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Sou contra a legalização da cocaína como ele propõe. Sou solidário com os narcos e sinto alguma felicidade em saber que andam a colocar fentanol na cocaína dos Yankees. 

Em vez de se legalizar a droga... Que tal deixarem de ser drogados? Não existe epidemia no México, na Colômbia, no Equador, etc. Só nos EUA. 

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Citação de Thierry Henry, há 2 horas:


 

Spoiler

Flávio Oliveira e Suliane Arantes estiveram no topo do mundo, ainda que os seus momentos de glória tenham sido efémeros. Lá no ar, a bordo de um avião que atravessou o Atlântico de São Paulo para Lisboa, o homem condenado a 104 anos de prisão por matar uma família a sangue-frio e por ser apanhado com 300 quilos de cocaína no porto de Santos vinha confiante com a sua nova missão em liberdade: a de estabelecer em Lisboa a maior base do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Europa. Primeiro, Flávio teria ainda de fazer uma pequena limpeza a um desastrado grupo que tinha perdido 240 quilos de cocaína à saída do porto de Sines. Depois iria finalmente conquistar a Europa.

Como currículo, Flávio trazia a matança a 28 de janeiro de 2006, na Vargem Grande do Sul, em São Paulo, quando invadiu a residência da família Manzano. Primeiro roubou produtos eletrónicos, telemóveis, dinheiro e um Mitsubishi, depois amarrou o pai e os dois filhos de 14 e 9 anos, meteu-os num carro e levou-os para o meio do mato, na rodovia SP-344, onde foram baleados na cabeça. Só a criança mais nova sobreviveu. Seria preso e libertado várias vezes nos anos seguintes.

Já Suliane destacou-se num mundo de homens como a pessoa que organizava meticulosamente a base de dados da mais perigosa organização criminosa da América Latina, sendo a responsável pelo registo dos novos operacionais que integravam as fileiras do PCC no estrangeiro. Era igualmente a madrinha das mulheres que se associavam à organização. No seu telemóvel e no tablet tinha dados sobre ‘batismos’ de criminosos deste sindicato do crime em Portugal. E também de outros países europeus como Espanha e Itália. Era conhecida pelo nome de uma heroína da Marvel, Elektra, e também como “Marcola de saias”, por ser quase tão poderosa como o líder do PCC, Marco “Marcola” Camacho. Mas colecionou outros nicknames ao longo da carreira criminosa: “Intocável”, “Assombrada”, “Mariane” ou “Kitana”.

Era considerada pela polícia brasileira como a “mulher mais perigosa” do PCC, graças ao passado de assassina contratada. O marido também era membro do PCC, e ela confessou à Justiça ter-se arrependido de ter entrado na fação criminosa devido ao fardo que causou aos filhos, tendo estado presa várias vezes.

Flávio falhou clamorosamente na sua missão em Portugal: não liderou o PCC na Europa, sendo preso em outubro de 2022, pela Polícia Judiciária e condenado em abril do ano passado a 8 anos e 6 meses de prisão. Elektra foi detida cinco meses depois de Flávio pela Polícia Federal brasileira, em São Mateus, zona leste de São Paulo, com informações valiosas sobre os membros internacionais desta máfia. Tinha na sua posse o número de filiados, os valores arrecadados por cada um deles com a prática de crimes e depósitos bancários feitos por outros membros. Um documento da Justiça brasileira descreve-a como sendo a operacional que detinha “uma certa admiração das mulheres” do grupo.

Tanto Flávio como Suliane eram a prova viva da importância estratégica que Portugal tinha para o grupo criminoso. Mas mesmo com os dois operacionais de elite fora de ação, o PCC não parou. Foi crescendo também em Portugal até ganhar a consistência certa.

As primeiras pistas de que o PCC poderia estar a operar em Portugal chegaram em 2009, através de um relatório do Departamento de Justiça norte-americano que falava na possibilidade de o grupo se instalar no país. Sete anos depois, o procurador do MP de São Paulo Lincoln Gakiya, talvez o maior especialista mundial no fenómeno, revelou que o PCC traficava droga para a Europa, “especialmente para a Holanda, Inglaterra e Portugal”. O ‘promotor’ público dava algumas pistas, alertando que o MP brasileiro tinha conhecimento de que existiam integrantes da organização presos em Portugal, enquanto outros continuavam envolvidos no tráfico de drogas. “Portugal é considerado uma das portas de entrada para a Europa. O mesmo acontece com a África, que é usada pelos traficantes brasileiros como rota das drogas exportadas pelas fações do Brasil”, acrescentou Lincoln Gakiya.

