialismo e tudo o mais, os processos de expansão para novos territórios em busca de novas terras aráveis e novos bens e produtos começou desde que o homem se começou a sedentarizar.

Com os fenícios, sim, já acontecia. Mas não foi só com eles. De diferentes formas, mas com o mesmo objetivo, todos os povos do Médio Oriente e da zona da Grécia o fizeram. Cada qual à sua maneira. Por exemplo, o Egipto foi mais na base da conquista, pois o seu contexto era mais adequado a tal, enquanto os Fenícios foi mais na base do comércio, tendo instalado cidades (colónias) em locais estratégicos que lhes permitiam fazer as suas viagens marítimas e, em simultâneo, ter acesso a produtos dessas regiões.

Por acaso há alguns paralelos curiosos entre as colonizações fenícia e portuguesa. Em ambos os casos, eram povos pouco numerosos e que faziam da arte de navegar a sua força. Não podendo conquistar territórios pela força, pois não tinham meios para tal, procuraram instalar entrepostos em zonas costeiras e promover o comércio com os locais para obterem dividendos financeiros.

Há que ter em conta que numa fase inicial, os portugueses não foram um povo imperialista. A ideia era dominar pontos estratégicos das rotas comerciais (daí as conquistas de cidades na costa da Índia, de Malaca e de Ormuz, por exemplo) e a instalação de feitorias em locais onde era possível obter produtos valiosos ao preço da chuva, como a de São Jorge da Mina. Estas eram facilmente acessíveis pela via marítima, que Portugal dominava facilmente graças à sua superior tecnologia naval, e sendo fortificadas eram inexpugnáveis por terra.

Só num período mais tardio começámos a explorar o interior dos territórios, sendo o caso mais notável o do Brasil e, depois da perda deste, das colónias africanas.

Agora sobre a escravatura e tudo o mais que está a ser falado, nós e os restantes europeus não inventámos a prática: já havia mercados de escravos e já havia colonização muito antes de Portugal, Espanha, qualquer outro reino europeu ou sequer o Cristianismo existirem. O que nós fizemos, e isso é nosso e fomos nós (europeus) os responsáveis, foi a de levar este processo a uma escala nunca antes vista na história documentada.

Podemos dizer que os escravos africanos nos eram trazidos do interior até às feitorias no litoral e trocados por produtos nossos, se isso nos ajudar a limpar a consciência e dormir melhor à noite. Isso não apaga o facto de ter sido a nossa sede insaciável por escravos a aumentar o volume destes que nos chegavam às mãos. Mesmo há quinhentos anos, a lógica do comércio continuava a ser a da procura e oferta. Ora, se nós queríamos escravos e pagávamos bem por eles, mais eram os que nos chegavam. E aqui falo só dos que foram metidos em navios negreiros e enviados para as Américas, já nem me vou meter na discussão dos que o foram aquando do início do expansionismo para o interior de África.

Não há números exatos, como é evidente, mas estima-se que o número de escravos adquiridos em África, entre 1500 e 1900, tenha ascendido aos 14 ou 15 milhões - número que engloba os que chegaram às Américas e os que morreram pelo caminho. 14 a 15 milhões. Parem para pensar um pouco neste número.

Por estes motivos é que me dá vontade de bater nas pessoas quando usam o argumento de a escravatura já existir antes dos portugueses, ou de terem sido eles a venderem-nos os escravos. Yah, é isso.

PS: pegando no post di @Duluoz-, atenção que não estou a julgar a acção dos povos de então. Essa tem de ser avaliada segundo os conceitos ético-morais, e até legais, da época. Apenas que para a discussão que se gera sobre o tema nos dias de hoje, é errado desvalorizar a acção dos colonizadores europeus na dimensão que o tráfico de escravos africanos atingiu.

Editado por Black Hawk
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Então escravizámos e colonizámos mas é tudo tasse bem porque na altura não era imoral/ilegal...

Consigo viver bem com isso.

E com o oposto também, o que me faz comichão é a necessidade do politicamente correcto nos dias que correm, e ai de quem não o seja.

