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[Liga NOS] 34ª Jornada

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O som que se ouve no lance do Dráusio é da caneleira ou da perna a partir? :medinho:

".....terá fraturado a tíbia e o perónio...."

 

Hoje um velinho que estava à minha frente no Restelo definiu bem o jogo: "Não interessa se é de uma equipa ou outra, é tudo m*rda" :lol:

 

Que tristeza. :-|

Se aquela do Caeiro entra....

 

 

Também não era justa a nossa vitória.

 

O Braga já não comprou o Bruno Viana? Tenho a ideia que sim.

O Salvador está a negociar isso. (3M)

 

O Belém já leva 4 jogos sem sofrer.

Mas de nada vale quando o Maurides só sabe desperdiçar boas oportunidades de golo....

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Eu sei que ele partiu a perna, a minha questão é se o som que se ouve é dos ossos a partir. Pode ser uma questão idiota, mas o facto é que nunca parti nenhuma nem vi, portanto não sei se faz um som assim tão alto ou não.

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O Paulo Fonseca foi, provavelmente, o melhor treinador que já vi por cá, em todos os aspectos. Não acho que o Abel esteja (ainda) ao nível dele, mas tem feito um trabalho muito bom, depois daquele inicio atribulado. Em termos de ideias até são treinadores relativamente semelhantes, mas o sistema de jogo do Paulo estava muito mais consolidado por este altura. Mas pronto, gostava que o Braga mantivesse o JCT e o Bruno Viana, e fosse depois buscar um central e um defesa esquerdo com qualidade, e ver até onde isso nos poderia levar.

 

E já agora, tenho a séria impressão desde o final da época passada de que o Abel está aqui para o médio-longo prazo. Segurar um treinador por duas ou três épocas seriadeterminante para o crescimento do clube, oxalá ele fique icon_razz.gif

 

Sendo tu adepto do Braga, consegues explicar o vosso projeto? Em que consiste o crescimento do clube? Qualificação para a champions? Lutar pelo título daqui a x anos? Achas que isso será possível?

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Sendo tu adepto do Braga, consegues explicar o vosso projeto? Em que consiste o crescimento do clube? Qualificação para a champions? Lutar pelo título daqui a x anos? Achas que isso será possível?

 

O projecto passa por ganhar o título nos próximos anos, e o Salvador tem sido insistente nesse ponto desde o início da época. E quer fazê-lo recorrendo aos melhores jogadores da Liga dentro do alcance financeiro do Braga, e recorrendo também às camadas jovens do clube - daí o forte investimento em infraestruturas desportivas, como a academia, e à integração de alguns jovens dos juniores (começou pelo Gamboa há uns tempos, depois o Neto, Diogo Queirós, Xadas e, agora, o Trincão) ou de outros clubes (Xeka e Bruno Jordão, por exemplo, e mais recentemente Lukic, Ryller, Erick e Muric).

 

Acho que o projecto é sustentável e vai ajudar o clube a crescer desportivamente e financeiramente. Ao mesmo tempo a direcção também está a investir fortemente na divulgação da marca, com a abertura de uma loja do clube no centro da cidade, a ida às escolas de alguns jogadores, o convite a personalidades a visitar o clube (há uns tempos foi o Lampard e hoje, por exemplo, foi a malta da Comercial), e mais conteúdo para redes sociais. É possível que o Braga se aproxime dos 3 grandes, mas não acredito que consiga chegar ao título sem que haja um conjunto de factores muito fortes que leve a que os rivais estejam muito enfraquecidos simultaneamente. E de certa forma, Porto e Benfica já começam a desinvestir no plantel, e acredito que o Sporting o vá fazer brevemente, sobretudo se falhar a Champions este ano. Mas ainda assim, a diferença de recursos é enorme, o Braga está mais próximos dos clubes "pequenos" do que propriamente dos grandes.

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Vamos ao Dragão em 6º .

 

Em 6º 8-)

 

Vamos ao Dragão :-|

 

Uma frase, tristeza e felicidade.

