rcoelho14 Publicado 6 Maio 2017 E em ambos ganha o Feirense :heart: Pá semana é meter a moedinha! Muito à custa do trabalho do prof. Nuno Manta Santos. É incrivel a garra que a equipa tem com ele, não desiste de um lance. Se fizer outra época assim, não fica aqui muito tempo. Compartilhar este post Link para o post
Banks29 Publicado 7 Maio 2017 O Santana não quer é pagar nada, então inventa m*rda destas...incrivel como se deixa uma instituição merdosa controlar isto. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 7 Maio 2017 O Santana não quer é pagar nada, então inventa m*rda destas...incrivel como se deixa uma instituição merdosa controlar isto. Muito bom. :lol: Compartilhar este post Link para o post
Carmelo Anthony Publicado 7 Maio 2017 Paga o que deves, Santana! Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 12 Maio 2017 Clube irlandês com ligação a Portugal investigado Athlone Town é suspeito de viciação de resultados em jogos que foram orientados por técnicos lusos, de acordo com a imprensa local O Athlone Town está nas bocas do mundo desportivo irlandês pelas suspeitas de viciação de resultados. Este caso, porém, também poderá fazer correr muita tinta em Portugal devido às ligações do clube ao nosso país. De facto, o Athlone Town foi comprado esta temporada por um consórcio chinês que tem ligações também ao dono asiático do Atlético Clube de Portugal, o que fez com que já esta temporada alguns antigos jogadores do clube da Tapadinha rumassem àquele campeonato, assim como treinadores e ainda dirigentes do emblema lisboeta, de acordo com a imprensa daquele país. Aliás, Ricardo Monsanto e Ricardo Cravo, dois treinadores portugueses, estarão mesmo na base da investigação. De acordo com a imprensa do Reino Unido, as suspeitas foram levantadas quando Ricardo Cravo orientou um jogo contra o Longford Town, que terminou com a derrota do Athlone Town por 3-1, seguindo-se depois dois encontros sob o comando técnico de Ricardo Monsanto que também estão a ser investigados. Callaview, a empresa suspeita O Athlone Town foi então comprado no início da temporada por um consórcio chinês, sendo que a empresa que ficou a gerir o mesmo dá pelo nome de Callaview, que alegadamente está registada em Portugal e, segundo a imprensa irlandesa, será gerida por José Manuel Francisco, que na temporada passada fazia parte da SAD do Atlético Clube de Portugal. Refira-se que em 2014 este histórico clube lisboeta foi também suspeito de viciação de resultados, com alguns jogadores a estarem sob a mira da justiça. Um deles foi o guarda-redes letão Igor Labuts, que já tinha uma história de suspeitas de viciação de resultados antes de vir para Portugal, sendo que no início desta temporada acabou por rumar ao... Athlone Town. Apesar das suspeitas, o clube diz-se disponível para ser investigado por todas as entidades do futebol mundial, como FIFA e UEFA, e ainda pela Interpol. Compartilhar este post Link para o post
.oz. Publicado 12 Maio 2017 Há outra tb. http://espndeportes.espn.com/futbol/nota/_/id/3148573/raul-gudino-tomara-medidas-contra-quien-lo-difamo Compartilhar este post Link para o post
JohnyM Publicado 14 Maio 2017 Grande Ricardo Monsanto. Até de lá vai conseguir ser despedido lol Compartilhar este post Link para o post
doom_master Publicado 15 Maio 2017 Esse foi meu treinador há 15 anos :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 15 Julho 2017 Segundo a reportagem do Expresso os dois jogos da Liga NOS são o Feirense-Rio Ave e o Paços de Ferreira-Feirense Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 15 Julho 2017 Viciem, saquem o dinheiro suficiente para investir e assegurar uma vida tranquila pós-futebol. É dinheiro demasiado fácil para não o ganhar. Imoral até não tirar partido de dinheiro tão fácil. Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 15 Julho 2017 Viciem, saquem o dinheiro suficiente para investir e assegurar uma vida tranquila pós-futebol. É dinheiro demasiado fácil para não o ganhar. Imoral até não tirar partido de dinheiro tão fácil. Che mas tu não pensas mesmo antes de postar... Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 15 Julho 2017 Che mas tu não pensas mesmo antes de postar... A vida é demasiado curta para pensar antes de postar. E não me venhas falar de legalidade no mundo das apostas, tu tens telhados de vidro e fizeste fortuna à custa disso. Agora imagina seres um guarda-redes a jogar para mil almas penadas, em Portugal, podendo até teres salários em atraso. Só pessoas ingénuas é que não tomam partido. Vão se agarrar ao quê? Conceitos abstractos como a moralidade do jogo? Depois acabam a carreira, com o 9º ou o 12º ano e vão para o IEFP tirar cursinhos. Ou podem ser como tu e, mediante estratagemas ilegais relacionados com apostas, alcançam um nível de vida aceitável. :lol: Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 15 Julho 2017 A vida é demasiado curta para pensar antes de postar. E não me venhas falar de legalidade no mundo das apostas, tu tens telhados de vidro e fizeste fortuna à custa disso. Agora imagina seres um guarda-redes a jogar para mil almas penadas, em Portugal, podendo até teres salários em atraso. Só pessoas ingénuas é que não tomam partido. Vão se agarrar ao quê? Conceitos abstractos como a moralidade do jogo? Depois acabam a carreira, com o 9º ou o 12º ano e vão para o IEFP tirar cursinhos. Ou podem ser como tu e, mediante estratagemas ilegais relacionados com apostas, alcançam um nível de vida aceitável. :lol: Sim e se fores um deputado porque não roubar ao estado? E se fores um funcionario publico porque não desfalcar o estado? E se não fores um trabalhador fabril porque não roubar o material em armazem... Olha lá tu não sabes ponta da minha vida, por isso como eu nao falo da tua, não fales da minha. Depois eu já tinha dinheiro antes de começar com o que faço. E não faço nada de ilegal pois onde tenho a empresa registada e onde tenho residencia fiscal toda a minha actividade é regulamentada e legal Se tu não és suficientemente inteligente para fazer mais do que vomitar ideis idiotas, cala-te Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 15 Julho 2017 Tu ainda não percebeste que isto é uma personagem, uma caricatura que ele criou? :lol: Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 15 Julho 2017 Sim e se fores um deputado porque não roubar ao estado? E se fores um funcionario publico porque não desfalcar o estado? E se não fores um trabalhador fabril porque não roubar o material em armazem... Olha lá tu não sabes ponta da minha vida, por isso como eu nao falo da tua, não fales da minha. Depois eu já tinha dinheiro antes de começar com o que faço. E não faço nada de ilegal pois onde tenho a empresa registada e onde tenho residencia fiscal toda a minha actividade é regulamentada e legal Se tu não és suficientemente inteligente para fazer mais do que vomitar ideis idiotas, cala-te Existe uma grande diferença entre trabalhares para o Estado e dares pontapés numa bola. Ou fingires que não sabes dar pontapés numa bola. Não estás a roubar ninguém neste cenário. Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 15 Julho 2017 (editado) Existe uma grande diferença entre trabalhares para o Estado e dares pontapés numa bola. Ou fingires que não sabes dar pontapés numa bola. Não estás a roubar ninguém neste cenário. Ai é que tu te enganas...quando fazes uma aposta, estas a jogar numa expectativa, sendo que a expectativa pode ser que o jogo tenha mais de 2,5 golos e a odd 1,90. Para a casa de apostas meter essa odd a 1,90 quer dizer que a a aposta contraria "menos de 2,5" é tambem 1,90 (por exemplo). Regra geral para as casas de apostas tanto faz o resultado porque a expectativa é que com ambas as apostas a 1,90, 50% do dinheiro apostado vá para o over 2,5 e os outros para o under 2,5 (nem sempre é assim obviamente e por isso é que as odds se movimentam). Ou seja qualquer que seja o resultado mesmo que o jogo seja viciado, a casa de apostas fica sempre com o juice...quem se f*de e quem foi "roubado" no caso de uma aposta viciada é quem apostou no contrario do que se sucedeu. Pensas que se os jogos "viciados" fossem prejuizo para as casas de apostas, estas continuavam a oferecer apostas em jogos em que os intervinientes são amadores ou recebem uma sandes de coiratos como pagamento do clube como nas quartas divisões da Islandia ou no Turkmenistão? E quando existe uma situação em que as casas de apostas se veem em risco de perder dinheiro por uma situação destas, elas simplesmente cancelam as apostas...como esta sempre nos T&C Mais uma vez falas de um mercado que não conheces...eu também não falo de como é ser um um revolucionario a viver na jungla sul americana, mas tu tambem nem isso deves saber bem... Editado 15 Julho 2017 por Burkina2008 Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 25 Julho 2017 A reportagem do Expresso (cuja capa coloquei aí em cima) Citação do jornal "Expresso" online Apostas viciadas no futebol português Há jogos que nunca existiram, clubes sequestrados e resultados forjados na bancada. As redes internacionais de manipulação de apostas alastram pelas divisões secundárias do futebol português. O relatório mais recente da Federbet, a publicar em setembro, lança suspeitas sobre mais cinco partidas — duas delas na Primeira Liga. Ninguém está a salvo. Nem se sabe como travar a ameaça Um orifício no muro do topo do Estádio da Tapadinha, em Lisboa, permite espreitar para o relvado daquele que já foi um dos recintos desportivos mais emblemáticos da capital. Mas o campo do Atlético Clube de Portugal, um clube histórico — dos 15 com mais participações na Primeira Liga —, exibe claros vestígios de decomposição: as paredes descascadas, ervas a nascer nas bancadas e painéis publicitários em derrocada. “É como se um vírus tivesse entrado pelo portão e consumido lentamente o corpo do clube”, diz José, um adepto que leva o filho aos treinos. Uma figura de estilo que não foge muito dos factos: em 2013, a antiga direção do Atlético, liderada por Almeida Antunes, vendeu 70% da SAD à Anping Football Club Limited, uma empresa sediada em Hong Kong e propriedade do chinês Mao Xiaodong (conhecido no Ocidente como Eric Mao), já indiciado pela UEFA por fortes suspeitas de corrupção na combinação de jogos para apostas. O preço: 175 mil euros, dos quais apenas 50 mil foram pagos. Desde então, o Atlético desceu duas divisões, desmembrou-se entre SAD e clube (tem duas equipas, uma da SAD e outra do clube), perdeu sócios, enterrou-se em dívidas e foi investigado por suspeitas de manipulação de resultados. Na bancada, junto à secretaria, o presidente recém-eleito, Ricardo Delgado, de 38 anos, olha em redor na tentativa de encontrar uma solução para salvar a instituição. “O Atlético foi sequestrado tanto financeiramente, com várias contas por pagar, como desportivamente, porque o regulamento não permite que a equipa do clube [na 2ª divisão distrital] ultrapasse a da SAD [duas ligas acima, na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa]. Nós só queremos distância em relação aos investidores e restituir a honra ao clube”, diz. Uma distância que é facilmente comprovada na secretaria — os gestores da SAD foram expulsos do estádio, não há números de telefone e mesmo a correspondência, com muitas dívidas, é devolvida à procedência. Em maio de 2016, Armando Hipólito, acabado de ser empossado como presidente, perdeu a paciência e fechou a cadeado as instalações da Tapadinha usadas por Xialong “Bruce” Ji e Xinxin “Nancy” Cao, os representantes de Eric Mao em Alcântara. “O ‘Bruce’ é um homem sem qualquer dignidade, sem escrúpulos”, acusa Hipólito. “Pressionava os treinadores para colocar em campo os jogadores que queria e chegou a forçar a entrada no balneário. Nas reuniões, olhava para o teto, desprezando completamente o que lhe dizíamos. Nunca deu um cêntimo para o aluguer das instalações e tinha à porta um carro alugado que nunca pagou. Tivemos de ligar à empresa para vir cá buscar a viatura.” Mao raramente foi visto pela Tapadinha. “Nancy” deixou de aparecer em novembro de 2015. “Bruce” Ji acabou por se tornar o único rosto asiático da SAD. Envolveu-se em muitos conflitos: acabou a primeira época aos empurrões com o treinador Jorge Simão, que viria a orientar o Sporting de Braga, e levou mesmo uma bastonada na cabeça de Fernando Piedade, à época vice-presidente do clube. “Mas fizeram as pazes e hoje são amigos”, diz um ex-dirigente. Hipólito afirma que o chinês nunca ostentou uma vida faustosa e que mandava vir pizzas quase todos os dias para o seu escritório. “Não podemos pensar nestas pessoas como elementos da máfia clássica, bem vestidos, com bons carros e em restaurantes caros. Muitos destes tipos, e este deve ser mais um caso, são jogadores compulsivos, arrastados para redes internacionais de manipulação de resultados. Todo o dinheiro que ganham nos jogos que combinam acabam por gastá-lo em apostas normais”, diz o italiano Francesco Baranca, secretário-geral da Federbet, uma organização que monitoriza as apostas desportivas online e luta contra os jogos combinados. Baranca foi dos primeiros a alertar para os perigos do investimento chinês no Atlético, mesmo antes de a UEFA, em 2014, ter enviado às autoridades desportivas portuguesas um documento secreto que denunciava os antecedentes de jogos arranjados por Eric Mao na Letónia e na Estónia e as suas prováveis ligações a Wilson Raj Perumal, um antigo cabecilha do Sindicato de Singapura — a mais prolífera organização de fraude em apostas desportivas —, que viciou largas centenas de partidas em todo o mundo. A carta acabou por ser revelada no Football Leaks. “Eric Mao é uma personagem suspeita com ligações próximas a jogos combinados. Ele é CEO da Anping Football