Os operacionais do PCC já controlam em Portugal um ‘polvo’ de empresas nas áreas do imobiliário, da construção civil, transferência de jogadores de futebol, aviação privada, importação de frutos exóticos, restauração e até barbearias

Mas foi durante a pandemia da covid-19 que os indícios da presença do cartel se solidificaram, mesmo quando se tornava mais difícil exportar droga pelo Atlântico, fosse por mar ou pelo ar, por causa das fronteiras encerradas ou altamente controladas pelas autoridades. Em abril de 2020, o paulista Dilermando Lisboa, que liderava uma rede que importava polpa de fruta congelada do Brasil para a Europa, foi detido pela PJ após serem descobertas duas toneladas de cocaína camufladas entre açaí num contentor no Porto de Sines. Viria a ser condenado pelo Tribunal de Setúbal a dez anos de prisão, por tráfico de droga.

Outro dos fortes indícios de ligações do PCC a Portugal nesse período surgiu com a prisão em Lisboa da ‘doleira’ Nelma Kodama, envolvida em tempos também na mediática Operação Lava Jato depois de ser apanhada pela polícia com €200 mil no aeroporto de Guarulhos. Seria condenada a 18 anos de prisão mas no ano seguinte foi libertada, obtendo um acordo judicial através da ‘delação premiada’, a primeira do caso. Dez anos antes, tinha saltado para a ribalta pelos piores motivos, ao ser exposta como a pessoa que branqueava capitais no denominado Caso dos Bingos. Na altura, o assessor de José Dirceu, então ministro da Casa Civil, era investigado por negócios ilícitos com casas de apostas ilegais para obter dinheiro para campanhas eleitorais. Kodama era dona de uma agência de viagens, em São Paulo e o seu nome surgiu nessa investigação.

Em 2013, votou a ter a Polícia Federal à perna numa investigação às alegadas ações ilícitas na Petrobras. Foi apanhada quando ia embarcar de São Paulo para Milão com os tais €200 mil “escondido na calcinha”, segundo a polícia. Nelma negou que o montante estivesse nas cuecas, mas sim no bolso. Confessou mais tarde os negócios ilegais numa outra comissão parlamentar de inquérito. Nesses anos, ainda longe do PCC, Kodama tornou-se uma espécie de celebridade local muito por culpa da sua prestação na CPI à Petrobras, onde cantou a música ‘Amada Amante’, de Roberto Carlos, de forma a explicar a relação amorosa que tinha na altura com o empresário Alberto Youssef, também investigado na Lava Jato.

Já em liberdade após a ‘delação premiada’, a denominada “Dama do Mercado” começou a viajar para Lisboa entre 2019 e 2020, após livrar-se da pulseira eletrónica que estava presa à sua perna esquerda, graças a um indulto concedido pelo ex-Presidente do Brasil Michel Temer. Mas acabaria por estar em liberdade por poucos meses. Em abril de 2022, foi travada pela PJ no Hotel Ritz, em Lisboa. A presença da empresária brasileira, então com 55 anos, chamou a atenção da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, que suspeitava do seu envolvimento num esquema de branqueamento de capitais oriundos do tráfico de cocaína da América do Sul. O Ministério Público português abriu um inquérito-crime em que era a única arguida.

Simultaneamente, do outro lado do Atlântico, a Polícia Federal somava indícios fortes de que Kodama trabalhava para um dos líderes do PCC no Brasil, Marcelo Mendonça de Lemos, conhecido por Marcelo “Grandão”, que seria o dono dos 595 quilos de cocaína apreendidos em Salvador da Baía nesse mesmo mês de abril, no jato que seguia para o aeródromo de Tires e onde viajava o empresário português e ex-presidente do Boavista João Loureiro, que não é suspeito no caso. A empresária acabaria por ser extraditada para o Brasil em junho de 2022 mas a sua presença em Portugal terá deixado um rasto de pistas soltas para as autoridades dos dois lados do Atlântico. E no ano passado, a história conturbada de Kodama deu origem a um documentário na Netflix.

O mito dos mil operacionais

Com o fim da pandemia, consolida-se a presença em Portugal do PCC. Uma fonte judicial conta ao Expresso que começou a perceber a importância do grupo nascido em São Paulo quando, numa investigação onde foi referenciado um elemento do grupo criminoso, se percebeu que “estaria ligado a outros indivíduos brasileiros que procederam à constituição de empresas de fachada em Portugal”. Era o início do ‘polvo’.

Outra fonte alerta no entanto que o aumento de importância deste grupo criminoso não significa que “em cada ‘boca de fumo’ de um bairro exista um operacional da organização”, ou que “qualquer contentor com droga que chega aos portos de Lisboa, Sines, Setúbal ou Leixões seja pertença do PCC”, ou ainda que “todos os laboratórios de transformação de cocaína escondidos em zonas rurais sejam sempre obra deste grupo”. E conclui: “Criou-se de repente um mito de que o PCC está em todo o lado e domina todo o submundo do tráfico internacional de droga em Portugal.”