Editado por Axadrezado

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[1] Se ignorarmos os jogos contra os quatro primeiros, quantas equipas passariam a ter números positivos na diferença de golos?

 

[2] Até pensei que andei enganado estes anos todos, mas fui ver os principais candidatos e afinal isto dos golos até é normal. Em Espanha, 12 de 20 equipas não têm diferença de golos positiva, em França são 14, em Inglaterra 13, em Itália 11 e na Alemanha 10. Nós temos 13.

 

[3] Na Alemanha, a diferença do 1. para o 5. é de 24 pontos, em Espanha é de 27, em França é de 34, em Inglaterra é de 22, em Itália é de 20. Em Portugal é de 27 pontos.

 

O que se critica não é exclusivo do nosso campeonato.

 

 

A ideia não é fazer análises exaustivas ou estabelecer comparações percentuais. A ideia é simples: em todos os campeonatos há um punhado de equipas, nalguns mais, noutros menos, que são claramente mais fortes do que os outros, e é normal que mais de metade das equipas tenham diferença de golos negativa. Nuns mais, noutros menos.

 

[4] Quanto aos campeonatos, pah, faz contas aos campeões desde a mudança de século: 5 na Alemanha, 4 em Espanha, 7 em França, 4 em Itália e 4 em Espanha. Portugal teve 4.

 

Quando estava a ler estes teus 2 posts senti uma vontade enorme de recolher dados e fazer umas contas. Eu percebi a tua ideia de fazer uma análise simplista. O problema é que as análises simplistas resultam, habitualmente, em conclusões também elas simplistas, não refletindo exatamente a realidade.

 

Os dados que apresentaste e a conclusão que tiraste fez-me lembrar, e desculpa-me a comparação abusiva, uma análise sobre a desigualdade no rendimento em países do Médio Oriente ou das ditaduras africanas. Em que a tua posição seria equivalente a dizer: "Calma lá que o problema não é só desses países. Isso acontece em todo o mundo. Até nos países desenvolvidos existem ricos e pobres. É um problema mundial e tem vindo a agravar-se. Cada vez os ricos são mais ricos e os pobres mais pobres por todo o lado."

 

Isto é verdade, claro. Mas esconde, de certa forma, a realidade. Porque não aborda duas questões muito importantes. Por um lado o fosso abissal entre os poucos muito ricos e os muitos muito pobres nesses países, indiscutivelmente superior ao que existe no mundo ocidental. E por outro a quase inexistente mobilidade social onde quem nasce pobre morrerá, muito provavelmente, igualmente pobre.

 

Pedindo novamente desculpa pelo abuso na comparação, vou aplicar estes conceitos à questão do desequilíbrio evidente no nosso futebolzinho de trazer por casa, abordando os 4 pontos que assinalei nos teus posts.

 

 

[1] - Esta é uma resposta simples. Seriam exatamente 7 das 14 equipas restantes. Metade. O que se espera numa distribuição normal (equilibrada).

 

Rio Ave (+12); Chaves (+10); Portimonense (+7); Boavista, Tondela e Aves (+3); Vit. Guimarães (+1). E o Belenenses teria saldo nulo.

 

Conclusão: O campeonato desequilibra-se quando entram na equação os 4 grandes. E estes dados também servem para explicar porque é que cada pontinho arrancado a um dos grandes assume uma importância maior. É certo que uma vitória sobre o FC Porto dá os mesmos 3 pontos que uma vitória sobre o Moreirense, mas são 3 pontos que, estatisticamente, será muito difícil serem conquistados pelos adversários diretos de quem os consegue, o que proporciona uma vantagem que não é de desprezar.