Club Limited e dono do Beijing Glory FC e é também suspeito de manter negócios na Estónia e na Letónia”, escreveu o Sistema de Deteção de Fraude nas Apostas (BFDS). “As organizações criminosas atuam a partir de diferentes zonas do globo, com destaque para a Ásia, onde estão sinalizados alguns dos principais rostos da criminalidade associada à viciação de resultados e onde são detetados os mais elevados volumes de apostas” diz Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF). “Estas organizações procuram intermediários nos países em que querem atuar, sejam agentes, dirigentes, árbitros ou jogadores. Pretendem construir parcerias e criar relações de confiança para garantir como resultado final a manipulação dentro de campo.” Segundo dirigentes do Atlético, a Anping de Mao chegou a Alcântara através do treinador Nelo Vingada, ex-jogador do clube, e do atleta guineense Almani Moreira, ex-Boavista e que viria a representar o Atlético entre 2013 e 2015, ambos com passagens pela China. De acordo com o “Asian Times”, jornal de Hong Kong, Mao ajudou Vingada a recuperar dinheiro quando o clube que então treinava, o Dalian Shide, colapsou devido à prisão e posterior morte do seu proprietário, Xu Ming, em consequência de um escândalo político. Como contrapartida, o técnico introduziu o chinês à direção do Atlético e assumiu a presidência da nova SAD no seu primeiro mês de vida. Confrontado com a ligação na sua recente apresentação como selecionador da Malásia, Vingada comentou: “Eu não tenho relação com Mao [...]. O presidente do clube, e não Mao, perguntou-me se eu podia ajudar, devido à minha experiência na China. Eu aceitei porque tinha jogado no clube.” De qualquer das formas, ninguém, desde a direção do Atlético a Nelo Vingada, passando pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ou pela polícia, se apercebeu do potencial fraudulento do acordo. “Existem diversos fatores que tornam as competições em Portugal vulneráveis à manipulação de resultados. Do lado dos clubes, as dificuldades financeiras, potenciadas por uma gestão irresponsável e pela dificuldade em obter financiamento por vias normais, facilitam o aparecimento de investidores que fazem depender os apoios concedidos ao envolvimento nestas práticas. Os clubes tornam-se reféns destas organizações criminosas. Do lado dos jogadores, quanto mais precária for a sua situação contratual, com salários em atraso, maior é a vulnerabilidade. Destacam-se ainda contextos de dependência, o vício no jogo e no álcool, por exemplo, que culminam no endividamento dos agentes desportivos”, explica Evangelista, que defende um maior rigor na identificação dos investidores estrangeiros. “Defendemos que o regime jurídico das SAD deve merecer uma reflexão, por forma a tornar mais transparente a proveniência dos capitais e, consequentemente, a garantir um maior controlo e fiscalização.” Foi recentemente criada uma linha de denúncia anónima para jogadores aliciados para viciar resultados, gerida pelo SJPF e pela FPF, no âmbito do programa “Deixa-te de Joguinhos”. Quando os sócios do Atlético se aperceberam do erro, era tarde demais. Ao plantel tinham chegado jogadores como o guarda-redes letão Igors Labuts, sinalizado 17 vezes por viciação de resultados, ou Ibrahim Kargbo, capitão da seleção da Serra Leoa, suspenso da equipa nacional pelo mesmo motivo. Uma longa investigação do jornal romeno “Gazeta Sporturilor” coloca ainda os futebolistas Silas, ex-internacional português, bem como o já referido Almani Moreira na lista de jogadores do Atlético indiciados pela BFDS. “Já na altura, havia coisas demasiado evidentes. O guarda-redes letão fartava-se de dar frangos”, diz Armando Hipólito. “Na derrota por 3-2 contra o Oriental, em que a Polícia Judiciária fez detenções no fim do encontro, deixou passar uma bola por baixo dos braços. E, já esta época, pareceu-me muito suspeita a derrota por 8-0 contra o Casa Pia.” No entanto, e apesar de as agências internacionais terem registados movimentos pouco usuais de apostas em alguns jogos do Atlético, nada foi provado. O Atlético ainda tentou em tribunal reaver os 70% que tinha vendido: perdeu, porque a direção esqueceu-se de formular o protocolo de colaboração indispensável para o negócio. Eric Mao e “Bruce” Ji continuaram no poder. Com o passar do tempo, conseguiram angariar algum apoio. José Francisco, diretor comercial de uma empresa de brinquedos e pai de um antigo jogador do clube, aproximou-se da cúpula chinesa. “Passou a andar atrás do ‘Bruce’ para todo o lado, acompanhava-o nas reuniões, embora não tivesse qualquer cargo oficial na instituição”, diz um ex-dirigente. Essa convivência terá levado à constituição da Pré Season, Unipessoal, Lda., com Francisco como CEO, uma empresa sediada num 5º andar de um bairro residencial da Amadora, com atividade aberta para a organização de feiras, congressos e outros eventos familiares. No entanto, a principal ação da nova companhia foi o acordo com o Athlone Town, um clube da segunda divisão irlandesa, investigado por viciação de resultados e tido como mais uma peça da rede mafiosa comandada por Mao (ver caixa). Francisco tem outra teoria: diz que a Pré Season não tem participação chinesa, que saiu do Athlone passados três meses devido a problemas entre os jogadores locais e os estrangeiros e que não só não foi contactado pelas autoridades como foi a sua empresa que chamou a polícia ao estádio da equipa. “A Pré Season estabeleceu um acordo de cooperação com o Athlone virado para as mais-valias dos atletas que lá colocámos. Foi dada uma lista de jogadores, e eles escolheram os que queriam. Nunca tive nada a ver com apostas desportivas”, diz. Para o emblema britânico, transitaram antigas caras conhecidas de Alcântara: o treinador Ricardo Cravo, os jogadores José Viegas e Dery Hernández e, pasme-se, o guarda-redes letão Igors Labuts, que entretanto tinha ido fazer uma época à Letónia, no Spartaks Jurmala, também na lista de possíveis batoteiros, além do técnico português Ricardo Monsanto, que saiu numa fase prematura da época. “Não fui eu que coloquei o Igors no Athlone. O facto de ter jogado anteriormente no Atlético não passa de coincidência”, alega José Francisco. As autoridades irlandesas oficializaram no passado dia 7 de julho a acusação sobre quatro elementos do Athlone — três jogadores e um elemento da equipa técnica —, embora não sejam ainda conhecidas as suas identidades. Já “Bruce” Ji, continuava o seu processo de integração em Portugal. Residia na Ajuda e não lhe eram conhecidos muitos amigos. Exceto um: Omar Scafuro, o italiano de origem libanesa que, no final de 2013, tomou conta do Beira-Mar. “Ele falava muito dele e dizia que eram próximos”, testemunha Admar Hipólito, à época responsável pelo futebol da SAD do Atlético, que também saiu em conflito com os investidores asiáticos. Tal como Mao, Scafuro já era internacionalmente