Um dos principais indicadores sobre essa narrativa “fabuladora” criada em redor do PCC foi o da revelação de um alegado relatório produzido pelos serviços de informações portugueses que dava conta da existência de mais de 1000 operacionais em Portugal. Em novembro de 2023, um canal de televisão noticiava que um relatório do SIS apontava para a presença em Portugal, a viverem e operarem sobretudo na grande Lisboa, de cerca de 1000 elementos ligados ao PCC. Todas as fontes da PJ e do SIS contactadas pelo Expresso garantem que o referido documento não existe. O número será consideravelmente menor: “uma centena de pessoas, já a contar com os ‘batismos’ recentes”, diz um alto responsável da área da segurança. E nos últimos três anos, o grupo teve já algumas baixas, tendo sido detidos pela PJ em território português cerca de 20 operacionais.

O cenário atual é descrito com detalhe por uma fonte conhecedora do processo: “O PCC não chegou a Portugal como se de uma invasão militar se tratasse. É uma organização muito inteligente com pensamento estratégico, que funciona cá na mesma lógica de uma multinacional. Querem usar o nosso país para passar grandes quantidades de cocaína em direção ao resto da Europa e para a ‘lavagem’ de dinheiro proveniente do tráfico internacional. Não lhes interessa dar demasiado nas vistas nem fazer banhos de sangue nas ruas de Lisboa como acontece no Brasil.”

O primeiro passo foi criar empresas de fachada, legais e aparentemente inofensivas. Depois, gerar faturação falsa para esconder o verdadeiro negócio. Quando se sentiram mais à vontade, já com alguns meses de atividade, iniciaram a rota de importação de contentores marítimos com cocaína escondida. Os operacionais do PCC já controlam de norte a sul de Portugal um ‘polvo’ de empresas das áreas da construção civil, do imobiliário, da transferência de jogadores de futebol, da aviação privada, de importação de frutos exóticos, da restauração ou até de barbearias.

E muitos destes negócios nem sequer são rentáveis. “Há barbearias ou restaurantes a funcionar em locais com rendas altas e sem clientes suficientes para ter lucro. Seriam precisos centenas de cortes de cabelo a menos de €10 para pagar as despesas”, diz um responsável próximo destas grandes investigações. Esse “pormenor” pouco importa para quem tem apenas como missão “fazer circular o dinheiro” do tráfico internacional de droga. Um fenómeno aflorado várias vezes por Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, ainda que sem falar diretamente do PCC. Rui Moreira destacou a existência de “atividades económicas que mais não são do que lavandarias de dinheiro”, referindo-se às lojas de souvenirs no centro da cidade, sobre as quais tem apelado aos sucessivos Governos uma maior regulação. “As lavandarias de dinheiro são particularmente perigosas porque têm um impacto direto na economia da cidade, das famílias e tem de ser tratado. Este é um trabalho que sei que tem preocupado a Polícia Judiciária e a Procuradoria-Geral da República, mas é preciso recursos para isso”, referiu.

Na próxima década é provável que passem a controlar a distribuição de droga em Portugal. Talvez nessa altura a violência, que no Brasil os leva a matar magistrados ou advogados, possa chegar às ruas de Lisboa ou do Porto

Um dos modus operandi utilizados é o de os donos destas empresas de fachada financiadas pelo PCC — alguns deles saídos da faculdade e formatados à medida do cartel — serem utilizados como “células adormecidas” durante dois ou três anos: ou seja, agem normalmente no dia a dia, como qualquer outro empresário do sector. Mas podem ser ativados a qualquer momento, assim que o grupo precisar deles, para atividades criminosas mais ou menos exigentes.

Bruno Paes Manso, jornalista brasileiro e autor do livro “A Guerra: a Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil”, explica que o funcionamento do PCC é diferente do dos cartéis colombianos e mexicanos. “A sua força é a de ser uma rede horizontal de parceiros. São uma grande networking de criminosos. Quando o PCC chega a Portugal ele não pretende necessariamente dominar o crime local. Realiza antes negócios com criminosos locais para criar uma rede de vendas, de comércio, expandindo a rede de compradores. E os seus parceiros não precisam de ser filiados no PCC.”

Ser português é um trunfo para o PCC

Portugal também é importante para a organização devido à partilha da mesma língua, o que facilita a comunicação e agiliza negócios. Muitos dos operacionais que vêm trabalhar para Lisboa têm como primeiro passo o de obter a dupla nacionalidade.