 

[2] - Aqui abordamos o fosso entre os mais fortes e os restantes. Dito dessa forma até parece que nós acompanhamos os principais campeonatos europeus. É a aplicação prática de torturar os números até que eles digam o que queremos. Vou torturá-los à minha maneira:

 


  •  
  • Espanha (campeonato com 20 equipas): 8 equipas com diferença positiva (40%);
  • França (20): 6 positivas (30%);
  • Inglaterra (20): 8 positivas (40%); (não sei como chegaste às 13 com diferença negativa porque são só 12)
  • Itália (20): 10 positivas (50%); (também não sei como chegaste às 11)
  • Alemanha (18): 8 positivas (44%);
  • Portugal (18): 4 positivas (22%).

 

Nem aos franceses chegamos...

 

[3] - Sim, a diferença entre o 1º e o 5º classificado na generalidade dos campeonatos é semelhante. A questão do título está arrumada. Neste momento o 5º classificado de cada um dos campeonatos está afastado dessa luta. E quanto ao apuramento para a Liga dos Campeões? Será que o 5º classificado ainda tem hipóteses de lá chegar? Como mero exercício académico vamos supor que é o 3º lugar que marca esse limite nos 6 campeonatos. E o que temos?

 


  •  
  • Alemanha: diferença de 3 pontos;
  • Espanha: 12 pontos;
  • França: 16 pontos;
  • Inglaterra: 5 pontos;
  • Itália: 4 pontos;
  • Portugal: 22 pontos.

 

Mais uma vez em último atrás dos franceses que parecem ser os nossos principais rivais no que ao desequilíbrio diz respeito.

 

 

Sim, o que se critica não é exclusivo nosso mas aqui está mais agravado...

 

 

[4] - E aqui entramos na questão da mobilidade.

 

Antes de mais, duas correções: duplicaste a Espanha em vez dos 5 campeões ingleses. E em França não foram 7 mas sim 8 campeões desde 2001 (Lyon, PSG, Nantes, Lille, Mónaco, Marselha, Bordéus e Montpellier).

 

Aparentemente estamos alinhados com os restantes. Mas o que é que acontece se anularmos os 2 primeiros campeonatos dessa série? A viragem de século é um marco, claro. Mas também podemos considerar apenas os últimos 15 anos. Porque não? É um número mais "redondo" do que os 17 que já passaram no século XXI. Vamos a isso, desde a época 2002/03:

 


  •  
  • Alemanha: mantém os 5 vencedores;
  • Espanha: mantém os 4;
  • França: sai o Nantes e baixa para 7;
  • Itália: sai a Roma e baixa para 3;
  • Inglaterra: mantém os 5;
  • Portugal: saem o Boavista e o Sporting e baixa para 2.

 

Lá voltamos para o fim da lista... Curiosamente neste ponto quem mais se assemelha ao nosso campeonato é o italiano.

 

Vou aqui introduzir também os dados da Rússia, que são relevantes porque foi o país que nos ultrapassou no ranking da UEFA roubando-nos o 6º lugar, com a ressalva de que só recolhi os dados desde 2004 num total de 13 campeonatos. Já tiveram, neste período, 5 campeões.

 

Numa análise mais fina temos a seguinte distribuição (voltando ao período que consideraste desde 2001):

 


  •  
  • Portugal (9 / 6 / 1 / 1);
  • Itália (9 / 5 / 2 / 1) - muito semelhante ao nosso;
  • Espanha (8 / 6 / 2 / 1) - igualmente semelhante;
  • Inglaterra (7 / 5 / 2 / 2 / 1) - mais distribuído e com o City com o 3º no bolso;
  • Alemanha (11 / 3 / 1 / 1 / 1) - o mais desequilibrado dado o domínio absoluto do Bayern que já assegurou o 12º;
  • França (7 / 4 / 1 / 1 / 1 / 1 / 1 / 1) - Até certa altura assemelhava-se ao alemão dado o domínio do Lyon mas recentemente o crescimento do PSG transformou o campeonato francês e agora, com o 5º garantido, é claramente bipartido. Curiosamente, ou talvez não, é o campeonato que, nas folgas do Lyon e do PSG mais distribui títulos de forma quase aleatória pelos mais pobres;
  • Rússia (5 / 4 / 2 / 1 / 1) - o mais equilibrado de todos. Mais ainda do que o inglês. Será que pode residir aqui uma explicação para o seu sucesso recente em comparação connosco?