 

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Eu consigo viver bem porque não fui eu. 
Se o meu pai assaltar um banco eu nem tenho nada a ver com isso quanto mais a escravidão. 
 

sinto-me pior com o não fazer nada relativamente aos refugiados que chegam de barco e ficam à deriva no Mediterrâneo e de não ter a coragem do outro português para me meter num barco e ir ajudar. 

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Citação de Catota, há 13 minutos:

Então escravizámos e colonizámos mas é tudo tasse bem porque na altura não era imoral/ilegal...

Consigo viver bem com isso.

E com o oposto também, o que me faz comichão é a necessidade do politicamente correcto nos dias que correm, e ai de quem não o seja.

 

Não é "tasse bem". O tema é complexo e por algum motivo gera tanta discussão: são fantasmas que perduram, e perdurarão, porque existe memória histórica. E estamos a falar de acontecimentos recentes, pois 500 anos em história é um piscar de olhos.

Quando refiro que se tem de analisar de acordo com a época, tendo falado em conceitos ético-morais, refiro-me à acção dos intervenientes de então. Por exemplo, há uns tempos fizeram um busto do Vasco da Gama algures, já não me recordo aonde, e houve um backlash jeitoso porque se estava a celebrar um homem sanguinário, responsável por atos questionáveis e pela chacina de milhares de pessoas.

Por um lado, pah, o homem era filho da época, que é aquele cliche que se usa muito na historiografia. Julgar a sua acção com base nos nossos conceitos contemporâneos é injusto; é errado. Por outro lado, faz senfido celebrar nos dias de hoje uma personalidade cujos feitos não se enquadram, nem de perto, nem de longe, nos valores que pretendemos promover para a nossa sociedade?

É nesta espécie de dicotomia que este assunto reside. Fazendo o paralelismo para o tema anterior, os valores da época não faziam da escravatura uma atividade necessariamente criminosa (pelo menos quando sobre povos que eram considerados inferiores/infiéis/etc) pelo que não podemos considerar os agentes de então criminosos per se, mas não apaga a mancha das suas acções enquanto memória histórica.

É complicado, lá está.

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Citação de Duluoz-, há 10 horas:

Se já não é "justo" ver o mundo de há 60 anos com os olhos de hoje, como será fazê-lo com a distância de séculos? As coisas têm que ser sempre vistas tendo em conta a época, por alguma razão se fala em evolução e mudança de mentalidades e é mais do que errado julgar A, B ou C sem ter em conta o nível de evolução da época (seja a nível social, económico ou humanitário).

 

Citação de Black Hawk, há 10 horas:

PS: pegando no post di @Duluoz-, atenção que não estou a julgar a acção dos povos de então. Essa tem de ser avaliada segundo os conceitos ético-morais, e até legais, da época. Apenas que para a discussão que se gera sobre o tema nos dias de hoje, é errado desvalorizar a acção dos colonizadores europeus na dimensão que o tráfico de escravos africanos atingiu.

Nas Américas, por exemplo, as atrocidades, incluindo genocídio, mas também tortura, extorsão e escravização, foram moralmente condenadas por pessoas da época; incluindo Bartolomé de las Casas, que foi além de as condenar, descrevendo-as com a ambição de apelar à Coroa Espanhola para que ações legais fossem tomadas para acabar com essas iniquidades (que não foram só fruto e usufruto dos espanhóis).