Um caso que fez despontar a ponta desse véu teve lugar nas instalações do consulado de Portugal no Rio de Janeiro no final de 2023. Uma operação conjunta da Polícia Judiciária e da Polícia Federal desmantelou uma rede de funcionários que são suspeitos de acelerarem a emissão de vistos a quem lhes pagasse €300. Trata-se de uma das maiores investigações conjuntas dos últimos meses entre as autoridades portuguesas e brasileiras. Vários inspetores da unidade anticorrupção da PJ viajaram inclusive para o Rio de Janeiro e para São Paulo para poderem acompanhar o desenrolar das buscas e perceberem de perto a dimensão do fenómeno de alegada corrupção que se vivia naquele consulado até há pouco tempo. Segundo uma fonte próxima do caso, a investigação contou sempre com a colaboração do consulado e dos principais responsáveis hierárquicos do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A PJ terá descoberto que um dos suspeitos já tinha sido alvo de queixas durante uma passagem pelo consulado de São Paulo. A PJ descobriu que “mais de 30 elementos” com ligações aos cartéis brasileiros, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, se aproveitaram desta facilidade concedida para viajarem para Portugal. Alguns chegavam a Lisboa com “cadastro limpo”, mas descobriu-se que, afinal, tinham antecedentes criminais, estando o consulado a servir de “porta de entrada”. O esquema terá beneficiado “largas dezenas de pessoas”, refere uma fonte judicial, acrescentando que nem todas pertenciam a grupos de traficantes e que algumas apenas desejavam vir trabalhar para Portugal, saltando as habituais burocracias. O caso está ainda em investigação, não havendo uma acusação até ao momento.

As ligações do PCC a instituições portuguesas não terminam com este caso isolado no consulado. Uma investigação conjunta entre o Expresso e a revista brasileira “Piauí” revelou em junho de 2024 que um gestor da MCE, a empresa de jogo comprada no Rio de Janeiro pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, revelou numa reunião, em novembro de 2023, a existência de uma dívida de 200 mil reais — cerca de €40 mil — ao PCC.

A informação consta de um documento entregue à Santa Casa no final desse ano. Na reunião, um novo representante no Rio de Janeiro da administração da Santa Casa, então liderada por Ana Jorge, foi confrontado com a necessidade de se resolver a dívida de 200 mil reais ao PCC e com o facto de o crédito estar relacionado com uma “operação” da MCE em São Paulo, onde o PCC está mais presente. O caso continua em aberto e ainda não se conhecem novos pormenores.

Ao implantar-se em Portugal e na Europa, mercados tecnologicamente mais avançados do que o Brasil, o grupo criminoso tem vindo a adaptar-se, apostando no cibercrime e nas burlas informáticas, dominando já os mercados de criptomoedas. “As ligações do PCC com outras máfias têm-lhes permitido ter acesso a novas técnicas de lavagem de dinheiro. E têm trabalhado com criptomoedas, que permitem pagamentos internacionais com muito mais facilidade e sem fiscalização, ampliando a capacidade de transporte de capital”, afirma Bruno Paes Manso.

O PCC tem também outros objetivos mais direcionados para o seu core business: o tráfico. Na próxima década é provável que também passem a controlar o patamar da distribuição interna da droga em Portugal. Para já, dominam as remessas e a entrada da cocaína em Portugal e até alguma da receção desses estupefacientes. Mas a distribuição, que gera conflitos diários entre diferentes fações, ainda não. E talvez nessa altura a violência, que lhes está no sangue na América Latina, e que os leva a matar inclusive magistrados ou advogados, possa chegar às ruas de Lisboa ou do Porto. “Para já são uma força quase invisível. E assim deverão continuar durante bastante tempo”, resume uma das fontes judiciais contactadas pelo Expresso.

Fantasmas nas prisões

De cada vez que um condenado recolhe ao estabelecimento prisional onde cumprirá a pena, é acompanhado de uma ficha com informação oficial sobre o seu estado de saúde, a sua história criminal e até informação pessoal sobre a família nuclear. “Mas também há informação que é transmitida fora dos canais oficiais para que os guardas e os diretores saibam com o que podem contar”, explica uma fonte judicial.

De acordo com esta fonte, não há registo em Portugal de reclusos formalmente ligados ao PCC ou que vivam segundo as regras desta organização criminosa nas cadeias portuguesas: “Ainda assim, há relatos não confirmados de um ‘batismo’ de um novo membro numa cadeia e há poucas semanas os alarmes soaram por causa de um alegado motim que estaria a ser preparado em Coimbra.”

A Direção-Geral dos Serviços Prisionais nega esta ocorrência e numa resposta por escrito enviada ao Expresso explica que “acompanha, em articulação com os órgãos de polícia criminal competentes, a problemática respeitante ao crime organizado e atua em função de critérios de operacionalidade e de segurança que não são suscetíveis de partilha pública”.

Uma outra fonte explica que em Portugal não há uma tradição de estruturas organizadas nas cadeias que ditem regras aos seus membros e que compitam com outras organizações criminosas pelo poder nas cadeias. “Há redes criminosas, especialmente de Leste, que vivem nas cadeias segundo algumas regras e em obediência a um chefe”, explica a mesma fonte, que também dá o exemplo de um grupo de reclusos ligados à Operação Noite Branca que formavam um grupo distinto na cadeia onde cumpriram pena. “Também há grupos que se organizam para traficar droga ou telemóveis nas cadeias.”

O PCC, pelo menos por enquanto, é apenas um fantasma nas cadeias. Mas já assusta.