 

No entanto, por muito interessante que seja esta análise aos campeões, pouco nos diz em relação à mobilidade que me importa abordar. Decidi, assim, alargar a análise aos 3 primeiros de cada campeonato. Ao pódio. A quem participa na luta pelo título em vez de me limitar ao vencedor final. E cheguei aos seguintes dados:

 


  •  
  • Portugal: 7 equipas obtiveram, pelo menos uma vez desde 2001, um lugar nos 3 primeiros;
  • Itália: Igualmente 7. Neste indicador também nos comparamos com os italianos;
  • Inglaterra: 8;
  • Espanha: 9;
  • Rússia: 9;
  • Alemanha: 10;
  • França: 12.

 

Estamos em baixo mas não parece demasiado. Até estamos empatados com os italianos...

 

Vamos olhar com mais atenção para os dados. Haverá alguma equipa destes campeonatos que tenha ficado sempre, nos 17 últimos anos, num dos 3 primeiros lugares da tabela? A resposta é afirmativa. Há uma equipa: o FC Porto! É fantástico para o Porto. Mas diz-nos pouco. Vamos continuar a lista mais um bocadinho:

 

17 - FC Porto

16 - Real Madrid e Bayern Munique;

15 -

14 - Barcelona, Lyon, Benfica e Sporting

13 - Manchester Utd e Juventus

 

Eh lá!... Isto já começa a querer dizer alguma coisa... Os 3 maiores clubes portugueses parecem ter lugar reservado nos 3 primeiros lugares do campeonato nacional. Algo só acompanhado por duas equipas espanholas, pelo dominador absoluto na Alemanha e pelo Lyon que se arrisca, em 2018, a perder essa posição. O 3º clube português ficou mais vezes no pódio do que os mais fortes clubes da Inglaterra e da Itália. Com a devida ressalva aos castigos impostos à Juventus que, caso contrário, estaria no lote dos mais poderosos, claro...

 

Torna-se evidente a desmesurada concentração do "rendimento" em Portugal. A tal mobilidade aqui não existe. Os 3 Grandes têm lugares reservados. Nada semelhante acontece nos principais campeonatos europeus. Como termo de comparação vejamos quantas vezes ficou no pódio o 3º clube de cada país:

 


  •  
  • Espanha: Valência - 6
  • Inglaterra: Arsenal - 10
  • Itália: Inter e AC Milan - 9 (3º e 4º)
  • Alemanha: Schalke 04 - 7
  • França: Mónaco, Marselha e PSG - 7 (2º, 3º e 4º)
  • Portugal: Benfica e Sporting - 14 (2º e 3º)

 

 

Um último exercício: neste período de 17 anos quantas vezes se repetiu o pódio com o mesmo trio de clubes a ocupá-lo?

 

Rússia

 


  •  
  • CSKA / Lokomotiv / Zenit - 2 [2004, 2014]
  • CSKA / Lokomotiv / Spartak - 2 [2005, 2006] - É o trio que lidera o campeonato. Pode ser que consigam o 3º pódio em 2018
  • CSKA / Spartak / Zenit - 2 [2007, 2017]

 

França

 


  •  
  • Lyon / Mónaco / PSG - 3 [2004, 2015, 2016]
  • Lyon / Bordéus / Marselha - 2 [2008, 2009]

 

Itália

 


  •  
  • AC Milan / Juventus / Inter - 3 [2003, 2005, 2009]
  • Juventus / Nápoles / Roma - 3 [2014, 2016, 2017] - É o trio que lidera. Estão a caminho do 4º pódio conjunto
  • Juventus / Inter / Roma - 2 [2002, 2008]
  • AC Milan / Inter / Roma - 2 [2006, 2010]
  • Juventus / Lázio / Roma - 2 [2001, 2015]

 

Alemanha

 