Citação

"The Short Account of the Destruction of the Indies was the first and the most bitter protest against the excesses of European colonization in the Americas, and its author, Bartolomé de Las Casas, ‘Defender and Apostle to the Indians’, the most controversial figure in the long and troubled history of Spain's American empire. In the four hundred years since his death he has been given many roles to play: the voice of a European Christian conscience raised against the casual slaughter of thousands of ‘barbarians’ in a remote, barely imaginable quarter of the globe; the creator of the ‘Black Legend’, a distorted Protestant-inspired record of Spanish atrocities and cruelties which was to darken every attempt to exonerate Spanish imperial ventures from the sixteenth to the eighteenth centuries; the distant, unwitting father of Spanish-American independence, ‘that friend of humanity’, in the words of ‘The Liberator’ Simón Bolívar, ‘who with such fervour and determination denounced to his government and his contemporaries the most horrific acts of that sanguineous frenzy’; and the equally unwitting progenitor of today's Liberation Theology. In Latin America he is still ubiquitous. Even in Spain, despite murmurings of protest from the Catholic reactionaries of the late nineteenth century, he has been hailed as the ‘authentic expression of the true Spanish conscience’, in an attempt to explain away the destruction of the ‘Indian’ peoples as a passing aberration in the nation's history. And for many, both in Spain and beyond, his presence seems, somehow, to redeem the inescapable complicity of all Europe in the Spanish conquests. The Abbé Guillaume Raynal, author, together with Diderot, of the Philosophical and Political History of the Two Indies, the fiercest and the most widely read condemnation of European colonialism to be written during the Enlightenment, looked forward to a more generous age when ‘these unfortunate lands which have been destroyed will be repopulated and acquire laws, customs, justice and liberty’. And he imagined a statue of Las Casas, ‘in which you will be shown standing between the American and the Spaniard, holding out your breast to the dagger of the latter to save the life of the former. And on the base such words as these should be inscribed: IN A CENTURY OF FEROCITY, LAS CASAS, WHOM YOU SEE BEFORE YOU, WAS A BENEVOLENT MAN’. There are now, throughout the Americas, dozens of such statues.

Some of Las Casas's many identities have been devised to serve political and moral interests he would not have shared and may not even have understood. The ‘Black Legend’ was largely an instrument of Anglo-Dutch propaganda, and he would have been horrified at the uses to which the despised Protestant heretics had put his work. Independence from Spain was something he never contemplated even for the Indians, let alone the descendants of the conquistadores themselves. Liberation Theology's implicit claim that the ‘poor of Christ’ possess a privileged understanding of the human condition comes close to his self-consciously prophetic, apostolic vision of the new American Church. Nevertheless, he would never have accepted any kind of revolt against the power of either the Church or the State. His attacks on the behaviour of the conquistadores, on the agents of the Crown, even on members of the clergy were relentless and uncompromising. But he was never once during his lifetime formally accused of heterodoxy, nor ever suspected of treason. Only his fiercest enemy, Juan Ginés de Sepúlveda (to whom I shall return) suggested that his writings were heretical and a threat to the interests of the Spanish monarchy. Las Casas, in fact, regarded all rebels as disrupters of ‘the common reason of man’. Like many radicals, he was, in all respects but one, the staunchest of conservatives. Self-educated, his massive if erratic learning was directed only against those who argued that the conquest of America had conferred upon the Castilian Crown rights to the goods or the labour of the native inhabitants of the Americas.

Las Casas's understanding of the historical and eschatological significance of the discovery and conquest of America contrasted an early vision of peaceful settlement with the rapacious horrors of the conquests which followed. Columbus, whose diary he preserved and edited, had, in Las Casas's view, been chosen by God for his learning and virtue to bring the Gospel to the New World. It was for this, he wrote, ‘that he was called Christopher, that is to say Christum ferens, which means carrier or bearer of Christ’. It was the Spanish settlers, men precisely like Las Casas as he had once been, who had transformed a trading and evangelizing mission not unlike that practised by the Portuguese along the coast of Malacca into genocidal colonization. Twice, once in Cumaná on the Venezuelan coast between 1520 and 1521, and then again between 1545 and 1560, in the optimistically named Verapaz (‘True Peace’), a region in modern Honduras, Las Casas attempted to create peaceful settlements of the kind which the missionaries might have been able to build if the Spanish colonists had not got there first: settlements of priests and honest farmers. Both experiments failed. The priests at Cumaná and the ‘simple labourers’ whom Las Casas had fetched from Castile for the purpose were massacred after a slaving raid on the area by Guayquerí Indians, who could not be expected to distinguish between one Spaniard and the next. (Las Casas gives a somewhat schematic account of this on pp. 88–9.) Verapaz lasted longer, but it, too, collapsed under pressure from Spanish settlers and from the often less than peaceable ambitions of the ‘honest farmers’ themselves.