 

‘Batizados’ para matar

Marcola gosta de carros desportivos, relógios e roupas caras e faz aplicações de botox. Está preso em isolamento quase total há 23 anos e na cela de nove metros quadrados da prisão de alta segurança em Brasília não tem espaço para dar vazão à paixão por velocidade. Transformou-se num mito ao ser apontado como o principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do Brasil que se transformou numa multinacional, com dezenas de milhares de colaboradores e múltiplas e dispersas lideranças, o que torna muito mais difícil o combate à sua atividade.

“O PCC não tem lideranças personalizadas. Existem posições de liderança, ocupadas em geral por um grupo de ‘batizados’. Quando um desses integrantes fica sem comunicação, ou morre, a organização o substitui e segue operando normalmente”, explica Gabriel Feltran, brasileiro, diretor de pesquisa no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), em Paris. “Esse ponto está consolidado nas investigações sobre este grupo criminal, mas ainda é pouco compreendido na imprensa e, por vezes, entre as autoridades”, acrescenta o sociólogo que há duas décadas estuda o fenómeno do PCC.

A estrutura desta “sociedade secreta” e a sua capacidade de “produzir regulação de mercados criminais”, precisa o investigador, está baseada nessa forma descentralizada de pensar a condução estratégica da organização. “Passei 20 anos fazendo pesquisa de campo sobre o PCC e nunca ouvi um ‘irmão’ ou ‘companheiro’, dizer que estava seguindo o que dizia Marcola”, afirma Feltran. Sublinha que, durante o isolamento do narcotraficante, a organização cresceu exponencialmente e, se é verdade que foi Marcola que liderou uma revolução interna no PCC em 2002, “muita água passou por debaixo da ponte desde então”. “Mas a imprensa gosta de imaginar grandes capos todo-poderosos, o que não existe por princípio no PCC.”

Então, do que falamos quando falamos do PCC? A fundação do grupo tem dia certo: 31 de agosto de 1993, um ano após o massacre na prisão do Carandiru, em São Paulo, em que 111 reclusos foram mortos. O jornal “O Globo” recorda que “a maior facção criminosa do Brasil foi fundada depois de um jogo de futebol”, na Casa de Custódia de Taubaté, conhecida como Piranhão, também no estado de São Paulo. Os idealizadores foram os oito únicos presos nascidos da capital paulista. Conhecidos como “os da capital” pelos demais presos, criaram a equipa Comando Capital e, depois de vencerem o Comando Caipira num campeonato dentro da prisão, e de matarem um dos jogadores rivais, decidiram que tinham de conquistar mais poder interno.

O PCC surgiu com a filosofia de uma irmandade de presos, mas não são todos que podem dizer fazer parte da organização. “O PCC batiza os seus membros num ritual, no qual o integrante aceita o estatuto e declara um compromisso com o crime. Como se trata de uma irmandade, o batizado se torna um ‘irmão’ dos demais membros”, explica Feltran. Os ‘batizados’ serão atualmente cerca de 40 mil, de acordo com dados do Ministério Público brasileiro, a que se têm de somar ainda 60 mil ‘companheiros’ ou prestadores de serviços, “todos submetidos às regras e à hierarquia do grupo”.

No livro “Irmãos: uma História do PCC”, que deu origem a uma série da HBO, Gabriel Feltran explica que a organização criminosa ganhou dimensão ao impor regras aos integrantes. Assim, quando o grupo começou a organizar-se no Piranhão, que tinha então o mesmo diretor que estivera à frente do Carandiru na altura do massacre, estruturou-se como um sistema de proteção dos presos, que eram obrigados a jurar um estatuto e pagar quotas, cujo montante era utilizado para financiar advogados, prestar assistência às famílias, corromper guardas prisionais e sustentar as regalias da cúpula da facção.

De acordo com as leis do PCC, violadores e pedófilos devem morrer, moradores das mesmas celas têm de resolver as disputas de forma a evitar a entrada de polícias, assassínios injustificados devem acabar e não há dependentes de crack. E, nas comunidades fora da prisão dominadas pelo PCC, os maridos violentos devem ser expulsos, porque costumam atrair a presença policial a qualquer hora do dia ou da noite.

Marcola não foi um dos fundadores do PCC, chegou mais tarde. Em 1999, o PCC tinha realizado o maior assalto a um banco na história de São Paulo, tendo roubado cerca de US$ 32 milhões (€30 milhões). E em 2001, o grupo coordenou o maior motim prisional do mundo, com impacto simultâneo em 29 estabelecimentos no estado de São Paulo.

Na altura, o Playboy — como também conheciam Marcola — já era célebre pelos assaltos a bancos. Impôs-se então como uma liderança de forma polémica, ao colaborar com as autoridades policiais, sendo-lhe imputada uma importante denúncia que desmantelou o sistema de comunicação com telemóveis ilegais utilizado pelos criminosos dentro do sistema prisional. O assassínio da primeira mulher, Ana Maria Olivatto Herbas Camacho, também sua advogada, com 45 anos, executada a tiros por homens encapuzados, em outubro de 2002, tê-lo-á atirado para um papel de maior destaque dentro da organização. E Marcola fez-se apoiar por uma direção, já não maioritariamente formada por assaltantes, mas por narcotraficantes.