  •  
  • Bayern Munique / Bayer Leverkusen / Bor. Dortmund - 4 [2002, 2011, 2013, 2016]
  • Bayern Munique / Bor. Dortmund / Schalke 04 - 3 [2001, 2012, 2014] - É o trio que está na frente. Podem chegar a 4.
  • Bayern Munique / Schalke 04 / Werder Bremen - 3 [2005, 2008, 2010]

 

Inglaterra

 


  •  
  • Arsenal / Chelsea / Man Utd - 4 [2004, 2005, 2008, 2010]
  • Chelsea / Liverpool / Man Utd - 3 [2006, 2007, 2009]
  • Arsenal / Liverpool / Man Utd - 2 [2001, 2002]
  • Chelsea / Man City / Man Utd - 2 [2011, 2013]

 

Espanha

 


  •  
  • Atl Madrid / Barcelona / Real Madrid - 5 [2013, 2014, 2015, 2016, 2017] - A caminho da 6ª consecutiva...
  • Barcelona / Real Madrid / Valencia - 4 [2006, 2010, 2011, 2012]
  • Barcelona / Real Madrid / Villarreal - 2 [2005, 2008]
  • Barcelona / Real Madrid / Sevilha - 2 [2007, 2009]

 

Portugal

 


  •  
  • Benfica / FC Porto / Sporting - 11 [2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2011, 2014, 2015, 2016, 2017] - E vão para a 12ª, 5ª consecutiva...
  • Boavista / FC Porto / Sporting - 2 [2001, 2002]
  • Benfica / Braga / FC Porto - 2 [2010, 2012]

 

 

A monotonia... Neste indicador são os nuestros hermanos quem mais se aproxima de nós. Então se o Valencia e o Atl Madrid fossem a mesma equipa parecia uma fotocópia...

 

 

Está feito. Ninguém vai ler (e os que o fizerem devem-me chamar de anormal para cima...:mrgreen:) mas deu-me bastante gozo fazê-lo. Quem tiver paciência para isso que tire as suas próprias conclusões.

Editado por Descartes

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Que grande análise Desc, desconfio que amanhã ou depois sai em algum jornal. Dá que pensar esses dados, e a seguir desconfio que vem os direitos televisivos para a discussão :mrgreen:

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Desc, em momento algum pretendi indicar que não há uma diferença significativa entre os três grandes e os outros. Essa existe, sempre existiu e desconfio que tenderá a acentuar-se nos próximos anos. Só quis referir, e mantenho, que nos outros campeonatos, grosso modo, estas diferenças também se estão a acentuar.

 

Quanto aos números, com jeitinho consegues provar o que quiseres. Também podes restringir as contagens aos últimos cinco anos e em Portugal tens tantos campeões como na Alemanha e Itália juntos... Não foi esse o objectivo do meu post.

 

De resto, óptima análise.

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René Consulting - Estudos de Futebol e Estatística, S.A.

Editado por UnReal

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Não me interpretes mal. De maneira nenhuma quis demonstrar que estavas errado ou que havia necessidade de te corrigir. Muito pelo contrário. Achei os teus posts muito interessantes, de tal forma que comecei logo a sentir vontade em aprofundar a análise para ver o que daí resultava.

 

Sendo certo que, como tu dizes, o fosso entre "ricos" e "pobres" está a agravar-se pelos principais campeonatos, apeteceu-me ir mais longe e fundamentar aquilo em que acredito convictamente: que em Portugal esse fosso é mais profundo do que na generalidade dos outros países.

 

E se a vontade não me abandonar ainda quero fazer mais umas continhas para complementar esta análise. Quero, por exemplo, alargá-la até ao 15º país do ranking da UEFA para comparar com a Holanda (14º) e a Grécia (15º) que são, na minha opinião por comprovar, os países que mais se comparam connosco.