conhecido pelas suas burlas: em 1999, tentou comprar o Avelino, da série B italiana, alegando que tinha o apoio do AC Milan (provocando um famoso desmentido de Silvio Berlusconi, que disse que para ele “Avelino [no sul de Itália] é tão desconhecido como a Patagónia”), fugiu de Itália com 3 milhões de euros obtidos numa fraude financeira, e no Brasil fundou um obscuro clube de futebol chamado Leme. É daí que chega a Aveiro, trazendo com ele o filho adotivo, o brasileiro Willyan Barbosa (atual atleta do Vitória de Setúbal, formado no Leme, transferido para o Torino e depois emprestado ao Beira-Mar, que o acabou por comprar com uma cláusula de rescisão de 2 milhões de euros), e um carregamento de italianos: os jogadores Andrea Cocco, Manuel Daffara e Claudio Zappa, e ainda o treinador Daniele Fortunato, antigo futebolista da Juventus e da Atalanta. Parecia tudo bem, mas desconheciam-se dois pormenores: primeiro, que Scafuro não pagaria um tostão pelos 84,9% da SAD que tinha adquirido, que forjaria cheques e o patrocínio da Pieralisi, uma empresa industrial italiana; segundo, que as suas contratações transalpinas tinham em comum a passagem pelo Albinoleffe, o clube mais envolvido no “Scommessopoli”, o escândalo de fraude e viciação de resultados do futebol italiano, em 2011, que apurou que o emblema de Bérgamo estava totalmente nas mãos dos sindicatos asiáticos de apostas ilegais e da máfia italiana. Nessa equipa, jogou ainda o romeno Cristian Muscalu, ex-companheiro de equipa de Kargbo nos azeris do FC Baku, também suspeito de manipulação. Scafuro deixou de pagar aos jogadores e aos restantes funcionários. Em março de 2015, demitiu-se da SAD, deixando em insolvência o Beira-Mar, uma instituição com mais de 90 anos com um estádio novo feito à medida do Euro-2004. Os aveirenses não conseguiram reunir os requisitos financeiros para se inscreverem nas ligas profissionais e caíram para os distritais. O italiano desapareceu — procurado em Portugal por fuga ao IVA e emissão de cheques em branco, foi localizado numa operação de trânsito na Roménia, onde disse estar a viver em Milão. Uma grande mentira. Assim que saiu de Aveiro, Scafuro assumiu a liderança da SAD do FC Academica Clinceni, da Roménia. Os investidores? A Anping, de Eric Mao. E mais uma época com enorme potencial para a viciação de resultados. Meses depois, o italiano voltou a desaparecer, deixando as roupas no estádio da equipa. O seu paradeiro é desconhecido. De amarelo e negro no Beira-Mar de Scafuro jogava o defesa central brasileiro Diego Tavares, que como os seus colegas, ficou com cinco meses de salários em atraso. No verão de 2015, transferiu-se para o Oriental, clube alfacinha, onde passou a ser um dos atletas mais bem pagos, com um salário de cerca de 1500 euros mensais. Mas Tavares não podia ter acabado a temporada em Marvila da pior forma: foi detido após a última jornada do campeonato por suspeitas de envolvimento no caso “Jogo Duplo”, que vai levar 28 agentes desportivos a tribunal como arguidos no maior escândalo nacional relacionado com viciação de resultados ligados a apostas. De acordo com o inquérito, o brasileiro desempenhou um papel central: foi ele que, entre outras incidências, aceitou os 30 mil euros propostos pela célula malaia a operar em Portugal — composta por Chun Keng Hong, Yap Thong Leong e Lim Gin Seng — para aldrabar o resultado do Penafiel-Oriental, disputado a 30 de abril de 2016. As autoridades acreditam que tudo estava feito para que o Oriental sofresse pelo menos dois golos na primeira parte (over 1.5) e mais de três golos no total do jogo (over 2.5), num ‘esquema’ intermediado por Carlos “Aranha” Silva, elemento da claque Super Dragões, e Gustavo Oliveira, ex-jogador de equipas amadoras do distrito de Aveiro. Tavares terá conseguido angariar três colegas de equipa: o guarda-redes Rafael Veloso e os defesas João Carvalho e André Almeida, com a promessa de 7500 euros para cada um. “Nós nunca suspeitámos de nada. Se isto se confirmar, é como ser traído pela própria mulher”, diz José Nabais, o presidente do Oriental, que abandonou recentemente a direção sem qualquer dívida e que viu a sua boa gestão reconhecida pela UEFA em 2014, aquando da realização da final da Liga dos Campeões em Lisboa, com a atribuição de um campo relvado ao clube. “Recordo-me de ver o Diego Tavares a rir-se ao telefone no final da partida, mas, no momento, estava longe de pensar que pudesse estar relacionado com isso.” O acordo terá sido selado numa chamada por videoconferência com Yap Thong Leong, que lhes terá prometido ainda um bónus de 5 mil euros por cada penálti assinalado. O trabalho foi realizado lentamente desde o apito inicial: nos dois primeiros golos, diz a investigação, Diego Tavares e André Almeida não ofereceram oposição aos adversários, e, no terceiro, Rafael Veloso dá um enorme ‘frango’, evidente nas imagens televisivas. “Por estar convencido de que Tavares teria recebido dinheiro para perder o jogo, o treinador do Oriental, Jorge Andrade, substituiu-o aos 58 minutos”, lê-se na acusação do DIAP. Sem problema, uma vez que os intervenientes julgavam que com o 3-2 os seus clientes estavam satisfeitos. Faltava, no entanto, um golo. Foi então que “Aranha” telefonou a Diego Tavares, que atendeu no balneário e lhe disse que já não podia fazer nada. O intermediário, em desespero, desceu a bancada para transmitir por gestos ao defesa esquerdo João Carvalho que três não chegavam. Era preciso sofrer o quarto golo. O lateral fica então especado à espera de um fora de jogo, enquanto Aldair Baldé, avançado do Penafiel, corre sozinho para a baliza para estabelecer o resultado final, já em período de descontos. “Aranha” e Gustavo Oliveira saíram do estádio aos saltos, a gritar golo. O resultado tinha valido centenas de milhares de euros aos seus patrões. De acordo com a acusação, verificou-se uma variação anormal das odds antes da partida, com incidência na derrota do Oriental por mais de três golos, tendo o live betting o mesmo padrão. Nabais não sabe nada de apostas. Só sabe que teve de ouvir os sócios do seu clube gritarem “traidores” e “impostores” aos jogadores. Numa assembleia-geral, um referiu-lhe que neste caso imperava a presunção de culpa até se provar o contrário: todos envolvidos, ninguém é inocente. O presidente avançou com um pedido de indemnização de um milhão de euros a todos os que mancharam o nome do clube e, apesar da incredulidade de ter dois velhos jogadores da casa na lista de arguidos, só pede que se faça justiça: “Isto promove um clima de desconfiança insuportável. Hoje, quando um jogador falha um penálti, há quem questione se fez de propósito ou não. Tudo porque a sociedade apela ao facilitismo, publicita o jogo, o dinheiro fácil. Mesmo quem pode ganhar 500 a fazer o que gosta prefere fazer o que não gosta para ganhar 2000.” Rui Dolores, de 39 anos, ex-jogador