But for all his insistence that the Crown had seriously mismanaged its colonies and that the behaviour of the colonists had ‘given reason for the name of Christ to be loathed and abominated by countless people’, Las Casas never once denied, as many of his fellow-Dominicans effectively did, that the Spanish Crown was the legitimate ruler of the Americas and he persisted until his death in the belief that the indigenous peoples had, in ignorance but in good faith, voluntarily surrendered their natural sovereignty to the King of Spain. In a tract entitled Comprobatory Treatise on the Imperial Sovereignty and Universal Jurisdiction which the Kings of Castile Have over these Indies, printed in the same year as the Short Account, and probably in an attempt to deflect official criticism from it, Las Casas set out to ‘silence those who say that, because I detest and severely abominate all that has happened in the Indies – as I do, and intend to do as long as I live – I thereby somehow impugn and detract from the aforesaid title’. The argument which ran through this and so many of his other quasi-legal works was simple: the kings of Spain are the legitimate rulers of the Americas; but they are so because – and only because – in 1493 Pope Alexander VI ‘donated’ to the Catholic monarchs Ferdinand and Isabella sovereignty over all the newfound lands in the Atlantic which had not already been occupied by some other Christian prince.

There were many (many of them close associates of Las Casas) who denied that the papal claim to ‘plenitude of power’ over the entire world, and with it the right to give away the lands of pagan princes, was a valid one. Las Casas never questioned it. It was, as he said time and again, the only possible legitimation of the Spanish presence in the Americas. But although the papal grant might confer sovereignty over the New World upon the Catholic monarchs, it did not confer property rights over the persons or lands of its inhabitants. These, he insisted, remained theirs by natural right. Nor did it entirely deprive the native rulers of their political authority. As Las Casas stated explicitly in the very last work he wrote, On Royal Power, the ‘kings’ and ‘princes’ of the Americas enjoyed the same status as the nobility in Naples and Milan, both of which also formed part of the Spanish Empire at this time. Furthermore, Alexander VI had charged the Catholic monarchs to ‘induce the peoples who live in such islands and lands to receive the Catholic religion, save that you never inflict upon them hardships and dangers’. The Indians were not chattels or goods; they were subjects of the Castilian Crown – ‘our subjects and our vassals’, as Queen Isabella herself had phrased it. For the Spaniards to treat them like animals was thus against God's laws, the laws of nature, and a violation of the laws of Castile. It was also an abomination in God's eyes: a denial of the humanity which all men, whatever their beliefs or cultural preferences, shared. Las Casas was even prepared to argue, both in the Short Account (p. 70) and later and at greater length in On Royal Power, that the Indians now had sufficient cause, ‘under natural, divine, and Roman law’, for them to wage a ‘just war’ against the Spaniards.

Las Casas's entire life was dedicated to demonstrating the truth of these claims, first to his king, then to the royal administration – the Council of the Indies – and then to the world at large. As he stated in the preamble to his will, ‘I have had no other interests but this: to liberate [the Indians] from the violent deaths which they have suffered and suffer… through compassion at seeing so many multitudes of people who are rational, docile, humble, gentle and simple, who are so well equipped to receive our Holy Catholic Faith and every moral doctrine and who are endowed with such good customs, as God is my witness.’ In pursuit of these ends Las Casas wrote a vast number of works. The bulk of these consisted of detailed and endlessly reiterated proposals for legal and institutional reform. They included, however, in addition to the Short Account, two further descriptive works: a massive History of the Indies and an equally immense work of comparative ethnology, significantly entitled Apologetic History of the Indies.

The History of the Indies contains most of the material to be found in the Short Account. It was, said Las Casas, ‘a book of the greatest and ultimate necessity’, and it had been written to demonstrate that there was no people on earth, no matter how seemingly ‘barbarous’ their condition, that could be denied membership of the ‘Christian family’. The History can be read, partly as a narrative, much of it first-hand, of the discovery and conquest of the Indies, partly as a record of the Spaniards’ subsequent bloody exploits, and partly as an autobiographical account of the passage of its author from ignorance to enlightenment. In 1559, however, Las Casas forbade the printing, or even the circulation of the manuscript, until forty years after his death. Then, he said, it might be printed ‘if it is thought to be convenient for the good of the Indians and of Spain’. But by 1590 Spain's position was too perilous for it to be conceivable that any further condemnation of its agents could be thought to be ‘for its good’ and the text was not published until 1875. (...)"