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Falta realçar que somos um país extremamente pequeno face aos restantes países comparados, isso tem as suas consequências

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Falta realçar que somos um país extremamente pequeno face aos restantes países comparados, isso tem as suas consequências

 

Eu fartei-me de pensar no assunto e não consegui perceber como é que a dimensão do país afeta o equilíbrio interno e a perenidade de alguns clubes no topo ano após ano... :confuso:

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Eu fartei-me de pensar no assunto e não consegui perceber como é que a dimensão do país afeta o equilíbrio interno e a perenidade de alguns clubes no topo ano após ano... :confuso:

E que tal correlacionar o desequilibro do campeonato com divisão das receitas televisivas ou a percentagem de adeptos de "não grandes"? :-

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Eu fartei-me de pensar no assunto e não consegui perceber como é que a dimensão do país afeta o equilíbrio interno e a perenidade de alguns clubes no topo ano após ano... :confuso:

 

No meu entender influência. Porque sendo nós um país pequeno em que grandes cidades são apenas Porto e Lisboa, os grandes clubes só surgem nessas zonas. Depois como somos pequenos não somos muito regionais, um minhoto não apoia um clube do Minho e por aí fora, em frança o cenário muda, são muito mais regionais mesmo em Espanha. A nível de investimento é igual de certeza que não existe empresas com grande capital espalhadas pelo país como existe nos outros países que referiste, como tal existe menos investimento de patrocínios nos clubes.

 

É muito difícil em Portugal conseguir que os pequenos se tornem grandes porque primeiro, não tem massa adpeta (nem mesmo nas suas cidades), nem investidores.

 

Cidades como Guarda, Castelo Branco, Évora, Viseu... Tem quantos habitantes? 50 mil? E tamos falar de cidades mais importantes do país, é Impossible que surja um clube com dimensão nessas cidades

Editado por Alonso.

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Eu fartei-me de pensar no assunto e não consegui perceber como é que a dimensão do país afeta o equilíbrio interno e a perenidade de alguns clubes no topo ano após ano... :confuso:

Ora eu fiz uma brincadeira no excel com nº de campeões nos últimos 10 anos e população residente em 2016. O coeficiente de correlação é de 0,2.

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E que tal correlacionar o desequilibro do campeonato com divisão das receitas televisivas ou a percentagem de adeptos de "não grandes"? :-

 

O que é que isso tem a ver? Quanto muito o desequilíbrio do campeonato é a causa para esses dois efeitos. Não tem nada a ver com a dimensão do país.

 

 

No meu entender influência. Porque sendo nós um país pequeno em que grandes cidades são apenas Porto e Lisboa, os grandes clubes só surgem nessas zonas. Depois como somos pequenos não somos muito regionais, um minhoto não apoia um clube do Minho e por aí fora, em frança o cenário muda, são muito mais regionais mesmo em Espanha. A nível de investimento é igual de certeza que não existe empresas com grande capital espalhadas pelo país como existe nos outros países que referiste, como tal existe menos investimento de patrocínios nos clubes.

 

É muito difícil em Portugal conseguir que os pequenos se tornem grandes porque primeiro, não tem massa adpeta (nem mesmo nas suas cidades), nem investidores.

 

Cidades como Guarda, Castelo Branco, Évora, Viseu... Tem quantos habitantes? 50 mil? E tamos falar de cidades mais importantes do país, é Impossible que surja um clube com dimensão nessas cidades

 

Não é obrigatório que os grandes clubes só surjam nas grandes cidades. O maior clube da Bélgica é de uma cidade de média dimensão. Não percebi porque é que não somo muito regionais por sermos pequenos. A minha experiência diz-me exatamente o contrário. Somos muito regionais. Na cultura, na música, nas paisagens, na gastronomia. Um minhoto prefere o Vira ao Corridinho, o ribatejano gosta de touradas, o alentejano lambuza-se com as migas e a açorda... Só no futebol é que somos todos do Benfica, do Sporting ou do Porto. Não tem a ver com a nossa falta de sentimento regional nem da nossa dimensão. O investimento em patrocínios também não é causa de coisa nenhuma. É consequência. As empresas canalizam as verbas para os grandes clubes porque são grandes. Têm mais adeptos e maior exposição mediática. É mais um efeito da excessiva concentração.