que representou, entre outros, o Boavista, o Paços de Ferreira e o Vitória de Setúbal, é outro dos arguidos do “Jogo Duplo”, suspeito de servir como intermediário nos negócios ilegais da célula malaia. No início da temporada 2014/2015, era treinador adjunto do Freamunde. Este podia ser o preâmbulo da investigação levada a cabo pela Federbet, a que o Expresso teve acesso, a uma das incidências mais escabrosas registadas nos últimos anos no universo mundial das apostas: o “jogo-fantasma” entre o Freamunde e a equipa espanhola do Ponferradina, virtualmente realizado na manhã de 4 de agosto de 2014. A partida foi anunciada no site do Freamunde, mas nunca podia ter acontecido, uma vez que os espanhóis não sabiam de nada e o clube nortenho havia jogado no dia anterior em Portimão, para a Taça da Liga. “Os jogos-fantasma são uma das formas de viciação utilizadas por grupos de crime organizado para ganhar ou lavar dinheiro”, diz um experiente corretor de apostas de uma casa com sede em Londres que preferiu o anonimato. “Podem ter ou não o envolvimento de um dos clubes em questão.” Inicialmente, suspeitou-se que um servidor ilegal tivesse introduzido o jogo no sistema, enganando as casas de apostas que disponibilizam as partidas aos seus utilizadores. Contudo, a equipa da Federbet, que se deslocou a Portugal para investigar, chegou a uma tese diferente. “À mesma hora da partida, no campo marcado em São João de Ver, perto de Freamunde, jogaram duas equipas juvenis, com camisolas da Juventus, do Barcelona e do Real Madrid, e o resultado da partida foi o mesmo do do jogo-fantasma: 1-2”, diz Francesco Baranca. Surpreendidos pela coincidência, os especialistas quiseram saber mais: apuraram então que os jovens pertenciam a uma escola de futebol orientada pelo ex-adjunto do Freamunde Rui Dolores e que o responsável pelo campo tinha recebido 500 euros pelo aluguer. Confrontaram-no, mas ele não quis revelar mais nada. “Foi então que vimos um indivíduo a limpar o terreno e a olhar para nós. Parecia que queria dizer qualquer coisa. Discretamente, abordámo-lo, e ele disse-nos que contava tudo se lhe pagássemos umas cervejas”, diz Baranca. O funcionário do estádio relatou que lhe tinham entregue 20 euros para abrir a porta e que, na bancada, estava apenas um espectador, todo o tempo agarrado a um tablet. “Disse que estava a enviar informação sobre o jogo para a internet.” As campainhas de alarme soaram na cabeça da equipa da Federbet — para haver apostas em tempo real, as casas de jogo têm de enviar para o terreno um elemento para recolher informação sobre estatísticas e ocorrências da partida. Era tudo muito estranho. Assim, decidiram deslocar-se à sede do SC Freamunde para obter mais dados. O presidente do clube, Manuel Pacheco, não lhes levantou suspeitas, mas o mesmo não aconteceu com o diretor desportivo, Hilário Leal: “A primeira coisa que disse quando entrou na sala de reuniões foi: ‘Eu nunca apostei na vida.’ Mas, pouco depois, contou que era amigo dos Gaucci [clã italiano cujo patriarca é Lucciano Gaucci, o controverso ex-dono do Peruggia que contratou o filho de Kadhafi]”, afirma Baranca. Posteriormente, os oficiais da agência dizem ter recolhido indícios de que Hilário, tal como Dolores, era um apostador habitual. O dirigente do Freamunde defende-se: diz que não sabe nada sobre o jogo-fantasma, que nunca fez uma aposta e que os Gaucci são tão seus amigos como tantos outros italianos que conheceu durante a permanência em Peruggia. “Eu já fui ouvido duas vezes pela PJ e disse-lhes que fui sempre contra a manipulação de jogos no Freamunde, ao ponto de na altura ter recebido cartas com ameaças.” A ligação italiana não fica por aqui: o grosso de apostas no jogo que nunca existiu veio de uma faixa de terra entre Nápoles e Reggio Calabria, onde operam organizações mafiosas como a Camorra e a ’Ndrangheta. As apostas desportivas são muito usadas pelas máfias para lavagem de dinheiro — mesmo quando não conseguem obter ganhos com jogos viciados, o sistema permite-lhes diminuir as perdas abaixo dos 20%, um valor bastante apetecível nesta atividade. O advogado Miguel Azevedo Brandão, atual presidente da SAD do Freamunde, diz que ainda se desconhece o que se passou em São João de Ver. “Ainda não estava no clube e, por isso, não estou a par do que aconteceu. Mas acho que a anterior direção foi chamada pela PJ para prestar depoimentos.” Azevedo Brandão tem razão: na altura em que aconteceu o incidente tinha acabado de mediar o acordo fraudulento entre Scafuro e o antigo dono do Beira-Mar, o iraniano Majid Pishyar, que chegou a acusar o português de conluio com o italiano (Scafuro utilizou a empresa Equação Troféu, com sede no endereço legal de Azevedo Brandão, para “encapotar a burla”, nas palavras de Pishyar). O advogado nega e diz-se igualmente enganado: “Era era bem falante, inteligente e vinha com uma multinacional italiana por trás. Não desconfiei. Depois, não pagou, eu não me revia naquilo e percebi que era um buraco sem fundo. Decidi sair.” Pouco tempo depois, o advogado voltou a trabalhar com investidores estrangeiros na compra de um clube português: desta feita, uma empresa argentina interessada no Freamunde. Concluído o acordo, foi convidado a assumir a gestão da SAD. “Como os dois argentinos não estavam cá a tempo inteiro e não conheciam o mercado português, optaram por me convidar para ficar e tentar fazer uma coisa em condições.” Porém, não lograram os seus objetivos: vender os jogadores argentinos colocados a rodar no clube. Entretanto, o Freamunde desceu ao terceiro escalão e os investidores querem desfazer-se do negócio. Ao contrário do que se passa em outros clubes, tudo indica que o Freamunde vai conseguir reaver o controlo da SAD. “Os clubes portugueses são apetecíveis, porque estão mais ou menos bem preparados e são baratos. O investimento estrangeiro é bem-vindo mas tem de ser regulado, tem de haver cuidado por parte das instâncias, saber de onde vem o dinheiro, as apostas e ilegalidades que possam surgir”, diz Azevedo Brandão, que liderou pessoalmente dois negócios ruinosos. Os tentáculos deste gigantesco polvo das apostas chega a todo o lado e não dá sinais de fraqueza. O relatório de 2016/2017 da Federbet, que vai ser divulgado somente em setembro, sinaliza cerca de 500 jogos no mundo, cinco dos quais em Portugal: dois na Primeira Liga, o Feirense-Rio Ave (2-1) e o Paços de Ferreira-Feirense (0-1), e três na segunda, cujos detalhes não foram divulgados. A imprensa veiculou várias teorias sobre a suspensão de apostas nas duas partidas da Liga NOS: desde a jogada de 100 mil euros de um chinês na Póvoa de Varzim até ao registo de 50 mil euros no mesmo NIF em Santa Maria da Feira, passando por uma decisão unilateral da Santa Casa da Misericórdia, tutelar do Placard, apenas pelo alto risco financeiro. A Liga encarregou-se de descobrir o que se passou, mas o facto de a mesma equipa, o Feirense, estar envolvida nos dois incidentes levantou fumo para os lados de Santa Maria da Feira. Num comunicado oficial após a vitória contra o Paços de Ferreira, a SAD declarou: “Toda esta situação, além de voltar a colocar em causa o bom nome do futebol português, lançou dúvidas e suspeição de forma irresponsável sobre duas instituições de prestígio no panorama desportivo nacional [...]