O criminoso terá promovido uma revolução interna ao mudar o modo de atuação do PCC. É clássico o exemplo dado de como quando “Cesinha” (famoso por decapitar os rivais e que foi morto na prisão) e Geleião (criador da sigla PCC e que morreu preso em 2021 com covid-19), fundadores da facção, queriam utilizar automóveis com 30 quilos de dinamite para explodir a Bolsa de Valores de São Paulo e terá sido Marcola a convencê-los de que a facção “ganharia mais ficando fora do radar da polícia”.

Mas, em 2006, durante dez dias e com um resultado de centenas de mortes, o PCC impôs o terror na cidade de São Paulo, ganhando manchetes. A 12 de maio, véspera do Dia da Mãe no Brasil, Marcola foi chamado a depor sobre a existência de um plano de retaliação à transferência da cúpula do PCC para uma prisão de segurança máxima. Em resposta, avisou: “Não vai ficar barato.” Rapidamente, uma onda de violência alastrou pelo estado, com polícias mortos em simultâneo e dezenas de autocarros incendiados, numa demonstração de força, que só acabou graças a um acordo, nunca assumido, com o governo. Três meses depois, nova ação mediática, com o PCC a sequestrar um jornalista da TV Globo para denunciar as más condições no sistema prisional.

Quando Marcola assumiu o leme, seis dos oito fundadores do PCC já estavam mortos. Com 56 anos e condenado a mais 330 anos de prisão, é-lhe imputada uma visão empresarial do crime, mas as notícias mais recentes dão-no como estando fragilizado. Há cerca de um ano que não terá contacto com outros presos, tendo revelado “oscilações na perceção da realidade”. Contudo, investigações da polícia sinalizam que os apoiantes do narcotraficante continuam a elaborar planos para a sua fuga. Em 2019 já tinha sido revelado que o PCC investira milhões de dólares em logística, veículos blindados, aeronaves e armamentos de guerra para o retirar o da prisão.

A sua história, contudo, não é muito diferente da de milhares de percursos de vida precários de crianças brasileiras. Terá perdido a mãe, brasileira, com 9 anos e nunca conheceu o pai, boliviano. Acabou por ser criado por uma tia materna até os 12 anos, quando começou a cometer pequenos crimes e a usar drogas e foi a dependência que lhe deu o “nome de guerra” — “Marco cheira cola”, como contou a deputados numa Comissão Parlamentar de Inquérito, em 2006.

Desde então, Marcola, o único líder vivo da primeira geração do PCC, tornou-se uma lenda, embora negue de forma recorrente ser o líder máximo da organização. Mas gosta de contribuir para a imagem lendária, em depoimentos, já disse que “leu muito Lenine” e que “Assim Falou Zaratustra”, de Nietzsche, é o seu livro preferido. Atribuem-lhe “perfil político, raciocínio rápido e capacidade de influenciar colegas de cela”.

Fruto ou não da sua influência, o crescimento do PCC deveu-se e muito à estratégia falhada do Estado brasileiro de espalhar os líderes da organização por prisões nos mais variados cantos do país, o que acabou por piorar a situação ao disseminar as lideranças. E ao crescer, a disputa pelo território fez com que surgissem choques violentos entre o PCC e outros grupos concorrentes. Em 2017, Integrantes da Família do Norte, aliada do Comando Vermelho (poderosa organização surgida no Rio de Janeiro), decapitaram e queimaram 56 reclusos ligados ao PCC no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, no estado do Amazonas. Na mesma semana, o PCC respondeu, matando 33 detidos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, no longínquo estado de Roraima, e mais 26 na Penitenciária de Alcaçuz, em Natal, no Rio Grande do Norte.

Depois de dominar São Paulo e fazer-se representar por todo o Brasil, o PCC espalhou-se internacionalmente e já estará presente em 24 países, tornando-se o principal exportador de cocaína, produzida na Bolívia, para a Europa. Terá estreitado laços com grupos mafiosos como o Šaric, da Sérvia, e a Ndrangheta, da Calábria. Com uma faturação anual estimada em no mínimo €900 milhões, que vem, sobretudo, do tráfico internacional de drogas, que corresponde por 80% do lucro da facção.

Nos últimos anos, uma região, em especial, tornou-se determinante na estratégia do PCC. Considerada essencial para o tráfico internacional de cocaína, principalmente com destino à Ásia e à Europa, além de abastecer o próprio mercado interno brasileiro, a região amazónica tem sido alvo de grande investimento por parte de facções criminosas. O resultado visível foi o crescimento exponencial da violência e dos assassínios, com consequências dramáticas para as populações indígenas, já que os traficantes apoiam também atividades como o garimpo ilegal de ouro, altamente destrutivo do ambiente.