From the Introduction, by Anthony Pagden, to "A Short Account of the Destruction of the Indies"

 

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Boa análise do Daniel Oliveira ontem no Eixo do Mal sobre o Portugal distópico entre a opinião dos media sobre a intervenção na AR do André Ventura (fraca e não impressionante segundo eles) vs as centenas de milhares de visualizações que teve no Youtube

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Citação de Lebohang, há 2 horas:

Boa análise do Daniel Oliveira ontem no Eixo do Mal sobre o Portugal distópico entre a opinião dos media sobre a intervenção na AR do André Ventura (fraca e não impressionante segundo eles) vs as centenas de milhares de visualizações que teve no Youtube

Também não ajuda que os malditos vídeos me apareçam nos vídeos recomendados sempre que abro a App. E garanto que não é por andar a seguir vídeos do Ventura ou da extrema-direita.

Deixa um gajo a pensar...

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Citação de Black Hawk, há 5 minutos:

Também não ajuda que os malditos vídeos me apareçam nos vídeos recomendados sempre que abro a App. E garanto que não é por andar a seguir vídeos do Ventura ou da extrema-direita.

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é o trending, Possivelmente vês vídeos de política e sendo o do Ventura um dos mais vistos do dia começa a aparecer nos recomendados.

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Citação de Black Hawk, há 13 minutos:

Também não ajuda que os malditos vídeos me apareçam nos vídeos recomendados sempre que abro a App. E garanto que não é por andar a seguir vídeos do Ventura ou da extrema-direita.

Deixa um gajo a pensar...

o algoritmo do youtube infelizmente não prima pela sensatez

se está a causar buzz, bom ou mau, e se fazes parte do msm "grupo" de pessoas q clicou e viu o video todo, vai te aparecer nas sugestões.

só para teres uma ideia, o botão de "não gosto" é uma coisa boa para os criadores de conteudo

 

acho q o segredo é mesmo não clicares no video

Editado por Plagio o Original

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Citação de Black Hawk, há 33 minutos:

Também não ajuda que os malditos vídeos me apareçam nos vídeos recomendados sempre que abro a App. E garanto que não é por andar a seguir vídeos do Ventura ou da extrema-direita.

Deixa um gajo a pensar...

O Ventura também me apareceu nos recomendados, ora eu no YouTube vou vendo ou canais de tecnologia, história ou de palhacadas, deve encaixar nas palhaçadas...

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É muito provavelmente conteúdo pago para que seja sugerido.

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Até há pouco tempo o Youtube tinha uma secção de tendências nacional (ou vídeos populares em Portugal). Tendo em conta a fraca afluência que basta para um vídeo tuga ser popular no YT não é descabido pensar que os vídeos do Ventura podem ter encaixado aqui, afinal de contas estamos a falar de um com 300.000 e outro com 190.000 visualizações num curto espaço de tempo.

Edit: Mas se calhar até pode ter sido pago.

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isto é um problema das redes sociais msm

quando estão a usar uma rede social as pessoas acham que não estão a pagar nada, mas na realidade só não sabem como estão a pagar. o sistema da google (e youtube) funciona porque é alimentada pela informação que têm das pessoas, e pq n há mts alternativas

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Citação de Lebohang, há 25 minutos:

Até há pouco tempo o Youtube tinha uma secção de tendências nacional (ou vídeos populares em Portugal). Tendo em conta a fraca afluência que basta para um vídeo tuga ser popular no YT não é descabido pensar que os vídeos do Ventura podem ter encaixado aqui, afinal de contas estamos a falar de um com 300.000 e outro com 190.000 visualizações num curto espaço de tempo.

Edit: Mas se calhar até pode ter sido pago.

É pago para que apareça mais vezes nas sugestões, no que vai dar a seguir depois do vídeo que estás a ver, etc. 

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Pois, não faço ideia. Seja como for, não ajuda e muitas dessas visualizações acabam por ser de gente que não se lembraria de ver a intervenção dele no YouTube caso esta não surgisse recomendada na App.

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