. Em comum nas duas situações apenas dois aspetos — o envolvimento do nome do CD Feirense Futebol SAD e a insistência em apostas na vitória do clube de Santa Maria da Feira. O segundo aspeto, por si só, seria suficiente para confirmar o total alheamento dos elementos afetos a esta sociedade desportiva de toda e qualquer eventual polémica.” Baranca diz que não é bem assim: “Não querendo acusar ninguém, há inúmeros casos de equipas que compram outras e depois informam as redes de apostadores. É preciso investigar para afastar a suspeição.” O principal investidor do Feirense, o nigeriano Kunle Soname, é um entendido no assunto: fundou a Bet9ja, o equivalente nigeriano do Placard, que é um tremendo sucesso no país africano. Jorge Gonçalves, presidente do Conselho de Administração, diz que o tema não preocupa o clube: “Estamos de consciência tranquila, nem sequer temos um advogado a tratar disso. A Liga tomou conta das ocorrências e está a investigar.” Não é nas divisões principais que o fenómeno é mais preocupante, mas sim nas secundárias, profundamente vulneráveis. Progressivamente, o espectro das apostas chega até às camadas jovens: é possível realizar apostas em partidas de sub-15. No futuro, talvez chegue às escolinhas e até aos videojogos, uma vez que já há companhias de apostas a posicionarem-se em Malta para se dedicarem às apostas em torneios da FIFA. Preso no meio desta teia, Ricardo Delgado pensa em refundar o Atlético. Em último caso, um novo nome, uma nova vida. “Há duas semanas, fui almoçar com o ‘Bruce’ e perguntei-lhe quanto queria pelos 70%, para nos vermos livres dele. ‘Um milhão’, respondeu. Afundou o clube, desceu-o duas divisões, manchou-lhe o nome e pede quase dez vezes mais do que o preço de compra.” Mesmo que o Atlético nasça outra vez, não fica a salvo de novos esquemas de manipulação. Ninguém está. Wilson Raj Perumal, o cabecilha da máfia das apostas, já disse mesmo que “o futebol arrisca-se a tornar-se uma espécie de wrestling, com tudo encenado”. Talvez seja um exagero, mas mais vale prevenir, porque esta realidade não vai parar de um dia para o outro. Muitos mais jogos serão viciados. Vai uma aposta? Citação do jornal "Expresso" online Futebol europeu infiltrado por viciadores de apostas asiáticos No dia 29 de abril, às 10h01 da tarde, Simon Miller e Paul Langley perderam a fé no desporto. Os dois irlandeses estavam sentados no estádio City Calling, em Longford, na Irlanda, e a sua equipa, o Athlone Town FC, perdia por 1 a 2. Ao minuto 80, uma mensagem de alerta do Facebook apareceu nos seus telemóveis. Um homem que há anos monitorizava apostas no futebol escrevia-lhes a dizer que as probabilidades acabavam de mudar drasticamente e que era previsível que outro golo fosse marcado em breve. Ambos ficaram imóveis, a ver o drama desenrolar-se no campo. O treinador português do Athlone, Ricardo Cravo, passou o médio romeno Dragos Sfrijan para a defesa, e o guarda-redes letão Igors Labuts começou de repente a descer à área contrária em cada pontapé de canto, um gesto potencialmente suicida que os guarda-redes costumam guardar para os ataques finais da equipa. Mas o espetáculo atingiu o clímax já em tempo de descontos. Quando uma bola longa chegou à área do Athlone, Sfrijan pontapeou-a sem jeito, falhando totalmente, dizem eles. E o guarda-redes Labuts atrapalhou-se numa defesa bastante fácil. “Parece que alguém ganhou algum dinheiro hoje”, disse um fã na internet. O jornal “Asia Times”, de Hong Kong, escreveria depois que os ganhos das apostas no jogo do Athlone ultrapassaram os 600 mil dólares (525 mil euros). A UEFA, a associação europeia de futebol, expressou alarme com as suspeitas de “influência indevida” durante o jogo, e o organismo oficial do futebol nacional irlandês, o FAI, lançou uma investigação, com a polícia também a tratar do caso. A atração do futebol reside na impossibilidade de prever o resultado do jogo. Os clubes da Liga dos Campeões podem ser eliminados por equipas amadoras em jogos de Taça, há campeões inesperados, pontapés de sorte podem decidir um jogo. É esse suspense que torna o futebol tão excitante. Mas o que acontece quando a equipa joga não com o objetivo de vencer mas com o de executar acordos ilegais? Ou quando os erros são deliberados e o jogo intencionalmente perdido? Nessa altura, deixa de ser um jogo e torna-se crime organizado. O mercado global de apostas é extremamente lucrativo. No mundo inteiro, por ano, cerca de um bilião de dólares (875 mil milhões de euros) são apostados em eventos desportivos — uma soma quase tão alta como a do total das exportações da Alemanha. O negócio continua a crescer, com novos atores a aparecer a todo o momento, frequentemente sediados em paraísos fiscais, como Malta e Gibraltar. Os maiores têm com frequência a sua base nas Filipinas ou na China. Os maiores bookmakers (agentes de apostas) do mundo permitem que se façam apostas em quase todos os aspetos de um jogo de futebol: no resultado, claro, mas também nos nomes dos marcadores de golos, no número de golos, de penáltis, de lançamentos, de cartões amarelos e vermelhos, até no nome do jogador que dará o pontapé de saída. E as apostas podem ser feitas em jogos pelo mundo fora. No escândalo de 2009 na Alemanha, ficou a saber-se que tinham sido feitas tentativas de manipular 32 jogos diferentes — desde a segunda divisão até às ligas mais jovens — e que esses esforços tiveram sucesso nalguns casos. Quando num relvado, em lugar de jogadores de futebol ou árbitros, se instalam atores que seguem um script invisível previamente elaborado, ganhar milhões em apostas viciadas pode ser fácil. Fundado há 130 anos, o Athlone Town é o mais antigo clube de futebol irlandês e está na segunda divisão. Na década de 70, jogava com equipas como o AC Milan na Taça UEFA, e os fãs adorariam ver o regresso a esses dias de glória. O hino da Liga Europa, os holofotes, as estrelas globais e o dinheiro. Esta aspiração levou o clube às mãos de pessoas que transformaram os sonhos de funcionários, jogadores e fãs num negócio. Em janeiro, a empresa portuguesa Pré Season, registada na Amadora, tornou-se dona de uma parte do Athlone FC. Os investigadores acreditam que um homem chamado Mao Xiaodong, um dos maiores viciadores de apostas, está por trás do negócio. Conhecido na cena como Eric Mao, atingiu um certo renome no submundo do futebol. O seu modelo de negócio envolve comprar parte de um clube como investidor e depois adquirir jogadores