Hoje, definir a dimensão do PCC passa por uma questão quase matemática. Feltran explica: “A dimensão do PCC não é bem conhecida pelas autoridades, tão pouco na literatura especializada. Sabemos por estimativas do Ministério Público de São Paulo que há mais de 40 mil membros ‘batizados’ apenas no Brasil, o que já torna o PCC uma das maiores organizações criminosas do mundo. Mas é importante ter em mente que o poder do PCC se estende muito além do conjunto dos seus membros ‘batizados’.” O investigador explica que, “numa prisão dominada PCC, podemos ter 20 membros ‘batizados’ por essa sociedade secreta no conjunto de uma população de mil presos naquela cadeia, por exemplo. Ou seja, os outros 980 presos legitimam o ritmo e as normas do PCC naquela prisão. Portanto, o poder do PCC no universo criminal vai para muito além desses 20 membros ‘batizados’”.

Também a atividade criminal não se restringe ao tradicional tráfico de droga, vindo a assumir novos contornos. Como a aquisição de imóveis em bairros de classe média alta. Feltran explica que “no Brasil, hoje, os bairros de classe média não são estranhos ao PCC. A acumulação ilegal desses mais de 30 anos de expansão da facção produziu muitos empresários criminais que, com o tempo, convertem seu património em mercados legais”. Um exemplo recente passa pela compra noticiada pelo “Estado de São Paulo” de mais de 40 imóveis no bairro paulista do Tatuapé, considerado um símbolo de ascensão social e um reduto dos integrantes do PCC.

Foi no Tatuapé que ganhou peso a figura de Antônio Gritzbach, 38 anos, vendedor de imóveis de luxo que durante uma década ajudou o PCC a lavar dinheiro e acabou por ser assassinado com 29 tiros de uma espingarda automática no aeroporto internacional de Guarulhos em novembro do ano passado. A causa do homicídio terá sido a delação sobre as relações de membros do alto escalão da organização criminosa com polícias no ativo, uma confissão feita em troca da redução da própria pena por alegadamente ter mandado matar dois membros do PCC. Simbólico neste caso foi a constatação da infiltração do PCC em estruturas como a Polícia Civil paulista, conclusão que se tornou evidente depois da prisão de um polícia justamente acusado de matar delator do PCC.

Quanto ao fim do PCC, Feltran é cético: “Na história de mais de 30 anos da facção, foram muitos os episódios em que isso foi dito. Muitas vezes pessoas que ocupavam posições centrais na rua e nos presídios foram assassinadas pelos próprios integrantes da facção. Houve vinganças entre membros, que deixaram muitos mortos e muitos aprendizados no coletivo criminal. Sempre há conflitos, mas a estrutura do PCC é feita justamente para que esses conflitos não permitam a destruição da organização. Ao contrário, o que temos visto empiricamente é uma organização que cresceu rapidamente nos últimos dez anos, sobretudo nos mercados internacionais.”

Entretanto, o senador e ex-mediático juiz Sergio Moro estará a preparar a apresentação ao Congresso de um projeto de lei que visa classificar o PCC como uma organização terrorista. Inspirado numa norma assinada por Donald Trump que equipara juridicamente os grandes cartéis de tráfico de drogas a grupos terroristas, a medida permitiria modificar o combate à organização criminosa. Mas, já depois das notícias que davam conta desta intenção, há cerca de uma semana, oito membros do PCC foram condenados com penas de até 14 anos e nove meses de prisão por terem planeado a realização em 2023 de um atentado contra Sergio Moro e outras autoridades públicas.

 

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Citação de Stromp, há 30 minutos:

Kanye west a dar uma de João quadros no Twitter 

A minha única dúvida relativamente ao Kanye é se morre em suicídio ou homicídio -suicidio.

O homem já devia estar internado de forma compulsiva.

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Citação de Jimpo, há 1 hora:

Aposto que estava bêbado quando fez essas declarações. 

Mas quantas mais décadas de "war on drugs" é que as pessoas vão precisar para perceber que a ilegalização não funciona e que só serve para multiplicar a criminalidade?

As únicas entidades que ganham com o actual estado de coisas, já lá vai mais de meio século, são os narcotraficantes e quem vende armamento. 

  • Concordo! 5

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Citação de whatever, há 11 horas:

Mas quantas mais décadas de "war on drugs" é que as pessoas vão precisar para perceber que a ilegalização não funciona e que só serve para multiplicar a criminalidade?

As únicas entidades que ganham com o actual estado de coisas, já lá vai mais de meio século, são os narcotraficantes e quem vende armamento

Tens a resposta aí em baixo. Quando tens nos USA uma máquina de produção de armamento e de segurança tão lucrativa, mais as prisoes privadas e tal, é um sistema que funciona bem. Ainda para mais porque quanto mais as coisas piorem mais podem dizer que a solução é mais armas, mais prisões, mais autoridade etc.