 

Se a dimensão dos países ou das cidades fosse determinante nalguma coisa o Benfica não andava a disputar lugares no Guiness com o Manchester Utd ou o Bayern de Munique no que respeita a sócios e adeptos. E até já o Sporting se arroga a um lugar nos primeiros nesses indicadores. Os Grandes têm uma expressão em Portugal como não existe em mais lado nenhum (com as possíveis exceções da Grécia, Turquia ou Ucrânia).

 

Ora eu fiz uma brincadeira no excel com nº de campeões nos últimos 10 anos e população residente em 2016. O coeficiente de correlação é de 0,2.

 

Fraquinha...

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Vamos olhar com mais atenção para os dados. Haverá alguma equipa destes campeonatos que tenha ficado sempre, nos 17 últimos anos, num dos 3 primeiros lugares da tabela? A resposta é afirmativa. Há uma equipa: o FC Porto! É fantástico para o Porto. Mas diz-nos pouco. Vamos continuar a lista mais um bocadinho:

 

17 - FC Porto

16 - Real Madrid e Bayern Munique;

15 -

14 - Barcelona, Lyon, Benfica e Sporting

13 - Manchester Utd e Juventus

 

A última vez que o Porto esteve fora do pódio foi em... 75/76. :lol:

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A última vez que o Porto esteve fora do pódio foi em... 75/76. :lol:

Ficaram atrás do Belenenses, treinado pelo malogrado Peres Bandeira. Penso que em 2ª nessa época ficou o Boavista (com o Pedroto). Nós ficámos em 2ª anos antes (72/73 com o Scopelli).

 

 

Na época anterior, e como curiosidade, fomos vencer 4-0 às Antas.

 

 

 

 

Fica aqui:

Nakajima: por fim, o prémio tão esperado

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/portimonense/noticias/interior/nakajima-por-fim-o-premio-tao-esperado-9188670.html

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Ficou 1-1. Inacreditável o tempo de compensação que o árbitro deu. :lol: 4 mins quando houve 6 substituições, uma paragem de cerca de 3 mins e mais umas pausas consideráveis...Quando é que começam a dar a mais e não a menos?

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E se a vontade não me abandonar ainda quero fazer mais umas continhas para complementar esta análise. Quero, por exemplo, alargá-la até ao 15º país do ranking da UEFA para comparar com a Holanda (14º) e a Grécia (15º) que são, na minha opinião por comprovar, os países que mais se comparam connosco.

 

Sem analisar estatísticas, arrisco dizer que o campeonato mais semelhante ao nosso que vais encontrar será o da Sérvia.

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Tondela-Marítimo (16h00)

Árbitro: Jorge Sousa

Assistentes: Álvaro Mesquita e Nuno Manso

4º árbitro: Rui Silva

VAR: Carlos Xistra

AVAR: Jorge Cruz

 

Estoril-Paços Ferreira (16h00)

Árbitro: Hugo Miguel

Assistentes: Ricardo Santos e Rui Teixeira

4º árbitro: Fábio Piló

VAR: Luís Godinho

AVAR: Valter Rufo

 

 

Fonte:Ojogo

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Não é obrigatório que os grandes clubes só surjam nas grandes cidades. O maior clube da Bélgica é de uma cidade de média dimensão. Não percebi porque é que não somo muito regionais por sermos pequenos.

 

Qual é a maior equipa da Belgica, é que o mais titulado é de Bruxelas. Ate os que vem a seguir, tipo Liege e do tamanho quase do Porto e Bruge também não é muito diferente de Braga por exemplo. Claro que exsitem excepções, mas é normal que os grandes clubes estejam associados a grandes cidades, é assim em todo o lado. E como Portugal é um país pequeno por exemplo a uma pessoa de Setubal, é perfeitamente normal ser adepto do Benfica ou Sporting e se quiser pode ir ver os jogos todos em casa, sem ter de fazer mais km do que faz para ir para o trabalho por exemplo.

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