ou treinadores. Então aposta em larga escala, e jogadores instruídos pelos seus funcionários asseguram que os resultados dos jogos correspondem ao que consta nas folhas de apostas. Através do consórcio Football Leaks, o “Der Spiegel” obteve um relatório confidencial com origem na empresa de segurança desportiva ICSS, sediada no Qatar. O relatório diz que “Eric Mao é um organizador de alto nível de viciação de jogos e líder de um sindicato de viciação de jogos em Singapura e também um membro chave de uma rede global de viciação de jogos”. É sócio do famoso viciador de jogos Wilson Raj Perumal. Perumal falsificou inúmeros jogos de futebol pelo mundo fora antes de ser apanhado pelas autoridades e se tornar uma testemunha chave. Testemunhou contra a máfia das apostas e a seguir escreveu um livro que forneceu um olhar profundo sobre o mundo dos resultados combinados. Hoje, vive na Hungria, mas os insiders creem que manteve os contactos com outros viciadores de jogos. Recentemente, falou com um desses indivíduos na Austrália. A polícia australiana terá escutado a chamada. Quando contactado para comentar, Perumal negou ter qualquer relação com os jogos viciados. Não é difícil aos vigaristas das apostas que entraram na indústria do futebol disfarçados de investidores fazerem dinheiro rapidamente. No seu livro, Perumal descreve como os clubes de futebol podem ser desprovidos de moral na sua ganância por dinheiro, em especial quando têm falta dele. Muitas vezes, esses clubes nem perguntam onde um investidor ou investidora ganha o dinheiro, apenas ficam contentes por o receber. E com frequência dispõem-se a fazer todo o tipo de concessões para que isso aconteça. O Athlone parece ter garantido ao pessoal de Mao muitas das concessões de que ele precisa para o seu negócio. Em pouco tempo, os recém-chegados fizeram do clube uma espécie de marioneta. O controlo era invisível, mas o centro do clube tinha sido esvaziado. Os fãs começaram a compará-lo a um clube em Portugal que Mao tomara uns anos antes: o Atlético Clube de Portugal. O Atlético tinha estado à beira da falência em 2013, e os seus dirigentes transformaram a equipa principal numa companhia aberta a investidores. Foi quando Mao apareceu. Este homem de 34 anos, oriundo de Beijing, é agente de jogadores e dono do Anping, um conglomerado de firmas. O Anping adquiriu 70 por cento das ações do Atlético, ficando o clube com 30 por cento. Pouco depois, o Atlético fez uma série de novas contratações, incluindo Igors Labuts, do Jurmala, um clube letão em relação ao qual já havia então uma suspeita generalizada de envolvimento em falsificação de resultados. A UEFA emitiu um “aviso de alto risco” sobre possível manipulação e atividade corrupta de apostas envolvendo o Atlético Clube de Portugal. Além de Mao, o aviso da UEFA também mencionava o guarda-redes Labuts, descrevendo-o como um “indivíduo suspeito”. O organismo do futebol disse que ele tinha estado em 17 jogos suspeitos. “Tudo o que tínhamos era conflitos. Perdemos completamente o controlo”, diz hoje o presidente, Ricardo Delgado. Na presente temporada, a equipa principal foi relegada para a quarta divisão. Quando lhe perguntam se isso é resultado de jogos manipulados, Delgado responde: “Não sei o que está a acontecer aqui.” A Pré Season investiu no Athlone no início deste ano, e a empresa levou consigo vários jogadores, incluindo, uma vez mais, Igors Labuts. Os médios José Viegas e Dery Hernández, outras novas contratações do Athlone, também jogaram antes no Atlético. E o novo diretor de operações do Athlone, o francês Marc Fourmeaux, conduziu há três anos o DFK Dainava, da primeira divisão lituana, até ao último lugar, com um diferencial de golos de menos 131. Foi uma temporada bastante estranha. O guarda-redes Labuts recusou falar ao “Der Spiegel”. Após o jogo de Longford, alegou a sua inocência e disse: “Se for um guarda-redes de topo, jogo no Real Madrid.” Pouco depois, estava de regresso ao relvado. Na verdade, ninguém foi sequer suspenso. Todos os jogadores que há meses se encontram sob suspeita de manipulação de jogos continuam a jogar. E todos eles garantem que são inocentes. O “Der Spiegel” tentou falar com o presidente do clube, John Hayden, mas ele fugiu rapidamente do campo quando o repórter lá foi. Também não respondeu a subsequentes mensagens e chamadas para o seu telemóvel. Em resposta a questões do “Der Spiegel”, funcionários de clube disseram não ter conhecimento se Mao é ou não o verdadeiro investidor e garantiram que ouviram falar dele pela primeira vez através dos media. “Dissemos desde o início que algo aqui não estava certo, mas ninguém nos ouviu”, afirma Langley, o fã. O seu amigo Miller também tinha reparado desde o primeiro jogo de preparação que “alguns dos novos jogadores parecia que nunca tinham jogado futebol antes”. Referem o corpulento uruguaio, o romeno sem talento e as muitas limitações técnicas e de condição física que os novos jogadores exibiam. Os dois adeptos, que pedem que os seus verdadeiros nomes não sejam usados por temerem retaliações dos viciadores de jogos, tornaram-se detetives. Descobriram que os novos jogadores já antes tinham estado juntos em clubes cujos jogos haviam sido manipulados. “Sempre que o treinador mandava o romeno do meio-campo para a defesa, era claro que o opositor ia marcar um golo”, diz Miller. Exprimiram as suas suspeitas no Facebook e contactaram o clube, mas ninguém acreditou. “Disseram para mantermos a boca calada — e não foi só uma vez.” Os dois não voltaram a entrar no estádio desde o jogo de Longford. Fartaram-se. E o Athlone é agora penúltimo na liga. Para os investigadores europeus, o investimento asiático numa equipa irlandesa da segunda divisão é uma estratégia padrão usada pelos viciadores de jogos. Por um lado, é mais fácil manipular equipas em ligas mais pequenas, porque há menos supervisão. Além disso, equipas pequenas e financeiramente vulneráveis são vítimas mais fáceis, pois podem ser aliciadas com somas modestas. Mas a principal razão é que os viciadores de jogos aproveitam-se de jogadores jovens e talentosos nessas ligas mais baixas para manipular um jogo ou dois a troco de uma pequena quantia de dinheiro ou outros favores. Mais tarde, esses talentos são vendidos a clubes mais fortes. “É um pouco como a Bolsa”, diz um polícia experiente. Afirma que tem observado como os viciadores de jogos deixam em paz esses jogadores durante alguns anos. Mas assim que eles dão o salto e começam a jogar num clube de mais elevado perfil, reaparecem subitamente a lembrá-los da sua fraude anterior, apontando as possíveis consequências de essas transgressões serem reveladas. Destruiria as carreiras deles. “Os viciadores de jogos fornecem uma solução imediata para o problema: querem que os jogadores manipulem jogos na liga superior só mais algumas vezes. Cometam uma penalidade, percam uma