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Citação de whatever, há 11 horas:

Mas quantas mais décadas de "war on drugs" é que as pessoas vão precisar para perceber que a ilegalização não funciona e que só serve para multiplicar a criminalidade?

As únicas entidades que ganham com o actual estado de coisas, já lá vai mais de meio século, são os narcotraficantes e quem vende armamento. 

Eu até concordo, mas custa-me imaginar as consequências de haver cocaína não traçada, saída pura da fábrica da farmacêutica, disponível por aí. A julgar pelo final dos século XIX inicio do XX era capaz de ser engraçado.

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Citação de antifa, há 4 minutos:

Eu até concordo, mas custa-me imaginar as consequências de haver cocaína não traçada, saída pura da fábrica da farmacêutica, disponível por aí. A julgar pelo final dos século XIX inicio do XX era capaz de ser engraçado.

Entre isso e ter traçada com fentanyl e m*rda dessas...não sei qual o pior.

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Citação de SAS_Robben, há 12 horas:

A minha única dúvida relativamente ao Kanye é se morre em suicídio ou homicídio -suicidio.

O homem já devia estar internado de forma compulsiva.

talvez, mas quando o timing coincide sempre com a necessidade de publicitar algum produto que está para sair em breve...

fico fascinado é com quem defende isto

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Eticamente, para alguns pode ser reprovável, mas a cocaína se fosse somente produzida e vendida pelo estado central os cartéis de droga perdiam logo uma grande fatia dos seus rendimentos. E o facto de ser vendida pelo estado faria mais difícil as lavagens de dinheiro

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Citação de antifa, há 4 horas:

Eu até concordo, mas custa-me imaginar as consequências de haver cocaína não traçada, saída pura da fábrica da farmacêutica, disponível por aí. A julgar pelo final dos século XIX inicio do XX era capaz de ser engraçado.

É sem dúvida um bom ponto e não acho que existam sequer boas soluções, quanto mais soluções ideais. A ideia de ter as farmacêuticas e médicos a fazer de dealers, como na prática já acontece com antidepressivos e afins, não é particularmente apelativa, mas o caminho tem de passar pela despenalização e regulamentação.

Citação de Su1, há 30 minutos:

Nacionalizar a cocaína acho que nem no bingo do @Che estava

Do Che é normal que não esteja, já que faz parte da teolog... da teoria de um dos profetas maiores dos fanáticos da IL e demais 'libertários' de consultora.

Editado por whatever
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Citação de antifa, há 4 horas:

Eu até concordo, mas custa-me imaginar as consequências de haver cocaína não traçada, saída pura da fábrica da farmacêutica, disponível por aí. A julgar pelo final dos século XIX inicio do XX era capaz de ser engraçado.

É começar a tomar heroína para amenizar

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Citação de antifa, há 4 horas:

A julgar pelo final dos século XIX inicio do XX era capaz de ser engraçado.

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Citação de whatever, há 1 hora:

Do Che é normal que não esteja, já que faz parte da teolog... da teoria de um dos profetas maiores dos fanáticos da IL e demais 'libertários' de consultora.

Os libertários que para aí andam hoje em dia são mais adeptos da CIA inundar os bairros com crack para destruir os movimentos de libertação negros do que de legalizar.

  • Concordo! 2

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Trump says Palestinians will have no right of return to Gaza under his plan

Citação

 

Asked if Palestinians would have the right to return to Gaza, Trump told Baier: “No, they wouldn’t, because they’re going to have much better housing."

“Could be five, six, could be two,” he said. “But we’ll build safe communities, a little bit away from where they are, where all of this danger is.

“In other words, I’m talking about building a permanent place for them because if they have to return now, it’ll be years before you could ever – it’s not habitable,” he said.

 

 

 

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Uma pergunta que hoje me atormentou durante 30 longos segundos e que deixo para os especialistas:

Trump diz que vai comprar a Faixa de Gaza. Deixando de parte as alucinações e megalomanias, a pergunta que me assalta e que, ao que me foi dado conhecer, ele não esclareceu é a seguinte: Ele vai comprar a Faixa de Gaza a quem? Na sua mente alucinada quem é o atual proprietário a quem ele vai comprar o território?

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Citação de Descartes, há 4 minutos:

Uma pergunta que hoje me atormentou durante 30 longos segundos e que deixo para os especialistas:

Trump diz que vai comprar a Faixa de Gaza. Deixando de parte as alucinações e megalomanias, a pergunta que me assalta e que, ao que me foi dado conhecer, ele não esclareceu é a seguinte: Ele vai comprar a Faixa de Gaza a quem? Na sua mente alucinada quem é o atual proprietário a quem ele vai comprar o território?

Como assim?? Não é só bater à porta do senhor presidente do Hamas e entregar um cheque??

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