corrida, provoquem um lançamento, convençam alguns companheiros... E é sugerido que de qualquer maneira uma coisa daquele tipo jamais será exposta”, diz o polícia. Assim se planta um vírus nos níveis mais altos do futebol — um vírus que começa a espalhar-se cada vez mais depressa. Pouco a pouco, também mancha a credibilidade do futebol enquanto desporto. Graham Peaker, de 61 anos, encontra-se sentado na sede da UEFA em Nyon, na Suíça, com uma camisa de manga curta vestida. O título no seu cartão de visita é “coordenador de informação” (intelligence coordinator). Passou 25 anos a investigar a manipulação de jogos de futebol na Europa, e durante esse tempo, sob a sua tutela, vários clubes foram banidos por causa de resultados combinados, em países como a Turquia, a Albânia e a Macedónia. Peaker oferece seminários a jovens jogadores para os educar sobre a viciação de resultados. “Queremos proteger a nova geração da influência dos viciadores de jogos”, diz. Em parceria com uma firma, revê 32 mil jogos todos os anos, num esforço para detetar alterações suspeitas no mercado das apostas. Se encontrar aspetos conspícuos, como aconteceu no jogo do Athlone em Longford, dá o alerta. Mas uma organização desportiva como a UEFA não tem acesso aos instrumentos de que as autoridades estatais dispõem para reunir provas de crimes — como raides policiais e escutas telefónicas, por exemplo. “Às vezes, é frustrante”, diz o coordenador de informação. Peaker apenas recebe um apoio limitado dos investigadores estatais. Nenhum país do mundo tem procuradores especializados em apostas desportivas, e muitas agências estatais sentem relutância em abordar a viciação de apostas. As investigações são demasiado dispendiosas e espalhadas e falham com frequência. A Itália, por exemplo, tem estado a conduzir uma investigação desde 2011, mas os procuradores ainda não apresentaram resultados concretos. E em Bochum, onde viciadores de jogos foram condenados a mais de 50 anos de cadeia recentemente, a equipa policial que se ocupava do assunto foi desmantelada, por os casos não estarem relacionados com a região de Bochum. Assim se perdeu o conhecimento que polícias e procuradores haviam acumulado. Francesco Baranca transformou estes problemas das investigações sobre resultados combinados numa ideia de negócio. O italiano está sentado, a rir-se, num restaurante de onde se avistam os telhados de Barcelona. Foi ele que escreveu aos fãs do Athlone naquela noite de abril, dizendo-lhes que o Longford ia em breve marcar um terceiro golo. Baranca não é um vidente — é o fundador da Federbet, um dos maiores sistemas de vigilância de apostas que existem. O seu pessoal dá o alarme quando as apostas começam a mudar de forma pouco habitual e produz perfis de apostadores famosos como Eric Mao e de jogadores como Igors Labuts. Estabelecem-se os laços entre indivíduos no negócio global da viciação de jogos. Os clientes são ligas, equipas e associações, que o consultam quando um alegado investidor aparece. Em tais casos, Baranca vai à sua base de dados antes de dar a sua aprovação... ou não. Baranca tem visto algumas coisas extraordinárias ao longo dos anos que tem passado a examinar o futebol profissional. Uma vez investigou um alegado caso de um jogo viciado em Portugal, descobrindo que o jogo em causa nem sequer se disputara. Era um chamado “jogo fantasma”, que nunca tivera lugar mas para o qual os agentes de apostas haviam recebido estatísticas e aceitado apostas. Atualmente, diz Baranca, há mesmo agências que mantêm listas de (sobretudo) jogadores que estão disponíveis para manipular jogos. Se um apostador prolífico necessita de alguém para viciar um jogo, contacta essas agências. No caso do Athlone, a Federbet elaborou um relatório, que o “Der Spiegel” viu, após o jogo em Longford. O relatório tornou claro aos investigadores que as probabilidades da aposta haviam mudado perto do fim do jogo e que uma quantia significativa de dinheiro fora apostada na marcação de um terceiro golo. Entre apostadores, isso é conhecido como um over: aposta-se que um número mínimo específico de golos serão marcados durante um determinado encontro. No jogo em questão, esse mínimo era três — e, já em tempo de descontos, o Longford conseguiu mesmo marcar esse terceiro golo graças ao ‘lapso’ defensivo do Athlone. Em Portugal, entretanto, o Atlético cansou-se do seu investidor. Os donos portugueses do clube estão a tentar livrar-se da quota de 30 por cento que ainda têm na equipa principal e concentrar-se no desenvolvimento da equipa de reservas, que atualmente joga na sexta divisão. “Não temos mais nada a ver com esta equipa”, diz o presidente Delgado.Os adeptos desabafam no Facebook, escrevendo “Fora!” e “Idiotas!”, dirigindo-se aos investidores asiáticos. Já no Athlone Town, Tony Connaughton, um homem ativo de 63 anos que tem experiência em liderança de clubes, gostava de pôr fim ao pesadelo. A assembleia-geral anual do clube estava marcada para o final de junho, e os críticos insistiam que o atual líder, John Hayden, marcasse novas eleições. Se Connaughton vencer, tenciona limpar a casa, livrando-se de todos os recém-chegados. “Devem voltar para onde vieram”, afirma, “e então, ao fim de 130 anos, começaremos do zero.” Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 13 Abril 2019 Desapareceu volume do processo Feirense-Rio Ave Compartilhar este post Link para o post
Diogo_CFB Publicado 13 Abril 2019 Citação de FabioK, há 16 minutos: Como assim, desapareceu? LOL 🇵🇹 Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 13 Abril 2019 Citação de FabioK, há 39 minutos: Como assim, desapareceu? LOL Volume foi enviado pela cloud de Lisboa para o Porto mas algures em Coimbra houve céu limpo e a nuvem desapareceu... 7 Compartilhar este post Link para o post
alex81 Publicado 13 Abril 2019 Citação de FabioK, há 4 horas: Como assim, desapareceu? LOL O semanário 'Expresso' revela este sábado que um dos quatro volumes do processo que investiga o jogo Feirense-Rio Ave da época passada - instaurado depois de ter sido detetado um número de apostas invulgar - desapareceu. A Procuradoria Geral da República está a investigar o caso. O jornal, que cita fonte judicial, conta que o processo foi encaixotado e enviado de Lisboa para o Porto pelos correios e, à chegada, percebeu-se que faltava o quarto volume. Extraviou-se, perdeu-se ou foi roubado, ninguém sabe ao certo o que aconteceu. O volume estava à guarda do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, que o digitalizou. Por isso, foi possível recuperar todos os documentos que estavam no volume, que não continha, segundo o jornal, depoimentos ou documentos especialmente relevantes. https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/detalhe/um-dos-volumes-do-processo-que-investiga-o-feirense-rio-ave-desapareceu?ref=HP_2BucketDestaquesPrincipais Compartilhar este post Link para o post